Press "Enter" to skip to content

Últimas publicações do quadro “Banner da categoria

Crônica de Ademar Rafael: Sabedoria

SABEDORIA

Nesta selva que vivemos atualmente onde fotografias são manipuladas para postagens em plataformas de redes sociais, valores são invertidos,  textos são produzidos com auxílio da Inteligência Artificial muitas vezes vemos e ouvimos situação onde “tolos” são tratados como “sábios”. A sabedoria é medida pela quantidade de seguidores.

Como prova de que na “Internet” é possível encontramos cosias sólidas e decentes recorro ao site “https://www.bibliacatolica.com.br” para encontrar em 1.Reis 3:9-12, o seguinte: “Dai, pois, ao vosso servo um coração sábio, capaz de julgar o vosso povo e discernir entre o bem e o mal. Pois sem isso quem poderia julgar o vosso povo tão numeroso?. O Senhor agradou-se dessa oração e disse a Salomão: Pois que me fizeste esse pedido e não pediste nem longa vida, nem riqueza, nem a morte de teus inimigos, mas sim inteligência para praticar a justiça. Vou satisfazer o teu desejo. Eu te dou um coração tão sábio e inteligente como nunca houve outro igual antes de ti e nem haverá depois de ti.”Sobre este dom no livro Sabedoria 8:2 podemos ler: “Eu a amei e procurei desde minha juventude, esforcei-me por tê-la por esposa e me enamorei de seus encantos.”

Somente com base nestes dois enunciados bíblicos podemos verificar que sabedoria é muito mais do que avaliamos ser nesta época de vulgaridade e de conceitos rasos desprovidos de qualquer consistência lógica. Talvez não seja preciso mergulharmos na obra de São Tomaz de Aquino que em “Suma Teológica” apresenta a diferenciação entre a sabedoria como virtude intelectual e como dom do Espírito Santo, mas, com certeza precisamos sair da superficialidade com que o tema tem sido tratado.

Do livro “Manual do Líder”, de Gerson Gabrielli, extraímos a seguinte frase: “Nove décimos da sabedoria consiste em ser sábio no momento exato”,  atribuída a Theodore Roosevelt. Portanto não sejamos “tolos” ao qualificarmos os “sábios”, uma vez que sabedoria é dom e é virtude.

Crônica de Ademar Rafael: Um olhar sobre o povo

UM OLHAR SOBRE O POVO

Um dos livros de Dom Hélder Câmara tem como título “Um olhar sobre a cidade”, são crônicas que o bispo cearense escrevia e publicava em seu programa de rádio, dedicados ao universo onde ele criava suas teses humanísticas. Este registro serve como “pano de fundo” para assentar o assunto da nossa reflexão de hoje. Os gestos recentemente praticados pelas Universidades Federais da Paraíba e de Pernambuco ao concederem a honraria  “Doutor Honoris Causa”, para pessoas ligadas a cultura popular, fatos estes que estimulam o título desta crônica por entendermos que o sisudo ambiente acadêmico jogou um olhar sobre pessoas simples.

O primeiro agraciado foi o poeta Zé de Cazuza, conhecido como “Homem gravador” em função da sua luta em defesa da poesia popular com declamações antológicas de estrofes raras e a publicação do livro “Poetas encantadores”, ocorrida em agosto de 2024, por iniciativa do poeta Gilmar Leite. O segundo contemplado foi o renomado poeta repentista, cordelista e escritor Oliveira de Panelas, em evento ocorrido em junho do corrente, em atenção a proposição das professoras  Bernardina Maria Juvenal Freire de Oliveira e Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque. Ambos concedidos pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB.

Por proposição do Centro de Ciências Sociais Aplicadas – CCSA a Universidade Federal de Pernambuco – UFPE concederá a referida horaria ao nosso poeta do Pajeú Dede Monteiro. Dedé desde 2016 é reconhecido como “Patrimônio Vivo de Pernambuco” e merecidamente incluirá seu nome entre as personalidades que foram honrados com o importante título, criado pela Universidade de Oxford – Inglaterra no final da década de 1470.

