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Últimas publicações do quadro “Crônicas de Ademar Rafael”

Crônica de Ademar Rafael: Heranças preciosas

HERANÇAS PRECIOSAS

Quando ingressei no time dos avós o poeta e escritor egipsiense Antônio José de Lima disse-me, com ênfase,  sobre o convívio com os netos: “Você agora vai ver uma coisa prestando.” Por conhecer a forma carinhosa que ele devotava aos seus netos guardei a frase para ser testado no futuro.

Recentemente recebi da “Redação do Momento Espírita” uma mensagem inspirada no livro “As bençãos do meu avô”, de Rachel Noami Remen e dela retiro os seguintes recortes: “É maravilhoso alcançar a velhitude com a bênção de netos. Filhos dos seus filhos. Tornar-se avô, avó é, de fato, uma das maiores e mais ternas venturas da vida. É como se o coração, maduro e experiente, ganhasse um novo e vibrante sopro de juventude, recheado de um amor que transborda e se multiplica de forma inesperada.

É a bênção de ser pai, de ser mãe de novo, mas, desta vez, com a leveza da ausência de algumas obrigações mais pesadas.”

Conviver com estas sensações é ratificar com louvor a frase dita pelo amigo há alguns, permitindo-nos dedicar aos netos o tempo que nos resta, sem querer assumir as funções dos pais, sendo auxílio na difícil  empreitada de educar nos padrões que julgamos corretos e blindando-os contra a superficialidade que hoje impera nas relações familiares.

 A escolha que fizemos, eu e Dona Helaine, para nos juntarmos aos filhos e aos netos nos torna beneficiários de pensamento da escritora Rachel de Queiroz ao percebermos que “Os netos chegam como heranças preciosas, um presente totalmente grátis, permitindo-nos desfrutar da pura alegria e da inocência infantil sem as angústias da criação. Os avós se permitem o prazer de paparicar, de contar aquelas histórias que só o tempo torna sábias, e de mimar sem a culpa do excesso. Ter um neto é como reencontrar a nossa própria criança interior. É voltar a ver o mundo através de um par de olhos curiosos e cheios de deslumbramento.”  Com esta reflexões desejamos a todos avós e netos um Feliz Natal e um Ano Novo de muita paz, sob as graças de Deus.

Crônica de Ademar Rafael

FUGA SAUDÁVEL

Em recentes pesquisas que fiz para elaboração de uma apostila sobre doenças do trabalho abordadas em curso ministrado no Programa Jovem Aprendiz do SENAR-PB, módulo “EDUCAÇÃO SOCIOEMOCIONAL, SAÚDE E BEM-ESTAR”, encontrei textos que vinculam muitas dessas doenças aos ambientes e a pessoas tóxicas.

A pergunta a ser respondida é: “Podemos nos livrar de ambientes laborais e pessoas que nos causam mal e provocam doenças psicossomáticas?” Eu afirmo com segurança que pode ser difícil mas não é impossível. Pode ter custo financeiro e social, contudo, a saúde sendo colocada em primeiro plano o caminhos existem.

Entre as diversas histórias de domínio público tem a que nos conta a lenda da águia e do corvo. Em resumo esta lenda nos narra que a “única ave que ousa atacar a águia é o corvo e o faz pousando sobre suas costas de onde bica o pescoço da águia em processo repetitivo e irritante. A água ao ser atacada não revida, não gasta energia para atacar o seu torturador, sua reação é voar mais alto e alcançar alturas nas quais o corvo não consegue voar em função de ser incapaz de suportar grandes altitudes.”

Percebam a principal lição que podemos extrair da ação praticada pela águia é que em lugar de revidar a agressão ela se coloca em um patamar onde seu agressor não sobrevive, isto é, ela se eleva não se rebaixa ao nível do corvo. Assim também podemos agir para fugir de ambientes e de pessoas tóxicas, muitas vezes optamos pelo enfrentamento pela devolução das agressões recebidas. Estas opções além de agravar a situação causam-nos doenças.

O ideal para sairmos de locais tóxicos e não convivermos com pessoas tóxicas é praticarmos a política da não violência elevando os níveis da nossa serenidade, do nosso amor próprio e da nossa sabedoria. A fuga saudável é possível, precisamos colocá-la em prática

Crônica de Ademar Rafael: Fuga saudável

Em recentes pesquisas que fiz para elaboração de uma apostila sobre  doenças do trabalho abordadas em curso ministrado no Programa Jovem Aprendiz do SENAR-PB, módulo “EDUCAÇÃO SOCIOEMOCIONAL, SAÚDE E BEM-ESTAR”, encontrei textos que vinculam muitas dessas doenças aos ambientes e a pessoas tóxicas.

A pergunta a ser respondida é: “Podemos nos livrar de ambientes laborais e pessoas que nos causam mal e provocam doenças psicossomáticas?” Eu afirmo com segurança que pode ser difícil mas não é impossível. Pode ter custo financeiro e social, contudo, a saúde sendo colocada em primeiro plano o caminhos existem.

