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Últimas publicações do quadro “Brasil”

Nos corredores, Moraes demonstra frieza e ignora gravidade da crise

Quem esteve com Alexandre de Moraes nas últimas 48 horas custa a compreender o sentimento do ministro em relação à crise sem precedentes que se instalou no STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo relatos feitos à CNN por colegas, auxiliares e outras fontes próximas ao magistrado, a postura de Moraes é de frieza em relação aos fatos que atingem a Corte e ele próprio.

Recife e Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte propõem expansão do Contrata+Brasil

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, participa, hoje (sexta-feira, 4), às 16 horas, no Recife, da Caravana de Adesão do Contrata+Brasil, plataforma desenvolvida pela Prefeitura do Recife, por meio da Empresa Municipal de Informática (Emprel), e nacionalizada pelo Governo Federal.

A reunião será realizada na Emprel, onde o ministro será recebido pelo prefeito Victor Marques, com a participação de superintendentes e representantes locais da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Correios, INSS, Sebrae e Forças Armadas.

O encontro tem como objetivo discutir as diretrizes da expansão do Contrata+Brasil em âmbito nacional e marca a celebração de novo contrato entre Governo Federal e a Emprel para expansão e evolução tecnológica da plataforma. Ao final da agenda, o ministro Paulo Pereira estará disponível para entrevistas.

Datafolha, 1º turno: Lula, 38%; Flávio Bolsonaro, 33%; Cury, 8%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2%

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (3) foi encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Por Redação g1

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3) mostra como está a disputa pela Presidência da República. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Veja abaixo os números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos.

Lula (PT): 38% (eram 39% em agosto)
Flávio Bolsonaro (PL): 33% (eram 33%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 8% (eram 2%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 5%)
Renan Santos (Missão): 3% (eram 4%)
Romeu Zema (Novo): 2% (eram 3%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Edmilson Costa (PCB): 1% (era 1%)
Rui Costa Pimenta (PCO): 1% (era 1%)
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era 1%)
Clariana Barão (DC): 0 (era zero)
Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero)
Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 6%)
Indecisos: 3% (eram 4%)

Na pesquisa anterior, divulgada em 21 de agosto, Lula (PT) tinha 39%, e Flávio Bolsonaro (PL), 33%. O terceiro colocado era Ronaldo Caiado (PSD), com 5%. Depois, vinham Renan Santos (Missão), com 4%, Romeu Zema (Novo), com 3%, e Augusto Cury (Avante), com 2%.

Segundo o Datafolha, a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro no 1º turno é a mais curta desde a primeira quinzena de maio deste ano, quando o petista marcava 38%, ante 35% do adversário.

Cenário com Pablo Marçal
O Datafolha testou dois cenários de 1º turno, um deles com Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível por causa de uma condenação na Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai decidir ainda se ele pode ou não concorrer.

Veja os números do cenário com Marçal:

Lula (PT): 39% (eram 39% em agosto)
Flávio Bolsonaro (PL): 32% (eram 32%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 7% (eram 2%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 5%)
Renan Santos (Missão): 4% (eram 4%)
Romeu Zema (Novo): 2% (eram 3%)
Pablo Marçal (PRTB): 2% (eram 2%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era 1%)
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era 1%)
Clariana Barão (DC): 0 (era zero)
Edmilson Costa (PCB): 0 (era 1%)
Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero)
Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 7%)
Indecisos: 3% (eram 4%)

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-03669/2026.

Mendonça retira sigilo de ação sobre Vorcaro e Moraes

CNN – O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou nesta terça-feira (1º) o sigilo sobre a ação que apura mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e o ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

Campanhas de rivais tratam alta de Augusto Cury como “voo de galinha”, mas veem riscos

CNN – O crescimento do candidato do Avante à sucessão presidencial, Augusto Cury, é reflexo de um eleitor desanimado com o pleito deste ano.