Vermos este pomposo título alcançar pessoas  ligadas a cultura popular nos deixa com extrema alegria. Nestas ações enxergamos um sinal de que as pessoas comuns estão entrado no radar das grandes universidades e que a ciência está prestando continência para o “eco cultural das ruas.”

Crônica de Ademar Rafael: Respeito

RESPEITO

Para melhor sedimentar nossa reflexão sobre esse valor humano inicialmente recorro ao site “significados” onde encontro a seguinte definição: “Respeito é um dos valores humanos que fundamentam a vida em sociedade. Seja em relações interpessoais ou em vista de normas, regras ou de um poder instituído…”

Na sequência busco as frases a seguir transcritas com seus respectivos autores: “Acima de tudo, respeitem-se.”, Pitágoras; “Respeite a si mesmo e os outros respeitarão você.”, Confúcio; Não há nada mais desprezível do que o respeito baseado no medo.”, Albert Camus; “Somente através do autorrespeito podemos alcançar o respeito dos outros.”, Fiódor Dostoiévski; “O respeito pela vida é a base de todos os outros direitos, incluindo a liberdade.”, João Paulo II; “Não consigo conceber uma perda maior do que a perda do respeito próprio.”, Mahatma Gandhi e ”A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.”, Franz Kafka.

Percebam que na maioria das frases que escolhi para apoio da reflexão o respeito ao outro nasce depois do respeito a cada um de nós, ou seja, sem nos respeitarmos teremos dificuldades para respeitar alguém. Isto tem se tornado uma constante nos dias atuais. O politicamente correto imposto por interesses alheios tem gerado uma espiral negativa sobre a forma que olharmos para nosso interior. Sem narcisismo precisamos nos amar, gostar do que fazemos e termos orgulho de ser quem somos, com nossas imperfeições, medos e limites.

Quantas vezes produzimos alto excepcional, não os interpretamos com o zelo adequado e damos valor a produção “meia boca” de terceiros. Carecemos reler o que praticamos com isenção, sem empáfia, mas, com justiça. Este valor humano, que promove uma convivência harmoniosa, nos cobra muito pouco para ser exercido em plenitude e nos devolve muito quando o praticamos espontaneamente, sem medo ou obrigação.

Crônica de Ademar Rafael: Julgamento social

JULGAMENTO SOCIAL

Este tema tem causado prejuízos irreparáveis para pessoas expostas com notícias, muitas vezes desprovidas de verdade, nas diversas redes sociais e captadas como verdades plenas pelos usuários de tais plataformas que além de compartilhar, julgam e sentenciam pessoas inocentes ou com minúsculas participações nos eventos relatados.

Para melhor assentar nossa reflexão sobre o assunto permitam-me recorrer a fundamentos legais ou convencionais para figura do julgador em júri popular. O Tribunal do Júri é entendido como “uma instituição jurídica especializada na apreciação de crimes dolosos contra a vida, com participação de cidadã/os que após ouvirem os acusadores e defensores decidem sobre a culpabilidade ou inocência da/o acusada/o,  respondendo quesitos preparados pelo Juiz.” Percebam que este mecanismo busca inserir a participação popular em julgamentos, visando dar um sentido democrático ao processo de julgamento.

Diferente desta estética legal o julgamento social tem influência direta de fatores alheios ao que de fato aconteceu, principalmente por não haver oitiva das partes, e por carregarem vieses relacionadas com preconceitos, ideologias e pelo instinto de julgarmos de forma diferentes da que exigimos ao sermos julgados.

Esse fenômeno social – normalmente desacompanhado de conceitos relacionados com a empatia e a compaixão, alimentados por mensagens postadas em redes sociais, por notícias não apuradas corretamente e por outros meios existentes nas tecnologias disponíveis – são estimulados por práticas nocivas, promovidas por grupos antagônicos, que visam destruir tudo que existe do outro lado. Na esmagadora maioria das vezes os julgadores sociais são manipulados por pessoas que se promovem, assumem posições de destaque inclusive vencendo pleitos eleitorais e que empossados nos cargos disputados seguem sua saga em destruir os oponentes a qualquer custo. Que tal julgarmos menos?

