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Crônica de Ademar Rafael: Birras em alto nível

BIRRAS EM ALTO NÍVEL

Na década de 1990 quando resolvi ficar distante da luta sindical e ficar próximo do meu encarreiramento no Banco do Brasil tive como base minha discordância com o pensamento vigente na época que o Sindicado dos Bancários deveria travar permanente luta conta o Governo Collor da mesma forma que fezera no governo Sarney. Na época fui derrotado com a lógica de que o sindicato teria de defender os bancários prioritariamente e deixar que o governo fosse enfrentado pela oposição.

Esta linha de raciocínio vem ocorrendo com frequência entre os poderes da república na esfera federal e em muitos casos nas esferas estaduais e municipais. Por uma questão de espaço irei dedicar minha atenção somente para ocorrências de Brasília. A nossa Constituição Federal no Título IV – “Da organização dos poderes” no Capítulo I – Artigos 44/75 detalha o Poder Legislativo; no Capítulo II – Artigos 76/91, traz define o Poder Executivo; no Capítulo III – Artigos 92/135, indica o Poder Judiciário. Em tais capítulos estão citados os poderes e as responsabilidades da sua autoridade máxima de cada um dos poderes.

Se o Brasil fosse de fato uma Nação compromissada com suas responsabilidades cada uma destas autoridades: Presidente da República, presidentes da Câmara e Senado e Presidente do Supremo Tribunal Federal atuariam nos limites das suas obrigações e de acordo com o que está escrito na Artigo 2º da Constituição, a saber: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. Como insistimos em ser um republiqueta de nova categoria o vemos com frequência cada gestor de um poder medindo forças com o gestor de outro, com zero de harmonia e pseuda independência.

Por birra e/outros motivos menos republicamos as autoridades máximas dos três poderes estão seguindo à risca o pensamento dos dirigentes sindicais nos anos 1990, isto é agindo um contra o outro. Até quando assistiremos essa prática nociva ao país?

Crônica de Ademar Rafael: Função da escola

FUNÇÃO DA ESCOLA

O sacerdote francês Louis Gaston de Ségur – Monsenhor Ségur, defensor fervoroso de doutrina católica em linguagem popular viveu entre os anos de 1820 e 1881 e nos deixou o livro “A escola sem Deus” com ricas reflexões sobre a escola ideal à luz das suas convicções.

Referido livro, escrito em 1872, traz defesa contundente da escola promotora de educação cristã e critica a escola laica uma tendência crescente naquela época. Nosso intuito neste diálogo é buscarmos respostas para dúvidas relacionadas com a seguinte questão: “Entre as funções da escola está a negação de preceitos religiosos ou sua inserção nos conteúdos programáticos convencionais?”

Cada leitora e cada leitor tem plena liberdade para fazer suas escolhas. Fica claro que respeito sem restrições cada posicionamento, em reciprocidade expresso meu ponto de vista. Para tanto recorto da obra acima citada algumas ponderações: “…sem religião não há educação…Só a religião pode formar verdadeiros homens de bem…É preciso obedecer a Deus antes que aos homens.”  

Minha opinião sobre o tema segue a contundência destes três recortes. Para mim o estado pode ser laico, a escola nunca. Em respeito as opções de cada uma ou cada um admito que o ensino religioso pode não dará exclusividade a determinada corrente, mas, não deve ser uma torre de babel. Precisa de um alinhamento dos limites. Jamais defenderei a exclusão total como fazem alguns pensadores.

Em edição de 2018 do livro “A escola sem Deus” está inserido um “Apêndice” da lavra de Dom Mariano Soler – 1846-1908 – dele recortamos: “Temos que clamar, pois que é impossível o silêncio ante os estragos da educação leiga, sem religião.” Encerro manifestando total concordância com essa ponderação do Arcebispo de Montevidéu e destaco: “É possível e harmonizar ensino convencional e ensino religioso.”

