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Crônica de Ademar Rafael

CONCEITO ANULADO?

 Estamos atravessando um momento onde muitos buscam respostas imediatas sobre as quais não se dão ao trabalho de criticar previamente. Neste cipoal de conveniência o que dizem os resultados advindos dos “algoritmos” da Inteligência Artificial – AI passam a ser verdades. É por este e outros motivos ligados a banalização dos fatos que o princípio da “Primazia da Realidade”, cujo conceito no Direito do Trabalho sugere que “os fatos concretos possuem mais peso do que o que está escrito, do que os registros em documentos formais”, está perdendo a sua essência.

Isto mesmo, se antes alguém criava documentos com vícios para acobertar uma situação atualmente com auxílio de ferramentas digitais os fatos é que estão sendo criados em formatos viciados. Um abraço dado em um filho menor pode ser manipulado e transformando em um crime. Um aceno pode ser transformado em um assédio. A lista dos casos desta natureza é infinita, esse jogo de manipulação tem causado muita dor de cabeça.

Ao saber que “A Primazia da Realidade” tem alcançado relevância nas redes sociais, enquanto elemento de prova em disputas judiciais, muitas pessoas desonestas têm forjado situações onde a parte contrária nas demandas é exposta exageradamente. Como é quase ilimitada a capacidade criativa dos falsários, cujos serviços são divulgados amplamente por canais ilícitos, uma cidadã ou um cidadão de bem pode serem envolvidos em um crime que não praticaram. A figura de falsa testemunha foi substituída por um modelo onde a tecnologia tem sido aliada. A pergunta sem resposta é “Como parar isto?”.

Os que defendem um controle dos espaços virtuais e a responsabilização dos seus titulares pela publicação de atos e fatos ilegítimos são acusados como agentes inibidores do direito de expressão. Se mergulharmos nas profundezas desse assuntos vamos encontrar alguns dos manipuladores de atos e fatos alimentando as mentes descuidadas com a tese da negação do direito de expressão, tudo muito bem orquestrado. Fiquemos atentos.

Crônica de Ademar Rafael: Ano complicado? Talvez!

ANO COMPLICADO? TALVEZ!

De início desejo para cada leitora e cada leitor um ano de realizações plenas, bençãos celestiais e muita paz. Vamos precisar desse trio para superarmos as adversidades naturais do cotidiano somadas com os entraves que os anos de Eleições e Copa do Mundo produzem.

 Hoje não falaremos sobre futebol vamos dedicar nosso foco para o famigerado processo eleitoral imposto ao Brasil por uma casta amparada na falsa ideia de que eleições promovem mudança sadias e por meio dele se eterniza no poder. Trata-se de um período onde “vampiros” saem das suas confortáveis cavernas para sobrevoar nossos lares prometendo tudo e negando o dobro ao assumirem os cargos pleiteados.

Neste ponto permitam um analogia. Enquanto os “vampiros”  do folclore romeno sugam sangue e energia e são combatidos em rituais específicos, com utilização de alho, crucifixos e estacas de pratas os nossos não temem nada disto. Talvez a melhor arma para os combater fosse o voto consciente, como este artigo inexiste no nosso território eles proliferam mais que cupins, com força destruidora maior do que a de todos os insetos aqui existentes.

Meu saudoso pai há mais de 30 anos escreveu o poema “Tudo que fiz foi perdido” e nele inseriu a seguinte estrofe: “Pra mim a maior loucura/Foi com política mexer/Nela é difícil ver/Uma pessoa segura/Político é a criatura/Que mente para vencer/Pra se manter no poder/Torna-se seu inimigo/A pedido de um amigo/Faz outro amigo sofrer.” Como seria bom se a maldade dos nossos eleitos coubessem na décima de Quincas Rafael.

A cada eleição vemos que eles progridem nas ações nefastas, nos acordos espúrios e na força destrutiva das nossas riquezas por saberem que somos um povo sofrido que protesta muito pouco e desconhece seus direitos. Apesar disto tudo devemos seguir dando exemplos que não recebemos das nossas autoridades e construindo o país possível, distante do ideal.

