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Vorcaro temia voltar para cela comum e acelerou nova proposta de delação

CNN – O ex-banqueiro Daniel Vorcaro acelerou a apresentação de uma nova proposta de delação para tentar evitar sua transferência uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal, como aconteceu pouco após a PF rejeitar a primeira versão da colaboração premiada entregue aos investigadores.

Na ocasião, Vorcaro foi levado a um espaço comum, que pela regra é compartilhado com outros detentos e com maior restrição para encontrar seus advogados.

Quatro dias depois, no entanto, o relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro André Mendonça, autorizou o retorno do ex-banqueiro à sala de Estado-Maior, onde estava desde 20 de março.

No local, o ex-banqueiro pode receber profissionais que atuam na sua defesa de 9h às 17h e tem um espaço e banheiro individuais.

Domiciliar

Para além de uma escolha de cela, o ex-banqueiro apresentou a nova proposta — segundo investigadores “mais robusta” — na tentativa de que a delação seja aceita. O objetivo é solicitar a transferência para prisão domiciliar assim que a colaboração premiada for homologada.

Lula diz que foi pego de surpresa com tarifaço e que vai enviar carta a Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (3) que não foi comunicado oficialmente pelo governo dos Estados Unidos sobre as propostas de novas tarifas comerciais a produtos brasileiros, e que pretende enviar uma nova carta a Donald Trump.

Ele disse que foi surpreendido pelo anúncio e que o país “não pode aceitar” o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil.

“Na última reunião, quando eu estive lá […] tivemos uma conversa com o Trump de três horas, e entregamos os assuntos que o Brasil quer discutir. Na hora da relação comercial, houve uma divergência entre o meu ministro e o ministro do comércio deles, eu propus ao Trump: ‘Já que não tem acordo entre os dois ministros, vamos dar trinta dias para que eles se entendam'”.

O petista relatou ter dito a Trump que, se estiver errado, não tem problema em voltar atrás. Mas, caso contrário, o norte-americano teria que recuar. Esse prazo de um mês ainda não terminou, segundo Lula.

“Não se concluiu nada. Por isso, a nossa surpresa com a decisão de mais um comunicado, de mais uma taxação com relação ao Brasil”, prosseguiu.

O presidente deu a declaração durante reunião ministerial no Palácio do Planalto. Durante a fala inicial, Lula reforçou discursos anteriores, em quecriticou o Secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, e o chamou de “latinoamericano frustrado”.

Lula também disse que entregou pessoalmente a Trump quatro documentos “muito importantes sobre a relação com o Brasil”. Os papéis traziam relatos do governo sobre temas como combate a facções criminosas, exploração de terras raras e sobre a guerra no Irã.

“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles de ontem, e a de antes de ontem”.

Uma investigação do escritório norte-americano concluiu, na terça-feira (2), que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.

Essa sobretaxa, segundo o Ministério das Relações Exteriores, deve se somar à taxa proposta em outro relatório dos EUA, divulgado na segunda-feira (1º), que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos.

Governo manifesta “indignação” e diz que não há justificativa para taxação dos EUA

O governo federal manifestou, em comunicado divulgado nesta terça-feira (2), “indignação” com a recomendação do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) de imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil.

Leia na íntegra a nota

“Governo brasileiro manifesta indignação com a conclusão preliminar anunciada ontem (1/6) pelo USTR relativa à investigação da Seção 301 contra alegadas práticas comerciais desleais do Brasil.

Essa investigação teve início em 15 de julho de 2025 por provocação da família Bolsonaro e está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país, como feito na recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington. Essas investidas têm contado com o auxílio de falsos patriotas que usam cargos e funções públicas para conspirar contra os interesses nacionais.

É lastimável que todo o trabalho de diálogo e articulação que o Governo brasileiro tem feito, inclusive com envolvimento pessoal dos Presidentes Lula e Trump, seja sabotado por interesses meramente eleitorais e familiares.

Não havia e não há justificativa para essas medidas unilaterais contra o nosso país ou contra patrimônios brasileiros como o PIX, mencionado explicitamente nas recomendações preliminares. Segundo estatísticas do “Bureau of Economic Analysis”, os EUA acumularam US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos (2011-2025). Só no ano passado, o superávit comercial de bens dos EUA com o Brasil totalizou US$ 14,46 bilhões. Considerando bens e serviços a cifra sobe a US$ 40,52 bilhões.

