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Blog do Finfa - A verdade em forma de notícia

Recife celebra novos empreendimentos no Centro com o foco em moradia

Evento “Antigo Vivo: a transformação continua” marcou a chegada de novos investimentos em habitação na região central da cidade e também celebrou a entrega da revitalização do prédio da Associação Comercial de Pernambuco (ACP). Prefeito Victor Marques destacou ações da Prefeitura para captar novas iniciativas do setor privado no centro

A Prefeitura do Recife, por meio do Gabinete do Centro (Recentro), realizou, nesta quarta-feira (26) o evento Antigo Vivo: A transformação continua!, que apresentou um primeiro balanço das ações realizadas desde o lançamento deste pacote de intervenções no Centro. Na ocasião, foi comemorado a captação de um pacote de 12 novos empreendimentos que chegarão nos próximos anos nos bairros do Recife, São José e Santo Antônio, com o foco em moradia, que possibilitará a atração de mais de 4 mil novos moradores. Os novos negócios estão em fase final de tramitação e deverão ser anunciados publicamente nos próximos meses pela iniciativa privada. O prefeito Victor Marques participou do evento e da conclusão da pintura do edifício da Associação Comercial de Pernambuco (ACP).

“O objetivo central de estarmos aqui hoje é fazer com que o poder público, as instituições privadas e a sociedade civil reunidas para que juntos possamos defender o nosso centro. Essas ações, que têm impacto imediato, são muito importantes para mostrar que o Centro tem jeito, que é possível fazer e transformar. Para quem acredita e vive em uma cidade como a nossa, é fundamental fazer com que esse processo seja capaz de gerar moradia em toda a cidade. E, quando fazemos um recorte da região central, existe uma angústia muito grande ao vermos um dado que mostra que apenas 988 pessoas moram nos dois bairros onde nasceu a nossa cidade. É inadmissível que isso aconteça. Por isso, é fundamental a presença de todos vocês aqui e que, juntos, defendamos o nosso Centro”, destacou o prefeito Victor Marques.

“Eu saio deste momento celebrando, porque finalmente podemos acreditar que essa transformação é possível, e eu estou empenhado nisso. Vou ser o principal defensor de cada um desses projetos, para garantir que o nosso Centro volte a ter gente morando. Porque, se tem gente morando, todos os outros serviços funcionam, o comércio se fortalece e a cidade ganha vida. Eu considero o momento de hoje o marco zero de uma nova fase, dos novos momentos que vamos viver e construir para o nosso Centro”, complementou o prefeito do Recife.

Durante o evento, foram apresentados os resultados das ações integradas de requalificação urbana, social e econômica no bairro, os benefícios concedidos através da Lei do Recentro, como isenção de IPTU, redução de ISS, devolução de ITBI e remissão de débitos, PPP Morar no Centro, Projeto R.E.D.E.S. para embutimento de fiação, Cores no Centro, entrega da Associação Comercial de Pernambuco (ACP), novos investimentos, entre outras atividades.

Também durante o evento foi destacado o “Cores no Centro”, iniciativa executada pelo Programa Recentro, em parceria com a Tintas Coral e d’O Boticário, que já revitalizou 14 fachadas situadas na Rua do Bom Jesus, no bairro do Recife, e outras cinco estão em andamento. Esse projeto busca ampliar a atratividade turística e cultural do endereço, considerado um dos três mais bonitos do mundo, de acordo com uma revista especializada em Arquitetura, reforçando sua imagem como um cartão-postal da cidade.

O Gabinete do Centro também apresentou a Cartilha do Centro do Recife, que tem como objetivo orientar os proprietários e inquilinos de imóveis, moradores, comerciantes e investidores do Centro Histórico do Recife, especialmente no que se refere à preservação do patrimônio, obras, reformas, festas e eventos, leis de incentivos e outras normas. A cartilha foi feita para simplificar todos esses processos, feita em linguagem direta, com exemplos práticos, fluxos resumidos, check-lists e dicas úteis, mostrando que é possível investir no Centro, aliando a preservação do patrimônio com modernização e novos investimentos e usos. O material tem como parceiros a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SEDUL), Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU-PE) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), ambos na elaboração e revisão do conteúdo.

