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Crônica de Ademar Rafael

ACOLHIMENTO

Nome que quando pesquisamos no “Dicionário on line de português” encontramos como respostas: “Ação ou efeito de acolher; acolhida. Modo de receber ou maneira de ser recebido; consideração. Boa acolhida; hospitalidade. Lugar em que há segurança; abrigo.” Biblicamente é tratado como posicionamentos relacionados com “…receber e aceitar o próximo com amor, compaixão e misericórdia com os quais refletimos o amor de Deus e nos aproximamos dos ensinamentos de Cristo.” Como podemos ver o conceito bíblico extrapola a definição dos dicionários e nos remete a comportamentos dos autênticos cristãos.

Movido por tais enunciados o Instituto Cultural Quincas Rafael – ICQR, através dos seus Membros Fundadores, anualmente acolhe amigas e amigos no Sítio Quixaba – Jabitacá – Iguaracy-PE, sempre no primeiro domingo após o dia cinco de agosto. Esta data foi escolhida propositadamente para alcançar o período da festa dedicado à Nossa Senhor dos Remédios, época que os filhos do Distrito se reúnem numa
confraternização compatível com as festas natalinas.

Ontem foi realizado o quarto evento com pleno êxito. Amigas e amigos do poeta e escritor Quincas Rafael fizeram uma bela festa onde músicas, poesias e histórias foram compartilhadas em ambiente fraterno e amigável. Na oportunidade foi lançado documentário sobre o centenário de Dona Corina Ferreira Rafael, esposa do saudoso “contador de histórias”, assim como foi publicada Resolução 02/2025, que classifica ANTÔNIO MARTINS DE MORAIS – Antônio Martins, JOSÉ ANCHEITA BRITO DOS SANTOS – Anchieta Santos e JOSÉ SEVERO LIBERAL – Zé Liberal como MEMBROS BENEMÉRITOS do ICQR, na forma prevista no Artigo 12º do Estatuto.

Na condição de presidente da Diretoria Executiva do ICQR, reafirmo o compromisso estatuário de continuar lutando em prol da cultura raiz e dos valores que sustentam a comunidade de Jabitacá na incansável missão de acolher bem os visitante e na devoção à Nossa Senhora dos Remédios.

Crônica de Ademar Rafael: Qual é o seu exemplo?

QUAL É O SEU EXEMPLO?

Do livro “Palavra e vida – Evangelho comentado cada dia de 2025” no comentário sobre o texto de Matheus 10,7-15, que versa sobre os ensinamentos de Jesus ao enviar seus apóstolos às missões retiro as seguintes ponderações: “…A força do evangelizador vem de seu testemunho e da coerência de vida, não de riqueza, poder ou ostentação. O verdadeiro pregador não tem bagagem; não impõe a mensagem pela força, mas convida, propõe e persuade…”

Esta breve transcrição serve como alicerce para nossa reflexão desta data e que começa com estas indagações. Como estão os níveis dos seus pedidos e suas sugestões se comparados com as suas ações? Você é do tipo que segue tudo que sugere assumindo plenamente as suas responsabilidades ou do tipo que fica com o bônus e deixa o ônus para seus pares?

O grupo de pessoas que pedem e sugerem uma coisa e agem em sentido contrário é crescente nos ambientes públicos e privados. Os exemplos dados pelos membros deste contingente não são identificados de forma alguma. Os que submetem os outros a esforços extremos e sugam os benefícios advindos com o suor alheio também proliferam em grande escala. Estamos presentes na primeira, na segunda ou em ambas hipóteses?

Na época que exerci cargos de comando no setor público ou privado com muito esforço tentei exercer a liderança através do exemplo. Algumas vezes falhei, buscava entender os motivos do fracasso e seguia tentando. Em determinados momentos os liderados apontavam meu posicionamento como fato que os estimulavam a seguir minhas ponderações. Baseado nisto atesto sem medo. Por meio do testemunho, da coerência entre a fala e a ação e da persuasão podemos ser exitosos evangelizadores da palavra de Cristo e mentores de ideias que promovam a humanização no mundo empresarial, na família e na comunidade. Vamos à pratica?

