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Blog do Finfa - A verdade em forma de notícia

Coluna do Finfa

Governo de Pernambuco fortalece ações de reconstrução em municípios atingidos pelas chuvas

Após dias de intensas chuvas na Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata, o Governo de Pernambuco continua realizando operações emergenciais para reconstrução de áreas em municípios atingidos. Neste domingo (3), a governadora Raquel Lyra vistoriou os serviços de recuperação das estradas de acesso aos Engenhos Novo e Folguedo, na cidade de Goiana, e conversou com a população no local. Mais cedo, a gestora comandou reunião no Recife com secretarias e órgãos do governo para dar continuidade às definições dos trabalhos. Na próxima terça-feira (5), a governadora cumpre agenda em Brasília para solicitar recursos ao governo federal para restabelecimento da normalidade. No sábado (2), o governo decretou situação de emergência em 27 municípios afetados pelas inundações, com prazo de 180 dias.

“Estamos aqui em uma estrada vicinal na cidade de Goiana, junto com as comunidades de Engenho Novo e Folguedo. Temos dezenas de famílias ilhadas após as chuvas que atingiram Pernambuco. Já estamos com as máquinas trabalhando para restabelecer o direito de ir e vir da população e só vamos sair daqui quando concluirmos todas essas reconexões. E estamos com muitos outros serviços para reconstruir perdas, como entregas de colchões e kits de limpeza. Vamos continuar trabalhando incansavelmente para restabelecimento da normalidade da vida das pessoas”, destacou a governadora Raquel Lyra.

Em uma estrada de Goiana, a atuação do Governo de Pernambuco foi intensificada após demandas apresentadas pela população ainda na manhã de hoje. Durante a vistoria, a chefe do Executivo estadual verificou o trabalho de equipes sendo realizado com cinco equipamentos, entre caminhões e retroescavadeiras, destinados à recuperação das estradas de acesso aos Engenhos Folguedo e Novo. Os danos foram provocados pelo transbordamento de um açude na Usina Maravilha, que comprometeu a infraestrutura viária e isolou comunidades.

“Goiana foi a cidade mais afetada pelas fortes chuvas que atingiram Pernambuco nos últimos dias. Hoje, estamos com máquinas trabalhando para recuperar os acessos aos povoados que estão isolados da sociedade. O Governo de Pernambuco está chegando na maior velocidade possível a esses locais para atender a quem mais precisa”, pontuou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Rodrigo Ribeiro.

Ajuda humanitária – Mais de 7,6 mil itens de ajuda humanitária já foram entregues pela gestão estadual como parte das ações emergenciais desde o dia 1º. As entregas contemplam itens essenciais, como colchões, itens de higiene e limpeza. As equipes técnicas seguem mobilizadas em todo o Estado, realizando o monitoramento das áreas de risco. “No depósito da Defesa Civil, o Governo de Pernambuco mantém um estoque permanente para atender pelo menos 6 mil pessoas em situação de emergência. No antigo galpão não cabiam nem 500 colchões. Com as ocorrências deste final de semana uma parte desse estoque já seguiu para os municípios que estão solicitando ajuda”, ressaltou a vice-governadora Priscila Krause.

Canal do Fragoso – O Governo de Pernambuco está realizando uma força-tarefa emergencial coordenada com a mobilização de 42 equipamentos – entre escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras e caçambas volantes – que aceleram a retirada de sedimentos e baronesas no Canal do Fragoso, em Olinda. O trabalho tem o objetivo de otimizar o escoamento das águas.

Até o momento, o Estado de Pernambuco contabilizou, através do Corpo de Bombeiros, o resgate de 814 pessoas, sendo 808 pessoas com vida e seis óbitos. Em paralelo, a Defesa Civil registrou 1.632 pessoas desabrigadas, além de 7.908 pessoas desalojadas.