“Esse evento fala muito sobre a transformação do território por meio de uma gestão transversal, com uma ação integrada de vários órgãos e secretarias, realizando entregas importantes para as pessoas. O objetivo é transformar esse território, qualificando o espaço, mas, sobretudo, melhorando a vida daqueles que trabalham, moram e investem aqui. A melhora no Centro é visível, e isso só acontece a partir da atuação do poder público, mas também da parceria com diversos setores, em especial os investidores”, destacou a chefe do gabinete do Recentro, Ana Paula Vilaça.

Guilherme Guerra, CEO da GMG Prime, destacou a importância do apoio do Recentro e da Prefeitura do Recife na implementação de um dos empreendimentos. “Desde o momento em que tomamos a decisão de implementar o Terraço Rio Branco, nosso novo empreendimento, tivemos um apoio muito importante da Prefeitura, no sentido de unir todos os atores envolvidos e tornar o processo de licenciamento mais ágil e eficiente. Quero deixar aqui a nossa gratidão e o nosso reconhecimento pela importância desse apoio que recebemos. Acreditamos profundamente na força da união entre o melhor da gestão pública e o melhor da iniciativa privada. É essa parceria que nos permite construir e entregar o melhor Recife que podemos imaginar”, disse.

”Não abro mão dos valores que me trouxeram até aqui”, diz Raquel Lyra sobre fake news a respeito de suposto gabinete do ódio


Na manhã desta quarta-feira (26), a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), panfletou na Avenida Agamenon Magalhães, Bairro do Derby, no Recife. Em fala à imprensa após o ato, Raquel deixou claro que tomará as medidas cabíveis sobre as mentiras veiculadas em reportagem pela TV Record, com uma série de insinuações sobre um suposto gabinete do ódio, reiterando que esta é uma prática do PSB e de seus adversários.

“Vocês conhecem muito bem as velhas práticas que hoje o PSB lidera, se apresentando como nova política. Eu não abro mão dos valores que me trouxeram até aqui, de defesa incansável da democracia, de quem veio antes de nós, e eu sempre lutei por isso. Tenho a responsabilidade de conduzir os rumos do Governo de Pernambuco, e a imprensa tem um papel fundamental nisso, de não se deixar publicar informações que não são verídicas, e nós estaremos sempre atentos para permitir que a população exerça livremente o voto, com discernimento e sabedoria a partir daquilo que foi apresentado”, ressaltou a candidata à reeleição.

Primeira mulher a governar Pernambuco, Raquel Lyra vem sofrendo, desde a transição de gestão, diversos ataques misóginos e tentativas de desqualificar o seu trabalho. Os reiterados episódios de violência de gênero por parte dos adversários são exemplos disso. A governadora e candidata à reeleição deixou claro que não se desviará do foco, e seguirá fazendo política de forma justa.

“A respeito do servidor referido na reportagem, tenho a dizer que ele está exonerado. Tenho notícia do que foi falado, mas acredito que não devemos nos contaminar com informações falsas, mas medidas cabíveis serão tomadas. Farei uma campanha limpa, transparente, e com o olho no olho, para mostrar tudo o que fizemos e o que vamos fazer”, completou Raquel.

Inundação repentina Avalanche de lama no Nepal e no Tibete deixa 98 mortos e centenas de desaparecidos

g1 – Uma avalanche repentina na fronteira entre o Nepal e o Tibete, ocorrida nesta quarta-feira (26), deixou 98 mortos e centenas de desaparecidos.

Vídeos da região mostram cenas assustadoras: uma onda de lama desce o vale arrastando pontes, cobrindo um prédio do porto de Gyirong e engolindo vilas na área turística da região.

Até por volta das 12h, havia 98 mortes confirmadas e 844 desaparecidos (95 mortes e 579 desaparecidos no Nepal e 3 mortes e 265 desaparecidos no Tibete).

