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Posts published by “Junior Finfa”

José de Sá Maranhão Júnior (Júnior Finfa), nasceu em Afogados da Ingazeira-PE, trabalhou no Blog do Magno, sendo o fotógrafo oficial, cobrindo as eleições de 2008 e 2010. No Blog do Sertão, atuou como repórter e fotógrafo, realizando um trabalho de inovação, sendo bastante elogiado nos meios de comunicações.

TOTONHO VAI CONCLUIR O GOVERNO ENTREGANDO OBRAS

Antes de passar o governo para o sucessor Jose Patriota, o Prefeito Totonho Valadares vai inaugurar um elenco de obras em Afogados da Ingazeira. Depois do Natal, serão entregues por Totonho a população o Centro de Produção de Móveis, Curral do Gado, Calçamentos dos Povoados da Varzinha e Queimada Grande, Abatedouro Público, Quadra Coberta do bairro da Ponte e o calçamento da Rua Jose Barbosa no Bairro S. Francisco. Todas as obras já estão concluídas, com exceção do Abatedouro em fase de conclusão. (Anchieta Santos)

O OLHAR CIDADÃO DOS NOVOS BANDEIRANTES

Por 48 anos, Terezinha Siqueira, 65, teve vergonha de sorrir porque não restava um dente sequer em sua boca. Trabalhadora rural em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, a agricultora abriu um sorrisão, na última quinta-feira, na hora de tirar a fotografia, pois sabia que os tempos de timidez ficariam no passado. Moradores de comunidades da zona rural do município, Dona Maria Irene Pereira, 54, e Seu Luiz Gonzaga Rufino, 70, percorreram algumas léguas em busca de atendimento de saúde. Eles não se conhecem, mas dividem realidades semelhantes. Os dois trabalham na roça desde muito cedo e enfrentam como podem a luta contra a estiagem que atinge o município. O trio recebeu os cuidados e o olhar humanizado da equipe do projeto Bandeira Científica, que levantou acampamento no último sábado (8) e realizou, até agora, uma média de 3.600 atendimentos. As atividades continuam até a próxima terça-feira.

A primeira edição do Bandeira Científica foi na década de 50, mas a iniciativa foi interrompida durante o período da ditadura militar e retomada há 13 anos. A proposta do projeto de extensão da Universidade de São Paulo (USP) é promover a interação dos estudantes com as diferentes realidades do País. A pesquisa científica e os atendimentos à população caminham lado a lado. O objetivo é promover a saúde, as potencialidades econômicas da região, a comunicação e a agroecologia. Na edição deste ano, alunos das áreas de medicina, nutrição, fisioterapia e fonoaudiologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), nutrição do Centro Acadêmico de Vitória e psicologia da Universidade de Pernambuco (UPE), do campus de Garanhuns, se uniram à expedição. Ao todo, 200 pessoas estão participando do projeto, entre estudantes e professores.

No município, a população vem acolhendo de braços abertos os ‘bandeirantes’. A prova do êxito do atendimento multidisciplinar (o paciente é atendido em diversas áreas durante a mesma consulta) é evidenciada nas palavras sinceras e no carinho dos pacientes. Convites para almoçar ou comer uma fruta não são raros. “A experiência é muito gratificante e as pessoas nos recebem com muita satisfação”, afirma a estudante do 4º período de psicologia da UPE, Andreia Karla Moraes, 19. “É mais do que uma experiência profissional, é uma lição para vida”, acrescenta Jéssica de Moraes, 20, também de psicologia da UPE.

Para o estudante Mário Mélo, 20, do 6º período de medicina da UFPE, o grande desafio é aprender a lidar com realidades tão diferentes. “Um dos pacientes chegou para mim dizendo que sentia uma chunchada e eu não sabia o que era, mas fomos conversando e ele me explicou melhor e eu descobri que a palavra significava uma dor muito forte. No projeto, temos muita liberdade para criar a própria linha de raciocínio em busca do diagnóstico correto, sem falar na troca de experiência com os discutidores (profissionais formados que orientam os estudantes)”, conta Mário, que nasceu em Lajedo, no Agreste, e tem planos de atuar na região depois de formado.