Entre as diversas histórias de domínio público tem a que nos conta a lenda da águia e do corvo. Em resumo esta lenda nos narra que a “única ave que ousa atacar a águia é o corvo e o faz pousando sobre suas costas de onde bica o pescoço da águia em processo repetitivo e irritante. A água ao ser atacada não revida, não gasta energia para atacar o seu torturador, sua reação é voar mais alto e alcançar alturas nas quais o corvo não consegue voar em função de ser incapaz de suportar grandes altitudes.”

Percebam a principal lição que podemos extrair da ação praticada pela águia é que em lugar de revidar a agressão ela se coloca em um patamar onde seu agressor não sobrevive, isto é, ela se eleva não se rebaixa ao nível do corvo.  Assim também podemos agir para fugir de ambientes e de pessoas tóxicas, muitas vezes optamos pelo enfrentamento pela devolução das agressões recebidas. Estas opções além de agravar a situação causam-nos doenças.

O ideal para sairmos de locais tóxicos e não convivermos com pessoas tóxicas é praticarmos a política da não violência elevando os níveis da nossa serenidade, do nosso amor próprio e da nossa sabedoria. A fuga saudável é possível, precisamos colocá-la em prática.

Crônica de Ademar Rafael: Birras em alto nível

BIRRAS EM ALTO NÍVEL

Na década de 1990 quando resolvi ficar distante da luta sindical e ficar próximo do meu encarreiramento no Banco do Brasil tive como base minha discordância com o pensamento vigente na época que o Sindicado dos Bancários deveria travar permanente luta conta o Governo Collor da mesma forma que fezera no governo Sarney. Na época fui derrotado com a lógica de que o sindicato teria de defender os bancários prioritariamente e deixar que o governo fosse enfrentado pela oposição.

Esta linha de raciocínio vem ocorrendo com frequência entre os poderes da república na esfera federal e em muitos casos nas esferas estaduais e municipais. Por uma questão de espaço irei dedicar minha atenção somente para ocorrências de Brasília. A nossa Constituição Federal no Título IV – “Da organização dos poderes” no Capítulo I – Artigos 44/75 detalha o Poder Legislativo; no Capítulo II – Artigos 76/91, traz define o Poder Executivo; no Capítulo III – Artigos 92/135, indica o Poder Judiciário. Em tais capítulos estão citados os poderes e as responsabilidades da sua autoridade máxima de cada um dos poderes.

Se o Brasil fosse de fato uma Nação compromissada com suas responsabilidades cada uma destas autoridades: Presidente da República, presidentes da Câmara e Senado e Presidente do Supremo Tribunal Federal atuariam nos limites das suas obrigações e de acordo com o que está escrito na Artigo 2º da Constituição, a saber: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. Como insistimos em ser um republiqueta de nova categoria o vemos com frequência cada gestor de um poder medindo forças com o gestor de outro, com zero de harmonia e pseuda independência.

Por birra e/outros motivos menos republicamos as autoridades máximas dos três poderes estão seguindo à risca o pensamento dos dirigentes sindicais nos anos 1990, isto é agindo um contra o outro. Até quando assistiremos essa prática nociva ao país?

Crônica de Ademar Rafael: Função da escola

FUNÇÃO DA ESCOLA

O sacerdote francês Louis Gaston de Ségur – Monsenhor Ségur, defensor fervoroso de doutrina católica em linguagem popular viveu entre os anos de 1820 e 1881 e nos deixou o livro “A escola sem Deus” com ricas reflexões sobre a escola ideal à luz das suas convicções.

Referido livro, escrito em 1872, traz defesa contundente da escola promotora de educação cristã e critica a escola laica uma tendência crescente naquela época. Nosso intuito neste diálogo é buscarmos respostas para dúvidas relacionadas com a seguinte questão: “Entre as funções da escola está a negação de preceitos religiosos ou sua inserção nos conteúdos programáticos convencionais?”

Cada leitora e cada leitor tem plena liberdade para fazer suas escolhas. Fica claro que respeito sem restrições cada posicionamento, em reciprocidade expresso meu ponto de vista. Para tanto recorto da obra acima citada algumas ponderações: “…sem religião não há educação…Só a religião pode formar verdadeiros homens de bem…É preciso obedecer a Deus antes que aos homens.”  

Minha opinião sobre o tema segue a contundência destes três recortes. Para mim o estado pode ser laico, a escola nunca. Em respeito as opções de cada uma ou cada um admito que o ensino religioso pode não dará exclusividade a determinada corrente, mas, não deve ser uma torre de babel. Precisa de um alinhamento dos limites. Jamais defenderei a exclusão total como fazem alguns pensadores.

Em edição de 2018 do livro “A escola sem Deus” está inserido um “Apêndice” da lavra de Dom Mariano Soler – 1846-1908 – dele recortamos: “Temos que clamar, pois que é impossível o silêncio ante os estragos da educação leiga, sem religião.” Encerro manifestando total concordância com essa ponderação do Arcebispo de Montevidéu e destaco: “É possível e harmonizar ensino convencional e ensino religioso.”