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Crônica de Ademar Rafael

INVERDADES INSTITUCIONAIS

No Brasil muitos detentores de cargos perpetuados por uma legislação eleitoral feita sob medida para atender seus interesses defendem que não devemos mudar nada em nosso sistema. Alegam que mudanças podem ferir a democracia. Posso até não ter razão, mas, tenho o direito de perguntar que democracia é essa que obriga o eleitor a votar e dar pesos diferentes nos votos recebidos por Ademar e por Rafael?

Uma destas inverdades mantidas sob a cobertura da legalidade é sistema proporcional de votos utilizado para eleger vereadores e deputados. De onde tiro esta ideia? A resposta é a resistência que nossos “donos do poder” têm em aplicar o voto distrital misto ou puro. Outra resposta pode ser identificada na insistência em manter essa figura chamada de “quociente eleitoral”. Esta variável mágica é extraída do resultado da divisão do número de votos válidos pela quantidade de vagas no Legislativo em disputa, seja Câmaras Municipais, Assembleias Legislativa ou Câmara dos Deputados.

Decifrando melhor: Um determinado candidato pode receber três mil votos e ficar de fora e outro com apenas oitocentos votos ser eleito. Para isto basta que o partido do primeiro não alcance o famigerado “quociente eleitoral”. O que mais assusta é que para eleger senadores o sistema é outro, para tal cargo eletivo vale o modelo majoritário. Quem tem mais voto se elege.

Aleatoriamente busquei no site de Tribunal Superior Eleitoral – TSE os seguintes números, extraídos da capital e cidade de grande porte de determinado estado. Foram eleitos candidatos com 2.302 votos e 858 votos, enquanto em cada colégio eleitoral candidatos que receberam, respectivamente, 3.989 votos e 2.287 votos sequer ficaram na suplência. Mesmo sendo legal, tendo sido criado na virada do século XIX e sendo utilizado em vários países não retira o que de injusto há neste sistema. Quem pensar diferente tem meu respeito, não minha concordância.

Crônica de Ademar Rafael

UM BRASIL POSSÍVEL?

Amigas e amigas do “blogdofinfa”, com esta crônica de número quatrocentos e quatorze estamos iniciando o novo ano de parceria. Cada semana este diálogo gera extrema satisfação neste cronista.

Por se tratar de uma nova fase e seguindo o propósito desta conversa semanal trago uma proposta para um Brasil de oportunidades. De início faço um alerta: “Qualquer pessoa tem o direito de discordar de Ciro Gomes, ignorar o que ele escreve é deixar de lado ponderações aceitáveis”. O Brasil possível ora sugerido tem origem em registros do recente livro do político nascido em São Paulo e cearense por adesão: “Projeto nacional: O dever da esperança”, lançado durante a pandemia.

Cito a publicação pela minha total concordância sobre os três principais fatores que impedem o Brasil de ser destaque no cenário mundial. No capítulo “As raízes da crise econômica”, subtítulo “Prometeu acorrentado” Ciro, corretamente sob meu ponto vista, indica: a) Estrangulamento do passivo das empresas privadas; b) Colapso das
finanças públicas e c) Ausência de um projeto nacional de desenvolvimento.

A soma destes três fatores adicionada com a burrice crônica dos nossos governantes que historicamente insistem em trocar fundamentos defendidos pelo economista Celso Furtado, paraibano que neste ano completaria cem anos, por fundamentos de “meninos de recado de Chicago” e/ou similares. Essa troca faz com que o Brasil permaneça na
periferia do universo composto pelas grandes potências mundiais.

Com a leitura do capitulo “Um projeto para o Brasil” vamos detectar que é possível transformamos nosso país em uma potência e garantir a justiça social. Ao final da leitura do livro vamos descobrir que desde a proclamação de república tivemos apenas três presidentes com noção de país: Getúlio Vargas, JK e Itamar Franco. Os demais foram imediatistas que defenderam interesses de grupos e projetos próprios.