Embora não seja muito populosa, a região conecta diversas cidades e vilas e abriga usinas hidrelétricas e um porto, além de um posto fronteiriço entre o Nepal e a China — que controla o território do Tibete. O posto é uma das principais portas de entrada e saída para quem viaja entre os dois países.

O Conselho de Turismo do Nepal informou que 384 viajantes que estão no país, sendo 341 estrangeiros, estão desaparecidos após a inundação. O Itamaraty ainda não havia informado, até a mais recente atualização desta reportagem, se havia brasileiros entre os desaparecidos.

A avalanche atingiu Syabrubesi, ponto de partida da famosa trilha do Langtang, e outras áreas frequentadas por viajantes que fazem o passeio de peregrinação hindu ao Kailash Mansarovar.

Terreno montanhoso, lagos glaciares e terremoto

A região tem um terreno acidentado e íngreme. As autoridades suspeitam que um terremoto de magnitude 4,4, que ocorreu sete minutos antes do horário indicado nas imagens, possa ter provocado o deslizamento e a avalanche. Vale lembrar que, no ano passado, uma inundação semelhante na região foi atribuída ao esvaziamento de um lago glaciar.

Encaixado entre a Índia e a China, o Nepal, abriga oito dos 14 picos mais altos do mundo. A região faz parte dos Himalaias, que é uma das maiores cadeias de montanhas da Terra e tem o Everest como seu pico mais famoso.

Especialistas especulam que a tragédia pode ter relação direta com uma inundação por rompimento de lago glaciar (Glacial Lake Outburst Flood – GLOF). O Nepal está entre os países mais vulneráveis a esse tipo de desastre porque os Himalaias estão derretendo rápido, formando e expandindo lagos glaciares.

Muitos desses lagos ficam no Tibete e descarregam nos rios que descem para o Nepal. Inundações e deslizamentos são frequentes durante a monção de verão, período de chuvas intensas que se estende de junho a setembro no Nepal e em toda a Ásia do Sul. Apesar disso, a tragédia atual é sem precedentes.

O vale do Rio Bhote Koshi já sofreu um inundação por rompimento de lago glaciar em julho de 2025, que deixou 17 pessoas desaparecidas. Por isso há a suspeita, ainda não confirmada, de que a mega avalanche possa ter sido intensificada pelo rompimento de lagos glaciares depois de um terremoto na área minutos antes do desastre.

O voto é meu, e isso independe da opinião alheia!

Por Alê Cavalcanti/ Blog Do Elielson

A campanha eleitoral mal chegou às ruas e eu já recebi uma sugestão curiosa: votar em branco. Não porque eu esteja indecisa. Justamente o contrário. Eu sei em quem pretendo votar para presidente. O problema é que meu voto não coincide com o de uma pessoa muito próxima. E, diante da impossibilidade de me convencer a escolher aquilo que ela considera a melhor opção, veio a alternativa:

– Então vote em branco.

A frase ficou comigo. Não pelo candidato. O nome dele é, talvez, a parte menos importante desta crônica. Tampouco pela discordância. Convivo muito bem com pessoas que pensam diferente de mim e espero continuar convivendo. Política deveria comportar debate, argumento, mudança de opinião, divergência – e, principalmente, a possibilidade de duas pessoas se quererem muito bem sem precisar apertar os mesmos números numa urna.

O que me inquietou foi outra coisa. Sou mulher. E talvez por isso a frase tenha encontrado em mim uma história muito mais antiga do que aquela conversa. A campanha começou oficialmente no último domingo, 16 de agosto e propaganda eleitoral vem aí neste dia 28. O primeiro turno será em 4 de outubro.

Teremos semanas de campanha pela frente. Ruas ocupadas, bandeiras, jingles, debates, entrevistas, pesquisas, discussões em mesas de almoço, grupos de WhatsApp pegando fogo e famílias descobrindo, mais uma vez, que amor e concordância política definitivamente não são sinônimos.

Ainda ouviremos muito. E deveríamos. Quero ouvir argumentos. Quero conhecer propostas. Quero ter o direito de concordar, discordar, reconsiderar. Posso, inclusive, mudar de voto. Mas, se mudar, a escolha da mudança também será minha.