Segundo o coordenador-geral do projeto, Luiz Fernando Ferraz da Silva, a estimativa inicial era realizar três mil atendimentos, mas o número foi atingido nos quatro primeiros dias. “A gente encontrou uma demanda reprimida muito grande. Os agentes de saúde fizeram um trabalho de triagem muito bom e estamos com casos bem relevantes”, afirma. Os plantões nos postos de atendimento começam às 8h e, na maioria das vezes, ultrapassam às 19h. “O esforço é grande, mas também é fonte de motivação.”

Para ir além das questões pontuais, alternativas vêm sendo implantadas e ações, firmadas. O legado que o projeto se propõe a deixar para a cidade extrapola os 10 dias da expedição. O grupo da ondotologia, por exemplo, está realizando visitas educativas para mostrar os cuidados corretos com a saúde bucal. “Identificamos um nível de cárie muito alto e isso assusta, pois causa dor, déficit cognitivo e perda precoce de dentes na fase adulta. As crianças, principalmente, tem uma realidade muito prejudicada por causa da falta de flúor na água. A prevenção é mais barata do que o trabalho realizado posteriormente”, afirma o professor da Faculdade de Odontologia da USP, Antônio Carlos Frias.

Próximas

O prefeito eleito do município, José Coimbra Patriota, mostrou-se entusiasmado com algumas propostas apresentadas pelos grupos. Entre elas: a fluoretação da água e o projeto de saneamento rural sustentável, através do uso de biodigestores. “Esse projeto é muito interessante, porque reduz o desmatamento, é econômico e ainda resolve um grande problema de saúde”, explica Patriota, que deve assumir o executivo municipal no dia 1º de janeiro. (Marcela Balbino – JC – Fotos Cláudio Gomes)

CAMPOS E AÉCIO AMEAÇAM PT

Nos quatro cenários apresentados pela sondagem do Datafolha, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) apareceu ocisliando entre 9% a 14% das intenções de votos pela presidência do País. Lançado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo presidente nacional do PSDB e deputado federal Sergio Guerra, no inicio deste mês, Aécio deixou claro que irá tratar da sua candidatura apenas no terceiro semestre de 2013. Mesmo com seu nome sendo oficializado pelos grandes caciques da legenda, o discurso dos tucanos é: “ainda é muito cedo”. Para o líder da bancada do PSDB na Câmara Federal, Bruno Araújo, “é muito incipiente fazer qualquer avaliação desta situação a dois anos da eleição”.

“Essa pesquisa mostra que tanto o nome do senador Aécio Neves, quanto do governador Eduardo Campos (PSB) é um cenário que começa a ser cogitado. Eles terem sido citados é um fator positivo. O recall da presidente Dilma Rousseff (53% a 57%) e do ex-presidente Lula (56%) é absolutamente normal, tendo em vista os cargos ocupados por eles” comentou Araújo. O parlamentar também apontou que na pesquisa, mesmo o nome da ex-verde Marina Silva  – que concorreu à disputa presidencial em 2010 e obteve expressivos de 20 milhões de votos –  sendo citado, o seu eleitorado migra­ria entre as candidatura de Aécio Neves e Eduardo Campos. “Marina teve um bom desempenho na última eleição, mas não acredito que consiga ter um partido estruturado a tempo da disputa em 2014. O seu eleitorado não tem o perfil que votaria no PT”, disse.

Trazendo o cenário para um contexto municipal, no Recife a grande surpresa para os tucanos foi os 29% alcançados pelo deputado estadual Daniel Coelho (PSDB), que quase levou a disputa para o segundo turno. Coelho também afirma que é muito cedo para falar sobre 2014, mas considera o resultado de Aécio muito alto para quem nunca disputou a presidência. “Nesta mesma época, há dois anos atrás, eu não tinha nenhum percentual e depois entrei na disputa com 8%. Então ele ter 14% hoje é um indicativo de crescimento forte”, afirmou.

MINISTRO DA INTEGRAÇÃO PROMETE CHEGAR A 20 MIL CISTERNAS ENTREGUES ATÉ O FIM DE DEZEMBRO

Depois de chegar à marca de duas mil cisternas entregues no semiárido Pernambucano, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, prometeu que vai completar a promessa de 20 mil unidades antes do fim de 2012 pelo programa do Governo Federal “Água para Todos”. Neste fim de semana, Bezerra esteve na zona rural de Petrolina, onde visitou famílias que receberam cisternas.

