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Carlo Ancelotti, técnico da Seleção, é condenado a um ano de prisão na Espanha

CNN – Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, foi condenado nesta quarta-feira (9) a um ano de prisão por fraude fiscal na Espanha.

O tribunal de Madri informou, em comunicado, que o treinador italiano foi condenado por não pagar impostos sobre suas receitas de direitos de imagem quando era técnico do Real Madrid em 2014. 

Ancelotti, que comandou o Real Madrid de 2013 a 2015 e entre 2021 e 2025, foi absolvido de acusação semelhante em 2015, pois o tribunal não conseguiu provar que ele havia permanecido tempo suficiente na Espanha para incorrer em dívidas fiscais, acrescentou o tribunal. Ele se mudou para Londres após a demissão do Real Madrid em maio de 2015.

A lei espanhola determina que qualquer pena inferior a dois anos por um crime não violento raramente exige que um réu sem condenações anteriores cumpra pena de prisão.

Em março deste ano, o Ministério Público da Espanha pediu quatro anos e nove meses de prisão e acusou o treinador de ter fraudado o fisco em aproximadamente 1 milhão de euros.

Israel não realizou ataques após Trump conversar com Netanyahu, diz governo

Israel atingiu um radar ao norte de Teerã na terça-feira (24), mas se absteve de realizar novos ataques depois que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conversou com o presidente dos EUA, Donald Trump, informou o gabinete do primeiro-ministro em um comunicado.

O ataque ao Irã, que foi lançado horas depois do cessar-fogo entrar em vigor, ocorreu depois que autoridades israelenses acusaram Teerã de violar a trégua ao disparar vários mísseis contra Israel.

O gabinete disse que Trump “expressou seu grande apreço por Israel” e que Netanyahu se comprometeu a evitar ataques adicionais.

Ligação entre Trump e Netanyahu

Uma fonte da Casa Branca disse à CNN que Trump falou com Netanyahu na terça-feira (24) de manhã e foi “excepcionalmente firme e direto”.

A agência de notícias estatal iraniana Fars disse na terça-feira (24) que seu correspondente ouviu explosões no norte do Irã, horas depois de Israel e Irã concordarem com o cessar-fogo.

Trump exige que “todo mundo” mantenha os preços do petróleo baixos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou nesta segunda-feira (23) o desejo de que os preços do petróleo permaneçam baixos em meio a temores de que os conflitos no Oriente Médio possam levar a uma alta dos preços.

“Todos, mantenham o preço do petróleo baixo, estou observando! Vocês estão fazendo o jogo do inimigo, não façam isso”, escreveu ele em letras maiúsculas em sua plataforma de rede social Thruth Social.

Na sequência, Trump fez uma outra postagem destinada ao Departamento de Energia dos EUA, encorajando-o a “perfure, baby, perfure”, acrescentando: “quero dizer, agora”.

Estados Unidos aplicam novas sanções relacionadas ao Irã

O departamento do Tesouro dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (20) a aplicação de sanções relacionadas ao Irã.

As novas medidas incluem sanções contra duas entidades sediadas em Hong Kong, e sanções relacionadas ao contraterrorismo, segundo aviso publicado no site do Departamento do Tesouro dos EUA nesta sexta-feira (20).

As sanções têm como alvo pelo menos 20 entidades, cinco indivíduos e três embarcações, conforme o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro.

Como o Irã pode reagir se EUA entrarem no conflito para ajudar Israel

g1 – Acuado pela perspectiva concreta de os EUA se juntarem a Israel na intervenção militar ao Irã, o aiatolá Ali Khamenei redobrou a ameaça derevidar com danos irreparáveis aos americanos. O envolvimento direto de militares americanos no confronto que há uma semana abala o Oriente Médiolevanta questões sobre o poder de fogo da retaliação iraniana.