Talvez seja essa a palavra desta crônica: escolha. Porque houve um tempo, não tão distante assim, em que mulheres brasileiras precisaram lutar justamente para que essa palavra também lhes pertencesse. O voto feminino só foi reconhecido nacionalmente pelo Código Eleitoral de 1932, que passou a considerar eleitor o cidadão maior de 21 anos “sem distinção de sexo”.

Dois anos depois, a Constituição de 1934 assentou esse direito em bases constitucionais – naquela etapa, porém, a obrigatoriedade do voto ainda não alcançava todas as mulheres, mas as que exerciam função pública remunerada. E há um detalhe histórico que me impressiona ainda mais.

Durante a elaboração do Código de 1932, houve proposta de regras muito mais restritivas para o alistamento feminino. O anteprojeto previa condições específicas para mulheres solteiras, viúvas e casadas; para estas últimas, apareciam inclusive hipóteses relacionadas ao exercício profissional com autorização do marido. Essas limitações não prevaleceram no texto final.

Leio isso em 2026 e penso no tamanho de menos de um século. Não estou falando da Idade Média. Estou falando das nossas bisavós. De mulheres que nasceram num país em que escolher os governantes não era um direito político assegurado a elas nos termos em que é para nós hoje.

Houve pioneiras antes da conquista nacional. Celina Guimarães conseguiu alistar-se no Rio Grande do Norte, em 1927; Alzira Soriano seria eleita prefeita de Lajes, no mesmo Estado, em 1928. Depois vieram tantas outras mulheres que ajudaram a transformar participação política feminina em cidadania efetiva.

E talvez seja importante lembrar uma coisa: o voto feminino não foi conquistado para que as mulheres finalmente pudessem votar igual aos homens de sua casa. Foi conquistado para que pudessem escolher. Parece uma diferença pequena, mas é imensa.

Nenhuma mulher precisa votar diferentemente do marido para provar independência. Também não precisa votar diferentemente do pai, do namorado, do irmão ou dos amigos. Se chegou às próprias convicções e elas coincidem com as de quem está ao lado, ótimo. Liberdade não é discordar obrigatoriamente. Liberdade é não precisar concordar obrigatoriamente.

E é aí que volto àquela sugestão: não tenho absolutamente nada contra quem decide votar em branco. Esse pode ser um posicionamento consciente do eleitor, e a consciência alheia merece o mesmo respeito que reivindico para a minha. Mas eu pessoalmente não quero votar em branco. E votar em branco apenas para que meu voto deixe de contrariar alguém seria uma contradição difícil de engolir.

Depois de tantas mulheres terem lutado pelo direito de escolher, eu estaria usando a minha liberdade para tornar a minha escolha mais confortável para outra pessoa. Não. O direito de escolher só é verdadeiramente um direito quando continua valendo depois que alguém discorda da nossa escolha.

Posso estar errada. Essa frase também precisa caber aqui. Talvez o meu candidato não seja aquele que outra pessoa considera melhor para o país. Talvez eu interprete determinados acontecimentos de maneira diferente. Posso rever posições. Posso ser convencida por fatos, argumentos, propostas. Posso chegar à véspera da eleição e pensar novamente. Democracia também é a possibilidade de mudar de ideia. O que ela não pode exigir é que eu alugue minha consciência.

Há algo especialmente bonito no momento da votação. Entramos sozinhos. A mãe não entra. O pai não entra. O marido não entra. O namorado não entra. A amiga não entra. O chefe não entra. Nem o candidato entra. Talvez existam poucos lugares tão solitários e, ao mesmo tempo, tão povoados quanto aquele pequeno espaço diante da urna.

Porque entramos sozinhos, mas levamos muita gente conosco. Levamos a família que nos formou e as experiências que nos contrariaram. Levamos aquilo que estudamos, ouvimos, vivemos e testemunhamos. Levamos nossos interesses, valores, dúvidas, acertos, erros, esperanças e medos. Levamos até as nossas contradições. Mas há uma coisa que não deveríamos precisar levar: a licença de ninguém.