Crônica de Ademar Rafael: produção neutra

PRODUÇÃO NEUTRA

Em algumas pesquisas que respondemos em plataformas virtuais são dadas três opções de respostas: “Muito importante – Neutra – Sem importância”. Nestas consultas a opção “Neutra” simboliza algo que sua existência não promove benefício nenhum. Em outras palavras não serve para nada.

Neste ano de 2025 se apurarmos com isenção muito do que foi produzido pelos poderes da república pode ser classificado como “Neutro”, uma vez que os benefícios são muito abaixo de zero. Sobraram brigas e picuinhas e faltaram variáveis que servissem para alguma coisa.

Pela forma que trata os nativos comuns o Brasil não mercê ser classificado como um país. Porém na versão nociva dos fatos e dos atos praticados encontramos três países, isto mesmo, é como se houvesse um país para o “executivo”, um país para o “legislativo” e outro país para o “judiciário”. As convergências entre estes países de ficção inexistem.

Mesmo assim temos muito que agradecer ao Pai Celestial. As perspectivas para 2026 são piores exageradamente piores. Será um ano de Copa do Mundo da FIFA e novamente participaremos com um elenco de atletas cuja produção efetiva representa em torno de um por cento dos custos. Gastos de bilhões dólares e bola de centavos de reais e para completar também será ano de eleições para Presidente, Governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais.

 No caso do pleito eleitoral a relação custo x benefício e menor do que a relação do que já foi chamada de Seleção Brasileira. Se no futebol a paridade entre o custo e o benefício de “cem para um”, na política seria algo parecido com  “dez mil para um.” E olhe que estou sendo bastante otimista. Resta-nos como cidadãs e cidadãos seguirmos pagando a conta e a cada dia perdendo direitos em favor de uma casta de que está acima das leis que ela mesmo produz e interpreta. Feliz ANO NOVO.

Crônica de Ademar Rafael: Heranças preciosas

HERANÇAS PRECIOSAS

Quando ingressei no time dos avós o poeta e escritor egipsiense Antônio José de Lima disse-me, com ênfase,  sobre o convívio com os netos: “Você agora vai ver uma coisa prestando.” Por conhecer a forma carinhosa que ele devotava aos seus netos guardei a frase para ser testado no futuro.

Recentemente recebi da “Redação do Momento Espírita” uma mensagem inspirada no livro “As bençãos do meu avô”, de Rachel Noami Remen e dela retiro os seguintes recortes: “É maravilhoso alcançar a velhitude com a bênção de netos. Filhos dos seus filhos. Tornar-se avô, avó é, de fato, uma das maiores e mais ternas venturas da vida. É como se o coração, maduro e experiente, ganhasse um novo e vibrante sopro de juventude, recheado de um amor que transborda e se multiplica de forma inesperada.

É a bênção de ser pai, de ser mãe de novo, mas, desta vez, com a leveza da ausência de algumas obrigações mais pesadas.”

Conviver com estas sensações é ratificar com louvor a frase dita pelo amigo há alguns, permitindo-nos dedicar aos netos o tempo que nos resta, sem querer assumir as funções dos pais, sendo auxílio na difícil  empreitada de educar nos padrões que julgamos corretos e blindando-os contra a superficialidade que hoje impera nas relações familiares.

 A escolha que fizemos, eu e Dona Helaine, para nos juntarmos aos filhos e aos netos nos torna beneficiários de pensamento da escritora Rachel de Queiroz ao percebermos que “Os netos chegam como heranças preciosas, um presente totalmente grátis, permitindo-nos desfrutar da pura alegria e da inocência infantil sem as angústias da criação. Os avós se permitem o prazer de paparicar, de contar aquelas histórias que só o tempo torna sábias, e de mimar sem a culpa do excesso. Ter um neto é como reencontrar a nossa própria criança interior. É voltar a ver o mundo através de um par de olhos curiosos e cheios de deslumbramento.”  Com esta reflexões desejamos a todos avós e netos um Feliz Natal e um Ano Novo de muita paz, sob as graças de Deus.

