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Últimas publicações do quadro “Crônicas de Ademar Rafael”

Crônica de Ademar Rafael

RUMO AO ANO DEZ

São muitos os simbolismos da marca de DEZ ANOS. A relação entre duas pessoas, pelo casamento, é comemorada como “Bodas de Estanho”, no linguajar cearense o termo “dez ano” é utilizado para classificar uma pessoa como legal e prestativa ou uma coisa como de alto nível e no âmbito do direito serve para definir prescrições e outras métricas.

Em nosso caso serve para aumentar a responsabilidade e continuar recebendo a preferência de cada leitora e cada leitor. Entraremos a partir da próxima crônica no ANO DEZ de publicação semanal. Poucos mantem a perseverança em um projeto dessa envergadura. Temos que agradecer muito a Deus, ao dono do blog e quem nos ler.

Nossa primeira publicação, ocorrida 05.11.2012, tratou da credibilidade das pesquisas eleitorais. Neste período a credibilidade continuou descendo ladeira abaixo e a manipulação firmou aliança com as redes sociais e cresceu de forma geométrica.

Em 06.10.2014, comemoramos o texto CEM com a crônica intitulada “Uma centena”; a crônica DUZENTOS, sob o título “Reconstrução já” datada de 12.09.2016, falou sobre a frente ampla arquitetada por  Jango/Lacerda/JK. Este assunto tem voltado a pauta política para próxima eleição sem qualquer perspectiva de êxito simplesmente porque água e óleo não se misturam; na segunda feira 27.08.2018, produzimos texto de número TREZENTOS alusivo ao poeta Rogaciano Bezerra Leite que no ano passado foi comemorado seu centenário e a produção catalogada como QUATROCENTOS foi publicada em 27.07.2020 fazendo referência ao também poeta Felizardo Moura Nunes, apresentador de festivais de violeiros e declamador de primeira linha.

No próximo ano, dia 27.06.22, a crônica QUINHENTOS será publicada com assunto de impacto em nosso cotidiano. Será um tema escolhido com critério cirúrgico. Pouca cronistas tiveram esse privilégio. Obrigado.

Crônica de Ademar Rafael

JOÃO ÉZIO NUNES MARQUES

Alguns médicos ao assumirem suas funções ampliam o que foi jurado na data da colação de grau. O Juramento de Hipócrates e demais textos lidos na cerimônia servem apenas de piso. Com isto outros valores e posicionamentos são colocados em prática na atividade diária e na relação médico x paciente.

Entre profissionais que assim procedem podemos incluir João Ézio. Quem foi por ele atendido saiu do atendimento com a indicação de uma droga para combater a doença e um afetuoso abraço e uma amizade perene. Isto mesmo, nosso homenageado de hoje sempre procurou curar a dor e quem a estava sentido.

Arrisco-me a dizer que boa parte dessa empatia nasceu de conceitos aplicados pelos seus pais, Seu Romão e Dona Salvina, na pousada que foi amparo para muitos sertanejos em Recife durante muitos anos. Referido espaço sobrava carinho no atendimento e respeito pelas pessoas. Era um ambiente de inclusão social, sem dúvida.

Em anos das décadas de 1970 e 1980 convivi com João Ézio. Fui paciente, amigo e companheiro em diversos eventos, principalmente ligados às cantorias de pé de parede. Dono de um sorriso largo, abraço fraterno e alto nível de sensibilidade ele sabia conquistar e manter amigos. Sem imposição, defendia a cultura regional como poucos.

Mudou-se para o estado do Pará e em sua atuação como médico em Marabá firmou-se como o profissional que colocava a cura dos seus pacientes acima das condições de pagar. Anos depois ao assumir a gerência do Banco do Brasil naquela cidade encontrei muitos contemporâneos de João Ézio. Todos ratificavam o que eu já sabia,  Deus o colocou no mundo para fazer o bem, para respeitar pessoas e ser cidadão pleno.

Disputou uma eleição para prefeito em Afogados da Ingazeira, os eleitores preferiram eleger seu adversário. Voltou ao Pará e continuou sendo o amigo de sempre. A derrota não tirou sua vontade de ajudar.

Reza a lenda que na virada de ano de 2009 para 2010, em evento familiar, ele fez uma recomendação para Procuradora Municipal de Marabá. Neste pedido solicitava uma atenção para comigo que na época exercia o cargo
de Secretário de Saúde do Município de Marabá. Nunca o encontre pessoalmente para agradecer. Sei que recebi além do apoio institucional, ganhei uma amiga vigilante aos meus passos.

Atualmente reside em Palmas onde continua recebendo amigos em sua residência, cuidando dos seus descendentes e distribuindo o carisma que é sua principal marca. Em festa de aniversário recebeu uma legião de
amigos oriundos de todas terras por onde passou. Não pude estar presente. Espero revê-lo brevemente e dizer, no formato presencial, o que não consegui expressar nesta crônica. Ele merece muito mais.

Crônica de Ademar Rafael

NEGOCIAR SEMPRE

No mundo em que as relações de convivência e dos negócios estão sendo direcionada para um perigoso individualismo, onde cada um estica a corda com a única intenção de ficar com a maior parte quando houver a ruptura, a arte de negociar precisa ser exercida ao extremo.

