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“Super Bigode”: Venezuela usa super-herói em campanha contra EUA

Em meio ao aumento da tensão com os Estados Unidos, a TV estatal da Venezuela usa o “Super Bigode”, alter ego em desenho animado do ditador Nicolás Maduro, como parte da campanha de propaganda do país contra a operação americana no Caribe.

O “Super Bigode”, é transmitido na TV estatal venezuelana desde 2021, é apenas uma parte da propaganda do país enquanto navios de guerra americanos se concentram próximos à costa venezuelana e o presidente dos EUA, Donald Trump, cogita enviar tropas para depor Maduro.

Em um episódio de setembro do “Super Bigode”, exibido logo após Trump iniciar sua campanha de ataques aéreos contra supostos barcos de drogas na costa venezuelana, o super-herói animado trocou seu traje habitual por um uniforme militar, empunhando uma espada embainhada e declarando que a Venezuela não tem uma “cultura bélica”.

No entanto, apesar do novo visual do Super Bigode, o regime venezuelano tem enviado mensagens contraditórias desde o aumento das tensões com os EUA, simultaneamente instando os cidadãos a se prepararem para ação enquanto insiste que tudo está bem.

A dissonância entre a gravidade da crise no Caribe e a comunicação do regime é visível nas ruas de Caracas. Diferentemente de campanhas nacionais anteriores, as equipes da CNN na Venezuela não observaram outdoors, faixas, murais ou grafites na capital nacional pedindo apoio à postura de guerra do regime, mesmo em bairros considerados redutos do governo.

Militares da Venezuela preparam resposta de guerrilha caso EUA ataquem

A Venezuela está mobilizando armas — incluindo equipamentos de décadas de fabricação russa — e planeja montar uma resistência no estilo de guerrilha ou semear o caos no caso de um ataque aéreo ou terrestre dos Estados Unidos, segundo fontes com conhecimento dos esforços e documentos de planejamento vistos pela agência de notícias Reuters.

A abordagem é uma admissão tácita da escassez de pessoal e equipamentos do país sul-americano.

Novos ataques dos EUA contra barcos no Pacífico deixam 14 mortos

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta terça-feira (28) que o país conduziu ataques contra quatro embarcações no Pacífico.

Em uma publicação na rede social X, Hegseth afirmou que os barcos eram operados por Organizações Terroristas Designadas que traficavam narcóticos no Pacífico Oriental. “As quatro embarcações eram conhecidas por nosso aparato de inteligência, transitando por rotas conhecidas de narcotráfico e transportando narcóticos”, disse.

Ele acrescentou que 14 pessoas foram mortas nos ataques e uma sobreviveu. “Todos os ataques ocorreram em águas internacionais, sem que nenhuma força americana tenha sido ferida”, afirmou o americano.

Hegseth afirmou que “oito narcoterroristas do sexo masculino estavam a bordo das embarcações durante o primeiro ataque. Quatro narcoterroristas do sexo masculino estavam a bordo da embarcação durante o segundo ataque. Três narcoterroristas do sexo masculino estavam a bordo da embarcação durante o terceiro ataque”.

Em relação ao sobrevivente, Hegseth disse que autoridades americanas iniciaram protocolos padrão de busca e resgate e que autoridades mexicanas aceitaram o caso e assumiram a responsabilidade de coordenar o resgate.

O secretário de Defesa também afirmou que os “narcoterroristas” mataram mais americanos do que a Al-Qaeda e serão tratados da mesma forma. “Vamos rastreá-los, criá-los em rede e, então, caçá-los e matá-los”, disse ele.

Trump deseja feliz aniversário a Lula e diz que tiveram “boa reunião”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desejou feliz aniversário ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da SIlva, que completa 80 anos nesta segunda-feira (27), chamando o líder de “muito vigoroso”.

“E feliz aniversário. Quero desejar feliz aniversário ao presidente, ok? Hoje é o aniversário dele. Ele é um cara muito vigoroso, na verdade, e foi muito impressionante, mas hoje é o aniversário dele, então feliz aniversário.”

Novo bombardeio dos Estados Unidos no Mar do Caribe deixa seis mortos

Um ataque dos Estados Unidos contra um suposto navio de drogas matou seis supostos narcoterroristas no Caribe, disse o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, nesta sexta-feira (24), a mais recente operação da campanha antidrogas do presidente Donald Trump na região.

Em uma publicação na rede social X, Hegseth afirmou que este foi o primeiro ataque realizado à noite como parte da campanha iniciada em setembro. Segundo ele, o navio era operado pela gangue Tren de Aragua.

“A embarcação, segundo nossa inteligência, estava envolvida no contrabando ilícito de narcóticos, transitava por uma rota conhecida de narcotráfico e transportava narcóticos. Seis narcoterroristas homens estavam a bordo da embarcação durante o ataque, que foi realizado em águas internacionais — e foi o primeiro ataque à noite. Todos os seis terroristas foram mortos e nenhuma força americana foi ferida neste ataque”, escreveu Hegseth na publicação.

