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Crônica de Ademar Rafael

AS CAMPEÃS

A edição nº 20 da revista “Veja Negócios” , de novembro-2025 destaca as melhores cidades do Brasil sob prisma de indicadores fiscais, econômicos, sociais e digitais. Tais cidades são agrupadas como “Grande porte”, “Médio porte” e “Pequeno porte”.

Na avaliação geral de fatores com compõem o Índice de Inclusão Social e Digital – IISD as cidades destacadas foram Vitória – ES, Santana do Parnaíba – SP e Cerquilho – SP. A capital capixaba ostenta o título máximo entre as cidade de grande porte por ter conseguido conciliar o desenvolvimento econômico com a melhoria do bem-estar dos seus habitantes; Santana do Parnaíba integra o topo da lista impulsionada pelo dinamismo econômico produzido pela atração de empresas tradicionais e produtoras de tecnologia de ponta e a pequena Cerquilho alcançou a posição ao unir a localização estratégica com uma correta política de atração de investimentos em atividade diversificadas que abrangem indústria têxtil, usinas de açúcar e etanol e fabricas de fios condutores.

Quando medidas pelos indicadores fiscais os destaques foram Macaé – RJ que é exemplo ao integrar os recursos advindos da Indústria do Petróleo com investimentos na saúde e educação vetores da qualquer desenvolvimento sustentável; Canaã dos Carajás – PA, movida pela extração de mais de oitenta milhões de toneladas de minério de ferro pela Vale desponta como exemplo nos avanços na administração pública com automação de processos internos, capacitação contínua dos servidores e planejamento de longo prazo e Mata de São João – BA, esta cidade tem seu desempenho ancorado numa correta aplicação dos recursos oriundos da Indústria do Turismo, alicerçada nas praias do Forte, Imbassaí e Costa de Sauipe, nas área de saúde, educação e em outras políticas públicas voltadas ao cidadão.

Em todos os casos acima encontramos corretas gestões dos recursos públicos, não estão na posição por acaso, fazerem o dever de casa.

Crônica de Ademar Rafael

O EQUILÍBRIO

A expressão “Vai na tourada e torce pelo touro” utilizada em relação as pessoas que são contra a esta expressão cultural da Espanha, muito combatida pelos que nela enxergam uma crueldade aos animais, é reproduzida em um sentimento doentio conduzido pela sociedade atual.

Nosso propósito neste diálogo de hoje não é defender ou condenar a linha de raciocínio dos que para defenderem a preservação dos animais “aceitam em compensação” a morte do toureiro e sim para apresentar outra alternativa.

Nossa proposta no caso citado ou em outros que causem danos aos humanos, aos animais ou à a natureza é deixarmos de praticar a atividade. No caso das touradas defendo a teoria que a tradição cultural não recorrerá da decisão de parar com os espetáculos. A rica cultura espanhola encontrará outras alternativas para atrair público turistas internos e externos.

O caminho sugerido pode acarretar numa agressão aos costumes locais, mas, sem dúvida zera os danos causados aos animais e elimina o “torcer pelo touro”, preservando a vida de toureiros. Tal caminho encontra eco em conceitos da “Inteligência Emocional”, da “Inteligência Ecológica” e da “Comunicação não violenta.”, temas cujas teorias nos encaminham para a convivência sadia que tantos desejam.

Encontrar o equilíbrio e deixar de transitar somente nos extremos deveria ser nosso foco nestes tempos onde a intolerância e arrogância unem-se para “animalizar” as relações humanas. Agressões corriqueiras defendidas por quem as praticam seguem causando estragos. Espaços de diversão tornam-se arenas de brigas e divertimentos são transformados em tragédias corriqueiramente. Precisamos parar com as touradas e colocar, de vez, a convivência harmoniosa em nosso cotidiano. Cada um fazendo sua parte avançaremos, disto tenho certeza.

Crônica de Ademar Rafael

CONCEITO ANULADO?

 Estamos atravessando um momento onde muitos buscam respostas imediatas sobre as quais não se dão ao trabalho de criticar previamente. Neste cipoal de conveniência o que dizem os resultados advindos dos “algoritmos” da Inteligência Artificial – AI passam a ser verdades. É por este e outros motivos ligados a banalização dos fatos que o princípio da “Primazia da Realidade”, cujo conceito no Direito do Trabalho sugere que “os fatos concretos possuem mais peso do que o que está escrito, do que os registros em documentos formais”, está perdendo a sua essência.

Isto mesmo, se antes alguém criava documentos com vícios para acobertar uma situação atualmente com auxílio de ferramentas digitais os fatos é que estão sendo criados em formatos viciados. Um abraço dado em um filho menor pode ser manipulado e transformando em um crime. Um aceno pode ser transformado em um assédio. A lista dos casos desta natureza é infinita, esse jogo de manipulação tem causado muita dor de cabeça.

