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Nubank envia mensagem por engano avisando clientes sobre fim das atividades

Alguns clientes do Nubank receberam, nesta sexta-feira (12), e-mails informando sobre uma suposta liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central (BC). As mensagens foram enviadas por engano, o banco não foi liquidado e segue operando normalmente.

O g1 teve acesso a um dos e-mails enviados a partir de um domínio oficial da empresa. Na mensagem, o Nubank informava que o BC havia determinado a liquidação da instituição e que “o ativo deste emissor sairá de circulação definitivamente”. O texto orientava os clientes a solicitar o ressarcimento de valores de até R$ 250 mil ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Procurado, o Nubank afirmou que “um erro operacional pontual, já identificado e solucionado”, provocou o envio de mensagens indevidas a parte de seus clientes.

Segundo o banco, “a instituição permanece com todas as suas licenças ativas e sem qualquer impacto para sua operação, que segue com segurança e estabilidade”.

“Pedimos desculpas aos nossos clientes pelo ocorrido e reforçamos nosso compromisso em manter a qualidade dos serviços prestados e a transparência na relação com todos.”

O g1 também procurou o Banco Central, que afirmou que não procede a informação de que a instituição tenha decretado a liquidação extrajudicial do Nubank. O FGC não respondeu.

Nas redes sociais, clientes do banco relataram estranheza com a mensagem recebida.

BNDES e BNB lançam edital de R$ 60 milhões para recuperar áreas degradadas da Caatinga

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Nordeste (BNB), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), lançaram nesta quarta-feira, 10, o Edital Recaatingar, chamada pública de R$ 60 milhões voltada à recuperação socioprodutiva de terras degradadas na Caatinga. O lançamento foi feito no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Lula, da diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, e do presidente do BNB, Paulo Câmara.

O lançamento ocorre em um momento de avanço dos riscos de desertificação no Semiárido e de fortalecimento das políticas públicas voltadas à recuperação da Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro. O edital está alinhado ao lançamento do Programa Recaatingar, do MMA, e vai apoiar projetos que combinem restauração ambiental, produção sustentável, conservação da água, segurança alimentar, geração de renda e adaptação às mudanças climáticas.

“O BNDES está ampliando sua atuação na Caatinga com uma estratégia que já soma cerca de R$ 1,28 bilhão em iniciativas voltadas ao Semiárido e une combate à desertificação, inclusão produtiva e enfrentamento da emergência climática. O Recaatingar mostra que recuperar áreas degradadas também é gerar renda, fortalecer a agricultura familiar e criar condições para que as populações do Semiárido permaneçam em seus territórios com mais segurança hídrica, produtiva e ambiental”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Do total de recursos do edital, R$ 30 milhões serão aportados pelo BNDES e R$ 30 milhões pelo BNB. A chamada vai selecionar projetos em municípios prioritários de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, com foco em territórios mais vulneráveis à degradação, à seca e ao avanço da desertificação. A expectativa é apoiar entre 15 e 25 projetos, com áreas de 50 a 100 hectares cada, execução de até 60 meses e valor estimado entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões por proposta.

Segundo Paulo Câmara, os R$ 30 milhões do Fundo Sustentabilidade do Banco do Nordeste somam-se a outros recursos voltados ao cuidado com o bioma e que foram anunciados em 2025. “Trata-se de uma ação continuada no âmbito da iniciativa Floresta Viva. Em 2025, nós já disponibilizamos mais de R$ 40 milhões em dois outros editais. Temos o compromisso de apoio o desenvolvimento sustentável em toda nossa área de atuação, seguindo as orientações do presidente Lula e contando com apoio do BNDES”, afirma.

