Press "Enter" to skip to content

Últimas publicações do quadro “Crônicas de Ademar Rafael”

Crônica de Ademar Rafael: mais vampiros que sangue

MAIS VAMPIROS DO QUE SANGUE

Em maio durante uma reunião com prestadores de serviços médicos/hospitalares para o setor público, visando identificar as causas dos atrasos dos repasses correspondentes aos serviços entregue na forma dos contratos administrativos firmados, um dos empresário fez a seguinte indagação: “Porquê os valores orçados, muitas vezes empenhado, demoram para ser liquidados?”

Mesmo percebendo que o prestador dos serviços detinha conhecimento sobre as fases de execução orçamentária de forma automática respondi: “É porque a quantidade de vampiros é maior que a de sangue.” Como a mesma rapidez que respondi vi que ele não entendeu a resposta. Este entrave na comunicação ocorreu porque no mundo corporativo os “ditados populares” não são adequados na maioria das oportunidades. Diante disto passei a traduzir o que ditado expressava.

Expliquei que o executores do orçamento público na União, Estado, Município e/outros entes públicos muitas vezes de deparam com situações onde o “urgente esmaga o importante”. Os fatores que atuam para que tal anomalia aconteça são diversos, podemos destacar dois. O primeiro e cumprir decisões judiciais, muitas delas sobre temas que o gestor deixou de observar tempestivamente e o segundo os penduricalhos em forma de salário indiretos e super faturamentos de obras e serviços com pagamentos imediatos, por questões  legais.

Sobre a primeira variável acima, não havendo procedimentos protelatórios, e o que resta é pagar e este fato atropela qualquer planejamento. A segunda variável é alimentada pela extrema capacidade que temos em criar “vampiros” para sugar os parcos recursos disponíveis. Permitam destacar alguns dos penduricalhos que  elevam verbas salariais e com elas são quitadas prioritariamente: “Auxílios alimentação, transporte, moradia, saúde, etc.; gratificações; progressões de carreiras; bônus; diárias; verbas de gabinetes e tantas outras.”  Não precisei concluir a longa lista, os empresários entenderam os injustificáveis motivos da sangria.

Crônica de Ademar Rafael: O Guardião

O GUARDIÃO

Permitam um desabafo: “Fico incomodado ao ler e ouvir ponderações sobre o perfil do Cardeal que ocupa o trono de Pedro.” Para mim ser conservadora, liberal, progressista é um detalhe. Vejo com importante ser o guardião dos princípios da doutrina cristã.

Tenho certeza que minha percepção sobre o tema nada alterará no pensamento desse mundo doentio, onde as barreiras ideológicas e socias tentam e muitas vezes conseguem impor suas infundadas regras. Mas, – por entender este espaço como uma plataforma livre para exposição de ideias sem preocupação com aceitação plena, nível de discordância ou algo parecido -, trago o assunto para reflexão.

Durante o conclave entre os dias sete e oito deste mês, cada um apresentou sua lista de favoritos destacando traços dos perfis ideais. A escolha recaiu sobre um Cardeal que nasceu nos Estados Unidos da Amárica – EUA, que exerceu grande parte da sua ação missionária no Peru e é alinhado com algumas propostas do seu antecessor.

Sobre Robert Francis Prevost – Leão XIV após a escolha muito foi escrito, tem análises para todos os gostos. Prefiro esperar e torcer para que seja o grande guardião da doutrina cristão que em esforço extremo poderia ser resumida como: Ação direcionada à história de Jesus Cristo – vida, morte e ressurreição – promessa de vida eterna, crença e amor a Deus e amor ao próximo.

Neste recorte do pronunciamento após o anúncio do seu nome como sucessor de Francisco encontramos algo que nos remete a doutrina cristã:

“…Deus ama todos, e o mal não vai prevalecer. Todos estamos nas mãos de Deus. Portanto, sem medo, unidos de mãos dadas com o Deus que está entre nós. Somos discípulos de cristo. O mundo precisa de sua Luz. A humanidade precisa Dele como a ponte entre Deus e o amor. Nos ajudem a construir com diálogo com encontro para sermos um único povo sempre em paz. Obrigado papa Francisco…”. Que Deus lhe proteja Leão XIV.

Crônica de Ademar Rafael: Terror no trabalho

TERROR NO TRABALHO

Passado cento e vinte e um anos do lançamento do livro “A Ética protestante o Espírito do Capitalismo”, na qual o sociólogo Max Weber utilizou a frase: “O trabalho dignifica o homem” resta-nos a certeza que os interesses econômicos e ganância jogaram no lixo o que representa essa expressão. Durante o século passado e no século atual muitos atos e fatos transformaram o enunciado de Max numa letra morta. A lista de exterminadores da ideia é grande, seus nomes e conceitos são diversos.

Um deles é popularmente conhecido como assédio moral abordado no ano de 1998 pela psicanalista francesa Marie-France Hirigoyen no livro “Assédio Moral: a violência perversa no cotidiano” lançado no Brasil em 2000. O tema foi replicado na primeira década desde século por Hirigoyen em “Mal-estar no trabalho: redefinindo o assédio moral” e no livro “Violência, saúde e trabalho: uma jornada de humilhações” de autoria da médica, professora e pesquisadora Margarida Maria Silveira Barreto.