Os danos irreparáveis aludidos pelo líder supremo poderiam se refletir diretamente em ataques a bases militares dos EUA operadas em 19 locais do Oriente Médio, onde estão alocadas cerca de 40 mil pessoas. A maioria está no alcance de 2.000 km de mísseis balísticos Sejil-2, do Irã.

Há bases permanentes em oito países: Bahrein, Egito, Iraque, Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Além disso, os EUA têm dois porta-aviões na região e um terceiro a caminho, o USS Nimitz.

O presidente Donald Trump avalia os riscos de se envolver diretamente na campanha militar e automaticamente arrastar os EUA para uma guerra prolongada como as enfrentadas no Afeganistão e no Iraque.

No intuito de minar os riscos políticos para a base eleitoral de Trump, que rejeita categoricamente a participação do país em conflitos externos, autoridades americanas confiam que as Forças de Defesa de Israel tenham reduzido bastante a capacidade iraniana de lançamento de barragens de mísseis.

O engajamento dos EUA no ataque ao Irã traria benefícios a Israel em seu objetivo de desmantelar o programa nuclear do regime: acredita-se que somente os bombardeiros B-2 e bombas destruidoras de bunkers, de fabricação americana, são capazes de danificar a usina de Fordow, instalada dentro de um complexo subterrâneo.

De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica, é nesta estrutura que o Irã já enriqueceu urânio a 83,7% — perto dos 90% necessários para obter armas nucleares.

Outro trunfo de retaliação do Irã aos EUA passa pelo Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e atua como rota de navegação crucial para o Mediterrâneo e a Europa, por onde passa 20% do petróleo comercializado no mundo. O regime já avisou que poderia bloquear a passagem se fosse atacado ou atingir embarcações, como fez em 2019, quando Trump retirou os EUA do acordo nuclear firmado com o país.

Embora enfraquecidos, militantes do chamado “Eixo da Resistência” — Hamas, Hezbollah e houthis — ou da ala radical da Guarda Revolucionária também poderiam ser acionados para ataques terroristas tendo cidadãos e instituições americanas como alvos.

Trump mantém o mistério sobre atacar ou não a República Islâmica por meio da ambiguidade. “Posso fazer, posso não fazer. Quer dizer, ninguém sabe o que vou fazer”, transmitiu o presidente americano. Ao menos na retórica, o aiatolá Khamenei foi mais assertivo.

Não posso dizer se EUA vão atacar o Irã, diz Trump: ‘A paciência acabou’

g1 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (18) que “não pode dizer” se o país vai atacar o Irã.

Na terça-feira (17), Trump levantou a possibilidade de os EUA entrarem no conflito ao lado de Israel. Nesta quarta, questionado se atacará o Irã, ele respondeu: “Não posso dizer ainda”.

Trump também afirmou ter sido procurado pelo governo iraniano, que, segundo ele, queria se reunir com o presidente norte-americano na Casa Branca.

“Eu disse que é tarde demais. O Irã deveria ter negociado antes. A paciência acabou”, disse Trump a repórteres na entrada da Casa Branca nesta manhã.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta quarta que qualquer ataque direto dos EUA ao país terá “consequências sérias e irreparáveis” para os americanos, e prometeu uma resposta caso seja alvo de bombardeios (leia mais abaixo).

➡️ Na segunda-feira, Trump abandonou antecipadamente a reunião do G7 para voltar a Washington e “resolver assuntos muito importantes”. Nas horas seguintes, a Casa Branca subiu o tom sobre o conflito. Ele chegou a escrever em uma rede social que sabia onde o líder supremo iraniano está escondido e que não o mataria “por enquanto”, mas que sua paciência estava chegando ao fim.

Antes do início dos conflitos diretos entre Irã e Israel, Washington vinha negociando com Teerã um acordo nuclear entre os dois países — do qual o próprio Trump se retirou durante a sua primeira gestão na Casa Branca, em 2017.

Desde que Israel atacou o Irã, há quase uma semana, o presidente dos EUA e autoridades iranianas não deixaram claro se continuariam as conversas pelo acordo nuclear ou abandonariam as negociações.