Recuperação produtiva – O Edital Recaatingar vai apoiar projetos que combinem restauração ecológica, produção de base agroecológica, implantação de sistemas agroflorestais e uso sustentável da Caatinga. Também poderão ser financiadas tecnologias sociais e equipamentos adaptados ao Semiárido, ações de recuperação e manejo sustentável do solo, proteção e recuperação de corpos hídricos naturais, conservação da água e fortalecimento de cadeias produtivas associadas à restauração ecológica, à sociobiodiversidade e à agrobiodiversidade da Caatinga.

“A Caatinga é um bioma estratégico para o Brasil, pela sua biodiversidade, pela sua população e pelo papel que pode desempenhar no enfrentamento da crise climática. O Recaatingar nasce para apoiar soluções construídas nos territórios, com participação das comunidades, combinando recuperação ambiental, produção sustentável, água, renda e permanência das famílias no Semiárido”, afirma a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello

Na prática, os projetos poderão apoiar desde a recuperação de áreas degradadas com espécies nativas até a produção de sementes e mudas, assistência técnica, capacitação de comunidades, fortalecimento de associações e cooperativas, práticas agroecológicas, sistemas de captação e armazenamento de água, cercamento de nascentes e ações de prevenção e combate a incêndios florestais, especialmente associadas ao Manejo Integrado do Fogo.

As propostas deverão prever contrapartida mínima de 5% do valor solicitado, que poderá ser financeira ou não financeira, como disponibilização de pessoal, bens, insumos, serviços, equipamentos ou infraestrutura.

Comissão do Senado aprova reduzir idade da aposentadoria para agentes de saúde

g1 – A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira (10) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê aposentadoria integral e com paridade a agentes de saúde e de combate a endemias. A votação foi simbólica e a matéria segue para análise do plenário.

A aposentadoria integral garante que o trabalhador se aposente recebendo o valor total da sua média salarial ou do seu último salário da ativa, conforme as regras da época em que ingressou, enquanto a paridade assegura que o aposentado receba automaticamente os mesmos reajustes e aumentos salariais concedidos aos servidores que continuam na ativa.

Também pelo texto, os agentes passam a ter direito à aposentadoria com idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, condicionada a 25 anos de contribuição e efetivo exercício na atividade.

Pela regra atual, consolidada após a reforma da Previdência, a idade de aposentadoria é de 62 anos para mulher e 65 anos para homem.

A PEC também estabelece uma transição. Para agentes ativos que tiverem 25 anos de contribuição até 2030, será garantida a aposentadoria especial com idade mínima de 50 anos para mulheres e 52 para homens.

Após isso, a cada cinco anos, a idade mínima será acrescida de dois anos. Com isso, a partir de 2041, valerão as idades mínimas de 57 anos para mulheres e 60 para homens.

Pauta-bomba

O impacto estimado pelo ministério da Fazenda é de R$ 99 bilhões. Neste terça (9), o ministro Dario Durigan esteve com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir projetos sensíveis à equipe econômica pelo elevado impacto nas contas públicas e a PEC foi um dos temas Essas propostas são comumente chamadas de pautas-bomba.

Segundo interlocutores do presidente do Senado, apesar dos senadores terem aprovado a quebra de intervalo — que permite que a PEC siga para o plenário — Alcolumbre não deve colocar o texto na pauta desta semana da Casa.

A PEC também determina que sejam considerados, para a aposentadoria, o período exercido em mandato classista e o tempo em que o servidor ficou readaptado em outra função por causa de acidente de trabalho, doença profissional ou doença relacionada ao trabalho.

A proposta vale tanto para os agentes vinculados ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) quanto ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), com regras de transição específicas, escalonamento de idades e um sistema de pontos.

Além disso, disciplina a regularização do vínculo funcional desses profissionais e estabelece providências de natureza financeira envolvendo União, estados, Distrito Federal e municípios, incluindo aporte ao Fundo do RGPS.

Quaest: Lula lidera com 44% no 2º turno e abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro, que tem 38%

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que o presidente Lula (PT) tem 44% das intenções de voto em um eventual 2º turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 38%.

