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Crônica de Ademar Rafael

PROMESSAS

Todos nós em algum momento fazemos promessas e muitas delas não cumprimos. Julgo que os motivos existentes na hora que prometemos somem na horas de cumprimos o prometido.

Sem entramos no universo político, onde as promessas são feitas com intuito de enganar uma vez que sabem das limitações na hora do compromisso firmado. Nosso propósito aqui ali fazermos uma reflexão sobre as perdas que passam a nos pertencer ao deixarmos de cumprir algo.

O Livro Sagrado em Eclesiastes 5-5 sugere que “É melhor não prometer nada do que fazer uma promessa e não cumprir”. Este princípio nunca é levado a termo em função da misericórdia de Deus. Se nosso Pai celeste nos desse a punição automática cada vez que prometêssemos e não cumpríssemos eu, com certeza, não estaria escrevendo este texto.

Tenho clareza que cada leitora e cada leitor tem uma análise própria sobre essa questão, mas nos cabe perguntar: “Quando deixamos de cumprir uma promessa relacionada com nossa vida como nos sentimos? Quando o não atendimento da promessa alcança alguém do nosso relacionamento familiar ou profissional o sentimento é o mesmo da situação anterior?”

Possivelmente não. Neste ponto percebo o grande perigo. Precisamos seguir o conselho bíblico. Melhor não firmar o compromisso de sabemos que não vamos cumprir. Para isto vejo nas opções de reconhecer os limites e não ter medo de dizer não o começo para mudarmos a prática rotineira e nociva de prometer e não cumprir.

Necessário se faz darmos descontos para os casos em que o descumprimento da promessa foi decorrente de fator alheio a nossa vontade, tais com doença ou outro impedimento temporário. Neste caso assim que as condições se tornem favoráveis devemos cumprir o prometido para não cairmos na vala comum da promessa vazia.

Crônica de Ademar Rafael

AMEAÇADOS

Em levantamento sobre o índice de leitura da população, recentemente, realizado em cinquenta e sete nações, o Brasil ocupa a posição cinquenta e dois ficando à frente de somente cinco nações. Talvez por isto em nosso país os dois principais livros existentes estejam ameaçados. No caso a ameaça não advém da falta de leitura e sim do quantitativo das suas interpretações. Quais são estes livros Ademar? Respondo a seguir.

O primeiro é maior livro de todos os tempos, a Bíblia. Membros de igrejas que operam no país e leigos dão ao livro sagrado interpretações aderentes com suas conveniências e interesses dos grupos que representam. Em minha limitada avaliação defendo a tese de que nem os hereges dos primeiros séculos foram tão corajosos. O exagero tamanho que podemos classificar como fundamentos cristão às avessas. Pessoas que se dizem cristãs apresentam versões distantes do real cristianismo.

O segundo livro é a Constituição Federal. Nossa lei maior em seus trinta e seus anos já foi alterada cento e quarenta vezes, sendo cento e vinte e oito emendas, seis alterações no período revisional de 1994 e seis tratados internacionais. Apenas em 2022 foram feitas quatorze emendas. No caso da Carta Magna cabe registrar que ela traz incoerências desde a promulgação: Tem gosto parlamentarista em um país presidencialista, tem coloração progressista em um país conservador e tem cheiro de “constituição cidadã” em um país que nega a cidadania desde 1500.

Mas as incoerências acima não representam as maiores ameaças, elas são derivadas da forma como o judiciário o executivo e a legislativo fazem interpretações que atendam seus objetivos. Esticam tanto que após os atos o texto não volta a situação original por mais que tente ser resiliente. Quando analisamos os malabarismos das exegeses chegamos a pensar que o texto em debate não é mesmo, nossos gestores públicos e seus advogados são mais criativos que os ameaçadores da Bíblia Sagrada. Os motivos são parecidos, poder e dinheiro.   