Crônica de Ademar Rafael: É de casa

É DE CASA

Com este texto, neste dia que o nordeste brasileiro realiza uma das maiores manifestações culturais com seu aguerrido povo, quero prestar uma homenagem ao amigo poeta, filósofo e professor Genildo Santana pelo seu último trabalho, o livro “Celeste Vidal: Uma vida na ditadura brasileira”.

A obra é uma adaptação de Trabalho de Pesquisa para obtenção de certificado em Pós-graduação de História do Brasil feito pelo autor com extremo zelo em 2015 e agora  apresentado para o mundo em forma de livro. Precisa ser lido e discutido pelas gerações atuais tão carentes de boas e confiáveis informações sobre parte da nossa história que os poderosos tentam contar de outra forma.

Como todo trabalho acadêmico que merece este nome o texto é iniciado com um passeio sobre a histografia da ditadura “civil-midiática-militar”. Essa terminologia nos remete ao uma abordagem pouco utilizada e que demonstra com extrema clareza que sem o apoio de uma elite viciada em benefícios, uma imprensa venal e subserviente, uma estrutura militar teleguiada por orientação advinda dos Estados Unidos de América este período escuro que cobriu nosso país por décadas não teria acontecido.

De forma didática Genildo nos apresenta a base do golpe, as formas de torturas utilizadas para sua sustentação, explicado o que era feito e como era feito. Apresenta com exemplar detalhamento, o “Pau-de-arara”, a “Cadeira de Dragão”, o “Choque elétrico”, a “Geladeira” e a “Pressão psicológica”.

A cereja do bolo no entanto é a parte do livro em que o autor fala sobre a professora, poetisa e guerreira Celeste Vidal. Em um texto leve que somente os poetas são capazes do produzir Genildo apresenta uma mulher de fibra e defensora dos direitos socais, que apesar das torturas sofridas “nos porões da ditadura”, seguiu sua luta, jogando gestos dignos e poesias,  com a nobreza reservada apenas para pessoas de valor moral e que podem ser tratadas como “gente”. Obrigado poeta, viva a liberdade.

Crônica de Ademar Rafael: E que lições

E QUE LIÇÕES

Tenho o hábito de presentear as pessoas com livros mas receber livros de presente é algo que me deixa muito feliz. Primeiro pelo gesto e segundo pela certeza que temos sempre o que aprender. Recentemente meu genro Alan me presenteou com o livro “As seis lições” de autoria do economista Ludwig Von Misses, que nasceu em 1881 em Lviv- Império Austro-Húngaro. A obra foi editada com o conteúdo de palestras na Universidade de Buenos Aires – UBA em 1959.

Neste livro o pensador discorre sobre Socialismo, Capitalismo, Intervencionismo, Inflação, Investimento estrangeiro e Política e ideias de forma densa e com argumentação perfeita, diferente das abordagens sobre estes mesmos temas nos dias atuais. A abordagem tem perfeita sintonia com a linha de pensamento da Escola Austríaca de Economia também conhecida como Escola de Viena uma vez que se alicerça na corrente econômica que defende a liberdade individual e o livre mercado.

É importante ressaltar que os fundamentos defendidos pela referida escola possuem argumentação e lógica, diferentes da visão míope da atualidade que tenta levar a superficial leitura de direita x esquerda para o mundo da economia. As principais características de Escola de Viena são: “Individualismo Metodológico; Livre Mercado; Teoria do Valor; Ciclos Económicos e Ação Humana”. Percebam que são temas diversificados que se unem para formar uma teoria com profundidade em cada variável e não com a superficialidade que tentam imprimir os “falsos gurus” de plantão, principalmente nos “Podcasts” bancados por interesses impublicáveis.

Entre os economistas da Escola Austríaca de Economia destacamos seu fundador Carl Menger, com sua significativa contribuição para teoria da oferta e da demanda; Ludwig Von Misses, com sua respeitada obra  “Socialismo: Uma Análise Econômica e Sociológica“, de 1922 e Friedrich Hayek, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 1974 e defensor da liberdade individual e do livre mercado. Viva os bons livros.

