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Crônica de Ademar Rafael: administrador

ADMINISTRADOR

Sigo a opção de não escrever sobre determinado assunto no calor das emoções, assim sendo apenas hoje escrevo sobre a profissão que exerci e sobre a qual empresto minha experiência na formação de jovens em atividades desenvolvidas pelo SENAR-PB.

No último dia nove os profissionais de administração comemoraram sessenta anos da profissão de Administrador no Brasil, conforme Lei nº 4.769, de 9 de setembro de 1965, lei esta que estabelece regras e diretrizes para o exercício da profissão, define atividades privativas dos administradores e normatiza o do Conselho Federal de Administração – CFA e os Conselhos Regionais de Administração – CRA.

Perguntei o que é o administrador para uma das plataformas de Inteligência Artificial – AI e transcrevo, com adaptações, a resposta recebida: “Um administrador é um profissional que gerencia e supervisiona recursos, processos e pessoas em uma organização para alcançar objetivos e metas específicas. Aqui estão algumas responsabilidades comuns de um administrador: 1. Planejamento: Desenvolver planos e estratégias para alcançar objetivos; 2. Organização: Organizar recursos e processos para implementar planos;3. Direção: Dirigir e motivar funcionários para alcançar objetivos; e 4. Controle: Monitorar e controlar processos e resultados para garantir que os objetivos sejam alcançados. Habilidades de um administrador: Liderança: Capacidade de liderar e motivar equipes; Comunicação: Capacidade de se comunicar de forma eficaz com funcionários, clientes e stakeholders; Análise: Capacidade de analisar problemas e desenvolver soluções; e Tomada de decisões: Capacidade de tomar decisões informadas e eficazes.”

Entendo que a resposta traz de forma resumida o que de fato é um Administrador e apresenta de forma resumida suas responsabilidades e principais habilidades. Adiciono, contudo, que valores morais, ética, aprendizagem contínua e humildade acompanham o bom administrador.

Crônica de Ademar Rafael: Tudo posso

TUDO POSSO

A citação bíblica “Tudo posso naquele que me fortalece”, Filipenses 4:13, foi e é vergonhosamente adaptada por algumas autoridades brasileiras que usam o “tudo posso” na hora que almejam algo que não lhes pertence de fato ou de direito. Sempre arrumam um “jeitinho brasileiro” para tomar posse do objeto de desejo.

Por isto mesmo não fico surpreso ao ver “puxadinhos” que membros dos três poderes utilizam para de criar benefícios e lançar mão e pés em algo que se julgam merecedores. Estão em tramitação no parlamento duas propostas com os pomposos nomes Proposta de Emenda à Constituição – PEC da “blindagem” e da “anistia”. Apenas entendo que não seria necessário o desgaste que supostamente enfrentarão para aprovar tais postulações. Ao meu juízo de valor para atingir e superar tais objetivos bastaria “encomendar” interpretação compatível nas regras em vigor.

Tenho visto algumas interpretações de leis em favor de “iluminados” que superam com folga a linha do ridículo. Em processos judiciais e administrativos as teses levantadas e sustentadas são de uma criatividade ímpar. A imputação de um crime não depende da forma que ele foi praticado e sim de quem o praticou. Defesas e decisões de alcançam crimes eleitorais são dignas de sentirmos ânsia de expulsão forçada e involuntária do conteúdo do estômago através da boca, causada por contrações enérgicas dos músculos abdominais. 

A forma que foi esticada a teoria “domínio do fato”, na fase de julgamento dos crimes praticados por agentes públicos no escândalo nacionalmente conhecido como “Mensalão” levou o seu teórico, o alemão Claus Roxin, a dizer que houve “… uso indevido da sua teoria do domínio do fato porque o Brasil a aplica de forma distorcida, transformando-a num ‘disfarce teórico’ para dispensar a necessidade de provas concretas em condenações.” Por isto defendo o tese que não precisa aprovar PEC para “blindagem” ou “anistia”, basta usar a lei máxima “TUDO POSSO”.