Em 2025, 76% das importações originárias dos Estados Unidos entraram no Brasil sem pagar imposto de importação. Oito dos dez principais produtos importados dos Estados Unidos pelo Brasil tiveram tarifa efetiva zero, incluindo petróleo e derivados, aeronaves, gás natural e carvão. A alíquota média efetivamente cobrada dos produtos norte-americanos no Brasil foi de apenas 3,1%.

O principal efeito das tarifas unilaterais, politicamente motivadas, aplicadas ao nosso país tem sido impor danos à economia nacional e à geração de emprego e renda, além de diminuir o papel dos EUA como nosso parceiro comercial. No primeiro trimestre de 2026, a participação dos EUA nas exportações brasileiras atingiu o menor valor da série histórica ao somar 9,4%.

Conforme acordado pelos Presidentes Lula e Trump por ocasião da reunião em Washington no dia 7 de maio, estão em curso negociações tarifárias entre os dois países em busca de soluções que resultem no encerramento da investigação da Seção 301, previsto para 15 de julho, sem imposição de medidas contra o Brasil. O Governo brasileiro também dará continuidade ao diálogo com o setor privado com esse objetivo.

O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional.

O Governo reafirma a expectativa de que as recomendações não se convertam em tarifas efetivas, mas reitera que adotará toda e qualquer medida capaz de reduzir os danos que venham a ser causados à economia, aos empregos e à renda dos brasileiros.

É preciso estar atento aos traidores da pátria e trabalhar em defesa da nossa soberania e dos interesses do povo brasileiro.”

Trump busca “eliminar grupos criminosos”, diz porta-voz dos EUA ao explicar decisão sobre CV e PCC

Em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (1º), a porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, disse que o presidente americano, Donald Trump, quer eliminar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho).

“O presidente Trump deixou muito claro desde o início do seu mandato que ele vai utilizar todas as ferramentas a nossa disposição para combater esses grupos criminosos que estão atuando na nossa região e para proteger a segurança dos Estados Unidos”, disse a porta-voz. “O presidente Trump está atuando para eliminar estes grupos”, acrescentou ela.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (28) que classificou o Comando Vermelho e o PCC como “Terroristas Globais Especialmente Designados”. A medida começa a valer no dia 5 de junho.

O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros”, destaca o comunicado assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio.

Lula tem vantagem de 7 pontos sobre Flávio Bolsonaro, aponta Real Time Big Data

Pesquisa divulgada pelo Real Time Big Data, nesta segunda-feira (1), aponta a liderança do presidente Lula (PT) com 38% das intenções de votos, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) fica com 31%. Os números mostram que a disputa pela Presidência da República continua polarizada entre os dois pré-candidatos.

Os demais concorrentes apresentam apenas um dígito. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 6%, Romeu Zema (Novo) soma 4%, Aécio Neves (PSDB): 3%, Joaquim Barbosa (DC): 3% e Augusto Cury (Avante). Votos nulos ou em branco representam e 4% dos entrevistados não sabem ou não responderam.

2º TURNO

No cenário de 2º turno, o presidente Lula abre cinco pontos percentuais em relação a Flávio Bolsonaro. O petista subiu dois pontos em relação à pesquisa realizada em maio e tem 45% das intenções de voto. O pré-candidato do PL caiu quatro pontos a agora aparece com 40%.

Por outro lado, outros pré-candidatos ficaram numa situação melhor, num possível 2º turno, depois das revelações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. O instituto ainda testou outros quatro cenários de segundo turno.

No primeiro deles, Lula aparece empatado com Ronaldo Caiado com 43%. Enfrentando Romeu Zema, Lula fica com 43% contra 40%. A distância aumenta se o adversário for Renan Santos: 46% contra 30%. E aumenta se o adversário fosse Aécio Neves: 47% a 23%.

GOVERNO

A desaprovação da gestão Lula continua superando a aprovação, segundo a pesquisa: 50% desaprovam a gestão petista, ante 43% que aprovam. Para 14% dos brasileiros, o Governo é ótimo, 14% acham bom e 25% consideram regular. Por outro lado, 20% acham ruim e 27% avaliam como péssimo. Não souberam responder 2%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05864/2026 e ouviu 2 mil pessoas em todo o território nacional entre os dias 29 e 30 de maio de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.

