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Crônica de Ademar Rafael: Quando o pouco é muito

QUANDO O POUCO É MUITO

Desconheço a razão central que nos leva a não agir tempestivamente com pequenas ações e esperar que o estoque de energia seja grande para priorizarmos ações dedicadas a processos maiores. Quase sempre a fragmentação das ações reduzem nossa capacidade de solucionar muita coisa em tempo hábil. A psicologia tem algumas respostas em sua maioria diferentes do estoque de desculpas de usamos para justificar e falta de ação no hora exata. Seguidamente deixamos de dar um abraço ou dispensar um sorriso para alguém por achar que é um gesto insignificativo, mas, em alguns casos era exatamente isto que a pessoa precisava naquele momento. No campo da solidariedade também somos omissos ao negar o repasse de algo que não nos fará falta, porém, resolveria a situação imediata de uma pessoa desprovida daquele bem.

A ditado popular “O pouco com Deus é muito, e o muito sem Deus é nada“, nos remete para percepção do fato onde a presença de Deus eleva o valor da doação. Entendo que os textos encontrados em Marcos 12:41-44 e Lucas 21:01-04 que falam sobre a oferta de viúva pobre servem para demostrar com extrema clareza a importância de agirmos em solidariedade sem preocupação com o quanto e sim como e quando.

 Existe um caso muito utilizado em eventos motivacionais que narra a ação de um menino de rua em uma lanchonete. Aqui a sua transcrição com adaptações. “Em uma lanchonete de uma grande cidade um menino de rua entrou e perguntou para garçonete: – Quanto custa uma fatia de pizza? Ela respondeu: – Doze reais. Ele contou todo dinheiro e perguntou: – E uma coxinha custa quanto? A garçonete impaciente respondeu: – Dez reais. O menino então falou: – Traga uma coxinha. A garçonete trouxe lanche e nota a ser quitada no caixa. Após consumir o salgado e tomar o suco fornecido gratuitamente o menino foi ao caixa, pagou e saiu. A garçonete ao voltar para pegar o prato  descobriu que havia uma cédula de R$ 2,00. Isto mesmo, ele tinha o valor do lanche maior e preferiu consumir a coxinha e dar a gorjeta.”  Neste caso o valor foi elevado pelo gesto nobre do menino.

Crônica de Ademar Rafael: A palavra

A PALAVRA

 Em uma das suas participações em programas matinais de rádios no Pajeú o professor Saulo Gomes comentou sobre o poder da “palavra” principalmente quando  revestida de “sinceridade”, nosso diálogo de hoje será sobre a junção destes fatores que formam uma equação poderosa.

Antes permitam-me transcrever conceitos extraídos de sites de buscas, com auxílio da Inteligência Artificial – IA, sobre as duas variáveis. Começamos pelas com autoria indicada como ‘ditado popular/domínio público’:  “Palavras, leva-as o vento” – “Para bom entendedor, meia palavra basta” e “As ações são mais sinceras que as palavras.”. Agora transcrevo cada frase com seu autor: “As palavras verdadeiras não são agradáveis e as agradáveis não são verdadeiras – Lao-Tsé” – Os homens de poucas palavras são os melhores – William Shakespeare” – “A palavra é prata, o silêncio é ouro – “Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida – Provérbios árabe” – “Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal – Oscar Wilde” – A sinceridade e a generosidade se não forem temperadas com moderação conduzem infalivelmente à ruína – Tácito e “Embora a sinceridade, por ela mesma, não seja nada, ela é a condição de tudo – Michel Houellebecq”.

De posse dos enunciados acima cabe-nos refletir sobre a importância que devemos dar a cada “palavra” proferida em todo e qualquer ambiente, vinculando-a às nossas ações e sempre revestindo-a com “sinceridade”. Temos plena ciência que a palavra dita pode nos custar caro e que existem momentos que sugerem o silêncio.

