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Crônica de Ademar Rafael

DEUSES E DEUSAS ATUAIS

De pronto, avisamos que este texto não tem viés de doutrinação ou cunho religioso, trata-se de alguns registros para reflexão sobre nosso posicionamento nos dias atuais.

Registros bíblicos, citações em diversos livros e filmes épicos apresentam relatos das punições que recebiam os que pertenciam a outro credo e negavam-se a cumprir rituais para os deuses locais. Os escravos, estrangeiros e obedientes a outros seres supremos sofreram duras penas ao se negarem prestar os cultos exigidos pelas autoridades.

Apenas como ilustração, sem detalhamentos, vamos mencionar três deuses/deusas em três países, na antiguidade. Egito: Rá-Atum, Osíris e Set; Babilônia:  Marduk,   Apsu e  Tiamat e Roma: Apolo, Baco e Ceres.

Sob nosso ponto de vista o que mudou dos tempos há muito idos para nosso tempo é que no passado as pessoas eram obrigadas a adorar deuses ou deusas que não tinham devoção e nos dias atuais espontaneamente direcionamos nossas energias para os deuses e deusas.

Uma pergunta que cabe. Ademar, quais são estes deuses e estas deusas? Minha bússola, resumidamente, aponta para seguintes direções: Poder, Dinheiro, Carros, Imóveis, Beleza e Redes Sociais.

Agora é minha vez de devolver uma indagação. Quais desses ou dessas você tem feito sacrifícios e de forma doentia tem prestados cultos? É possível que estejamos dedicando nossa atenção para mais de um/uma, simultaneamente. Isto tem sido regra no mundo do consumismo e da pressa para ter, em lugar de ser.

Eu com minhas fraquezas, com meus medos e minhas limitações tenho tentado reduzir a dependência com tais divindades. Não tem sido fácil. Você caro leitor e cara leitora passa por isto? Vamos refletir e agir?

Crônica de Ademar Rafael

OS TROPEIROS

Os consumidores que hoje fazem compras pelo comércio eletrônico e recebem os produtos em casa jamais podem esquecer quem fazia este serviço em condições adversas: Os tropeiros. O livro “Tropeiros – Viajantes e aventureiros”, de Cândida Vilares e Vera Vilhena, assim os define: “…a lendária figura do tropeiro, que unificou o Brasil com suas tropas de mulas levando, pelos caminhos da época, mercadorias, novidades e costumes…”. Este foi o formato utilizado pelos tropeiros nos sertões do Brasil.

No sul eram eles que conduziam as boiadas. Esta pratica foi estendida para Minas Gerais, Goiás e região do Pantanal, onde recebem o nome de comitivas. Para o estilo gaúcho, transcrevo uma das estrofes de “Tropeiro Velho” da autoria de Teixeirinha: “Sentado à beira do fogo/Sentindo o peso da idade/Tão triste o velho tropeiro/Quase morto de saudade/Oitenta anos nas costas/Sempre lidou com boiadas/Mas nunca em suas andanças/Deixou um boi na estrada…”. As músicas “Menino da Porteira”, de Luiz Raymundo e Teddy Vieira de Azevedo, “Chico Mineiro”, de Francisco Ribeiro Barbosa e Joao Salvador Perez e “Comitiva Esperança”, de  Almir Sater, destalham a atividade no sudeste e centro oeste.

Em nosso nordeste não encontro melhor texto para definir os tropeiros do que esta estrofe da música “Tropeiros da Borborema”, autoria de Raimundo Asfora e Rosil Cavalcante, gravada por diversos intérpretes e eternizada por Luzi Gonzaga: “Estala relho marvado/Recordar hoje é meu tema/Quero é rever os antigos tropeiros da Borborema – São tropas de burros que vêm do sertão/Trazendo seus fardos de pele e algodão/O passo moroso só a fome galopa/Pois tudo atropela os passos da tropa/O duro chicote cortando seus lombos/Os cascos feridos nas pedras aos tombos/A sede e a poeira o sol que desaba/Ó longo caminho que nunca se acaba!…”

A “Amazon” e o “Magalu” nos levas aos produtos, os tropeiros nos leva à história, vamos viver na comodidade e preservar o “TROPEIRISMO”.

