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Blog do Finfa - A verdade em forma de notícia

Novas enfermarias do Hospital da Restauração começam a receber pacientes

Os dois andares passaram a contar com nova e moderna estrutura física, com ar condicionado e acessibilidade

Os primeiros pacientes começaram a ocupar as enfermarias recém-inauguradas do Hospital da Restauração (HR) Governador Paulo Guerra, após a visita da governadora Raquel Lyra e da vice-governadora Priscila Krause à unidade. Ao todo, o HR já recebeu investimentos de R$ 179 milhões em projetos das Secretarias Estaduais de Saúde e de Projetos Estratégicos, além da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab). A requalificação da maior emergência pública do Norte e Nordeste atende a uma demanda histórica da população e integra o conjunto de ações do Governo de Pernambuco para fortalecer a rede estadual de saúde.

As enfermarias do 6º andar são destinadas aos pacientes acompanhados pela Ortopedia e Traumatologia. Em uma delas, a 603, está internado Jessé de Andrade, que permanece no hospital desde o dia 4 de fevereiro, após sofrer um sinistro de trânsito com motocicleta enquanto trabalhava transportando passageiro. O paciente só tem elogios à nova estrutura e à assistência recebida durante o período de internação. “Já passei por três setores aqui dentro e vir para cá agora foi a melhor coisa, porque a estrutura é sem igual. Nunca fui para um hospital particular, mas sei que é assim. Tem tudo de bom para a gente e para o nosso acompanhante, porque eles são importantes para a nossa recuperação. E o atendimento é excelente”, destacou Jessé, que está acompanhado pela irmã.

Vindo do município de Vertente do Lério, a cerca de 120 quilômetros da capital pernambucana, João José da Silva é o único paciente da enfermaria que não foi vítima de acidente envolvendo motocicleta. Ele ficou surpreso ao chegar ao 6º andar, onde agora aguarda o segundo tempo cirúrgico. “Tomei um susto porque eu não sabia que estava assim, não sabia da reforma. Isso aqui está parecendo um hospital particular, está top demais. Estou até com frio”, brincou.

Surpresa também até para quem já trabalhou em hospital privado, como a técnica de enfermagem Jaqueline Cardoso. “A estrutura é a mesma de qualquer outro hospital de ponta. É de igual para igual. Mudou tudo. Claro que também fico feliz por nós, profissionais de saúde, mas principalmente pelos pacientes, porque muitos ficam aqui por bastante tempo, já fragilizados, em processo de recuperação”, afirmou.

O 6º pavimento passou a contar com 32 leitos de enfermaria, além de 29 leitos na Unidade de Suporte Avançado em Neurocirurgia (Usan). Neste andar também funciona uma sala de procedimentos da Cirurgia Bucomaxilofacial.

Já o 8º andar dispõe de 73 leitos hospitalares voltados para o acompanhamento de pacientes da Clínica Médica e da Neurologia. O pavimento também conta com uma sala destinada à realização de eletroencefalograma, exame utilizado para diagnosticar epilepsia, distúrbios do sono, tumores e traumatismos, por meio do monitoramento da atividade elétrica do cérebro.

Por causa da reforma, que avança para os 4º e 5º andares, houve remanejamento de pacientes para o 8º andar. Foi o que aconteceu com Jamilly Silva, mãe de Samuel, de 3 anos, que está internado há quase um mês para investigar as causas de convulsões. Ela disse que as novas enfermarias nem se comparam com o setor onde estava. “Lá embaixo era muito calor, muita poeira. Agora, a gente está babando por esse hospital. Pode até demorar para receber alta”, disse Jamilly. Mãe de William, de 2 anos, internado há quatro dias, Elizabeth Vasconscelos conhecia não apenas a enfermaria antiga, mas também a Sala Vermelha da Emergência Geral, porque acompanhou o marido depois de ele sofrer um acidente. “Esses lugares novos estão muito diferentes, não dá nem para reconhecer. Ele (o filho) também fez um exame ontem e o setor parece o de um hospital particular. Agora, cabe a gente cuidar de tudo”, destacou.