Crônica de Ademar Rafael: Trio de ouro

TRIO DE OURO

No minúsculo prazo de dez dias o Brasil perdeu três figuras de destaque no mundo do jornalismo, da escrita e da luta contra os que usam o poder e a força para negar direitos aos que não fazem parte do seu seleto grupo. A lacuna deixada por eles jamais será ocupada. Candidatos aparecerão, mas a falta de talento e dignidade os impedirão de assumir os tronos.

O primeiro que nos deixou no dia 24.08.25 foi Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, conhecido como Jaguar. Este cartunista foi funcionário do Bando do Brasil, contudo o sistema bancário era muito limitado para caber tanto talento. Foi um dos fundadores do jornal “Pasquim”, publicação que nasceu após edição da famigerado Ato Institucional Nº 05 – AI-05 e que deu muita dor de cabeça ao defensores do regime ditatorial. Trabalhou nos jornais “A notícia” e “O dia”, neste último assinava crônicas e charges sob o título “O boteco do jaguar”. Escreveu o livro “Confesso que bebi” e criou, entre outros, os seguintes personagens “Sig”, “”Gastão” e “Bóris”.

No dia 30.08.25 partiu o escritor, cronista e humorista gaúcho Luís Fernando Veríssimo. Este em todos os veículos de comunicação que passou, entre os quais “Estado de São Paulo”, “O Globo”, “Zero Hora” e revistas semanais, deixou uma marca difícil de ser superada, por carregar um estoque ilimitado de cidadania, humor, crítica e muito acerto quanto ao uso correto da nossa língua. Criou personagens que fazem parte da nossa história: “O analista de Bagé” e “A velhinha de Taubaté”, criador de frase antológicas, aqui destaco três: Vou morrer sem realizar o meu grande sonho: não morrer nunca.” – “Conhece-te a ti mesmo, mas não fique íntimo.” – “A vida é a melhor coisa que eu conheço para passar o tempo.”

O último a deixar o Brasil mais pobre foi a jornalista italiano Mino Carta no dia 02.09.25. Deste sou fã de carteirinha. Fui assinante das revistas “Senhor”, “Isto É” e “Carta Capital” nas versões impressas. Seus textos não carregavam somente informações tinha muita cidadania, ira contra os negadores dos direitos aos excluídos e consciência política.

Crônica de Ademar Rafael: O vírus ataca novamente?

O VÍRUS ATACA NOVAMENTE?

Nas operações de crédito do sistema financeiro existe um fenômeno que se espalha como um vírus. Este fenômeno é conhecido como “inadimplência” e segundo analistas de plantão está rondando o ambiente econômico ligado ao agro negócio.

Existem motivos reais para isto? Sim. Citarei três, entre diversos: a) Estímulos para o segmento durante a pandemia: b) Problemas climáticos nas safras de 2022/23 e 2023/24: e c) Queda e/ou estabilidade nos preços das “commodities” e a simultânea alta dos insumos, parte em função da guerra Rússia x Ucrânia.

Tal inadimplência tem alterado a rotina de sono dos executivos do Banco do Brasil – BB e dos investidores que dependem dos dividendos do banco para rentabilizar seus investimentos. Este fato também é real, o Banco do Brasil é responsável por mais de cinquenta por cento da carteira de crédito rural do Brasil. Como restante é diluído entre diversas instituições o seu impacto no balanço do BB pode ser devastador.

Particularmente vejo uma luz amarela, não enxergo a luz vermelha que alguns setores da imprensa estão vendo. Contudo, é necessário uma ação rápida dos credores para evitar que o vírus se espalhe e que saia do controle. Mecanismos para isto existem diversos, para utilizá-los na dosagem adequada carece ser identificado o real motivo da inadimplência.

Para evitar o pior e impedir o “efeito manada” os bancos, à frente o Banco do Brasil, devem aplicar os mecanismo da boa prática bancária, cobrando dos que podem pagar e negociando com os empresários rurais atingidos por fenômenos adversos. Com este posicionamento tempestivo os credores podem evitar a formação de “conluios” para criar situações que promovam “facilidades” nas negociações para beneficiar devedores “espertos” causando prejuízos ao tesouro nacional. Este filme do passado pode voltar às telas em benefícios de quem não merece.

