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Ipespe: Flávio tem 49%, Lula 44% no 2º turno

Por Agência O Globo

Pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado aponta que Flávio Bolsonaro (PL) ampliou a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de 1,87 ponto percentual registrada no primeiro turno (47,03% a 45,16% dos votos válidos) para 5,4 pontos no segundo turno. O levantamento estimou placar de 52,7% para o senador a 47,3%, do candidato à reeleição nesse embate direto.

Considerando os números totais, Flávio aparece com 49% ante 44% de Lula, enquanto 5% declaram voto em branco ou nulo e 3% não sabem ou não respondem. Segundo os dados, 47% dos entrevistados disseram que certamente votariam em Flávio e 5%, que poderiam votar no senador. Outros 46% afirmaram que não o apoiariam de jeito algum. Já Lula registrou 43% de certeza de voto, 5% de voto possível e 49% de rejeição.

Ainda de acordo com a pesquisa, Flávio lidera na intenção de voto entre os homens (53% a 38%), eleitores de ensino médio (53% a 39%), eleitores com renda de 2 a 5 salários mínimos (55% a 37%) e evangélicos (61% a 30%). Lula, por sua vez, aparece à frente entre mulheres (49% a 44%), pessoas com ensino fundamental (51% a 41%) e famílias com renda de até 2 salários mínimos (51% a 40%).

O petista leva vantagem apenas no Nordeste (63% a 29%) contra o bolsonarista, que fica à frente no Sul (63% a 30%); no agregado Norte/Centro-Oeste (59% a 33%); e no Sudeste (52% a 40%).

Da parcela de entrevistados que se declara independente (37% dos entrevistados), Flávio e Lula aparecem empatados: ambos recebem o apoio de 44% desses eleitores que não se colocam nem à esquerda nem à direita do espectro político.

Entre aqueles que disseram ter votado em Flávio no primeiro turno, 97% afirmaram que pretendem manter a escolha, mesmo percentual dos eleitores de Lula. Metade dos brasileiros (50%) que apoiaram o terceiro colocado, Augusto Cury (Avante), indicam que agora vão de Flávio e 29%, de Lula. Os eleitores que preferiram Ronaldo Caiado (PSD) em 4 de outubro também tendem, em maioria, a se alinhar ao senador: 56% citam a intenção de votar no bolsonarista e 15%, no petista.

Oito em cada dez eleitores (88%) afirma que é a máxima a possibilidade de comparecimento para votar em 25 de outubro.

O levantamento aponta ainda que a esperança é o sentimento mais citado em relação à eleição (45%), seguida por medo (14%). Entre os eleitores que declararam voto em Flávio, 61% mencionaram esperança, enquanto esse sentimento foi citado por 33% dos apoiadores de Lula. O medo foi lembrado por 23% dos eleitores do petista e por 6% dos do bolsonarista.

O Ipespe ressalta que o desejo de mudança é “expressivo” no eleitorado: 79% querem alterar total ou parcialmente o rumo do país, enquanto 37% querem mudar totalmente e 42% mudar apenas o que não está bom. Menos de um quinto (18%) desejam a continuidade do que hoje é feito no Brasil. Nesse cenário, 81% dos que citam mudança total votam em Flávio Bolsonaro. Já aqueles que preferem mudar apenas o que não está bom se dividem entre Lula (49%) e Flávio (42%).

Os dados mostram também que os itens de conteúdo econômico — economia, emprego e preços (17%), fim da escala 6×1 (5%), fim das bets (5%) e aumento do Bolsa Família (3%) — somam 30% entre os temas considerados pelos eleitores para a definição do voto. O agregado supera a corrupção e a crise no Supremo Tribunal Federal (24%), saúde e educação (12%) e “violência e segurança” (7%).

Para 43% dos eleitores ouvidos, Flávio faz a melhor campanha na televisão e no rádio, contra 34% que citam Lula nesse questionamento. Em relação à atuação nas redes sociais, o senador também leva a melhor, 47% a 32%, assim como em entrevistas na TV, 45% a 37%.

A pesquisa Ipespe ouviu 1.500 eleitores, entre os dias 6 e 8 de outubro, via recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00933/2026.

