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Crônica de Ademar Rafael: Significado

SIGNIFICADO

Para elaborar apostila com textos capazes de chamar a atenção de alunos do Programa Jovem Aprendiz busquei orientações em diversas fontes, em uma delas recebi a seguinte dica: “Crie conteúdo que tenha significado para o público ao qual se destina.”  

A senha foi dada, porém, a dica por si só não trazia a solução esperada. Ela indicada o “que” e não ensinava o “como”. Este quesito sob meu ponto de vista é o “x” da questão. Numa época em que as redes sociais,  espaço muito frequentado pelos aprendizes, tentam dar significado a coisas insignificantes onde encontrar textos que promovam a conexão desejada?

Para encontrar respostas concretas fui ao encontro de conceitos sobre “significado” em várias origens. Na empreitada encontrei vários enunciados, abaixo apresento análises rápidas de duas delas.

O primeiro aponta: “Medir o significado de uma pessoa para outra envolve observar indicadores comportamentais, emocionais e psicológicos que demonstram o valor, a prioridade e a influência que essa pessoa tem na vida do outro.” Aqui ao trocarmos o termo “pessoa” por “conteúdo”  algumas variáveis permanecem válidas, dosar é o enigma a ser decifrado.

A segundo registra: “À luz da filosofia, o significado é a busca racional, crítica  pela sabedoria  e pela verdade, abandonando explicações míticas em favor de conceitos lógicos. Ela investiga os fundamentos da existência, ética, política e conhecimento, agindo como um mapa que ilumina a realidade através da razão.”  O viés filosófico nos apresenta a realidade e razão como aliados na missão.

Para encontrar o “elo perdido” resolvi perguntar aos alunos o seguinte: “Sobre este tema quais informações vocês julgam significativas?” Com as repostas em mãos busco as conteúdos convergentes e com eles trabalhamos. Portanto saber o significado das coisas para os outros é habilidade que podemos treinar, forçar a barra é desaconselhável.

Crônica de Ademar Rafael: O direito e a razão

O DIREITO E RAZÃO

Sempre que dedicamos nosso tempo para ouvirmos a obra do poeta Zé Marcolino uma certeza se faz presente: “Iremos  encontrar grandes achados.” Hoje vamos analisar um recorte do termo “..direito e a razão”, inserido na fenomenal letra de “Estrada”, aqui transcrito dentro das estrofes “….É por mim que se vai tudo/Mensagem do mal e do bem/Os outros resolvem as coisas/Você resolve também/Eu, lentamente aceitando/Pelo ‘direito e a razão’ – No corpo imenso da terra/Eu sou um traço no chão/E no livro aberto da vida/Sou ponto de exclamação…”

 Para decifrar a filosofia presente nas estrofes acima necessitaríamos de muitas crônicas e conhecimento muito acima das minhas limitações. Diante disto vamos tratar na conversa desta data somente o termo transformado no título desta crônica. Para cumprir nossa missão vamos abordar inicialmente sob o aspecto jurídico e depois colocar na analogia relacionada com o processo eleitoral.

Quando levado ao mundo jurídico vamos descobrir que a expressão “Direito e razão” foi abordada por Luigi Ferrajoli em seu livro “Direito e Razão – Teoria do Garantismo penal”, obra avaliada por muitos como uma das colunas de sustentação do “garantismo penal”, teoria que sugere a limitação do Estado punitivo, a obediência às leis e a preservação dos direitos humanos. Por meio deste fundamento o magistrado precisar agir sempre com equidade e consciência de suas próprias limitações,  favorecendo o réu em caso de dúvida.

Como estamos em um ano de campanhas para Presidente da República, Governadores dos Estados e do Distrito Federal, Senadores e Deputados Federais e Estaduais gostaria de trazer o termo “Direito e razão” para o sub mundo das eleições  no Brasil. Amparados pela fajuta legislação eleitoral muitos políticos julgam-se com o “DIREITO” de disputar cargos eletivos, muitos deles por serem desprovidos de valores morais não teriam “RAZÃO” para estar na disputa. Tais figuras ao chegarem aos cargos para os quais forma eleitos dirão sem remosos aos que os elegeram: “Você não têm ‘direito’ e nem ‘razão’”. Como de praxe quando assumem negam as promessas feitas durante as campanhas.