Crônica de Ademar Rafael

NA VEIA DA ORIGEM 

Uma das maiores qualidades que valorizo em um ser humano é quanto ele se mantém fiel às suas origens. Fernando Pessoa, por intermédio de Alberto Caeiro, nos fala sobre o rio Tejo, Maciel Melo ao falar sobre
Iguaracy, nos presenteia com “…Tudo isso retrata Iguaracy/Numa cura fiel dos meus anseios/Matuto sem estilo eu sou um veio/D’água do rio Pajeú..”

Marcone Santos, filho de João Elias dos Santos – dono da cacimba que matou a sede de muitos tabirenses nos anos 1980 e ficou imortalizada pelo poema de Dedé Monteiro “A cacimba de Seu João”, feito em
22.01.1981 – e de Teonas França dos Santos, segue à risca as receitas do poeta português e do “Caboclo sonhador” em seu livro “Meu universo de versos”.

O poeta/escritor de Tabira é um daqueles casos de pessoas que saem do sertão, mas, o sertão delas não sai. Fica junto e firme igual miolo de angico. Na síntese da obra podemos ler “…De forma única, o leitor terá
contato com temas diversos como: Saudade, tempo, amor, família, empatia, evolução, humildade, fraternidade, amizade, etc.” Tenham certeza, esse enunciado merece todo crédito uma vez que o livro é plural na diversidade dos assuntos abordados e no alto nível da produção poética.

O também tabirense, nosso poeta Master Dedé Monteiro com a maestria de sempre nos aponta “…saia abrindo e lendo, aleatoriamente, este universo rimado, metrificado e profundamente inspirado do nosso
companheiro Marcone Santos e, com certeza concordará com que digo nesta sextilha: ‘Um poeta que, além de carne e osso/Traz no peito uma carga de bondade/De família, de amor, de gratidão/De respeito, de luta, de verdade…/E um jardim replantado todo dia/Colorindo co’as rosas da Poesia/Da esperança, da fé e da saudade.”’ Eu jamais discordaria de Dedé Monteiro em algo. Com atenção li o livro e tenho que concordar em dose dupla. Este livro, que brevemente será lançado em Tabira, é um daqueles a serem lidos, relidos e divulgados sem restrições. É, sem dúvida nenhuma, mais um presente que um poeta do Pajeú deixa para cada apologista.

Crônica de Ademar Rafael: Sabedoria

SABEDORIA

Nesta selva que vivemos atualmente onde fotografias são manipuladas para postagens em plataformas de redes sociais, valores são invertidos,  textos são produzidos com auxílio da Inteligência Artificial muitas vezes vemos e ouvimos situação onde “tolos” são tratados como “sábios”. A sabedoria é medida pela quantidade de seguidores.

Como prova de que na “Internet” é possível encontramos cosias sólidas e decentes recorro ao site “https://www.bibliacatolica.com.br” para encontrar em 1.Reis 3:9-12, o seguinte: “Dai, pois, ao vosso servo um coração sábio, capaz de julgar o vosso povo e discernir entre o bem e o mal. Pois sem isso quem poderia julgar o vosso povo tão numeroso?. O Senhor agradou-se dessa oração e disse a Salomão: Pois que me fizeste esse pedido e não pediste nem longa vida, nem riqueza, nem a morte de teus inimigos, mas sim inteligência para praticar a justiça. Vou satisfazer o teu desejo. Eu te dou um coração tão sábio e inteligente como nunca houve outro igual antes de ti e nem haverá depois de ti.”Sobre este dom no livro Sabedoria 8:2 podemos ler: “Eu a amei e procurei desde minha juventude, esforcei-me por tê-la por esposa e me enamorei de seus encantos.”

Somente com base nestes dois enunciados bíblicos podemos verificar que sabedoria é muito mais do que avaliamos ser nesta época de vulgaridade e de conceitos rasos desprovidos de qualquer consistência lógica. Talvez não seja preciso mergulharmos na obra de São Tomaz de Aquino que em “Suma Teológica” apresenta a diferenciação entre a sabedoria como virtude intelectual e como dom do Espírito Santo, mas, com certeza precisamos sair da superficialidade com que o tema tem sido tratado.