Crônica de Ademar Rafael

CARIDADE

É consenso que nos períodos do natal, quaresma, outras datas simbólicas ou diante de catástrofes elevamos o nosso pensamento para prática da caridade. Portanto, cabe a seguinte pergunta: Nos dias não alcançados por tais épocas deixamos de lado nossos propósitos caridosos?

A resposta pode ser “sim”, “depende” ou “não”. Cada pessoa dosa seu comportamento relativo à caridade com a medida do seu coração. Sendo assim não podemos ter resposta única. Nossa reflexão é se a prática da caridade precisa sem invocada e deve obedecer o modelo automático?

O conceito a seguir transcrito indica é que é caridade. “Do latim ‘caritas’, caridade é uma virtude teologal da religião cristã que consiste em amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo. Trata-se, portanto, de um amor sem segundos interesses.” Ao partir do princípio que a ‘caridade’ junto com a ‘fé’ e a ‘esperança’ forma o trio de virtudes teologais sempre vinculo a sua prática à minha formação religiosa.

Do livro “O diálogo”, considerado a síntese do pensamento de Santa Catarina de Siena retiro os seguintes fragmentos: “Nenhuma virtude tem valor sem a caridade, no entanto é a humildade que forma e nutre a caridade” – “…as virtudes se fundamentam no amor pelos outros; é da caridade que as virtudes recebem a vida” – e “Convence-te de que a caridade está intimamente unida à paciência; impossível perder uma delas sem perder a outra”. 

Em qualquer busca que fizermos sobre as pessoas mais caridosas do mundo ou do Brasil vamos encontrar pessoas milionárias e famosas que muitas vezes usam a caridade como forma de fixar suas imagens no mundo da fama. Neste ponto entendo que a frase judaica A caridade deve ser anônima. Do contrário é vaidade” é aplicável. Mas este não é o intuito desta crônica, sua mensagem principal é fazer uma invocação: “Vamos praticar a caridade todos os momentos da vida, sejamos caridosos.”

Crônica de Ademar Rafael

FOTO COM FILTRO

Tem sido comum em nosso país vermos agentes públicos com mandatos eletivos, indicados, nomeados ou concursados nas três esferas União, Estados e Municípios e nos poderes Executivo, Legislativo  e Judiciário abdicarem aos princípios básicos da Administração Pública: “Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”, adormecidos no Artigo 37 de Constituição Federal em favor da popularidade e da quantidade de seguidores nas plataformas virtuais.

Esses falsos defensores da democracia fogem da alternância do poder e dormem abraçados com a perpetuação nos cargos no modelo das “capitanias hereditárias”. Uma leitura rápida pode ligar estes comportamentos à questão da reeleição nos cargos do executivo, no entanto um mergulho profundo no tema não encontra amparo para esta justificativa hipótese nos demais cargos.

Assusta-nos verificar que a essa pratica é alimentada pela percepção de uma sociedade doente, que mede o desempenho dos gestores pelos níveis de popularidade e pelo quantitativo de seguidores nas redes sociais, com isto os princípios acima enumerados pulam do estágio “adormecidos” para o patamar  “mortos”.  A vulgaridade banca a nociva prática.

Todas as vezes que vejo elevados gastos com campanhas publicitárias de agentes públicos, especialmente do Executivo e Legislativo, assim como a excessiva exposição em redes socais percebo numa “foto com filtros” a cara de um projeto de nação que tudo permite em favor dos seus mandatários. Os custos de  tais publicações sugam os recursos restritos e impedem que sejam usados em favor dos brasileiros.

Em minha opinião, respeitando as opiniões contrárias, entendo que a polaridade perseguida deveria ter origem numa gestão de acertos e jamais dependerem de reiteradas mensagens nos diversos canais das mídias socais. Não é este o entendimento das autoridades, uma pena.

