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Crônica de Ademar Rafael

JOVEM COM 115 ANOS?

Afogados da Ingazeira com seus cento e quinze anos é uma jovem cidade, principalmente se olharmos sobre os primas de aceitação às mudanças, adaptabilidade e evolução contínua é jovem sim e quer muito mais.

Da cidade que tive o privilégio de residir entre 1972 e 1982 restam lembranças de um tempo em que as coisas caminhavam a passos lentos e a certeza que descendentes das famílias tradicionais contribuem para que a “Princesinha do Pajeú” seja a cidade que é. Empreendedores afogadenses nada devem a ninguém. São arrojados, focados e, principalmente, com os pés fincados no solo sertanejo.

Sua evolução permanente passa por um fenômeno que poucas cidades brasileiras foram privilegiadas em receber. Permitam-me destacar que nas últimas décadas a cidade teve como gestores na prefeitura e em suas diversas secretarias municipais homens e mulheres cujas gestões tiveram muitos mais acertos que erros. Cada sucessor, mesmo com a complexidade em escala crescente e os recursos disponíveis em sentido contrário, buscou melhorar o que fizeram os antecessores. Em alguns casos houve, de fato, melhorias.

No universo da cultura Afogados da Ingazeira é também destacada. A preservação do Cine São José, as manifestações alinhadas com cultura raiz e as publicações em prosa e verso dos seus diversos autores asseguram o merecido destaque. O apoio dado a cultura regional pela AABB também contribui com o esse processo. Quando, com isenção, buscamos identificar benefícios em projetos como “Arraial do meu bairro” percebemos a inclusão como principal acerto em sua execução.

Como cidade do Pajeú Afogados da Ingazeira tem ampla visibilidade por meio dos seus poetas. Registro especial para o cantador violeiro André Santos jovem que vem se destacando pelo Brasil e elevando o nome da sua terra. Parabéns à aniversariante e aos seus habitantes.


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