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Um dos decanos da Assembleia Legislativa, reconhecido pela fidelidade partidária e assumidamente um político de direita, o deputado Maviael Cavalcanti (do Democratas, que um dia já foi PFL, PDS e Arena) enfrenta a maior “encruzilhada” da longa carreira política de mais de 40 anos. Único parlamentar do DEM que resta na Alepe, Maviael – que antecipou o apoio pessoal ao pré-candidato ao governo Armando Monteiro Neto (PTB) – aguarda a quase certa adesão do partido ao pré-candidato do PSB, Paulo Câmara, para decidir se tentará novamente a reeleição ou se encerrará a vida pública.
Com entendimentos adiantados, o DEM deve anunciar a adesão ao pré-candidato socialista e à base de apoio do governo estadual. O caminho é o oposto do defendido por Maviael, que reuniu-se com o presidente do partido no Estado, deputado federal Mendonça Filho, sem chegarem a um acordo. Um novo encontro será marcado, quando o DEM deve revelar como será a coligação com o PSB. “Vamos voltar a nos reunir para definir. Infelizmente, sou só eu e Priscila (Krause, vereadora do Recife). Espero que o presidente (Mendonça) pense também nos deputados estaduais, não só nos federais”, cobrou Maviael.
A preocupação do democrata é que, além do apoio à candidatura majoritária do PSB, o DEM se incorpore ao chapão proporcional socialista, dificultando suas chances de reeleição. Ele reconhece que antecipou o apoio a Armando Monteiro e entende que a posição está agora ameaçada. Sendo a opção proporcional do DEM o chapão, Maviael pode desistir da disputa.
“De fato, apoiei Armando. Vou voltar a falar com ele para saber o que decido da vida, e preciso saber do DEM que coligação será feita para conhecer a oportunidade de eleição. Minha tendência é continuar com Armando, mas não tenho definição”, analisou Maviael. (Ayrton Maciel-JC)
O PSDB pernambucano passa por mudanças. Nesta segunda-feira (10), o deputado federal Bruno Araújo assumiu a presidência interina do partido no lugar do ex-deputado federal ex-presidente estadual da legenda Sérgio Guerra, que faleceu na última quinta-feira aos 66 anos de idade.
Além da liderança provisória de Bruno Araújo, o deputado estadual Daniel Coelho ficou com a primeira vice-presidência. No comando local do Instituto Teotônio Vilela, a deputada estadual Terezinha Nunes sai de cena e dá lugar ao prefeito de Jaboatão Elias Gomes.
Havia a possibilidade de Helena Guerra, filha de Sérgio Guerra, assumir a presidência estadual do PSDB, mas a iniciativa foi descartada. “Ela fez uma série de reflexões e decidiu não ir para o partido agora”, afirmou Bruno Araújo.
A presidência interina não tem data para acabar. Bruno Araújo pode ficar no cargo até as próximas eleições internas, mas a Executiva Estadual irá se reunir nos próximos dias para decidir que rumo seguir.
Um dia após se reunir com o vice-presidente Michel Temer para tentar conter a crise entre PT e PMDB, a presidente Dilma Rousseff voltou a se reunir nesta segunda-feira (10) com líderes peemedebistas. O encontro começou por volta de 9h40 e terminou às 12h48.
No primeiro compromisso do dia no Palácio do Planalto, Dilma recebeu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
O encontro foi agendado para tentar colocar um fim aos desentendimentos entre o governo e o PMDB. A reunião com Renan também foi acompanhada pelo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), pelo líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), além de Temer e o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.
(Observação: inicialmente, com base em informações fornecidas pela assessoria da Presidência, esta reportagem afirmou que a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, também havia participado da reunião entre Dilma e os peemedebistas do Senado. No entanto, a assessoria da ministra informou que ela não estava presente)
Por volta das 10h40, o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp(RR), e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), se juntaram aos demais peemedebistas no gabinete presidencial. Uma hora depois, os três senadores do PMDB deixaram a reunião, e o encontro passou a tratar exclusivamente das demandas da Câmara.
As reuniões foram acertadas no domingo (09), durante encontro que Dilma teve com o vice-presidente da República, uma das principais lideranças do PMDB. Nesta segunda, a petista ficou de discutir a formação de alianças regionais nas eleições de outubro. Alguns peemedebistas alegam “falta de diálogo” sobre os palanques nas campanhas deste ano.