Programa Parceria entrega obra de contenção de encosta na Bomba do Hemetério

Intervenção recebeu investimento de R$ 11,3 mil e agora protege área de 90 m², beneficiando três famílias com mais segurança e qualidade de vida

O prefeito do Recife, Victor Marques, esteve neste domingo (3) no bairro da Bomba do Hemetério para entregar mais uma obra do Programa Parceria. A intervenção, realizada na Rua Antônio Meira, garantiu mais segurança e qualidade de vida para os moradores da área. Com investimento de R$ 11,3 mil, a obra contemplou 90 metros quadrados e beneficiou diretamente três famílias. Durante a visita, o gestor recifense destacou os desafios da execução e a importância da intervenção para a segurança das pessoas. “A parte mais desafiadora foi a limpeza e a retirada do material, devido à dificuldade de acesso. Depois disso, a obra avançou com a reorganização da encosta, construção de dois muros e aplicação da tela com drenagem adequada”, explicou.

O prefeito do Recife também ressaltou o impacto do programa na cidade. “Ao longo dos últimos anos, já entregamos mais de 5 mil obras como essa. O mais importante é garantir que as famílias estejam protegidas, especialmente em períodos de chuva. É isso que dá sentido ao programa”, afirmou Victor Marques.

O Programa Parceria é desenvolvido pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria Executiva de Defesa Civil (Sedec), e funciona a partir da colaboração entre o poder público e os moradores. A gestão municipal oferece projeto, material e orientação técnica, enquanto a população entra com a mão de obra. As intervenções incluem contenção de encostas com técnicas como rip-rap, tela argamassada e alvenaria armada; melhorias de infraestrutura, como acessos, microdrenagem e corrimãos; além de ações habitacionais, como implantação de fossas, revestimentos e recuperação de paredes.

O secretário executivo de Defesa Civil do Recife, coronel Cássio Sinomar, destacou a importância das obras para a segurança da população. “Mesmo em áreas de difícil acesso, conseguimos executar obras que garantem mais segurança e tranquilidade para as famílias. Hoje, temos cerca de 380 intervenções em andamento na cidade, levando dignidade e proteção para a população”, ressaltou.

Moradora da área há 50 anos, Cristina Maria de Oliveira, 70 anos, relatou o alívio após a conclusão da obra. Ela contou que convivia com o medo constante, principalmente durante os períodos de chuva. “Eu esperei muito por essa obra. Antes, a gente vivia com medo, principalmente à noite. Agora está tudo diferente: me sinto mais segura e consigo dormir tranquila, mesmo quando chove”, afirmou.

PROGRAMA PARCERIA – Desde 2021, o programa já entregou 5,4 mil intervenções em toda a cidade, alcançando mais de 12 mil famílias, além de outras 386 obras em andamento. A iniciativa recebeu reconhecimento internacional em 2022, ao ser premiado com o Pergaminho de Honra da ONU-Habitat, considerada a mais prestigiada premiação mundial na área de habitação sustentável.

AÇÃO INVERNO – As obras do Programa Parceria integram a Ação Inverno 2026, que contará com investimento recorde de R$ 381,8 milhões. O conjunto de ações inclui obras estruturadoras para redução de alagamentos, limpeza de canais, intervenções de micro e macrodrenagem e contenção de encostas, realizadas ao longo de todo o ano.

Do orgulho ao esquecimento: o destino do Clube Campestre Afogadense

Por Rinaldo Remígio*

Há obras que se constroem com cimento, ferro e esforço. Outras, porém, nascem de algo mais nobre: visão, propósito e compromisso com o bem comum. O Clube Campestre Afogadense pertence a essa segunda categoria.

Erguido em 1982, não foi fruto do acaso. Foi concebido por homens de visão — homens livres e de bons costumes — que compreenderam, ainda àquela época, que uma cidade não se sustenta apenas pelo comércio ou pela política, mas também pelos espaços de convivência, onde famílias se encontram, amizades se fortalecem e a vida social floresce com dignidade.

O Campestre nasceu grande. Nasceu com propósito.

Ali, não se construíram apenas paredes, mas memórias. Quantos encontros, quantos risos, quantas celebrações ficaram impregnadas naquele chão? Quantas famílias ali escreveram capítulos inteiros de suas histórias? Eu mesmo guardo lembranças das minhas visitas: almoços, eventos sociais, momentos simples — e, por isso mesmo, grandiosos — que davam sentido à convivência comunitária.