Ao saber que “A Primazia da Realidade” tem alcançado relevância nas redes sociais, enquanto elemento de prova em disputas judiciais, muitas pessoas desonestas têm forjado situações onde a parte contrária nas demandas é exposta exageradamente. Como é quase ilimitada a capacidade criativa dos falsários, cujos serviços são divulgados amplamente por canais ilícitos, uma cidadã ou um cidadão de bem pode serem envolvidos em um crime que não praticaram. A figura de falsa testemunha foi substituída por um modelo onde a tecnologia tem sido aliada. A pergunta sem resposta é “Como parar isto?”.

Os que defendem um controle dos espaços virtuais e a responsabilização dos seus titulares pela publicação de atos e fatos ilegítimos são acusados como agentes inibidores do direito de expressão. Se mergulharmos nas profundezas desse assuntos vamos encontrar alguns dos manipuladores de atos e fatos alimentando as mentes descuidadas com a tese da negação do direito de expressão, tudo muito bem orquestrado. Fiquemos atentos.

Crônica de Ademar Rafael: Ano complicado? Talvez!

ANO COMPLICADO? TALVEZ!

De início desejo para cada leitora e cada leitor um ano de realizações plenas, bençãos celestiais e muita paz. Vamos precisar desse trio para superarmos as adversidades naturais do cotidiano somadas com os entraves que os anos de Eleições e Copa do Mundo produzem.

 Hoje não falaremos sobre futebol vamos dedicar nosso foco para o famigerado processo eleitoral imposto ao Brasil por uma casta amparada na falsa ideia de que eleições promovem mudança sadias e por meio dele se eterniza no poder. Trata-se de um período onde “vampiros” saem das suas confortáveis cavernas para sobrevoar nossos lares prometendo tudo e negando o dobro ao assumirem os cargos pleiteados.

Neste ponto permitam um analogia. Enquanto os “vampiros”  do folclore romeno sugam sangue e energia e são combatidos em rituais específicos, com utilização de alho, crucifixos e estacas de pratas os nossos não temem nada disto. Talvez a melhor arma para os combater fosse o voto consciente, como este artigo inexiste no nosso território eles proliferam mais que cupins, com força destruidora maior do que a de todos os insetos aqui existentes.

Meu saudoso pai há mais de 30 anos escreveu o poema “Tudo que fiz foi perdido” e nele inseriu a seguinte estrofe: “Pra mim a maior loucura/Foi com política mexer/Nela é difícil ver/Uma pessoa segura/Político é a criatura/Que mente para vencer/Pra se manter no poder/Torna-se seu inimigo/A pedido de um amigo/Faz outro amigo sofrer.” Como seria bom se a maldade dos nossos eleitos coubessem na décima de Quincas Rafael.

A cada eleição vemos que eles progridem nas ações nefastas, nos acordos espúrios e na força destrutiva das nossas riquezas por saberem que somos um povo sofrido que protesta muito pouco e desconhece seus direitos. Apesar disto tudo devemos seguir dando exemplos que não recebemos das nossas autoridades e construindo o país possível, distante do ideal.

Crônica de Ademar Rafael: produção neutra

PRODUÇÃO NEUTRA

Em algumas pesquisas que respondemos em plataformas virtuais são dadas três opções de respostas: “Muito importante – Neutra – Sem importância”. Nestas consultas a opção “Neutra” simboliza algo que sua existência não promove benefício nenhum. Em outras palavras não serve para nada.

Neste ano de 2025 se apurarmos com isenção muito do que foi produzido pelos poderes da república pode ser classificado como “Neutro”, uma vez que os benefícios são muito abaixo de zero. Sobraram brigas e picuinhas e faltaram variáveis que servissem para alguma coisa.

Pela forma que trata os nativos comuns o Brasil não mercê ser classificado como um país. Porém na versão nociva dos fatos e dos atos praticados encontramos três países, isto mesmo, é como se houvesse um país para o “executivo”, um país para o “legislativo” e outro país para o “judiciário”. As convergências entre estes países de ficção inexistem.

Mesmo assim temos muito que agradecer ao Pai Celestial. As perspectivas para 2026 são piores exageradamente piores. Será um ano de Copa do Mundo da FIFA e novamente participaremos com um elenco de atletas cuja produção efetiva representa em torno de um por cento dos custos. Gastos de bilhões dólares e bola de centavos de reais e para completar também será ano de eleições para Presidente, Governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais.

 No caso do pleito eleitoral a relação custo x benefício e menor do que a relação do que já foi chamada de Seleção Brasileira. Se no futebol a paridade entre o custo e o benefício de “cem para um”, na política seria algo parecido com  “dez mil para um.” E olhe que estou sendo bastante otimista. Resta-nos como cidadãs e cidadãos seguirmos pagando a conta e a cada dia perdendo direitos em favor de uma casta de que está acima das leis que ela mesmo produz e interpreta. Feliz ANO NOVO.