Crônica de Ademar Rafael

TRAGÉDIAS NA TRAGÉDIA

Qualquer ser humano com o mínimo de bom senso não concorda com o posicionamento que pessoas sem cargos eletivos, políticos e jornalistas estão adotando diante dessa tragédia que atingiu o povo gaúcho. É inadmissível vermos pessoas sem o mínimo de sensibilidade no coração manipular fatos, politizar e banalizar o sofrimento das vítimas e das ações empreendidas pelos governantes para abrandamento da catástrofe. Neste texto cito três situações que incomodam.

A primeira são as postagens das redes sociais que abordam a situação com sentimento preconceituoso, narrando depoimentos de pessoas do sul em relação aos nordestinos. Ora essa discriminação indefensável não pode ser utilizada em um momento da angustias e perdas. Esse posicionamento separatista sempre houve e continuará existindo com ou sem calamidades em qualquer dos territórios envolvidos. A briga Sul x Norte é vergonhosamente histórica.

A segunda são os pronunciamentos com cunho ideológico de políticos e empresários. É preciso entender que se não quer ajudar fique em silêncio. Uma manifestação desproposital anula muitas vezes uma ação em andamento. Todos podem contribuir com atos e atitudes. Politizar, comparar ou jogar no campo ideológico o sofrimento alheio é, no mínimo,  ação desaconselhável.

A terceira são publicações de alguns órgãos da imprensa nacional, que teimam em ser seu esgoto. Charges, editoriais e pautas deslocadas do atendimento das necessidades do povo gaúcho é ato condenável. Novamente ao serem questionados citam a liberdade de expressão.

Nosso país, sequelado por desigualdades sociais históricas, não merece esse tipo de comportamento. Os gestores públicos municipais, estaduais e federal, dos três poderes precisam agir mais e falar menos. Os brasileiros exigem respeito. Abaixo o preconceito, a mentira e o descaso.

Crônica de Ademar Rafael

SEJA DONO

Neste mês que se inicia com o feriado dedicado ao Dia do Trabalho nossa reflexão de hoje será sobre a condição que cada uma e cada um deve dar no direcionamento da sua carreira. De pronto destacamos que terceirizar a ondição de sua vida profissional é caminho tortuoso. O ideal é seguir a rota definida no título desta crônica.

Se alguém perguntar de há uma receita pronta para condução do assunto eu entendo que não. Fiquei praticamente trinta anos numa única empresa, o Banco do Brasil. Nos dezessete anos que nos separa da minha aposentaria em 2007 já atuei em mais de dez atividades como funcionário de empresa pública, privada, do terceiro setor e como consultor autônomo. Esta é a maior prova que passei a ser dono da minha carreira. Sempre dando mais destaque ao cidadão do que ao profissional.

Este posicionamento não significa ser descuidado com o lado profissional é entender que cargos são transitórios e por isto não podemos nos anular como pessoa em função deles. O cidadão vai do berço ao túmulo. Este discurso repito constantemente com meus alunos. É fácil? Claro que não. Em muitos momento teremos que negociar e
renunciar, sem trocarmos nossa dignidade por cargos ou poder.

O mentor de carreiras Luciano Santos em seu livro “Seja egoísta com sua carreira” aponta caminhos a serem trilhados por quem deseja assumir o controle de sua vida profissional. Sugere, com exemplar clareza, que devemos ter sempre um plano “B”, que devemos declarar nossas intenções sem medo, que devemos buscar a pluralidade; que devemos estudar continuadamente…

Parte destas sugestões apliquei em minha vida e obtive os resultados que esperava. Talvez a minha opção por não me encartar com as alegorias dos cargos que exerci tenha facilitado minha cainhada. Sugiro: “Busque seu espaço com ética, valores morais e sendo dono da carreira”.

Crônica de Ademar Rafael

ALEGRIA

A poetisa paraibana Ceiça Sousa, para uma coletânea de glosas, sugeriu o seguinte mote: “Como é bom ser diferente/Neste mundo dos iguais”. Inspirado nesta sugestão apresento o seguinte mote: “Como é bom ter alegria/Neste mundo de tristeza”. A partir desta ponderação quero expor minha visão sobre o tema e levar cada leitora e cada leitor a uma reflexão.