Crônica de Ademar Rafael

TRIPÉ DE DUAS PERNAS

A incoerência do título desta crônica, uma vez que todo tripé que se garante tem que ter três pernas, é por que nela vou narrar um problema que para ser solucionado precisa de três fatores. Os autores e atores das soluções insistem em ofertar somente duas das três variáveis obrigatórias.

Não necessitamos de recorrer a teorias econômicas para identificar que para resolver a crise do desemprego, agravada com a pandemia do COVID-19, as duas, pernas aqui classificadas com flexibilização das leis trabalhistas e qualificação dos trabalhadores, são insuficientes. Necessário de faz criar vagas por meio de uma política industrial de alto alcance em várias atividades que os governos desde Fernando Collor de Mello negligenciaram.

Daniel Cohen, professor de ciências econômicas de Sorbonne – França, no livro “Riqueza do mundo, pobreza das nações” em vários momentos fala sobre a ineficácia no combate ao desemprego sem aplicação das três variáveis acima narradas. Enfatiza que a junção das três pernas, neste texto simbolicamente representadas, é o caminho mais curto para reduzir os níveis de desemprego no mundo. Cita como exemplo central as práticas adotadas pelos “Tigres asiáticos”: Hong Kong, Cingapura, Coréia e Taiwan, com reflexos positivos na China, Japão, Malásia, Indonésia e Índia.

O Brasil com sucateamento da nossa indústria, importando até palito de dente da China e sem um política industrial de longo prazo continuará andando em circulo. A banalização das relações trabalhistas e a qualificação ofertada para massa de trabalhadores que perderam suas vagas e os que nunca tiveram acesso ao primeiro emprego pouco servirá se não criarmos, de fato, novas vagas. Fazer esta leitura parece que não está no radar das autoridades brasileiras, suas ações transitam somente de direção do “tripé de duas pernas”. Até quando?

Crônica de Ademar Rafael

FINADOS

Em um ano em que uma pandemia ceifou mais de 1,2 milhões de vidas na face da terra a data dedicada à memória dos mortos ganha outra dimensão. Não há como passar por ela sem conviver com o sentimento de perdas de entes queridos impotentes diante da COVID-19.

Não conheço ninguém que tenha decifrado o simbolismo do dia dois de novembro com maior intensidade que o poeta João Batista de Siqueira – Cancão. Aqui transcrevemos a primeira estrofe do poema “Dia de Finados”, retirada do livro Palavras ao prelúdio: “Raiou o dia, um soluço/Se espalhava choroso/Era o vento pesaroso/Que soluçava convulso/O sol focava debruço/Nas janelas do levante/O céu, um manto brilhante/Cravejado de  cristais/Anunciava os sinais/De um dia emocionante.”

Na literatura sobre o tema existem vastos registros de que o “Dia de Finados”, na perspectiva dos católicos foi instituído pelo abade Santo Odilon (962-1049), no ano de 998, na abadia de Cluny – França. No entanto, à honra aos mortos antecede referida data, a construção das pirâmides de Gizé e o Taj Mahal sustentam que os corpos das pessoas idas mereceram atenção desde as antigas civilizações.

Limitando a quatro países, extraímos de texto disponível no site www.a12.com.br parte de informações sobre a forma que a data é comemorada em diversas nações. No Brasil damos o sentido de tristeza durante as visitas; no México o dia é comemorado com eventos festivos que ocorrem de 31 de outubro a 02 de novembro; na Espanha a comemoração se dar no dia 01 de novembro como “Dia de todos os santos”, com visitas aos cemitérios; e no Japão homenagens são prestadas aos ancestrais no dia 15 de agosto.

Cabe-nos, observadas os critérios que cada religião permite, não deixar de honrar nossos ascendentes e para eles dedicar uma oração.

 

Crônica de Ademar Rafael

COMO ATRAIR?

Um dos maiores dilemas para quem desenvolve plataformas de ensino à distância é como disponibilizar os conteúdos em um formato atrativo e amigável para os alunos.