Crônica de Ademar Rafael: Hora e vez da poesia

HORA E VEZ DA POESIA

Até a última década do século passado  a poesia popular era divulgada por meio das seguintes fontes: A cantoria de pé-de-parede, os apologistas, os festivais, programas de rádio e cordéis comprados nas feiras livres. Livros sobre poesia eram raros e as fontes produtoras os poetas profissionais.

Com advento das gráficas rápidas e da internet a divulgação foi ampliada e começaram surgir poetas amadores com boas produções, mesmo assim o alcance continuava sendo restrito. Nos últimos anos as mídias sociais promoveram verdadeira revolução no setor. Poetas amadores assumiram posições de destaque e os poetas profissionais ampliaram seus contatos ao incluíram as redes sociais na divulgação de sua bela arte.

Atualmente percebo como real o título desta crônica, as lacunas existentes estão sendo ocupadas. Poetisas e poetas profissionais e amadores estão entregando aos apologistas elevado estoque de boas poesias. Os grandes aliados nessa empreitada são as plataformas digitais. Programas semanais são gerados e colocadas à disposição dos interessados com extrema competência. Entre diversos outros programas destaco. O programa “Prosa de Mestre” apresentado pelo poeta Edmilson Ferreira e “Podcast Nordestino” comandado por Artur Vilar. A contribuição que tais produções tem dado para poesia popular não é possível medir facilmente.

Podemos citar ainda outros casos exitosos. O trabalho da Poetisa Lúcia, uma paraibana que reside em Leme – SP, é digno de aplausos. A professora Lúcia participa ativamente dos grupos “Desafios Poéticos” e “Cordel da Hora” e movida pela inquietude poética e pela missão abraçada em defesa da poesia popular utiliza espaço individual no “Facebook”, “Instagram”, “Tik Tok” e “YouTube” para publicar seus poemas e estrofes isoladas. A ação desenvolvida pelo poeta Marcos Silva, da cidade de Custódia – PE, que por meio do programa “Bisaco do Cordel”, com extensão ao “Facebook” e “YouTube” tem dado apoio irrestrito para poesia. Viva a poesia popular, ela é cultura raiz.

Crônica de Ademar Rafael: mais vampiros que sangue

MAIS VAMPIROS DO QUE SANGUE

Em maio durante uma reunião com prestadores de serviços médicos/hospitalares para o setor público, visando identificar as causas dos atrasos dos repasses correspondentes aos serviços entregue na forma dos contratos administrativos firmados, um dos empresário fez a seguinte indagação: “Porquê os valores orçados, muitas vezes empenhado, demoram para ser liquidados?”

Mesmo percebendo que o prestador dos serviços detinha conhecimento sobre as fases de execução orçamentária de forma automática respondi: “É porque a quantidade de vampiros é maior que a de sangue.” Como a mesma rapidez que respondi vi que ele não entendeu a resposta. Este entrave na comunicação ocorreu porque no mundo corporativo os “ditados populares” não são adequados na maioria das oportunidades. Diante disto passei a traduzir o que ditado expressava.

Expliquei que o executores do orçamento público na União, Estado, Município e/outros entes públicos muitas vezes de deparam com situações onde o “urgente esmaga o importante”. Os fatores que atuam para que tal anomalia aconteça são diversos, podemos destacar dois. O primeiro e cumprir decisões judiciais, muitas delas sobre temas que o gestor deixou de observar tempestivamente e o segundo os penduricalhos em forma de salário indiretos e super faturamentos de obras e serviços com pagamentos imediatos, por questões  legais.

Sobre a primeira variável acima, não havendo procedimentos protelatórios, e o que resta é pagar e este fato atropela qualquer planejamento. A segunda variável é alimentada pela extrema capacidade que temos em criar “vampiros” para sugar os parcos recursos disponíveis. Permitam destacar alguns dos penduricalhos que  elevam verbas salariais e com elas são quitadas prioritariamente: “Auxílios alimentação, transporte, moradia, saúde, etc.; gratificações; progressões de carreiras; bônus; diárias; verbas de gabinetes e tantas outras.”  Não precisei concluir a longa lista, os empresários entenderam os injustificáveis motivos da sangria.