Pesquisa Vox Brasil, Lula 44,2% Flávio Bolsonaro 42,7%

Os eleitores indecisos representam 9,7% da amostra, enquanto 3,4% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto. Na apuração dos votos válidos, que exclui essas categorias, Lula aparece com 50,9%, ante 49,1% de Flávio. As informações são da Revista Fórum.

Primeiro turno
O resultado difere do registrado pelo próprio instituto antes do primeiro turno. Na pesquisa realizada entre 29 de setembro e 1º de outubro, Flávio tinha 48,2%, enquanto Lula somava 45,2%. Na comparação entre os dois levantamentos, o senador passou de uma vantagem de três pontos percentuais para uma desvantagem numérica de 1,5 ponto.

Os números, porém, não permitem concluir que houve uma tendência consolidada de crescimento de Lula. Além de se tratar de levantamentos realizados em momentos distintos, a diferença atual está dentro da margem de erro. O percentual de indecisos também supera a distância entre os candidatos, o que torna relevante a definição desses eleitores para o resultado final.

Maioria diz ter voto definido
O levantamento indica que 76,2% dos entrevistados estão totalmente decididos sobre o candidato em quem votarão no segundo turno. Outros 13,4% afirmam já ter escolhido um nome, mas admitem a possibilidade de mudar de opinião.

Os eleitores que ainda não decidiram o voto ou continuam avaliando as opções representam 6,4% dos entrevistados.

A pesquisa também aponta uma disposição elevada para comparecer às urnas: 81,6% dizem que votarão com certeza. Já 5,2% afirmam que provavelmente não irão votar ou que não pretendem comparecer.

Apoios de candidatos do primeiro turno
A maioria dos entrevistados afirma que o apoio de um candidato em quem votou no primeiro turno não alteraria sua escolha na etapa final da eleição. Essa é a posição de 63,4% dos participantes.

Por outro lado, 17,2% dizem que seguiriam a orientação de apoio dada pelo candidato escolhido anteriormente. Para 15,2%, a decisão dependeria de quem recebesse o apoio.

Os dados indicam que as manifestações de apoio de candidaturas eliminadas no primeiro turno não necessariamente se traduzem em transferência automática de votos para os candidatos que permanecem na disputa.

Filas foram a principal dificuldade no primeiro turno
A pesquisa também investigou a experiência dos eleitores na votação do primeiro turno. Segundo o levantamento, 68,2% afirmaram não ter enfrentado dificuldades para votar.

Entre os problemas relatados, o mais citado foi a fila ou o tempo de espera, mencionado por 9,6% dos entrevistados.

A possibilidade de que algum problema afete a participação no segundo turno foi apontada por 7,6% dos participantes.

Metodologia
O instituto Vox Brasil entrevistou presencialmente 2.100 potenciais eleitores entre os dias 5 e 7 de outubro. A pesquisa tem margem de erro de 2,15 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

O levantamento foi custeado pelo próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09623/2026.

O perfil socioeconômico da amostra mostra que 83,9% dos entrevistados declararam renda de até dois salários mínimos. Os que recebem mais de cinco salários mínimos representam 3,7%.

Essa composição deve ser considerada na interpretação dos resultados, especialmente porque a distribuição de renda dos entrevistados pode influenciar a representatividade da amostra em relação ao conjunto do eleitorado.

Datafolha: Flávio tem 52% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 48%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (8) mostra Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula (PT) no 2º turno para presidente nas eleições 2026.

O instituto considera que há empate técnico no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 52%, contra 48% de Lula.

Para calcular os votos válidos, o Datafolha exclui quem declara voto nulo ou em branco e os indecisos. O número de votos válidos é o que a Justiça Eleitoral usa para determinar os resultados das eleições.

O Datafolha, encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, ouviu 2.520 pessoas de 16 anos, entre os dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-0949/2026.

Flávio diz que quer fim da reeleição e fala em mandato para ele de até 5 anos com emenda à Constituição

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, voltou a defender nesta quinta-feira (8) o fim da reeleição e afirmou que, se vencer a disputa pelo Palácio do Planalto, pretende fazer com que a mudança já alcance um eventual governo dele.

Sobre um eventual aumento do mandato presidencial de quatro para cinco anos, Flávio Bolsonaro afirmou que a definição dependerá do Congresso.