Crônica de Ademar Rafael: Controles controlados?

Dois recentes escândalos registramos na contabilidade de fraudes do Brasil expõem a fragilidade dos controles de operações/ações rastreáveis cujas possibilidades de inadequação às normas são identificáveis por ações tempestivas e isentas de controladores compromissados com as suas responsabilidades.

Os escândalos são o caso do Banco Master e a liberação de empréstimos consignados no INSS para incapazes, inclusive beneficiários com idades inferiores a dois anos. O que falhou em cada caso? Os sistemas de métricas dos procedimentos que aqui prefiro chamar de “Controle Interno” e que ostenta o sofisticado nome de “compliance”, cuja tradução livre do inglês é “conformidade”. Ou seja os setores que atestariam se determinados procedimentos estariam dentro das regras.

Nos dois casos podemos identificar sem susto ocorrências de situações em que os controles estão controlados pelos gestores para não cumprirem suas obrigações que seria dar ou não conformidade aos processos. Por isto que o título desta crônica é “controles controlados”. Depois dos estragos feitos INSS e  Banco Central adotaram medidas corretivas que na realidade são remédios tardios para males que poderiam ter sido evitados.

O que mais assusta é verificarmos que o tema controle é abordado no Brasil desde 17.03.1964, com a edição da Lei 4.320, ratificado nas Constituições de 1967 e 1988 e reforçado 27.04.1994 com a criação da Secretaria Federal de Controle Interno – SFC hoje vinculada à Controladoria Geral da União – CGU, com atribuições previstas no Artigo 74 de Constituição Federal.

 Da mesma forma detectada nos dois casos aqui narrados “Controles Internos” da União, Estados, Munícipios e demais entes públicos são falhos. A maioria dos gestores brasileiros não gostam de serem controlados, preferem poderes amplos e sem restrições. Pobre Brasil.

Crônica de Ademar Rafael: Força coletiva

FORÇA COLETIVA

 Uma entidade de defesa dos interesses de funcionários do Banco do Brasil e do banco em relação aos desmandos de políticos inescrupulosos ao comemorar seus quarenta anos publicou uma cartilha que aborda o tema da força das ações coletivas.

 Nesta primeira crônica do ano quatorze dessa parceria que mantenho com o BLOGDOFINFA vamos trazer esse assunto para nosso debate semanal, destacando a manipulação de tal força deslocando das ações em favor do bem coletivo para favorecimento de um grupo minúsculo e muitas vezes de um único personagem.

Temos assistido nos últimos anos movimentos populares que se tornaram atos cujos esforços são direcionados em favor de um falso defensor dos direitos dos manifestantes. Vemos grupos de fanáticos que saem às ruas com bandeiras e palavras de ordem cujo conteúdo muito bem elaborados por profissionais das mídias sociais que em verdadeiras lavagens celebrais estimulam a banalização de verdades e adoração às mentiras.

O que mais assusta nesses movimentos é um tipo de cegueira coletiva que alcança cada manifestante deixando-os à mercê dos manipuladores. Retirar membros dessa legião do universo paralelo que ingressaram devolvendo-os para o mundo real não é fácil, muito esforços são necessários e os resultados são muito abaixo do ideal.

Acredito que a ausência de lideranças confiáveis, a descrença de boa parte da população, a vulgaridade e a banalidade que campeiam mentes desprotegidas são as argamassas que sustentam esses fenômenos sociais. O aparelhamento de instituições, a falta de caráter de gestores públicos e privados e a superficialidade das relações transformam-se em colunas de sustentação do sistema perverso que impera em todo mundo. Uma coisa fica clara: “Quem se deixa enganar não pode ser tratado como inocente útil, entram no jogo de forma espontânea.”

Crônica de Ademar Rafael: Cegueira ou egoísmo?

CEGUEIRA OU EGOÍSMO?

