Press "Enter" to skip to content

Últimas publicações do quadro “Brasil”

Esquerda ajusta discurso sobre maioridade penal; PL vê “enganação” de Lula

A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em defesa da redução da maioridade penal para crimes hediondos levou lideranças de esquerda e militantes de direitos humanos a ajustarem o discurso sobre o tema.

No PL, a fala do petista em entrevista à TV Globo foi vista como “artificial” e “oportunista”.

“Não gostei do que ele (Lula) falou, mas vejo como um movimento estratégico de redução de danos”, disse à CNN o historiador Rogério Sotilli, ex-secretário nacional de Direitos Humanos e diretor do Instituto Vladimir Herzog.

A leitura de Sotilli, porém, é a de que a fala de Lula deve causar um “desgaste enorme” com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

“Esse debate não pode ser bloqueado, mas não deve estar no centro da pauta”, afirmou.

O PT e os demais partidos de esquerda são historicamente contra a redução da maioridade penal.

“A redução da maioridade penal é um anseio social e uma pauta que dialoga com os evangélicos, que defendem penas severas para crimes hediondos”, disse Gutierrez Barbosa, coordenador do setorial inter-religioso do PT.

Já o PL, que tem a medida como bandeira, criticou e minimizou a declaração de Lula.

“Essa fala soa artificial. É uma enganação e claramente oportunismo eleitoreiro, como a promessa de picanha em 2022”, disse à CNN o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).

O senador Izalci Lucas (PL-DF) foi na mesma linha. “Eles sempre foram e continuarão sendo contra. O eleitor não cairá nessa”, afirmou.

Datafolha, 2º turno: Flávio Bolsonaro, 47%; Lula, 45%

Pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo. Margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.Por Redação g1

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) mostra que, a dez dias do 2º turno, Flávio Bolsonaro (PL) tem 47% das intenções de voto, e Lula (PT) tem 45%. Os dois candidatos estão em empate técnico dentro da margem de erro.

Em votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro tem 51% e Lula, 49%. O número de votos válidos é o que a Justiça Eleitoral usa para determinar os resultados das eleições.

O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Veja os números – votos totais:

Flávio Bolsonaro (PL): 47% (eram 49% na pesquisa anterior)
Lula (PT): 45% (eram 45%)
Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 5%)
Indecisos: 2% (era 1%)

Em relação à pesquisa anterior, Flávio Bolsonaro oscilou dois pontos para baixo, de 49% para 47%, e Lula manteve 45%. A diferença entre eles era de quatro pontos há uma semana, e agora é de dois pontos.

A pesquisa é a primeira do Datafolha após as manifestações de apoio a Lula ocorridas em diversas capitais do país. No domingo, o presidente discursou para apoiadores na Avenida Paulista, e desde então houve mobilizações de eleitores do petista no Rio de Janeiro, em Brasília e outras cidades.

O Datafolha ouviu 2.520 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 13 e 15 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-00466/2026.

Líder do PT ignora resistência e apresenta emenda para reduzir maioridade

O líder do PT (Partido dos Trabalhadores) no Senado e coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Camilo Santana, apresentou nesta quinta-feira (15) uma emenda à PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança que inclui um trecho que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos.

A bancada do partido na Casa e parte dos governistas resistem à ideia. Um dos principais motivos é que qualquer modificação no texto faria com que a proposta retorne para uma nova análise na Câmara dos Deputados.

O governo vai priorizar a aprovação do texto da forma como saiu da CCJ(Comissão de Constituição e Justiça) e fará, no máximo, emendas de redação.

A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que há um acordo com o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) para que todas as emendas sejam rejeitadas. Disse que o presidente Lula sabe a importância de discutir o tema, mas que não será feito nessa proposta.

“Eu quero dizer a vocês que o acordo para que a PEC fosse aprovada sem emendas, precede a apresentação da emenda do senador Camilo Santana. Esse acordo foi feito quando a oposição apresentou os destaques que foram rejeitados na Câmara. O que Mendonça [relator na Câmara] concordou com todos os líderes: retirar o tema da maioridade penal, da redução da maioridade penal do corpo da PEC da segurança pública, porque seria um corpo estranho no contexto do conteúdo da PEC, mas não esqueceu o tema. O tema será tratado em uma outra PEC. Havia já esse acordo. O que fez a oposição? Acordou lá e trouxe de volta para cá. Com qual objetivo? Retardar a aprovação”, disse a senadora a jornalistas no Senado.

A oposição retomou a pauta da maioridade penal com outra emenda apresentada à PEC pelo líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN). O texto, porém, defende a redução mais agressiva: de 18 para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes graves.

Senado aprova fim da escala 6×1

Governo Lula avança em duas agendas prioritárias: mais direitos para quem trabalha e mais segurança para a populaçãoO Senado Federal aprovou, em dois turnos, nesta quarta-feira (14), a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, em uma votação histórica para os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros. Líder do governo no Senado, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) destacou que a matéria é uma das prioridades do presidente Lula no Congresso e frisou o avanço de uma reivindicação que ganhou as ruas e mobilizou o país. O dia também foi marcado pela conclusão, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da votação da PEC da Segurança Pública, outra pauta prioritária do governo, que segue agora para análise do Plenário do Senado.