Até a última atualização desta reportagem, o governo iraniano ainda não havia confirmado se de fato propôs a Trump um diálogo na Casa Branca.

O conflito direto entre Irã e Israel, com dezenas de ataques aéreos, entrou em seu sexto dia nesta quarta. Desde sexta-feira (13), bombardeios cruzados deixaram mais de 240 mortos e milhares de feridos nos dois países, segundo balanços oficiais divulgados pelos países. Instituições independentes indicam que o número de mortos pode ser maior.

No episódio do podcast O Assunto desta quarta, Natuza Nery entrevista Fernando Brancoli, professor de Segurança Internacional e de Geopolítica da UFRJ, para explicar o que quer Donald Trump com esse vaivém e quais são os objetivos americanos no conflito.

Comitiva de políticos brasileiros deixa Israel pela fronteira com a Jordânia

G1 – A Confederação Nacional de Municípios confirmou que uma comitiva de políticos brasileiros deixou Israel e chegou em segurança à Jordânia, nesta segunda-feira (16).

De acordo com as informações divulgadas, o grupo ultrapassou a fronteira terrestre entre os dois países de ônibus, na manhã desta segunda (horário de Brasília).

Segundo apurou a GloboNews, a previsão é que nove integrantes do grupo embarquem rumo ao Brasil em um jato particular, organizado pelo prefeito de João Pessoa (PB). Os demais devem pegar um voo comercial para o Rio de Janeiro (RJ).

O grupo deixou o território israelense em razão do conflito entre Israel e Irã. Os ataques entre os países continuam nesta segunda-feira. Explosões foram registradas em Tel Aviv e Jerusalém.

Veja a lista de integrantes da comitiva:

  1. Álvaro Damião Vieira da Paz – prefeito de Belo Horizonte (MG)
  2. Cícero Lucena – prefeito de João Pessoa (PB)
  3. Welberth Porto – prefeito de Macaé (RJ)
  4. Johnny Maycon – prefeito de Nova Friburgo (RJ)
  5. Claudia da Silva – vice-prefeita de Goiânia (GO)
  6. Janete Aparecida Silva Oliveira – vice-prefeita de Divinópolis (MG)
  7. Márcio Lobato Rodrigues – Secretário de Segurança Pública de Belo Horizonte (MG)
  8. Davi de Mattos Carreiro – chefe executivo do Centro de Inteligência, Vigilância e Tecnologia de Segurança Pública do Rio de Janeiro (Civitas)
  9. Gilson Chagas – secretário de Segurança Pública de Niterói (RJ)
  10. Francisco Vagner Gutemberg de Araújo – secretário de Planejamento de Natal (RN)
  11. Flavio Guimarães Bittencourt do Valle – vereador do Rio de Janeiro (RJ)
  12. Francisco Nélio – tesoureiro da Confederação Nacional de Municípios (CNM)

União Europeia e Reino Unido anunciam novas sanções contra a Rússia

Líderes pressionam o presidente americano, Donald Trump, a se juntar na adoção de medidas mais rígidas contra Moscou

União Europeia e Reino Unido anunciaram novas sanções contra a Rússia na terça-feira (20), um dia depois que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump conversou com o líder russo Vladimir Putin sem obter uma promessa de cessar-fogo na Ucrânia.

Londres e Bruxelas disseram que as novas medidas se concentrarão na “frota fantasma” de petroleiros e empresas financeiras que ajudam Moscou a evitar o impacto de outras sanções impostas por causa da guerra.

As sanções foram anunciadas sem as ações correspondentes de Washington, apesar do intenso lobby público dos países europeus para que o governo Trump se unisse a eles.

Os líderes de Reino Unido, França, Alemanha e Polônia viajaram juntos para Kiev no início deste mês e disseram que tinham novas sanções contra a Rússia prontas para serem aplicadas. Os europeus conversaram com Trump na véspera de sua ligação com Putin para pedir que ele se juntasse a eles na imposição de medidas mais rígidas.