Na pesquisa anterior, divulgada em maio, Lula tinha 42%, e Flávio Bolsonaro, 41%. Em abril, era o senador quem aparecia numericamente à frente, com 42% contra 40% de Lula. Em março, os dois estavam numericamente empatados, com 41% cada.

A pesquisa divulgada nesta quarta-feira marca a mudança de uma situação de empate entre Lula e Flávio, registrada desde março, para uma de liderança de Lula, com vantagem de seis pontos sobre o adversário.

Ainda assim, o cenário é mais acirrado do que já foi quando as pesquisas da Quaest começaram, em agosto de 2025. Nessa época, Lula tinha dezesseis pontos de vantagem. Em dezembro, dez pontos. Em janeiro, a diferença passou para sete pontos e, em fevereiro, ficou em cinco.

Em março, houve empate numérico; em abril, Flávio apareceu dois pontos à frente; em maio, Lula voltou a aparecer numericamente à frente, com um ponto de vantagem. Em abril e maio a situação era de empate técnico.

A Quaest apresentou também aos eleitores simulações de 2º turno em que Lula enfrentaria Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, analisou os resultados: “Os outros nomes da direita não conseguem, no entanto, melhorar seu desempenho contra Lula a ponto de serem mais competitivos que Flávio. Zema tem uma oscilação negativa neste último mês e está a 10 pontos de Lula.”
Nunes destacou o desempenho do fundador do MBL e pré-candidato do Missão, Renan Santos:

“Quem tem melhorado seu desempenho na simulação de 2º turno é Renan Santos, que chegou a 31%, seu melhor desempenho na série histórica. Mas ainda aparece menos competitivo que Flávio.”

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026.

Vorcaro temia voltar para cela comum e acelerou nova proposta de delação

CNN – O ex-banqueiro Daniel Vorcaro acelerou a apresentação de uma nova proposta de delação para tentar evitar sua transferência uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal, como aconteceu pouco após a PF rejeitar a primeira versão da colaboração premiada entregue aos investigadores.

Na ocasião, Vorcaro foi levado a um espaço comum, que pela regra é compartilhado com outros detentos e com maior restrição para encontrar seus advogados.

Quatro dias depois, no entanto, o relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro André Mendonça, autorizou o retorno do ex-banqueiro à sala de Estado-Maior, onde estava desde 20 de março.

No local, o ex-banqueiro pode receber profissionais que atuam na sua defesa de 9h às 17h e tem um espaço e banheiro individuais.

Domiciliar

Para além de uma escolha de cela, o ex-banqueiro apresentou a nova proposta — segundo investigadores “mais robusta” — na tentativa de que a delação seja aceita. O objetivo é solicitar a transferência para prisão domiciliar assim que a colaboração premiada for homologada.

Lula diz que foi pego de surpresa com tarifaço e que vai enviar carta a Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (3) que não foi comunicado oficialmente pelo governo dos Estados Unidos sobre as propostas de novas tarifas comerciais a produtos brasileiros, e que pretende enviar uma nova carta a Donald Trump.

Ele disse que foi surpreendido pelo anúncio e que o país “não pode aceitar” o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil.

“Na última reunião, quando eu estive lá […] tivemos uma conversa com o Trump de três horas, e entregamos os assuntos que o Brasil quer discutir. Na hora da relação comercial, houve uma divergência entre o meu ministro e o ministro do comércio deles, eu propus ao Trump: ‘Já que não tem acordo entre os dois ministros, vamos dar trinta dias para que eles se entendam'”.

O petista relatou ter dito a Trump que, se estiver errado, não tem problema em voltar atrás. Mas, caso contrário, o norte-americano teria que recuar. Esse prazo de um mês ainda não terminou, segundo Lula.

“Não se concluiu nada. Por isso, a nossa surpresa com a decisão de mais um comunicado, de mais uma taxação com relação ao Brasil”, prosseguiu.

