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PF mira magistrados por venda de sentenças e bloqueia R$ 50 milhões

Mirelle Pinheiro/Metrópoles

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (1º/4), a Operação Inauditus para investigar um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Dois desembargadores foram afastados, são eles: Antônio Pacheco Guerreiro Junior e Luiz de França Belchior Junior.

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em diferentes estados. As ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a investigação, o grupo atuava para direcionar decisões judiciais em processos, com prioridade seletiva e distribuição estratégica.

A apuração aponta a participação de magistrados, assessores e outros envolvidos, que teriam atuado em conjunto para favorecer partes em disputas milionárias, especialmente ligadas a conflitos agrários.

A coluna apurou que os alvos da operação são:
• Antônio Pacheco Guerreiro Júnior – desembargador (afastado)
• Luiz de França Belchior Silva – desembargador (afastado)
• Douglas Lima da Guia – juiz de direito
• Tonny Carvalho Araújo Luz – juiz de direito
• Lúcio Fernando Penha Ferreira – ex-assessor
• Sumaya Heluy Sancho Rios – ex-assessora
• Maria José Carvalho de Sousa Milhomem – assessora
• Eduardo Moura Sekeff Budaruiche – assessor
• Francisco Adalberto Moraes da Silva – ex-servidor do TJMA
• Karine Pereira Mouchrek Castro – ex-assessora
• Ulisses César Martins de Sousa – advogado
• Eduardo Aires Castro – advogado
• Antônio Edinaldo de Luz Lucena – empresário
• Lucena Infraestrutura Ltda – empresa investigada
• Manoel Nunes Ribeiro Filho – investigado
• Aline Feitosa Teixeira – investigada
• Jorge Ivan Falcão Costa – investigado

Além das buscas, a Justiça determinou prisão preventiva do principal operador do esquema
A ação policial faz parte da investigação acerca de um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA)

A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras com indícios de triangulação e ocultação de recursos.

Além das buscas, a Justiça determinou prisão preventiva do principal operador do esquema, afastamento de cinco servidores, monitoramento eletrônico de seis investigados, proibição de acesso ao TJMA e bloqueio de bens de até R$ 50 milhões.

As medidas atingem gabinetes, escritórios de advocacia e empresas. As ações ocorrem em cidades do Maranhão, além de endereços no Ceará, em São Paulo e na Paraíba. Segundo a PF, as penas somadas podem chegar a 42 anos de prisão.

Eleições: Lula confirma que Alckmin será seu vice na chapa que disputará a reeleição à presidência

g1 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, nesta terça-feira (31), que Geraldo Alckmin (PSB) será candidato a vice-presidente na chapa dele,que disputará reeleição neste ano.

Lula deu a declaração durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, nesta manhã. O evento marca a saída de pelo menos 14 ministros do governo para se candidatarem ao pleito em outubro.

Segundo o petista, outros quatro devem anunciar que deixarão os cargos nos próximos dias (veja mais abaixo).

Pela legislação eleitoral, ocupantes de cargos no Executivo precisam deixar as funções até 4 de abril para disputar o pleito. Ou seja, precisam ser exonerados e sair do governo. A exceção são os cargos de presidente e vice-presidente.

É o caso do atual vice-presidente, Geraldo Alckmin, que chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), e se despedirá do cargo de ministro para poder concorrer.

“O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou Lula.

Mudanças na Esplanada
Lula já afirmou que pretende minimizar ao máximo os impactos das trocas na Esplanada. Por isso, em muitos ministérios, a tendência é que os secretários-executivos assumam os cargos, com a missão de garantir a continuidade das políticas e ações já em andamento em cada área.

Um exemplo é o Ministério da Fazenda, com a saída de Fernando Haddad, que deve disputar o governo de São Paulo. Dario Durigan assumiu como novo ministro da pasta. Ele ocupava o cargo de secretário-executivo desde o início do governo.

Durigan, inclusive, já participou de evento público ao lado do presidente, que o apresentou oficialmente como novo titular da Fazenda.

Mas essa não é a regra. Alguns ministérios podem ser chefiados por outros nomes que já são ligados ao governo mas não são secretários.

Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar fala de Eduardo sobre vídeo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explique, no prazo de 24 horas, uma postagem em que o filho dele Eduardo Bolsonaro afirma estar gravando um vídeo e mostrando ao pai, preso em regime domiciliar.

Jair Bolsonaro está detido em casa desde a última sexta-feira (27), após passar duas semanas internado em um hospital particular m Brasília, para tratar um quadro de broncopneumonia.

Quando Moraes converteu a prisão em regime domiciliar, ele determinou que o ex-presidente está sujeito a medidas cautelares. Entre elas, tem de usar tornozeleira eletrônica e está proibido de usar celular e redes sociais (veja mais abaixo).

No pedido de esclarecimentos desta segunda-feira (30), Moraes cita trecho de uma participação de Eduardo Bolsonaro em um evento conservador realizado no Texas, nos Estados Unidos, no último fim de semana. O ex-deputado está morando nos EUA desde fevereiro do ano passado.

No vídeo, Eduardo aparece segurando o aparelho celular, e afirma que está gravando um vídeo para mostrar ao ex-presidente.

“Vocês sabem por que eu estou gravando este vídeo? Porque eu estou mostrando ele ao meu pai. E vou provar a todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento prendendo de forma injusta o líder desse movimento”, diz o ex-parlamentar.

Ronaldo Caiado anunciará candidatura ao Planalto nesta segunda-feira

Por Natuza Nery

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciará sua candidatura à Presidência da República na tarde desta segunda-feira (30).

Recém filiado ao Partido Social Democrático (PSD) de Gilberto Kassab, ele foi o escolhido para disputar a vaga.

O partido enxerga espaço político em meio à polarização entre Lula e Bolsonaro, mas as chances, contudo, são consideradas baixíssimas até aqui, segundo as pesquisas de opinião.

Até a semana passada, a vaga de candidato do PSD era ocupada por Ratinho Júnior, mas este desistiu da disputa.

A confirmação de Ronaldo Caiado, um tradicional nome da direita, ocorrerá às 16h em uma entrevista coletiva na sede do partido em São Paulo.

Ronaldo Caiado oficializou no dia 14 de março sua filiação no PSD, partido de Gilberto Kassab, na tentativa de viabilizar sua candidatura à Presidência da República. A oficialização aconteceu em um ato de campanha regional na cidade de Jaraguá, a 120 km de Goiânia. Durante o ato, o governador apresentou Daniel Vilela, do MDB, seu atual vice, como candidato à sucessão no cargo.

No PSD, disputavam com Caiado a vaga de candidato à presidente os governadores do Paraná, Ratinho Junior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Eduardo Leite migrou do PSDB para o PSD em maio de 2025. Ao ingressar no partido de Kassab, Ratinho Jr. já era cotado como um pré-candidato à presidência, mas acabou desistindo. Em janeiro deste ano, foi a vez de Caiado deixar o União Brasil para se filiar à legenda.

Ao anunciar a mudança de partido, Caiado divulgou um vídeo junto com Leite e Ratinho Jr. e disse que “o que sair candidato” entre eles terá o apoio dos demais.

Lulinha, Vorcaro, Careca: relator da CPMI pede indiciamento de 216 pessoas

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresenta nesta sexta-feira (27) o seu parecer com pedidos de indiciamentos de 216 pessoas. A análise do relatório final nesta manhã foi marcada após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou a liminar que permitia a prorrogação do colegiado.

Entre as recomendações de indiciamento, o relator incluiu o empresário Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente da República.

A defesa de Lulinha nega envolvimento em irregularidades e ele não é formalmente investigado pela PF (Polícia Federal), mas foi mencionado ao longo das apurações. O nome dele apareceu nas operações de busca e apreensão contra a empresária Roberta Luchsinger, realizadas em meados de dezembro do ano passado.

A CPMI não conseguiu avançar na investigação de supostas “mesadas” ou de viagens que teriam sido custeadas pelo empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema. Esses indícios e a “proximidade” de Lulinha com os empresários são citados no parecer.

Gaspar pediu o indiciamento de Lulinha pelos crimes de: tráfico de Influência; lavagem ou ocultação de bens; organização criminosa; e partícipe em corrupção passiva.