A PEC 221/2019 reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, e garante dois dias de descanso remunerado por semana. A transição será gradual: 60 dias após a promulgação, a jornada passa a 42 horas semanais, com adoção da escala 5×2; após mais 12 meses, o limite chega a 40 horas. A votação em dois turnos ocorreu após apresentação de requerimento para a adoção de calendário especial de tramitação da PEC. O documento, articulado pela líder do governo Lula, contou com o apoio de nove partidos e três blocos, totalizando 56 senadoras e senadores representados, número superior ao exigido.

Ao destacar a importância da matéria, a senadora ressaltou que a redução da jornada representa um avanço histórico na garantia de direitos e na qualidade de vida dos trabalhadores e reforçou o compromisso do presidente Lula com a pauta. “Nós estamos aqui para fincarmos um marco na história dos direitos trabalhistas brasileiros e dizer, com todas as letras, que desenvolvimento não pode significar exaustão e que trabalho digno precisa caminhar ao lado de uma vida digna”, afirmou.

Quaest, 2º turno: Flávio Bolsonaro, 46%; Lula, 44%

Com informações do G1

A primeira pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Os dois estão em empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo. Veja os números:

Flávio Bolsonaro (PL): 46%
Lula (PT): 44%
Indecisos: 1%
Branco/nulo/não vai votar: 9%

Para 91% dos entrevistados, a escolha do candidato é definitiva, e 9% dizem que ainda podem mudar de ideia.

Rejeição
A pesquisa também mediu o índice de rejeição dos candidatos. Veja os números:

Flávio Bolsonaro (PL): 54%
Lula (PT): 53%

Pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem ver antes os nomes dos candidatos, 43% citaram Flávio Bolsonaro, 42% apontaram Lula como candidato, 8% declararam voto em branco, nulo ou que não vão votar e 7% estão indecisos.

Metodologia
A Quaest entrevistou 2.154 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-08729/2026.

6×1: Senado conclui hoje sessões de debate e deve votar PEC em 1º turno

O Senado Federal realiza nesta quarta-feira (14) a quinta e última sessão de discussão da PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1 e deve, na sequência, votar o texto em primeiro turno no plenário da Casa.

Para aprovar uma PEC no Senado, são necessários dois turnos de votação, com ao menos 49 votos favoráveis em cada um. O regimento determina ainda três sessões de discussão entre o primeiro e o segundo turno, o chamado interstício. Se esse intervalo for respeitado integralmente, a votação final ficará para depois do segundo turno das eleições.

Há, porém, uma movimentação do governo para aprovar integralmente a proposta no mesmo dia. A redução da escala de trabalho é uma das promessas eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou um requerimento de calendário especial para quebrar o interstício depois da votação em primeiro turno. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que já há assinaturas necessárias para aprovar o pedido. O requerimento será deliberado em plenário nesta tarde. Se aprovado, o segundo da PEC será votado logo na sequência.

Flávio muda discurso

Até a semana passada, a estratégia da oposição era obstruir ao máximo a votação, para empurrar a análise da PEC para depois do segundo turno. Se não conseguisse, o plano era aprovar uma emenda que alterasse o texto e o devolvesse à Câmara, o que impediria a promulgação antes de 25 de outubro, data do segundo turno.

O cálculo, porém, mudou. Segundo apuração da CNN Brasil, interlocutores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passaram a avaliar que votar contra a PEC poderia ser ainda mais prejudicial eleitoralmente. Há “um temor muito grande” de que seja “muito difícil comunicar” ao eleitor as divergências com o texto e a defesa de uma jornada flexível, e de que cortes nas redes sociais coloquem a campanha em posição contrária ao trabalhador.

A CNN também apurou que senadores do PL avaliam que a PEC tem apoio suficiente para ser aprovada e defendem que o partido libere a bancada, o que evitaria constrangimentos com algumas bases eleitorais. Nos cálculos internos da sigla, há poucas chances de aprovar emendas que obriguem o texto a voltar à Câmara.

A oposição defendeu por meses uma alternativa do senador Rogério Marinho (PL-RN), que prevê pagamento por hora trabalhada em vez de redução da jornada e permite a redução salarial.

Flávio Bolsonaro também mudou o tom. Anunciou na manhã de terça (13) que votará a favor do texto “de acordo com a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro”. Mas voltou a dizer que discorda do projeto e afirmou que “quem vai pagar essa conta vai ser o governo”.

Nas últimas semanas, o senador havia sinalizado que poderia se abster. Na semana passada, Marinho, líder da oposição no Senado, ainda dizia que o partido era contra a imposição “de cima para baixo” de uma escala de trabalho e pedia uma escala “flexível”, que permitisse reduzir salários em caso de redução de jornada.

