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Crônica de Ademar Rafael

BRASÍLIA NÃO CONHECE O BRASIL

Dias antes da troca do Ministro da Saúde ouvi em uma coletiva o titular da pasta informar que estava enviando para cada município brasileiro um documento para que cada Secretário Municipal de Saúde respondesse com a devida urgência o quantitativo de leitos hospitalares e de Unidades de Terapia Intensiva – UTI, públicos e privados da cada município.

Comunicado com o mesmo teor seria remetido para cada Secretário Estadual de Saúde a quem caberia dar conta do quantitativo de leitos e UTI em sua jurisdição.

Este tipo de informação atesta quanto o poder central negligencia assuntos sérios em nosso país. Desde da municipalização da saúde periodicamente tais informações são repassadas pelas secretarias municipais para o Estado e para a União. Tais relevantes variáveis fazem parte dos dados da Programação Anual de Saúde – PAS.

É possível deduzir que os informes repassados ao Ministério de Saúde não recebem o tratamento adequado quanto à composição de uma base de dados com defasagem de um período anual. Este mesmo desconhecimento do que ocorre em nosso país advém da insistência com uma falida política pública baseada no modelo tecnocrático onde o poder central impõe regras sem ouvir os beneficiários.

Fernando Guilherme Tenório há 17 anos publicou o livro “Um espectro ronda o terceiro setor – O Espectro do Mercado” com ensaios sobre Gestão Social. Nele são apontados caminhos que solucionariam boa parte dessa nefasta centralização. Mas, o gestor público brasileiro, com raríssimas exceções, é democrático somente em época de campanha. Depois de eleito não suporta qualquer sugestão que possa retirar poder ou reduzir o peso da sua caneta. Uma pena sabermos que Brasília não conhece o Brasil e que para um país continental temos autoridades que enxergam, quando muito, a extensão de sua refrigerada sala.

Crônica de Ademar Rafael

JOB PATRIOTA DE LIMA

Acredito que é impossível alguém definir Job Patriota com a plenitude que o fez Saulo dos Passos em seu testemunho no livro “A senda do lirismo”: “Lírico, dramático, amoroso, criança perdida num mundo quase sem Deus, em função da poesia que o consome e represa nas pálpebras cansadas de seus olhos, a solução aquosa daquilo que se chama lágrima.”

Sobre o lirismo, sua marca registrada Saulo assim escreveu: “O lirismo toca com tanta força a emoção à sua alma, à semelhança do vento que chamega a porta da casa solitária, quando a reentrância do ferrolho está folgada.” Sobra pouco espaço para falar algo sobre o lirismo de Job Patriota.

Terezinha Costa, no livro “São José do Egito – Musa da poesia” destaca que Jó Patriota pegando a deixa de Canhotinho “Quanto mais o tempo passa/diminui minha alegria”, disse: “Mágoa, pranto e agonia/É tudo do mesmo tanto/Felicidade completa/Só existe em quem é santo/Porque num gole de riso/Há cem mil doses de pranto”.

No livro “Poetas Encantadores” Zé de Cazuza menciona, entre outras, a seguinte estrofe de Job: “É falta de caridade/Expulsar um peregrino/Bater na cara de um cego/Cortar o corda de um sino/Negar cachaça a poeta/Tomar o pão dum menino.”

Jó Patriota além de capacidade extrema de transformar o nada em tudo tinha um estilo peculiar de bater no corpo da viola com as pontas do dedo agregando um ritmo diferente ao baião. Com esta variação a toada de Canhotinho ficava mais bonita ainda. Tive o privilégio de conviver com Job e com seus filhos. Didi nos deixou precocemente e Noe, continua nos premiando com lindas produções poéticas dele e do pai.

Adaptado de crônica publicada no site “afogadosdaingazeira.com”, com Pessoas do meu sertão XXIV

Crônica de Ademar Rafael

QUARENTENA ENSINA

Quando recebi as primeiras informações sobre a necessidade de ficarmos em quarentena, sem tirar os pés de dentro de casa, fique apreensivo e com pouca vontade de cumprir as recomendações da Secretaria Municipal de Saúde, em consonância com posicionamento da Organização Mundial de Saúde. Mesmo assim, por insistência da família e em função dos sessenta e três anos bem vividos, permaneci em casa, saindo somente para tomar a vacina contra gripe, também por recomendação do poder publico municipal.

