Press "Enter" to skip to content

Últimas publicações do quadro “Crônicas de Ademar Rafael”

Crônica de Ademar Rafael

Os 3Cs

O artigo “O pensamento do design no Brasil”, inserido no livro “Inovação e Tecnologia”, assinado por Reinhold Steinbeck e Edgard Charles Stuber indica que os dirigentes de empresas em todo mundo esperam dos seus colaboradores atitudes que gerem: Criatividade, Colaboração e
Comunicação.

Como o artigo tem como eixo principal o “design thinking”, necessário se faz que referido termo seja decodificado. É, segundo alguns estudiosos do assunto, uma abordagem que busca solução de problemas com ênfase na ação coletiva e colaborativa, cuja perspectiva seja o atendimento das carências das pessoas envolvidas no processo e consumidoras dos produtos ou serviços produzidos.

Os administradores, cuja profissão foi reconhecida legalmente em 09.09.1965, sabem desde que o mundo é mundo que aliar os interesses das pessoas envolvidas na produção de produtos e serviços com as expectativas dos consumidores é o alvo a ser acertado, contudo, a
possibilidade de aliar a este sistema perfeito a criatividade, a colaboração e a comunicação tem um grau de dificuldade muito maior.

Nós brasileiros somos extremamente criativos, no entanto, pecamos nos quesitos colaboração e comunicação. Nossa escola ocidental prega a competição e o individualismo, jogando a ação coletiva em segundo ou terceiro estágio. Temos dificuldade em ouvir mais do que falar,
principalmente quando a mensagem a ser ouvida trata-se de mudar comportamento e forma de pensar e agir.

Exercitar a pratica composta pelo trio Criatividade, Colaboração e Comunicação não é impossível, temos vários exemplos no mundo corporativo nacional e algumas escolas estão preparando profissionais com este perfil.

Para que o “design thinking” tenha presença em nosso cotidiano seremos obrigados a exercer a nossa reconhecida criatividade e compartilhando em formato que todos os envolvidos possam entender o multiplicar a ação.

Por: Ademar Rafael

Crônica de Ademar Rafael

VITIMIZAÇÃO

Os consultores Roger Connors, Tom Smith e Craig Hickman, no livro “O princípio de OZ”, apresentam um elenco de situações que levam as organizações para o fundo do poço em função de posicionamentos dos seus dirigentes e colaboradores.

Transita a obra entre as fronteiras da conveniência, mantendo-se na sobra e da exposição, assumindo responsabilidades e riscos. Aponta os seis estágios do ciclo da vitimização em relação aos problemas deixados de lado, não enfrentados: “Ignorar/Negar”; “Não é o meu trabalho”; “Encontrar um culpado”; “Confusão/Diga-me o que fazer”; “Proteja a retaguarda” e “Espere o Veja”.

É quase impossível que uma pessoa que utilize ou trabalhe no serviço público ou privado que não tenha se deparado ou praticado uma das situações acima. Ficar na zona de conforto, apontando o dedo é muito melhor que partir para enfrentamento dos problemas, apresentar soluções e assumir responsabilidade sobre o processo.

Os autores apresentam o rol de grandes empresas que ignoraram problemas e negligenciaram ações corretivas e foram destruídas pela concorrência e pelo abandono dos usuários de seus produtos e serviços.

Percebemos em nosso cotidiano que muitos dirigentes e funcionários públicos e privados gastam mais da metade das suas energias para identificar culpados do que para encaminhar soluções para os problemas naturais das atividades que deviam desempenhar com zelo e dedicação.

Seguir a cartilha de que se “puder ficar sentado não fique em pé e se puder ficar deitado não fique sentado“ pode até ser confortável, no entanto, é nocivo para o desenvolvimento de habilidades e a entrega dos produtos e serviços com tempestividade e acerto.

A história reserva espaços para os que enfrentam as dificuldades sem medo de possíveis erros. O sucesso para os omissos é frágil e tem vida curta, para os tenazes é consistente e duradouro.

Por: Ademar Rafael

CRÔNICA DE ADEMAR RAFAEL

INVERDADES REPETIDAS

Poucas vezes li uma frase tão curta e tão verdadeira como o que encontrei no livro “A democracia impedida – O Brasil no século XXI”, de Wanderley Guilherme dos Santos. Escreveu o pesquisador da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, citando Mark Blyth: “Austeridade não é apenas o preço para salvar os bancos. É o preço que os bancos querem que os outros paguem. ”

Este preambulo serve para demonstrar a real destinação dos recursos que nosso governo federal tenta economizar às custas dos contribuintes e em prejuízo de investimento estruturantes em nosso país. As inverdades repetidas sobre ações e reformas com o foco na redução do rombo orçamentário e para criar um superávit agridem aos que detém um pouco de conhecimento sobre o assunto.

A venda de ativos, especialmente residências funcionais, durante o governo Collor para reduzir custos foi uma inverdade semeada. As privatizações durante os governos do “príncipe” FHC que sanariam os ralos do orçamento, outra inverdade. As privatizações e concessões dos governos petistas para reduzir as despesas, novas inverdades. As reformas da previdência promovidas por FHC e Lula, em nome da redução do déficit, mais inverdades. O “engessamento” das despesas por vinte anos, a reforma trabalhista, a venda de ativos, as concessões de estruturas da união e a reforma da previdência para sanar desvios orçamentário do governo Temer, inverdades em série.