Nesta época do “politicamente correto” da divulgação irresponsável de tudo em redes socias nunca devemos perder de vista os ditados populares que dizem: “Quem fala o que quer, ouve o que não quer” e “Quem fala demais dá bom dia a cavalo”. Mesmo quem possui o dom da palavra deve se policiar, todos nós estamos expostos quando falamos demais.

Crônica de Ademar Rafael: Luzes vermelhas

LUZES VERMELHAS

No último mês do primeiro quadrimestre deste ano foram publicadas várias matérias sobre a quantidade de brasileiros com problemas nos cadastros restritivos, relacionados com endividamento. Mesmo sabendo que pode ter exagero nas informações cabe-nos citar que estamos com mais de oitenta milhões de CPFs e quase nove milhões de CNPJs negativados.

 Os principais credores são bancos, financeiras e administradoras de cartões. Estes dados não surpreendem afinal estamos em um país pobre onde o mercado financeiro tem céu de brigadeiro e vive no que podemos chamar de paraíso. Tudo isto sob o incentivo do governo que estimula o financiamento do consumo com dinheiro oriundo de empréstimos. Este caminho não tem como ser salutar para finanças de assalariados.

Assusta-nos quando lemos que quarenta e oito por cento dos inadimplentes ganham até um salário mínimo e que nos últimos dez anos o número dos inadimplentes cresceu em torno de trinta e oito por cento, destes sete por cento são pessoas com mais de sessenta anos. Segundo alguns estudos existem duas causas principais.

 A primeira é a falta de gestão financeira. Este fato poderia ser combatido com a educação financeira negligenciada pelas escolas regulares e pela população. A médica psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva publicou o livro “Mentes Consumistas – Do consumismo à compulsão por compras” e nesta obra detalha muitas escolhas inadequadas de consumidores  brasileiros e aborda estudos alarmantes sobre o Transtorno de Compras Compulsivas – TCC,  perturbação chamada “oniomania”.

 A segunda trata-se do vício em apostas online. Pesquisas indicam que mais de cinquenta por cento dos inadimplentes são adeptos deste tortuoso caminho. Para este caso, como em todos eventos relacionados com vícios, cabe uma decisão do viciado, o tratamento ajuda mas não resolve.  Fiquemos atentos, fuga imediata do consumismo e das BETs.

Crônica de Ademar Rafael: Trio da perfeição

TRIO DA PERFEIÇÃO

Durante curso realizado recentemente deparei-me com conteúdo relacionado com o conceito de “Bom Trabalho” que é  largamente abordado em estudos desenvolvidos por Howard Gardner, psicólogo americano famoso pela “Teoria das Inteligências Múltiplas”;  Mihaly Csikszentmihalyi psicólogo húngaro-americano, mundialmente conhecido por criar o conceito de Flow – “Fluxo  e William Damon, psicólogo americano, pesquisador de temas relacionado com “Projeto de Vida”. Com tais fundamentos os autores sugerem a aplicação da “excelência”, do “engajamento” e da “ética” para alcançar o êxito nos processos.

Ao debruçar-me sobre o assunto passou um filme em minha cabeça. Nele vi com extrema clareza que quando eu consegui aplicar a boa técnica englobada pela “excelência”, colocar significado pessoal alicerçado no “engajamento” e utilizar a escala moral contida na “ética” os processos desenvolvidos superaram as  expectativas.

Esta lógica redescoberta serviu para dar amparo a uma linha de pensamento que repito há muitos anos. Quem comigo convive, exerceu  trabalhos conjuntos ou participou de atividades acadêmicas  já ouviu várias vezes o seguinte: “As melhores coisas que fiz foi na condição de voluntário.” Nos momentos em que a ação voluntária por mim desenvolvida mereceu destaque é possível ver nitidamente a presença da “excelência”, do “engajamento” e da “ética”.

 Esta percepção em nenhuma hipótese invalida outras atividades que desenvolvi profissionalmente, mas indica que nas ações desenvolvidas com vínculos empregatícios, por motivos diversos, a trinca aqui chamada de “Trio da Perfeição” não estiveram presentes da mesma forma que compareceram em processos do voluntariado. Esta descoberta remete minha atenção para que doravante em todas as situações eu devo aplicar os conceitos de “Bom Trabalho”, dando com isto ao profissional as mesmas ferramentas entregues ao voluntário.