Jornalista Carlos Monforte morre aos 77 anos; ele foi um dos primeiros âncoras da TV brasileira

Por O GLOBO — Rio de Janeiro

O jornalista Carlos Monforte morreu nesta segunda-feira (21), aos 77 anos. Com uma carreira de mais de quatro décadas, ele foi um dos pioneiros do modelo de âncora no telejornalismo brasileiro e teve passagens por alguns dos principais noticiários da Globo. Monforte estava em tratamento contra um câncer.

Nascido em Santos, Monforte começou a trabalhar como repórter no jornal A Tribuna antes mesmo de concluir a faculdade de Jornalismo. Formado em 1972, passou pela Secretaria de Obras do Estado de São Paulo e, entre 1973 e 1978, foi repórter especial de O Estado de S. Paulo. Nesse período, fez cursos de aperfeiçoamento na Universidade de Navarra, na Espanha, e na Fundação Beauve Marie, na França.

Monforte chegou à Globo em 1978, convidado por profissionais da redação da emissora em São Paulo. Começou como repórter local e participou de coberturas para o Jornal Nacional e o Fantástico, entre elas as greves dos metalúrgicos do ABC paulista. A adaptação à televisão, segundo ele próprio, exigiu aprendizado.

— Foi um susto. Eu confesso que tive de passar dois anos para aprender televisão — contou o jornalista ao recordar o início na emissora, segundo o Memória Globo.

Em 1982, assumiu a editoria de Política do Jornal da Globo e passou a apresentar o Bom Dia São Paulo. No ano seguinte, com a criação do Bom Dia Brasil, tornou-se editor-chefe e apresentador do telejornal, permanecendo à frente do programa por nove anos. Na época, o noticiário tinha foco principalmente em política e economia e chegou a realizar centenas de entrevistas com políticos e empresários.

Alckmin se solidariza com João Campos após revelação de “gabinete do ódio” supostamente ligado ao Governo Raquel Lyra

Em meio à grande repercussão nacional do caso do servidor federal que confessou receber recursos públicos do Governo do Estado para coordenar perfis de ataques a Campos, vice-presidente reafirmou compromisso com uma campanha limpa

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), divulgou, neste sábado (29), uma mensagem de apoio ao candidato ao Governo de Pernambuco pela Frente Popular, João Campos (PSB), sobre a revelação, por parte da imprensa nacional, do “gabinete do ódio” operado de dentro do Palácio do Campo das Princesas. O fato foi confessado em vídeo por um operador do esquema, Amisadai Andrade, ex-sócio do Portal de Prefeitura. A estrutura digital receberia recursos públicos, oriundos de verbas de publicidade, para atacar o líder da Frente Popular em páginas de notícias e perfis em redes sociais.

“João Campos, você tem o meu apoio e a minha solidariedade contra essa rede de ódio revelada pela imprensa nacional. Vamos em frente, fazendo uma campanha limpa como você faz. Estamos juntos, em Pernambuco e no Brasil, com João Campos”, diz Alckmin.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB), e o ex-ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), também manifestaram solidariedade a João Campos após a revelação do esquema de ataques nas redes.

O caso do “gabinete do ódio” ganhou destaque nacional após matéria publicada na última terça-feira (25) pela TV Record. Nela, Amisadai revela ter sido chamado para o Palácio do Campo das Princesas pela governadora Raquel Lyra para, nas palavras dele, comandar uma estrutura digital dedicada a “desidratar” João Campos na internet. O esquema teria sido “encomendado” ainda em 2024, quando João foi reeleito prefeito do Recife com votação histórica de 78%, a maior vitória já registrada na capital.

Amisadai foi exonerado por Raquel Lyra na manhã da quarta-feira (26), menos de 12 horas após a exibição da matéria pela Record. Nesse mesmo dia, após a governadora negar qualquer contato com o servidor, o portal Metrópoles divulgou documentos oficiais do Palácio do Campo das Princesas que mostram entradas de Amisadai para reuniões no local.