O presidente deu a declaração durante reunião ministerial no Palácio do Planalto. Durante a fala inicial, Lula reforçou discursos anteriores, em quecriticou o Secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, e o chamou de “latinoamericano frustrado”.

Lula também disse que entregou pessoalmente a Trump quatro documentos “muito importantes sobre a relação com o Brasil”. Os papéis traziam relatos do governo sobre temas como combate a facções criminosas, exploração de terras raras e sobre a guerra no Irã.

“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles de ontem, e a de antes de ontem”.

Uma investigação do escritório norte-americano concluiu, na terça-feira (2), que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.

Essa sobretaxa, segundo o Ministério das Relações Exteriores, deve se somar à taxa proposta em outro relatório dos EUA, divulgado na segunda-feira (1º), que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos.

Governo manifesta “indignação” e diz que não há justificativa para taxação dos EUA

O governo federal manifestou, em comunicado divulgado nesta terça-feira (2), “indignação” com a recomendação do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) de imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil.

Leia na íntegra a nota

“Governo brasileiro manifesta indignação com a conclusão preliminar anunciada ontem (1/6) pelo USTR relativa à investigação da Seção 301 contra alegadas práticas comerciais desleais do Brasil.

Essa investigação teve início em 15 de julho de 2025 por provocação da família Bolsonaro e está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país, como feito na recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington. Essas investidas têm contado com o auxílio de falsos patriotas que usam cargos e funções públicas para conspirar contra os interesses nacionais.

É lastimável que todo o trabalho de diálogo e articulação que o Governo brasileiro tem feito, inclusive com envolvimento pessoal dos Presidentes Lula e Trump, seja sabotado por interesses meramente eleitorais e familiares.

Não havia e não há justificativa para essas medidas unilaterais contra o nosso país ou contra patrimônios brasileiros como o PIX, mencionado explicitamente nas recomendações preliminares. Segundo estatísticas do “Bureau of Economic Analysis”, os EUA acumularam US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos (2011-2025). Só no ano passado, o superávit comercial de bens dos EUA com o Brasil totalizou US$ 14,46 bilhões. Considerando bens e serviços a cifra sobe a US$ 40,52 bilhões.

Em 2025, 76% das importações originárias dos Estados Unidos entraram no Brasil sem pagar imposto de importação. Oito dos dez principais produtos importados dos Estados Unidos pelo Brasil tiveram tarifa efetiva zero, incluindo petróleo e derivados, aeronaves, gás natural e carvão. A alíquota média efetivamente cobrada dos produtos norte-americanos no Brasil foi de apenas 3,1%.

O principal efeito das tarifas unilaterais, politicamente motivadas, aplicadas ao nosso país tem sido impor danos à economia nacional e à geração de emprego e renda, além de diminuir o papel dos EUA como nosso parceiro comercial. No primeiro trimestre de 2026, a participação dos EUA nas exportações brasileiras atingiu o menor valor da série histórica ao somar 9,4%.

Conforme acordado pelos Presidentes Lula e Trump por ocasião da reunião em Washington no dia 7 de maio, estão em curso negociações tarifárias entre os dois países em busca de soluções que resultem no encerramento da investigação da Seção 301, previsto para 15 de julho, sem imposição de medidas contra o Brasil. O Governo brasileiro também dará continuidade ao diálogo com o setor privado com esse objetivo.

O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional.

O Governo reafirma a expectativa de que as recomendações não se convertam em tarifas efetivas, mas reitera que adotará toda e qualquer medida capaz de reduzir os danos que venham a ser causados à economia, aos empregos e à renda dos brasileiros.

É preciso estar atento aos traidores da pátria e trabalhar em defesa da nossa soberania e dos interesses do povo brasileiro.”

Trump busca “eliminar grupos criminosos”, diz porta-voz dos EUA ao explicar decisão sobre CV e PCC

Em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (1º), a porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, disse que o presidente americano, Donald Trump, quer eliminar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho).