Crônica de Ademar Rafael: Paciência

PACIÊNCIA

Recentemente ao avaliar individualmente respostas de aprendizes, em atividades acadêmicas ligadas ao Programa Jovem Aprendiz, detectei que alguns haviam indicado a paciência como uma das suas habilidades. Por estarmos em um momento em que esta habilidade está sendo esmagada pela cultura do imediatismo e da ansiedade disse a cada um deles: “Busque práticas que possam fortalecer a ‘paciência’ uma vez que esta força pode ser um grande diferencial a seu favor no mundo corporativo e no convívio social.”

 Dito isto vamos mergulhar neste tema em nosso diálogo de hoje. Um dos conceitos disponíveis sobre paciência é: “A virtude que sabe esperar, porque tem seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo.” O filósofo alemão Immanuel Kant deixa-nos uma frase que sintetiza esse comportamento humano de forma exuberante:  “A paciência é a força dos fracos e a impaciência, a fraqueza dos fortes.”

 Ao levarmos o tema para o campo religioso encontramos, entre outras, esta fenomenal abordagem: “…é vista como uma virtude divina, fruto do Espírito Santo e um sinal de maturidade espiritual, indo muito além da mera resignação passiva. Ela é considerada uma ‘força da alma’ que permite suportar dificuldades com serenidade, confiando no tempo e nos propósitos de Deus.” Encontramos também no universo da religião que a paciência pode ser enxergada como: “Virtude Ativa; Confiança e Fé; Amor e Resiliência;  Exemplo Divino…”

 Se partirmos do princípio que a paciência é um comportamento a ser valorizado em um mundo que prioriza a velocidade, a impaciência e o imediatismo – alguns dos fenômenos sociais que promovem o afastamento entre as pessoas – para reatarmos as relações saudáveis e duradouras dos tempos idos acredito que o conselho que dei para aprendizes serve para outros grupos. Portanto,   caminhar por trilhas onde possamos encontrar energia que eleve os níveis da nossa paciência é possível e salutar para vivermos melhor. Que tal darmos ouvidos aos conselhos de Ravi Shankar, líder espiritual indiano?

Crônica de Ademar Rafael: Limites da liberdade

LIMITES DA LIBERDADE

No livro “O PRIMEIRO AMOR DO MUNDO – Maria a Mãe de Deus”,  o um bispo norte-americano da Igreja Católica Fulton John Sheen aponta três definições de Liberdade, indicando que as duas primeiras são falsas e a última verdadeira.

A liberdade é o direito de fazer o que quero”, este procedimento causa danos uma vez que reduz a liberdade alheira em favor de interesses próprio; “Liberdade é o direito de fazer o que você é obrigado a fazer”, nesta versão a liberdade individual é esmagada para privilegiar a liberdade coletiva e “Liberdade é o direito de fazer o que devemos fazer”, aqui  a liberdade situa-se dentro de limites que em nada sacrificam os que praticam e seus entornos. O individual e o grupal são contemplados com os benefícios.

Estes breves conceitos dados pelo bispo são de forma ampla reivindicados  no Brasil e no mundo pelos detentores de cargos que se julgam superiores aos demais. Para eles tudo é liberdade, não há limites. Deveriam ser os primeiros a praticar a liberdade somente como está no terceiro enunciado, isto é “…fazer o que devemos fazer”. Em nosso país detentores de cargos eletivos pregam que no exercício dos seu mandatos podem tudo e muito mais. Diante dessa interpretação equivocadamente muitas vezes alguns juízes de comarca do interior e nos colegiados superiores, mesmo correndo o risco de serem acusados de ditadores de toga, têm emitido sinais que mesmo no exercício dos cargos cabem limites.

Em referidas sentenças é possível ler: “Embora o debate político admita críticas e manifestações contundentes, a liberdade de expressão e a imunidade parlamentar não são direitos absolutos e devem  ser exercidos com observância aos direitos alheios, portanto se ultrapassaram os limites da crítica política e assumem  caráter pessoal e ofensivo são passíveis de punição.” Neste debate fico com a ponderação do Bispo por ter convergência com o que penso e como procuro agir.