Em casa, para ocupar o tempo, passei a cuidar de plantas, consertar pias, ralos, portas, tomadas e outros itens que clamavam por um afago. Tudo isto porque a determinação era para ficar em casa, nada falava sobre a impossibilidade de trabalhar. Depois do quinto dia vi que nada mais havia para fazer no pequeno apartamento onde resido e antes de ser invadido pela angustia, que sempre aparece em casos da espécie, dei novo rumo ao descanso forçado.

Agarrei bons livros e como eles tenho cruzado manhãs, tardes e madrugadas. Com muita satisfação voltei a exercer o sábio e bom hábito da leitura. Tudo devidamente conciliado com uma boa música. Quando passar tudo isto posso até está com um pouco de peso a mais, mas, com certeza junto aos quilos virão muitas informações e principalmente a consciência de que tempo livre é para ser bem aproveitado.

O que mais tem desagradado durante a reclusão? Pautas das redes de televisão, canais abertos e por assinatura. Poderiam mesclar a programação relativa a cobertura da pandemia com exibição de bons filmes, documentários e outros atrativos. Preferem publicações repetidas sobre notícias sensacionalistas e com informações desencontradas, muitas delas com cheiro e cor de posições ideológicas.

Quando passar a pandemia da COVID-19, precisamos retornar a rotina anterior preservando o que reaprendemos de bom durante a quarentena. Agenda cheia de compromissos sem importância, correria e outras práticas nocivas à saúde e ao bem estar devem seguir o mesmo caminho do surto: Algum lugar no passado.

Crônica de Ademar Rafael

JOSÉ LOPES NETO

Por:Ademar Rafael

Em todas as profissões existem pessoas que mereciam ter chegado ao topo e por questões diversas não alcançaram os degraus mais altos do pódio. Recentemente em conversa com um grande nome da cantoria ele
me falava sobre este fenômeno e citava vários colegas que em função de um marketing correto tinham agenda cheia e outros com maior potencial fechavam cada mês com um número menor de apresentações.

O homenageado nesta crônica é um destes casos em que o artista merecia ter ocupado um lugar de destaque. Zé Catôta como ficou conhecido em todo nordeste foi um violeiro que com justiça Antônio José de Lima no livro “Legado Fisiológico de Poetas e Repentistas Semi-analfabetos” assim qualifica: “… poeta repentista de primeira categoria”. Em referida obra cita esta bela sextilha do poeta do Sítio Riachão – São José do Egito em resposta a uma provocação: Na deixa “Por favor, não me ameace” disse Zé Catôta: “Se fiz o bem me abrace/Se fiz o mal me perdoe/Eu vou bem devagarinho/Nessa pisada de boi/Mas, se quiser vou a canto/Que cantador nunca foi.”

Teresinha Costa, no livro “São José do Egito – Musa da poesia” (p. 158) descreve esta pérola de Zé Catôta em deixa de Pinto “Vou na raça de Catôta/Não deixo um pra veneno”, A resposta: “Puxo o pescoço e depeno/Serro o bico, aparo o pé/Sendo da raça de Pinto/Só fica se eu não der fé/Pato, ganso, frango, franga/Galo, galinha e guiné”.

O possível que a falta de divulgação tenha negado ao poeta Zé Catôta um assento na primeira fila, talvez sua forma de encarar o mundo tenha contribuído com isto, no entanto, jamais foi falta de talento. Um livro com parte de seus versos recuperados de apologistas está no prelo, ao ser lido muitos descobrirão que eu e Antônio José de Lima temos razão em enaltecer merecidamente Zé Catôta.

Adaptada da crônica “Pessoas do meu sertão XXIV”, publicada no site “www.afogadosdaingazeira.com.br”.