 Na última semana de outubro em um dos grupo de WhatsApp que participo circulou uma postagem de uma poetisa e  professora nordestina que atua no interior de São Paulo destacando sua alegria por convencido uma pessoa que a política de cotas não é um favorecimento indevido e sim um política pública que tenta reparar dano causado pelo sistema de privilégios que impera em nossa país desde a época do império.

Atuar buscando o convencimento de figuras que condenam a política de cotas não é tarefa fácil, seguir tentando carece de persistência, paciência e devoção pelas causas socais.  O teor das abordagens das pessoas que condenam políticas inclusivas – entre as quais as cotas para ingresso em cursos superiores, empregos e em outros acesso negados – nos estimula a fazer a pergunta que serve de título deste texto. Tenho clareza que em todos os casos existe uma das variáveis e algumas situações as duas.

 A mentes dos que se declaram contra políticas de inclusão social quase que invariavelmente pensam assim: “Se um benefício é em meu favor é por merecimento, se o beneficiário for para um brasileiro que por algum motivo não teve as mesmas chances que eu é um favorecimento indevido. É uma prática que coloca um incompetente numa vaga que pertence a quem integra meu grupo social.”

 Deparei-me com esta linha de pensamento na época que estava no Banco do Brasil e quando atuei em empresas públicas e privadas após minha aposentadoria, hoje deparo-me com elas nas relações sociais. Honestamente declaro que estou perdendo as variáveis  “persistência, paciência e devoção pelas causas socais” para tentar mudar a visão dos que agem e pensam contra a ações que buscam equilibrar o jogo das oportunidade entre os ricos e os pobres nesse injusto país que moramos. Esta minha opção não deriva de omissão e sim da redução gradativa das forças para seguir na luta em favor de terceiros. Que Deus não permita que eu desista, essa luta precisa de gente por ser grande e difícil.

Crônica de Ademar Rafael: Blog do Finfa – 13 anos

 Na sexta-feira dia vinte e quatro de outubro escrevi para o titular deste espaço a seguinte mensagem: “O BLOG DO FINFA chega aos 13 anos carregando a característica da ave representada pelo TREZE no “Jogo do Bicho”: Acorda cedo e dar seu recado, a ave cantando e o Blog trazendo notícias. O sucesso conquistado é fruto de muita luta e persistência.”

Mesmo com sua simplicidade o texto foi publicado, entre tantas outras mensagens, qualificando-me como “Colaborar pioneiro”. De fato, desde o início do blog toda segunda-feira um texto de minha autoria é publicado, únicas exceções acontecem na semana do carnaval quando  a crônica é levada às leitoras e aos leitores na quarta-feira.

O sucesso do BLOGDOFINFA não é por acaso é fruto de uma trabalho árduo, persistente e insistente. José de Sá Maranha Júnior, nosso popular Finfa, pode até não ter herdado a mansidão do pai, mas, com toda certeza herdou a coragem impetuosa do tio Bante de Liliu. Sua caminhada ao criar o  BLOG do zero, angariar apoio e seguir com o projeto de forma ininterrupta não foi fácil, disto sou testemunha. Dia nenhum ouvi de Finfa manifestação sobre desistir, sempre acreditou no trabalho desenvolvido.

Para mim Finfa tem três grande habilidades, todas aderentes com empreendimento na área de comunicação. A primeira é a sensibilidade como fotógrafo, ele enxerga com “olhos de lince”; a segunda  é seu “faro para notícia” esse dom tem dado para ele a exclusividade em muitas matérias publicadas por ter chegado antes e a terceira é seu domínio sobre a comunicação verbal, microfone ou plateia não lhe assustam, sua desenvoltura neste campo é magnifica.

Com estas armas e a coragem que lhe é peculiar muitas portas foram abertas, muitas amizades construídas e muitos nãos foram ignorados ou serviram de argamassa para materialização dos seus sonhos. Por último: “Júnior tem um coração maior do que seu carismático sorriso.