Em meio a tensão entre Maduro e Trump, Lula defende ‘zona de paz’

g1 – O presidente Luiz Inácio da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (20) que manter a América Latina e o Caribe como zona de paz é prioridade do Brasil, e que “intervenções estrangeiras podem causar danos maiores do que o que se pretende evitar” no continente.

Durante o discurso, o petista não citou a tensão entre Venezuela e Estados Unidos, mas ponderou que a região vive um momento de crescente “polarização e instabilidade”.

O petista deu a declaração durante cerimônia no Palácio do Itamaraty, em Brasília. A solenidade marcou a entrega de cartas credenciais para representantes diplomáticos de embaixadas estrangeiras no Brasil.

“Na América Latina e Caribe também vivemos um momento de crescente polarização e instabilidade. Manter a região como zona de paz é nossa prioridade. Somos um continente livre de armas de destruição e massa, sem conflitos étnicos ou religiosos. Intervenções estrangeiras podem causar danos maiores do que o que se pretende evitar”, afirmou o presidente.

Nos últimos dias, o governo de Donald Trump tem travado uma ofensiva no mar do Caribe, perto da costa da Venezuela, com o argumento de mirar traficantes de drogas a caminho dos Estados Unidos.

Já o governo do venezuelano Nicolás Maduro acusa os EUA de tentarem invadir o país latino-americano para derrubar seu regime.

O presidente desejou sorte aos diplomatas que iniciarão os trabalhos no Brasil, e afirmou que “serão tratados e terão atenção do Itamaraty como se fossem amigos nossos há muitos anos”.

“O que queremos é mostrar ao mundo é que nós precisamos fortalecer o multilateralismo, e o multilateralismo é baseado na boa relação cordial, comercial, econômica e sobretudo relação pacífica. Sem ódio, sem negacionismo, e sem ferir o princípio básico da democracia e dos direitos humanos”, prosseguiu.

Os sinais de que Trump está disposto a derrubar Maduro na Venezuela

g1 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (15) que autorizou operações secretas da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) na Venezuela e disse estudar ataques terrestres contra cartéis de drogas. O movimento representa mais uma ação do governo norte-americano contra o regime de Nicolás Maduro.

As tensões entre Venezuela e Estados Unidos começaram a se intensificar em agosto, quando Washington anunciou o envio de navios e aeronaves militares para o sul do Caribe.

  • Pelo menos oito navios americanos, além de um submarino nuclear, estão em uma área próxima à costa venezuelana. As embarcações carregam armas e centenas de militares.
  • O governo norte-americano alega que conduz uma operação militar contra o tráfico internacional de drogas e já bombardeou uma série de barcos que estariam transportando entorpecentes.
  • Ao mesmo tempo, os EUA acusam Maduro de liderar o Cartel de los Soles, grupo classificado como organização narcoterrorista.
  • Em agosto, o Departamento de Justiça ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão do presidente venezuelano.

Desde setembro, autoridades da Casa Branca ouvidas pela imprensa norte-americana vêm afirmando que os EUA estudavam a possibilidade de um ataque contra a Venezuela. Segundo o jornal “The New York Times”, o objetivo final de toda essa movimentação seria tirar Maduro do poder.

O que até então circulava apenas nos bastidores — e era tratado como hipótese por especialistas — começou a ganhar traços de realidade durante uma entrevista coletiva do presidente na Casa Branca, nesta terça-feira (14).

  • Trump confirmou informações reveladas pelo “New York Times” e admitiu que havia autorizado operações secretas da CIA na Venezuela, sem detalhar como elas funcionariam.
  • Segundo o presidente, as ações são necessárias porque a Venezuela estaria enviando drogas e criminosos para os Estados Unidos.
  • “Cada barco que destruímos, salvamos 25 mil vidas de americanos”, afirmou. “Certamente estamos olhando para a terra agora, porque temos o mar muito bem controlado.”
  • No mesmo dia, bombardeiros dos EUA sobrevoaram uma região muito próxima do território venezuelano. Leia mais abaixo.
  • Maduro reagiu criticando o que chamou de “golpe de Estado da CIA”. O governo venezuelano também classificou as declarações de Trump como belicistas.

Trump não quis responder se agentes de inteligência receberam autorização para matar Maduro. Por outro lado, o “New York Times” afirmou que“operações letais” também estão no radar e que as ações secretas podem mirar o líder venezuelano e seu governo.

Segundo o jornal, não está claro se a CIA já tem um plano traçado, se as operações de fato ocorrerão ou quando serão colocadas em prática. O que se sabe, até o momento, é que Trump autorizou que a agência aja contra a Venezuela por questões de segurança nacional.