Era mais do que um clube. Era um ponto de encontro da alma afogadense.

Hoje, porém, ao nos aproximarmos de seus portões — danificados, fragilizados — o que encontramos não é apenas o desgaste do tempo. É um silêncio que incomoda. Um silêncio que fala alto. Um silêncio que ecoa abandono.

E dói.

Dói saber que aquele espaço, outrora vibrante, hoje vê o mato avançar sobre áreas valiosas, especialmente nas proximidades da Barragem de Brotas. Ali, onde ainda se respira ar puro, onde a natureza insiste em mostrar sua força, permanece latente um potencial extraordinário — à espera, talvez, de mãos que cuidem, de olhares que se importem, de decisões que resgatem.

Porque a natureza resiste. Mas o patrimônio humano precisa de zelo.

É preciso, antes de tudo, fazer justiça àqueles que sonharam e realizaram. Os fundadores do Campestre não pensaram pequeno. Não ergueram um espaço qualquer. Criaram um ambiente de convivência familiar, de lazer saudável, de integração social — algo que, para uma cidade do porte de Afogados da Ingazeira à época, representava ousadia, organização e espírito coletivo.

Esse legado não pode ser negligenciado.

Aos atuais dirigentes e permissionários, cabe uma responsabilidade que vai além da gestão administrativa. Cabe-lhes a guarda de um patrimônio que, embora juridicamente privado, é, na prática, parte da memória coletiva da cidade. Cuidar do Campestre não é apenas manter uma estrutura — é preservar uma história.

E história não se reconstrói depois de perdida.

Não se trata aqui de crítica vazia, mas de um chamado à responsabilidade. Manutenção não é custo — é investimento na permanência. Conservação não é obrigação burocrática — é compromisso moral com o passado e com o futuro.

Afogados da Ingazeira já foi protagonista — e ainda pode ser. No comércio, nos esportes, na educação, construiu uma trajetória respeitável no Vale do Pajeú. Mas cidades que deixam seus espaços simbólicos à deriva correm o risco de perder, pouco a pouco, sua identidade.

Recentemente, ao visitar a AABB, ainda se percebe algum esforço de resistência — iniciativas pontuais, tentativas de manter viva uma estrutura que também enfrenta desafios. Mas, ao mesmo tempo, nota-se a ausência de uma presença institucional mais forte, de uma articulação mais ampla que sustente esses espaços ao longo do tempo.

E o Campestre precisa disso.

Precisa de gestão. Precisa de cuidado. Precisa, sobretudo, de compromisso.
A sociedade afogadense — os que estão e os que partiram, mas não esqueceram — também tem seu papel. É hora de olhar novamente para esse patrimônio. De provocar debates. De estimular parcerias. De buscar caminhos que respeitem sua natureza jurídica, mas que não o condenem ao esquecimento.

Porque uma cidade que abandona seus espaços de convivência, aos poucos, abandona a si mesma.

E o Campestre…

o Campestre não pode ser reduzido a ruínas de lembranças.

Ele ainda pode — e deve — voltar a ser palco de encontros, risos e histórias.

Basta que o silêncio seja interrompido.

E que a responsabilidade fale mais alto.

*Professor universitário aposentado, administrador, contador, mestre em economia.

Tuparetama: Culturama atrai grande público em noite dedicada ao forró, poesia e aboio

A noite de sábado em Tuparetama foi marcada por grande público com a realização do 1° Culturama de 2026, promovido pelo Governo de Tuparetama, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes. O evento reuniu uma multidão na Churrascaria da Academia das Cidades, em uma noite que destacou a força e a identidade da cultura regional.

A programação teve início com Ramon Farias, levando ao palco o melhor do forró. Em seguida, o jovem revelação do forró e da poesia pajeuzeira, Luis Barbinha, entregou um dos momentos mais aguardados da noite, quando subiu ao palco e encantou com seu talento e canções conhecidas do público.

Na sequência, Paulo Barba e Jairinho — Os Gringuilinhos da Serrinha —, dupla reconhecida no aboio nordestino, apresentaram seu repertório, reforçando a tradição e a identidade cultural da região.

