
Espaço integra o Centro TEA/Núcleo de Desenvolvimento Integral (NDI) e deve ser concluído até o fim do ano, ampliando a rede municipal de reabilitação para crianças e adolescentes. Prefeito Victor Marques vistoriou equipamento nesta segunda-feira (13)
As obras da área de equoterapia do Hospital da Criança do Recife (HCR) estão em estágio avançado. O espaço vai funcionar dentro do Centro TEA/Núcleo de Desenvolvimento Integral (NDI) e tornará o HCR a primeira unidade pública de saúde do Nordeste a oferecer equoterapia através do Sistema Único de Saúde (SUS). Na manhã desta segunda-feira (13), o prefeito Victor Marques acompanhou o andamento das obras e enfatizou a importância desse serviço gratuito para as crianças da capital pernambucana.
“Essa é a primeira equoterapia de todo o Nordeste do nosso país, uma inovação que a Prefeitura do Recife está fazendo, no mesmo território do Hospital da Criança do Recife, que já é o melhor hospital público do Nordeste. A gente fica muito feliz de trazer essa inovação, principalmente saber que as crianças vão poder fazer um tratamento inovador, muito funcional, reconhecido mundialmente como uma grande terapia, e as crianças recifenses terão esse direito pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, expressou Victor Marques.
A nova estrutura integra um investimento superior a destinado ao Centro TEA/NDI e contará com 1.455,90 m² de área construída, ampliando a infraestrutura hospitalar e de reabilitação do município de acordo com as exigências sanitárias, assistenciais, técnicas e urbanísticas do projeto. A implantação da equoterapia foi incorporada ao Hospital da Criança após diálogos com mães atípicas, que solicitaram a oferta do serviço na rede municipal.
A implantação do NDI também ampliará a linha de cuidado da rede municipal para pessoas com deficiência temporária ou permanente, oferecendo terapias contínuas voltadas ao desenvolvimento de habilidades sensório-motoras, cognitivas e sociais de crianças e adolescentes com transtornos do neurodesenvolvimento e do desenvolvimento neuropsicomotor. Integrado à rede pública de saúde, o núcleo terá capacidade para realizar cerca de 1.800 atendimentos mensais, contando com equipe formada por neuropediatras, psiquiatra infantil, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos e assistentes sociais.
A diretora-geral do Hospital da Criança do Recife (HCR), Ana Vidon, exemplificou como será o serviço de equoterapia na prática. “Nosso papel é contratar os profissionais, manejar os animais que vão fazer o serviço de equoterapia, bem como, administrar o serviço do NDI. O gerenciamento do serviço acontece desde a avaliação global das crianças, quando elas chegarem para serem reguladas, entendendo quais especialidades médicas e multiprofissionais elas vão precisar, além de frequentar sessões de reabilitação para definir todo o plano terapêutico dessa criança, acompanhando desde a admissão no serviço de equoterapia até a definição da alta”, afirmou.
A equoterapia utiliza o cavalo como agente em processos terapêuticos interdisciplinares e funciona como ferramenta complementar no tratamento de crianças e adolescentes com deficiência, favorecendo o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social dos pacientes. As sessões, com duração de uma hora, serão conduzidas por uma equipe multiprofissional formada por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fonoaudiólogos e instrutores especializados em equitação terapêutica. O serviço atenderá pacientes com idades entre 5 e 14 anos.
A zootecnista Monica Hunka, que tem auxiliado a Secretaria de Projetos Especiais do Recife (SEPE) e o Hospital da Criança do Recife na estruturação do serviço, detalhou o impacto da equoterapia nas crianças atendidas. “É uma terapia integrada, que vai trabalhar a interação social, a questão neurológica e motora, englobando o corpo inteiro. É um trabalho que o indivíduo recebe uma assistência em todas as funções do corpo. O plano terapêutico dele vai ser estudado por uma equipe interdisciplinar, que vai dar assistência que ele mais necessita e a partir dessa análise ele progride em inúmeros fatores”, explicou.
COMPLEXO DIVIDIDO EM CINCO BLOCOS – O complexo será dividido em cinco blocos. O estábulo abrigará os cavalos, com baias individuais e espaços destinados à alimentação, higienização e aos cuidados veterinários de rotina. O coliseu, totalmente coberto, concentrará as sessões de equoterapia e o treinamento dos animais, que permitirá a realização das atividades independentemente das condições climáticas.
O bloco administrativo reunirá a recepção, as salas de atendimento e os setores de gestão do Centro TEA e do NDI. Já o redondel, será destinado para doma, socialização e avaliação comportamental dos cavalos. O bloco de serviço contará com banheiros, salas de oficina, espaço de convivência, dormitório e copa para motoristas, depósito e sala técnica. Calçadas acessíveis interligarão todos os blocos, garantindo a circulação segura de pacientes, acompanhantes e profissionais.
HOSPITAL CRIANÇA DO RECIFE – O Hospital da Criança do Recife (HCR) Antônio Carlos Figueira foi entregue em abril deste ano, no bairro de Areias, com investimento de aproximadamente R$ 200 milhões oriundos do Ministério da Saúde e da gestão municipal. A unidade atende exclusivamente crianças e adolescentes da capital, com assistência integral pelo SUS, e reúne consultórios de especialidades como Pediatria, Neuropediatria, Psiquiatria Infantil, Ginecologia, Fisiatria e Gastroenterologia.
A estrutura conta ainda com centro de diagnóstico com capacidade para 26 tipos de exames, bloco cirúrgico, 50 leitos de enfermaria, 10 leitos de UTI pediátrica e um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) Tipo III, com sete consultórios. Espaços como escola hospitalar, brinquedoteca e áreas de convivência completam o cuidado humanizado oferecido a pacientes e acompanhantes.
Fotos: Marlon Diego e Renê Batista (aéreas)/Prefeitura do Recife