Em uma das agências do Banco do Brasil que administrei havia uma telefonista que era detentora de uma alegria contagiante. Ela trazia consigo uma marca sedimentada que poderia ser lida da seguinte forma. “Seu mau humor e sua agressividade não contaminará minha alegria”. Baseado neste mantra ela superava todo tipo de situação em sentido contrário e sua forma de encarar o cotidiano.

Algumas vezes eu chegava para esta colega e repetia a frase “Tire seu sorriso do caminho/Que eu quero passar com minha dor”, que faz parte da música “A flor e o espinho”, de Nelson Cavaquinho. Ela com o seu sorriso dizia: “Passe rápido chefe”. Este posicionamento atesta que alegria extrapola a sentido dado pela psicologia e entra no estágio do estado de espírito.

Como estado de espírito encontramos a seguinte definição: “…abordagem que nos lembra que a felicidade não depende de fatores externos, mas sim da forma como interpretamos e lidamos com as situações da vida. Ela nos convida a cultivar uma mentalidade positiva, buscar o autoconhecimento e encontrar alegria e satisfação internamente”.

Assim sendo, a sugestão “Como é bom ter alegria/Neste mundo de tristeza” deve ser respondida com a percepção individual. Vejo com muita clareza algumas coisas: “Alegria é igual motivação, vem de dentro – Viver alegre não é ser insensível na forma lida no universo da tristeza e sim uma forma de viver com leveza – Terceirizar a condição de ser alegre é abrir mão de uma prática saudável”. Tirem suas conclusões com alegria.

Crônica de Ademar Rafael

PATRULHAMENTO

Na época do plebiscito sobre a divisão do Estado do Pará ouvi de uma vereadora de Marabá a seguinte frase: “Meu amigo você não sabe o terror que é você viver patrulhada durante vinte e quatro horas. Sou contra qualquer ação nesse sentido.” Esta ponderação era com intuito de não ser estimulado patrulhamento sobre pessoas que residiam na região do sonhado Estado de Carajás que eram contra a divisão.

Os conceitos clássico e figurado de patrulhamento: “Ronda ou reconhecimento da posição do inimigo. Cobrança de posições morais ou de ação; exigência ou pressão para que algo se faça ou se cumpra segundo as expectativas” foi ampliado pela política de pastoril reinante no mundo. Nela no lugar das correntes vermelho e azul estão esquerda e direita. O patrulhamento além de moda é o vetor que contamina as plataformas de comunicação de massa, especialmente as redes sociais.

Com o fenômeno dos blogs de observação “watchblogs” a espionagem é feita por detentores e postulantes de cargos públicos em direção às publicações nos veículos de comunicação e pelos jornalistas, ativistas, curiosos, etc. em direção das autoridades. É violenta a guerra entre “patrulha ideológica x perseguição política” .

É interessante registrar a existência de uma tese que defende que o patrulhamento deve ser classificado como “patrulha ideológica” e não como “perseguição política” quando é praticado por pessoas ou grupos sem vinculação com um governo ou agentes públicos. Afirmam os defensores dessa teoria que ação visa buscar variáveis para influenciar a opinião pública e a sociedade civil, e não causar vexames e limitar direitos.

Fica a indagação: “Quando comprovadamente uma ala cria ferramentas e remunera terceiros para buscar tais informações e as utiliza em benefício próprio a tese da ‘patrulha ideológica’ é extinta? Cada lado tem uma resposta distinta e a “liberdade de expressão” paga a conta.

Crônica de Ademar Rafael

CARIRI CANGANÇO

Nos dias 18/21.04.24 Afogados da Ingazeira – PE será sede de evento de grande magnitude, relacionado com fatos relevantes da sociologia e cultura nordestina: “CARIRI CANGAÇO AFOGADOS DA INGAZEIRA”.