Na última quinta-feira (27), os advogados da Frente Popular de Pernambuco anunciaram o ingresso, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra o que consideram abusos políticos e econômicos por parte da atual gestão do Governo do Estado. Entre eles, está o uso da estrutura digital para atacar João Campos. Além disso, o corpo jurídico da coligação também afirmou que realizaria denúncias ao Ministério Público Estadual (MPPE), Controladoria-Geral da União (CGU), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público Eleitoral (MPE).

Lula liga para saber sobre o “gabinete do ódio”

Diário Político/Renata Bezerra de Melo

O presidente telefonou para aliados pernambucanos, querendo entender a ação que João moveu contra Raquel e os desdobramentos

e de ontem, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou aliados, em Pernambuco, para tirar temperatura sobre os últimos episódios referentes ao suposto “gabinete do ódio”, que motivou João Campos a mover ação na Justiça Eleitoral contra a governadora Raquel Lyra.

O líder-mor do PT chegou a tentar um contato inicial com uma liderança pernambucana que estava em voo, impossibilitada de atender. Então, acabou recorrendo, com sucesso, mais uma vez por telefone, a outro integrante da Frente Popular.

Queria se situar e entender o contexto de como a disputa no Estado descambou para o Judiciário. Foi informado sobre os fatos, um passo a passo da situação. Nesta sexta-feira (28), um dia depois de o jurídico da coligação liderada por João Campos anunciar o ajuizamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), entre outras medidas a serem adotadas junto a outros órgãos, foi a vez da governadora recorrer a 16ª Vara Criminal da Capital.

Ela protocolou uma interpelação judicial criminal, com fundamento no art. 144 do Código Penal. O objetivo é pedir explicação pública ao socialista sobre declarações dadas por ele, em vídeo, na última terça (26).

Com a medida, a governadora requer que João Campos identifique, de forma precisa, a quem se referiu e em que fatos se baseou ao proferir declarações públicas atribuindo, a “quem senta na cadeira para governar Pernambuco”, a coordenação de uma suposta “milícia digital” a partir do Palácio do Governo.

Não se trata ainda de queixa-crime nem de pedido de condenação. Também ontem, se dava um movimento no sentido de se definir data para uma agenda de Lula no Estado. Houve sinalização dirigida ao conjunto de João Campos nessa direção.

Lideranças petistas já vinham comentando internamente, na campanha, que as vaias dirigidas ao chefe do Planalto durante a convenção da governadora haviam alterado a leitura do cenário pernambucano.

Em outras palavras, a aposta eventual dele num palanque duplo teria perdido força a partir do fato. O novo capítulo que, agora, se dá no TRE-PE passa a ser outra variável nessa equação.

ExpoCacau promove cadeia produtiva em evento gratuito em Ilhéus

Desta terça-feira (25) até quinta-feira (27), o Centro de Convenções de Ilhéus será palco de produtores, empresas, pesquisadores e instituições com o mesmo objetivo: fortalecer a cadeia produtiva do cacau. A 2ª edição da ExpoCacau conta com patrocínio do Banco do Nordeste (BNB) e reúne inovação, sustentabilidade, capacitação técnica e oportunidades de negócios.

Durante a programação dos três dias, o evento apresentará oficinas, palestras, feira de negócios, demonstrações técnicas e visitas de campo. As ações geram oportunidades de parcerias, acesso a informações sobre técnicas de produção e modernização que impactam diversos segmentos da cacauicultura.

Para Pedro Lima Neto, superintendente do Banco do Nordeste na Bahia, a cacauicultura é importante para a economia do sul baiano, gerando emprego e renda para muitos produtores e famílias da região. “Apoiar a ExpoCacau é, também, destacar o compromisso do Banco com essa cadeia produtiva, aproximando o crédito de quem produz e contribuindo para uma atividade cada vez mais moderna, sustentável e competitiva”, afirma o executivo.

O produtor Antônio Lavigne, que cultiva cacau há 22 anos, reforça a importância do evento para fortalecer a cadeia produtiva do fruto. “A ExpoCacau chegou no ano passado com um perfil muito interessante e positivo. A atividade sempre foi muito carente de eventos para fortalecer a cadeia”, ressalta.