O ministro disse também que o Programa deverá atingir a marca de 26.870 cisternas de polietileno instaladas em 29 municípios do Estado até março do próximo ano. Espera-se que esta ação atinja cerca de 130 mil pernambucanos.

CELSO DE MELLO PODE DAR VOTO DE DESEMPATE SOBRE PERDA DE CARGOS

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello pode dar nesta segunda-feira (17) o voto de desempate sobre se o Supremo tem competência para determinar a perda do mandato de três deputados federais condenados no processo do mensalão ou se terá que notificar a Câmara, para que esta abra um procedimento com direito à votação no plenário para decidir se cassa os mandatos.

Celso de Mello teve alta na sexta (14) depois de dois dias internado em Brasília com infecção das vias áereas e vai à sessão nesta segunda se estiver bem, segundo seu gabinete. Até a noite deste domingo (16), não havia confirmação sobre se o ministro iria ao julgamento.

O Supremo espera por Celso de Mello na expectativa de concluir o julgamento do processo do mensalão, que já dura mais de quatro meses, ainda neste ano.

Além da sessão desta segunda, o Supremo só tem mais uma sessão neste ano, a de quarta (19). A intenção seria destinar a sessão para conclusão de eventuais questões pendentes do mensalão e balanço do ano. Na quinta (20), começa o recesso do Judiciário, e as atividades, então, só serão retomadas em fevereiro de 2013.

Alguns ministros da corte, entre eles o próprio presidente do tribunal, Joaquim Barbosa, acreditam que será possível concluir o julgamento neste ano caso Celso de Mello compareça.

GILBERTO CARVALHO CONVOCA PT A IR ÀS RUAS POR LULA EM 2013

Em vídeo divulgado ontem no site do PT, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) convocou a militância petista a ir às ruas após as festas de fim de ano para defender o partido e o ex-presidente Lula.

Na semana passada, foi divulgado o teor de depoimento que o empresário Marcos Valério, operador do mensalão, deu à Procuradoria-Geral da República e no qual afirmou que dinheiro do esquema teria sido usado para pagar despesas pessoais do ex-presidente.

Desde então, políticos do PT e ministros da presidente Dilma Rousseff se mobilizaram em defesa de Lula.

Carvalho afirmou que os “ataques sem limites” ao ex-presidente têm como objetivo destruir o PT e o governo. “Vamos nos preparar para, assim que passarem as festas, a gente ir para as ruas.”

O ministro disse ter certeza de que “o povo vai se mobilizar em defesa do nosso Lula, no nosso projeto”. Para Carvalho, o ano pré-eleitoral de 2013 será “brabo”. “O bicho vai pegar”, afirmou.

MARCONE SANTANA ENCERRA GESTÃO EM FLORES COM 68% DE APROVAÇÃO

O prefeito de Flores, Marconi Santana (PTB), encerra o segundo mandato à frente do poder municipal com 68,3% de aprovação e 26% desaprovação, revela pesquisa do Instituto Opinião contratada com exclusividade por o Blog do Magno.

Dos entrevistados, apenas 5,7% disseram que não sabiam avaliar ou não quiseram responder. No eleitorado urbano, Santana chegar a ter 82,3% de aprovação, percentual que na zona rural cai para 58,1%.

Por sexo, o prefeito é mais bem avaliado entre os homens – 70% contra 66,7% das mulheres. As maiores taxas de aprovação, por faixa etária, se concentram entre os eleitores entre 25 anos e 35 anos – 68.4%.

Entre os eleitores jovens, de 16 a 24 anos, o trabalhista tem 57,7%, percentual que sobe para 77% entre os eleitores na faixa de 35 a 44 anos.

Já para 70,5% dos eleitores acima de 60 anos, a gestão é bem aprovada, enquanto 70,2% se manifestam positivamente entre os eleitores na faixa etária de 45 a 59 anos.

O maior percentual de rejeição está entre os eleitores jovens – 35,9% e entre os que residem na zona rural – 34,5%. Para 48,9% dos entrevistados, a satisfação com a cidade está aumentando e 40% disseram que continua igual, enquanto apenas 9,7% afirmaram que está diminuindo.