Com grade de atividades riquíssima teremos: feira, lançamentos e apresentações de livros; entregas de comendas; homenagens; posse de Conselheiros; diplomações; visitas técnicas em museus e locais relacionados com figuras sob estudo – Municípios de Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Ingazeira, Jabitacá – Iguaracy -; conferências; painéis; debates; apresentações de grupos locais; passagem do estandarte da sede anfitriã para Jardim-CE, próxima sede; etc.

Tudo isto baseado em nos objetivos do ‘CARIRI CANGAÇO’, entidade que segundo registros do https://cariricangaco.blogspot.com/ nasceu com “…foco no estudo do cangaço; não nasceu com o sentimento de fazer apologia ao mesmo, ou ao banditismo rural, aos cangaceiros, ou mesmo à violência que cercava o fenômeno, enfim; não nasceu para “mitificar” e nem procura elementos para “endeusar”  Virgulino Lampião; seu principal protagonista ; nem nenhum outro personagem dessa saga sertaneja tão penosa e cheia de dor…”. Esta mesma lógica foi utilizada pelo Padre João Carlos de Acioly Paz, no prefácio do livro “Jabitacá. Segundo Quincas Rafael” ao escrever: “…Convido os leitores para que percebam os aspectos positivos da história, lembrando que seus vultos como pessoas que merecem nosso reconhecimento, não se deixando levar apenas pelos acontecimentos negativos descritos, mas procurando entender o contexto histórico da época…”.

Em nome do Instituto Cultural Quincas Rafael – ICQR manifesto total apoio ao evento e garanto aos que para a Pajeú vierem: “A viagem valará muito, nosso região tem muito a contribuição com a nobre missão do ‘CARIRI CANGAÇO”’. O regate da nossa história, sem preconceitos ou rótulos externos, será feito com eventos desta envergadura. Viva o SERTÃO.

Crônica de Ademar Rafael

ESCRAVIDÃO ESPONTÂNEA

Desde os primórdios é clara a forma como os vencedores transformaram os vencidos em escravos, os grandes conquistadores deram aulas sobre isto. O livro sagrado em Êxodos 20-10 e 17 cita o termo escravo. Percebe-se que a exploração de um ser humano pelo outro alcança largo horizonte temporal.

A escravidão é uma das práticas indefensáveis em nosso país. Mesmo após a decretação de Lei 3.353, de 13.05.1888, sancionada pela Princesa Isabel – cujo Artigo 1º diz:  “É declarada extincta desde a data desta lei a escravidão no Brazil” – a relação de dependência e libertação plena nunca aconteceu. Até os dias atuais na área urbana e rural ainda temos flagrantes do que é chamado de “trabalho análogo à escravidão”, tipificado como crime no Artigo 149 do Código Penal Brasileiro, alterado pela Lei 10.803, de 11.12.2003.

Eis que nos dias atuais surge um fenômeno social que me arrisco definir como “Escravidão Espontânea” nele as pessoas que se deixam escravizar por mentiras que passou a receber o nome de ”fake News”.São produzidas em de ambientes sofisticados e assumidas por boa parte da imprensa e por falsos profetas que usam o nome de Deus “em vão”, numa afronta a um dos dez mandamentos, especificamente, o terceiro citado em Êxodo 20-7. Tais mentiras são manipuladas e multiplicadas pelas redes sociais.

As duas frases a seguir transcritas, com os respectivos autores, servem para ratificar o que estamos ponderando neste diálogo. “O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos” – Simone de Beauvoir e “Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido” – Malcolm X. Percebam que a primeira frase ratifica a ideia da “Escravidão Espontânea” e a segunda vincula a forma de divulgação da mensagem e a submissão total ao enunciado por quem dele deveria se desvincular. Vamos nos libertar? A chave das algemas está em nosso poder.