Uma das propostas para essa edição é proporcionar um espaço de acesso a tecnologias, abordando sobre a modernização no campo. Nesse aspecto, Antônio também pontua sobre os impactos das inovações na lavoura. “Entendo que as novas tecnologias, junto com as capacitações, são fundamentais para a evolução da produtividade. Sem um processo de renovação da lavoura, reciclagem da mão de obra e mecanização, não há como evoluir”, completa o produtor.

BNB apresenta na COP17 estratégia de financiamento climático para restaurar a Caatinga e fortalecer a agricultura familiar

O Banco do Nordeste (BNB) assumiu papel de protagonismo nos debates globais sobre resiliência climática durante a COP17 da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), que está sendo realizado até dia 28 em Ulaanbaatar, na Mongólia. No painel “Financiamento Climático para Regiões Semiáridas”, realizado nesta segunda, 24, no Pavilhão Brasil (Blue Zone), o BNB apresentou robustas soluções financeiras voltadas para a sustentabilidade, o combate à desertificação e a preservação do bioma Caatinga.

Com um território sob sua atuação que abrange 1,3 milhão de km² de semiárido e abriga, nesta sub-região, mais de 32 milhões de pessoas, o Banco do Nordeste consolidou-se como o principal agente de financiamento climático da região. Para o ano de 2026, o banco projeta aplicar mais de R$ 5,1 bilhões em sua linha FNE Verde, o que equivale a 9,6% do orçamento total do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). A relevância ambiental da carteira do Banco é histórica: entre 2023 e 2025, 72,43% dos créditos contratados pela instituição foram classificados como de contribuição positiva de natureza social, ambiental e climática, utilizando metodologia baseada na taxonomia verde da Federação Brasileira de Bancos – Febraban.

Três pilares para a convivência com o Semiárido
Durante sua apresentação no painel, o diretor de planejamento do Banco do Nordeste, José Aldemir Freire, explicou que a atuação da instituição na preservação da Caatinga se divide em três frentes estratégicas:

• Financiamento para a prática de agricultura sustentável
• Financiamento para a restauração e preservação do bioma
• Disponibilização de recursos não reembolsáveis para projetos de restauração em pequenas propriedades

Aldemir Freire destacou que, como a Caatinga tem entre 82% e 84% de seus estabelecimentos rurais formados por agricultores familiares, o crédito tradicional muitas vezes enfrenta barreiras, como a falta de regularização fundiária. “Garantir crédito é garantir que essas famílias tenham acesso a práticas adequadas de agricultura capazes de conservar a Caatinga e também de restaurá-la e utilizá-la de maneira sustentável para o seu desenvolvimento familiar e para o desenvolvimento da região”, afirmou o diretor.

Para enfrentar esse desafio, o Banco também estruturou seu Fundo Sustentabilidade. A iniciativa destina recursos não reembolsáveis, provenientes do resultado financeiro da instituição. Os recursos apoiam projetos voltados à mitigação e à adaptação aos impactos de eventos climáticos extremos e de alterações ambientais de longo prazo.

Também são financiadas iniciativas de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e à desertificação, bem como ações de recuperação de áreas degradadas, incluindo reflorestamento com espécies nativas e sistemas agroflorestais. O Fundo apoia também projetos de conservação, preservação e recuperação ambiental, além da proteção e promoção da biodiversidade e dos biomas regionais, entre outras iniciativas.

O BNB conta ainda com o Fundo de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e de Inovação (Fundeci), que aporta recursos não reembolsáveis para pesquisa, inovação e difusão de tecnologias sociais. Como parte de sua estratégia de fortalecimento do desenvolvimento sustentável da região. Os dois fundos somados disponibilizaram cerca de R$ 120 milhões em recursos não reembolsáveis somente nos anos de 2025 e 2026.