Rússia e Ucrânia realizaram suas primeiras conversas diretas em mais de três anos na sexta-feira (16), mas não conseguiram chegar a um acordo sobre cessar-fogo.

Ucrânia diz que perdeu confiança em Lula e descarta mediação na guerra

Representantes do governo ucraniano voltaram a criticar a visita do presidente a Moscou e disseram à CNN que ele “não tem o direito de reivindicar para si qualquer posição nas futuras negociações de paz”


O governo da Ucrânia disse que “perdeu completamente a confiança” no presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um possível mediador na guerra com a Rússia.

Representantes do governo do presidente Volodymyr Zelensky disseram à CNN Brasil que descartam “a falsa mediação na Praça Vermelha”.

“Sem um mínimo de confiança, Lula não tem o direito de reivindicar para si qualquer posição nas futuras negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia. Ele não tem mandato. Para ser franco: a Ucrânia não precisa dos serviços de Lula”, declarou uma das fontes, que pediu para não ser identificada.

Essas foram as declarações mais fortes do governo ucraniano contra as tentativas do presidente de ajudar a mediar o conflito.

A gota d’água para Kiev foi a chegada de Lula a Moscou na tarde de quarta-feira (7) para participar das comemorações pelos 80 anos da vitória dos aliados e da antiga União Soviética contra a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

Daí a menção à Praça Vermelha, onde Lula vai assistir a um desfile militar na sexta-feira (9) ao lado do presidente Vladimir Putin e outros líderes como o presidente da China, Xi Jinping.

O que Lula e Putin devem discutir

Durante a visita a Moscou, Lula terá uma reunião privada com o líder russo, a primeira conversa cara a cara entre eles desde o início do terceiro mandato do presidente brasileiro.

Os dois devem discutir as ameaças do governo Donald Trump ao multilateralismo, a pauta comercial bilateral e também, claro, o conflito na Ucrânia.

Segundo o Itamaraty, Lula vai debater com Putin os pontos de uma proposta sino-brasileira apresentada há meses com ideias para o fim da guerra — o que poderia colocá-lo como um possível mediador no conflito.

Uma fonte do governo de Kiev, no entanto, afirmou que o seu país descarta completamente essa possibilidade.

“A Ucrânia precisa deixar claro novamente: o presidente Lula perdeu a chance de exercer qualquer papel de mediador”, disse.

1ª votação termina sem eleger novo papa; conclave continua amanhã

A tradicional fumaça preta surgiu da chaminé da Capela Sistina nesta quarta-feira (7), por volta das 16h do horário de Brasília, indicando que os cardeais ainda não chegaram a um consenso sobre o novo papa. A cor escura da fumaça, gerada pela queima das cédulas de votação, sinaliza que nenhum dos 133 cardeais eleitores obteve os dois terços necessários para ser escolhido pontífice.

O resultado era esperado, segundo especialistas no Vaticano, já que a primeira votação costuma servir para testar nomes e medir forças entre os diferentes blocos ideológicos do colégio cardinalício.

O conclave será retomado nesta quinta-feira (8) com duas novas rodadas de votação: uma pela manhã e outra à tarde, caso o novo papa ainda não seja escolhido no primeiro escrutínio do dia. Todas as sessões são realizadas a portas fechadas, sob absoluto sigilo, na Capela Sistina — cenário clássico dos afrescos de Michelangelo.

A última vez em que a Igreja Católica vivenciou esse processo foi há 12 anos. Na ocasião, o então cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi eleito papa Francisco na tarde do segundo dia de conclave, em 2013, após cinco votações.

Enquanto a decisão não vem, fiéis e turistas seguem reunidos na Praça de São Pedro, atentos à pequena chaminé no alto da Capela Sistina, à espera da tão aguardada fumaça branca que anunciará ao mundo: Habemus Papam.