Crônica de Ademar Rafael

DUPLA DE PESO

Recentemente, ao comentar uma texto do cronista e romancista Marconi Urquiza, escrevi: “Dosar as emoções e suportar as perdas sem grandes sequelas são caminhos difíceis de percorrer…Que saibamos, com
persistência, encontrar rotas menos doloridas.” O texto comentado abordava os dois assuntos. Utilizo agora o comentário como base para nosso diálogo desta data. De fato harmonizar essa dupla de peso não é tarefa fácil. Existem muitas variáveis a serem decodificadas para cumprir a missão e chegar na outra margem em boas condições físicas e mentais.

O mundo empresarial tem apontado como fator preponderante na escolha de colaboradores a capacidade que o candidato demonstra durante o processo seletivo em controlar as emoções. Este comportamento tem recebido muita atenção dos selecionadores por integrar os pilares da “Inteligência Emocional”, classificado na maioria dos textos sobre o tema como “Controle Emocional”.

Entendo que se você detém essa habilidade e de forma indolor coloca em uso de certa forma começa abrandar o impacto da perda. Quando você, de forma centrada e sem sacrifício, tem controle emocional o caminho para suportar a perda é mais largo. Caso inexista essa hipótese uma perda por menor que seja pode tomar grandes proporções e uma grande perda fugir totalmente do controle.

Nossa vida invariavelmente é constituída de fases boas, regulares e ruins. Ter a consciência que nenhuma delas será definitiva que haverá alternância entre elas, com pleno domínio emocional diante de dada momento, é fato criador da espiral positiva que nos leva a superar perdas e vencer obstáculos. Não há receita pronta, não existe gabarito único cada pessoa tem sua forma de agir. Uma coisa é certa o descontrole emocional atrapalha, controle emocional ajuda. Não resta dúvida que para superarmos uma perda precisamos ter antes o controle emocional, sem este fator a missão é muito mais difícil. Tirem suas próprias conclusões.

Crônica de Ademar Rafael: Os donos de tudo

OS DONOS DE TUDO

Muitas foram as comemorações de quem ficou no “bem bom”, no dia seguinte do sepultamento, pelos nossos representantes no parlamento, da Medida Provisória que tentava tributar aplicações financeiras e ativos virtuais isentos ou com baixa tributação e com altos rendimentos.

Aqui quero analisar a avaliação de  uma gestora de recursos de terceiros, com registro na Comissão de Valores Mobiliários – CVM para distribuição de  produtos financeiros em parcerias de alto nível, veiculada na grande imprensa. Diz  a matéria: “A Câmara dos Deputados retirou de pauta a Medida Provisória nº 1303, inviabilizando sua votação antes do fim da sua validade, que se encerrou ontem. A decisão, com 251 votos favoráveis e 193 contrários, representa uma derrota para o governo e uma boa notícia para o investidor.” Neste ponto destaco a parte final que trata de decisão em favor dos investidores. São personagens que dorme sonos profundos no berço esplêndido da especulação financeira, da agiotagem oficial. Seus olhos enxergam somente dividendos e lucros.

Na sequência aponta o texto: “A medida era considerada essencial pela equipe econômica, pois poderia gerar R$ 17 bilhões em arrecadação adicional para o governo em 2026, ano eleitoral. O texto propunha mudanças na tributação de investimentos, fintechs e compensações tributárias, e chegou a incluir a taxação de produtos amplamente utilizados pelos investidores, como LCIs, LCAs, CRIs e CRAs.” Estes títulos ganharam privilégios fiscais numa época que os recursos necessários para financiar o agronegócio e a construção civil, pelas vias convencionais, eram insuficientes. Portanto precisavam atrair investidores.

O grande problema é que historicamente no Brasil o transitório em favor dos ricos vira permanente e o que deveria ser permanente em favor dos pobres sofre para ser transitório. Os valores são invertidos para que mais valores ingressem nas conta da camada de brasileiros que se jugam “donos” de tudo e querem sempre mais. Até quando?