Hamas libertou os últimos 20 reféns israelenses após mais de 700 dias

g1 – Os últimos 20 reféns israelenses vivos que ainda estavam sob poder do grupo terrorista Hamas foram libertados após mais de dois anos de cativeiro, nesta segunda-feira (13). A operação histórica faz parte da primeira fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas, e é um passo importante rumo ao fim do conflito na Faixa de Gaza.

“Os Estados Unidos se unem a vocês nesses dois votos eternos — nunca esquecer e nunca mais repetir. Contra todas as probabilidades, fizemos o impossível e trouxemos nossos reféns de volta para casa”, completou o norte-americano.

  • Havia 48 reféns sob poder do Hamas em Gaza. Desses, 20 foram libertados com vida. Entre eles, militares israelenses e participantes do festival que foi alvo do ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023.
  • Segundo Israel, os demais 28 reféns estão mortos.

O Hamas confirmou que vai devolver os corpos de quatro dos 28 reféns mortos ainda nesta segunda. Ainda não está claro, no entanto, se os corpos das outras vítimas serão devolvidos. O comunicado divulgado pelo grupo não menciona o paradeiro dos demais restos mortais nem quando serão liberados.

O Ministro da Defesa de Israel afirmou que a entrega de quatro corpos é “falha no cumprimento dos compromissos”.

Os reféns foram recebidos por familiares em território israelense com emoção e abraços. Grupos que faziam vigília pelos reféns em Tel Aviv também celebraram a libertação.

Em contrapartida, o governo israelense começou a libertar cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo 250 que haviam sido condenados à prisão perpétua por crimes cometidos contra Israel e sua população.

  • No total, o Hamas sequestrou 251 pessoas no ataque terrorista de 2023. Outros reféns foram libertados ao longo de outros acordos de cessar-fogo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o Oriente Médio entra em “tempos de paz”.

“Há tempos de paz e tempos de guerra. Os dois últimos anos foram tempos de guerra, mas agora entramos em tempos de paz. Dentro e fora de Israel”, declarou.

Uma cerimônia para oficializar a assinatura do acordo será feita nesta segunda-feira, no Egito. Líderes mundiais se reunirão na cidade egípcia de Sharm El-Sheik para discutir os próximos passos do acordo de paz entre Israel e o Hamas.

EUA devem anunciar medidas adicionais contra o Brasil na próxima semana

CNN – O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nessa segunda (15) durante uma entrevista com a Fox News, que o estado de direito está se rompendo no Brasil. O diplomata americano está em visita a Israel.

Ao responder a uma pergunta sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, Rubio voltou a criticar a ação do Judiciário brasileiro, sem citar diretamente o nome do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes.

“Bem, a resposta é que o estado de direito está se rompendo. Você tem esses juízes ativistas – um em particular – que não apenas foi atrás do Bolsonaro, aliás, ele tentou – tentou exercer reivindicações extraterritoriais até mesmo contra cidadãos americanos ou contra alguém que posta online a partir dos Estados Unidos, e na verdade ameaçou ir ainda mais longe nesse aspecto”, disse o chefe da diplomacia americana.

Rubio sinalizou que os Estados Unidos poderão anunciar medidas adicionais contra o Brasil na próxima semana: “Haverá uma resposta dos EUA a isso, e é sobre isso que – teremos alguns anúncios na próxima semana ou mais sobre quais passos adicionais pretendemos tomar“, disse.

O secretário de Estado americano concluiu dizendo que o julgamento do ex-presidente Bolsonaro “é apenas mais um capítulo de uma crescente campanha de opressão judicial que tentou atingir empresas americanas e até pessoas que operam a partir dos Estados Unidos.”

EUA movimentam tropas na costa da Venezuela

CNN – O Brasil monitora a movimentação militar dos Estados Unidos próximo à Venezuela.

Três navios destróieres de mísseis guiados “U.S. Aegis” foram enviados à costa venezuelana como parte de um esforço para enfrentar as ameaças dos cartéis de drogas da América Latina, segundo a Agência Reuters.

Fontes ouvidas pela CNN pontuam que o governo não acredita em um risco efetivo de uma intervenção americana no país neste momento, a ponto de se tentar remover o presidente do país do poder.

Considerando os elementos surpresas que têm marcado a segunda gestão de Trump, no entanto, tudo precisa ser levado em consideração.

Os movimentos, por ora, são vistos como provocações de Donald Trump contra Nicolás Maduro e são acompanhados de falas recorrentes que o governo americano tem feito contra a Venezuela.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, subiu o tom contra o presidente do país nesta terça-feira (19) e o atrelou a um “cartel narcoterrorista”, do qual Maduro seria um chefe “fugitivo” indiciado nos Estados Unidos por tráfico de drogas.

A movimentação americana é atribuída a questões migratórias e de proteção da fronteira sul dos Estados Unidos.

Na segunda-feira (18), sem se referir aos navios de guerra, Nicolás Maduro disse que a Venezuela “defenderá nossos mares, nossos céus e nossas terras.” Ele fez alusão ao que chamou de “a estranha e bizarra ameaça de um império em declínio.”