Crônica de Ademar Rafael

LIVROS

Registros disponíveis na internet apontam que o livro mais lido em todos os tempos é a “Bíblia” e que “Dom Quixote” é a obra literária recordista de vendas na história. Com esta informação, lanço meu olhar para as três frases a seguir visando dar nobreza a esta narrativa. “Eu sempre imaginei que o paraíso seria um tipo de biblioteca” – Jorge Luis Borges; “Eu acho a televisão muito educativa. Toda vez que alguém liga o aparelho, eu vou para a outra sala e leio um livro” Groucho Marx e “Livros dão alma ao universo, asas para a mente, voo para a imaginação, e vida a tudo” – Platão. . As autorias estão indicadas em arquivos disponíveis na rede mundial de computadores, site “poemese.com”.

Por concordar plenamente com as três quero aqui registrar a preocupação que passei a carregar após o diálogo com dois escritores residentes em Afogados da Ingazeira.

O primeiro relatou que estava expondo seus livros em determinado local e um “leitor” aproximou-e e perguntou o preço. O autor respondeu que o livro custava R$ 20,00. O potencial comprador indagou: “Dar para fazer R$ 10,00?” O autor ao receber a proposta afirmou: “Não amigo, estou vendendo um livro pelo preço justo”.

Ao segundo perguntei quando sairia um novo romance, ele desabafou: “Caro amigo, tenho três romances em editoras diferentes. Cada uma apresenta uma desculpa sobre a necessidade de esperar uma melhor oportunidade para publicação.” Encerrou nosso diálogo sobre o assunto dizendo: “Com este cenário perdi o ímpeto para concluir um quarto romance”.

O que vemos em relação a falta de interesse pela leitura e a banalização do mercado de livros não seria uma das causas do individualismo e da ignorância que campeia pelo mundo? Quem tiver a resposta grite. Minha sugestão é “Vamos ler gente, faz bem, educa e humaniza.”

Crônica de Ademar Rafael

PREPOTÊNCIA MÁXIMA

É muito difícil engolirmos os discursos daquele que se acha dono do mundo, que se coloca acima de tudo e de todos para aplicar sua corrosiva política do “tudo pela América”. Enganamo-nos quando avaliamos que existem limites para loucuras de Donald Trump.

Em seu pronunciamento durante a reunião anual de Davos além de defender com unhas, armas e dentes o petróleo e o gás da “sua América” disse que nenhum país da Europa ficará vulnerável se passar a ser consumidor dos produtos americanos e sobre os alertas dos que condenam o uso indiscriminado dos combustíveis fósseis afirmou: “Precisamos rejeitar os perenes profetas da desgraça e suas previsões do apocalipse”.

Ainda em Davos teve a cara de pau de dizer que os Estados Unidos são reiteradamente prejudicados por decisões na Organização Mundial do Comércio – OMC, quando o organismo internacional garante preferências para os países em desenvolvimento e nega as mesmas regalias ao seu país.

Neste ponto não precisava gastar saliva uma vez que os EUA de forma unilateral sempre “não dar ousadia”, como dizem os baianos, para resoluções ou outras deliberações de órgãos mundiais e cria normas que os favorecem.

A prova disto foi a norma publicada em 10.02.2020 que retira Brasil, Argentina, Índia, Colômbia e outros quinze países da lista de nações consideradas em desenvolvimento, negando-lhes os “privilégios comerciais” estabelecidos em regras internacionais, definidas no Sistema Geral de Preferências – SGP.

Nivelar os EUA com os países excluídos é uma agressão que não apenas pune os excluídos com o “embargo disfarçado” como novamente cria situações favoráveis para ganância ianque. O que mais assusta não é a
prepotência americana é a omissão subserviente e o silencio sepulcral de quem deveria defender os interesses dos banidos da lista.

Crônica de Ademar Rafael

ELZA SOARES

Nesta semana comemora-se o “Dia Internacional de mulher” e nesta crônica quero render homenagens para uma mulher para a qual não apenas tiro o chapéu, bato palmas e presto continência.

Elza da Conceição Soares prestes a completar 90 anos no dia 23.06.2020 continua cantando com intensidade. No final de janeiro último, no programa Sr. Brasil da TV Cultura, apresentado por Rolando Boldrin, a filha da favela “Moça Bonita” interpretou canções de Lupicínio Rodrigues, Herivelto Martins, Ary Barroso e outros consagrados compositores de forma exemplar.

