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Xi Jinping diz que Ormuz deve reabrir em meio a incerteza entre EUA e Irã

CNN – O presidente da China, Xi Jinping, advertiu que o Estreito de Ormuz deve estar totalmente aberto à navegação, em seus comentários mais explícitos sobre a via, enquanto os Estados Unidos e o Irã permanecem em desacordo sobre a circulação de navios no Golfo.

“O Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação normal, o que serve aos interesses comuns dos países da região e da comunidade internacional em geral”, declarou Xi durante uma ligação telefônica com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman nesta segunda-feira (20), segundo a emissora estatal chinesa CCTV.

O líder chinês reiterou o apelo de Pequim por um cessar-fogo para pôr fim às hostilidades e pediu “todos os esforços que contribuam para a restauração da paz”.

A apreensão, pelos EUA, de um navio cargueiro com bandeira iraniana no Golfo de Omã, no domingo (19), colocou em dúvida a segunda rodada de negociações de cessar-fogo entre Teerã e Washington.

Os comentários de Xi Jinping são o mais recente sinal de urgência na mensagem de Pequim sobre a necessidade de pôr fim ao conflito. O líder chinês anunciou na semana passada uma proposta de quatro pontos para a paz no Oriente Médio.

A economia chinesa tem se mantido relativamente protegida dos choques de preços globais, graças às grandes reservas de petróleo e gás, mas começou a sentir os efeitos do aumento dos custos de energia em toda a economia. A China é a maior compradora de petróleo bruto iraniano.

Impasse no Estreito de Ormuz

Desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Teerã restringiu a passagem para quase todas as embarcações pelo Estreito de Ormuz, afirmando que a navegação só seria permitida sob controle iraniano e mediante o pagamento de uma taxa.

A via marítima é uma das mais importantes do mundo, por onde passa quase um quinto do petróleo e gás mundial.

Após a falha da tentativa de negociação, com o objetivo de pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã, o presidente Donald Trump anunciou que as forças americanas bloqueariam a entrada e saída de navios de portos iranianos, incluindo a passagem pelo Estreito de Ormuz.

Teerã ameaçou atingir navios de guerra que atravessassem o estreito e retaliar contra os portos de seus vizinhos do Golfo, após o anúncio de bloqueio dos americanos.

Após o anúncio de um cessar-fogo de Israel no Líbano, o Irã anunciou a reabertura de Ormuz, mas voltou atrás no sábado (18) acusando os Estados Unidos de violarem termos do cessar-fogo de duas semanas em Teerã.

Trump faz ameaça antes de reunião com Irã: ‘Única razão de estarem vivos é para negociar’

g1 – Às vésperas das negociações para encerrar a guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã dizendo que eles “só estão vivos hoje para negociar” e ameaçou reagir caso as conversas fracassem, enquanto o Irã impôs condições para avançar no diálogo.

Representantes dos dois países se reúnem a partir deste sábado (11), no Paquistão, em meio a um cessar-fogo frágil — que Teerã afirma já ter sido violado por seus rivais, incluindo Israel.

Trump afirmou nesta sexta-feira (10) que o Irã não tem poder de negociação real e disse que o país só continua existindo para negociar.

“Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, além de uma extorsão de curto prazo ao mundo por meio do uso de vias navegáveis internacionais. A única razão de ainda estarem vivos hoje é para negociar!”, afirmou na rede social Truth Social.

O presidente dos EUA também disse que o Exército do país está “carregando os navios com as melhores munições” caso as negociações de paz com o Irã fracassem. A fala aconteceu em uma entrevista ao jornal norte-americano “The New York Post”.

“Vamos descobrir em breve, em cerca de 24 horas”, disse ao ser questionado pelo jornal se acreditava que as negociações seriam bem-sucedidas.

“Estamos reiniciando tudo, carregando os navios com as melhores munições, as melhores armas já feitas —ainda melhores do que as que usamos antes, e com as quais os destruímos completamente. (…) E, se não tivermos um acordo, vamos usá-las de forma muito eficaz”, afirmou.

Trump afirmou também que os iranianos “são melhores em lidar com a imprensa de fake news e com ‘relações públicas’ do que em lutar”.

Ao “NY Post”, ele disse que negociar com o regime iraniano é “lidar com pessoas sobre as quais não sabemos se dizem a verdade”. Ele também acusou Teerã de contradizer alegações sobre enriquecimento de urânio e armas nucleares nos âmbitos público e privado.

Já o Irã impôs condições para negociar.