Crônica de Ademar Rafael

A MAGIA DE JUNTAR LETRAS

Para não ficar perdido no cipoal de notícias diárias procuro ler com assiduidade o “Blog do Finfa”, o “PE notícias blog” e o “Blog do Magno”. Sempre faço as leituras diárias ouvindo na Rádio BAND o programa antes pilotado pelo inesquecível  jornalista Ricardo Boechat. Após esta preliminar, entro tema central deste texto que é dedicado ao nosso conterrâneo Magno Martins. Jornalista que carrega consigo a capacidade de, com muita magia, juntar letras e formar palavras, frases e textos.

Com intensa carga de trabalho e com uma pandemia ele tirou da cartola outro livro para nos brindar. Trata-se de “A dor da pandemia – Crônicas”, livro inicialmente lançado somente por meio virtual. Um ser humano que tem obrigações com um “Blog do Magno”, conectado 24 horas; um programa de rádio (Frente a Frente) e um jornal (O poder) e que durante uma pandemia consegue produzir algo deste tamanho tem que ter habilidades “mandraquianas”. Julgo que apesar da sua extrema capacidade criativa Magno Martins de alguma forma busca forças na arte de Mandrake, personagem criado por Lee Falk (Leon Harrison Gross). Nós, que tomamos a vacina do COVID, tivemos o privilégio de ler as histórias de quadrinhos do mágico.

O livro é um presente para os amantes de textos extraídos da alma. Nele Magno, entre muitas outras coisas, fala no Poço de Benedito, no misto de Zé de Preta, no Bar de Zé Panqueta, no Savoy; na falta que nos fazem pessoas como Joãozinho Alves e Antônio Mariano; cobra as alegrias dos carnavais e das festas juninas antes da pandemia; enaltece a obra de Milton Oliveira; declara amor ao sertão com suas particularidades, seus poetas e, no extremo, ao seu pai Gastão, sua mãe Margarida e seus filhos.

Poderia citar o que narram José Nêumanne e José Mucio Monteiro, no prefacio da obra. Mas, com forças que consegui comum mágico de um “circo mambembe” ouso com esta crônica destacar o último filho de Magno Martins. Obrigado amigo, que venham outros e se vá a pandemia.

Crônica de Ademar Rafael

DIOMEDES LAURINDO DE LIMA

Uma das minhas teorias, sem comprovação cientifica, assegura que o mundo é formado por três grupos de pessoas. O primeiro é formado pelos que dependem totalmente da luz dos outros, o segundo é constituído por indivíduos que sem a luz de outros iluminam pouco e o terceiro é representado pelos que têm luz própria, brilham em todas as situações.

Nosso amigo Diomedes faz parte do terceiro grupo. Poderia ser conhecido como o sobrinho de Aniceto ou como o irmão de Danizete. Seu brilho corroborou com minha teoria. Desde cedo firmou-se como Dió, com o tempo incorporou o Mariano, nome da família da sua mãe. A forma de tratar as pessoas, a capacidade de decidir com acertos e sua honestidade deram-lhe as variáveis necessárias para se firmar.

A poesia sempre fez parte da sua vida e o potencial neste campo foi descoberto pelos amigos o por poetas com muitos anos de estrada como foi o caso de Ivanildo Vila Nova. Relutou para ingressar no time dos cantores de viola. Não consegui fugir da arte, foram muitas participações em cantorias realizadas na região. A cada participação ganhava confiança e o incentivo de amigos fizeram com que ele desse início a sua vitoriosa carreira. As primeiras premiações e os embates com poetas como João Paraibano, Sebastião Dias, Valdir Teles e tantos outros de fora do Pajeú mostraram que Ivanildo tinha razão. No pé de parede não envergonha ninguém e com a caneta assume a posição de grande poeta de bancada.