Recentemente a editora Globo lançou o livro “Negociando o inegociável”, do professor Daniel Shapiro, uma das maiores autoridades mundiais de na área de mediação de divergências. Esta obra traz luzes capazes de neutralizar escuridão que impera nos relacionamento privados e nas relações negociais entre empresas x empresas e países x países.

Ao prefaciar o livro o empresário Jorge Paulo Lemann menciona as habilidades que ele e seus sócios precisaram utilizar quando estavam negociando a união da brasileira Ambev com a Interbrew belga. Ele e seus sócios com experiência de quinze anos no mercado de bebidas enquanto os belgas atuavam no ramo de cervejas há mais de seiscentos anos. Cita que os fundamentos apresentados pelo professor Shapiro, na obra prefaciada, teriam contribuído muito nas negociações.

Esta observação de Lemann nos assegura a certeza de que para negociarmos precisamos sair do mundo do “eu” e ingressar no universo do “nós”. Neste quesito o livro nos abastece com muitos conceitos aplicáveis nas negociação onde a busca pela solução passa utilização dos pontos convergentes e ajustes nas divergências, jamais o contrário.
Todos sabemos disto, a pergunta que não cala é: “O que nos motiva a deixar de lado nossa capacidade de diálogo e partimos para uma disputa onde cada negociador pretende tirar o máximo do outro, sem pensar numa solução onde todos ganham?”

Precisamos domar os “lobos” que carregamos e alimentarmos o bom senso e a habilidades que nos levam a um ambiente onde a cooperação possa substituir a competição. Quem topa iniciar esta salutar prática?

Crônica de Ademar Rafael

EXPERIÊNCIAS TROCADAS

É do conhecimento de todos que o mundo das organizações empresariais herdam muitos conceitos, exemplos e práticas de universos em que a administração não está inserida, para auxiliar na solução de problemas de gestão. Tem origem nesta lógica a grande pergunta: “Administração é ciência ou arte?”

Na condição de administrador tenho a convicção que também podemos trazer princípios desenhados para administração para que nossas vidas ganhem facilitadores, nela como na gestão os obstáculos são muitos. Como ferramentas adequadas podemos reduzir os seus impactos e tronar a vida muito melhor do que ela se apresenta.

Nos primeiros anos desde século os professores Julian Birkinshaw e Cristina Gibson, por meio de estudo publicado na Instituto de Tecnologia de Massachusetts–MIT, colocaram o termo “ambidestria”, nas organizações e convocando os gestores para fazer escolhas que os levariam a “cuidar do negócio e da estrutura atuais e, ao mesmo tempo, olhar para negócios emergentes e estruturas futuras.” Isto é, teriam que segurar dois pratinhos rodando, estilo dos malabaristas circenses, ao mesmo tempo.

Seguindo a lógica proposta ser “ambidestro” e muito mais que atuar simultaneamente com as duas mãos é, acima de tudo, dosar suas ações para que a sustentação do negócio atual e seu encontro com o futuro ocorram de forma automática, com perenidade e sem sobressaltos.

Sendo assim cara leitora e caro leitor, façam uma reflexão sobre raciocínio deste cronista, em relação ao assunto. Entendo que se deixarmos de lado o imediatismo, a superficialidade que impera em nossos dias e colocarmos nossas energias para fazermos bem o que estamos fazendo e nos preparamos para o futuro teremos resistência

para trilhar nossa caminhada com certeza de êxito e com menores esforços. Quem encara?

Crônica de Ademar Rafael

NOVO BEM-ESTAR

A revista HSM-Management edição de julho-agosto-21, apresenta estudo feito pela Mc-Kinsey, um dos pesos pesados da consultoria mundial, que aponta as oportunidades surgidas com as novas escolhas das pessoas, em função dos transtornos superados durante a pandemia.

Em levantamento feito em seis países, com sete mil e quinhentos consumidores, detectou uma tendência para utilização de produtos e serviços que possam promover um “Novo bem-estar”, pautado nas seguintes variáveis: Saúde, forma física, nutrição, aparência, sono e meditação.

Percebam que são variáveis ligadas a cada pessoa. Mesmo não sendo especialista no assunto tenho a percepção que este direcionamento decorre do tempo que cada ser humano do planeta, durante momentos que enfrentou os traumas da pandemia, teve para olhar par para ele mesmo. Ou seja as pessoas se redescobriram e detectaram necessidades que extrapolam os olhares antes da pandemia.

O que isto tem com cada um de nós? Pode muito bem ser a indagação das leitoras e dos leitores. Antecipo minha resposta: “Muita coisa”. Eu mesmo passei a cuidar de problemas de saúde que vinha adiando. No meu caso o tratamento passa exatamente por cinco das seis variáveis acima. Está fora a aparência, apesar da saber que esta seguirá a melhoria das demais.

Portanto, pensem na personalização. Esqueçam um pouco a massificação dos conceitos. Neste caso “O pau que bate em Chico não bate em Francisco”. Se alguma leitora ou algum leitor presta serviços ou vende produtos que alcançam as dimensões de bem-estar aqui abordadas fiquem atentos aos anseios do seus usuários ou clientes. Concordo com as avaliações sobre as oportunidades geradas com as novas escolhas.

Quem ler antecipadamente o cenário colhe os melhores frutos. Quem chega cedo bebe água limpa. Mãos à obra.