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Israel encontra corpo do brasileiro feito refém por terroristas do Hamas em Gaza

O brasileiro Michel Nisembaum, que morreu após ser sequestrado pelo Hamas em 7 de outubro, com suas duas filhas, em imagem de arquivo. — Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Michel Nisembaum, o único brasileiro feito refém pelo Hamas, foi encontrado morto nesta sexta-feira (24), segundo anunciaram as Forças Armadas de Israel.

As forças israelenses afirmaram ter encontrado o corpo de Nisembaum durante uma operação militar em Jabalia, cidade do norte da Faixa de Gaza.

De acordo com os militares israelenses, Michel Nisembaum foi morto em 7 de outubro, quando terroristas do Hamas invadiram o sul de Israel, mataram mais de 1.200 pessoas e sequestraram outras cerca de 250.

Até a operação desta sexta, a família acreditava que ele pudesse ter sido sequestrado, e ainda nutria esperanças de encontrá-lo vivo.

Na operação desta sexta, Israel disse que soldados recuperaram também o corpo de outros dois reféns e entraram em confronto com o Hamas durante a operação, sem divulgar mais detalhes.

A informação sobre a localização dos corpos se deu a partir dos trabalhos de inteligência e foi analisada ao longo dos últimos dias. Os dados foram compartilhados entre o Exército e o Serviço de Informações.

Lula diz que reconhecimento do Estado Palestino traz ‘efeito positivo’ para paz

g1 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (23), que a decisão de Espanha, Noruega e Irlanda em reconhecer o Estado Palestino é “histórica” e terá “efeito positivo” para a paz na região.

Em uma rede social, Lula escreveu que a medida “faz justiça em relação ao pleito de um todo um povo” e que a estabilidade no Oriente Médio só será atingida “quando for garantida a existência de um Estado Palestino independente”.

“A decisão conjunta de Espanha, Noruega e Irlanda de reconhecer a Palestina como um Estado é histórica por duas razões. Faz justiça em relação ao pleito de um todo um povo, reconhecido por mais de 140 países, por seu direito à autodeterminação. Além disso, essa decisão terá efeito positivo em apoio aos esforços por uma paz e estabilidade na região. Isso só ocorrerá quando for garantida a existência de um Estado Palestino independente”, escreveu.

“O Brasil foi um dos primeiros países na América Latina a assumir essa posição, quando em 2010 de reconhecer o Estado da Palestina nas fronteiras de 1967, o que inclui a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, tendo Jerusalém Oriental como sua capital”, continuou.

Após ter mandato mantido, Moro diz que julgamento do TSE foi técnico

Na terça (21), Corte eleitoral rejeitou recursos que pediam cassação do mandato do senador. Moro afirmou que acusações são mentirosas e que decisão do tribunal foi independente.

g1 – O senador Sergio Moro (União-PR) comentou nesta quarta-feira (22) a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que rejeitou pedidos de cassação do mandato dele. O parlamentar disse que o julgamento foi técnico, e pediu pelo fim do “espírito de revanchismo”.

“O melhor é nós deixarmos de lado esse espírito de revanchismo, e essa polarização exacerbada, que muitas vezes embota o nosso raciocínio e impede que nós busquemos convergências naqueles pontos comuns”, disse, em entrevista coletiva no Senado.

Moro afirmou que as acusações contra ele eram mentirosas e que a decisão do TSE foi independente. Segundo o senador, houve pressão e “boatos exagerados” sobre a cassação do mandato , mas que saiu com uma “vitória”.

“Ano passado, muita gente afirmava, sem conhecimento, que era impossível a preservação do meu mandato. Que eram favas contadas, até com certo desrespeito ao Judiciário, que meu mandato seria cassado”, disse nesta quarta.

“Aí nós temos que nos orgulhar do nosso Judiciário que mostrou essa independência”, afirmou.

Moraes pede ação da ONU contra ‘terra de ninguém’ das big techs

g1 – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, disse nesta terça-feira (21) que a Organização das Nações Unidas (ONU) deve liderar um esforço para elaboração de uma Declaração Universal de Direitos Digitais em defesa da democracia.

Em discurso na abertura de um seminário do TSE sobre inteligência artificial nas eleições, Moraes defendeu o texto nos moldes da já existente Declaração Universal dos Direitos Humanos, que serve de base para direitos fundamentais em países de todo mundo e se tornou um dos pilares da sociedade moderna.