Do livro “Manual do Líder”, de Gerson Gabrielli, extraímos a seguinte frase: “Nove décimos da sabedoria consiste em ser sábio no momento exato”,  atribuída a Theodore Roosevelt. Portanto não sejamos “tolos” ao qualificarmos os “sábios”, uma vez que sabedoria é dom e é virtude.

Crônica de Ademar Rafael: Um olhar sobre o povo

UM OLHAR SOBRE O POVO

Um dos livros de Dom Hélder Câmara tem como título “Um olhar sobre a cidade”, são crônicas que o bispo cearense escrevia e publicava em seu programa de rádio, dedicados ao universo onde ele criava suas teses humanísticas. Este registro serve como “pano de fundo” para assentar o assunto da nossa reflexão de hoje. Os gestos recentemente praticados pelas Universidades Federais da Paraíba e de Pernambuco ao concederem a honraria  “Doutor Honoris Causa”, para pessoas ligadas a cultura popular, fatos estes que estimulam o título desta crônica por entendermos que o sisudo ambiente acadêmico jogou um olhar sobre pessoas simples.

O primeiro agraciado foi o poeta Zé de Cazuza, conhecido como “Homem gravador” em função da sua luta em defesa da poesia popular com declamações antológicas de estrofes raras e a publicação do livro “Poetas encantadores”, ocorrida em agosto de 2024, por iniciativa do poeta Gilmar Leite. O segundo contemplado foi o renomado poeta repentista, cordelista e escritor Oliveira de Panelas, em evento ocorrido em junho do corrente, em atenção a proposição das professoras  Bernardina Maria Juvenal Freire de Oliveira e Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque. Ambos concedidos pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB.

Por proposição do Centro de Ciências Sociais Aplicadas – CCSA a Universidade Federal de Pernambuco – UFPE concederá a referida horaria ao nosso poeta do Pajeú Dede Monteiro. Dedé desde 2016 é reconhecido como “Patrimônio Vivo de Pernambuco” e merecidamente incluirá seu nome entre as personalidades que foram honrados com o importante título, criado pela Universidade de Oxford – Inglaterra no final da década de 1470.

Vermos este pomposo título alcançar pessoas  ligadas a cultura popular nos deixa com extrema alegria. Nestas ações enxergamos um sinal de que as pessoas comuns estão entrado no radar das grandes universidades e que a ciência está prestando continência para o “eco cultural das ruas.”

Crônica de Ademar Rafael: Respeito

RESPEITO

Para melhor sedimentar nossa reflexão sobre esse valor humano inicialmente recorro ao site “significados” onde encontro a seguinte definição: “Respeito é um dos valores humanos que fundamentam a vida em sociedade. Seja em relações interpessoais ou em vista de normas, regras ou de um poder instituído…”

Na sequência busco as frases a seguir transcritas com seus respectivos autores: “Acima de tudo, respeitem-se.”, Pitágoras; “Respeite a si mesmo e os outros respeitarão você.”, Confúcio; Não há nada mais desprezível do que o respeito baseado no medo.”, Albert Camus; “Somente através do autorrespeito podemos alcançar o respeito dos outros.”, Fiódor Dostoiévski; “O respeito pela vida é a base de todos os outros direitos, incluindo a liberdade.”, João Paulo II; “Não consigo conceber uma perda maior do que a perda do respeito próprio.”, Mahatma Gandhi e ”A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.”, Franz Kafka.

Percebam que na maioria das frases que escolhi para apoio da reflexão o respeito ao outro nasce depois do respeito a cada um de nós, ou seja, sem nos respeitarmos teremos dificuldades para respeitar alguém. Isto tem se tornado uma constante nos dias atuais. O politicamente correto imposto por interesses alheios tem gerado uma espiral negativa sobre a forma que olharmos para nosso interior. Sem narcisismo precisamos nos amar, gostar do que fazemos e termos orgulho de ser quem somos, com nossas imperfeições, medos e limites.

Quantas vezes produzimos alto excepcional, não os interpretamos com o zelo adequado e damos valor a produção “meia boca” de terceiros. Carecemos reler o que praticamos com isenção, sem empáfia, mas, com justiça. Este valor humano, que promove uma convivência harmoniosa, nos cobra muito pouco para ser exercido em plenitude e nos devolve muito quando o praticamos espontaneamente, sem medo ou obrigação.