É sabido que dependendo do estágio do conhecimento do aluno em informática, do nível de sofisticação do equipamento utilizado e da velocidade da internet em uso as percepções serão diferentes.

Quando foram introduzidas as formas de aprendizado através da televisão de vídeos em fitas ou outras mídias, contávamos com um cenário onde as coisas aconteciam com velocidade muito menor que atualmente. Hoje a quantidade de alternativas disponíveis e o grau de exigência dos alunos exigem uma qualidade superior nas ofertas dos conteúdos.

Todos sabem que boa parte dos professores não foram devidamente habilitados para gravação de áudios  explicativos dos registros transcritos em livros físicos ou versões digitais e que as configurações entre os equipamentos utilizados nas gravações e na recepção dos alunos não guardam perfeita sintonia. Tais fatores criam, de forma automáticas, desculpas para os alunos com pouco ou nenhum interesse em estudar em metodologias diferentes do ensino presencial.

Mesmo com a pandemia, o temor de liberar alunos para escolas convencionais e outras dificuldades uma coisa é certa: A relação ensino x aprendizado que já enfrentava problemas teve a situação agravada. A solução não depende somente de governos e das estruturas escolares. Se cada aluno não tomar para si maior grau envolvimento e elevar o nível de compromisso o dano será irreparável.

Atrair alunos para uma convivência harmônica e produtiva com os conteúdos ofertados é uma trilha a ser construída com várias mãos. Governo, escolas, pais e alunos precisam agir conjuntamente.

Crônica de Ademar Rafael

MEUS CAMINHOS, MEU SERTÃO.

Forçado pelo abandono que o governo de Pernambuco tem dado nos últimos anos às estradas da região do Pajeú na última semana de setembro-2020 preferi utilizar a estrada de chão que liga Iguaraci a Monteiro, em minha volta para João Pessoa – PB.

O que poderia ser um desconforto transformou-se em um belo reencontro com minha infância. No trajeto tive o privilégio de passar pelos riachos que lavaram meus pés, pelos poços e barragens que lavaram meu corpo e
pelos cenários que lavaram minha alma.

Transitar pelos caminhos que me levaram à escola na Fazenda Caiçara e posteriormente em Jabitacá e tomar um café com meu sobrinho no alpendre da casa onde nasci promoveram correntes de sentimentos que não podem ser descritas em palavras. Quando a emoção encanta o espírito o mundo material não define.

No sertão podemos até mudar a estética das casas e alterar o formato das cercas e essência do ambiente ninguém do planeta terra altera. Os locais onde pastorei as ovelhas e as vacas de leite, os campos onde busquei lenha seca para o fogão e para fogueira de São João pereciam esperar pela minha visita. Estavam nítidos e plenos como nos tempos idos.

Depois de muito tempo pude rever as casas da Quixaba, Caiçara, Serra Branca, Caroá e tantas outras fazendolas da região que moldou minha capacidade de suportar desafios e entender que o sertão está acima do país. Suas regras começam com coragem, trabalho e perseverança. Quando retornamos ao sertão a energia nele gerada nos desliga do mundo exterior, sua fornalha natural aquece do fio de cabelo ao tutano do osso.

Para decifrar “os sertões” precisamos estar nele. O que escreveu Guimarães Rosa e Euclides da Cunha servem de senha de entrada, a posse e o domínio exigem nossa presença. Viva o sertão, viva o Pajeú.

Crônica de Ademar Rafael

ÉTICA?

Por: Ademar Rafael

Hoje, 198 anos depois do famoso Grito do Ipiranga, nosso propósito é tentar identificar se nestes quase duzentos anos a ÉTICA defendida pelos pensadores daquela época esteve entre nós ou foi um termo utilizado em momentos apropriados? Em 1822 estavam habitando no plano terreno Benjamin Constant de Rebecque, Charles Tocqueville e George Wilhelm Friedrich Hegel. Precisamos saber se os esforços destes três pensadores encontraram eco em nosso país ou se seus escritos viraram letras mortas, como dizemos na linguagem popular.