Crônica de Ademar Rafael

MISERICÓRDIA

Nosso propósito na conversa desta data é deslocarmos a força e importância dessa nobre escolha do campo divinal para prática cotidiana. Saindo do entendimento de que misericórdia é o amor infinito de Deus em relação a cada um de nós ao acolher, aliviar o sofrimento e perdoar nossas falhas para agirmos com misericórdia em um mundo onde a competição toma o lugar da cooperação seguindo o conselho de Jesus
Cristo em Lucas “Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso”.

Para esta missão vamos partir da tese que a misericórdia, enquanto prática de cada um, pode ser traduzida como compaixão plena, empatia, solidariedade e outras práticas que nos leva às ações promotoras de bem-estar das pessoas que necessitam destes atos misericordiosos. Em nossa caminhada precisamos ampliar os conceitos sobre “compaixão”, “empatia” e “solidariedade”.

Ter compaixão não é sentir pena é ter a disponibilidade de ajudar o outro a superar a dificuldade quantas vezes for necessário. Ser empático extrapola a tese simplista de “sentir a dor do outro” é também utilizar a
escuta ativa para entender as causas do problema e conjuntamente encontrar caminhos que as elimine. Agir com solidariedade é não se limitar ao ato da doação material é respeitando a dignidade alheia ter o compromisso ético e moral para mitigar cada um dos fatores que geram o impasse, dando ao outro ferramentas para superar os obstáculos. Percebam que ao trilharmos os caminhos sugeridos estaremos
eliminando a indiferença e dando luz para métodos humanitários.

Após as reflexões que podem ser extraídas do parágrafo anterior, vamos tentar responder a seguinte indagação: “Como, sem sermos egoístas, podemos ser misericordiosos conosco?” A minha resposta é: Praticando o auto perdão, não exigindo a perfeição em tudo, reconhecendo os limites
e aprendendo com os erros. Escolha a sua forma.

Crônica de Ademar Rafael

Rotineiramente lemos em publicações impressas e/ou versões eletrônicas e ouvimos em redes de televisão abertas e fechadas e/ou plataformas das redes de comunicação social notícias cujo teor guardam similaridades com: “Segundo relatórios do COAF foram identificadas movimentações atípicas nas contas de fulano de tal.” Inicialmente é preciso dizer que ao publicar uma notícia com este tipo de conteúdo o veículo de comunicação teve acesso à informação quase sempre por meio de vazamento praticado por quem deveria preservar o dado até apuração final do fato.

Esta linha de raciocínio é amparada pela regra dada na Lei 9.613/98 e suas alterações e que classifica o Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF como Unidade de Inteligência Financeira – UIF, criada com a finalidade de desenvolver atividades que promovam a prevenção e combate à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e à proliferação de armas de destruição em massa – PLD/FTP, por meio de detecção de irregularidades e repasse dos seus achados às autoridades encarregadas da apuração e penalização aos praticantes de atos ilícitos.

Não existe, até onde consigo enxergar, entre as atribuições do COAF uma que autorize “vazar” informações sobre apurações em andamento. Neste sentido transcrevo na íntegra o que dizem os incisos terceiro e quatro do artigo oitavo da Lei 13.974, de 07 de janeiro de 2020: “Art. 8º Aos integrantes da estrutura do Coaf é vedado:…III – manifestar, em qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento no Coaf; IV – fornecer ou divulgar informações conhecidas ou obtidas em decorrência do exercício de suas funções a pessoas que não disponham de autorização legal ou judicial para acessá-las.”

Os vazamentos ocorrem porque os órgãos públicos não pertencem Estado e sim a governos. Portanto são vazamentos para prejudicar adversários. Cabe ainda registrar que: “Nem toda movimentação atípica é ilícita, cabe a quem de direito esclarecer a origem dos recursos.” Pobre Brasil.