Crônica de Ademar Rafael: Julgamento social

JULGAMENTO SOCIAL

Este tema tem causado prejuízos irreparáveis para pessoas expostas com notícias, muitas vezes desprovidas de verdade, nas diversas redes sociais e captadas como verdades plenas pelos usuários de tais plataformas que além de compartilhar, julgam e sentenciam pessoas inocentes ou com minúsculas participações nos eventos relatados.

Para melhor assentar nossa reflexão sobre o assunto permitam-me recorrer a fundamentos legais ou convencionais para figura do julgador em júri popular. O Tribunal do Júri é entendido como “uma instituição jurídica especializada na apreciação de crimes dolosos contra a vida, com participação de cidadã/os que após ouvirem os acusadores e defensores decidem sobre a culpabilidade ou inocência da/o acusada/o,  respondendo quesitos preparados pelo Juiz.” Percebam que este mecanismo busca inserir a participação popular em julgamentos, visando dar um sentido democrático ao processo de julgamento.

Diferente desta estética legal o julgamento social tem influência direta de fatores alheios ao que de fato aconteceu, principalmente por não haver oitiva das partes, e por carregarem vieses relacionadas com preconceitos, ideologias e pelo instinto de julgarmos de forma diferentes da que exigimos ao sermos julgados.

Esse fenômeno social – normalmente desacompanhado de conceitos relacionados com a empatia e a compaixão, alimentados por mensagens postadas em redes sociais, por notícias não apuradas corretamente e por outros meios existentes nas tecnologias disponíveis – são estimulados por práticas nocivas, promovidas por grupos antagônicos, que visam destruir tudo que existe do outro lado. Na esmagadora maioria das vezes os julgadores sociais são manipulados por pessoas que se promovem, assumem posições de destaque inclusive vencendo pleitos eleitorais e que empossados nos cargos disputados seguem sua saga em destruir os oponentes a qualquer custo. Que tal julgarmos menos?

Crônica de Ademar Rafael: É de casa

É DE CASA

Com este texto, neste dia que o nordeste brasileiro realiza uma das maiores manifestações culturais com seu aguerrido povo, quero prestar uma homenagem ao amigo poeta, filósofo e professor Genildo Santana pelo seu último trabalho, o livro “Celeste Vidal: Uma vida na ditadura brasileira”.

A obra é uma adaptação de Trabalho de Pesquisa para obtenção de certificado em Pós-graduação de História do Brasil feito pelo autor com extremo zelo em 2015 e agora  apresentado para o mundo em forma de livro. Precisa ser lido e discutido pelas gerações atuais tão carentes de boas e confiáveis informações sobre parte da nossa história que os poderosos tentam contar de outra forma.

Como todo trabalho acadêmico que merece este nome o texto é iniciado com um passeio sobre a histografia da ditadura “civil-midiática-militar”. Essa terminologia nos remete ao uma abordagem pouco utilizada e que demonstra com extrema clareza que sem o apoio de uma elite viciada em benefícios, uma imprensa venal e subserviente, uma estrutura militar teleguiada por orientação advinda dos Estados Unidos de América este período escuro que cobriu nosso país por décadas não teria acontecido.

De forma didática Genildo nos apresenta a base do golpe, as formas de torturas utilizadas para sua sustentação, explicado o que era feito e como era feito. Apresenta com exemplar detalhamento, o “Pau-de-arara”, a “Cadeira de Dragão”, o “Choque elétrico”, a “Geladeira” e a “Pressão psicológica”.

A cereja do bolo no entanto é a parte do livro em que o autor fala sobre a professora, poetisa e guerreira Celeste Vidal. Em um texto leve que somente os poetas são capazes do produzir Genildo apresenta uma mulher de fibra e defensora dos direitos socais, que apesar das torturas sofridas “nos porões da ditadura”, seguiu sua luta, jogando gestos dignos e poesias,  com a nobreza reservada apenas para pessoas de valor moral e que podem ser tratadas como “gente”. Obrigado poeta, viva a liberdade.