Crônica de Ademar Rafael: A força da mudança

A FORÇA DA MUDANÇA

No dia 15.08.25 recebi com muita alegria um telefonema de Divaldo Salvador, empreendedor visionário mineiro radicado em Marabá-PA que descobriu cedo a importância da verticalização da cadeia do minério de ferro, para o desenvolvimento regional e agregação de valor. Conversamos sobre poesia, crônicas, “Ócio criativo” e mudança.

Hoje nossa reflexão será sobre esse processo que assusta e está presente em nossas vidas em diversos formatos. Existe verdade na frase de Veve Calazans e Nilton Alecrim “Pedra que muito se muda não cria limo jamais…” na letra “Pedra que não cria limo” gravada por Alcione e inspirada em “Pedra que muito rola não cria limo”, atribuída a Públio Siro, 85 – 43 a. C. e assim como em “A única constante na vida é a mudança” atribuída a Heráclito, séculos VI e V a. C. Tais verdades são identificadas em cada contexto. No caso dos compositores quando falam sobre quem muda de amor rotineiramente e no texto do filósofo quando assegura a certeza das mudanças.

Sou, sem qualquer dúvida, um exemplo claro da força da mudança. Em minhas atividades laborais passei por duas dezenas de cidades, seis estados e quatro das cinco regiões brasileiras. Em cada localidade busquei, e consegui na maioria da vezes, mesclar os saberes anteriores com os novos saberes e com o reforço da massa crítica tomar decisões assertivas. Nessa empreitada contei com a habilidade de adaptação, respeito pelos valores cultuais de cada região onde estava e a certeza que podemos melhorar em cada mudança. Mudar sem extrair da mudança os benefícios é perda de energia.

O imobilismo e a inércia servem apenas na hora que buscarmos recarregar as baterias para um novo deslocamento. A frequência das mudanças pode ser dosada com nossa capacidade. Portanto, saibamos colher os frutos cujas sementes foram semeadas pelos que nos antecederam e tenhamos capacidade de semearmos para os que virão depois da nossa passagem.

Crônica de Ademar Rafael

O ERRO ESTÁ NA FORMA

Mais uma vez destaco que esta ponderação não espera alcançar concordância de todos em função do direito que temos para discordar de argumentos de terceiros, sem impedir que eles sejam manifestados. Estou gozando de plena saúde mental não estando, portanto, em “estado psicótico”. Defendo a tese que todo e qualquer país, movido pelos seus interesses, pode atribuir a tarifa que bem entender para entrada de
produtos e serviços de outras nações em seu território, tudo com base em fundamentos econômicos e ciente de que o país que sofreu a taxação tem direito de aplicar a Lei da Reciprocidade.

O pacote imposto ao Brasil pelos Estados Unidos da América – EUA, perante este entendimento tem amparo. O que está errado é sua vinculação a atos do poder judiciário da nação coirmã. A citação na
famosa carta de temas como anistia, decisões do Supremo Tribunal Federal – STF pelo colegiado ou por um dos seus membros e outros assuntos desconectados das relações institucionais e comerciais é onde
está o erro. São “muletas de barro” para tentar justificar o injustificável e sustentar o insustentável.

Mas isto não é de agora, o EUA sempre utilizaram sua força bélica e econômica para impor suas ideias mundo afora. Historicamente a diplomacia americana nunca passou de um “moleque de recado” da
indústria bélica e de teses que os americanos se sentem no direito defender em seu proveito. Isto ocorre porque na esmagadora maioria dos países existem nativos que com uma “submissão canina” aceitam tudo
que vem da nação que se julga xerife do mundo.

Os EUA, suas empresas e investidores cobram das nações cada centavo de dólar que dizem ter perdido em transações dos diversos tipos, mas, nunca ouvi falar de uma indenização feita por eles para nações ou
investidores que perderam recursos nas Crises de 1929 e 2008 provocadas por eles com os seus fajutas controles. Portanto, ratifico, o erro do pacote está na forma e não no conteúdo.