Lula vê pressão das ruas

O presidente comentou a mudança de posição do PL nesta terça. Segundo ele, a virada decorre das manifestações em defesa do fim da 6×1, principalmente no período eleitoral. “Me parece que, depois da pressão da sociedade, depois de todas as manifestações de rua desse Brasil, o partido do PL resolveu votar o fim da escala 6×1”, disse.

Ao rebater alegações de que o projeto seria ruim para o país, Lula afirmou: “Eu, de vez em quando, fico pensando: se todo mal que eu causar a esse país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo isso”.

Primeira pesquisa Quaest do 2º turno será divulgada nesta quarta-feira (14)

Levantamento encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo ouviu 2.154 eleitores entre os dias 10 e 13 de outubro; margem de erro é de dois pontos percentuais.Por Redação g1

A Quaest divulga no final da tarde desta quarta-feira (14) sua primeira pesquisa de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial de 2026. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo.

Segundo os dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram entrevistadas 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-08729/2026.

Além das intenções de voto em Flávio Bolsonaro (PL) e em Lula (PT), a Quaest também pesquisou sobre o voto no primeiro turno, níveis de rejeição aos candidatos, conhecimento sobre propostas dos presidenciáveis e avaliação do governo Lula.

Datafolha na quinta-feira
Além da Quaest desta quarta-feira (14), o Datafolha também apresentará um novo levantamento sobre a disputa presidencial nesta semana. A pesquisa, encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo, será divulgada na quinta-feira (15).

Na pesquisa anterior, divulgada na semana passada, Flávio Bolsonaro (PL) apareceu com 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula (PT).

O novo levantamento do Datafolha prevê entrevistas com 2.520 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 13 e 15 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-00466/2026.

Banco do Nordeste empossa Vicente Aquino, novo diretor de Negócios

O novo diretor de Negócios do Banco do Nordeste (BNB), Vicente Bandeira de Aquino Neto, tomou posse nesta terça-feira, 13, em evento com gestores, na sede da instituição, em Fortaleza (CE). O executivo assume a diretoria responsável pela rede de 297 agências bancárias e cerca de 500 pontos de atendimentos dos programas de microcrédito Crediamigo e Agroamigo, além de conduzir as ações voltadas a Micro e Pequenas Empresas (MPE), pessoas físicas e negócios com empresas e governos.

A posse do novo diretor foi conduzida pelo presidente do BNB, Paulo Câmara, que considera a chegada de Vicente Aquino uma contribuição importante para que o Banco alcance as metas estabelecidas e mantenha seu histórico de resultados recordes de contratação e desembolso.

Segundo Vicente Aquino, o BNB deve ampliar o alcance dos programas de crédito de modo a transformar a vida dos empreendedores. “Pretendo contribuir para modernizar canais, processos, serviços e produtos do Banco, combinando presença e tecnologia, atendimento humano e soluções digitais, simplificação e controle, agilidade e segurança”, afirma.

O executivo já exerceu os cargos de assessor especial da Presidência do BNB entre 2018 e 2019, de conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), de 2019 a 2020, e foi membro do Conselho Diretor da Anatel, de 2020 a 2025.

A atual Diretoria Executiva do Banco do Nordeste está composta por Paulo Henrique Saraiva Câmara como presidente, Ana Teresa Barbosa Carvalho (Administração), Antônio Jorge Pontes Guimarães Júnior (Ativos de Terceiros), José Aldemir Freire (Planejamento), Leonardo Victor Dantas da Cruz (Controle e Risco), Vicente Bandeira de Aquino Neto (Negócios) e Wanger Antônio de Alencar Rocha (Financeira e de Crédito).

Pesquisas internas de Flávio e Lula divergem sobre 2° turno

CNN – As pesquisas internas (os chamados trackings) das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divergem sobre o desempenho de ambos no 2° turno.

Fontes do comando da campanha do senador do PL disseram à CNN que Flávio alcançou uma vantagem de dez pontos percentuais sobre o adversário e teria uma votação maior do que no 1° turno se a eleição fosse hoje.

A leitura no PL é que liderança de Flávio no 1° turno criou uma nova onda de direita que chegou ao Nordeste.

Já a campanha de Lula tem números bem diferentes: redução da vantagem de Flávio sobre Lula e um cenário de empate técnico.

“Notícia boa. Todos os trackings internos mostram uma diminuição importante da diferença (entre Flávio e Lula). Era entre 4% e 6% e caiu para 1% e 3%”, disse o deputado Pastor Henrique (Psol-RJ) em vídeo publicado nas redes sociais.

A avaliação no QG petista é que as manifestações pró-Lula dos últimos dias são sinais de uma onda reversa que beneficia Lula.

Flávio tem 48% contra 45% de Lula no 2º turno, diz BTG/Nexus

Ainda segundo a pesquisa estimulada, 5% do eleitorado disse que votaria branco, nulo ou não votaria em nenhum, enquanto 2% não souberam ou não responderam. As informações são do portal Poder360.

O levantamento entrevistou 2.002 eleitores de 10 a 12 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07997/2026. O estudo custou R$ 164.888,89 e foi pago pelo banco BTG Pactual.