Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta (15) aponta o candidato Armando Monteiro (PTB) com 47% das intenções de voto para governador de Pernambuco. Em seguida, aparecem Paulo Câmara (PSB) com 13% e Zé Gomes (PSOL) com 2%. Já Jair Pedro (PSTU), Miguel Anacleto (PCB) e Pantaleão (PCO) estão empatados com 1%.
Últimas publicações do quadro “Pernambuco”
O presidente estadual do PSB de Pernambuco, Sileno Guedes, disse nesta quinta (14) que a “previsão” da família de Eduardo Campos é de que o corpo do candidato à Presidência morto na véspera chegue ao Recife entre esta a sexta (15) e o sábado (16). Segundo ele, a informação foi repassada por autoridades que acompanham o trabalho da polícia técnica em São Paulo. O governador João Lyra Neto está em São Paulo, e Sileno Guedes tem atuado desde a morte como um porta-voz da família. “A informação de São Paulo é que amanhã [sexta] seriam concluídos os trabalhos e que a vinda do corpo de Eduardo Campos poderia ocorrer até amanhã”.
O velório de Eduardo Campo e uma missa campal, de corpo presente, serão realizados no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, que já está sendo preparado para as cerimônias fúnebres. O enterro será no Cemitério de Santo Amaro. Segundo Sileno Guedes, a intenção é realizar uma caminhada até o cemitério.
Os familiares do candidato à Presidência da República Eduardo Campos, que morreu na quarta-feira em acidente aéreo, condicionaram a liberação do corpo com a dos demais mortos no jatinho particular, informou o colunista do Globo, Merval Pereira. Em conversa com o primeiro vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, a viúva do petebista, Renata, disse que aceitaria a liberação dos restos mortais sem maiores análises para o enterro de Campos, mas que não quer que isto aconteça sem que o mesmo ocorra com os outros seis que morreram no voo.
Amaral ainda revelou ao colunista que o governador Geraldo Alckmin disse ser provável a liberação do corpo nesta sexta-feira, o que confirmaria o enterro no sábado, conforme a previsão da família do presidenciável.
Enquanto esperam a definição, familiares recebem as visitas de amigos e políticos em casa.Os visitantes salientam que a esposa de Campos, Renata, e os cinco filhos do casal, ainda que abalados com a tragédia, estão serenos.
Um dos primos de Eduardo Campos, Joaquim Pinheiro, disse que os filhos do ex-governador estão reagindo com “firmeza” e que o filho homem mais velho, João Henrique Campos, 20 anos, apesar do luto, falou da manutenção do legado de Campos na política.
– João disse que perdeu um pai e um líder, mas que tem de dar um jeito de que a bandeira dele não caia, para que os ideais dele sejam o futuro do país – relatou Joaquim.
O primo de Campos disse que o clima ainda é de “perplexidade” com a perda e que a família está tentando entender o que aconteceu e ajudar uns aos outros “para procurar não perder o chão”. Joaquim esteve com Campos pela última vez no sábado, no Crato (CE), na festa de aniversário de 90 anos de sua mãe, tia-avó do candidato. Segundo o parente, Campos teria dançado boa parte da noite com a filha Maria Eduarda e a esposa Renata.
O procurador-geral de Justiça de Pernambuco, Agnaldo Fenelon, afirmou que Campos foi um exemplo de gestor público para o estado e que o seu legado deve ser seguido. Segundo Fenelon, os familiares estão muito sentidos e conversando pouco com as visitas.
– O luto é interminável para a família e para Pernambuco. Eduardo Campos era um exemplo de gestor público. Fica agora o seu legado para ser seguido, com um estado que está crescendo a cada dia. A família é muito forte, mas é um momento de silêncio e sentimento. A dor nos olhos e nos abraços que eles dão é muito grande – pontuou. (O Globo)
Trabalhando no Palácio do Campo das Princesas há 36 anos, o subtenente da Polícia Militar Iranildo Mendes, de 60 anos, guarda boas memórias do tempo em que conviveu com o ex-governador Eduardo Campos, a quem chama de ‘agregador’. Na manhã desta quinta (14), um dia após a morte de Eduardo, Iranildo, também conhecido como “Cidadão”, chegou cedo ao trabalho, mesmo com o clima estranho no Palácio. Em tanto tempo no serviço, Iranildo também conviveu com Miguel Arraes, avó de Eduardo, quando ele estava no cargo de governador do estado.
“Tive o privilégio de trabalhar com Arraes nos dois últimos governos dele. Não fui do primeiro porque não tinha idade para estar como servidor público. Eu conheci Eduardo nessa época porque ele era secretário da Fazenda de Arraes. Ele sempre foi essa figura comunicativa, extrovertida. Eu acredito que ele herdou muito de Miguel Arraes e, por ser mais novo, modernizou muitas coisas, foi mais avançado, moderno, arrojado. Ele tinha uma visão de agregar pessoas ao seu lado. Era um agregador, é difícil encontrar pessoas assim”, conta o ‘Cidadão’. O apelido surgiu há muito tempo, porque é desse modo que Iranildo costuma chamar os colegas de trabalho e quem chega ao Palácio.
No momento que soube da morte de Eduardo, Iranildo estava no intervalo do almoço. “Eu pensei que fosse uma brincadeira. Ele era uma pessoa diferenciada no trato com o servidor público. Ele fazia questão de conversar com todos os servidores que ele encontrava no Palácio, independente do status”, relembra o policial.
