Muito além de uma corrida, o evento vem promovendo um verdadeiro resgate histórico, cultural e afetivo, mexendo diretamente com o sentimento dos atletas, dos veteranos fundadores da Festa Universitária, dos amantes da poesia, da arte e da cultura popular, além de mobilizar os poderes públicos e a sociedade para além das cinco cidades que compõem a jurisdição da OAB Subseccional São José do Egito.
A proposta da Presidência e Comissão de Cultura e Arte da OAB conseguiu unir esporte, memória, pertencimento e identidade cultural em um percurso totalmente imersivo, transformando as ruas da Terra da Poesia em um grande palco vivo da história egipciense.
E tudo começa de forma marcante.
A largada, às primeiras horas da manhã, já anuncia que esta não será uma corrida comum. O som da Banda Cícero Davi, acompanhado pelo grupo de bacamarteiras mulheres de Solidão, abrirá oficialmente a programação da Festa Universitária em uma alvorada carregada de simbolismo, emoção e tradição.
Ao longo do percurso, cada trecho contará uma parte da história de São José do Egito.
No Pátio da Feira , espaço que também marcou antigas edições da Festa Universitária, estarão presentes elementos tradicionais da cultura popular, como a Burrinha, o Boi de Severo, Cícero do Pífano e banda, ao lado dos veteranos fundadores da festa.
No Monumento ao Poeta , as Severinas ganham voz em mais um ponto cultural, juntamente com um dos símbolos afetivos da Festa Universitária: o tradicional carro da Pitu, elemento que atravessou gerações e permanece vivo na memória coletiva dos egipcienses.
No cruzamento da casa de Dona Alila com a de Mário Gomes, a nova geração da poesia e da música se encontra com os veteranos da festa em mais um ponto de celebração cultural, com apresentações de Ruan e da jovem poetisa Sofia.
O percurso segue até o Restaurante Centenário , onde ocorrerá um dos momentos mais simbólicos da corrida: o resgate do tradicional Festival do Chope, eternizado nas antigas edições da Festa Universitária e que aconteceu também no histórico Bambuzinho — prédio onde hoje funciona a Câmara de Vereadores.
Ali, além das apresentações culturais com Antônio Marinho, Bia e veteranos da festa, os participantes inscritos e identificados com a camisa oficial terão direito a um chope, revivendo uma das experiências mais emblemáticas da memória universitária da cidade.
O clima de resgate continua no Shekos Bar, conhecido como Palco da Cidade, que também integrará este momento histórico do Festival do Chope dentro da Corrida Cultural.
Descendo em direção ao Centro de Inclusão Digital — antigo Ginásio Professor Bernardo Jucá, palco dos Jogos Universitários — os participantes encontrarão mais um ponto carregado de memória, música e emoção, com o sax do advogado e artista Dr. Luís Augusto ecoando entre gerações.
A corrida ainda percorrerá locais históricos como o antigo Cine Teatro, prédio que hoje abriga uma igreja evangélica, reforçando o caráter não apenas esportivo, mas também histórico e afetivo do projeto.
Na sede da OAB, os participantes passarão pelo novo Mural da Poesia, que está sendo implantado como um espaço permanente de valorização da cultura local, reunindo versos de advogados, advogadas, poetas e poetisas integrantes da Comissão de Cultura e Arte.
O espaço também contará com ambiente instagramável e se transformará em mais um ponto turístico e cultural da subseccional.
Na Praça da Bíblia, junto ao letreiro de São José do Egito, outro momento emocionante aguarda os corredores: o projeto Vozes e Versos, com Felipe Emanuel e Fábio Renato, novamente ao lado dos veteranos da Festa Universitária.
E no trecho final, a energia toma conta da Avenida 25 de Agosto, a antiga Rua de Brejinho.
O percurso será conduzido pelo paredão de Henrique Villar e pelo G4 Som da Pegação, transformando a chegada em um verdadeiro espetáculo de ritmo, animação e pertencimento.
Ao final, todos os caminhos levam ao Barracão Universitário, onde atletas, artistas, advogados, estudantes, veteranos e sociedade se reencontram para um grande café da manhã coletivo, encerrando uma manhã histórica para São José do Egito.
A Corrida Cultural da OAB nasce como um projeto pioneiro.
Um evento que não apenas resgata a tradição esportiva da Festa Universitária, mas devolve à cidade parte da sua memória afetiva.
Uma corrida cheia de cultura.
Cheia de arte.
Cheia de poesia.
Cheia de emoção.
Uma corrida onde não se percorrem apenas quilômetros.
Percorre-se história.