Crônica de Ademar Rafael: E que lições

E QUE LIÇÕES

Tenho o hábito de presentear as pessoas com livros mas receber livros de presente é algo que me deixa muito feliz. Primeiro pelo gesto e segundo pela certeza que temos sempre o que aprender. Recentemente meu genro Alan me presenteou com o livro “As seis lições” de autoria do economista Ludwig Von Misses, que nasceu em 1881 em Lviv- Império Austro-Húngaro. A obra foi editada com o conteúdo de palestras na Universidade de Buenos Aires – UBA em 1959.

Neste livro o pensador discorre sobre Socialismo, Capitalismo, Intervencionismo, Inflação, Investimento estrangeiro e Política e ideias de forma densa e com argumentação perfeita, diferente das abordagens sobre estes mesmos temas nos dias atuais. A abordagem tem perfeita sintonia com a linha de pensamento da Escola Austríaca de Economia também conhecida como Escola de Viena uma vez que se alicerça na corrente econômica que defende a liberdade individual e o livre mercado.

É importante ressaltar que os fundamentos defendidos pela referida escola possuem argumentação e lógica, diferentes da visão míope da atualidade que tenta levar a superficial leitura de direita x esquerda para o mundo da economia. As principais características de Escola de Viena são: “Individualismo Metodológico; Livre Mercado; Teoria do Valor; Ciclos Económicos e Ação Humana”. Percebam que são temas diversificados que se unem para formar uma teoria com profundidade em cada variável e não com a superficialidade que tentam imprimir os “falsos gurus” de plantão, principalmente nos “Podcasts” bancados por interesses impublicáveis.

Entre os economistas da Escola Austríaca de Economia destacamos seu fundador Carl Menger, com sua significativa contribuição para teoria da oferta e da demanda; Ludwig Von Misses, com sua respeitada obra  “Socialismo: Uma Análise Econômica e Sociológica“, de 1922 e Friedrich Hayek, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 1974 e defensor da liberdade individual e do livre mercado. Viva os bons livros.

Crônica de Ademar Rafael: Hora e vez da poesia

HORA E VEZ DA POESIA

Até a última década do século passado  a poesia popular era divulgada por meio das seguintes fontes: A cantoria de pé-de-parede, os apologistas, os festivais, programas de rádio e cordéis comprados nas feiras livres. Livros sobre poesia eram raros e as fontes produtoras os poetas profissionais.

Com advento das gráficas rápidas e da internet a divulgação foi ampliada e começaram surgir poetas amadores com boas produções, mesmo assim o alcance continuava sendo restrito. Nos últimos anos as mídias sociais promoveram verdadeira revolução no setor. Poetas amadores assumiram posições de destaque e os poetas profissionais ampliaram seus contatos ao incluíram as redes sociais na divulgação de sua bela arte.

Atualmente percebo como real o título desta crônica, as lacunas existentes estão sendo ocupadas. Poetisas e poetas profissionais e amadores estão entregando aos apologistas elevado estoque de boas poesias. Os grandes aliados nessa empreitada são as plataformas digitais. Programas semanais são gerados e colocadas à disposição dos interessados com extrema competência. Entre diversos outros programas destaco. O programa “Prosa de Mestre” apresentado pelo poeta Edmilson Ferreira e “Podcast Nordestino” comandado por Artur Vilar. A contribuição que tais produções tem dado para poesia popular não é possível medir facilmente.

Podemos citar ainda outros casos exitosos. O trabalho da Poetisa Lúcia, uma paraibana que reside em Leme – SP, é digno de aplausos. A professora Lúcia participa ativamente dos grupos “Desafios Poéticos” e “Cordel da Hora” e movida pela inquietude poética e pela missão abraçada em defesa da poesia popular utiliza espaço individual no “Facebook”, “Instagram”, “Tik Tok” e “YouTube” para publicar seus poemas e estrofes isoladas. A ação desenvolvida pelo poeta Marcos Silva, da cidade de Custódia – PE, que por meio do programa “Bisaco do Cordel”, com extensão ao “Facebook” e “YouTube” tem dado apoio irrestrito para poesia. Viva a poesia popular, ela é cultura raiz.