Crônica de Ademar Rafael: O Guardião

O GUARDIÃO

Permitam um desabafo: “Fico incomodado ao ler e ouvir ponderações sobre o perfil do Cardeal que ocupa o trono de Pedro.” Para mim ser conservadora, liberal, progressista é um detalhe. Vejo com importante ser o guardião dos princípios da doutrina cristã.

Tenho certeza que minha percepção sobre o tema nada alterará no pensamento desse mundo doentio, onde as barreiras ideológicas e socias tentam e muitas vezes conseguem impor suas infundadas regras. Mas, – por entender este espaço como uma plataforma livre para exposição de ideias sem preocupação com aceitação plena, nível de discordância ou algo parecido -, trago o assunto para reflexão.

Durante o conclave entre os dias sete e oito deste mês, cada um apresentou sua lista de favoritos destacando traços dos perfis ideais. A escolha recaiu sobre um Cardeal que nasceu nos Estados Unidos da Amárica – EUA, que exerceu grande parte da sua ação missionária no Peru e é alinhado com algumas propostas do seu antecessor.

Sobre Robert Francis Prevost – Leão XIV após a escolha muito foi escrito, tem análises para todos os gostos. Prefiro esperar e torcer para que seja o grande guardião da doutrina cristão que em esforço extremo poderia ser resumida como: Ação direcionada à história de Jesus Cristo – vida, morte e ressurreição – promessa de vida eterna, crença e amor a Deus e amor ao próximo.

Neste recorte do pronunciamento após o anúncio do seu nome como sucessor de Francisco encontramos algo que nos remete a doutrina cristã:

“…Deus ama todos, e o mal não vai prevalecer. Todos estamos nas mãos de Deus. Portanto, sem medo, unidos de mãos dadas com o Deus que está entre nós. Somos discípulos de cristo. O mundo precisa de sua Luz. A humanidade precisa Dele como a ponte entre Deus e o amor. Nos ajudem a construir com diálogo com encontro para sermos um único povo sempre em paz. Obrigado papa Francisco…”. Que Deus lhe proteja Leão XIV.

Crônica de Ademar Rafael: Terror no trabalho

TERROR NO TRABALHO

Passado cento e vinte e um anos do lançamento do livro “A Ética protestante o Espírito do Capitalismo”, na qual o sociólogo Max Weber utilizou a frase: “O trabalho dignifica o homem” resta-nos a certeza que os interesses econômicos e ganância jogaram no lixo o que representa essa expressão. Durante o século passado e no século atual muitos atos e fatos transformaram o enunciado de Max numa letra morta. A lista de exterminadores da ideia é grande, seus nomes e conceitos são diversos.

Um deles é popularmente conhecido como assédio moral abordado no ano de 1998 pela psicanalista francesa Marie-France Hirigoyen no livro “Assédio Moral: a violência perversa no cotidiano” lançado no Brasil em 2000. O tema foi replicado na primeira década desde século por Hirigoyen em “Mal-estar no trabalho: redefinindo o assédio moral” e no livro “Violência, saúde e trabalho: uma jornada de humilhações” de autoria da médica, professora e pesquisadora Margarida Maria Silveira Barreto.

Estas publicações e outras tantas abordando o assunto estiveram presentes em muitos debates,  foram exaustivamente estudadas mas o resultado prático foi quase nulo. No caso brasileiro, com a flexibilização das regras trabalhistas, a banalização da mão-de-obra com terceirizações e quarteirizações assédio moral é café pequeno. O mês de maio é iniciado com o feriado dedicado ao trabalhador, data comemorada em função de eventos ocorridos em 1886 em Chicago, Estados Unidos, que promoveram o episódio conhecido como “Tragédia de Haymarket”.

A grave situação foi tema da reportagem de capa da revista “Carta Capital” número 1380, de 07.05.25. Seu título é chocante: TRABALHO INSANO – explodem as notificações de transtornos mentais dos empregados, vítimas da precarização e da pressão por desempenho”. Na matéria a repórter Fabíola Mendonça com o impactante subtítulo “Engrenagem enferrujada” aponta situações dignas de filme de terror e fatos desumanos. Dados coletados do “Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho” são cruéis e justificam o avanço da “Síndrome de Burnout”. Abaixo a escravidão!