“Não tem que valer só para o futuro. Para mim, tem que valer já no meu mandato. Se serão quatro ou cinco anos, se também vai valer para governador e prefeito, isso o processo legislativo é que vai definir”, afirmou.

Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A votação está marcada para 25 de outubro.

Na quarta (7), o candidato já havia afirmado que pretende usar o que chamou de “capital político” de um presidente recém-eleito para tentar aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que acabe com a possibilidade de reeleição. Ele também afirmou que, se vencer neste ano, não pretende disputar um segundo mandato em 2030.

Nesta quinta, Flávio Bolsonaro reforçou que é autor de uma PEC sobre o tema e afirmou que pretende usar o “capital político” de um presidente recém-eleito para tentar aprová-la no Congresso.

“Mais do que um compromisso, eu assinei a PEC, sou autor da PEC e vou usar o capital político que um presidente recém-eleito tem para conseguir aprová-la no Congresso”, disse.

A mudança depende do Congresso porque as regras sobre reeleição estão previstas na Constituição. Flávio Bolsonaro disse nesta quinta que o processo legislativo definirá a duração dos mandatos e se a mudança valerá também para governadores e prefeitos.

O fim da reeleição já vinha sendo defendido pelo candidato antes do segundo turno. Em agosto, Flávio Bolsonaro negou ter negociado com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um acordo sobre o tema em troca de maior engajamento na campanha. Na ocasião, disse que a proposta de acabar com a reeleição presidencial já era uma bandeira sua.

Flávio diz que fala sobre mudar a Constituição era sobre maioridade penal e reforma no Judiciário

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse, nesta quarta-feira (7), que apoia mudanças na Constituição para a redução da maioridade e para uma reforma no Judiciário. O senador também defendeu ajustes constitucionais em relação à reforma tributária.

Segundo ele, “qualquer coisa diferente disso é especulação”. Na terça-feira (6), Flávio afirmou que usaria a “maioria” no Congresso para “mudar a Constituição” e para “redemocratizar” o país.

“Tem que haver, sim, uma reforma no Judiciário. Eu sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC. Tem pontos aqui da reforma tributária que têm que ser alterados por PEC [Proposta de Emenda à Constituição]”, afirmou Flávio nesta manhã a jornalistas, em Brasília.

O senador também repetiu que não deve disputar uma eventual reeleição se conquistar o mandato no Planalto. Ele declarou que uma proposta para o fim da reeleição também depende de aprovação no Congresso.

“Fiz o compromisso de não concorrer à reeleição”, disse. Em 2018, Jair Bolsonaro(PL) também fez a sua campanha presidencial criticando a possibilidade de reeleição, que depois veio a disputar em 2022.

Nesta manhã, Flávio teve reunião com integrantes da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. No encontro, dirigentes e parlamentares das siglas confirmaram o apoio à candidatura de Flávio.

Após o encontro, integrantes da federação fizeram declaração a imprensa e manifestaram o “apoio incondicional” a Flávio. Como a CNN mostrou, o candidato do PL também espera receber o endosso do Republicanos.

Moraes manda PGR se manifestar sobre pedido de visita de Flávio a Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a PGR (Procuradoria-Geral da União) se manifeste sobre o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que o senador Flávio Bolsonaro (PL) possa visitar o pai em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar.

O pedido da defesa de Jair foi apresentado um dia após Flávio avançar ao segundo turno da eleição presidencial, em que enfrentará Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em julho, Moraes havia suspendido as autorizações para que Flávio visitasse Jair por 90 dias, quando Moraes concluiu que o senador havia sido usado como intermediário para divulgar uma manifestação de teor político-eleitoral escrita pelo ex-presidente. A restrição ao senador termina em 11 de outubro.

Na petição, a defesa pede, como pedido principal, o restabelecimento do regime ordinário de visitas a Bolsonaro. Os advogados argumentam que já decorreu período significativo desde a adoção das restrições e que não houve novos episódios que justifiquem a manutenção do regime excepcional.

Como pedido alternativo, solicitam que Moraes autorize, em caráter excepcional, uma única visita de Flávio antes de 11 de outubro. Segundo a defesa, o encontro teria natureza “exclusivamente familiar” e ocorreria em data e horário previamente combinados com o local onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.