Crônica de Ademar Rafael

SOLIDARIEDADE

Para uns pode ser um dom divino, para outros um sentimento. Em qualquer situação que seja praticada é entendida como uma união esforços por meio de ações reais que promovam o bem estar individual ou coletivo e que seja revestida de apoio mútuo e empatia. Uma coisa é certa um ato solidário cria vínculo humano e gera uma espiral de fraternidade que elimina o individualismo.

 No nosso livro sagrado é citada como ferramenta que espelha o amor ao próximo por meio do cuidado, do compartilhamento de bens e/outros gestos que tornem a solidariedade em fato real. A título de exemplo podemos apontar a parábola  “bom samaritano”. Na bíblia pode ser identificada como “Amor ao próximo”, “Compadecimento e ação”, “Compartilhamento e justiça” e “Responsabilidade mútua”. Em Deuteronômio 15:11, podemos encontrar: “Pois nunca deixará de haver pobre na terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra” e no Salmos 41:1-3, podemos ler: “Como é feliz aquele que ajuda o necessitado. O SENHOR o salva no dia da dificuldade. O SENHOR protegerá e guardará a sua vida”.

Este preâmbulo serve para invocarmos as amigas e os amigos do Pajeú para aplicarmos a solidariedade em favor do amigo Luciano de Zabezinha ou Luciano de Décio como preferir. Nosso amigo está em processo de tratamento de enfermidade grave, precisa do nosso apoio. Não tendo como ajudar na questão pecuniária  faça uma visita, fortaleça sua fé .

 Luciano merece toda atenção, sempre esteve disponível para ajudar quem lhe precisou, sua participação ativa no Alcóolicos Anônimos – AA  é um exemplo claro. No dia 05.10.25 amigos realizaram em evento na AABB – Afogados da Ingazeira-PE com reversão de valores  para o amigo enfermo. Este louvável ato precisa ser replicado no mesmo formato ou em outro tipo de ação. SEJAMOS SOLIDÁRIOS.

Crônica de Ademar Rafael

PERTO DO CAOS?

Existem algumas coisas no Brasil que teimam em não dar certo, uma delas é a educação. A prova disto é o que contém o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025, publicado recentemente.

Aponta referido documento vários dados aterrorizantes neste espaço vamos tentar indicar alguns deles. Segundo a publicação a proporção de estudantes com aprendizagem adequada em Língua Portuguesa e Matemática caiu de 8,3%, vergonhoso índice apurado em 2013, para 7,7% em 2023. Isto mesmo de cada mil alunos apenas setenta e sete alcançam o nível avaliado como ideal. Esta medição alcança escolas públicas e  privadas. Cabe ressaltar que antes da pandemia este índice era 10,3%.

Especialistas ouvidos sobre esse fracasso seguem apontado medidas insistentemente aplicadas sem resultado prático. Destacamos aqui as seguintes: Currículo bem estruturado, materiais didáticos de qualidade e alinhados às metas de aprendizagem esperada e formação continuada dos professores. Esta receita já foi largamente testada e os efeitos positivos não são vistos nem com lupas de alto alcance.

Outro dado do anuário que merece atenção é o caso do Estado de São Paulo, detentor da maior rede de ensino e do maior volume de recursos para o setor. A queda do nível adequado medido para disciplina Matemática caiu dos 7,2% de 2013 para 4,9% em 2023. Fatos desta espécie nos estimula a perguntar se estamos perto do caos.

Destaca também o documento que a infraestrutura das escolas seguem com números assustadores. Das quase cento e oitenta mil unidades escolares apenas 79% recebem coleta regular de lixo, somente 48,2% estão ligadas a rede pública de esgoto. Na região norte os dados envergonham, no Acre apenas 62,9% recebem água potável com regularidade e em Roraima nada menos que 27,7% das escolas não tem instalações sanitárias. Nesta pisada permito-me dizer: “O caos está bem ali.”