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Brasileiro deputado nos EUA é detido acusado de fraude, lavagem e roubo

Deputado norte-americano e filho de brasileiros que mentiu sobre currículo se entregou à Justiça após ser convocado a depor em processo por fraude, lavagem de dinheiro e roubo de fundos públicos.

O deputado republicano dos Estados Unidos George Santos, o filho de brasileiros que admitiu ter mentido sobre seu currículo, foi detido nesta quarta-feira (10), informou o Departamento de Justiça norte-americano.

Santos, que responde a 13 acusações na Justiça por fraude, lavagem de dinheiro e roubo de fundos públicos, se entregou nesta manhã em um tribunal de Nova York e ficará sob custódia judicial pelo menos até o fim do dia, quando participará de uma sessão judicial.

Promotores federais acusam Santos – que nasceu em Nova York mas é filho de imigrantes brasileiros e já morou no Rio de Janeiro – de uma série de crimes, como o de usar dinheiro público para compras de roupas de grife (leia abaixo todas as acusações contra Santos).

George Santos, de 34 anos, foi eleito deputado nos EUA em novembro do ano passado. Ele chamou a atenção por ele ser o primeiro republicano abertamente gay a concorrer e conquistar um assento na Câmara de Deputados do país.

Logo após sua eleição, no entanto, o jornal “The New York Times” e outros veículos revelaram que ele havia inventado quase todos os aspectos de sua vida pessoal e profissional, prinicipalmente lugares onde ele estudou e trabalhou nos EUA e detalhes sobre a trajetória de sua mãe (leia mais abaixo).

Santos reconheceu que mentiu, mas minimizou o caso e disse que não renunciaria.

Na terça-feira (9), o caso entrou oficialmente na esfera judicial, quando promotores federais apresentaram acusações criminais contra Santos, pela primeira vez desde que as mentiras de Santos vieram à tona.

Trump não será algemado ao se entregar, diz advogado

Acordo é fruto de negociação entre defesa de ex-presidente dos EUA e Promotoria de Manhattan, que pediu seu indiciamento. Trump se tornou réu na quinta-feira (30) e pode ser preso após audiência na Justiça, na terça (4).

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump não será algemado quando se entregar na próxima semana em Nova York, afirmou nesta sexta-feira (31) seu advogado de defesa, Joe Tacopina.

Trump, que se tornou réu na quinta-feira (30) em um caso de suposto suborno a uma ex-atriz pornô e pode ter de aguardar julgamento em prisão preventiva, se apresentará ao juiz responsável pelo caso na terça-feira (4). Pelas normas da Justiça dos EUA, os réus que se apresentam para o indiciamento em um Corte saem de lá já algemados.

Mas a Promotoria de Manhattan, em Nova York, onde o caso é julgado, vinha negociado as condições para a prisão do ex-presidente norte-americano com sua defesa – entre os pontos estava justamente se ele seria algemado ou não.

A prisão do ex-presidente, no entanto, não é certa. Dada a proeminência de Trump e sua candidatura em curso às eleições presidenciais de 2024 – ele já lançou sua pré-candidatura -, é provável que o juiz não considere que o ex-presidente traga risco de fuga, e Trump poderá ir embora depois do procedimento, mediante o pagamento de uma fiança, se necessário.

Estados Unidos anunciam política mais restritiva para imigrantes

A regra que limita, a 30 mil por mês, imigrantes dos países que mais buscam asilo vai passar a valer para imigrantes de outras nacionalidades.

O governo dos Estados Unidos anunciou uma política mais restritiva para imigrantes.

Todos os meses é como se a população de uma cidade inteira do tamanho de Criciúma tentasse entrar nos Estados Unidos pela fronteira sul. Milhares fogem da violência e da pobreza em busca de asilo. Como duas famílias que a repórter Raquel Krähenbühl encontrou na fronteira com o México, no ano passado.

Como essas famílias, qualquer imigrante que cruza a fronteira – sem documento – pode solicitar asilo nos Estados Unidos. Mas o governo de Joe Biden, pressionado pelos números recordes de travessias, começa a mudar isso.

Em janeiro, anunciou uma regra para limitar – a 30 mil por mês – imigrantes dos países que mais buscam asilo: Haiti, Cuba, Nicarágua e Venezuela. Agora, o governo quer expandir a regra para imigrantes de outras nacionalidades.

A medida, que deve entrar em vigor em maio, prevê que, antes de entrar no país, os solicitantes de asilo devem usar um aplicativo para marcar um horário com uma autoridade de imigração. Se não tiverem hora marcada, poderão ser deportados rapidamente.

O governo espera que a medida substitua a política de emergência de saúde – implementada durante a pandemia – que permite expulsão imediata daqueles que atravessam a fronteira sem documentos.

O ex-presidente Donald Trump também tentou forçar que imigrantes solicitassem asilo no México ou outro país, mas a medida foi derrubada pela Justiça.

A Casa Branca afirma que não quer impedir que as pessoas busquem asilo, mas que quer colocar ordem na fronteira. Grupos de direitos civis dizem que a medida é inconstitucional e que vão processar o governo de Joe Biden, que prometeu em campanha, uma política migratória mais humana.

Coreia do Norte volta a disparar mísseis, dizem sul-coreanos

Por g1, com informações da Associated Press e da AFP

A Coreia do Norte disparou quatro mísseis balísticos de curto alcance no mar ocidental na manhã deste sábado, informaram militares sul-coreanos, acrescentando que os mísseis voaram cerca de 130 km com altitude de cerca de 20 km.

O Exército sul-coreano detectou o lançamento “a partir de Tongrim, na província de Pyongan do Norte, em direção ao Mar Amarelo”, informou o comunicado.

A Coreia do Norte lançou uma série de mísseis esta semana, incluindo um possível míssil balístico intercontinental (ICBM) que falhou. Os disparos provocaram críticas severas dos Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão.

Em resposta, Seul e Washington também prolongaram até este sábado (5) suas manobras conjuntas, os maiores exercícios militares já realizados pelos dois países.

‘Ameaça Significativa’

Os lançamentos de mísseis levantaram especulações de que a Coreia do Norte poderia estar se preparando para a retomada dos testes nucleares pela primeira vez desde 2017.

Na sexta-feira (4), a Coreia do Sul ordenou a decolagem de dezenas de caças após detectar a mobilização de 180 aviões norte-coreanos.

Especialistas dizem que Pyongyang também é particularmente sensível a essas manobras porque sua Força Aérea é um de seus pontos fracos. O regime não possui caças de alta tecnologia nem pilotos devidamente treinados.

“A provocação sustentada deve ser seguida por uma reação sustentada”, disse um comunicado do governo norte-coreano.

 

O governo da Coreia do Norte também acusa os Estados Unidos de mobilizar seus aliados em uma campanha usando sanções e ameaças militares para pressionar o país a se desarmar unilateralmente.

Falando no Conselho de Segurança da ONU na sexta-feira, a embaixadora dos EUA, Linda Thomas-Greenfield, rejeitou as críticas feitas às manobras e as qualificou de “propaganda” norte-coreana, dizendo que não representavam ameaça a outros países.