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Tal qual a vida política do deputado federal Sérgio Guerra (PSDB), o velório dele, ocorrido ontem, foi permeado de encontros e desencontros. Como previsto, representantes das mais diversas siglas compareceram à Assembleia Legislativa de Pernambuco para prestar homenagens ao parlamentar, falecido na última quinta-feira, vítima de infecção pulmonar. Estrategicamente, porém, evitaram situações que pudessem provocar constrangimentos e poucos adversários se cruzaram.
Os primeiros a chegarem foram os tucanos paulistas. O atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin veio ao velório acompanhado do ex-governador, José Serra. Ambos foram curtos nas palavras. “Ele (Sérgio Guerra) tinha essa capacidade de viver com os contrários, estabelecer pontes e manter aberto o canal de diálogo”, comentou Alckmin. “É uma grande perda para a política”, resumiu Serra.
Pouco tempo depois foi a vez do governador de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Campos, chegar ao Legislativo. Ao lado dele estava o candidato à sucessão, Paulo Câmara. Eduardo fez questão de esperar a chegada do senador de Minas Gerais, e também pré-candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB). Apesar de adversários os dois mantêm boas relações e alianças nos respectivos estados. O mesmo porém, não ocorreu em relação a José Serra que minutos antes da chegada de Aécio, deixou o plenário, onde estava o corpo de Guerra e foi para a sala da presidência, evitando esbarrar com o correligionário.
Aécio Neves também evitou falar sobre política. Resumiu-se a comentar sobre a relação que mantinha com Sérgio Guerra e destacar que, por causa dele, era o presidente nacional da sigla tucana. “Se sou hoje presidente nacional do PSDB é pela mão de Sérgio Guerra”, declarou. Na ocasião da disputa, José Serra era o principal adversário. Posteriormente, ele brigou pela presidência do Instituto Teotônio Vilela, mas foi novamente derrotado e o cargo coube ao deputado federal.
Os petistas, o senador Humberto Costa e o deputado federal João Paulo, bem como o pré-candidato ao governo de Pernambuco, o senador Armando Monteiro (PTB) chegaram juntos no período da tarde, quando os caciques tucanos e socialistas já haviam ido embora. Ficaram no velório por aproximadamente 20 minutos e cumprimentaram os familiares. O diretor-geral dos Diários Associados no Nordeste, Guilherme Machado, esteve presente na cerimônia. (Júlia Schiaffarino-DP)
O corpo do deputado federal Sérgio Guerra já seguiu para o cemitério Morada da Paz, em Paulista, onde será cremado. A cerimônia será restrita para amigos e familiares, apenas 20 pessoas poderão acompanhar a cremação. Às 15h22, sob aplausos, o caixão foi coberto com as bandeiras de Pernambuco e do Brasil. Oito minutos depois, o carro com a esquife deixou a Assembleia.
Durante as cinco horas do velório, diversas lideranças políticas, dos mais diferentes partidos, prestaram as últimas homenagens a Sérgio Guerra. Governadores, parlamentares, prefeitos e vereadores circularam pelo plenário do Legislativo estadual. Os primeiros a chegar, antes mesmo de o velório ser aberto ao público, às 11h, foram os deputados federais e estaduais mais ligados a Guerra. Em seguida, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin chegou acompanhado pelo ex-governador José Serra, ambos do PSDB. Os dois não quiseram falar sobre o cenário político com a imprensa. Só depois, o governador Eduardo Campos (PSB) compareceu ao local.
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB), chegou há pouco ao velório do deputado federal Sérgio Guerra (PSDB), acompanhado do vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira (PCdoB). O auxiliar de Dilma Rousseff (PT) representa a presidente na cerimônia.
Aldo Rebelo declarou que Sérgio Guerra era um homem preparado, capaz de elevar o espírito público. Disse, também, que o conhecia há mais de 20 anos e que, em qualquer partido que Guerra estivesse, ele era capaz de prestar serviços públicos para o Brasil e para Pernambuco.
Para o ministro, uma das grandes qualidades do tucano, além da inteligência, era o grande poder de dialogar.
Já em relação à presidente Dilma, o ministro afirmou que a presidente Dilma Rousseff (PT) enviou uma coroa de flores ao velório do deputado federal e presidente estadual do PSDB, e lamentava a perda de um homem público e mandou os pêsames à família, amigos e correligionários. (Com informações de Carol Moura, especial para a Folha de Pernambuco).
José Coimbra Patriota Filho
Presidente da AMUPE
Prefeito de Afogados da Ingazeira
“Mais agilidade para o registro de ocorrências policiais no Recife”. Foi o que garantiu o governador Eduardo Campos, nesta quinta-feira (06/03), durante a inauguração da Central de Plantões da Polícia Civil, no bairro de Campo Grande, no Recife. No local, que possui mais de 20 salas, funcionarão os plantões das delegacias dos bairros de Casa Amarela, Boa Viagem, Várzea, Santo Amaro e Peixinhos, todos na Região Metropolitana. A partir de agora, a população passa a contar com 10 plantões policiais, sendo cinco deles concentrados no novo prédio.
“Essa central vai racionalizar o trabalho da polícia pernambucana. Todas as ocorrências feitas pela Polícia Militar no Recife serão conduzidas para este local. Antes da Central, os servidores relatavam muita demora no atendimento, pois os agentes tinham que atender também ao público em geral. Aqui nós temos cinco delegacias só para atender aos policiais militares”, explicou o governador.
Antes da solenidade, o governador descerrou a placa inaugural e visitou as instalações. Eduardo elogiou a nova estrutura e disse que a Central de Plantões é uma “estratégia para melhor utilizar os nossos recursos”. O local, que recebeu o investimento de R$ 245 mil, foi testado durante o Carnaval e obteve ótimos resultados. “O objetivo desafogar os demais plantões e oferecer um melhor atendimento à população”, ressaltou o governador.
De acordo com chefe da Polícia Civil, delegado Osvaldo Morais, as delegacias ficam sobrecarregadas durante a noite e nos finais de semana. Por conta disso, foi necessário equipar uma central e concentrar os plantões de algumas unidades. Osvaldo também destacou os investimentos pelo Governo de Pernambuco na Polícia Civil. “Hoje, temos 184 prédios recebendo algum tipo de intervenção. A atual gestão já investiu cerca de R$ 12 milhões”, afirmou.
Durante a cerimônia de inauguração, o secretário de Planejamento e Gestão, Frederico Amâncio, lembrou que o prédio significa um “símbolo da integração entre as equipes”, e salientou que o Governo de Pernambuco investe na infraestrutura, mas também na transformação de um conceito. “Os índices de violência vêm diminuindo a cada dia. Nós somos o único Estado da Federação que registra diminuição nos índices de violência. Mudança que começou ainda em 2007, com a implantação do Pacto Pela Vida”, disse Amâncio.
Os profissionais que vão atuar na Central trabalharão através do Programa de Jornada Extra, nas folgas, recebendo diárias por esses plantões. Desta forma, as demais unidades não serão desfalcadas e a população ganhará celeridade no atendimento. “É importante ressaltar que a população vai continuar contando com as delegacias dos bairros. O que muda apenas é o direcionamento dos flagrantes feitos pela Polícia Militar”, lembrou o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho. (Fotos: Eduardo Braga/SEI)