Crônica de Ademar Rafael

FUGA SAUDÁVEL

Em recentes pesquisas que fiz para elaboração de uma apostila sobre doenças do trabalho abordadas em curso ministrado no Programa Jovem Aprendiz do SENAR-PB, módulo “EDUCAÇÃO SOCIOEMOCIONAL, SAÚDE E BEM-ESTAR”, encontrei textos que vinculam muitas dessas doenças aos ambientes e a pessoas tóxicas.

A pergunta a ser respondida é: “Podemos nos livrar de ambientes laborais e pessoas que nos causam mal e provocam doenças psicossomáticas?” Eu afirmo com segurança que pode ser difícil mas não é impossível. Pode ter custo financeiro e social, contudo, a saúde sendo colocada em primeiro plano o caminhos existem.

Entre as diversas histórias de domínio público tem a que nos conta a lenda da águia e do corvo. Em resumo esta lenda nos narra que a “única ave que ousa atacar a águia é o corvo e o faz pousando sobre suas costas de onde bica o pescoço da águia em processo repetitivo e irritante. A água ao ser atacada não revida, não gasta energia para atacar o seu torturador, sua reação é voar mais alto e alcançar alturas nas quais o corvo não consegue voar em função de ser incapaz de suportar grandes altitudes.”

Percebam a principal lição que podemos extrair da ação praticada pela águia é que em lugar de revidar a agressão ela se coloca em um patamar onde seu agressor não sobrevive, isto é, ela se eleva não se rebaixa ao nível do corvo. Assim também podemos agir para fugir de ambientes e de pessoas tóxicas, muitas vezes optamos pelo enfrentamento pela devolução das agressões recebidas. Estas opções além de agravar a situação causam-nos doenças.

O ideal para sairmos de locais tóxicos e não convivermos com pessoas tóxicas é praticarmos a política da não violência elevando os níveis da nossa serenidade, do nosso amor próprio e da nossa sabedoria. A fuga saudável é possível, precisamos colocá-la em prática

Crônica de Ademar Rafael: Fuga saudável

Em recentes pesquisas que fiz para elaboração de uma apostila sobre  doenças do trabalho abordadas em curso ministrado no Programa Jovem Aprendiz do SENAR-PB, módulo “EDUCAÇÃO SOCIOEMOCIONAL, SAÚDE E BEM-ESTAR”, encontrei textos que vinculam muitas dessas doenças aos ambientes e a pessoas tóxicas.

A pergunta a ser respondida é: “Podemos nos livrar de ambientes laborais e pessoas que nos causam mal e provocam doenças psicossomáticas?” Eu afirmo com segurança que pode ser difícil mas não é impossível. Pode ter custo financeiro e social, contudo, a saúde sendo colocada em primeiro plano o caminhos existem.

Entre as diversas histórias de domínio público tem a que nos conta a lenda da águia e do corvo. Em resumo esta lenda nos narra que a “única ave que ousa atacar a águia é o corvo e o faz pousando sobre suas costas de onde bica o pescoço da águia em processo repetitivo e irritante. A água ao ser atacada não revida, não gasta energia para atacar o seu torturador, sua reação é voar mais alto e alcançar alturas nas quais o corvo não consegue voar em função de ser incapaz de suportar grandes altitudes.”

Percebam a principal lição que podemos extrair da ação praticada pela águia é que em lugar de revidar a agressão ela se coloca em um patamar onde seu agressor não sobrevive, isto é, ela se eleva não se rebaixa ao nível do corvo.  Assim também podemos agir para fugir de ambientes e de pessoas tóxicas, muitas vezes optamos pelo enfrentamento pela devolução das agressões recebidas. Estas opções além de agravar a situação causam-nos doenças.