Crônica de Ademar Rafael

SERVIR

Em uma busca rápida no dicionário vamos encontrar com facilidade que servir significa “trabalhar em favor de alguém”, biblicamente o significado é “cuidar, proteger, zelar e ajudar o próximo com humildade, renunciando ao egoísmo…” uma vez que assim procedendo estaremos seguindo o exemplo dado pro Jesus Cristo que veio ao mundo “para servir e não ser servido”, tese também defendida por São Francisco em várias oportunidades em sua trajetória.

O Rotary Clube tem como um dos seus pilares “o ideal de servir” e a maçonaria recomenda que seus obreiros sirvam discretamente, sugestão que encontra amparo no que nos ensina Mateus em 6:3-4 “Mas quando der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que ver o que é feito em segredo, o recompensará.”

Com base nas informações acima detalhadas e conscientes de que ao servirmos não devemos esperar uma compensação imediata especialmente por parte de quem estamos servindo e sim ter a certeza que Deus nos concederá a recompensa merecida cabe-nos em nosso cotidiano abdicarmos do egoísmo e passarmos a ver as necessidades das pessoas que nos rodeiam e agir visando suprir tais carências.

Precisamos, contudo, compreender que dois dos grandes males da sociedade atual que são “julgamentos precipitados” e “denuncismo irresponsável” de certa forma estão inibindo ações relacionadas com o ato de servir. Muitas mentes doentias enxergam um gesto de apoio como assédio, uma abordagem direcionada para proteção como aliciamento.

Mesmo correndo estes riscos precisamos agir na forma sugerida pelo Rotary e “fazer o bem sem olhar a quem”, principio alinhado com os lemas rotários: “Dar de Si Antes de Pensar em Si e Mais Se Beneficia Quem Melhor Serve” . Sejamos pois servidores contumazes.

Crônica de Ademar Rafael

CAMINHOS A PERCORRER

O dramaturgo e roteirista Robert Fisher ao escrever o livro “O cavaleiro preso na armadura” aponta por meio  da fábula os caminhos a serem percorridos por quem busca e verdade e após esse mágico encontro deseja livrar-se de prisões inadvertidamente criadas.

Na sequência apontada na obra o escritor sugere “Caminho da verdade, do silêncio, do conhecimento, da vontade e da ousadia”. Percebam que são rotas que muitas vezes fugimos por medo das dificuldades nelas existentes, vamos refletir sobre tais caminhos em nosso diálogo de hoje.

Quanto desejamos sair da zona de conforto, mudar o sentido e a forma convencional das nossas atitudes somos chamados a percorrer caminhos novos. Essa sequência sugerida por Fisher tem uma lógica. O primeiro passo e buscarmos novas verdades sobre fatos e atos a serem identificados e praticados. O caminho do silêncio pode ser traduzido como a fase que procuramos em nosso interior os motivos para mudar. A rota do conhecimento torna-se necessária para angariarmos novos argumentos e novas teses para agirmos de forma diferente e neste momento a vontade é a energia que nos leva a ousar, a atuar sem medo de algum resultado adverso. Aqui o conhecimento serve como base para materialização dos novos direcionamentos almejados.

Conjugar esses fatores na ordem e hora adequadas é o dilema a ser decodificado corretamente, as dúvidas naturais nos processos de mudança são eliminadas quando o grau de confiança adquirido na fase da busca do conhecimento impulsiona a vontade na dose certa para gerar ambiente onde a ousadia possa frutificar e gerar o novo horizonte.

Em minha vida profissional e pessoal tive que trilhar novos caminhos, parte do que está sugerido no livro acima destacado foi utilizado sem o ordenamento proposto, a coragem e a capacidade de adaptação foram fatores decisivos. Uma coisa é certa, para mudar temos que correr riscos.