Crônica de Ademar Rafael: Justiça

JUSTIÇA

Nos dias atuais é comum ouvirmos pessoas que em seus discursos pregam a aplicação de justiça aos seus oponentes e quando são pela justiça alcançados começam um “mi-mi-mi” interminável apontando que foram injustiçados. Esse fenômeno é mundial, no Brasil é repetido em muita frequência. Mas o que nos motiva a querermos a mão dura e pesada da justiça sob a cabeça dos nossos adversários e sobre nossas cabeças queremos a mesma justiça com a leveza de um minúsculo fragmento de uma pluma de algodão? Talvez seja nossa mania de acharmos que nossos direitos estão acima dos direitos dos demais.

Para tentarmos entender o imbróglio vamos definir o que é justiça e o que direito. A Inteligência Artificial – IA nos responde que Justiça é: “… justiça refere-se à aplicação equitativa e imparcial das leis, buscando assegurar que todos os indivíduos sejam tratados de forma justa e igualitária, respeitando seus direitos e promovendo a ordem social. A justiça envolve a distribuição equilibrada de bens e encargos, bem como a compensação de danos e a restauração de relações.” Também a Inteligência Artificial – IA nos diz que direito é: “…conjunto de normas e princípios que regulam a conduta humana em sociedade, visando a justiça, a igualdade, a segurança jurídica e a proteção dos direitos fundamentais. Ele define deveres e direitos, estabelece limites para ações e mecanismos de resolução de conflitos, sendo um elemento essencial em todas as esferas da vida”.

Ao analisarmos friamente tais conceitos podemos verificar que tanto justiça como direito estão submetidos a limites e restrições, portanto, é uma visão míope tentarmos enxergar que os dois são aplicáveis com a mesma intensidade para todos ou com privilégios para alguns, inclusive nós. Precisamos, ao meu ver, aplicar o pensamento de São Tomaz de Aquino que define a justiça como: “…a disposição de dar a cada um o que lhe é devido.” e por extensão ao que pensa Santo Agostinho sobre o tema: “…onde não há justiça não pode haver verdadeira sociedade.” Chega de justiça seletiva e que tem lado, que cada um receba sua cota.

Crônica de Ademar Rafael

ACOLHIMENTO

Nome que quando pesquisamos no “Dicionário on line de português” encontramos como respostas: “Ação ou efeito de acolher; acolhida. Modo de receber ou maneira de ser recebido; consideração. Boa acolhida; hospitalidade. Lugar em que há segurança; abrigo.” Biblicamente é tratado como posicionamentos relacionados com “…receber e aceitar o próximo com amor, compaixão e misericórdia com os quais refletimos o amor de Deus e nos aproximamos dos ensinamentos de Cristo.” Como podemos ver o conceito bíblico extrapola a definição dos dicionários e nos remete a comportamentos dos autênticos cristãos.

Movido por tais enunciados o Instituto Cultural Quincas Rafael – ICQR, através dos seus Membros Fundadores, anualmente acolhe amigas e amigos no Sítio Quixaba – Jabitacá – Iguaracy-PE, sempre no primeiro domingo após o dia cinco de agosto. Esta data foi escolhida propositadamente para alcançar o período da festa dedicado à Nossa Senhor dos Remédios, época que os filhos do Distrito se reúnem numa
confraternização compatível com as festas natalinas.

Ontem foi realizado o quarto evento com pleno êxito. Amigas e amigos do poeta e escritor Quincas Rafael fizeram uma bela festa onde músicas, poesias e histórias foram compartilhadas em ambiente fraterno e amigável. Na oportunidade foi lançado documentário sobre o centenário de Dona Corina Ferreira Rafael, esposa do saudoso “contador de histórias”, assim como foi publicada Resolução 02/2025, que classifica ANTÔNIO MARTINS DE MORAIS – Antônio Martins, JOSÉ ANCHEITA BRITO DOS SANTOS – Anchieta Santos e JOSÉ SEVERO LIBERAL – Zé Liberal como MEMBROS BENEMÉRITOS do ICQR, na forma prevista no Artigo 12º do Estatuto.

Na condição de presidente da Diretoria Executiva do ICQR, reafirmo o compromisso estatuário de continuar lutando em prol da cultura raiz e dos valores que sustentam a comunidade de Jabitacá na incansável missão de acolher bem os visitante e na devoção à Nossa Senhora dos Remédios.

Crônica de Ademar Rafael: Qual é o seu exemplo?