O ideal para sairmos de locais tóxicos e não convivermos com pessoas tóxicas é praticarmos a política da não violência elevando os níveis da nossa serenidade, do nosso amor próprio e da nossa sabedoria. A fuga saudável é possível, precisamos colocá-la em prática.

Crônica de Ademar Rafael: Birras em alto nível

BIRRAS EM ALTO NÍVEL

Na década de 1990 quando resolvi ficar distante da luta sindical e ficar próximo do meu encarreiramento no Banco do Brasil tive como base minha discordância com o pensamento vigente na época que o Sindicado dos Bancários deveria travar permanente luta conta o Governo Collor da mesma forma que fezera no governo Sarney. Na época fui derrotado com a lógica de que o sindicato teria de defender os bancários prioritariamente e deixar que o governo fosse enfrentado pela oposição.

Esta linha de raciocínio vem ocorrendo com frequência entre os poderes da república na esfera federal e em muitos casos nas esferas estaduais e municipais. Por uma questão de espaço irei dedicar minha atenção somente para ocorrências de Brasília. A nossa Constituição Federal no Título IV – “Da organização dos poderes” no Capítulo I – Artigos 44/75 detalha o Poder Legislativo; no Capítulo II – Artigos 76/91, traz define o Poder Executivo; no Capítulo III – Artigos 92/135, indica o Poder Judiciário. Em tais capítulos estão citados os poderes e as responsabilidades da sua autoridade máxima de cada um dos poderes.

Se o Brasil fosse de fato uma Nação compromissada com suas responsabilidades cada uma destas autoridades: Presidente da República, presidentes da Câmara e Senado e Presidente do Supremo Tribunal Federal atuariam nos limites das suas obrigações e de acordo com o que está escrito na Artigo 2º da Constituição, a saber: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. Como insistimos em ser um republiqueta de nova categoria o vemos com frequência cada gestor de um poder medindo forças com o gestor de outro, com zero de harmonia e pseuda independência.

Por birra e/outros motivos menos republicamos as autoridades máximas dos três poderes estão seguindo à risca o pensamento dos dirigentes sindicais nos anos 1990, isto é agindo um contra o outro. Até quando assistiremos essa prática nociva ao país?

Crônica de Ademar Rafael: Função da escola

FUNÇÃO DA ESCOLA

O sacerdote francês Louis Gaston de Ségur – Monsenhor Ségur, defensor fervoroso de doutrina católica em linguagem popular viveu entre os anos de 1820 e 1881 e nos deixou o livro “A escola sem Deus” com ricas reflexões sobre a escola ideal à luz das suas convicções.

Referido livro, escrito em 1872, traz defesa contundente da escola promotora de educação cristã e critica a escola laica uma tendência crescente naquela época. Nosso intuito neste diálogo é buscarmos respostas para dúvidas relacionadas com a seguinte questão: “Entre as funções da escola está a negação de preceitos religiosos ou sua inserção nos conteúdos programáticos convencionais?”

Cada leitora e cada leitor tem plena liberdade para fazer suas escolhas. Fica claro que respeito sem restrições cada posicionamento, em reciprocidade expresso meu ponto de vista. Para tanto recorto da obra acima citada algumas ponderações: “…sem religião não há educação…Só a religião pode formar verdadeiros homens de bem…É preciso obedecer a Deus antes que aos homens.”  

Minha opinião sobre o tema segue a contundência destes três recortes. Para mim o estado pode ser laico, a escola nunca. Em respeito as opções de cada uma ou cada um admito que o ensino religioso pode não dará exclusividade a determinada corrente, mas, não deve ser uma torre de babel. Precisa de um alinhamento dos limites. Jamais defenderei a exclusão total como fazem alguns pensadores.