E penso especialmente nas mulheres porque nossa autonomia não termina na porta da seção eleitoral. Durante séculos, fomos ensinadas a pedir autorização para quase tudo. Para estudar. Trabalhar. Viajar. Casar. Separar. Administrar dinheiro. Ocupar espaços. Falar alto. Desejar. Decidir. Muita coisa mudou. Outras tantas ainda estão mudando. Talvez por isso eu tenha tanta resistência a qualquer ideia de que uma mulher deva neutralizar a própria decisão porque sua escolha desagrada a alguém que ama.

Não quero transformar uma divergência política numa guerra doméstica. Muito pelo contrário. Discordância não precisa ser divórcio afetivo. Talvez uma das provas mais bonitas de democracia nem aconteça no Congresso, num palanque ou num debate televisionado. Talvez aconteça dentro de casa.

Duas pessoas sentadas à mesma mesa. Uma pensa de um jeito. A outra pensa de outro. Discutem. Argumentam. Às vezes se irritam. Talvez até encerrem o assunto antes da sobremesa para preservar a paz familiar. Chega o dia da eleição. Cada uma vota segundo a própria consciência. Depois voltam para a mesma mesa. Isso também é democracia.

Nos próximos dias, ouviremos muito sobre candidatos. A campanha está nas ruas. Até 4 de outubro, haverá tempo para discursos, propostas, conversas, discordâncias e, espero, reflexão. Quero participar disso. Quero ouvir quem pensa diferente. Quero defender aquilo em que acredito sem transformar quem discorda em inimigo. E quero preservar o direito de mudar de ideia sem que ninguém possa reivindicar a autoria da minha consciência.

Não sei se Bertha Lutz, Celina Guimarães, Alzira Soriano e tantas mulheres que abriram caminhos imaginaram as brasileiras que viriam depois delas. Provavelmente não imaginaram a mim, quase um século mais tarde, ouvindo de alguém querido que seria melhor votar em branco porque minha escolha presidencial não coincide com a sua.

Mas gosto de pensar que toda aquela luta serviu também para situações pequenas assim. Não para garantir que eu escolhesse determinado candidato. Não para garantir que eu estivesse certa. Não para me impedir de mudar de opinião. Muito menos para me ensinar em quem votar. Lutaram para que a opinião pudesse ser minha. E isso muda tudo.

Na hora da urna, entrarei sozinha. Talvez eu mantenha o voto que tenho hoje. Talvez alguma coisa até lá me faça repensá-lo. Só existe uma condição que não negocio: se eu permanecer, a decisão será minha. Se eu mudar, também. Porque depois de tantas mulheres terem lutado para conquistar uma voz, seria uma ironia enorme usá-la apenas para repetir a escolha de outra pessoa. Meu voto pode coincidir com o seu. Pode não coincidir. Pode até incomodar você.

Só não precisa da sua licença para existir.

*Jornalista e escritora

Fé, tradição e emoção: II Missa do Vaqueiro reúne multidão em Brejinho

Brejinho viveu, na última terça-feira (25), um dia marcado pela fé, emoção e valorização da cultura sertaneja. A Prefeitura de Brejinho, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, realizou a 2ª Missa do Vaqueiro, evento que já integra o calendário cultural e religioso do município e reuniu uma verdadeira multidão.

A programação teve início por volta das 13h, com a concentração dos vaqueiros no pátio do Curral do Gado. Às 16h, cavaleiros e amazonas seguiram em cavalgada pelas principais ruas de Brejinho, levando a tradição do homem e da mulher do campo até o Pátio de Eventos Raimundo Adialy, onde aconteceu a celebração religiosa. Este ano, a homenagem especial foi dedicada ao vaqueiro Claudenes Costa, que faleceu precocemente há um ano. A lembrança emocionou familiares, amigos e participantes, reforçando o significado da missa como um momento de fé, memória e reconhecimento daqueles que fazem parte da história e da cultura do sertão.