SERRA TALHADA: DEPUTADO COMENTA POSSÍVEL QUEBRA DE ALIANÇA COM PR

O deputado estadual Augusto César (PTB) abriu o verbo neste sábado (15) para defender o acordo firmado entre ele e o deputado Sebastião Oliveira (PR) durante as eleições municipais deste ano. O petebista demonstrou estar ciente de um iminente racha entre PTB e PR frente aos planos do radialista Marcos Oliveira (PR), homem de confiança do deputado Inocêncio Oliveira. Em conversa com o FAROL DE NOTÍCIAS, “Marquinhos” revelou ter visto “brechas” na parceria entre Augusto e os republicanos (leia aqui) e que pode aproveitar essa suposta fragilidade para aventurar-se ao cargo na Alepe (Assembleia Legislativa de Pernambuco), contando com o apoio de “Sebá” e Inocêncio. O ex-prefeito de Serra pelo PTB, que está na cidade neste final de semana para articular sua bancada, preocupou-se em comprometer a palavra de Sebastião.

“Eu vejo isso normal (a candidatura de Marcos Oliveira). Mas é preciso ver se essa candidatura é pra ter representatividade de Serra Talhada no grupo político ou se opor a quem quer que seja. Aí é diferente… Ele (Marcos) é do PR, é legítimo que pleiteie. Isso não está me preocupando neste momento, porque eu ouvi de Sebastião e Serra já ouviu que ele tem o compromisso com Augusto César, ele (Sebastião) tem que ver quais as lideranças que lhe ajudaram. Compromisso pra Augusto César sempre é cumprido! O meu compromisso com ele (Sebá) eu cumpri e não recebi nada em troca para apoiá-lo. Acredito que ele (Sebastião) vai cumprir (o acordo) pela seriedade”, avaliou o deputado, durante entrevista a uma emissora de rádio local.

MARCOS OLIVEIRA,  DIZ QUE VÊ BRECHA EM ACORDO COM PTB

Em conversa com o FAROL, Marcos Oliveira chegou até a admitir que o deputado Sebastião Oliveira possa manter a palavra com Augusto, mas, na visão de “Marquinhos”, não seria uma tarefa fácil para a militância republicana aceitar isso por muito tempo. “Sebastião tem dito espontaneamente a todo canto e recanto de Pernambuco que não é mais candidato a estadual e apoia Augusto César. A palavra volta pra ele. Como sei que ele é uma pessoas séria em seus compromissos eu acredito que ele irá me apoiar. Foi um assunto que ele (Sebá) tomou pra si”, analisou o petebista, demonstrando não estar preocupado com a ameaça, pelo menos por enquanto.

“ELES RESPEITAM MINHA POSIÇÃO E EU A DELES”

Apesar de fugir do debate eleitoral de 2014 e pregar o apoio ao Governo da presidente Dilma Rousseff (PT), o governador Eduardo Campos (PSB) não pretende pedir aos seus correligionários e aliados que evitem a defesa pública de sua candidatura presidencial. Nesta entrevista à Folha de Pernambuco, o socialista ressalta que respeita a posição dos simpatizantes ao seu provável projeto nacional. “Eles respeitam minha posição e eu respeito a deles”, resumiu Campos. O gestor ainda garantiu que as muitas disputas eleitorais pelo País travadas entre socialistas e petistas não foram suficientes para deixar mágoas ou constrangimentos, pelo menos da parte do PSB. “O que queremos é que os partidos se entendam. Todos precisam ter ação solidária. Governamos juntos Brasília, governamos juntos no Estado”, destacou.

Como o senhor viu as últimas denúncias envolvendo o ex-presidente Lula (PT) no caso do mensalão?

Eu já falei sobre esse tema várias vezes. Não tem muito o que acrescentar. Estamos chegando ao final do ano, o presidente Lula teve um ano muito duro, muito difícil. Se coloque numa posição de alguém que enfrentou um câncer, um tratamento duro, quase que insuportável e agora ser vítima de acusações sem provas. Um condenado pela Justiça, tendo tido todos os fóruns para entregar documento, evidências ou provas do que ele acusa e acusa o presidente Lula sem nenhum prova. Entre a palavra de um condenado a 40 anos na Justiça e um homem que fez pelo povo brasileiro, sobretudo para os mais pobres, o que Lula fez, indica o bom senso que a gente possa ficar com o bom senso. E que a gente possa desejar um Natal de paz e um bom ano de 2013. Esse País já mostrou que tem Polícia Federal ativa, competente e capaz, Ministério Público que não engaveta mais, como se fez em outros momentos da República, e tem Judiciário que exerce sua função, que possa fazê-lo com toda tranquilidade. Eu sei que o presidente Lula é um homem público que merece respeito da nação brasileira.