Em edição de 2018 do livro “A escola sem Deus” está inserido um “Apêndice” da lavra de Dom Mariano Soler – 1846-1908 – dele recortamos: “Temos que clamar, pois que é impossível o silêncio ante os estragos da educação leiga, sem religião.” Encerro manifestando total concordância com essa ponderação do Arcebispo de Montevidéu e destaco: “É possível e harmonizar ensino convencional e ensino religioso.”

Crônica de Ademar Rafael: Controles controlados?

Dois recentes escândalos registramos na contabilidade de fraudes do Brasil expõem a fragilidade dos controles de operações/ações rastreáveis cujas possibilidades de inadequação às normas são identificáveis por ações tempestivas e isentas de controladores compromissados com as suas responsabilidades.

Os escândalos são o caso do Banco Master e a liberação de empréstimos consignados no INSS para incapazes, inclusive beneficiários com idades inferiores a dois anos. O que falhou em cada caso? Os sistemas de métricas dos procedimentos que aqui prefiro chamar de “Controle Interno” e que ostenta o sofisticado nome de “compliance”, cuja tradução livre do inglês é “conformidade”. Ou seja os setores que atestariam se determinados procedimentos estariam dentro das regras.

Nos dois casos podemos identificar sem susto ocorrências de situações em que os controles estão controlados pelos gestores para não cumprirem suas obrigações que seria dar ou não conformidade aos processos. Por isto que o título desta crônica é “controles controlados”. Depois dos estragos feitos INSS e  Banco Central adotaram medidas corretivas que na realidade são remédios tardios para males que poderiam ter sido evitados.

O que mais assusta é verificarmos que o tema controle é abordado no Brasil desde 17.03.1964, com a edição da Lei 4.320, ratificado nas Constituições de 1967 e 1988 e reforçado 27.04.1994 com a criação da Secretaria Federal de Controle Interno – SFC hoje vinculada à Controladoria Geral da União – CGU, com atribuições previstas no Artigo 74 de Constituição Federal.

 Da mesma forma detectada nos dois casos aqui narrados “Controles Internos” da União, Estados, Munícipios e demais entes públicos são falhos. A maioria dos gestores brasileiros não gostam de serem controlados, preferem poderes amplos e sem restrições. Pobre Brasil.

Crônica de Ademar Rafael: Força coletiva

FORÇA COLETIVA

 Uma entidade de defesa dos interesses de funcionários do Banco do Brasil e do banco em relação aos desmandos de políticos inescrupulosos ao comemorar seus quarenta anos publicou uma cartilha que aborda o tema da força das ações coletivas.

 Nesta primeira crônica do ano quatorze dessa parceria que mantenho com o BLOGDOFINFA vamos trazer esse assunto para nosso debate semanal, destacando a manipulação de tal força deslocando das ações em favor do bem coletivo para favorecimento de um grupo minúsculo e muitas vezes de um único personagem.

Temos assistido nos últimos anos movimentos populares que se tornaram atos cujos esforços são direcionados em favor de um falso defensor dos direitos dos manifestantes. Vemos grupos de fanáticos que saem às ruas com bandeiras e palavras de ordem cujo conteúdo muito bem elaborados por profissionais das mídias sociais que em verdadeiras lavagens celebrais estimulam a banalização de verdades e adoração às mentiras.

O que mais assusta nesses movimentos é um tipo de cegueira coletiva que alcança cada manifestante deixando-os à mercê dos manipuladores. Retirar membros dessa legião do universo paralelo que ingressaram devolvendo-os para o mundo real não é fácil, muito esforços são necessários e os resultados são muito abaixo do ideal.

Acredito que a ausência de lideranças confiáveis, a descrença de boa parte da população, a vulgaridade e a banalidade que campeiam mentes desprotegidas são as argamassas que sustentam esses fenômenos sociais. O aparelhamento de instituições, a falta de caráter de gestores públicos e privados e a superficialidade das relações transformam-se em colunas de sustentação do sistema perverso que impera em todo mundo. Uma coisa fica clara: “Quem se deixa enganar não pode ser tratado como inocente útil, entram no jogo de forma espontânea.”