Pacheco confirma que não disputará governo de MG e diz que vai encerrar carreira política

Por Victória Cócolo — São Paulo

Após o PT admitir que não conseguiu viabilizar sua candidatura ao governo mineiro, senador afirma pela primeira vez que encerrará a trajetória política ao término do mandato.

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) confirmou nesta sexta-feira (29), pela primeira vez de forma pública, que não disputará o governo de Minas Gerais em 2026. O parlamentar também disse que encerrará sua trajetória política ao fim do atual mandato no Senado, em 2027.

A declaração foi dada durante evento promovido pelo Lide, grupo de líderes empresariais fundado pelo ex-governador João Doria, em São Paulo. Em conversa com jornalistas após participar de um painel sobre tecnologia, o ex-presidente do Senado afirmou que a decisão é definitiva e descartou tanto uma candidatura ao Palácio Tiradentes quanto uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento da gente avaliar ciclos. Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, afirmou.

A manifestação ocorre dez dias depois de o presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarar que Pacheco não seria candidato ao governo de Minas. A fala foi interpretada como o reconhecimento de que o partido não conseguiu consolidar uma aliança para lançar o senador como representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado.

Desde o início das articulações para as eleições de 2026, Pacheco era tratado por integrantes do governo federal e do PT como o nome preferido de Lula para disputar o governo mineiro. Minas Gerais é considerado um dos principais colégios eleitorais do país e uma peça estratégica para a campanha presidencial.

Governo Trump declara PCC e CV organizações terroristas: o que pode acontecer agora?

Analistas ouvidos pela BBC News Brasil consideram improvável uma intervenção militar nos moldes da que foi feita na Venezuela em janeiro para depor Nicolás Maduro. Ainda assim, afirmam que haveria formas menos explícitas de pressionar as facções e, em alguma medida, o governo brasileiro.

Em comunicado publicado nesta quinta-feira (28/5), o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que CV e o PCC “são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil” e que serão designadas como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir do dia 5 de junho.

“A administração Trump continuará a usar todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo drogas ilícitas fora de nossas ruas e interrompendo os fluxos de receita que financiam narcoterroristas violentos”, afirmou.

O anúncio ocorre um dia após o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter se reunido com Rubio e na mesma semana em que solicitou ao presidente Donald Trump que designasse as facções brasileiras como terroristas durante encontro na Casa Branca.

Três semanas atrás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve em Washington e tentou, entre outras coisas, evitar esse movimento, segundo interlocutores de seu governo.

Diplomatas ouvidos pela BBC News Brasil avaliam, sob condição de anonimato, que uma medida desse tipo não é tecnicamente correta, uma vez que não haveria indícios de que as duas facções pratiquem terrorismo sob a lei brasileira.

Para estudiosos, facções como o PCC e o Comando Vermelho são criminosas, porque agem por interesses econômicos, sem qualquer motivação ideológica, diferentemente das organizações terroristas. Mas Trump tem contestado essa distinção, a exemplo do que fez no México, com os cartéis, no ano passado.

Nos bastidores, o temor é que a classificação seja usada para justificar ações, inclusive militares, na região, a exemplo dos bombardeios a barcos na costa de países como Colômbia e Venezuela sob o pretexto de combater o narcotráfico.

O que Trump poderia fazer contra o Brasil?

Os Estados Unidos podem lançar mão de instrumentos jurídicos, financeiros, diplomáticos e militares na tentativa de ampliar sua influência sobre Brasília e, de alguma forma, sobre as eleições, segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil — o que, em última análise, pode desgastar Lula.

Trump poderia valer-se, por exemplo, das leis RICO (Racketeer Influenced and Corrupt Organizations Act) e Kingpin (Foreign Narcotics Kingpin Designation Act).

A RICO (Lei sobre Organizações Influenciadas por Atividades Criminosas e Corruptas) foi criada para combater a máfia americana, mas permite processar organizações envolvidas nos chamados crimes continuados — aqueles que não se esgotam em um ato, mas persistem ao longo do tempo, como corrupção, lavagem de dinheiro, extorsão e tráfico.

Já a Kingpin Act (Lei de Designação de Chefes do Narcotráfico Estrangeiro) é voltada ao narcotráfico internacional. Ela autoriza o governo a perseguir traficantes, cartéis e seus facilitadores financeiros, bloqueando bens, transações e acesso ao sistema bancário americano.