Registro aqui duas estrofes do poema “Reconhecimento”, que dedicou a Dona Zezinha sua mãe. É um dos mais belos trabalhos poéticos que conheço: “Aprendi a seguir todo conselho/Atirado por sua boca mansa/O seu jeito materno era o espelho/Me mostrando a feição da segurança/Numa noite invernada de janeiro/Se eu estivesse brincando no terreiro/Você ia correndo pra o oitão/Me pegava nos braços, me acudia/Com um trapo de saco me cobria/Se molhava na chuva, mas eu não.” – “De nós dois qual que mais se prejudica/Quando o tempo disser que nos venceu/Eu partindo primeiro, você fica/Você indo primeiro, fico eu/De uma forma ou de outra o quadro é triste/Eu prefiro partir, porque existe/Quem precisa aliar-se ao seu partido/Todo imposto saudoso é alta taxa/Seu eu perder-me na ida, Deus me acha/Se eu ficar sem você estou perdido.” Assim como o soneto “Eu quisera” – “Eu quisera um país sem escopeta/Sem revolver, sem bala, sem canhão/Sem gatilho quebrando a espoleta/Sem acumulo de gente na prisão – Sem molambos de roupas na maleta/Dos mendigos da triste emigração/Onde os pobres e pretos do planeta/Fossem vistos sem discriminação… – E ao invés do fuzil que mata e pesa/O rosário, o altar, o templo, a reza/E um não para a guerra, um sim pra paz… – Com espaços pra grandes e pequenos/Todo mundo feliz, morrendo menos/E a palavra de Deus valendo mais.”

Na “Budega com prosa”, projeto tocando com sua família, Dió pratica duas das suas muitas habilidades: Atende bem e recita poesias dele e de parceiros. O menino da Barra de Solidão tem muita luz. Viva a poesia.

Crônica de Ademar Rafael

O FUTURO É DECIFRÁVEL?

O “futuro” é um dos temas mais escorregadios em nossos diálogos em salas de aula, reuniões nas empresas e atuações em consultorias.

A frase “Não podemos prever o futuro, mas podemos cria-lo” é atribuída a Peter Drucker, um dos maiores pensadores de administração de toda história. “O futuro tem muitos nomes. Para os débeis é o inalcançável. Para os temerosos, o desconhecido. Para os valentes é a oportunidade”, esta frase é atribuída a Victor Hugo, romancista francês.

Sem forçar a barra podemos encontrar conformidades entre as duas frases? Acredito que sim. Buscar oportunidade e criar são ações que transitam na mesma estrada. Nesta estrada a pesquisa, o estudo, a assimilação e a ação são as placas de sinalização.

A revista HSM Management, edição 144, de Janeiro/fevereiro-2021, é dedicada ao tema “Como enxergar futuros” e em um dos diversos artigos sobre o assunto a futurista Martha Gabriel, autora de “Você, eu e os robôs”, apresenta o cone do futuro. Por meio dele e com utilização do potencial para ir além do momento presente ela indica as possibilidades detalhadas a seguir, com pequenas adaptações.

“Futuro absurdo – Impossível, não vai acontecer nunca; Futuro possível – Requer conhecimento futuro, poderia acontecer; Futuro plausível – Depende do conhecimento atual, pode acontecer; Futuro projetado – É a extrapolação do presente; Futuro provável – São as tendências atuais, deve acontecer; e Futuro preferível – Inclui julgamento de valor, quero que aconteça.”

Como membro de colegiado que analisava investimentos, para alocação de recursos, estudei muitas tendências do futuro, garanto que com as ferramentas adequadas, muito estudo é possível enxergarmos o futuro, criando mecanismos para enfrentá-lo de forma indolor. Ação imediata!

Crônica de Ademar Rafael

OS VAMPIROS

O livro “Suzana e o mundo do dinheiro”, traduzido e adaptado por Severino de Morais, de original do holandês Wim Dierckxsens, tem similaridades com “O mundo de Sofia” publicado por Jostein Gaarder. Ambos apresentam dúvidas de jovens perante o mundo, Suzana quanto a economia e Sofia no tocante a filosofia. A jovem Suzana, inspirada no humanismo do avô, questiona o que levam os adultos e verem o mundo pela lente do dinheiro, do valor das coisas e não das pessoas.

Traz a obra uma abordagem interessante ao focar as críticas nos “vampiros”. Seres que na natureza se alimentam basicamente do sangue alheio e no mundo das finanças sustentam-se não apenas do sangue dos outros. Ao seu cardápio são somadas a exploração por meio do capital e a banalização do valor das pessoas. Nossa reflexão é saber quantos “vampiros” nos sugam diariamente e que estão em nossa família, no trabalho, na sociedade que vivemos e nos demais setores que impactam nossa liberdade de nossa perspectiva de um mundo justo socialmente.

