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Venezuela sinaliza avanço à “segunda fase” de plano dos EUA para pós-Maduro

Com Delcy Rodríguez há quase duas semanas como presidente em exercícioe os Estados Unidos tendo consolidado a tutela sobre toda a cadeia petrolífera da Venezuela, o país sul-americano começa a se voltar para a questão dos presos políticos e a necessidade de atrair investimentos externos.

EUA exigem que Venezuela faça parceria exclusiva na produção de petróleo

O governo Trump definiu uma série de exigências que a Venezuela deve aceitar para retomar a produção de petróleo, informaram dois altos funcionários da Casa Branca à CNN.

Na ONU, EUA negam guerra contra Venezuela e dizem que não farão ocupação

CNN – Os Estados Unidos disseram durante reunião no Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira (5) que não estão em guerra contra a Venezuela ou seu povo.

Além disso, Mike Waltz, representante americano nas Nações Unidas, afirmou que não farão uma ocupação no país sul-americano.

A reunião foi convocada após os EUA realizarem uma grande operação militar no sábado (3), que resultou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Eles foram levados para Nova York, onde enfrentarão acusações relacionadas ao narcotráfico.

Não há um número exato de mortes na operação americana. Segundo os Estados Unidos, alguns de seus soldados apenas sofreram ferimentos, mas estão em condição estável.

O ministro da Defesa da Venezuela afirmou que grande parte da equipe de segurança de Maduro foi morta na ação. Segundo Cuba, 32 de seus cidadãos morreram no ataque.

Trump e Putin desenham plano que obriga Ucrânia a ceder territórios

g1 – O plano para a Ucrânia que vem sendo elaborado pelos governos dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, prevê que Kiev cederia as regiões de Donetsk e Luhansk à Rússia, segundo um esboço do documento ao qual a agência de notícias AFP teve acesso.

Essas duas regiões, que ficam no leste da Ucrânia, seriam “reconhecidas de fato como russas, inclusive pelos Estados Unidos. A mesma categoria seria aplicada para a Crimeia, a península ucraniana ilegalmente anexada pela Rússia em 2014.

As propostas são vistas pelos ucranianos e europeus como muito favoráveis à Rússia, e o diálogo que Trump e Putin vem travando abastecem rumores disso. Nesta sexta-feira (21), fontes das negociações disseram à agência de notícias Reuters que os EUA ameaçaram deixar de fornecer informações de inteligência e até de armas para a Ucrânia como forma de pressão.

Oficialmente, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vem evitando criticar a proposta, para não criar novos atritos com Trump. Sem criticar o texto diretamente, Zelensky exigiu na quinta-feira (20) que se respeite “a soberania da Ucrânia.

Nesta sexta-feira (21), ele disse que a semana que vem será “muito difícil para a Ucrânia— fontes da agência de notícias Reuters afirmaram Zelensky e o vice-presidente dos EUA, JD Vance, se falaram por telefone nesta sexta.

Líderes europeus, em reunião nesta sexta, afirmaram que as forças ucranianas devem permanecer capazes de defender a soberania do país, em uma referência à exigência de redução das forças ucranianas.

O presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, fizeram uma ligação conjunta por telefone com Zelensky. Na chamada, disseram que assegurarão apoio da Europa à Ucrânia, mas também elogiaram “os esforços de Donald Trump” por buscar o fim da guerra.

Também nesta sexta, o Kremlin pressionou o governo ucraniano e disse que Kiev tem pouca margem de negociação diante dos recentes avanços das tropas russas no front da guerra. O governo de Vladimir Putin ainda não se manifestou sobre o plano.

“Super Bigode”: Venezuela usa super-herói em campanha contra EUA

Em meio ao aumento da tensão com os Estados Unidos, a TV estatal da Venezuela usa o “Super Bigode”, alter ego em desenho animado do ditador Nicolás Maduro, como parte da campanha de propaganda do país contra a operação americana no Caribe.

O “Super Bigode”, é transmitido na TV estatal venezuelana desde 2021, é apenas uma parte da propaganda do país enquanto navios de guerra americanos se concentram próximos à costa venezuelana e o presidente dos EUA, Donald Trump, cogita enviar tropas para depor Maduro.

Em um episódio de setembro do “Super Bigode”, exibido logo após Trump iniciar sua campanha de ataques aéreos contra supostos barcos de drogas na costa venezuelana, o super-herói animado trocou seu traje habitual por um uniforme militar, empunhando uma espada embainhada e declarando que a Venezuela não tem uma “cultura bélica”.

No entanto, apesar do novo visual do Super Bigode, o regime venezuelano tem enviado mensagens contraditórias desde o aumento das tensões com os EUA, simultaneamente instando os cidadãos a se prepararem para ação enquanto insiste que tudo está bem.

A dissonância entre a gravidade da crise no Caribe e a comunicação do regime é visível nas ruas de Caracas. Diferentemente de campanhas nacionais anteriores, as equipes da CNN na Venezuela não observaram outdoors, faixas, murais ou grafites na capital nacional pedindo apoio à postura de guerra do regime, mesmo em bairros considerados redutos do governo.