QUAL É O SEU EXEMPLO?

Do livro “Palavra e vida – Evangelho comentado cada dia de 2025” no comentário sobre o texto de Matheus 10,7-15, que versa sobre os ensinamentos de Jesus ao enviar seus apóstolos às missões retiro as seguintes ponderações: “…A força do evangelizador vem de seu testemunho e da coerência de vida, não de riqueza, poder ou ostentação. O verdadeiro pregador não tem bagagem; não impõe a mensagem pela força, mas convida, propõe e persuade…”

Esta breve transcrição serve como alicerce para nossa reflexão desta data e que começa com estas indagações. Como estão os níveis dos seus pedidos e suas sugestões se comparados com as suas ações? Você é do tipo que segue tudo que sugere assumindo plenamente as suas responsabilidades ou do tipo que fica com o bônus e deixa o ônus para seus pares?

O grupo de pessoas que pedem e sugerem uma coisa e agem em sentido contrário é crescente nos ambientes públicos e privados. Os exemplos dados pelos membros deste contingente não são identificados de forma alguma. Os que submetem os outros a esforços extremos e sugam os benefícios advindos com o suor alheio também proliferam em grande escala. Estamos presentes na primeira, na segunda ou em ambas hipóteses?

Na época que exerci cargos de comando no setor público ou privado com muito esforço tentei exercer a liderança através do exemplo. Algumas vezes falhei, buscava entender os motivos do fracasso e seguia tentando. Em determinados momentos os liderados apontavam meu posicionamento como fato que os estimulavam a seguir minhas ponderações. Baseado nisto atesto sem medo. Por meio do testemunho, da coerência entre a fala e a ação e da persuasão podemos ser exitosos evangelizadores da palavra de Cristo e mentores de ideias que promovam a humanização no mundo empresarial, na família e na comunidade. Vamos à pratica?

Crônica de Ademar Rafael

NA VEIA DA ORIGEM 

Uma das maiores qualidades que valorizo em um ser humano é quanto ele se mantém fiel às suas origens. Fernando Pessoa, por intermédio de Alberto Caeiro, nos fala sobre o rio Tejo, Maciel Melo ao falar sobre
Iguaracy, nos presenteia com “…Tudo isso retrata Iguaracy/Numa cura fiel dos meus anseios/Matuto sem estilo eu sou um veio/D’água do rio Pajeú..”

Marcone Santos, filho de João Elias dos Santos – dono da cacimba que matou a sede de muitos tabirenses nos anos 1980 e ficou imortalizada pelo poema de Dedé Monteiro “A cacimba de Seu João”, feito em
22.01.1981 – e de Teonas França dos Santos, segue à risca as receitas do poeta português e do “Caboclo sonhador” em seu livro “Meu universo de versos”.

O poeta/escritor de Tabira é um daqueles casos de pessoas que saem do sertão, mas, o sertão delas não sai. Fica junto e firme igual miolo de angico. Na síntese da obra podemos ler “…De forma única, o leitor terá
contato com temas diversos como: Saudade, tempo, amor, família, empatia, evolução, humildade, fraternidade, amizade, etc.” Tenham certeza, esse enunciado merece todo crédito uma vez que o livro é plural na diversidade dos assuntos abordados e no alto nível da produção poética.

O também tabirense, nosso poeta Master Dedé Monteiro com a maestria de sempre nos aponta “…saia abrindo e lendo, aleatoriamente, este universo rimado, metrificado e profundamente inspirado do nosso
companheiro Marcone Santos e, com certeza concordará com que digo nesta sextilha: ‘Um poeta que, além de carne e osso/Traz no peito uma carga de bondade/De família, de amor, de gratidão/De respeito, de luta, de verdade…/E um jardim replantado todo dia/Colorindo co’as rosas da Poesia/Da esperança, da fé e da saudade.”’ Eu jamais discordaria de Dedé Monteiro em algo. Com atenção li o livro e tenho que concordar em dose dupla. Este livro, que brevemente será lançado em Tabira, é um daqueles a serem lidos, relidos e divulgados sem restrições. É, sem dúvida nenhuma, mais um presente que um poeta do Pajeú deixa para cada apologista.