Essa exploração é antiga, o Livro Sagrado entre outras citações menciona em Mateus 23-4: “Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los.”

Como agir então? Entendo que para mudar o mundo, precisamos mudar nós mesmos antes. Neste ponto sugiro três posicionamentos: a) seguir a frase atribuída a Mahatma Gandhi “Quem não vive para servir, não serve para viver.”, da qual o Rotary se apropria para incentivar ações dos companheiros; b) ouvir São Francisco quando ele diz: “…. Pois é dando que se recebe…”; e do livro maior, em Mateus 20-28: “Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida como resgate em favor de muitos.” Acredito que pelo exemplo podemos reduzir o número dos “vampiros”, mesmo correndo o risco de sermos sugados.

Crônica de Ademar Rafael

O TRIO DA CURA E OS AMIGOS

Muitas vezes ouvi que uma boa conduta médica, a fé em Deus e o carinho das pessoas do entrono do paciente formam um trio que gera a energia positiva suficiente para recuperação da esmagadora maioria dos casos. Acredito realmente que havendo profissionalismo e humanização por parte das equipes dos postos de saúde e das unidades hospitalares; que os pacientes mantendo em alta o nível de sua fé e que os familiares se envolvendo com gestos de carinho a cura é breve.

Nos dias em que fiquei internado, em casa, com a COVID pude detectar a força do trio acima descrito. Fiz os exames e recebi a medicação em tempo hábil; mantive minha fé na cura em todos os momentos e recebi de membros da família, alguns também infectados, a mais atenciosa atenção.

Foi adicionado, no entanto, um novo ingrediente. O apoio irrestrito de amigos e amigas por meio de redes socais, telefonemas e outros meios de comunicação. Em todos os casos percebi que as manifestações de apoio se somavam ao trio e formavam um todo único e indivisível. Não tenho qualquer dúvida que tais fatores foram decisivos na recuperação das energias perdidas e na cura.

Quem convive perto de mim sabe como vivo repetindo que amigos e amigas são anjos da guarda que Deus espalha pelo mundo à nossa disposição. A corrente de orações e a espiral que conspirou em meu favor somente ocorre entre amigos e amigas.

Serei eternamente grato aos profissionais da saúde envolvidos nos exames, nas indicações de medicamentos e no acompanhamento; serei diuturnamente grato a ação de Deus e terei gratidão para cada amigo e amiga que se somaram aos familiares no apoio e nas orações.

Tenho mais do que nunca a certeza de que quando o universo conspira a favor as principais forças dessa conspiração são: Amigos e amigas.

Crônica de Ademar Rafael

SEM ARREMEDOS

Os gestores públicos municipais estão com uma árdua missão para dar conta. Trata-se do tratamento de resíduos sólidos, assunto que que vem sendo postergado por motivos diversos. A hora chegou e os órgãos de controle estão ultimando providências legais para dar vida aos projetos. Caberá aos envolvidos unir os esforços e sair da zona de conforto.

Estudei muito este assunto por encomenda de um gestor público da região norte e tive acesso a vários artigos, projetos, planos e outros documentos que tratam do assunto. Assim sendo afirmo categoricamente que as soluções passam por três posicionamentos.

O primeiro tema precisa ser enfrentado como de interesse social, acompanhado por um modelo onde as questões relacionadas à saúde pública, sustentabilidade e geração de renda. A lei 12.305, de 02.08.2010, precisa ser ampliada, no tocante a harmonia entre as variáveis acima.

O segundo passa pela união de forças dos municípios, estados e união para com utilização de massa crítica disponível nos grandes centros de estudos nacionais; utilização à exaustão de convênios e cooperativas, Como no primeiro caso o rumo a seguir e formado por capacidade extrema de agregar valor, não devem ser excluídas rotas. No máximo estas precisam ser adaptadas e colocadas em pratica.

O terceiro posicionamento sugere que os processos devem caminhar ao lado do Marco Regulatório do Saneamento. Não vejo como descolar um coisa da outra. As regras estão postas, a Lei 14.026, de 15.07.2020 cria modelos, atribui responsabilidades e pede ação dos gestores.