A Santa Missa foi celebrada pelos padres Luizinho Marques e Aderlan Siqueira, reunindo a comunidade em um momento de oração e devoção. Na sequência, o Terço da Superação, conduzido pelo Padre Fabrício, emocionou o público e proporcionou uma noite ainda mais especial para todos os presentes.

Mesmo estando em viagem e impossibilitado de participar presencialmente, o prefeito Gilson Bento destacou a importância da realização do evento para Brejinho. Segundo ele, a Missa do Vaqueiro fortalece a fé da população, valoriza as tradições do município e também movimenta a economia local, beneficiando comerciantes e empreendedores.

João Campos: “Não vai ter uma série de tapumes espalhados pelo estado; vai ter obra acontecendo”

Candidato ao Governo de Pernambuco reforçou, em entrevista à Rádio Grande Rio FM, propostas para a saúde, o abastecimento de água, a segurança e o desenvolvimento econômico de Petrolina e do Vale do São Francisco

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), destacou, em entrevista à Rádio Grande Rio FM, nesta quarta-feira (26), propostas para fortalecer Petrolina e o Vale do São Francisco. Entre as prioridades apresentadas estão a construção do Hospital Geral do Vale de São Francisco, a criação do Vale Agrotech, investimentos para ampliar a segurança hídrica e ações de combate às facções criminosas.

Ao falar sobre sua experiência à frente da Prefeitura do Recife, João afirmou que pretende levar para o Governo do Estado a mesma disposição para trabalhar e transformar projetos em entregas, sem concentrar a gestão em justificativas para as dificuldades. “Eu estou aqui para dizer a verdade e, principalmente, não é para ficar olhando para o passado. É para olhar para o futuro. Você quer alguém que tem serviço público, responsabilidade. Eu não fiquei reclamando, fui lá e fiz a minha parte. É dessa forma que eu vou fazer, com muita segurança”, afirmou.

O candidato também destacou a importância de acompanhar de perto a execução dos projetos e transformar propostas em obras e serviços. “Eu vou fazer com que as obras aconteçam. Não vai ter uma série de tapumes espalhados pelo estado. A gente vai ter obra acontecendo. Vai ter obra de hospital, obra de creche, obra de escola, obra de universidade”, disse.

Hospital Geral do Vale – Na saúde, João reforçou a proposta de construir o Hospital Geral do Vale de São Francisco, em Petrolina, com 150 a 200 leitos e atendimento de alta complexidade para moradores de toda a região. “Petrolina precisa ter um equipamento de grande porte. A gente vai ter um hospital de 150 a 200 leitos para atender Petrolina e todo o Vale do São Francisco, com foco grande na área cardiológica, oncológica, neurovascular, cirurgia geral e emergência”, afirmou.

Tecnologia para a produção irrigada – Para ampliar o potencial econômico do Vale, o candidato defendeu a criação do Vale Agrotech, aproximando universidades, tecnologia e produtores para desenvolver soluções voltadas à agricultura irrigada. “O grande sonho é não apenas a gente exportar a fruta, que já é uma superconquista pernambucana e sertaneja. É conseguir desenvolver e exportar tecnologia. Se a gente desenvolver tecnologia de irrigação, de pulverização, de monitoramento de praga e de genética, a gente consegue agregar muito valor”, disse.

Água e segurança hídrica

 João também reforçou a proposta de realizar 94 grandes obras em Pernambuco para ampliar a capacidade de abastecimento. Em Petrolina, destacou a necessidade de melhorar a estrutura de tratamento e distribuição. “É por isso que a gente vai fazer um conjunto de 94 grandes obras espalhadas pelo Estado, para garantir o aumento da capacidade de abastecimento de água”, afirmou.

O candidato também defendeu o programa “Sem água, sem conta”, destinado às famílias inscritas na tarifa social. “Se a água não chegar, elas não vão pagar a conta. Ela vai vir zerada até que a água chegue como deveria”, declarou.

Apoio ao trabalhador e combate às facções

Durante a entrevista, João destacou ainda a proposta de zerar o IPVA para motocicletas de até 185 cilindradas, medida voltada, segundo ele, especialmente aos trabalhadores da zona rural que utilizam o veículo no dia a dia.