Entre as recordações está um único registro em foto do ‘Cidadão’ com Eduardo Campos, no aniversário do ex-governador, há dois anos. “Ele me chamou na sala dele porque eu era o trabalhador mais antigo daqui. E aí fizemos a foto, foi um privilégio enorme. Até então eu nunca tinha tirado uma foto com o governador; nós como seguranças não podemos nos aproximar dele até esse ponto”, conta.
O ‘Cidadão’ guarda a foto com muito carinho. “Minha filha postou na internet porque ela tem muito orgulho disso, da história, desse momento. A morte dele foi uma data muito marcante, os funcionários choraram muito. Foi uma comoção para a gente que convivia com ele no dia a dia”, completa, emocionado. Iranildo acredita que vai estar trabalhando no momento em que os restos mortais de Eduardo forem velado no Palácio. Ele espera, então, prestar sua homenagem no último serviço para o ex-governador.
Em respeito à memória do ex-governador de Pernambuco e candidato a presidente da República Eduardo Campos (PSB), e das demais vítimas do trágico acidente aéreo ocorrido em São Paulo, a coligação Pernambuco Vai Mais Longe informa que estão suspensas, por 7 dias, até a próxima terça-feira (19), todas as agendas dos candidatos a governador Armando Monteiro (PTB) e a senador, João Paulo (PT). As atividades de campanha de rua da chapa majoritária também estarão interrompidas até esta data, bem como o trabalho dos comitês, carros de som e militantes..
A notícia da morte do ex-governador Eduardo Campos parece um pesadelo. Tão logo tomei conhecimento dei vários beliscões no meu corpo para ter a certeza de que não estava embalado em sono.
Foi cruel demais, uma dor insuportável para todos os brasileiros, especialmente para nós, pernambucanos, que tínhamos o privilégio da sua convivência.
Eduardo era um líder nato, um político acima do seu tempo, um homem dedicado à vida pública, um ser humano alegre e bem-humorado. Um pai de família exemplar, carinhoso com os filhos, dedicado à Renata, sua primeira e única namorada, com quem teve cinco filhos.
Não é fácil falar de um homem e político da dimensão de Eduardo Campos. Na política, viveu de tudo, momentos felizes e infelizes. Como a política é uma gangorra, foi ao fundo do poço na crise dos precatórios. Mas bastou ter a oportunidade de ser ministro para fazer do limão uma limonada, dando a volta por cima na pasta de Ciência e Tecnologia.
De lá para cá, fez a travessia para os píncaros da glória. Subiu feito um foguetão, se elegeu governador e se reelegeu quatro anos depois com a marca do melhor governador do País.
Eduardo superou todas as adversidades que se deparou pela frente com muita luta, muito trabalho. Trabalho, aliás, que para ele era um exercício incansável.
Alguém que não gostasse dele poderia apontar muitos defeitos e qual homem público não tem defeitos? Mas até o seu pior inimigo não poderia negar sua forte disposição para o trabalho. Acordava cedo, era madrugador, disposto.
Lembro que uma vez o seu avião não pousou em Garanhuns por falta de teto na abertura do festival de inverno, mas ele pousou no Recife e de lá pegou um carro, viajando mais de 200 km para cumprir a sua agenda.
Convivi com Eduardo desde 1986, ano em que Arraes, após a volta do exílio em 1979, disputou o Governo do Estado e Eduardo já auxiliava ele. Foi com o avô que foi contaminado pela política, que só tem uma porta ou uma janela, a da entrada.
Eu tive altos e baixos com ele, encontros e desencontros que, certamente, vão para um livro meu de memórias. Entendi todas as circunstâncias que um dia nos separou, como entendi também as que recentemente nos levou à reconciliação.
Eduardo era um político de gestos, amado por muitos, também odiado por alguns. Mas na vida ninguém agrada gregos e troianos, ninguém pode ser unanimidade. Já dizia Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra.
Eduardo era daqueles que encaravam a vida assim, que não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente. Uma pessoa é bela, não pela beleza dela, mas pela beleza nossa que se reflete nela.
Somos as coisas que moram dentro de nós. Por isso, há pessoas tão bonitas, não pela cara, mas pela exuberância de seu mundo interior. Lutam melhor aqueles que têm sonhos belos.
Somente aqueles que contemplam a beleza são capazes de endurecer sem nunca perder a ternura. Guerreiros ternos. Guerreiros que leem poesias. Guerreiros que brincam como criança.
Por: Magno Martins
É com a tristeza da alma que lamento a grande perda que tivemos neste 13 de agosto.
Como muitos já disseram, Eduardo Campos foi um líder, um político corajoso e determinado. Mas para mim, além de chefe, companheiro de luta por um Pernambuco melhor e por um Brasil melhor, foi o amigo a quem sempre tive uma profunda admiração e respeito.
A dor é incalculável, mas ele cumpriu sua missão e deixou muitos ensinamentos. Nos deixou principalmente sua coragem e energia para seguirmos adiante.
Meu amigo, por nossos filhos e por você não iremos desistir do Brasil! Siga em Paz…
Para dona Madalena, Antonio, Renata, João, Pedro, Eduarda, José e Miguel deixo o meu abraço e que Deus junto da Sua Mãe Santíssima os ilumine.
Dos amigos, Aldo e Neilda.