Os dois andares passaram a contar com uma nova e moderna estrutura física, em conformidade com as normas técnicas vigentes e com ambientes acessíveis. As enfermarias agora dispõem de sistema de climatização — antes da reforma, nenhuma delas possuía ar-condicionado. Os espaços também receberam novo revestimento de piso, que agora é vinílico, facilitando a limpeza e o transporte de pacientes, além de forro em PVC, cuja manutenção é mais simples. Nos dois pavimentos também houve renovação das instalações elétricas, hidráulicas, hidrossanitárias e da rede de gases medicinais, que inclui ar comprimido, oxigênio e vácuo. Os ambientes foram equipados ainda com novos mobiliários e equipamentos hospitalares.

Para o diretor geral do Hospital da Restauração, Petrus Andrade Lima, a reforma das enfermarias representa um avanço importante para o maior hospital da rede pública de saúde de Pernambuco. “Essa requalificação traz mais dignidade para quem precisa do hospital. São enfermarias climatizadas, com nova estrutura e equipamentos, que melhoram tanto o conforto como as condições de assistência. É um passo importante dentro do processo de modernização do Hospital da Restauração”, afirmou o médico.

Governo Lula evitará embate com o STF ao abordar caso Master

CNN – O Palácio do Planalto decidiu a linha do discurso que presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotará, a partir de agora, ao se posicionar sobre o caso Master.

A estratégia de autocontenção envolve evitar um confronto direto com o STF (Supremo Tribunal Federal), ao mesmo tempo em que Lula reforçará o discurso em defesa das apurações “doa a quem doer”, porém, sem se referir diretamente a ninguém ou a nenhuma instituição.

Interlocutores dizem que o presidente sustentará que a Polícia Federal deve continuar avançando com independência sobre “quem quer que seja”, sem restrições.

A avaliação interna é de que um embate aberto com o STF poderia ampliar tensões políticas e fazer o caso respingar no governo. Auxiliares no Planalto avaliam que, nos últimos anos, o Supremo atuou como braço de apoio em decisões positivas ao governo.

O presidente tem dito, sob reserva, que não vê, até o momento, envolvimento direto de integrantes do governo nas suspeitas. Ainda que haja suspeita sobre as relações do PT da Bahia com Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. A percepção de Lula, porém, é de que petistas baianos têm cumprido papel de se defenderem do caso.

A estratégia de Lula também inclui reforçar a narrativa de que investigações desse tipo avançaram apenas durante governos petistas. Auxiliares afirmam que o presidente deve destacar que, em governos anteriores, a exemplo de Temer e Bolsonaro, a situação não teve o mesmo nível de transparência.

Além de uma crítica mais centralizada ao Banco Central de Roberto Campos Neto, com revelações sobre a cooperação de diretores da autarquia com Vorcaro.

No caso do ex-presidente Michel Temer, a acusação se dá sobre a venda do banco Máxima, que já havia sido alvo de investigações antes da transação.

Embora haja um plano para conter danos, integrantes do Planalto reconhecem que a crise pode respingar no governo e que uma escalada no tom de Lula pode comprometer a imagem do presidente e a agenda dele no Congresso.

Amupe aprova teto para contratações de artistas

Foi aprovada neste momento na Assembleia Extraordinária da Associação Municipalista de Pernambuco – Amupe, a recomendação aos prefeitos pernambucanos a não  contratarem  artistas acima do valor de R$ 350 mil, com recursos proprios, com isso a entidade visa pressionar artistas a  baixarem os valores dos seus cachês Fotos: Finfa

Entre o patrimônio público e a responsabilidade com o dinheiro do povo

Por Rinaldo Remigio*

Tenho visitado com certa frequência Afogados da Ingazeira, terra que guarda parte importante da minha infância e adolescência. Sempre que retorno, levo comigo o sentimento natural de quem ama suas origens e deseja ver sua terra prosperar, crescer e cuidar bem daquilo que pertence ao seu povo.

Nos últimos tempos, porém, tenho observado — e também acompanhado pelas matérias publicadas no Blog do Finfa e em outros espaços da imprensa regional — uma preocupação crescente de parte da população, de jornalistas e de cidadãos atentos em relação ao elevado número de aluguéis de imóveis pagos pela Prefeitura, mesmo havendo patrimônios públicos disponíveis.