O prefeito Diógenes Patriota ressaltou a importância do evento para o fortalecimento da cultura no município. “Ver esse espaço cheio, com o nosso povo prestigiando os artistas da terra, mostra que estamos no caminho certo, valorizando nossas raízes e incentivando a cultura local”, afirmou.

Governadora Raquel Lyra decreta situação de emergência em 27 municípios atingidos pelas chuvas

A governadora Raquel Lyra decretou, neste sábado (2), situação de emergência em 27 municípios afetados pelas fortes chuvas. O documento está publicado em edição extra do Diário Oficial, com prazo de 180 dias. O decreto é importante para acelerar a execução de ações emergenciais e solicitação de apoio e investimentos ao governo federal. O anúncio também foi feito aos prefeitos dos municípios atingidos durante reunião virtual na tarde deste sábado. No encontro, com a participação do diretor do Departamento de Restabelecimento e Reconstrução da Defesa Civil Nacional, Paulo Falcão, também foram apresentadas pela governadora as ações estaduais na assistência às famílias impactadas. Participaram da reunião prefeitos da Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata Norte.

“Conversamos com os prefeitos e prefeitas de cidades afetadas, o Estado está decretando situação de emergência para poder a gente continuar apoiando os municípios no restabelecimento da normalidade e buscar junto ao governo federal investimentos para as ações. Também debatemos com os prefeitos o passo seguinte. Primeiro era o resgate e salvamento das pessoas que estavam afetadas pelas chuvas, foram mais de 800 resgates feitos pelo Corpo de Bombeiros junto com a Defesa Civil e os municípios. Agora ajuda humanitária acontecendo, distribuição de colchões, mantimentos, apoio, abertura de escolas para colocar os desabrigados”, declarou a governadora Raquel Lyra.

O decreto de situação de emergência também considera que os habitantes dos municípios afetados não têm condições satisfatórias de superar os danos e prejuízos provocados pelas inundações. Outros municípios ainda podem ter estado de emergência reconhecido pelo Governo do Estado após novas avaliações.

Na reunião, também foram levantados pelos prefeitos alguns danos causados pelas chuvas em suas cidades para poder receberem apoios nas ações de reconstrução. “Gostaria de agradecer ao apoio do governo estadual a Timbaúba, incluindo envio de um helicóptero para resgatar pessoas isoladas na zona rural que precisaram de atendimento. Nossa maior preocupação agora é a zona rural e os distritos sem acesso à cidade”, contou o prefeito de Timbaúba, Marinaldo Rosendo.

Até o momento, o Corpo de Bombeiros já realizou o resgate de 807 pessoas. A Defesa Civil do Estado já registrou 1601 pessoas desabrigadas e 1389 pessoas desalojadas. O Governo do Estado, por meio da Defesa Civil, já destinou a municípios afetados 1354 colchões, 2158 lençóis, 504 kits de limpeza e 404 kits de higiene.

Confira a lista dos municípios em situação de emergência:

1 – Abreu e Lima
2 – Aliança
3 – Araçoiaba
4 – Buenos Aires
5 – Camaragibe
6 – Goiana
7 – Glória do Goitá
8 – Igarassu
9 – Ilha de Itamaracá
10 – Ipojuca
11 – Itambé
12 – Itapissuma
13 – Jaboatão dos Guararapes
14 – Limoeiro
15 – Moreno
16 – Nazaré da Mata
17 – Olinda
18 – Passira
19 – Paudalho
20 – Paulista
21 – Pombos
22 – Recife
23 – São Lourenço da Mata
24 – São Vicente Férrer
25 – Timbaúba
26 – Vicência
27 – Vitória de Santo Antão

Mãe denuncia escola improvisada em garagem na zona rural de Serra Talhada

Por: Farol de Notícias

Na última quinta-feira (30), uma mãe, moradora da comunidade de São João dos Gaias, na zona rural de Serra Talhada, procurou a reportagem do Farol de Notícias para fazer uma denúncia em relação a precariedade na estrutura de ensino ofertada a crianças da educação infantil.