Crônica de Ademar Rafael

PARA A DIVINAS DIVAS

Na data de ontem, oito de março, foi comemorado mais um Dia Internacional da Mulher. Referido esta data é  revestida de rico simbolismo representado pelas lutas das mulheres em busca de igualdade, melhores condições de trabalho, dignidade, respeito e direitos de fazer escolhas alinhadas com seus interesses. A greve “Pão e paz” deflagrada na Rússia em 1917 e outros movimentos encabeçados por mulheres sevem como referência. A luta segue, as barreiras a serem superadas são inúmeras, os alarmantes números de feminicídio no mundo são assustadores.

A administradora Amalia Sina, em “Mulher e trabalho” esmiuça ’O desafio de conciliar diferentes papéis na sociedade’. Da quarta capa de referida obra transcrevo a percepção de três mulheres servem sobre o tema abordado no livro: A artista plástica Sonia Menna Barreto afirma: “Como mulher atuante em um ‘metier’ masculino, sei das dificuldades em abrir caminhos e ser vista como alguém que faz da arte uma profissão e um negócio” – A Personal Trainer Clóe Celentano diz: “A mulher chega como uma ‘bomba de flores’ no ambiente corporativo e percebe que com seu trabalho é capaz de realizar os mais profundos desejos. Trabalhar foi uma das maneiras que eu encontrei para demonstrar os meus valores e princípios voltados à ética.” e a Advogada Carolina Esteves Perotti sentencia: “Equilíbrio é a palavra-chave para a mulher que pretende realizar-se no mundo jurídico ou em qualquer outro meio profissional. Sem deixar de lado a sensibilidade inerente à natureza feminina, deve transitar com firmeza no mais sisudo ambiente de trabalho. Eis aí um dos paradoxos que nós mulheres enfrentamos diariamente.”

A adoentada sociedade mundial precisa ver a causa feminina sem preconceito. O movimento feminista necessita ser olhado como uma ação coletiva que sugere abertura de espaço para um convívio saudável, sem
predominância de ninguém, principalmente quando baseado no sexo ou no cargo exercido na família, nas organizações e nos demais meios de relacionamento humano. Essa luta não é apenas delas é de todos nós.

Crônica de Ademar Rafael

O QUE VIRÁ?

 Se vivo estivesse hoje meu saudoso pai o poeta Quincas Rafael estaria completando cento e cinco anos de vida. Ao serem levados para numerologia o “um” e o “cinco” formam “seis”, número que tem como referência entre outros fatores a “harmonia” e o “equilíbrio”. Estes dois fatores serão abduzidos  do espaço onde está inserido o nosso país neste ano em função do pleito eleitoral para cargos do executivo e legislativo da União, do Distrito Federal e dos Estados.

 É sobre “isso” que falaremos no diálogo desta data. Utilizarei como  base apenas o cargo de Presidente de República,  partindo de uma lógica utilizada quando buscamos interpretar cenários principalmente para análise de investimentos futuros. Esta estrutura formada pelas variáveis : “Otimista, Realista e Pessimista”, denominada de “Tríade clássica”, passou a ser largamente utilizada na década de 1970 para tentar antecipar visões sobre o futuro e servir de base para tomada de decisões.

 Considerando que em nosso país é impossível surgir alguém descolado dessa nefasta polarização entre o “bem” x “mal”; “direita” x “esquerda” e/ou “honesto” x “desonesto”, fica prejudicado qualquer comentário sobre o cenário representado pela variável “Otimista”.

 Tendo presente que neste país sempre há espaço para piorar o que já é muito ruim, deixarei de apresentar situações que nos levem para a situação “Pessimista”, em respeito a cada leitora e cada leitor.

 Resta-nos a hipótese “Realista”. Para este cronista o que virá após o pleito é a manutenção da política amparada na pseuda inclusão social pela qual migalhas são jogados para grande massa trabalhadora e a fartura ficará para os “donos do poder” e seus aliados de plantão ou a volta dos que defendem o método em que os “excluídos” aplaudem a própria segregação que banca o favorecimento de “restrito grupo”  que sataniza tudo que existe no outro extremo. Pobre Brasil! Até quando suportarás?