“Quando a gente fizer, a gente vai estar ajudando o trabalhador. Quem está na Zona Rural, que usa sua motinha para ir trabalhar, para ir ao comércio. Então, vou zerar o IPVA até 180 cilindradas”, afirmou.

Na segurança, o candidato defendeu um pacto estadual contra as facções, com monitoramento das divisas, rastreamento das organizações criminosas e integração com a Secretaria da Fazenda para acompanhar a movimentação financeira do crime. “Pernambuco precisa ter um pacto estadual contra facções. A gente vai cuidar das divisas, fazer monitoramento, rastrear as facções, integrar isso com a Secretaria da Fazenda para rastrear o dinheiro do crime e combater as facções”, disse.

João denuncia ataques e diz que tomará medidas jurídicas

Ao final da entrevista, João comentou uma reportagem exibida pela Record que apontou uma suposta estrutura organizada para produzir e disseminar ataques contra adversários políticos. O candidato afirmou que é alvo desse tipo de ação há mais de um ano e meio e que pretende adotar medidas jurídicas após a divulgação da reportagem.

“Estou sendo vítima de um ataque criminoso financiado com dinheiro público e quem fez isso vai pagar essa conta. Porque a democracia não tolera isso. Na política, repito, não vale tudo.”

Segundo João, os ataques também atingem seus aliados e familiares e envolvem calúnias, difamações e informações falsas. Ele afirmou ainda que as denúncias já foram encaminhadas aos órgãos de controle.

O candidato criticou a utilização de estruturas públicas para ataques políticos, conforme apontado pela reportagem, e defendeu que a campanha seja concentrada na discussão de propostas e no futuro de Pernambuco.

“Eu vou estar me reunindo com meus advogados ao longo do dia, após essa matéria, para tomar as medidas necessárias. Porque não vale tudo na política. Como é que alguém senta na cadeira para governar o Estado e trata, dentro do Palácio, de montar uma estrutura para atacar a honra de adversário com dinheiro público? As pessoas não querem isso para a eleição. As pessoas querem falar de futuro, querem falar de esperança, de realização”, declarou.

Em sabatina, Marília Arraes coloca Transnordestina no centro da agenda para o Senado e defende política econômica alinhada às urnas

A conclusão da Transnordestina, a defesa de uma política econômica voltada à geração de emprego, renda e redução das desigualdades e a preservação da estabilidade democrática estarão entre as prioridades de Marília Arraes (PDT) no Senado, caso seja eleita. Durante sabatina da Rádio Jornal, nesta quarta-feira (26), a candidata detalhou como pretende atuar em algumas das principais decisões que passarão pela Casa nos próximos anos, posicionou-se contra a ampliação da autonomia do Banco Central, defendeu a harmonia entre os Poderes e destacou a importância de Pernambuco eleger dois senadores comprometidos com o projeto de governo do presidente Lula.

Durante a entrevista, Marília apontou a conclusão do ramal pernambucano da Transnordestina como uma das prioridades de um futuro mandato e destacou o caráter estratégico da ferrovia para reduzir custos logísticos, fortalecer cadeias produtivas e ampliar a competitividade da economia pernambucana. A candidata defendeu especialmente a implantação do ramal Salgueiro-Suape e lembrou que, quando deputada federal, participou da mobilização no Congresso contra a retirada do trecho pernambucano do projeto. “O desenvolvimento de Pernambuco passa pela consolidação, pelo término dessa obra da Transnordestina e vai ser uma prioridade do nosso mandato”, afirmou.

A política econômica também ocupou espaço central na sabatina. Questionada sobre a proposta de ampliação da autonomia do Banco Central, Marília reafirmou sua posição contrária e argumentou que a política monetária não pode estar desconectada do projeto econômico escolhido pela população nas urnas. “Os juros interferem no financiamento da sua casa, no pagamento do seu cartão de crédito, interferem no preço da comida, no preço da gasolina”, destacou. A pedetista lembrou ainda que cabe ao Senado sabatinar e votar nomes que ocupam postos decisivos no Banco Central, dando à Casa papel estratégico na condução da economia brasileira.