Segundo ele, a declaração de direitos digitais funcionaria como uma cooperação internacional para combater o mau uso de redes sociais e ferramentas digitais, como a inteligência artificial (IA).

“Há pouco mais agora de 75 anos, a ONU proclamou a sua declaração de direitos. Há hoje uma necessidade também de uma discussão, do ponto de vista internacional, para que a ONU lidere uma declaração de direitos digitais em defesa da democracia”, disse o ministro

Para Alexandre Moraes, essa declaração universal seria uma forma de impedir que as chamadas big techs — gigantes de tecnologia mundial — continuem como “terra de ninguém” a nível global.

“Não podemos permitir que essas big techs, que atuam no mundo todo, continuem sendo terra de ninguém. Não podemos permitir que essas big techs sejam consideradas empresas de tecnologia. São empresas de publicidade, de mídia, de informação. E, como tais, devem ser responsabilizadas igual todas as demais”, declarou Moraes.

O ministro também voltou a defender a criação de regras para redes sociais no Brasil. Alexandre de Moraes avaliou que mecanismos legislativos são necessários para reprimir o uso das plataformas e da inteligência artificial na manipulação de resultados eleitorais.

“Além da educação, da prevenção e da preparação para o combate à utilização de inteligência artificial para propagar as fake news, as deepfakes, é importante também mecanismos administrativos, legislativos e judiciais para que nós possamos combater, de forma repressiva também, para que nós não deixemos que isso influencie nas eleições”, declarou.

Para o magistrado, a utilização da IA, “anabolizando as fake news”, pode interferir no resultado de uma eleição.

“Porque até que aquilo seja desmentido, até que chegue a versão verdadeira a todo eleitorado, isso pode mudar milhares de votos. Consequentemente, pode fraudar o resultado da vontade popular. Nós não podemos permitir isso”, acrescentou Moraes.

“Nunca neste País um presidente tratou tão bem os prefeitos”, disse Lula

O presidente Lula, discursa na XXV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

“Eu tenho orgulho de chegar na frente de prefeitos e prefeitas, para dizer que nunca neste País um presidente tratou com tanto carinho eles todos”.Foto: Finfa

 

Lula chega para abertura da XXV Marcha

O presidente Lula, acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin,  dos presidentes do Senado e Câmara dos Deputados e ministro de estado, acabam de chegar ao Centro de Convenções de Brasília, para abertura da XXV MARCHA a Brasília em Defesa dos Municípios, evento realizado pela CNM. Fotos: Finfa

Barracas, carros e debaixo de pontes: população improvisa moradias em Porto Alegre

Atingidos pela enchente sobrevivem de doações após suas casas serem inundadas. Tragédia matou 157 pessoas, deixando 88 desaparecidas e mais de 657,8 mil fora de casa.

g1 – Se em alguns pontos da Região Central de Porto Alegre a água do Guaíba, que inundou a Capital, vem baixando nos últimos dias, na Região das Ilhas, a situação ainda é crítica. Sem poder voltar para casa, mais de 200 pessoas improvisa moradias em barracas, carros e até debaixo de uma ponte.

“É ruim, é terrível. Só não está pior porque a gente consegue ajuda. Na minha casa, a água tá no telhado. Perdi tudo”, conta José Odair Aires da Conceição, uma das pessoas que reside na Ilha Grande dos Marinheiros e precisou montar uma barraca embaixo da ponte nova do Guaíba.

Os moradores relataram à reportagem da RBS TV que optaram por não irem a abrigos para não ficarem distantes das moradias. A equipe procurou a prefeitura para saber sobre o atendimento aos afetados, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

José, que trabalha como reciclador, recebeu doações de lonas e, com pedaços de madeira encontrados próximo ao lago, ergueu a barraca onde está sobrevivendo com a namorada.

A situação dele é parecida com a de cerca de 220 pessoas que estão desabrigadas e buscaram refúgio ao longo da BR-290, onde fica a ponte.

A igreja do padre Rudimar Dal’Asta, conhecido como padre Rudi, foi completamente inundada. Acostumado a acolher fieis da Região das Ilhas, agora é ele que recebe acolhimento.

“[A situação] É dolorida, é sofrida, mas a solidariedade entre as famílias e as pessoas das ilhas é muito grande neste momento”, conta o padre Rudi.

Ele relata que divide uma barra com outras três pessoas. Para sobreviver, diz que a população depende de “muita solidariedade, de muita caridade”.