De acordo com informações disponíveis na rede mundial de computadores e discografia de Elza Soares teve início em 1960 com o álbum “Se acaso você chegasse”, gravado pela Odeon. Entre este trabalho e o último “Planeta fome”, da Descdisc, mais de trinta discos foram gravados em uma dezena de gravadoras. Constam ainda as seguintes coletâneas: Grandes Sucessos de Elza Soares (1978); Salve a Mocidade (1997); Meus Momentos – Volumes 1 & 2 (1994); Elza Soares – Raízes do Samba (1999); Sambas e mais sambas – vol. 2 (Raridades)
(2003); Deixa a nega gingar – 50 anos de carreira (2009).

Mesmo tendo recebido o “Grammy Latino” nos anos de 2003, 2016 e 2018, ganho vários prêmios no Brasil e no exterior, sido homenageada por blocos carnavalescos e escolas de samba, inclusive com o samba enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel em 2020, julgo que o samba “Bola pra frente”, feito para ela por Luiz Ayrão tem simbologia marcante. Fala da sua origem, da sua garra e do seu amor por Garrincha.

Poucas pessoas no mundo suportariam os solavancos impostos pela vida, as injustiças e o preconceito que Elza suportou e teria fôlego para ser eleita a cantora brasileira do século pela BBC de Londres, em 1999.
Viva a “Deusa da Vila Vintém”.

Crônica de Ademar Rafael

QUINCAS RAFAEL

Com a devida vênia dos leitores e das leitoras deste blog hoje falarei sobre Quincas Rafael, meu saudoso pai que nos deixou há 243 meses e que nesta data faria 99 anos.

Nasceu em Afogados da Ingazeira e ainda jovem mudou-se para o Sítio Quixaba em Jabitacá em companhia do seu pai Antônio Rafael da Cruz e da sua mãe Ana Rafael de Freitas, filha do lendário Quincas Flor.

Morou na casa sede da Quixaba até o final dos anos 1960 época que passou a residir no povoado de Jabitacá na famosa Casa Amarela. Nos anos 1970 residiu em Iguaraci e em Afogados da Ingazeira para acompanhar os filhos nos estudos. No final dos anos 70 mudou-se definitivamente para Jabitacá e passou a residir na histórica Casa de Pedra aonde veio a falecer na noite de 28.11.1999.

Era detentor de três grandes habilidades: Escrever poesias, contar histórias e colocar apelidos. Em Jabitacá tem muita gente que perdeu o nome de batismo e assumiu o apelido dado por Seu Quincas, tendo em vista e coerência entre “nome novo” a figura de quem o recebia.

Sobre as duas primeiras habilidades nos deixou dois livros “Afogados deu de tudo” e “JABITACÁ Segundo Quincas”. Do poema “Cinquenta anos completa que minha mãe faleceu”, escrito em 23.01.1997, inserido no segundo livro, registro: “O céu não tem endereço/Só vai lá quem é chamado/O retorno não é dado/Lá não tem fim nem começo/A caridade é o preço/Que ajuda no transporte/Só depois da nossa morte/Deus traça nosso destino/No tabernáculo divino/Tem nosso nome e a sorte”.

Nos próximos 360 dias vamos dar vida a uma associação com seu nome, que será a mantenedora de um espaço cultural na Casa de Pedra, tudo para honrar um sonho que ele acalentou em vida.

Crônica de Ademar Rafael

LUIZ TADEU DE MORAIS PESSOA

Derivada das apartações, cuja origem advém da época em que nossas áreas de criação de gado tinham poucas divisas, a vaquejada é uma das manifestações folclóricas mais importantes do nordeste.

O Quinteto Violado imortalizou a vaquejada de Surubim e em conjunto com Luiz Gonzaga eternizaram a Missa do Vaqueiro, na Fazenda Cedro, em Serrita, criada em homenagem a Raimundo Jacó que fora assassinado nas caatingas do Sítio Lages.

