O ano de 1989 com o retorno das eleições para Presidente da República, sob as bençãos de “Constituinte Cidadã” promulgada no ano anterior é para muitos a volta da democracia. Respeitando todos que pensam dessa forma eu discordo. Para mim o que houve foi um rearrumação do sistema político, com manutenção de privilégios crônicos com a falsa proteção do voto popular.
O que vi nesses trinta e seis anos foi de fato a proliferação de falsos líderes, a manipulação de massas sob orientação de marqueteiros muito bem remunerados com dinheiro público e/ou oriundo de propinas e o aparecimento de uma oposição que não honra o nome. Nos casos de alternância dos “mandarins de plantão” esse grupo tido como oposição provoca baderna, cria obstáculos e chantageia os governantes com práticas que me nego a citar, em respeito as leitoras e as leitoras e leitores desta coluna semanal.
Para ilustrar o significado do termo oposição recorri à Inteligência Artificial – IA, e transcrevo a resposta sem qualquer alteração: “Em política, a oposição refere-se aos partidos ou grupos políticos que se colocam em oposição ao governo em vigor. A oposição tem como função principal criticar e questionar as políticas do governo, apresentar alternativas e fiscalizar a atuação do poder executivo. Além disso, a oposição desempenha um papel importante na defesa da democracia, assegurando que o governo não agilize de forma arbitrária ou que viole os direitos dos cidadãos.”
Na essência seria isto, mas, se destacarmos “apresentar alternativas” e “defesa da democracia” veremos que estes dois deveres são habilmente e propositadamente ignorados pelos que se dizem opositores. Tais posicionamentos ocorrem na União, nos Estados e nos Municípios. Alguns fatores citados pela IA e não destacados às vezes acontecem, contudo, quando mergulhamos nas variáveis que motivaram a ação correta encontraremos respostas impublicáveis. Pobre Brasil, até quando?



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