Segundo relatos da responsável, que pediu para ter sua identidade preservada, alunos do Pré-1 e Pré-2 estão tendo aulas em uma garagem improvisada, localizada nas proximidades da escola, sem condições adequadas de funcionamento. Ela também afirma que o problema se arrasta desde o ano passado, quando foi anunciada a construção de duas novas salas de aula na unidade escolar.

A PROMESSA DO GOVERNO
A promessa, segundo a mãe, era de que as obras fossem realizadas durante o período de férias, evitando prejuízos ao calendário letivo. No entanto, o ano letivo começou e a realidade encontrada pelas crianças foi outra.

Sem a ampliação da estrutura, as turmas foram deslocadas para um espaço improvisado. Ainda segundo a denunciante, o local é pequeno, quente e não dispõe sequer de ventilação adequada, o que tem dificultado o aprendizado e o bem-estar dos alunos.

A situação fica ainda pior em momentos como a merenda escolar, já que as crianças precisam se deslocar até o prédio principal da escola para se alimentar. A mãe afirma ainda que embora já tenham buscado a gestão escolar e a Secretaria de Educação, até o momento, nenhuma solução efetiva foi apresentada. Diante disso, os responsáveis cobram providências urgentes e o cumprimento da promessa de construção das salas, garantindo um ambiente digno para o ensino.

Leia o relato na íntegra:
“Desde o ano passado, ou até do ano retrasado, que a prefeita [Márcia Conrado] prometeu fazer duas salas na escola do São João dos Gaias. Disse que ia fazer no final do ano, quando a gente estivesse de férias, mas os meninos começaram a estudar e nada dessas salas saírem. O que acontece é que os alunos estão estudando na garagem de uma casa que fica perto da escola. A garagem é muito pequena, faz muito calor e não tem nem ventilador para as crianças. É turma de pré-1 e pré-2, crianças pequenas. Mal os alunos e a professora conseguem ficar ali dentro, se movimentar. As bancas praticamente ficam uma em cima da outra, mal cabem no espaço.

Minha gente, eles são seres humanos, são crianças. E criança não sabe dizer o que é bom ou ruim. Desde o final do ano passado que a prefeita também tinha prometido resolver essa situação, e até agora nada. Para merendar, eles precisam ir até a escola para lanchar. E ficam nessa situação, sem uma sala adequada. Eu estou falando porque eu vou lá, eu tenho crianças que estudam nessa sala do pré e vi de perto a situação.

Recife solicita ao Governo Federal reavaliar liberação de R$ 475 milhões para construção de contenções de encostas

A Prefeitura do Recife formalizou junto aos ministérios das Cidades e da Casa Civil, um pedido de reavaliação para investir mais de R$ 475 milhões na construção de 35 obras de contenção definitiva de encostas no âmbito do Novo PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) 2025. A solicitação foi feita pelo prefeito Victor Marques, em ofício encaminhado ao Governo Federal. No Novo PAC, a capital pernambucana já inscreveu 38 projetos executivos para construção de grandes e, desse total, três propostas foram aprovadas, somando cerca de R$ 29,6 milhões. Essas intervenções, que têm projetos prontos para iniciar execução mediante liberação de recursos, vão proteger diretamente mais de 7,6 mil famílias moradoras dos bairros da Guabiraba, Cohab, Passarinho, Várzea, Água Fria, entre outros. Nos últimos cinco anos, foram entregues mais de 6 mil intervenções nas áreas de morro em toda a cidade. Diante da vulnerabilidade em função das mudanças climáticas, e em decorrência das fortes chuvas, o município reitera o pleito para reconsideração do estoque de projetos já aptos a receber verbas federais.

“Acabei de formalizar, junto ao governo federal, por meio do Ministério das Cidades e da Casa Civil, um pedido de reavaliação do Novo PAC 2025. Nesse pedido, a gente inscreveu R$ 475 milhões em proteção de encosta, todos com projetos executivos prontos, espalhados em várias áreas da cidade, como Cohab, Bola na Rede, morros da Zona Norte, entre outras localidades”, explicou o prefeito Victor Marques. “A gente já vem fazendo um trabalho intenso nessa prevenção. São mais de 6 mil obras entregues para a população do Recife, além de várias outras em andamento. É muito importante que, em um contexto como esse, com muita chuva e diversos transtornos, a gente reforce os trabalhos e a união com o povo. Quanto mais esforço e mais obras, melhor para a população do Recife”, completou.