Tadeu Cordeiro foi um dos atores principais neste esporte centenário, fez parte de uma elite de vaqueiros que para não ficarem entre os primeiros colocados seria necessário um acidente com suas montarias, tirá-lo da premiação de um certame de outra forma era ficção.

Tinha uma capacidade extrema para colocar “o boi na faixa” e promover para o público o espetáculo de ver o “mocotó passar”, ou seja, o animal ficar de pernas para o ar. Trazido para o mundo do futebol uma puxada de boi, Tadeu Cordeiro tinha a precisão de uma cobrança de falta de Rivelino, um lançamento de Gerson ou uma finalização de Romário.

Nos anos 80 tive oportunidades várias de assistir suas exibições. Lembro-me especialmente de uma em Tavares quando Zé de Glória, organizador da festa, teve que praticamente “fabricar” bois para desempatar uma disputa entre Tadeuzão e outro vaqueiro de alto nível. O público das arquibancadas vibrava em cada rodada.

Ser esteira de Tadeu Cordeiro era a garantia que sair na foto dos campeões, mas, com a certeza que seria coadjuvante. Foi assim com todos, até Jailson Cordeiro seu irmão e grande vaqueiro.

(*) – Adaptação de crônica publicada originalmente no site www.afgadosdaingazeir.com.br, como Pessoas do
meu sertão XXIII.

Crônica de Ademar Rafael

Por: Ademar Rafael

TRANSBRAZ 50 ANOS

Numa economia onde empresas encerram suas atividades em curto espaço de tempo quanto vemos uma organização comemorar 50 de atividades com o vigor de um atleta de alto nível temos que mergulhar em suas práticas e com elas aprendermos e transformá-las em um modelo a ser seguido.

Este é o caso da TRANSBRAZ, empresa sediada em São José do Egito – PE, criada a partir do sonho do jovem Antônio Braz Filho “Toinho Braz”. Tudo teve início em abril de 1970 com o transporte de passageiros entre o povoado de Grossos e a sede do município de São José do Egito. Logo o trajeto Tuparetama/São José do Egito foi absorvido e não parou mais.

A tenacidade do fundador, sua imensa capacidade empreendedora e o sonho em proporcionar transporte seguro, dentro dos horários e com um atendimento compatível que o que o comandante Rolim prestava na TAM foram os pilares que deram sustentação ao projeto. Toinho Braz era a cara da TRANSBRAZ e a TRANSBRAZ era a lógica do seu fundador. Os registros e as anotações encontradas pela família em documentos antigos comprovam que Toinho Braz, mesmo com todos os encargos que se propôs assumir, tinha preocupação com controle total das operações, registros de conquistas e cumprimento pleno dos compromissos.

O crescimento veio e muitas dificuldades foram superadas. Em 2013, vítima de um acidente no interior da Bahia o empresário nos deixou. De uma hora para outra a empresa passa para mãos dos herdeiros. Entra em cena o jovem Aureo Braz, filho do fundador que teve seu cordão umbilical amarrado na história da TRANSBRAZ.

Mesmo com os obstáculos naturais de uma empresa familiar o jovem imprimiu seu ritmo. Preservou os valores iniciais, ouviu, contratou consultores e renovou todos os dias. Renovação das práticas gerenciais, da frota e da estrutura negocial. Praticas que credenciam a empresa a ser utilizada por agremiações esportivas regionais, órgãos públicos e empresas. Hoje, como o pai que durante o dia conduzia passageiros nas linhas que assumiu e a noite transportava estudantes para faculdades da região, Aureo dedica toda sua energia para o Grupo TRANSBRAZ.

O leque de serviços prestados é cuidadosamente medido e ampliado, a performance da BRAZTUR é um dos exemplos. Nos dias atuais é comum vermos veículos da TRANSBRAZ cruzando o Brasil de norte a sul, de leste a oeste por meio de linhas convencionais, fretamentos, excursões e outros modelos de transporte de pessoas e encomendas. Com uma frota regularmente renovada, com prestação de serviços de alto nível e uma administração de vanguarda a TRANSBRAZ mudou o conceito de transporte no estado de Pernambuco e pode ser copiada por outras empresas do ramo. Que venha o centenário, fôlego sobra e sua resistência é compatível com a fibra do agave.