Como base das minhas ponderações julgo conveniente transcrever parte do conceito de Ética indicado no livro “Ética”, publicado em 2005 pela Suma Econômica: “Ética é um conjunto de princípios e valores que guiam e orientam as relações humanas. Esses princípios devem ter características universais, precisam ser válidos para todos as pessoas e para sempre…”

De onde vem meu interesse pelo assunto? Inicialmente do vínculo mantido por quase trinta anos com o Banco do Brasil, empresa que teima ser ética em um mundo onde este assunto é tratado muitas vezes sem a ênfase necessária. O universo financeiro quando lhe é permitido retira a ética das suas prioridades. Posteriormente como Coordenador do Conselho Regional de Administração – CRA no Sul e Sudeste do Pará e Conselheiro Suplente uma das atribuições era dar palestras sobre a Ética na Administração em ambientes acadêmicos, estudei bastante o tema.

Sem generalização ou julgamentos imprecisos percebo que no Brasil boa parte dos detentores de cargos eletivos são éticos ao extremo em época de campanha e negligenciam procedimentos éticos ao assumirem os cargos, não há dúvidas que se as promessas fossem cumpridas integralmente seriamos um dos países mais éticos do universo. O que nos mostra o cotidiano entristece quem defende a ética com valor maior, as conveniências e interesses individuais superam o benefício coletivo.

Crônica de Ademar Rafael

O PODER DA PALAVRA

Antes de apresentar minha versão sobre o tema optei por transcrever três frases com respectivos autores, conforme narra o livro “Manual do líder”, de Gerson Gabrielli. “Fale adequadamente, com o menor número de
palavras que puder, pois o fim de um discurso não é a ostentação, mas ser compreendido – William Penn”; “Quando as ideias falham, as palavras seguem o mesmo caminho – Goethe”; e “Não se acostume usar grandes palavras para assuntos pequenos – Samuel Johnson”.

O universo popular apresenta uma frase que alcança de alguma forma cada uma das frases acima, com as limitações naturais: “Quem conversa muito dá bom dia a cavalo.” É a partir deste ponto que quero registrar minha ponderação sobre o poder da palavra.

Por ter utilizado termo inadequado em hora indevida, algumas vezes pequei por meio de palavras. Momentos em que o ditado “Morreu pela boca igual peixe” coube como uma luva. Com o tempo fui dosando o ímpeto e passei a ter menos problemas.

É por meio das palavras que os grandes mestres interagem com os aprendizes; com elas os debates entre Advogados e Promotores nos tribunais de júri acontecem; por meio delas as discussões acontecem no
parlamento e eu as utilizo todas as semanas para chegar a cada dos meus leitores e cada uma das minhas leitoras.

Este assunto vem à baila para fazermos uma reflexão sobre o momento atual. Em todos meios de comunicação encontramos termos técnicos – extraídos do mundo da economia, do direito e das ciências médicas -,utilizados para justificar algo injustificável. Tentam dourar uma pílula que derrete com a temperatura imposta. Cabe novo ditado: “A emenda saiu pior que o soneto”. Convoco todos para sermos econômicos nas palavras, segundo a lenda elas têm força e quando pronunciadas em hora indevida magoam, ferem e causam danos irreparáveis.

Crônica de Ademar Rafael

Heróis de Verdade

Lendo uma matéria sobre os 60 anos de Brasília, publicada no Almanaque Aparecida 2020 “Ecos Mariano” assinada por Daniel Siqueira, deparei-me com o texto a seguir transcrito: “A nova capital foi totalmente planejada.
Houve um concurso para escolher seu projeto e o escolhido foi do arquiteto Lúcio Costa. As principais construções da cidade ficaram a cargo do arquiteto Oscar Niemeyer e do engenheiro estrutural Joaquim Cardoso.”

O protagonismo e o brilhantismo de Oscar Niemeyer elevam seu nome sem excluir os nomes dos parceiros. Em muitas narrativas e nos registros sobre a Capital Federal o trio é mencionado. Isto, contudo, não é a regra é a exceção. Os nomes dos verdadeiros heróis muitas vezes são ignorados em favor da citação de outros atores cujos papeis foram secundários.