Crônica do Ademar Rafael

POPULISMO BARATO

Em uma mensagem que enviei ao titular deste blog, comentando ações de detentores do cargo do executivo no corrente ano eu escrevi: “Caro amigo Finfa apenas a possibilidade reeleição é capaz de transformar o
coração de mármore dos nossos gestores públicos em gelatina.” Isto mesmo, nossos governantes passam três anos esmagando direitos dos seus eleitores e no ano da eleição soltam os “pacotes do bondades”.

Estes fatos são corriqueiros porque nessa republiqueta de nona categoria chamada Brasil inexistem políticas públicas de estado e proliferam programas de governos de plantão. O orçamento da união, estados e municípios não passam de peças de ficção aprovadas após negociatas impublicáveis. São colchas de retalhos apodrecidos no esgoto onde repousa nosso sistema tripartite que sugere separação e independência dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Aqui, seguindo teses petrificadas, o populismo não tem lado. Quando praticado pelo que poderíamos chamar de direita trazem consigo traços de conservadorismo social, nacionalismo, liberalismo, etc. Se o populismo é de esquerda carrega no matulão demandas sociais em favor das minorias, inclusão social, distribuição de renda, etc. De forma destoante com o que prega a literatura sobre o tema quando a situação requer misturam tudo desde que a mistura possa ser traduzida em votos que permitam a perpetuação do governante ou do seu grupo no poder.

O que não falta em nosso país são os tais “líderes populistas” que praticam o populismo ao seu modo com o escasso dinheiro público. Ficam com os cargos e a marca de “bonzinhos” enquanto nós pagamos a conta. Poderia citar perto de dez mas pouparei as leitoras e os leitores do sacrifício de ler referidos nomes. Existe solução? Sim. Acabar com o instituto da reeleição e tornar inelegível o gestor que não cumprir as políticas públicas registradas em programas de governo protocolados juntamente com as candidaturas. Utopias? Talvez não. Faltam coragem e vergonha na cara.

Crônica de Ademar Rafael: É verdade? Sim!

É VERDADE? SIM!

 Em recente evento cultural na cidade de Serra Talhada-PE – XIV Festival Vamos Fazer Poesias -, o grande poeta baiano Ticiano Félix leitor assíduo dos textos publicados neste espaço sugeriu que fosse feita uma crônica sobre o “bem” que pode ser extraído de algo “mal”.

Como sou partidário da tese que, de fato, podemos aprender com os eventos desfavoráveis topei a parada. De início gostaria de transcrever uma reflexão do Bruxo do Cosme Velho, nosso Machado de Assis, sobre o tema: “Não há mal que não traga um pouco de bem, e por isso é que o mal é útil, muita vez indispensável”. Ora se um dos maiores escritores do nosso Brasil pensa assim como posso discordar.

Por experiências vivenciadas em vários momentos da minha eu consegui sair mais forte e melhor depois de eventos vistos inicialmente como grandes males. Para tanto tive que buscar forças junto a Deus, aos familiares e aos amigos e, literalmente, fazer limonada do limão. É importante destacar que a limonada não elimina a acidez do limão faz dela algo palatável. É neste ponto que enxergamos o “bem” oriundo do “mal”.

Na perspectiva teológica Santo Agostinho ponderou: “Deus não permitiria o mal se não pudesse tirar desse mal um bem infinitamente maior“. Nesta ponderação podemos ver que a privação temporária do “bem” pode ser revertida com elevação do nosso pensamento ao nível da ação divinal. De certa forma encontra eco no enunciado que prega: “Não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe”, contraponto da ideia original.

Nos fundamentos filosóficos temos a visão de Ludwig van Beethoven, nesta frase: “Tenho paciência e penso: todo mal traz consigo algum bem”, que nos remete para assumirmos posições que contemplem o aprendizado com situações conflituosas via persistência. Assim sendo assumo o risco de afirmar que é verdadeira a hipótese de garimparmos o “bem” em minas ocupadas pelo “mal”.