O Recife dispõe, atualmente, de um banco com 70 projetos para construção de contenções definitivas de encostas já estruturados e aptos para execução imediata. Desse total, 38 intervenções são classificadas como de risco R3 (alto risco) e 32 como R4 (risco muito alto), concentrando-se em áreas de morro historicamente vulneráveis a deslizamentos. O pacote completo representa um investimento estimado em R$ 550 milhões.

As obras de contenção incluem soluções estruturais, como construção de muros de arrimo, drenagem, revestimento de taludes e implantação de escadarias. Essas intervenções são fundamentais para mitigar e/ou eliminar pontos de riscos, além de promover melhorias na infraestrutura urbana e na mobilidade das comunidades atendidas.

No ofício encaminhado ao Governo Federal, a Prefeitura do Recife reforça que os projetos inscritos já passaram por etapas técnicas e estão prontos para execução, dependendo da viabilização financeira por parte do governo federal. A administração municipal também destaca que a ampliação do apoio do PAC permitiria dar continuidade a uma política pública estratégica para prevenção de desastres e proteção de vidas.

MAIS DE 6 MIL OBRAS NOS MORROS ENTREGUES – Nos últimos cinco anos, a Prefeitura do Recife entregou mais de 6 mil obras em áreas de morro em toda a cidade, desde grandes contenções coletivas a serviços do Programa Parceria, protegendo mais de 70 mil pessoas diretamente. Somente na construção de contenções coletivas, já foram entregues 154 barreiras, representando um investimento de R$ 274,6 milhões, e beneficiando diretamente mais de 18 mil pessoas. Atualmente, outras 20 intervenções desse porte estão em andamento, somando outros cerca de R$ 172 milhões em investimentos, com impacto direto para cerca de 7 mil moradores.

A Prefeitura do Recife também entregou mais de 5,5 mil obras do Programa Parceria e outras 395 estão em andamento. Já no que se refere à aplicação de geomanta, foram concluídas concluiu cerca de 140 intervenções desse porte na cidade, protegendo mais de 5 mil pessoas. Ao todo, foram investidos mais de R$ 17,8 milhões com essa tecnologia.

Em encontro com Defesa Civil Nacional, governadora Raquel Lyra confirma reunião com prefeitos

Dando continuidade às ações do Governo de Pernambuco em consequências das chuvas que atingem o estado, a governadora Raquel Lyra comandou, neste sábado (02), mais uma reunião de acompanhamento da situação, ao lado de secretários estaduais, representantes de órgãos do Governo de Pernambuco e do diretor do Departamento de Restabelecimento e Reconstrução da Defesa Civil Nacional, Paulo Falcão. O monitoramento hoje teve início no começo da manhã coordenado pela vice-governadora Priscila Krause.

Durante o encontro, em conjunto com a Defesa Civil Nacional, a gestora anunciou que o Governo de Pernambuco realizará, ainda na tarde deste sábado, uma reunião virtual com os prefeitos dos municípios atingidos. O objetivo é fazer um levantamento detalhado dos danos causados pelas chuvas, fortalecer a assistência humanitária às famílias afetadas e acelerar a execução de ações emergenciais realizadas pelo Estado.

O Corpo de Bombeiros fez o resgate de 525 pessoas. Cinco mortes foram registradas. Neste sábado foi confirmada a morte de uma criança de um ano e seis meses, resgatada do desabamento de barreira em Dois Unidos, Zona Norte do Recife. A governadora expressou sua solidariedade às famílias das vítimas. “Como mãe, mulher, cidadã e governadora, manifesto minha solidariedade às famílias das cinco vítimas fatais das fortes chuvas de ontem, na Região Metropolitana. Que Deus conforte o coração de todos neste momento tão difícil”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

INVESTIMENTOS – “Estamos fazendo ações conjuntas com as prefeituras desde ontem e nosso governo está nos territórios trabalhando. Os investimentos são permanentes: estruturamos a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros. Hoje são 26 botes de salvamento, quando no passado eram quatro. Em três anos, o Governo de Pernambuco ampliou investimento em obras de encostas de R$ 1 milhão para R$ 444 milhões”, completou a governadora.

