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Últimas publicações do quadro “Crônicas de Ademar Rafael”

Crônica de Ademar Rafael

PATRULHAMENTO

Na época do plebiscito sobre a divisão do Estado do Pará ouvi de uma vereadora de Marabá a seguinte frase: “Meu amigo você não sabe o terror que é você viver patrulhada durante vinte e quatro horas. Sou contra qualquer ação nesse sentido.” Esta ponderação era com intuito de não ser estimulado patrulhamento sobre pessoas que residiam na região do sonhado Estado de Carajás que eram contra a divisão.

Os conceitos clássico e figurado de patrulhamento: “Ronda ou reconhecimento da posição do inimigo. Cobrança de posições morais ou de ação; exigência ou pressão para que algo se faça ou se cumpra segundo as expectativas” foi ampliado pela política de pastoril reinante no mundo. Nela no lugar das correntes vermelho e azul estão esquerda e direita. O patrulhamento além de moda é o vetor que contamina as plataformas de comunicação de massa, especialmente as redes sociais.

Com o fenômeno dos blogs de observação “watchblogs” a espionagem é feita por detentores e postulantes de cargos públicos em direção às publicações nos veículos de comunicação e pelos jornalistas, ativistas, curiosos, etc. em direção das autoridades. É violenta a guerra entre “patrulha ideológica x perseguição política” .

É interessante registrar a existência de uma tese que defende que o patrulhamento deve ser classificado como “patrulha ideológica” e não como “perseguição política” quando é praticado por pessoas ou grupos sem vinculação com um governo ou agentes públicos. Afirmam os defensores dessa teoria que ação visa buscar variáveis para influenciar a opinião pública e a sociedade civil, e não causar vexames e limitar direitos.

Fica a indagação: “Quando comprovadamente uma ala cria ferramentas e remunera terceiros para buscar tais informações e as utiliza em benefício próprio a tese da ‘patrulha ideológica’ é extinta? Cada lado tem uma resposta distinta e a “liberdade de expressão” paga a conta.

Crônica de Ademar Rafael

CARIRI CANGANÇO

Nos dias 18/21.04.24 Afogados da Ingazeira – PE será sede de evento de grande magnitude, relacionado com fatos relevantes da sociologia e cultura nordestina: “CARIRI CANGAÇO AFOGADOS DA INGAZEIRA”.

Com grade de atividades riquíssima teremos: feira, lançamentos e apresentações de livros; entregas de comendas; homenagens; posse de Conselheiros; diplomações; visitas técnicas em museus e locais relacionados com figuras sob estudo – Municípios de Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Ingazeira, Jabitacá – Iguaracy -; conferências; painéis; debates; apresentações de grupos locais; passagem do estandarte da sede anfitriã para Jardim-CE, próxima sede; etc.

Tudo isto baseado em nos objetivos do ‘CARIRI CANGAÇO’, entidade que segundo registros do https://cariricangaco.blogspot.com/ nasceu com “…foco no estudo do cangaço; não nasceu com o sentimento de fazer apologia ao mesmo, ou ao banditismo rural, aos cangaceiros, ou mesmo à violência que cercava o fenômeno, enfim; não nasceu para “mitificar” e nem procura elementos para “endeusar”  Virgulino Lampião; seu principal protagonista ; nem nenhum outro personagem dessa saga sertaneja tão penosa e cheia de dor…”. Esta mesma lógica foi utilizada pelo Padre João Carlos de Acioly Paz, no prefácio do livro “Jabitacá. Segundo Quincas Rafael” ao escrever: “…Convido os leitores para que percebam os aspectos positivos da história, lembrando que seus vultos como pessoas que merecem nosso reconhecimento, não se deixando levar apenas pelos acontecimentos negativos descritos, mas procurando entender o contexto histórico da época…”.

Em nome do Instituto Cultural Quincas Rafael – ICQR manifesto total apoio ao evento e garanto aos que para a Pajeú vierem: “A viagem valará muito, nosso região tem muito a contribuição com a nobre missão do ‘CARIRI CANGAÇO”’. O regate da nossa história, sem preconceitos ou rótulos externos, será feito com eventos desta envergadura. Viva o SERTÃO.

Crônica de Ademar Rafael

ESCRAVIDÃO ESPONTÂNEA

Desde os primórdios é clara a forma como os vencedores transformaram os vencidos em escravos, os grandes conquistadores deram aulas sobre isto. O livro sagrado em Êxodos 20-10 e 17 cita o termo escravo. Percebe-se que a exploração de um ser humano pelo outro alcança largo horizonte temporal.

A escravidão é uma das práticas indefensáveis em nosso país. Mesmo após a decretação de Lei 3.353, de 13.05.1888, sancionada pela Princesa Isabel – cujo Artigo 1º diz:  “É declarada extincta desde a data desta lei a escravidão no Brazil” – a relação de dependência e libertação plena nunca aconteceu. Até os dias atuais na área urbana e rural ainda temos flagrantes do que é chamado de “trabalho análogo à escravidão”, tipificado como crime no Artigo 149 do Código Penal Brasileiro, alterado pela Lei 10.803, de 11.12.2003.

