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EDUARDO DEFENDE OLHAR REGIONAL SOBRE AS POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO NACIONAL

O governador Eduardo Campos defendeu, ontem(13/08), um “olhar” e um “recorte” regional sobre as políticas de desenvolvimento nacional para por fim às desigualdades econômicas no Brasil. A posição do governador foi exposta durante o Exame Fórum Nordeste, evento promovido pelo Revista Exame com o objetivo de discutir a expansão da economia na região Nordeste.

“O recorte diferenciado dos investimentos do tesouro vai legar ao Brasil não depender do governante do dia, nem das decisões de quem conhece mais. Mas criar um sistema e garantir a institucionalidade, o valor de política de estado e não de governo”, explicou Eduardo, que, integrou o Painel de Governadores do Nordeste, ao lado dos governadores Ricardo Coutinho (Paraíba), Rosalba Ciarlini (Rio Grande do Norte) e Jaques Wagner (Bahia), para expor perspectivas sobre “As estratégias adotadas pelos estados da região Nordeste para atrair investimentos e gerar mais emprego e renda”.

Para uma plateia composta por empresários e executivos, Eduardo apresentou um retrato dos momentos vivenciados pelo Brasil, desde “as décadas perdidas” até o tempo da estabilidade econômica, e seus reflexos na economia regional. O governador lembrou também que a desigualdade sempre foi um “freio” ao desenvolvimento do País.

“Todas as vezes que o Brasil teve a oportunidade de viver um ciclo de expansão com um projeto que o animava, o Nordeste pode caminhar e reduzir as desigualdades e distâncias entre as suas realidades econômicas e sociais. Quando o Brasil vai bem, nós podemos ir bem. Mas quando o Brasil vai mal, nós podemos ir muito pior”, arrematou, ao destacar que o Nordeste concentra 28% da população brasileira, mas apenas 13% do PIB.

Para superar as desigualdades econômico-sociais, o governador também destacou que é necessário fazer uma reflexão intra-regional. “A desigualdade não está só no Nordeste em relação ao Brasil. O Nordeste precisa olhar para dentro de si mesmo, para compreender que as desigualdades intra-regionais são um freio como as desigualdades inter-regionais. Existem vários ‘Nordestes’ dentro do Nordeste, ao mesmo tempo em que há Estados nordestinos que se assemelham aos ricos existentes em outras regiões do Brasil”, esclareceu.

Ainda durante sua explanação, Eduardo também destacou a urgência de fazer um “grande esforço” pela educação, assim como incrementar os investimentos em setores que vão continuar “puxando o crescimento”, a exemplo da indústria automotiva, dos setores de petróleo e gás, e da energia eólica. A estabilidade econômica e o pacto federativo também foram colocados na lista de prioridades do governador, que estimulou o envolvimento da sociedade na política.

 “Não é a negação da política, mas sim a sua mudança. Todas as vezes em que a sociedade se mobilizou e se aproximou da atividade política, ela fez melhorar. Não houve abertura democrática e estabilidade econômica sem que o povo fosse para as ruas. E nós entendemos que essa é a hora de compreender historicamente isso e separar quem está fazendo disputa política de quem está indo às ruas por valores. Precisamos pegar essa energia boa para fazermos rodar a esperança da construção de um País digno, com oportunidade e regras seguras”, afirmou Eduardo. “Não há outro maneira de entender o desafio regional que não seja pela lente nacional”, concluiu. (Fotos: Eduardo Braga/SEI)


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