Os advogados também ressaltam que faltam poucos dias para o fim da proibição. O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro.

Flávio, Lula ou nenhum? Quem Cury, Renan, Caiado e Zema apoiarão

CNN – Com a confirmação do segundo turno presidencial entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), os candidatos derrotados da primeira etapa do pleito começaram a definir os posicionamentos para a sequência da disputa.

Flávio saiu na frente com 47,03% dos votos, enquanto Lula conquistou 45,16%.

omeu Zema (Novo)

O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência reafirmou a postura de oposição ao PT. Na declaração concedida durante a apuração do primeiro turno, Zema afirmou que, “onde tiver PT”, ele e seu partido serão “do outro lado”. 

Embora houvesse expectativa em relação ao anúncio formal de apoio a Flávio Bolsonaro, o candidato do Novo não citou nominalmente o senador do PL na primeira manifestação pública.

Na ocasião, Zema destacou que a prioridade do partido no pleito foi o cumprimento da cláusula de barreira para garantir prerrogativas e recursos na próxima legislatura.

Augusto Cury (Avante)

O escritor e candidato pelo Avante declarou que não apoiará nenhum postulante no segundo turno e que manterá a neutralidade.

Cury afirmou que vai se “silenciar completamente” em relação as dois nomes que avançaram na disputa, além de acrescentar que suas propostas de governo continuam à disposição para quem desejar aproveitá-las.

Além disso, o escritor ressaltou que ninguém está autorizado a utilizar seu nome ou o de seu candidato a vice-presidente para declarar apoio a qualquer um dos lados. Cury indicou ainda que não pretende dar continuidade à carreira política e descartou assumir cargos ministeriais em um futuro governo.

Renan Santos (Missão)

O postulante do partido Missão anunciou que não fará campanha para nenhum candidato e tampouco para o voto nulo. Ao comentar o resultado das urnas, afirmou que não faria diferença se engajar na etapa final e orientou seus eleitores a agirem como preferirem. 

Renan avaliou que o cenário desenhado pelas urnas indica favorecimento ao candidato do PL no segundo turno. Apesar de criticar o resultado do pleito, o candidato afirmou que não deixará a atuação política e que rpetende dar sequência à construção do seu partido para as próximas eleições.

Ronaldo Caiado (PSD)

Quinto colocado na corrida presidencial, o ex-governador de Goiás informou que passará por alinhamento intenrno antes de formalizar qualquer posição.Caiado declarou que pretende manter sua coerência política, mas ponderou que só anunciará uma decisão após se reunir com Gilberto Kassab.

O político goiano destacou o agradecimento ao partido pela oportunidade de disputar o Palácio do Planalto e indicou que, independentemente do desfecho nacional, continuará a acompanhar a política regional em apoio ao governo de Goiás.

PF cumpre 2 mandados em caso sobre suposto plano contra embaixada dos EUA

A PF (Polícia Federal) cumpriu, nesta sexta-feira (2), dois mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre um suposto plano contra a embaixada e consulados dos Estados Unidos no Brasil.

Segundo a corporação, a ação ocorreu de “forma preventiva adotada em investigação sigilosa conduzida pela Polícia Federal e fruto da cooperação permanente com agências de inteligência estrangeiras”.

“As medidas pertinentes foram prontamente adotadas, não tendo sido verificados até o momento elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados, tampouco identificados quaisquer suspeitos de envolvimento com organizações criminosas. As investigações prosseguem com a análise dos equipamentos de comunicação e mídias apreendidos e eventuais outras providências necessárias”, disse a PF em nota.

Especialistas em pesquisas explicam como ausência de Lula impacta debate

Assessores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmaram à TV Globo que ele não participará do debate presidencial promovido pela emissora antes do primeiro turno das eleições. Em participação no programa O Grande Debate Eleições 2026, na quarta-feira (30), analistas avaliaram os possíveis impactos eleitorais da ausência.

A emissora prevê manter uma cadeira vazia no lugar que seria ocupado por Lula, com a possibilidade de perguntas serem dirigidas ao ausente. Flávio Bolsonaro (PL) confirmou presença e, segundo sua campanha, concentrará as falas em segurança pública e custo de vida.

