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Comitiva de políticos brasileiros deixa Israel pela fronteira com a Jordânia

G1 – A Confederação Nacional de Municípios confirmou que uma comitiva de políticos brasileiros deixou Israel e chegou em segurança à Jordânia, nesta segunda-feira (16).

De acordo com as informações divulgadas, o grupo ultrapassou a fronteira terrestre entre os dois países de ônibus, na manhã desta segunda (horário de Brasília).

Segundo apurou a GloboNews, a previsão é que nove integrantes do grupo embarquem rumo ao Brasil em um jato particular, organizado pelo prefeito de João Pessoa (PB). Os demais devem pegar um voo comercial para o Rio de Janeiro (RJ).

O grupo deixou o território israelense em razão do conflito entre Israel e Irã. Os ataques entre os países continuam nesta segunda-feira. Explosões foram registradas em Tel Aviv e Jerusalém.

Veja a lista de integrantes da comitiva:

  1. Álvaro Damião Vieira da Paz – prefeito de Belo Horizonte (MG)
  2. Cícero Lucena – prefeito de João Pessoa (PB)
  3. Welberth Porto – prefeito de Macaé (RJ)
  4. Johnny Maycon – prefeito de Nova Friburgo (RJ)
  5. Claudia da Silva – vice-prefeita de Goiânia (GO)
  6. Janete Aparecida Silva Oliveira – vice-prefeita de Divinópolis (MG)
  7. Márcio Lobato Rodrigues – Secretário de Segurança Pública de Belo Horizonte (MG)
  8. Davi de Mattos Carreiro – chefe executivo do Centro de Inteligência, Vigilância e Tecnologia de Segurança Pública do Rio de Janeiro (Civitas)
  9. Gilson Chagas – secretário de Segurança Pública de Niterói (RJ)
  10. Francisco Vagner Gutemberg de Araújo – secretário de Planejamento de Natal (RN)
  11. Flavio Guimarães Bittencourt do Valle – vereador do Rio de Janeiro (RJ)
  12. Francisco Nélio – tesoureiro da Confederação Nacional de Municípios (CNM)

União Europeia e Reino Unido anunciam novas sanções contra a Rússia

Líderes pressionam o presidente americano, Donald Trump, a se juntar na adoção de medidas mais rígidas contra Moscou

União Europeia e Reino Unido anunciaram novas sanções contra a Rússia na terça-feira (20), um dia depois que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump conversou com o líder russo Vladimir Putin sem obter uma promessa de cessar-fogo na Ucrânia.

Londres e Bruxelas disseram que as novas medidas se concentrarão na “frota fantasma” de petroleiros e empresas financeiras que ajudam Moscou a evitar o impacto de outras sanções impostas por causa da guerra.

As sanções foram anunciadas sem as ações correspondentes de Washington, apesar do intenso lobby público dos países europeus para que o governo Trump se unisse a eles.

Os líderes de Reino Unido, França, Alemanha e Polônia viajaram juntos para Kiev no início deste mês e disseram que tinham novas sanções contra a Rússia prontas para serem aplicadas. Os europeus conversaram com Trump na véspera de sua ligação com Putin para pedir que ele se juntasse a eles na imposição de medidas mais rígidas.

Rússia e Ucrânia realizaram suas primeiras conversas diretas em mais de três anos na sexta-feira (16), mas não conseguiram chegar a um acordo sobre cessar-fogo.

Ucrânia diz que perdeu confiança em Lula e descarta mediação na guerra

Representantes do governo ucraniano voltaram a criticar a visita do presidente a Moscou e disseram à CNN que ele “não tem o direito de reivindicar para si qualquer posição nas futuras negociações de paz”


O governo da Ucrânia disse que “perdeu completamente a confiança” no presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um possível mediador na guerra com a Rússia.

Representantes do governo do presidente Volodymyr Zelensky disseram à CNN Brasil que descartam “a falsa mediação na Praça Vermelha”.

“Sem um mínimo de confiança, Lula não tem o direito de reivindicar para si qualquer posição nas futuras negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia. Ele não tem mandato. Para ser franco: a Ucrânia não precisa dos serviços de Lula”, declarou uma das fontes, que pediu para não ser identificada.

Essas foram as declarações mais fortes do governo ucraniano contra as tentativas do presidente de ajudar a mediar o conflito.

A gota d’água para Kiev foi a chegada de Lula a Moscou na tarde de quarta-feira (7) para participar das comemorações pelos 80 anos da vitória dos aliados e da antiga União Soviética contra a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

Daí a menção à Praça Vermelha, onde Lula vai assistir a um desfile militar na sexta-feira (9) ao lado do presidente Vladimir Putin e outros líderes como o presidente da China, Xi Jinping.