Parcerias de impacto e restauração em larga escala
O Banco do Nordeste tem atuado de forma coordenada com parceiros nacionais e internacionais para ampliar o impacto de suas ações de restauração ambiental. Em parceria com o BNDES, o BNB cofinancia editais que já apresentam resultados expressivos:

• Um primeiro edital conjunto de R$ 26 milhões viabilizou 11 projetos que estão restaurando 1.600 hectares.
• Em complemento, um edital próprio do BNB de R$ 15 milhões selecionou sete projetos adicionais para recuperar 371 hectares.
• Um terceiro edital, lançado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e com o BNDES, no valor global de R$ 60 milhões, recebeu 44 inscrições de projetos, totalizando uma demanda de quase R$ 160 milhões para restaurar 3.700 hectares.

Somadas as iniciativas, o BNB já estruturou um pipeline de projetos de restauração que alcança quase seis mil hectares. Além disso, o Banco está avançando em novas parcerias com o Consórcio Nordeste e governos estaduais, como o do Rio Grande do Norte, de modo a ampliar a escala desses investimentos.

Alinhamento global pela Caatinga
O evento reuniu especialistas de alto nível que reforçaram a necessidade de soluções conjuntas e inovadoras para as terras secas:

Louise Baker (diretora executiva do Mecanismo Global da UNCCD): em vídeo gravado para o evento, destacou que o capital global existe, mas demanda propostas estruturadas de investimento. “O que ainda nos falta são bons projetos e programas, proposições de investimento de escala suficiente, preparação técnica, estruturação de risco e apoio institucional, que é precisamente por que o estado brasileiro merece a atenção desta sala [com o] Fundo Caatinga e o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE)”.

André Aquino (especialista líder do Banco Mundial): alertou para a escassez de recursos públicos internacionais concessionais e defendeu o uso inteligente de verbas públicas para atrair o setor privado. “A grande aposta hoje é na utilização de parcos recursos públicos para mobilização do setor privado para reduzir as barreiras de investimento privado em setores que trazem benefícios para a natureza”.

Vilmar Thewes (gerente de Finanças Sustentáveis do Banco do Brasil): ressaltou a convergência de desafios com outras agendas, como a da Amazônia, apontando que “práticas agrícolas corretas, agricultura de baixo carbono, são parte da solução” e que os recursos não reembolsáveis devem ser estrategicamente usados para mitigar problemas de garantias de crédito dos pequenos produtores.

Julio Salarini (coordenador do Fundo Amazônia no BNDES): sugeriu que o Fundo Caatinga se desenvolva sob o conceito de uma “plataforma de financiamento com diferentes naturezas de recurso, onde possamos trabalhar com blended finance, alocando melhor os riscos”, inspirando-se no modelo de governança e credibilidade do Fundo Amazônia.

Glauber Piva (representante do Consórcio Nordeste): defendeu o papel proativo da região frente aos desafios climáticos globais: “o Nordeste pode ser o grande laboratório global de soluções para as terras semiáridas e desertificadas do mundo”, celebrando a articulação conjunta dos nove governadores para a criação do Fundo Caatinga.

Com essa atuação na COP17, o Banco do Nordeste reafirma seu papel como elo entre as agendas de desenvolvimento sustentável, combate à desertificação e justiça socioambiental no Semiárido brasileiro.

SOBRE O BANCO DO NORDESTE
O Banco do Nordeste (BNB) é o banco de desenvolvimento regional federal responsável pela operação do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Atua em toda a região Nordeste e nas porções do Norte de Minas Gerais e Espírito Santo. É hoje o principal agente de financiamento climático da região, liderando a aplicação de recursos multilaterais e créditos verdes destinados à transição ecológica e descarbonização.

SOBRE O CONSÓRCIO NORDESTE
O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste) é uma instância de cooperação federativa que reúne os nove estados da região Nordeste do Brasil. Criado em 2019, articula políticas públicas e estratégias comuns de inserção internacional, captação de investimentos climáticos e fortalecimento da resiliência hídrica e preservação do bioma Caatinga.