Durante a pandemia do coronavírus classifico como “heróis de verdade”: Socorristas, motoristas, maqueiros, auxiliares de enfermagem, enfermeiros, fisioterapêuticos, auxiliares de laboratórios, farmacêuticos, biomédicos, médicos, cientistas e outros profissionais da linha de frente que atuaram nos hospitais, nos laboratórios, nos centros de pesquisa, nas funerárias, coleta de lixo e vendas de alimentos.

Impossível também ignorar a importância dos operários que atuaram nas ampliações e adaptações das estruturas hospitalares existentes, na construção de hospitais de campanha e distribuição de alimentos.

A história, sempre escritas pelos vencedores, prefere jogar os holofotes sobre personagens escolhidos em processos seletivos que trazem à relevo muitos que não merecem. Está na hora de invertermos essa prática para não permitir que nos registros históricos sobre a COVID-19 sejam destacados nomes de autoridades, ou de laboratórios que não merecem sequer serem citados em virtude de omissão e interesses políticos e financeiros.

Crônica de Ademar Rafael

FELIZARDO MOURA NUNES

Na época que Felizardo enfrentou um tratamento de saúde o amigo Danizete enviou-me uma quadra que Zé de Cazuza – uma das mais ricas memórias do Nordeste, poeta fenomenal que nos brindou com o livro “Poetas Encantadores”, cujo conteúdo além da sua magnífica obra cita criações de vários outros poetas – fez após a recuperação do filho.

Eis a obra prima: “O Deus que aos astros deu brilho/Fez vista grossa aos meus erros/Prá evitar três enterros/Do pai, da mãe e do filho.” É sem sombra de dúvida uma belíssima criação, prova que na angústia e no sofrimento o poeta se multiplica.

Felizardo é para este cronista o Rolando Boldrin do Sertão. Um festival de violeiros apresentado pelo poeta da Prata tem outra roupagem. Com estilo próprio, em segundos relata versos e pequena biografia dos artistas. Este método cria uma espiral energética que além de envolver os presentes, inspira os poetas. Cada vez que encontro Felizardo Moura  volto com um novo estoque de versos e causos.

O potencial nato de Felizardo foi aperfeiçoado não apenas com o talento do pai, foi moldado com o que ouviu de Pinto, Zé Marcolino, Lino Pedra Azul, Manoel Xudu, João Furiba, Geraldo Amâncio, Manoel Filó, dos irmãos Batista: Louro, Otacílio e Dimas e tantos outros magistrais poetas. Tenho certeza que Joselito Nunes e tantos outros escritores que narram histórias e “estórias” do sertão buscam matéria prima para seus livros.

Sua inspiração tem como principal insumo a região que nasceu. Naquele terreno até a queda de uma folha tem métrica, o choque dos cascos dos animais nas pedras tem ritmo de um martelo alagoano e o barulho da chuva no telhado da casa sede da Fazenda São Francisco segue a cadência de um sete linhas na toada de Canhotinho. Da mesma fonte bebem os irmãos Luis Homero e Miguel Marcondes, artistas que deram de presente ao Brasil as obras inseridas no álbum “Vates & Violas” – Tudo que é bom, presta”, além de outras gravadas com grandes vozes, dentre as
quais destacamos Val Patriota.

Recentemente, após assistir a partida em que o Afogados – Coruja do Sertão – triturou o Atlético Mineiro, fez o mote “A coruja atrevida do sertão/Fez história na Copa do Brasil”. Vários poetas glosaram sua criação e as estrofes correram o mundo da mesma forma que as reportagens sobre a eliminação do galo mineiro.

Muitos amigos acalentem o sonho de vê-lo como principal gestor público da cidade da Prata – PB. Caso seja para seu bem, para o bem povo e bem da cultura, que aconteça logo.

Adaptada da crônica Pessoas do meu sertão XXVI, publicada em www.afogadosdaingazeira.com.br.