Estas publicações e outras tantas abordando o assunto estiveram presentes em muitos debates,  foram exaustivamente estudadas mas o resultado prático foi quase nulo. No caso brasileiro, com a flexibilização das regras trabalhistas, a banalização da mão-de-obra com terceirizações e quarteirizações assédio moral é café pequeno. O mês de maio é iniciado com o feriado dedicado ao trabalhador, data comemorada em função de eventos ocorridos em 1886 em Chicago, Estados Unidos, que promoveram o episódio conhecido como “Tragédia de Haymarket”.

A grave situação foi tema da reportagem de capa da revista “Carta Capital” número 1380, de 07.05.25. Seu título é chocante: TRABALHO INSANO – explodem as notificações de transtornos mentais dos empregados, vítimas da precarização e da pressão por desempenho”. Na matéria a repórter Fabíola Mendonça com o impactante subtítulo “Engrenagem enferrujada” aponta situações dignas de filme de terror e fatos desumanos. Dados coletados do “Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho” são cruéis e justificam o avanço da “Síndrome de Burnout”. Abaixo a escravidão!

Crônica de Ademar Rafael

QUANTO PIOR MELHOR

O ano de 1989 com o retorno das eleições para Presidente da República, sob as bençãos de “Constituinte  Cidadã” promulgada no ano anterior é para muitos a volta da democracia. Respeitando todos que pensam dessa forma eu discordo. Para mim o que houve foi um rearrumação do sistema político, com manutenção de privilégios crônicos com a falsa proteção do voto popular.

O que vi nesses trinta e seis anos foi de fato a proliferação de falsos líderes, a manipulação de massas sob orientação de marqueteiros muito bem remunerados com dinheiro público e/ou oriundo de propinas e o aparecimento de uma oposição que não honra o nome. Nos casos de alternância dos “mandarins de plantão” esse grupo tido como oposição provoca baderna, cria obstáculos e chantageia os governantes com práticas que me nego a citar, em respeito as leitoras e as leitoras e  leitores desta coluna semanal.

Para ilustrar o significado do termo oposição recorri à  Inteligência Artificial – IA, e transcrevo a resposta sem qualquer alteração: “Em política, a oposição refere-se aos partidos ou grupos políticos que se colocam em oposição ao governo em vigor. A oposição tem como função principal criticar e questionar as políticas do governo, apresentar alternativas e fiscalizar a atuação do poder executivo. Além disso, a oposição desempenha um papel importante na defesa da democracia, assegurando que o governo não agilize de forma arbitrária ou que viole os direitos dos cidadãos.”

Na essência seria isto, mas, se destacarmos “apresentar alternativas” e “defesa da democracia” veremos que estes dois deveres são habilmente e propositadamente ignorados pelos que se dizem opositores. Tais posicionamentos ocorrem na União, nos Estados e nos Municípios. Alguns  fatores citados pela IA e não destacados às vezes acontecem, contudo, quando mergulhamos nas variáveis que motivaram a ação correta encontraremos respostas impublicáveis. Pobre Brasil, até quando?

Crônica de Ademar Rafael

MAIOR MANDAMENTO

Seguindo ensinamentos bíblicos vamos encontrar que o maior mandamento se expressa pelo “AMOR”. Mateus 22:37 indica “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento” e em 22:39 registra “Ame o seu próximo como a si mesmo”. 

Para nossa reflexão trazemos o enunciado acima e  as ponderações abaixo e atribuídas ao Papa Francisco: “Da ferida do lado de Cristo continua a correr aquele rio que nunca se esgota, que não passa, que se oferece sempre de novo a quem quer amar. Só o seu amor tornará possível uma nova humanidade”; “Entre tantas coisas que passam, o Senhor quer nos recordar o que ficará para sempre: o amor, porque ‘Deus é amor’” e “Quem é da luz não mostra a sua religião, e sim o seu amor.”

Recentemente me deparei com a frase “Amor não é o que sentimos, amor é o que doamos”, como que levado por uma força superior me desloquei  em direção a letra do Padre José Weber em hino muito conhecido que afirma: “Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão…”. Isto mesmo, Jesus não somente pregou sobre o amor, praticou-o em sua plenitude.

Para melhor fixar nosso pensamento sobre o tema transcrevo as frases a seguir. com seus respectivos criadores: O amor não se vê com os olhos, mas com o coração”William Shakespeare; “Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção” – Antoine de Saint-Exupéry;  “Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor”Vladimir Maiakóvski e “A medida do amor é amar sem medida”  Santo Agostinho.

Uma questão sobre o amor fica resposta. “O que nos leva a renunciar ao amor e abraçarmos ideias contrárias?” Fundamentos para deixarmos de seguir essa tendência tortuosa temos de sobra não os observamos por motivos indefensáveis. Que tal amarmos mais?