DEUSES E DEUSAS ATUAIS
De pronto, avisamos que este texto não tem viés de doutrinação ou cunho religioso, trata-se de alguns registros para reflexão sobre nosso posicionamento nos dias atuais.
Registros bíblicos, citações em diversos livros e filmes épicos apresentam relatos das punições que recebiam os que pertenciam a outro credo e negavam-se a cumprir rituais para os deuses locais. Os escravos, estrangeiros e obedientes a outros seres supremos sofreram duras penas ao se negarem prestar os cultos exigidos pelas autoridades.
Apenas como ilustração, sem detalhamentos, vamos mencionar três deuses/deusas em três países, na antiguidade. Egito: Rá-Atum, Osíris e Set; Babilônia: Marduk, Apsu e Tiamat e Roma: Apolo, Baco e Ceres.
Sob nosso ponto de vista o que mudou dos tempos há muito idos para nosso tempo é que no passado as pessoas eram obrigadas a adorar deuses ou deusas que não tinham devoção e nos dias atuais espontaneamente direcionamos nossas energias para os deuses e deusas.
Uma pergunta que cabe. Ademar, quais são estes deuses e estas deusas? Minha bússola, resumidamente, aponta para seguintes direções: Poder, Dinheiro, Carros, Imóveis, Beleza e Redes Sociais.
Agora é minha vez de devolver uma indagação. Quais desses ou dessas você tem feito sacrifícios e de forma doentia tem prestados cultos? É possível que estejamos dedicando nossa atenção para mais de um/uma, simultaneamente. Isto tem sido regra no mundo do consumismo e da pressa para ter, em lugar de ser.
Eu com minhas fraquezas, com meus medos e minhas limitações tenho tentado reduzir a dependência com tais divindades. Não tem sido fácil. Você caro leitor e cara leitora passa por isto? Vamos refletir e agir?

”
OS TROPEIROS
A MAGIA DE JUNTAR LETRAS
DIOMEDES LAURINDO DE LIMA
Registro aqui duas estrofes do poema “Reconhecimento”, que dedicou a Dona Zezinha sua mãe. É um dos mais belos trabalhos poéticos que conheço: “Aprendi a seguir todo conselho/Atirado por sua boca mansa/O seu jeito materno era o espelho/Me mostrando a feição da segurança/Numa noite invernada de janeiro/Se eu estivesse brincando no terreiro/Você ia correndo pra o oitão/Me pegava nos braços, me acudia/Com um trapo de saco me cobria/Se molhava na chuva, mas eu não.” – “De nós dois qual que mais se prejudica/Quando o tempo disser que nos venceu/Eu partindo primeiro, você fica/Você indo primeiro, fico eu/De uma forma ou de outra o quadro é triste/Eu prefiro partir, porque existe/Quem precisa aliar-se ao seu partido/Todo imposto saudoso é alta taxa/Seu eu perder-me na ida, Deus me acha/Se eu ficar sem você estou perdido.” Assim como o soneto “Eu quisera” – “Eu quisera um país sem escopeta/Sem revolver, sem bala, sem canhão/Sem gatilho quebrando a espoleta/Sem acumulo de gente na prisão – Sem molambos de roupas na maleta/Dos mendigos da triste emigração/Onde os pobres e pretos do planeta/Fossem vistos sem discriminação… – E ao invés do fuzil que mata e pesa/O rosário, o altar, o templo, a reza/E um não para a guerra, um sim pra paz… – Com espaços pra grandes e pequenos/Todo mundo feliz, morrendo menos/E a palavra de Deus valendo mais.”
O FUTURO É DECIFRÁVEL?
OS VAMPIROS
O TRIO DA CURA E OS AMIGOS
SEM ARREMEDOS
A MINHA 5G
UMA MARCA