Qual motivo que nos leva a chamar as ações governamentais acima de inverdades? A resposta é simples. Todas elas são paliativas a solução passa por uma ampla reforma administrativa, uma séria reforma tributária, corte rasante no custo das obras e do custeio nos três poderes.

Somente um governo com instinto nacionalista, sem vínculo com as entidades que representam os “vampiros” dos recursos, sem dependências do sistema financeiro dará conta da missão. Esperar isto no modelo atual é uma utopia maior que a soma das inverdades.Mudanças já.

Por: Ademar Rafael

CRÔNICA DE ADEMAR RAFAEL

60 MESES DE INFORMAÇÃO

Na próxima sexta-feira, dia 27.10.17, o titular deste blog – Júnior Finfa – estará recebendo parceiros e amigos para comemorar cinco anos de existência do “BLOG DO FINFA”.

Em uma época de grandes desafios em todas as áreas da comunicação,da banalização da informação e do descarte de empreendimento diversos manter sem interrupção a operação uma plataforma no mundo virtual foi a missão superada pelo filho do saudoso Zezito Sá. Desde do início, com as minhas limitações, dediquei pleno apoio para o empreendimento.Primeiro por entender que no mercado regional havia espaço para uma proposta inovadora e em segundo plano por conhecer a tenacidade do amigo Finfa.

Participo do projeto na condição de cronista e como leitor contumaz. Sempre que sou invocado manifesto minhas opiniões sobre o caminho editorial. Algumas vezes foi conselheiro para evitar que o ímpeto do jornalista não ultrapasse a lógica e a prudência.

Autoridades que foram notícias no “BLOG DO FINFA” reagiram de duas formas. Quando as publicações foram do seu agrado utilizaram em seu favor e, silenciosamente, ficaram gratos, quando de alguma forma tiveram seus interesses contrariados procuraram o blogueiro para tomar satisfação. Na maioria das oportunidades, com a habilidade que lhe é peculiar, Finfa apresentou as justificativas cabíveis e o reclamante achou melhor seguir sua vida, em nome de liberdade de expressão.

O slogan “A verdade em forma de notícia” tem estado presente nas publicações. Sua manutenção no “promiscuo” mundo da comunicação dos dias atuais é um obstáculo a ser perseguido com afinco e zelo. A credibilidade que o “BLOG DO FINFA” angariou na sua existência atesta que os objetivos estão sendo alcançados.

Para encerrar uma sextilha: “Opção pela verdade/E notícias de primeira/São variáveis presentes/No blog cuja bandeira/É nunca envergonhar/De Afogados da Ingazeira. ” Parabéns guerreiro, continue vigilante com os fatos e defensor da verdade.

Por: Ademar Rafael

CRÔNICA DE ADEMAR RAFAEL

VAMOS SALVAR OS EMPREGOS?

Debruçado sobre ponderação sócio econômica relativa a paralização das atividades de organizações alcançadas por prisões de altos executivos por força de delitos cometidos que integra o conteúdo do livro “Comentários a uma sentença anunciada – O processo Lula”, organizadopor Carol Proner, Gisele Cittadino, Gisele Ricobom e João Ricardo Dornelles, trago o tema para reflexão, apresentando uma proposta que julgamos adequada.

Na apresentação da obra Carol Proner e Ney Strozake, na condição ode representantes da “Frente Brasil de Juristas pela Democracia” defendem que a corrupção deve ser firmemente combatida em todas as esferas, contudo, alertam que durante a apuração dos fatos o sistema judicial não pode se descuidar das atividades das empresas investigadas.

Para evitar que a suspensão das atividades das empresas cujos executivos sejam detidos por força de lei comprometam a frágil economia nacional e provoque desemprego em cadeia como, de fato, ocorreu no setor em que operavam as grandes empreiteiras avaliamos que carece uma ação articulada entre o judiciário e entidades de classe, capitaneadas pelo Conselho Federal de Administração – CFA, pelo Conselho Federal de Contabilidade – CFC, pela Ordem dos Advogados do Brasil – OAB e pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC.

A representantes deste conjunto de entidades de classes seriam adicionados prepostos nomeados pelo Conselho de Administração das Organizações, consórcios dos principais credores e dos funcionários.Esta administração colegiada desenvolveria atividades em perfeita aderência com os objetivos das empresas, mercado de atuação e Plano de Ação alinhado com os contratos vigentes e prospecção de novos negócios.

A Lei de Falências e de Recuperação de Empresas (Lei 11.101/05) e a Nova Lei das Sociedades Anônimas (Lei 11.638/07) dispõem de mecanismos jurídicos adaptáveis para a Administração Colegiada de empresas com executivos envolvidos em corrupção, presos ou separados dos cargos por determinação legal, isto pode salvar empregos e gerar riquezas.

Por: Ademar Rafael