Uma CPI não tem poder de indicar pessoas, mas pode fazer recomendações à PGR (Procuradoria-Geral da República) em seu relatório final.

Pedidos de indiciamentos

Entre os principais indiciados estão:

  • Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, empresário apontado como líder e articulador do esquema, pelos crimes de: organização criminosa; corrupção ativa; lavagem ou ocultação de bens; furto mediante fraude com uso de dispositivo eletrônico; fraude eletrônica; e inserção de dados falsos em sistema de informações.
  • Maurício Camisotti, empresário apontado como operador e intermediário, pelos crimes de: organização criminosa; lavagem de dinheiro; fraude e furto eletrônico; falsidade ideológica; corrupção ativa; e participação em inserção de dados falsos em sistema de informações.

Instalada em 20 de agosto, a comissão de inquérito tem prazo de funcionamento até sábado (28). O relatório de Gaspar conta com 4.340 páginas, é dividido em nove núcleos de investigação e mira empresários, intermediários, servidores, entidades e políticos.

Há ainda recomendação de que a PF (Polícia Federal) aprofunde as investigações para alguns casos que a CPMI não conseguiu avançar.

A base governista também articulou um relatório alternativo, que deve ser debatido. A maior divergência entre os parlamentares, segundo o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), envolver os pedidos de indiciamentos.

Ele defende que a comissão aprove um relatório em comum, mas analise de forma separada (destacada) os trechos em que houver discordância. Ele não descarta a possibilidade de a votação se estender até a madrugada.

Justiça italiana decide aceitar extradição de Zambelli para o Brasil

A Justiça italiana decidiu que a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) pode ser extraditada para o Brasil para cumprir pena de prisão por duas condenações, conforme pede a Justiça brasileira. A decisão da Corte de Apelação de Roma foi comunicada nesta quinta-feira (26).

A defesa tem 15 dias para recorrer à Corte de Cassação, última instância do Judiciário italiano. Se assim for, a primeira audiência pode ocorrer em cerca de cinco meses. Depois dessa fase, a palavra final caberá ao governo italiano, por meio do Ministério da Justiça. Zambelli se diz vítima de perseguição política no Brasil.

O julgamento que levou a essa primeira decisão na Itália sobre o caso havia sido concluído em 12 de fevereiro, após uma audiência que durou cerca de sete horas em dois dias.

O pedido de extradição feito pela Justiça brasileira se refere a duas condenações. Em maio de 2025, a ex-deputada foi condenada a dez anos de prisão pela invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e a emissão de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

No início de junho, Zambelli fugiu do país. Passou por Argentina, Estados Unidos e chegou à Itália. Ela, que tem dupla cidadania, disse que no país europeu seria “intocável”. Depois de dois meses como foragida, foi detida na periferia de Roma no fim de julho.

Quando já estava na Itália, a ex-deputada foi condenada a outros cinco anos por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

No julgamento, a defesa de Zambelli, comandada pelos irmãos Angelo e Pieremilio Sammarco, concentrou a argumentação contra a extradição na tese da perseguição política da parte de Moraes. As condições carcerárias no Brasil também foram apontadas como fator de risco.

Moraes indicou que, caso extraditada, ela ficará detida na Colmeia, cárcere de segurança média do Distrito Federal. O tempo de prisão na Itália, que soma quase sete meses, será descontado do restante a ser cumprido no Brasil.

Tanto o Ministério Público italiano quanto o advogado Alessandro Gentiloni, que representa o Brasil por meio da AGU (Advocacia Geral da União), afirmaram, no julgamento, que existiam todos os requisitos legais para que a extradição fosse concedida.

O tratado sobre o tema assinado pelos dois países nos anos 1990 estipula que só pode ser extraditada uma pessoa condenada que tenha tido os direitos mínimos de defesa assegurados no país de origem e na ausência de motivos para supor que, depois de extraditada, ela venha a ser submetida a pena ou tratamento que violem direitos fundamentais.

Segunda deputada federal mais votada no Estado de São Paulo em 2022, com 946 mil votos, Zambelli é um dos principais nomes do bolsonarismo. Depois de ter sido poupada da cassação pelo plenário da Câmara, decisão que depois foi derrubada pelo STF, Zambelli renunciou em dezembro ao mandato.

