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Últimas publicações do quadro “Crônicas de Ademar Rafael”

Crônica de Ademar Rafael

RISCO EMINENTE?

Surpresa nenhuma na forma arrogante e preconceituosa que o Estados Unidos da América – EUA trata os demais países desde que assumiu a posição de “xerife do mundo” sob a omissão de diversos países. Historicamente, sentados no poderio militar, na moeda como padrão monetário nas negociações  internacionais e  nos diversos e insanos boicotes econômicos, os EUA sedimenta seu protagonismo na geopolítica mundial com a arrogância acima do limite. Também se apodera dos benefícios em conflitos, praticamente ignorando os esforços de aliados.

O ingrediente novo é o risco eminente de perder a posição de maior  economia do mundo para China, assim como ter que engolir a realidade quanto a superioridade dos chineses em quase noventa por cento das tecnologias críticas para o desenvolvimento econômico e militar global.

Tais estudos não são oriundos da dados da China, originam-se de análises relativas aos primeiros anos deste séculos feitas por entidades sem qualquer dependência ao país asiático. Merecem, portanto, credibilidade. Com referência a perda da supremacia econômica estudos recentes atestam que em dez anos os chineses assumem o primeiro lugar.

Alguns fatos estão contribuindo para que os chineses passem a ter as cartas principais do jogo em suas mãos, destaco aqui dois posicionamentos, entre muitos outros: “Enquanto os americanos buscam punir seus parceiros comerciais com medidas protecionistas e pacotes tarifários os chineses perseguem parceiras sustentáveis e com troca de benefícios para todos os lados envolvidos nas negociações.”

A contumaz subserviência de algumas nações ao estilo americano fornece combustível para as imposições descabidas no mundo atual, onde a cooperação assume o lugar da competição, em nome da reciprocidade. Estipular prazo para que os EUA sejam superados depende de fatores internos e externos. Internamente a China tem feito sua parte e buscado aliados externamente, os americanos teimam em impor, até quando?

Crônica de Ademar Rafael

CNV, UMA SOLUÇÃO!

Quando praticamos Comunicação não violenta – CNV, contribuímos para um mundo melhor onde a harmonia e o respeito caminham de braços dados e assumem o espaço antes ocupado pelo conflito.

O psicólogo clinico e mediador de fama internacional Marshall Rosenberg lançou o livros “Comunicação não violenta – Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais” e “Vivendo a comunicação não violenta – Como estabelecer conexões sinceras e resolver conflitos de forma pacífica e eficaz”, obras muito bem avaliadas.

Na síntese da primeira publicação acima encontramos: “Em um mundo violento, cheio de preconceitos, conflitos e mal-entendidos, buscamos ansiosamente soluções para melhorar nossa relação com os outros. Nesse sentido a boa comunicação é uma das armas mais eficazes. Grande parte dos problemas entre casais, pais e filhos, empregados e empregadores e empegados, vizinhos, políticos e governantes podem ser amenizados e frequentemente evitados com palavras.”

A segunda obra nos indica na síntese: “Além de oferecer uma introdução à Comunicação não violenta este livro trata dos seguintes temas: Podemos dar um jeito – Como resolver conflitos de forma pacífica e eficaz; Amar seno eu mesmo – Como criar relações amorosas sem abrir mão de nossos valares e integridade; Superando a dor entre nós – Como alcançar a reconciliação e a cura sem fazer concessões; O propósito surpreendente da raiva – Para além do gerenciamento da raiva, como encontrar sua virtude; Criando filhos com compaixão – Como educar de acordo com a CNV e Espiritualidade prática – Reflexões sobre a base espiritual.”

Percebam que se trata de uma técnica onde as palavras corretas são eficientes ferramentas para tirar de circulação os entraves criados pela resistência a ouvirmos com atenção o que estão nos dizendo e dizermos com respeito o que pensamos. Nela ninguém precisa perder sua essência, pelo contrário nossa energia interior ganha relevo. Vamos à prática?

O poder da decisão

Ao recorrermos ao dicionário em busca de uma definição para palavra decisão encontramos: “…Ação ou efeito de decidir; determinação; resolução que se toma após deliberação; habilidade para chegar a uma conclusão ou resolver algum problema sem indecisão; coragem ou firmeza; e, por extensão: Tudo aquilo que se resolveu acerca de alguma coisa…”

Este tema entrou em nosso diálogo semanal por força da sua importância e da sua ausência em um mundo onde o politicamente correto está esmagando nossa capacidade de decidir. Tudo incomoda, tudo agride, tudo gera conflito. Nesse cenário a omissão ganha destaque.