O senhor faz críticas à política econômica do Brasil, que vem de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e que Dilma está dando continuidade. Seu discurso é crítico. Houve erros ao longo desses últimos anos e isso está culminando nas mãos de Dilma?
O que é que eu tenho dito? Nós estamos vivendo e temos que ter consciência do que estamos vivendo porque se a gente não tem um bom diagnóstico não vai ter bom tratamento, isso vale para Saúde, Economia, para tudo na vida. Nós estamos vivendo a maior crise do capitalismo global, que está derretendo dois blocos importantes da economia mundial. Da União Europeia, caíram 11 governos. Países que tinham um esquema de seguridade social completamente distinto do nosso estão regredindo. Você pega um país como a Espanha com 27% de desemprego, e o Brasil com 5,5%, essa é a realidade. Vai para os Estados Unidos da América, sai de uma eleição sob ameaça de um abismo fiscal obrigando um debate entre republicanos e democratas. Na Europa, partidos das mais diversas tendências ideológicas fazendo governo de salvação nacional. Na China depois de 20 anos crescendo a dez, a China muda o governo, refaz linhas estratégicas do seu desenvolvimento para crescer mercado interno e reduz em 20% o ritmo de crescimento econômico. Isso é pouco relevante? Não. Entender esse ambiente é que vai dar possibilidade de a gente ter êxito ou não, e não ficar resumindo esse debate em “2014 fulaninho vai ser candidato”.

Mas, em relação à economia do Brasil, qual o grande problema que está nas mãos da presidente Dilma?
O que você tem? Um ambiente externo dessa magnitude. A presidenta tem feito as mesmas políticas que todos esses governos fizeram em momentos de crise, que é fazer a desoneração. E mais. Ela começou a mexer em coisas que outros não mexeram. Em juros, em trazer uma redução na energia elétrica, que tem importância para o custo do Brasil, mudar marcos regulatórios de uma série de setores. O que é que isso em um determinado momento passou? É o fato e uma versão. A versão é de que está havendo mudança demais e gerou certa insegurança aos investidores. É o que está dito nos jornais e poderia ter alteração nos fundamentos macroeconômicos. Tenho dito que não vai haver cavalo de pau. A presidente tem responsabilidade, tem compromisso com uma condução responsável da economia brasileira. Em 2011, (as medidas adotadas para enfrentar a crise) se pode dizer que pode ter surtido algum efeito positivo, quando no momento crítico como este que nós vivemos, houve uma ideia de que inflação estava se instalando de volta e houve medidas de contração do crescimento que pode ter feito o crescimento cair mais do que deveria no segundo semestre de 2011 e primeiro semestre desse ano. Mas nada que explique o resultado que estamos tendo no PIB deste ano. O que explica esse resultado é o quadro internacional de larga proporção. Como a gente vai sair dele? Ajudando Dilma.

Mas e o desgaste da imagem da presidente?
A imagem dela está bem avaliada. Agora dizer que não é importante para o País e para a imagem dela ganhar 2013, é outra coisa. Esperamos que ela tenha um bom 2013 e nossas posturas como aliado, membros da base, como companheiros e como quem torce pelo País, é ajudar a ganhar 2013. Se ela ganha 2013, ganha 2014.

O senhor concorda com a reportagem da “The Econo­mist” que criticou a política econômica do País e sugeriu, inclusive, a troca do ministro da Fazenda, Guido Mantega?
Quem faz a troca de ministro é a presidente, não é nenhum articulista de nenhum veículo. Ele pode dizer o que acha, mas não é ele que faz. Agora, a visão que está no “The Economist” sobre as mudanças é a visão que está na grande mídia brasileira, na necessidade de deixar claro que a mudança no conjunto macro não é mudança nos fundamentos da economia. Ou seja, quando as ferramentas antigas foram sacadas, mas elas não foram suficientes e sacou-se novas ferramentas e se fez isso uma vez muito próxima uma da outra. Por isso, talvez não tenha havido tempo para fazer o diálogo necessário, a conversa com todos esses setores, passou-se a impressão de que as coisas podem ser feitas de maneira a vir afetar os fundamentos macroeconômicos que estão presidindo a economia brasileira desde o Governo Fernando Henrique.