Militares da Venezuela preparam resposta de guerrilha caso EUA ataquem

A Venezuela está mobilizando armas — incluindo equipamentos de décadas de fabricação russa — e planeja montar uma resistência no estilo de guerrilha ou semear o caos no caso de um ataque aéreo ou terrestre dos Estados Unidos, segundo fontes com conhecimento dos esforços e documentos de planejamento vistos pela agência de notícias Reuters.

A abordagem é uma admissão tácita da escassez de pessoal e equipamentos do país sul-americano.

Novos ataques dos EUA contra barcos no Pacífico deixam 14 mortos

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta terça-feira (28) que o país conduziu ataques contra quatro embarcações no Pacífico.

Em uma publicação na rede social X, Hegseth afirmou que os barcos eram operados por Organizações Terroristas Designadas que traficavam narcóticos no Pacífico Oriental. “As quatro embarcações eram conhecidas por nosso aparato de inteligência, transitando por rotas conhecidas de narcotráfico e transportando narcóticos”, disse.

Ele acrescentou que 14 pessoas foram mortas nos ataques e uma sobreviveu. “Todos os ataques ocorreram em águas internacionais, sem que nenhuma força americana tenha sido ferida”, afirmou o americano.

Hegseth afirmou que “oito narcoterroristas do sexo masculino estavam a bordo das embarcações durante o primeiro ataque. Quatro narcoterroristas do sexo masculino estavam a bordo da embarcação durante o segundo ataque. Três narcoterroristas do sexo masculino estavam a bordo da embarcação durante o terceiro ataque”.

Em relação ao sobrevivente, Hegseth disse que autoridades americanas iniciaram protocolos padrão de busca e resgate e que autoridades mexicanas aceitaram o caso e assumiram a responsabilidade de coordenar o resgate.

O secretário de Defesa também afirmou que os “narcoterroristas” mataram mais americanos do que a Al-Qaeda e serão tratados da mesma forma. “Vamos rastreá-los, criá-los em rede e, então, caçá-los e matá-los”, disse ele.

Trump deseja feliz aniversário a Lula e diz que tiveram “boa reunião”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desejou feliz aniversário ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da SIlva, que completa 80 anos nesta segunda-feira (27), chamando o líder de “muito vigoroso”.

“E feliz aniversário. Quero desejar feliz aniversário ao presidente, ok? Hoje é o aniversário dele. Ele é um cara muito vigoroso, na verdade, e foi muito impressionante, mas hoje é o aniversário dele, então feliz aniversário.”

Novo bombardeio dos Estados Unidos no Mar do Caribe deixa seis mortos

Um ataque dos Estados Unidos contra um suposto navio de drogas matou seis supostos narcoterroristas no Caribe, disse o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, nesta sexta-feira (24), a mais recente operação da campanha antidrogas do presidente Donald Trump na região.

Em uma publicação na rede social X, Hegseth afirmou que este foi o primeiro ataque realizado à noite como parte da campanha iniciada em setembro. Segundo ele, o navio era operado pela gangue Tren de Aragua.

“A embarcação, segundo nossa inteligência, estava envolvida no contrabando ilícito de narcóticos, transitava por uma rota conhecida de narcotráfico e transportava narcóticos. Seis narcoterroristas homens estavam a bordo da embarcação durante o ataque, que foi realizado em águas internacionais — e foi o primeiro ataque à noite. Todos os seis terroristas foram mortos e nenhuma força americana foi ferida neste ataque”, escreveu Hegseth na publicação.

Em meio a tensão entre Maduro e Trump, Lula defende ‘zona de paz’

g1 – O presidente Luiz Inácio da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (20) que manter a América Latina e o Caribe como zona de paz é prioridade do Brasil, e que “intervenções estrangeiras podem causar danos maiores do que o que se pretende evitar” no continente.

Durante o discurso, o petista não citou a tensão entre Venezuela e Estados Unidos, mas ponderou que a região vive um momento de crescente “polarização e instabilidade”.

O petista deu a declaração durante cerimônia no Palácio do Itamaraty, em Brasília. A solenidade marcou a entrega de cartas credenciais para representantes diplomáticos de embaixadas estrangeiras no Brasil.

“Na América Latina e Caribe também vivemos um momento de crescente polarização e instabilidade. Manter a região como zona de paz é nossa prioridade. Somos um continente livre de armas de destruição e massa, sem conflitos étnicos ou religiosos. Intervenções estrangeiras podem causar danos maiores do que o que se pretende evitar”, afirmou o presidente.

Nos últimos dias, o governo de Donald Trump tem travado uma ofensiva no mar do Caribe, perto da costa da Venezuela, com o argumento de mirar traficantes de drogas a caminho dos Estados Unidos.

Já o governo do venezuelano Nicolás Maduro acusa os EUA de tentarem invadir o país latino-americano para derrubar seu regime.

O presidente desejou sorte aos diplomatas que iniciarão os trabalhos no Brasil, e afirmou que “serão tratados e terão atenção do Itamaraty como se fossem amigos nossos há muitos anos”.

“O que queremos é mostrar ao mundo é que nós precisamos fortalecer o multilateralismo, e o multilateralismo é baseado na boa relação cordial, comercial, econômica e sobretudo relação pacífica. Sem ódio, sem negacionismo, e sem ferir o princípio básico da democracia e dos direitos humanos”, prosseguiu.