“Estamos aqui para auxiliar o Governo de Pernambuco e os municípios atingidos. Vamos identificar os danos, alinhar e orientar os pleitos que forem necessários juntamente com a Defesa Civil Nacional. Vamos manter aqui a nossa equipe o tempo que for necessário, para auxiliar no que for preciso”, disse Paulo Falcão.

João Campos reúne prefeitos e anuncia que vai pedir a Lula recursos para projetos de prevenção às chuvas em municípios afetados

O pré-candidato a governador de Pernambuco João Campos (PSB) articulou, neste sábado (2), uma videoconferência entre o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, e sete prefeitos da Região Metropolitana e da Zona da Mata atingidos pelas chuvas. Na ocasião, o ex-prefeito do Recife se comprometeu a solicitar ao presidente Lula (PT) a liberação de recursos para obras de prevenção ao impacto das mudanças climáticas que dependem de investimentos do Novo PAC. A reunião foi conduzida a partir de Goiana, na Mata Norte, cidade que concentrou mais de 200 milímetros de chuva nas últimas 48 horas.

“Ontem tive a oportunidade de falar com o presidente Lula, com o ministro Waldez Góes, e explicamos a situação que estava acontecendo aqui na Mata Norte e na Região Metropolitana. A gente vai consolidar tudo o que os municípios solicitaram e que tem cadastro já realizado no PAC para eu levar ao presidente Lula e pedir uma ação diante disso. Algumas coisas estão fora da alçada da Defesa Civil, mas, a partir do momento em que o registro e o cadastro são feitos, que há o decreto de emergência e um protocolo aberto, a gente sabe a sensibilidade do presidente Lula para poder autorizar essas intervenções junto ao PAC”, destacou.

João Campos defendeu essa articulação como fundamental para que, além do suporte de emergência, os municípios conquistem recursos federais para obras de caráter preventivo, que demandam projetos estruturantes e volumes maiores de investimentos. O pré-candidato a governador valorizou ainda a parceria com o presidente Lula em contraponto à falta de apoio na gestão federal anterior, como ele próprio vivenciou, na condição de prefeito do Recife, em 2022, em meio a chuvas históricas na capital.

“Nós não contamos com nenhum tipo de solidariedade institucional do Governo Federal, nenhuma governança montada naquele momento, nenhuma ajuda, nenhuma ligação de solidariedade. E eu queria dar o testemunho da diferença que é. O presidente Lula, com 30 segundos de ligação, ele atendeu. Com dois minutos, o ministro Waldez retornou, o secretário Wolnei ligou e hoje a gente está aqui fazendo reunião, à tarde já tem reunião, à noite já vamos ter os planos de trabalho. A gente tem que saber reconhecer quem faz o bom dever. Então, quero deixar o meu abraço aos prefeitos, me solidarizar a eles e agradecer a pronta disposição da Defesa Civil nacional”, declarou.

O prefeito de Goiana, Marcilio Régio, agradeceu a articulação de João Campos e relatou a situação crítica do município em decorrência do aumento do nível de rios como o Goiana, o Tracunhaém e o Tracunhaém-Mirim. “Tivemos mais de 220 milímetros de chuvas, tivemos alagamentos nos distritos e nas praias, o Rio Goiana subiu e afetou mais de 600 famílias. A situação de Goiana é muito difícil”, relatou.

Também participaram da videoconferência os prefeitos do Recife, Victor Marques, de São Lourenço da Mata, Vinicius Labanca, de Abreu e Lima, Flávio Gadelha, de Ipojuca, Carlos Santana, de Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto Arruda, e de Timbaúba, Marinaldo Rosendo. Após a reunião, ao lado do prefeito Marcilio, João Campos percorreu localidades atingidas pela cheia dos rios da região e conversou com pessoas desabrigadas e profissionais que estão na linha de frente.