Sobre a redução dos repasses da União para os estados (FPE) e municípios (FPM), o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) realçou que esse seria um dos piores momentos, que o PT está fazendo com que os prefeitos e governadores peçam esmola. O senhor concorda com isso?

Nós temos que fazer um debate sobre a federação brasileira. Isso eu falei no congresso do partido e falei porque estamos estudando esse tema. O que é que acontece? O Brasil construiu uma federação aos trancos e barrancos, com todas as dificuldades. Nós temos países com muito mais anos que a gente e conseguiu por de pé uma federação com unidade na língua, com pensamentos, sem divisionismos, como o Brasil construiu. Então, temos uma federação construída, mas ela é imperfeita. Toda vez que tem democracia, se democratizou os meios e o poder para a base, para municípios e estados. Toda vez que faltou democracia se concentrou poder e se tirou competência. O Constituinte, em 88, pensou em fortalecer municípios e estados e anunciou isto na repartição dos tributos, na competência aos municípios. Nós somos um dos dois países do mundo que reconhece município como ente da federação. Mas a Constituição de 88 coincidiu com crise econômica sem precedentes. Essa crise exigiu uma série de mudanças, que foram desfazendo a intenção do constituinte, concentrando na União recurso e competências. De maneira que a União passou a ter capacidade de legislação concomitante com municípios e estados e a Lei Federal é maior que a estadual e municipal. Quais eram os argumentos usados pela elite brasileira? Que era crise, tem que ajustar os bancos, tem que tirar os investimentos, que a governança é precária nos estados, que os municípios só têm gestor que não sabe de nada e com isso vamos garrotear aqui e gerar equilíbrio brasileiro.

E sobre o atual cenário?
Hoje a realidade é outra. Quem mais investe no Brasil são estados e depois municípios. Hoje tem muitos casos de êxito de gestão municipal e estadual. Porque a política, a democracia, os órgãos de controle, a Imprensa livre, tudo isso vai ajudando a melhorar a vida e a governança. Se é preciso investimento para sair da crise, se teve um papel importante para Brasil crescer, todo mundo sabe que o investimento vai ter papel estratégico na saída desse momento da crise. Se não desconcentrar a renda para estados e municípios você não vai ter esse efeito. A mesma lógica que melhorou consumo. Como? Com crédito para o consumidores, com emprego, com mais rede de proteção social, isso bombou o consumo, sobretudo em áreas como a nossa, que ainda há exclusão. Se a gente quer bombar o investimento, de um lado tem que fazer com que o investimento privado tenha mais fonte de investimento no mercado, dá tranquilidade aos poupadores externos que não têm onde botar dinheiro, dizer que pode vir para o Brasil e que aqui é seguro. E de outro lado, para o investimento público acontecer tem que descentralizar, porque a União não investe diretamente, ela precisa do braço dos municípios e dos estados para investir. Como é que você vai conseguir alavancar investimentos públicos com a queda da receita que está tendo em municípios e estados? Não vai. É um debate necessário que a gente vai ter que fazer com o Governo Federal e não deve ser feito com recorte de governo e oposição, porque tem gente governando estados e municípios de tudo que é partido. Nós encaminhamos ao Governo Federal a perda de todo os estados. Pernambuco perdeu R$ 633 milhões e ficou em quarto lugar.

O que poderia ser feito com esse recurso?

Esses recursos seriam usados na Lei Orçamentária. Mesmo com um ambiente como este, vamos ter um ano de maior investimento em Pernambuco, com R$ 3 bilhões, quatro vezes mais do que a média histórica. Temos a menor taxa de desemprego, que foi reduzida a 50%, estamos chegando a perto dos 540 mil empregos gerados. Tudo que a União precisa é que os estados tenham condições de fazer isso. Foi fácil? Não foi fácil. Mas nós perdemos o equivalente a mais de uma folha. Consolidamos coisas importantes, está ai o segundo estaleiro, pronto para no primeiro semestre cortar chapa, iniciou-se a fábrica da Fiat, consolidamos os investimentos que estavam contratados, nenhum foi cancelado, mas a gente precisa que em 2013 o Brasil cresça para gente seguir esse rumo.