Eis que nos dias atuais surge um fenômeno social que me arrisco definir como “Escravidão Espontânea” nele as pessoas que se deixam escravizar por mentiras que passou a receber o nome de ”fake News”.São produzidas em de ambientes sofisticados e assumidas por boa parte da imprensa e por falsos profetas que usam o nome de Deus “em vão”, numa afronta a um dos dez mandamentos, especificamente, o terceiro citado em Êxodo 20-7. Tais mentiras são manipuladas e multiplicadas pelas redes sociais.

As duas frases a seguir transcritas, com os respectivos autores, servem para ratificar o que estamos ponderando neste diálogo. “O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos” – Simone de Beauvoir e “Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido” – Malcolm X. Percebam que a primeira frase ratifica a ideia da “Escravidão Espontânea” e a segunda vincula a forma de divulgação da mensagem e a submissão total ao enunciado por quem dele deveria se desvincular. Vamos nos libertar? A chave das algemas está em nosso poder.

Crônica de Ademar Rafael

SUCESSO, DIVERSOS OLHARES

É impossível identificarmos uma resposta para a indagação “O que é o sucesso?”. Cada um expõe uma lista de variáveis que representam esse sonho. São intermináveis as definições encontradas em livros, revistas especializadas, sites e plataformas digitais.

Neste sentido a psicóloga e empreendedora Fátima Zorzato em seu livro “O que faz a diferença – As características e oportunidades que criam o grande líder”, no tópico “Em busca do sucesso” assim aborda o tema: “Viver numa espiral positiva constante equivalente ao que por acreditar que muitos chamam de sucesso. Evito usara palavra sucesso por acreditar que ela é uma definição relativa, pessoal, que varia de acordo com as parâmetros de cada um. É um conceito abstrato.”

Cita na obra que realizou uma pesquisa quantitativa com mais de oitocentas pessoas em busca de respostas para seguinte pergunta: “O que é o sucesso para você?”. Transcreve doze entre as diversas respostas obtidas, a saber: “Felicidade – Realização – Impacto na sociedade – Trabalhar com o que gosta – Legado e conhecimento – Fazer
a diferença para alguém – Ganhar dinheiro – Paz equilíbrio e tempo – Liberdade- Conquistar sonhos – Poder de decisão e Família.”

Ao abordar teses de terceiros eu costumo expor minha opinião, sem o intuito de encontrar a verdade absoluta e sim para dizer como me posiciono perante tais ponderações. Assim sendo eu escolheria três das variáveis acima para sintetizar o que sucesso. Acredito que ao obter “Legado e reconhecimento – Paz, equilíbrio e tempo e Liberdade” eu fico muito perto do patamar onde se encontra o sucesso.

Com absoluta certeza cada leitora e cada leitor escolherá variáveis diferentes para definir o que é sucesso. Importa sabermos que o sucesso é algo finito, não dura para sempre e que sua perenidade exige escolhas e posicionamentos adequados. Vamos em busca do nosso sucesso?

Crônica de Ademar Rafael

EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO

Durante a preparação de aulas para alunos atendidos pelo Programa Jovem Aprendiz sempre nos deparamos com novas tecnologias utilizadas nas indústrias onde tais jovens atuarão e muitas abordagens nos levam a refletir sobre o que estamos fazendo com nossas vidas atualmente em nome de uma automação galopante.

Convivemos com plataformas como “ChatGPT”, “Magalu”, “BIA”, “Alexa” e outros similares, auto atendimento nos bancos e lojas de varejo, cafés expressos e tantas outras comodidades. Tudo isto está nos levando a viver com “avatar”, perdendo a nossa capacidade de convivência com familiares e amigos sem pressa de forma humanizada.

Em toda e qualquer reunião com presença de mais de dez pessoas a esmagadora maioria está conectada com seus aparelhos de telefone celular, usando uma ou mais mídias sociais simultaneamente. O diálogo fica em segundo ou terceiro planos.

Estes fenômenos da atualidade nos leva a perguntar: Onde anda o tempo que gastávamos para jogar conversa fora enquanto esperávamos o café ficar pronto, para ouvirmos músicas pacientemente e para conversarmos com os atendentes nas lojas? Se as tecnologias surgiram para liberar esforços o tempo estaria sobrando. Não é o que ocorre, estamos correndo em velocidade crescente dia após dia.

Por defender a tese que somos muito mais emocionais que racionais, assustei-me com a frase “O ambiente digital está alterando nosso cérebro de forma inédita”, pronunciada pela neurocientista britânica Susan Greenfield em palestra sobre como a imersão na era tecnológica está afetando nosso cérebro e a formação da nossa identidade. Mesmo sabendo que não podemos excluir as tendencias tecnológicas da nossas vidas acredito que é possível continuarmos como humanos, apesar delas. Cada uma e cada um tire suas conclusões e faca suas escolhas.