Ebrahim Raisi, presidente do Irã, morre em queda de helicóptero, diz TV estatal

Por g1

O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, morreu aos 63 anos na queda de um helicóptero, informou a TV estatal do Irã nesta segunda-feira (20).

Raisi, que foi eleito em 2021 e tinha mandato até 2025, era a 2ª pessoa mais importante do Irã, atrás apenas do aiatolá Ali Khamanei, líder supremo do Irã e de quem o atual presidente era um protegido e possível sucessor – segundo o blog da Sandra Cohen, a morte de Raisi deve disparar uma disputa feroz pelo cargo.

Segundo a imprensa oficial iraniana, o helicóptero caiu numa reunião montanhosa do Irã em razão das más condições climáticas durante um voo que trazia Raisi e outras autoridades do vizinho Azerbaijão.

A queda ocorreu entre as aldeias de Pir Davood e Uzi, na província iraniana de Azerbaijão Oriental, cerca de 600 quilômetros a noroeste de Teerã, a capital iraniana (veja no infográfico abaixo).

Além de Raisi, a queda matou o chanceler do Irã, Hossein Amirabdollahian.

A aeronave transportava, ainda, Malek Rahmati, governador da província iraniana do Azerbaijão Oriental; e Hojjatoleslam Al Hashem, líder religioso. As mortes dos dois não foram confirmadas, mas, mais cedo, a imprensa oficial informou não haver sinal de sobreviventes no local da queda.

Buscas levaram cerca de 12 horas
A queda do helicóptero ocorreu por volta das 13h (no horário local, 6h no de Brasília), mas a aeronave só foi encontrada cerca de 12 horas depois.

Além das dificuldades de acesso, o tempo ruim dificultava os trabalhos de resgate. O helicóptero só foi avisado cerca de 12 horas depois, na madrugada desta segunda, por integrantes do Crescente Vermelho iraniano, depois que um drone enviado pela Turquia identificar locais de calor.

Inicialmente, o minsitro do Interior iraniano informou que o helicóptero que levava o presidente levava um pouso forçado. Mais tarde, a imprensa oficial informou que a aeronave havia sofrido um acidente em razão das más condições climáticas.

Quem era Ebrahim Raisi
Ebrahim Raisi foi eleito em 1º turno em 2021 para um mandato de 4 anos, numa eleição com abstenção recorde e da qual vários adversários foram impedidos de participar pelo Conselho de Guardiães da Constituição.

Entre os que foram tirados da corrida eleitoral estão o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, o ex-presidente do Parlamento Ali Larijani, o atual vice-presidente Es-Hagh Jahanguiri e o reformista Mostafa Tajzadeh, foram afastados.

Na década de 1980, Raisi participou das chamadas comissões da morte, que levaram à execução de cerca de 5 mil militantes opositores que se voltaram contra o regime dos aiatolás. Em 2019, os Estados Unidos impuseram sanções a Raisi por conta da participação nas mortes.

Em 2022, já sob Raisi, o governo iraniano reagiu com violência à onda de protestos que pediam justiça por Mahsa Amini, uma jovem que morreu três dias após ser presa por não usar adequadamente o véu em local público (veja no vídeo abaixo). Mais de 500 manifestantes foram mortos nos protestos, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (Hrana).

Na Alemanha, representantes do Nordeste buscam investimentos sustentáveis

Em reunião com investidores, Sudene apresentou os mecanismos para atração de indústrias de baixo carbono para a região

Berlim (Alemanha) – A atração de indústrias sustentáveis para o Nordeste foi o objetivo do seminário “Nordeste Brasileiro: Oportunidades de Investimento na Indústria Verde e na Transição Energética “, realizado nesta quinta-feira (16), no quarto dia da missão internacional realizada pela Sudene, pelo Consórcio Nordeste e pela Apex Brasil na Europa. Durante o evento, foram apresentados os instrumentos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste para o financiamento de empreendimentos na região, como o FNE, o FDNE e os incentivos fiscais.

O superintendente da Sudene, Danilo Cabral, destacou as oportunidades para o Nordeste a partir do potencial regional para a transição energética, associada à instalação de indústrias de baixo carbono. “Os estudos apontam que o Nordeste voltará a crescer em um ritmo mais acelerado do que o Brasil, um movimento político econômico que fará da região parte da solução do Brasil”, enfatizou.