Nesta sexta (10), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse que os EUA devem cumprir os compromissos, incluir o Líbano no cessar-fogo e interromper os ataques israelenses contra o país, segundo a mídia estatal iraniana.

A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, afirmou que as conversas marcadas para sábado não aconteceriam a menos que Israel interrompesse seus ataques no Líbano.

Além disso, um alto representante do Irã afirmou nesta sexta-feira (10) que as negociações com os EUA não podem começar enquanto ativos iranianos bloqueados no exterior não forem liberados.

“Duas das medidas acordadas entre as partes ainda não foram implementadas: um cessar-fogo no Líbano e a liberação dos ativos iranianos bloqueados antes do início das negociações. Essas duas questões precisam ser cumpridas antes que as negociações comecem”, disse o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em uma publicação no X.

Mais cedo nesta sexta, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, que vai participar das conversas em Islamabad, no Paquistão, falou sobre o encontro em um tom um pouco mais positivo.

“Estamos ansiosos pela negociação. Acho que será positiva. Veremos, é claro, como disse o presidente dos Estados Unidos, se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa fé, e certamente estaremos dispostos a estender a mão. Se eles tentarem nos enganar, descobrirão que a equipe de negociação não é tão receptiva”, declarou Vance.

Vance disse ainda que Donald Trump passou aos negociadores “diretrizes bem claras” para as tratativas, mas não especificou quais.

Trump chama Otan de covarde por falta de apoio na guerra no Oriente Médio

CNN – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou os aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na sexta-feira (20) por sua falta de apoio à guerra EUA-Israel contra o Irã, chamando os aliados de longa data dos EUA de “covardes”.

“Sem os EUA, a OTAN É UM TIGRE DE PAPEL!”, disse Trump em uma publicação nas redes sociais.

Trump tem pedido a importantes aliados dos EUA e a outros países, nenhum dos quais foi consultado ou assessorado sobre a guerra, que ajudem a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. O conflito abalou os mercados globais, matou milhares e deslocou milhões desde que os ataques entre EUA e Israel começaram em 28 de fevereiro.

O presidente dos EUA reclamou que os países da Otan não queriam se juntar à luta contra o Irã, mas ainda assim reclamam dos altos preços do petróleo.

“Agora que a luta foi VENCIDA militarmente, com muito pouco perigo para eles, reclamam dos altos preços do petróleo que são obrigados a pagar, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, uma simples manobra militar que é a única razão para os altos preços do petróleo. Tão fácil para eles fazerem isso, com tão pouco risco”, escreveu ele.

“COVARDES, e nós nos LEMBRAREMOS!”

Vieira tenta barrar que EUA classifiquem PCC e CV como terroristas; temor é de ação militar americana no Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na noite desse domingo (8), para tratar sobre a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington.

Lula pretende fazer uma visita oficial à Casa Branca, para se reunir com o presidente Donald Trump. A ideia inicial era que o encontro ocorresse neste mês de março, mas diante da dificuldade de agendas, uma data ainda não foi acertada.

Segundo fontes do governo ouvidas pela GloboNews, além da viagem, Vieira também colocou em pauta outra questão importante para o governo brasileiro: evitar que os Estados Unidos classifiquem facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vemelho (CV), como Organizações Terroristas Estrangeiras.

Em caráter reservado, diplomatas mencionam o temor de que os Estados Unidos utilizem o combate ao narcotráfico e a classificação de grupos como terroristas para justificar operações militares na região.

Fontes ligadas ao governo Trump que atuam no Brasil confirmam que a ideia é encabeçada por Marco Rubio e está bem avançada. A proposta deve, nos próximos dias, ser levada ao Congresso para ratificação.

O debate no governo americano sobre designar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas não é novo. Mas, ganhou novas nuances após o ataque militar dos Estados Unidos na Venezuela, em janeiro deste ano (entenda mais abaixo).

Conforme a legislação norte-americana, governo dos Estados Unidos possui mecanismos legais e políticas ativas que permitem intervenção, incluindo o uso de força militar e operações unilaterais, contra organizações designadas como terroristas estrangeiras.

O Secretário de Estado, em consulta com o Departamento de Justiça e Tesouro, pode designar grupos como terroristas, permitindo sanções financeiras, restrições de imigração e ação militar.

Sob a gestão de Donald Trump, o governo norte-americano tem incluído cartéis de drogas na América Latina na lista. Com isso, autoriza o Pentágono a usar força militar contra eles, inclusive, de forma unilateral.

Essas ações permitem o uso de inteligência e capacidades militares do Departamento de Defesa para atacar grupos considerados “narcoterroristas”.