 

Cunhado de Vorcaro muda defesa e abre caminho para delação

O cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, mudou na manhã desta quarta-feira (25) sua defesa com o objetivo de abrir caminho para encaminhar um acordo de delação premiada.

A ideia é que Zettel seja incluído no acordo de delação que vem sendo costurado pelo próprio banqueiro.

Em nota oficial, eles alegaram que tomaram a decisão de deixar a defesa de Zettel por “motivo de foro íntimo”.

Eles apresentaram petição ao STF (Supremo Tribunal Federal) e informaram que o advogado Celso Vilardi, que também defende Jair Bolsonaro, seguirá com a defesa do cunhado de Vorcaro.

Zettel também está preso em regime fechado por suspeitas de fraudes e irregularidades no escândalo do Banco Master.

Leia a nota na íntegra

Os advogados Maurício Campos Jr., Juliano Brasileiro e João Victor Assunção deixaram a defesa de Fabiano Zettel por motivo de foro íntimo. Os advogados apresentaram petição de substabelecimento ao STF em favor do advogado Celso Vilardi, que seguirá com a defesa.

Teto do Minha Casa, Minha Vida é ampliado e atenderá renda de até R$ 13 mil

O Conselho Curador do FGTS aprovou por unanimidade nesta terça-feira (24) mudanças no Minha Casa Minha Vida, ampliando a renda máxima de famílias que podem ser elegíveis ao programa habitacional do governo federal e os valores máximos de financiamento dos imóveis.

O incremento no programa deve incluir recursos do Fundo Social, que tem alocados para o MCMV cerca de R$ 31 bilhões.

Com a aprovação, o limite de renda familiar mensal das faixas fica da seguinte forma:

  • Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200;
  • Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000;
  • Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600;
  • Faixa 4: Voltada à classe média e criada no ano passado, houve aumento de R$ 12.000 para R$ 13.000.

O aumento do teto de renda da Faixa 1 incluiu nova taxa de juros, de 4,50%, que será voltada para financiamentos a famílias com renda entre R$ 2.850,01 e R$ 3.200.

Já os limites nos valores dos imóveis foram elevados em 14% na Faixa 3 e 20% na Faixa 4.

  • Faixa 3: de R$ 350 mil para R$ 400 mil;
  • Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil.

Ratinho Junior desiste de pré-candidatura à Presidência

Ratinho Junior (PSD) informou, nesta segunda-feira (23), que desistiu da pré-candidatura à Presidência do Brasil e vai concluir o segundo mandato no governo do Paraná até dezembro de 2026.

O governador era um dos três possíveis candidatos à Presidência do PSD. Com a desistência, os nomes cotados pelo partido são Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Ronaldo Caiado, governador de Goiás. O movimento também impacta na sucessão no Paraná.

Ratinho Junior era o pré-candidato do PSD com melhor desempenho nas pesquisas para as eleições presidenciais deste ano. Na Quaest mais recente, de março, ele aparecia com 7% das intenções de voto nos cenários de primeiro turno, contra 4% de Ronaldo Caiado e 3% de Eduardo Leite.

No cenário de segundo turno, Ratinho aparecia com 33%, nove pontos atrás de Lula, que tinha 42%. A vantagem do presidente é maior contra Caiado (12 pontos) e Eduardo Leite (16 pontos).

A estratégia: conter Moro no Paraná

Para Ratinho, que não pode concorrer à reeleição no estado, o cenário tornou-se de alto risco. Se insistisse na candidatura à Presidência, deixaria a sucessão estadual vulnerável a nomes fortes fora de seu grupo, como o próprio Moro e Rafael Greca (que migrou para o MDB).

PGR se manifesta a favor de prisão domiciliar para Bolsonaro

CNN – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após novo pedido protocolado pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR (Procuradoria-Geral da República) e solicitou a manifestação. A decisão final, porém, cabe a Moraes.

Na manifestação, Gonet destaca que a “evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”.

“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, afirmou.

Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.

Até então, Gonet havia se posicionado contra outros pedidos da defesa no mesmo sentido. Desde novembro do ano passado, Moraes rejeitou quatro recursos pela prisão domiciliar humanitária.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, chegou a se reunir na semana passada com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.

Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).