“O presidente Trump deixou muito claro desde o início do seu mandato que ele vai utilizar todas as ferramentas a nossa disposição para combater esses grupos criminosos que estão atuando na nossa região e para proteger a segurança dos Estados Unidos”, disse a porta-voz. “O presidente Trump está atuando para eliminar estes grupos”, acrescentou ela.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (28) que classificou o Comando Vermelho e o PCC como “Terroristas Globais Especialmente Designados”. A medida começa a valer no dia 5 de junho.

O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros”, destaca o comunicado assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio.

Lula tem vantagem de 7 pontos sobre Flávio Bolsonaro, aponta Real Time Big Data

Pesquisa divulgada pelo Real Time Big Data, nesta segunda-feira (1), aponta a liderança do presidente Lula (PT) com 38% das intenções de votos, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) fica com 31%. Os números mostram que a disputa pela Presidência da República continua polarizada entre os dois pré-candidatos.

Os demais concorrentes apresentam apenas um dígito. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 6%, Romeu Zema (Novo) soma 4%, Aécio Neves (PSDB): 3%, Joaquim Barbosa (DC): 3% e Augusto Cury (Avante). Votos nulos ou em branco representam e 4% dos entrevistados não sabem ou não responderam.

2º TURNO

No cenário de 2º turno, o presidente Lula abre cinco pontos percentuais em relação a Flávio Bolsonaro. O petista subiu dois pontos em relação à pesquisa realizada em maio e tem 45% das intenções de voto. O pré-candidato do PL caiu quatro pontos a agora aparece com 40%.

Por outro lado, outros pré-candidatos ficaram numa situação melhor, num possível 2º turno, depois das revelações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. O instituto ainda testou outros quatro cenários de segundo turno.

No primeiro deles, Lula aparece empatado com Ronaldo Caiado com 43%. Enfrentando Romeu Zema, Lula fica com 43% contra 40%. A distância aumenta se o adversário for Renan Santos: 46% contra 30%. E aumenta se o adversário fosse Aécio Neves: 47% a 23%.

GOVERNO

A desaprovação da gestão Lula continua superando a aprovação, segundo a pesquisa: 50% desaprovam a gestão petista, ante 43% que aprovam. Para 14% dos brasileiros, o Governo é ótimo, 14% acham bom e 25% consideram regular. Por outro lado, 20% acham ruim e 27% avaliam como péssimo. Não souberam responder 2%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05864/2026 e ouviu 2 mil pessoas em todo o território nacional entre os dias 29 e 30 de maio de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.

Pacheco confirma que não disputará governo de MG e diz que vai encerrar carreira política

Por Victória Cócolo — São Paulo

Após o PT admitir que não conseguiu viabilizar sua candidatura ao governo mineiro, senador afirma pela primeira vez que encerrará a trajetória política ao término do mandato.

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) confirmou nesta sexta-feira (29), pela primeira vez de forma pública, que não disputará o governo de Minas Gerais em 2026. O parlamentar também disse que encerrará sua trajetória política ao fim do atual mandato no Senado, em 2027.

A declaração foi dada durante evento promovido pelo Lide, grupo de líderes empresariais fundado pelo ex-governador João Doria, em São Paulo. Em conversa com jornalistas após participar de um painel sobre tecnologia, o ex-presidente do Senado afirmou que a decisão é definitiva e descartou tanto uma candidatura ao Palácio Tiradentes quanto uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento da gente avaliar ciclos. Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, afirmou.

A manifestação ocorre dez dias depois de o presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarar que Pacheco não seria candidato ao governo de Minas. A fala foi interpretada como o reconhecimento de que o partido não conseguiu consolidar uma aliança para lançar o senador como representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado.

Desde o início das articulações para as eleições de 2026, Pacheco era tratado por integrantes do governo federal e do PT como o nome preferido de Lula para disputar o governo mineiro. Minas Gerais é considerado um dos principais colégios eleitorais do país e uma peça estratégica para a campanha presidencial.