Outro tema abordado na sabatina foi a relação do Senado com o Supremo Tribunal Federal (STF). Marília defendeu a harmonia entre os Poderes e a preservação da estabilidade institucional. Segundo a pedetista, crises políticas e institucionais podem produzir impactos diretos sobre a economia, as relações comerciais e a vida da população. “O STF é a Suprema Corte do Brasil. A função principal do STF é guardar a Constituição. Como senadora da República, me comprometo com o povo de Pernambuco e do Brasil a preservar a harmonia entre os Poderes”, afirmou.

Marília também ressaltou o peso estratégico da eleição deste ano para a composição do Senado e defendeu a eleição das duas candidaturas da Frente Popular, representadas por ela e pelo senador Humberto Costa (PT), que disputa a reeleição. Para a pedetista, Pernambuco precisa garantir duas vozes comprometidas com a agenda de desenvolvimento e com a governabilidade do presidente Lula. “É por isso que por onde eu passo, eu peço voto para mim e para ele, porque é importante para o país, é importante para a governabilidade do presidente Lula”, afirmou. Marília lembrou que os eleitos terão oito anos de mandato e participarão de decisões determinantes para o futuro econômico, social e institucional do Brasil.

Governadora Raquel Lyra exonera chefe do gabinete de ódio

A governadora Raquel Lyra (PSD) exonerou Amisadai Andrade da Silva, apontado como o chefe do “gabinete do ódio” comandado pelo Palácio do Campo das Princesas. Ele ocupava o cargo de superintendente de Operações da Arena de Pernambuco, vinculado à Secretaria de Turismo e Lazer. A exoneração consta no Ato nº 5003, publicado no Diário Oficial do Estado de ontem, um dia antes da reportagem da TV Record denunciar a existência de uma suposta rede de páginas e perfis utilizada para promover ataques políticos contra adversários da governadora.

Amisadai é servidor da Caixa Econômica Federal cedido ao Governo de Pernambuco e, segundo a reportagem, teria relatado a participação em uma estrutura com centenas de perfis voltados a conteúdos críticos ao candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB). O servidor também teria afirmado que o governo estadual enxergava nesses canais uma forma de “desidratar” o candidato. A publicação do ato de exoneração ocorre em meio à repercussão das denúncias, que apontam ainda para o possível uso de recursos públicos por meio de contratos de publicidade.

IDEPPE promove evento sobre propaganda eleitoral na internet em Araripina

O Instituto de Direito Eleitoral e Público de Pernambuco (IDEPPE) realiza, no dia 27 de agosto, às 19h, na Câmara Municipal de Araripina, o evento “Propaganda eleitoral na internet nas Eleições 2026: o que o advogado precisa saber antes que a publicação vire um processo”.

O encontro é voltado para advogados e demais interessados no Direito Eleitoral e vai discutir temas centrais para as campanhas do próximo pleito, como propaganda na internet, impulsionamento de conteúdo, atuação de influenciadores digitais, uso de inteligência artificial, desinformação e os novos riscos jurídicos que envolvem a comunicação política nas redes.
A palestra será conduzida por Diana Câmara, advogada, mestranda em Direito, pós-graduada em Direito e Processo Eleitoral e em Direito Público. Ela é presidente de honra do IDEPPE, membro fundadora da ABRADEP (Associação Brasileira de Direito Eleitoral e Político) e articulista em blogs de política.

“Participar de um evento como este é uma oportunidade importante para quem atua ou pretende atuar no Direito Eleitoral, especialmente diante das constantes mudanças na comunicação política e dos novos desafios trazidos pelo ambiente digital. As Eleições 2026 exigirão cada vez mais atenção aos limites legais da propaganda na internet, e discutir esses temas com antecedência é fundamental para evitar problemas que podem transformar uma simples publicação em uma demanda judicial”, destaca Diana Câmara.

O evento é uma realização do IDEPPE em parceria com a Câmara Municipal de Araripina e tem entrada gratuita.