Impacto negativo para Lula, segundo analistas

Yuri Sanches, head de análise política da AtlasIntel, avaliou que o impacto da ausência é relevante e tem potencial de ser bastante negativo. “Diferente de 2022, quando o presidente retornou trazendo aquele legado, aquele histórico, aquela lembrança que parte do eleitorado tinha das suas primeiras gestões, ele não precisava apresentar um balanço”, afirmou.

Segundo o especialista, a situação atual é diferente: “A gente tem um presidente que está em final de mandato, então ele precisa trazer um balanço, uma justificativa, ele precisa mostrar para as pessoas o que ele fez”.

Sanches destacou ainda que um debate presidencial representa uma oportunidade de conexão com o eleitorado, inclusive como forma de transparência para defender as entregas do governo e responder sobre promessas não cumpridas.

Para ele, a ausência “abre um questionamento que é bastante importante, ela não é trivial” e representa “um erro estratégico na reta final da campanha do primeiro turno”.

Oportunidade para Flávio Bolsonaro

O head de análise política da AtlasIntel lembrou o episódio do primeiro debate presidencial da Band, do qual nem Lula nem Flávio participaram, e que acabou “catapultando” Augusto Cury ao conectá-lo com um eleitorado “estafado da polarização”.

Na visão de Sanches, a ausência de Lula abre margem para que outras candidaturas, especialmente a de Flávio Bolsonaro, se conectem com eleitores indecisos. “É uma oportunidade que ele tem de se apresentar, de endereçar o que são vistas como fraquezas suas e apresentar aquilo que ele tem e que ele vem buscando construir”, disse.

Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, concordou com a análise e acrescentou que, nos últimos dez dias, a narrativa da campanha havia se mostrado mais favorável ao governo, com temas como reajuste do Bolsa Família e proibição de apostas dominando o noticiário.

“E a campanha do Flávio não está conseguindo pautar temas”, observou. Ao abrir mão do debate, Lula cede o espaço para que seu principal adversário possa pautar temas considerados pontos sensíveis do governo atual, como custo de vida e segurança pública.

Debate mais cedo aumenta o alcance

Tokarski chamou atenção para uma novidade deste ano: o debate será transmitido às 21h30, e não às 23h como em edições anteriores. “A audiência tende a ser maior”, avaliou, o que tornaria o evento “possivelmente ainda mais relevante”.

Em uma eleição disputada, ele pondera que mesmo uma variação de um ou dois pontos percentuais pode influenciar o resultado final.

Sobre a imagem da cadeira vazia com o nome de Lula, o analista foi direto: “Certamente essa ausência vai ser muito atacada e depois vai ser muito usada nos dois dias seguintes pelos seus adversários e principalmente pela campanha do Flávio”.

Lula informa que não participará do debate da Globo amanhã

Candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) estão confirmados.

A assessoria do presidente Lula, candidato à reeleição pelo PT, informou à Globo nesta quarta-feira (30) que ele não participará do debate que será realizado pela emissora, nesta quinta-feira (1º) à noite.

Estão confirmados no debate os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).

Mediado pelo jornalista César Tralli, o encontro será transmitido ao vivo pela TV Globo direto dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, e também poderá ser visto simultaneamente no g1 e na GloboNews.

O debate será logo após o Jornal Nacional, com início previsto para as 21h30. Pela primeira vez, o programa ocupará a faixa da novela das 21h, “Quem Ama Cuida”.

Como será o formato do debate

O programa terá quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. Dois blocos são de temas determinados e dois, de tema livre.

A dinâmica dos candidatos acontece ao redor de um mapa do Brasil posicionado no centro do cenário.

Por meio do mapa, o debate abordará as regiões do Brasil e temas específicos como a preservação da Amazônia; segurança nas fronteiras e combate ao crime organizado; e desafios para melhorar a infraestrutura para as exportações brasileiras.

Além disso, os candidatos poderão escolher entre temas predefinidos no telão para fazer as suas perguntas.

O candidato que faz a pergunta terá dois minutos para dividir entre a formulação da questão e a réplica. O candidato que responde terá três minutos para dividir entre resposta e tréplica.