Ambas são profundamente reguladas e exigem investigação formal, produção de provas e revisão judicial para que suas sanções sejam de fato aplicadas.

No entanto, quando um grupo passa a ser classificado como terrorista, ou um país é visto como abrigo dessas organizações, as autoridades ganham margem mais ampla de atuação. O tema, afinal, passa a ser tratado como uma ameaça à segurança nacional.

Esses instrumentos se assemelham à Lei Magnitsky, que impõe sanções financeiras a acusados de corrupção ou violações de direitos humanos. Foi ela que, no ano passado, Trump usou contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dificultando sua relação com o sistema financeiro americano.

Fim da escala 6×1 vai ao Senado e não tem data para começar

g1 – A Câmara aprovou na noite desta quarta-feira (27) a Proposta de Emenda à Constituição que decreta o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de folga). De acordo com a proposta, a implementação deve durar até 14 meses. Antes de ser promulgado, o texto ainda vai ser discutido no Senado.

Uma PEC é um projeto legislativo que altera o texto da Constituição Federal, a principal norma do Estado brasileiro. Como mudam a Constituição, as PECs precisam ser aprovadas em dois turnos nas duas casas do Congresso Nacional.

No entanto, o projeto deve encontrar resistências no Senado.Interlocutores do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), apontam que apesar do apelo social, a tramitação não será acelerada no Casa, mas que o texto deve ser aprovado antes das eleições deste ano.

Quando as mudanças começam a valer?

Segundo o texto aprovado pelos deputados, o fim da escala 6×1 passará a valer 60 dias após a promulgação da PEC, mas as empresas terão até 14 meses para se adaptarem às novas regras.

A redução da jornada semanal será feita de forma gradual:

  • redução inicial de duas horas semanais em até dois meses após a promulgação;
  • redução total de quatro horas em até 12 meses após a primeira etapa.

O fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

A promulgação só acontece se a proposta for aprovada no Senado. Caso a casa modifique a PEC, o novo texto volta para a Câmara que aceita ou rejeita as mudanças. Se houver rejeição, a proposta volta ao Senado. O texto final precisa ser aprovado pelas duas casas para ser promulgado.

O período de transição foi um dos principais pontos de negociação nas últimas semanas. Empresários e entidades patronais pediam prazo para adaptação às novas regras.

Inicialmente contrário à transição, o governo acabou fechando acordo para permitir a implementação gradual das mudanças, em um período de até 14 meses.

O que muda com a PEC

O texto determina que:

  • trabalhadores terão direito a duas folgas remuneradas por semana;
  • pelo menos uma delas deverá ocorrer, preferencialmente, aos domingos;
  • a redução da jornada deverá acontecer sem diminuição salarial.

A proposta também prevê que acordos e convenções coletivas incompatíveis com as novas regras perderão automaticamente a validade 60 dias após a promulgação da PEC. A medida deve pressionar sindicatos e empresas a renegociarem contratos.

Quem fica fora das novas regras

A PEC exclui das novas regras trabalhadores com diploma de nível superior e renda equivalente a pelo menos duas vezes e meia o teto do INSS — atualmente cerca de R$ 20 mil.

Câmara faz sessão de 8 minutos para viabilizar votação da 6×1 em comissão

A Câmara dos Deputados teve na manhã desta quarta-feira (27) sessão rápida no plenário da Casa para destravar a votação do fim da escala 6×1 na comissão especial.

A reunião no plenário durou apenas oito minutos. Foi presidida pelo deputado Charles Fernandes (PSD-BA) e contou apenas com discursos. Não foram realizadas votações. O deputado Jorge Solla (PT-BA) foi o único a discursar na tribuna e falou em defesa da redução da jornada de trabalho.

O parecer da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre o fim da escala 6×1 foi apresentado na segunda-feira (25) pelo relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA). O texto, no entanto, foi alvo de pedido de vista (mais tempo para análise), solicitado pela oposição.

Governo trabalha para conseguir compensação zero no fim da escala 6×1

Apesar da pressão de setores, o governo Lula chega a uma semana decisiva para a tramitação da PEC do fim da jornada 6×1 com a ideia de seguir sem compensação para empresas afetadas.

O modo “zero compensação”, no entanto, pode ter uma exceção: as micro e pequenas empresas.

Para este segmento em específico, o governo avalia inserir um dispositivo na PEC para dar o gatilho para um projeto de lei complementar.