Nos último sábado, dia 22.02, completei sessenta e oito anos de idade. Na semana anterior em um quarto de pousada na cidade de Mamanguape-PB, onde estava a serviço do SENAR-PB, estava fazendo uma reflexão sobre a quantidade de decisões que tive de tomar desde 1970 quando aos treze anos deixe minha Jabitacá em procura de estudo e trabalho, exatamente nessa ordem. Poucas vezes me omiti. Se algo tinha que ser revolvido vamos buscar a solução. Defendo algumas teses sobre a necessidade de decidir. “Sem a decisão de chutar nenhum jogador faz
gol; sem a decisão de arremessar nenhum jogador de basquete faz uma cesta; sem decisão política nenhuma política pública chegará aos beneficiários…”

Na administração, universo que detenho graduação e onde sigo atuando, existe uma frase sobre decisão que diz o seguinte: “Não decidir também é uma decisão” Com todo respeito a quem defende esta frase como um verdade plena, nela encontramos apenas meia verdade. Existem situações que optar por esse caminho produz mais problemas que solução. Permitam-me citar duas: “Numa emergência médica se o profissional encarregado de fazer a cirurgia imediatamente não o fizer pode criar uma situação irreversível; decidir não frear um veículo ao ver um pedestre na faixa a ele dedicada pode causar um acidente…” Assim sendo com coragem é bom decidir tempestivamente, esperar é caminho incerto.

Crônica de Ademar Rafael

SEM CONTESTAÇÃO?

A submissão quanto aos atos e ao estilo de gestão de autoridades dos Estados Unidos da América–EUA, por nativos de nações que deveriam ser independentes, nos obriga ouvir palavras de advertência  em lugar de apoio quando uma autoridade brasileira se coloca, corretamente, em posição contrária.

Em recente entrevista o presidente da República Federativa do Brasil ao ser questionado se utilizaria o “princípio de reciprocidade” caso seu colega americano colocasse  pacote de tarifas sobre as importações brasileira disse: “É lógico. O mínimo de decência que merece um governo é utilizar a lei da reciprocidade”. No mesmo dia ouvi de uma economista que respostas com este teor deveriam ser evitadas. Qualquer pessoa livre e dotada do mínimo de bom senso tem todo direito de discordar da crítica da analista uma vez que a aplicação de tal princípio é legítima na relações internacionais.

Helimara Moreira Lamounier Heringer e Juventino de Castro Aguado, em artigo sobre o assunto afirmam: “Nas relações internacionais, a reciprocidade impõe condições à força vinculativa, à interpretação e ao funcionamento dos tratados… Em geral, as regras de interpretação dos tratados evoluíram do costume para um ‘tratado formal sobre tratados’. A Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, de 22 de maio de 1969, codificou o Direito Internacional consuetudinário referente aos tratados…”

No mesmo artigo, com muito acerto sob meu ponto de vista, destacam: ”Portanto, a priori, no âmbito do Direito Internacional, a reciprocidade se vincula aos tratados internacionais e à sujeição de uma nação a estes. Entretanto, nas relações internacionais, esse princípio pode ser evocado a despeito dos tratados, sempre que uma nação se vê em desvantagem e necessita proporcionar e assegurar-se de um tratamento idêntico.” Esta correta abordagem ampara o direito de um país lançar mão do “princípio de reciprocidade” em defesa dos seus interesses. Negar esse direito é assumir que tudo que vier do EUA não pode ser contestado.

Crônica de Ademar Rafael

MEDOS IRRACIONAIS

Recentemente ao ler o livro “Os sete medos da alma”, de autoria de Bertani Marinho, que aborda os medos da velhice, da doença, da  solidão, da pobreza, do escuro, de castigo por erros praticados, da morte julguei interessante no nosso diálogo de hoje destacar os três primeiros sobre os quais a sociedade tem mais ingerência do que quem os enfrenta.

Medo da velhice. Os principais motivos para crescimento deste medo nos dias atuais, sob meu ponto de vista, são: a) O idoso ser percebido como  entreve social  por representarem custos elevados nos sistemas de saúde e previdenciário. Na saúde em função das demandas crescentes e na previdência motivado pelo aumento da expectativa de vida; b) A opção das famílias pela internação dos pais e avós em ambientes impróprios com a  alegação que falta tempo e habilidade para cuidar deles; e c) O costume de ocidente em ignorar suas experiências, de não os ouvir adequadamente.

Medo da doença. Aqui avaliamos que os dois principais motivos são: a) Custo elevado dos Planos de Saúde, negação de tratamentos preventivos e exames tempestivos pelos sistemas de saúde públicos e privados; e b) Verdadeira extorsão quanto aos preços dos medicamentos, a indústria  farmacêutica tem mais força que os órgãos fiscalizadores, assim como requisição de exames por parte dos médicos.

Medo da solidão. Os motivos citados na alíneas “b” e “c” do tópico sobre Medo da Velhice, são os principais indutores do medo da solidão. Inexiste, no formato adequado, ambientes familiares ou espaços comunitários que possam mitigar a sensação de abandono que o idoso sente ao não serem ouvidos, ao serem descartados dos eventos sociais pelos descendentes, amigos mais jovens e autoridades constituídas.

As percepções acimas enumeradas são baseadas em depoimentos que escutamos, observações diretas e leituras sobre o tema. Sei que muitos discordam de algumas delas, que outros possuem lista maior. Cada uma e cada um carrega sentimentos sobre tais medos. Cuidemos dos idosos.