O que Lula e Putin devem discutir

Durante a visita a Moscou, Lula terá uma reunião privada com o líder russo, a primeira conversa cara a cara entre eles desde o início do terceiro mandato do presidente brasileiro.

Os dois devem discutir as ameaças do governo Donald Trump ao multilateralismo, a pauta comercial bilateral e também, claro, o conflito na Ucrânia.

Segundo o Itamaraty, Lula vai debater com Putin os pontos de uma proposta sino-brasileira apresentada há meses com ideias para o fim da guerra — o que poderia colocá-lo como um possível mediador no conflito.

Uma fonte do governo de Kiev, no entanto, afirmou que o seu país descarta completamente essa possibilidade.

“A Ucrânia precisa deixar claro novamente: o presidente Lula perdeu a chance de exercer qualquer papel de mediador”, disse.

1ª votação termina sem eleger novo papa; conclave continua amanhã

A tradicional fumaça preta surgiu da chaminé da Capela Sistina nesta quarta-feira (7), por volta das 16h do horário de Brasília, indicando que os cardeais ainda não chegaram a um consenso sobre o novo papa. A cor escura da fumaça, gerada pela queima das cédulas de votação, sinaliza que nenhum dos 133 cardeais eleitores obteve os dois terços necessários para ser escolhido pontífice.

O resultado era esperado, segundo especialistas no Vaticano, já que a primeira votação costuma servir para testar nomes e medir forças entre os diferentes blocos ideológicos do colégio cardinalício.

O conclave será retomado nesta quinta-feira (8) com duas novas rodadas de votação: uma pela manhã e outra à tarde, caso o novo papa ainda não seja escolhido no primeiro escrutínio do dia. Todas as sessões são realizadas a portas fechadas, sob absoluto sigilo, na Capela Sistina — cenário clássico dos afrescos de Michelangelo.

A última vez em que a Igreja Católica vivenciou esse processo foi há 12 anos. Na ocasião, o então cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi eleito papa Francisco na tarde do segundo dia de conclave, em 2013, após cinco votações.

Enquanto a decisão não vem, fiéis e turistas seguem reunidos na Praça de São Pedro, atentos à pequena chaminé no alto da Capela Sistina, à espera da tão aguardada fumaça branca que anunciará ao mundo: Habemus Papam.

Cardeais enfrentam encruzilhada para eleição do próximo papa

O pontificado do Papa Francisco abalou profundamente a Igreja Católica. Seu papado de 12 anos, com foco em uma “Igreja pobre para os pobres”, conclamou o catolicismo a deixar sua zona de conforto e se estabelecer entre as comunidades mais pobres.

Francisco abriu discussões sobre temas antes considerados inaceitáveis, como o papel das mulheres. Ele acolheu católicos LGBTQIA+ como “filhos de Deus” e abriu a porta para que divorciados que casaram novamente ​​recebessem a comunhão.

Ele também atraiu atenção com suas fortes críticas à injustiça econômica e apelos à proteção do meio ambiente.

Ao longo de seu pontificado, no entanto, Francisco enfrentou forte resistência de pequenos, porém barulhentos, grupos católicos conservadores, além de certa indiferença e resistência silenciosa por parte de bispos.

Agora, enquanto 133 cardeais eleitores se preparam para o conclave, o processo a portas fechadas para eleger o sucessor de Francisco, eles enfrentam uma escolha difícil: dar continuidade às reformas e à visão do falecido papa ou desacelerar e iniciar uma alteração de rumo.

A CNN conversou com vários cardeais e outras fontes da Igreja para este artigo. Embora alguns cardeais prefiram uma opção mais “segura”, focada na unidade, um que trabalhou em estreita colaboração com Francisco disse que tal escolha seria o “beijo da morte” para a Igreja.

Aqueles que entrarão na Capela Sistina na quarta-feira para iniciar o processo de eleiçãode um novo papa não podem deixar de notar a demonstração de afeto por Francisco após sua morte.

Quando o Cardeal Giovanni Battista Re, decano (integrante mais velho) do Colégio Cardinalício, falou calorosamente sobre a visão de Francisco para a Igreja durante a homilia no funeral de Francisco, a multidão reunida na Praça de São Pedro aplaudiu repetidamente.

E em Timor-Leste, que Francisco visitou em 2024, cerca de 300 mil pessoas compareceram à missa pelo falecido papa no mesmo dia do funeral. Tudo isso levou um cardeal aposentado a pedir aos seus confrades que tomassem nota.