Durante o discurso, Danilo Cabral apresentou os eixos estratégicos do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE) – inovação, considerado o “fio condutor”; meio ambiente, desenvolvimento produtivo e social, educação, infraestrutura econômica e urbana e capacidades governativas. “O planejamento para o que se quer para o Nordeste nos próximos anos aponta para a sustentabilidade”, afirmou o superintendente.

Participaram do encontro investidores, representantes do governo alemão, os governadores Fátima Bezerra (RN), presidente do Consórcio Nordeste, Fábio Mitidieri (SE), Jerônimo Rodrigues (BA), o  vice-governador Felipe Camarão (MA). Além deles, estavam o embaixador Roberto Jaguaribe, o diretor-presidente da Apex Brasil, Jorge Viana, o senador Alessandro Vieira, a superintendente da Área de Transição Energética e Clima do BNDES, Carla Primavera.

A missão internacional se encerra nesta sexta-feira (17) com reuniões da comitiva brasileira com a Federação das Indústrias, a Câmara de Comércio Exterior e a Agência Alemã de Cooperação Internacional. Também haverá uma agenda institucional com a International Climate.

Silvio Costa Filho destaca força-tarefa do governo no RS: “Vamos juntos continuar trabalhando pela reconstrução do Rio Grande”

O Brasil segue reunindo esforços para ajudar o povo gaúcho após fortes enchentes devastar grande parte dos munícipios do estado. Desde que o país se mobilizou em prol do Rio Grande do Sul, centenas de toneladas de donativos foram arrecadados em todas as regiões brasileiras. Para garantir que todas essas doações cheguem ao destino certo, de forma ágil e segura, o Governo Federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Casa Civil, Ministério da Defesa e demais órgãos federais, montou uma força tarefa responsável pela logística do material pelos modais aéreo e marítimo.

O Porto de Rio Grande, único do estado gaúcho aberto para operações, já recebeu cerca de 460 toneladas para as vítimas das enchentes. A maior parte dos donativos é composta por água mineral, vestuário, colchões, cobertas, produtos de higiene pessoal, de limpeza, dentre outros itens não perecíveis. A partir do recebimento no porto, os donativos são transportados até o cais público, onde são armazenados e distribuídos pela Defesa Civil do Estado, Exército, Marinha e demais entidades envolvidas.

 

Segundo o ministro do MPor, Silvio Costa Filho, todo material arrecadado no país tem sido transportado sem custos pelas empresas parceiras. “Essa força-tarefa é fundamental para amenizar as dificuldades que nossos irmãos gaúchos vêm passado. Vamos, juntos, continuar trabalhando pela reconstrução do Rio Grande do Sul”, destacou. “Seguimos firmes na colaboração dos trabalhos e no fortalecimento do estado”, acrescentou.

Novas ações

O recebimento de donativos ao Rio Grande do Sul segue em ritmo acelerado. A Portos RS, administradora dos complexos portuários do estado, estima que cerca de 1.480 toneladas de materiais sejam transportadas ao porto nos próximos dias. Segundo a empresa, são remessas que foram arrecadadas no Distrito Federal Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, e Pernambuco em dois navios, um total estimado de 25 contêineres de 40 pés carregados com doações, o que equivale a aproximadamente 700 toneladas.

Para o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, o trabalho colaborativo faz a diferença no momento de extremo desafio vivido pela população gaúcha. “Vivemos um dos episódios mais tristes da história do Rio Grande do Sul e sabemos que nesse momento a união é a melhor forma de superarmos tudo isso. O envio desses materiais até o complexo portuário do Rio Grande demonstra a solidariedade dos brasileiros. Como autoridade portuária não poderíamos ficar atentos apenas a situação dos portos sob a nossa administração”, destaca o presidente.

O envio eficiente de todo material só foi possível graças aos órgãos do governo e empresas que estão à frente da operação logística, considerando que boa parte das doações são realizadas por multimodais. As doações que saem das Bases Aéreas de Brasília e de Anápolis/GO, por exemplo, vão conteinerizadas ao Porto Seco de Anápolis, embarcam em composição ferroviária na Ferrovia Norte Sul direto ao Porto de Santos, onde são embarcadas para cabotagem. É uma verdadeira integração logística orientada para o Rio Grande do Sul.

“Todo o Brasil está mobilizado pelo Rio Grande do Sul. De norte a Sul, estamos juntos com união pela reconstrução do estado”, afirmou Costa Filho.