Uma coisa é certa, não há espaço para improvisos e remendos. Ao poder público cabe unir forças com o setor privado e agir com base em projetos sustentáveis e que, de fato, promovam as soluções esperadas. Abdicar desse compromisso é renunciar ao poder recebido.

Crônica de Ademar Rafael

A MINHA 5G

Este assunto vai estar na pauta do Brasil e de outros países durante este ano. Pesquisando no site da “uol”, encontrei esta definição: “5G é a evolução natural das gerações anteriores — 3G e 4G — e traz como diferencial não apenas mais velocidade de conexão à internet no celular, mas outras aplicações que poderão revolucionar a sociedade, como objetos conectados e cidades inteligentes.”

Sem o intuito de reduzir sua importância para os beneficiários da tecnologia, resolvi fazer este texto sobre minha 5G. Vamos brincar?

O primeiro “G”, Gabiru. O filho de seu Elias do Calçamento. O Severino do Ginásio Industrial. Na quadra era o primeiro que chegava e o ultimo que saia. Completava times, ligava e desligava os refletores, cuidava das redes, buscava bolas, era porteiro e zelador. Um craque em todas essas posições.

O segundo “G”, Guarani. O único time que sob gestão de Aderval Viana, Zé Vieira e outros abnegados conseguia enfrentar o Nacional de Tabira. Aqui destaco o quinteto Batista, Dinda, Mimi, Mano e Toinho Tabaqueiro. A estes somavam-se os afogadenses Clóvis, Antônio Martins e Bartó Garcia.

O terceiro “G”, Geni. Ponta direita de outro time do mesmo Guarani, versão anterior. Compôs o elenco com craques do nível de Biu de Zeca, Célio, Fernando Jaburu e Clóvis que fez parte do dois momentos.

O quarto “G”, Grilinho. O menino de ouro do futebol afogadense. Como poucos superou a pequena massa corpórea com muita habilidade, dribles desmoralizantes e gols espetaculares. Qualquer relação dos cinco maiores de afogados seu nome fará parte da lista. Craque.

O Quinto “G”, Guaxinim. Torcedor fanático da Guarani, incapaz de gesto desrespeitoso com alguém. Grande músico. Um cidadão que faz falta ao mundo de hoje.

Crônica de Ademar Rafael

UMA MARCA

Várias pessoas já disseram antes de mim: “A coisa mais fácil de fazer é sugerir e a mais difícil é realizar.” Mesmo sabendo disto arrisco-me a fazer as sugestões adiante indicadas, ao prefeito de Afogados da Ingazeira-PE.

Caso Sandro Palmeira queira criar uma marca terá que pensar alto, buscar inspiração em Pereira Passos e JK, prefeitos nas primeiras décadas do século passado. Regaçar as mangas e fazer as seguintes obras: a) Concluir o projeto da feira no entorno da antiga Estação do Trem; b) Transformar o Rio Pajeú no trecho entre a Ponte Velha e o local onde era o Curral do Gado, no fim de Henrique Dias em áreas de produção de verduras e hortaliças e área de lazer; e c) Construir onde hoje está o Mercado Público um Centro Administrativo capaz de abrigar a Prefeitura e todas as Secretarias e Autarquias do município.

Ao ler este texto nosso prefeito e seus assessores podem pensar: “Esse Ademar é um gaiato, como encontrar recursos para tais obras numa época de crise?” A resposta que cabe é a seguinte: “Nos momentos em que os pessimistas estão reclamando de tudo e que os grandes empreendedores agem e fazem a diferença.” Vamos às fontes financiadoras dos projetos?

Para feira o caminho é buscar emendas parlamentares e os recursos disponíveis nos Ministérios com interesses na área, que os municípios não acessar por falta de projetos. Se procurar encontra.

No tocante ao Rio Pajeú o primeiro passo é envolver a CODEVASP, EMBRAPA e Universidades para elaboração de projetos e identificação de investidores fora do Brasil, assim como Fundações de empresas mundiais que operam no Brasil. Existem muitos com interesses na área.

O Centro Administrativo seria construído por meio de Parceria Público Privada. Junto das sugestões estamos indicando caminhos, transitar por eles cabe aos grandes gestores. Que tal sair da mesmice? Ação, ação…