“O povo de Deus já votou nos funerais e pediu continuidade com Francisco”, avaliou o cardeal Walter Kasper, de 92 anos, conselheiro teológico de Francisco, ao jornal italiano La Repubblica.

Os apoiadores de Francisco dizem que somente um papa disposto a continuar o que o Francisco iniciou conseguirá dar continuidade a isso.

Quem são os ‘homens de preto’ que carregaram o caixão do papa

g1 – O corpo do papa Francisco foi levado em procissão da Casa de Santa Marta, onde morava e estava desde que morreu, até a Basílica de São Pedro, onde começou a ser velado de forma pública nesta quarta-feira (23).

A responsabilidade de carregar o caixão contendo o corpo do papa Francisco foi incumbida a 14 “homens de preto”: os sediários pontifícios, membros da corte papal que atuam como “faz-tudo” para serviços braçais no Vaticano.

“Esses homens que carregam o caixão são os do protocolo, do cerimonial do Vaticano. Eles sempre estão lá, às vezes, organizando as cadeiras nas celebrações ou orientando as pessoas. E nas audiências privadas da Igreja são eles que orientam dentro do palácio [papal] para onde ir, eles que preparam, digamos, a parte braçal do protocolo. Tudo que precisa ser carregado, transportado, colocado, tirado de uma sala, microfone, eles que fazem”, afirmou ao g1 o vaticanista brasileiro Filipe Domingues.

Os sediários pontifícios originalmente carregavam a cadeira papal, que parou de ser utilizada com o papa Paulo VI, que comandou a Igreja Católica entre 1963 e 1978.

A procissão percorreu a Praça Santa Marta e a Praça dos Protomártires Romanos, saiu pelo Arco dos Sinos em direção à Praça de São Pedro e entrou na basílica pela porta central.

Segundo Massimo Sansolini, que serviu como sediário papal durante cerca de 50 anos e é autor do livro “Eu, sediário papal”, a função também inclui acompanhar visitantes do papa, como chefes de Estado, monarcas, embaixadores e personalidades do mundo, e outros que tenham audiências especiais marcadas com o pontífice. Os sediários são responsáveis por uma antessala doa apartamento do papa, chamada de “Salão dos Sediari”, para controlar as visitas, ainda segundo Sansolini.

O corpo do papa foi recebido por uma multidão na Praça de São Pedro, que fazia fila para entrar na basílica e prestar suas últimas homenagens ao pontífice. O velório público ficará aberto até a sexta-feira (25), e o caixão será fechado às 15h, no horário de Brasília (20h no horário local).

 

Dom Sérgio da Rocha é cardeal brasileiro com mais chances de ser papa

O arcebispo de Brasília Sérgio Rocha (à direita) ao ser proclamado cardeal pelo papa Francisco em 19 de novembro de 2016, na Cidade do Vaticano. • Franco Origlia/Getty Image

No início de maio, 135 cardeais eleitores se reunirão na Capela Sistina, no Vaticano, para o conclave que elegerá o próximo papa.

Tecnicamente, qualquer homem católico pode ser eleito, mas, desde 1379, o escolhido é um cardeal – e sete brasileiros vão participar da votação.

A CNN consultou vaticanistas para entender quais as chances de um cardeal brasileiro suceder o papa Francisco.

Um especialista ouvido pela CNN, sob a condição de anonimato, vê poucas chances de um brasileiro ser eleito. No entanto, ele vê Dom Sérgio da Rocha como aquele com maior potencial.

“Se fosse colocar um brasileiro [na lista de cotados] seria ele”, relatou a fonte.

O atual arcebispo de Salvador nasceu em Dobrada, no interior de São Paulo. Ele foi ordenado padre em 1984 e proclamado cardeal pelo papa Francisco, em novembro de 2016.

Dom Sérgio é um brasileiro de destaque no governo do Vaticano e era próximo de Francisco.

No início de 2023, ele se tornou o primeiro brasileiro a ser indicado para integrar o Conselho de Cardeais (ou “C9”) – grupo criado por Francisco em 2013 com a tarefa de auxiliar o papa no governo da Igreja Católica e estudar um projeto de revisão da Cúria Romana (instituições administrativas da Santa Sé).

Jorge Claudio Ribeiro, professor de ciência da religião da PUC-SP, disse à CNNque “Dom Sérgio é [um nome] importante porque ele circula pela área internacional. Ele tem atuação grande junto aos fóruns do Vaticano”.

Trump adota versão sem respaldo da OMS e diz que Covid surgiu de laboratório na China

O mercado de frutos do mar de Wuhan Huanan, onde se suspeita que o vírus da Covid-19 possa ter se espalhado. — Foto: Dake Kang/AP

O governo dos Estados Unidos atualizou na sexta-feira (18) o site da Casa Branca sobre as origens da Covid-19 e mudou a versão oficial dos EUA sobre a doença.