Entre os estados em que há maior divergência entre PT e PMDB no lançamento de candidatos a governador estão Rio de Janeiro, Paraná e Ceará.
Antes de se reunir com Dilma, Temer conversou no Palácio do Jaburu com o presidente da legenda, senador Valdir Raupp (RO), o líder do partido no Senado, Eunício Oliveira (CE), e os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A “reunião prévia” serviu para alinhar o discurso da cúpula do PMDB e assinalar a principais reivindicações da legenda.
Após se encontrar com Dilma, Temer retornou ao Palácio do Jaburu para relatar a conversa com a presidente aos colegas peemedebistas. De acordo com informações das autoridades que participaram do encontro, as conversas para melhorar a relação entre o governo e o PMDB vão continuar.
O objetivo da primeira reunião deverá ser debater as reivindicações do partido no Senado. O segundo encontro, mais delicado, deverá tratar da relação entre PMDB e Planalto na Câmara – foco da crise.
Sete partidos da base aliada, liderados pelo líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), criaram o chamado “blocão”, grupo para pressionar o Palácio do Planalto e ampliar o poder de negociação com o Executivo.
A maior dificuldade do Executivo é a relação tumultuada com Cunha. O deputado tem conseguido apoio da oposição e de partidos governistas para evitar a votação de projetos de interesse do Executivo, como o Marco Civil da Internet.
Na última semana, a crise com a sigla se aprofundou quando Cunha postou em sua conta no microblog Twitter que “está cada vez mais convencido” de que o PMDB precisa “repensar” a aliança com o PT.
A fala foi uma resposta a uma suposta declaração dada pelo presidente do PT, Rui Falcão, no sambódromo do Rio, de que a insatisfação do PMDB da Câmara se daria por não ser atendido na reforma ministerial.
Por: Inaldo Sampaio
A direção estadual do Partido Popular Socialista (PPS) decidiu, neste domingo (9) à tarde, durante reunião realizada no Hotel Mercure, na Ilha do Leite, firmar aliança com a frente Popular e apoiar a candidatura de Paulo Câmara ao governo de Pernambuco nas eleições deste ano. Depois de um debate interno, os pós-comunistas votaram por este caminho, contanto apenas com 5 abstenções e cinco votos contra.
Ao término da Plenária, a direção pós-comunista entregou a Paulo Câmara, que chegou ao evento do PPS acompanhado do seu candidato a vice-governador, o deputado federal Raul Henry (PMDB), e do pré-candidato ao Senado, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB), as propostas do partido para a campanha estadual. Os pós-comunistas desejam que sejam priorizadas a competitividade e a descentralização econômica de Pernambuco, as melhorias da educação, a atenção ao semiárido, a ampliação de ofertas de serviços públicos nas cidades e os investimentos na economia verde.
A presidente do PPS de Pernambuco, Débora Albuquerque, explicou que a discussão sobre a possibilidade de apoio ao PSB no nível estadual vinha acontecendo desde que o partido aderiu à aliança nacional para apoiar a candidatura do governador Eduardo Campos a presidente da República.
“Tivemos uma votação quase que unânime nesta reunião, para caminharmos com o PSB também no Estado. Foi uma decisão democrática, como é da cultura do PPS. Abrirmos espaço para que todos pudessem se manifestar”, afirmou. “Tenho certeza de que vamos fazer um belo trabalho juntos. Iremos avançar rumo ao melhor caminho para Pernambuco, com foco no desenvolvimento econômico, mas sem esquecermos o social”, pregou ela.
O vereador do Recife Raul Jungmann (PPS) destacou que o partido está seguindo na direção correta ao apostar em uma nova alternativa e também ressaltou que não espera nada em troca dos aliados. “Não queremos e nem pedimos nada ao PSB. Não estamos atrás de cargos. Fizemos esta escolha por razões políticas, que passam pelos princípios da ética e da responsabilidade com a sociedade”, ressaltou.
Último a falar no encontro, Câmara disse que ficou contente com essa escolha do PPS e que está confiante na campanha. “Desde o dia 24 de fevereiro, quando fui anunciado como pré-candidato, estou feliz e motivado. A adesão do PPS só fez aumentar minha motivação e minha alegria. Vamos trabalhar unidos em prol de melhorias para o nosso estado”, discursou.