Crônica de Ademar Rafael: Gratidão

GRATIDÃO

Ontem completei sessenta e nove anos de idade, desde minha saída de Jabitacá em 1971 até esta data procurei alimentar minha alma com poesia, busquei no universo musical as mensagens necessárias para ser uma pessoa direcionada para o convívio harmonioso. Entre tantas melodias que me auxiliaram nessa busca divido com cada leitora e cada leitor que me acompanham toda segunda-feira os quatro recortes abaixo transcritos  possuem perfeito alinhamento com o que penso e tento fazer.

 O primeiro recorte são as duas primeira estrofes de “Esses moços”, de Lupicínio Rodrigues: “Esses moços, pobres moços/Ah! Se soubessem o que eu sei/Não amavam, não passavam/Aquilo que eu já passei – Por meus olhos, por meus sonhos/Por meu sangue, tudo enfim/É que eu peço a esses moços/Que acreditem em mim…”

 O segundo são as estrofes cinco e seis de “Tocando em frente”, de Almir Sater e Renato Teixeira: “…Penso que cumprir a vida/Seja simplesmente/Compreender a marcha/E ir tocando em frente – Como um velho boiadeiro/Levando a boiada/Eu vou tocando os dias/Pela longa estrada, eu vou/Estrada eu sou…”

 O terceiro são as estrofes finais de “Como nossos pais”, de Belchior: “…E hoje eu sei que quem me deu a ideia/De uma nova consciência e juventude/Está em casa guardado por Deus/Contando os seus metais – Minha dor é perceber que apesar de termos feito/Tudo, tudo o que fizemos/Ainda somos os mesmos e vivemos/Ainda somos os mesmos e vivemos/Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais.”

O quarto e último recorte é a primeira e a última estrofe de “Traduzir-se” , de Ferreira Gullar: “Uma parte de mim/É todo mundo/Outra parte é ninguém/Fundo sem fundo… – Traduzir-se uma parte/Na outra parte/Que é uma questão/De vida ou morte/Será arte?”. Gratidão meu DEUS por ensinar-me como extrair a essência de letras que ajudam a seguir.

Crônica de Ademar Rafael: Fantasias

FANTASIAS

Quando recorremos ao dicionário vamos encontrar a definição de fantasia como “obra criada pela imaginação” e “faculdade de imaginar, de criar pela imaginação”, caso o campo de pesquisa seja a psicanálise entre outras definições encontramos que a “fantasia não é entendida como uma simples evasão da realidade, mas como um meio pelo qual o sujeito lida com suas frustrações e constrói representações simbólicas de seus desejos mais profundos”.

No carnaval, festa recém encerrada, é comum o uso desta vestimenta e seus adereços, é normal o uso de tais disfarces nas ruas e nos salões para expressar criatividade e esconder nosso rosto e/ou nossos sentimentos. Hoje nossa reflexão será sobre outro tipo de fantasia. Falaremos sobre  a fantasia que nossos políticos usam para ganhar pleitos eleitorais, para ludibriar os eleitores e para esconder o que de fato pensam.

Considerando que o estoque é muito grande vamos focar somente nos candidatos ao cargo de maior importância nessa republiqueta de nona categoria chamada Brasil. Os postulantes ao cargo de presidente, em tempos de redes sociais, utilizam as fantasias que seus marqueteiros sugerem e com elas desfilam pelo país mostrando a cara não possuem, dizendo frases que não acreditam e jurando fidelidade às causas que atendem aos anseios dos eleitores.

Nenhum deles tem coragem de enfrentar as ruas com cara limpa. Preferem reproduzir frases e tomar atitudes politicamente corretas sem quaisquer coerência com o que pretendem fazer ao assumir o sonhado posto. Para sair vitoriosos se unem a todo tipo de gente com utilização da fantasia mais adequada no momento. Assim tem sido e assim será. As promessas feitas durante o pleito eleitoral e as fantasias usadas são descartadas após a diplomação. Tudo perde o sentido após a vitória. Nos cargos seguem fazendo acordos espúrios, dando dinheiro a quem tem muito dinheiro e explorando quem os elegeu. A receita é a mesma: “ENGANAR SEMPRE.”