Chama a atenção o silêncio da gestão municipal diante das indagações levantadas pela sociedade. O debate público é saudável e necessário, especialmente quando envolve recursos que pertencem ao contribuinte.

A inquietação aumenta quando se observa que o Açougue Público permanece em estado de abandono, enquanto uma casa própria adquirida com recursos públicos em 19 de dezembro de 2024 segue fechada, intacta e sem utilização. Ao mesmo tempo, novos contratos de aluguel surgem no cenário administrativo.

Segundo informações divulgadas, dois novos imóveis privados passaram a integrar essa lista:
• um localizado na Avenida Rio Branco, nº 36, destinado à Secretaria de Administração;
• e outro na Avenida Artur Padilha, nº 672, que deverá abrigar setores da Saúde.

Naturalmente, toda gestão pública possui autonomia administrativa para organizar suas estruturas. Contudo, a boa governança recomenda algo essencial: transparência, planejamento e prioridade ao uso do patrimônio público já existente.

Quem ama Afogados da Ingazeira — mesmo morando fora, como é o meu caso — deseja apenas que a cidade seja conduzida com zelo, responsabilidade e respeito ao dinheiro do povo. Afinal, cada imóvel público abandonado e cada gasto desnecessário com aluguel levanta uma pergunta simples que ecoa na consciência da população:

Se há patrimônio público disponível, por que não utilizá-lo antes de recorrer ao bolso do contribuinte?

Afogados é uma cidade de história, de gente trabalhadora e de consciência política ativa. E justamente por isso, o debate público não deve ser visto como crítica destrutiva, mas como expressão legítima de cidadania de quem deseja ver sua terra cada vez melhor administrada.

*Professor universitário aposentado, administrador, contador e memorialista!

TCE nega recurso da Prefeitura de Serra Talhada e mantém Colégio de Aplicação da AESET como escola pública

André Luis/Blog do Nill Júnior

O Pleno do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) negou, por unanimidade, recurso da Prefeitura de Serra Talhada sobre a natureza jurídica do Colégio de Aplicação da Faculdade de Formação de Professores de Serra Talhada (CAFAFOPST), ligado à Autarquia Educacional de Serra Talhada (AESET).

O caso foi analisado no Processo nº 23100870-3RO004, sob relatoria do conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior, e diz respeito a auditoria especial sobre a classificação institucional da escola e a aplicação do piso nacional do magistério no exercício de 2025.

Segundo o Acórdão T.C. nº 369/2026, o TCE reafirmou que, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), a natureza das instituições de ensino é definida pelo ente que as cria, mantém e administra. Como o Colégio de Aplicação integra a estrutura da AESET, uma autarquia municipal de direito público, ele deve ser considerado estabelecimento de ensino público, e não privado.

O Tribunal apontou que a autodeclaração da escola como privada no Censo Escolar é incompatível com sua natureza jurídica e pode gerar impactos administrativos e financeiros, como distorções na contabilização de matrículas para fins de financiamento da educação e no regime jurídico aplicado aos profissionais.

O Acórdão também destaca que:

  • declarações lançadas em sistemas oficiais de informação são atos administrativos sujeitos ao controle de legalidade pelos Tribunais de Contas;
  • a aplicação do piso salarial nacional do magistério aos profissionais da educação básica vinculados a instituições públicas deve seguir a Lei nº 11.738/2008;
  • no caso concreto, embora tenham sido constatadas irregularidades administrativas, não se verificou gravidade suficiente para aplicação de sanções pessoais aos gestores, sendo adequada a manutenção das contas com ressalvas.

O TCE ainda reforçou o caráter mandamental das medidas determinadas anteriormente, como:

  • a retificação do cadastro do Colégio de Aplicação junto aos órgãos educacionais competentes;
  • o acompanhamento da controvérsia constitucional sobre o piso nacional do magistério;
  • ressaltando que tais providências não são meras recomendações, mas determinações que visam corrigir irregularidades em curso e seus efeitos, nos termos da Resolução TC nº 236/2024.

Ao final, o Tribunal decidiu conhecer o Recurso Ordinário, mas negar-lhe provimento, mantendo o entendimento da auditoria especial e as determinações impostas à Prefeitura de Serra Talhada e à AESET.

Coluna do Finfa