 Em uma nova versão do site, o governo de Donald Trump acusa a gestão anterior, do ex-presidente Joe Biden, de favorecer a narrativa “preferida” dos democratas: a de que o vírus surgiu de forma natural. E, com isso, “ocultar” a teoria de que houve vazamento de um laboratório de Wuhan, na China.

Até a mudança desta sexta, os EUA sustentavam a hipótese levantada pelos principais estudos sobre a origem do vírus até agora: de que a Covid-19 surgiu da passagem de um vírus de um animal para humanos, e que o surto inicial se concentrou no mercado de municipal de Wuhan, na China. (Leia mais abaixo sobre o que se sabe sobre o vírus)

O novo site da Casa Branca é entitulado de “Lab Leak (o vazamento do laboratório) — a verdade sobre as origens da Covid-19” e tem uma imagem de Donald Trump no topo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou em 2021 um relatório na qual descartava um vazamento em laboratório; no ano seguinte, declarou que suas investigações foram inconclusivas por falta de dados da China.

Bilionários se voltam contra Trump em meio escalada da guerra comercial

Outros bilionários e empresários ricos também criticaram abertamente a agenda tarifária de Trump nos últimos dias, à medida que o medo de seus impactos econômicos toma conta dos mercados

Líderes empresariais bilionários estão se voltando contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por seu plano de impor um conjunto colossal de tarifas aos parceiros comerciais do país, à medida que as perdas se acumulam nas bolsas de valores ao redor do mundo.

O investidor bilionário Bill Ackman, que apoiou a candidatura de Trump à presidência em 2024, alertou no último domingo (6) que levar adiante as novas tarifas seria equivalente a lançar uma “guerra nuclear econômica”.

Na quarta-feira (2), Trump anunciou que imporia tarifas “recíprocas” significativamente mais altas a dezenas de países que têm os maiores déficits comerciais com os EUA.

Em uma publicação na rede X, Ackman afirmou que “os investimentos empresariais vão parar, e os consumidores vão fechar as carteiras” se as novas tarifas realmente entrarem em vigor.

“Vamos prejudicar seriamente nossa reputação com o resto do mundo, e levará anos ou até décadas para recuperá-la”, acrescentou. A publicação já havia sido visualizada 10,6 milhões de vezes.

A menos que Trump mude de rumo, “estamos caminhando para um inverno nuclear econômico autoinfligido, e devemos começar a nos preparar”, alertou Ackman, CEO da Pershing Square Capital Management.

“Qual CEO e qual conselho de administração se sentiriam confortáveis em fazer compromissos econômicos grandes e de longo prazo nos EUA em meio a uma guerra econômica nuclear?”, questionou, acrescentando que “o presidente está perdendo a confiança dos líderes empresariais ao redor do mundo”.

A tarifa básica de 10% sobre todas as importações de bens para os EUA já entrou em vigor no sábado (5), e dezenas de economias se preparam para tarifas ainda mais altas a partir de quarta-feira.

Entre os países mais atingidos estão a China e a União Europeia, que enfrentarão novas tarifas de, respectivamente, 34% e 20%.

UE prepara plano de 800 bi de euros para defesa própria e Ucrânia após EUA pausarem ajuda

g1 – A Europa começou a se preparar para uma eventual retirada do apoio dos Estados Unidos à Ucrânia e, mais ainda, para um cenário de aliança entre Washington e Moscou.

A chefe de governo da União Europeia, Ursula von der Leyen, disse nesta terça-feira (4) que o bloco europeu prepara um plano de 800 bilhões de euros (R$ 4,9 trlhões) para reforçar as defesas das nações da UE e diminuir o impacto da potencial retirada dos EUA da aliança de países que ajudam a Ucrânia.

Com o valor, a UE pretende também que a Ucrânia tenha força militar para negociar com a Rússia após o congelamento da ajuda dos EUA à nação.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o enorme pacote “REARM Europe” será apresentado aos 27 líderes da UE que se reunirão em Bruxelas na quinta-feira em uma reunião de emergência após uma semana de crescente incerteza política de Washington, onde o presidente Donald Trump questionou tanto sua aliança com o continente quanto a defesa da Ucrânia.

“Não preciso descrever a natureza grave das ameaças que enfrentamos”, disse von der Leyen.

A chave para o dilema das nações da UE tem sido a relutância em gastar muito em defesa nas últimas décadas, enquanto se escondiam sob o guarda-chuva nuclear dos EUA e uma economia lenta, o que cria desafios para um rápido aumento desses gastos.