Trump sobre instalações militares do Irã: “Praticamente tudo foi destruído”

O presidente Donald Trump elogiou a operação militar dos Estados Unidos no Irã e disse que “praticamente tudo foi destruído” ao se referir às instalações militares iranianas.

Trump: Previmos até cinco semanas de guerra, mas podemos ir além

CNN – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças americanas projetaram de “quatro a cinco semanas” de guerra com o Irã, mas que podem ir além disso.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Suprema Corte dos Estados Unidos anula grande parte do tarifaço de Trump

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta sexta-feira (20), que o presidente Donald Trump excedeu sua autoridade ao impor uma série de tarifas que prejudicaram o comércio global.

A decisão bloqueia uma ferramenta fundamental que o presidente vinha utilizando para implementar sua agenda econômica e diplomática.

A Suprema Corte, de maioria conservadora, decidiu por 6 votos a 3 que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) “não autoriza o presidente a impor tarifas”.

Esta decisão diz respeito às tarifas alfandegárias apresentadas como “recíprocas” por Donald Trump, mas não às aplicadas a setores específicos como automotivo, aço ou alumínio.

Trump já havia começado a usar tarifas durante seu primeiro mandato (2017-2021) como instrumento de pressão e negociação, mas ao voltar ao poder em janeiro de 2025 anunciou imediatamente que passaria a usar a IEEPA para impor novos impostos a praticamente todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos.

Além das tarifas por motivos comerciais, Trump promulgou tarifas alfandegárias especiais para parceiros importantes como México, Canadá e China devido aos fluxos de drogas ilícitas e à imigração.

Trump também utilizou a IEEPA para pressionar países em guerra e se vangloriou depois de ter conseguido resolver oito longos conflitos internacionais em 2025, por exemplo entre a Tailândia e o Camboja, graças à ameaça de tarifas.

“Se o Congresso tivesse a intenção de conferir o poder distinto e extraordinário de impor tarifas” por meio da IEEPA, “teria feito isso de forma explícita, como tem feito sistematicamente em outros estatutos tarifários”, explica a alta corte.

A decisão da Suprema Corte confirma sentenças anteriores de tribunais inferiores, segundo as quais as tarifas que Trump impôs com base na IEEPA eram ilegais.

Lula diz esperar que Delcy Rodríguez dê “conta do recado” na Venezuela

O presidente Lula disse esperar que a Delcy Rodríguez, a presidente interina da Venezuela “dê conta do recado” e reafirmou que cabe ao povo venezuelano encontrar uma solução para o país Lula comentou sobre a Venezuela durante viagem ao Panamá, onde participará do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe.

“Chega de ordens de Washington”, diz presidente interina da Venezuela

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste domingo (25) que já está farta das ordens de Washington, enquanto trabalha para unificar o país após a captura do ex-líder Nicolás Maduro pelos EUA no início do mês.

Trump diz que não usará força para conseguir Groenlândia e exige negociação

“As pessoas pensaram que eu usaria a força, mas eu não preciso usar a força”, declarou Trump na reunião anual do Fórum Econômico Mundial, na Suíça. “Eu não quero usar a força. Eu não usarei a força.”

Trump fez os comentários em um discurso econômico que foi ofuscado pelo desgaste das relações transatlânticas e pelas tensões com a Europa devido à sua pressão para adquirir a Groenlândia.

Ele minimizou a questão, chamando-a de um “pedido pequeno” por um “pedaço de gelo” e afirmando que a aquisição não representaria uma ameaça à aliança da Otan, que inclui a Dinamarca e os Estados Unidos.

“Nenhuma nação ou grupo de nações está em posição de garantir a segurança da Groenlândia, a não ser os Estados Unidos“, afirmou ele, acrescentando: “Estou buscando negociações imediatas para discutir novamente a aquisição da Groenlândia pelos Estados Unidos.”

Trump, que completou na terça-feira (20) um primeiro ano turbulento no cargo, deverá ofuscar a agenda do Fórum Econômico Mundial, onde as elites globais debatem tendências econômicas e políticas.

Líderes da Otan alertaram que a estratégia de Trump para a Groenlândia pode desestabilizar a aliança.

Os líderes da Dinamarca e da Groenlândia propuseram diversas maneiras de aumentar a presença dos EUA no território insular estratégico, que abriga 57 mil pessoas.

“Queremos um pedaço de gelo para a proteção mundial, e eles não vão dar”, disse Trump em seu discurso para um plenário lotado de líderes empresariais e políticos.