Crônica de Ademar Rafael: Discernimento

DISCERNIMENTO

 Sou do tempo que pessoas detentoras de cargos e/ou profissionais de algumas áreas, inclusive das comunicações, eram tratadas como “formadores de opinião”. Com a proliferação das redes sociais a forma de tratamento dos agentes ativos desse universo passou para “influenciador digital ou influencer”. Os que atuam nesse seguimento são classificados como profissionais que “utilizam redes sociais para criar conteúdo, construir comunidades e impactar o comportamento ou decisões de compra de seus seguidores em nichos específicos.”

Por motivos que não nos cabe avaliarmos neste texto muitos destes profissionais assumem o papel de criar fatos ilegítimos ou dar versões mentirosas a fatos reais para induzir pessoas desprovidas de senso crítico. Esse grupo iludido embarca em veículos que os leva ao mundo da fantasia desejado pelo “influencer” e pelo seus patrocinadores.

As fantasiosas criações os impedem de discernir o que é real e o que é imaginário, isto mesmo abdicam da habilidade do discernimento. Para muitos o discernimento é classificado como um dom uma vez que tem a capacidade de moldar a intuição e a sensibilidade em direção a uma análise correta dos fatos e tomada de decisões acertadas.

Mesmo neste ambiente escorregadio que nos deparamos se usarmos a força do discernimento podemos de forma concreta, entre diversas hipóteses: “Diferenciar o relevante do irrelevante; Ter consciência ao tomarmos decisões;  Evitar armadilhas que nos leva a escolhas ruins;  Priorizar o que realmente importa…”

Um dos melhores conceitos de discernimento que eu conheço é: “Capacidade de distinguir o essencial do acessório, o verdadeiro do falso e o certo do errado, com clareza e precisão.” Para alcançar a plenitude desta definição julgo que precisamos enxergar as coisas como elas realmente são e aplicando para isto a dose correta de sabedoria.

Crônica de Ademar Rafael: Escala 6×1

ESCALA 6 X 1

Em março do corrente uma aluna do Programa Jovem Aprendiz, durante aula do módulo “SAÚDE, SEGURANÇA E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO”, fez a seguinte indagação: “Professor o senhor é a favor do fim da escala 6 x1?” Respondi que sim e disse-lhe que havia trabalhado na escala 5 x 2 no Banco do Brasil e no setor público e na escala 6 x 1 na iniciativa privada e que prefiro 5 x2.

Com a sua anuência levei o assunto para toda turma. Apontei os benefícios para o trabalhador e dentro do possível os custos para empresas bem como outras variáveis presentes caso o pleito seja aprovado em nosso país. Na oportunidade fiz a seguinte ponderação:

“Principal objetivo com a implantação do sistema 5 x 2 é dar ao empregado mais tempo para o descanso e atenção às suas atividades particulares. Porém, como tudo em nosso Brasil segue tendência fora do eixo original, existe o risco do trabalhador procurar outra ocupação no dia de folga para completar sua renda. Isto é, as suas necessidades podem invalidar a essência do projeto.”

Ao ler as notícias sobre a decisão do governo de encaminhar um Projeto de Lei, com urgência constitucional, em meados do corrente mês, ao meu ver atropelando a tramitação de Propostas de Emenda à Constituição – PEC no parlamento. Sem o intuito de descredenciar a iniciativa do executivo aponto que o fato demonstra que no Brasil cada um busca tirar proveito de suas ações, mesmo que algumas delas – como é caso -, sejam defensáveis por serem justas.

Como estamos em ano de eleição é possível enxergarmos nas entrelinhas que no encaminhamento do Projeto de Lei o governo busca a paternidade do benefício e com isto ganhar simpatia popular que significa votos. Se em nosso país as políticas publicas fossem do estado e não de governos o executivo colocaria suas energias em favor da aprovação das PECs 221/2019 e 08/2025  que tratam do mesmo assunto. Esperar isto dos nossos governantes é sonhar alto.