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Bolsonaro passa mal e governo do RN disponibiliza helicóptero

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), disponibilizou um helicóptero para a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — que passou mal em uma agenda no interior do estado nesta sexta-feira (11) — a um hospital na capital, Natal.

Bolsonaro estava na cidade de Santa Cruz (RN) quando precisou ser atendido com urgência depois de sentir dores abdominais.

Em nota, o governo do Estado também informou que orientou os gestores da Secretaria de Saúde que adotem “todas as providências necessárias ao eventual atendimento”.

No X (antigo Twitter), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) informou que seu pai estava sentindo dores desde o início da manhã.

“Mesmo assim, iniciou suas atividades e, no percurso, não aguentando mais as dores, foi levado ao hospital de Santa Cruz (RN), onde foi avaliado com reflexos de aderências (consequências permanentes da facada que sofreu) e, então, foi sedado para exames”, disse o parlamentar.

O PL (Partido Liberal), partido em que Bolsonaro faz parte, também se manifestou desejando boa recuperação ao ex-presidente.

“O Partido Liberal está profundamente consternado com o ocorrido e mantém suas orações pela plena recuperação do presidente Bolsonaro, confiando em Deus para que ele supere mais esse momento difícil”, diz a nota.

Bolsonaro e Hugo Motta se encontram em Brasília para discutir anistia

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), esteve reunido, na tarde desta quarta-feira (9), com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para debater sobre o projeto de lei que dá anistia aos presos pelos atos criminosos ocorridos no dia 8 de janeiro.

A reunião entre os dois ocorreu em Brasília e foi confirmada pela assessoria de Motta. O encontro serviu como uma tentativa do ex-presidente de sensibilizar Hugo a pautar o projeto, caso o Partido Liberal consiga as 257 assinaturas para levar o texto da anistia diretamente para o plenário da Casa. Segundo o PL, o projeto já tem o apoio de 246 deputados.

De acordo com auxiliares de ambos, o presidente da Câmara ainda não está convencido a pautar o projeto no plenário e teria sinalizado ao ex-presidente a possibilidade de levar a discussão para uma comissão especial.

Além disso, Hugo Motta tem sugerido discutir o texto com outros Poderes. Segundo relatos, ele teria pontuado a necessidade de conversar com o Senado e com o Executivo.

Aliados afirmam que o presidente da Câmara busca uma costura sobre o tema, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF), para chegar a um texto que possa avançar, inclusive, com apoio do governo na Casa.

Antes da reunião, na terça-feira (8), a CNN antecipou que o encontro entre os dois ocorreria. Bolsonaro já havia telefonado para Motta a fim de entender, segundo aliados, o que estaria travando o andamento da proposta na Câmara.

Durante uma entrevista a um podcast, na noite de terça, o ex-presidente falou sobre o encontro e se mostrou confiante em levar o projeto da anistia para o plenário.

“Desde a campanha [para a presidência da Câmara], ele [Hugo] fala: ‘A maioria dos líderes querendo priorizar uma pauta, nós vamos atender à maioria’. Ele não participa da votação, tanto é que o voto foi pela abstenção. Não precisa lembrá-lo disso aí, ele sabe bem o que está acontecendo. Se a gente conseguir assinatura, ele vai botar em votação, tenho certeza disso”, disse Bolsonaro.

Economia não será mais “fator determinante” de eleição, diz Haddad

Na avaliação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a atual conjuntura mundial indica que “a economia não vai ser mais o fator determinante” nas eleições.

“Estamos em uma situação crítica. A economia não vai ser mais o fator determinante de um resultado eleitoral”, disse Haddad em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, publicada na noite de terça-feira (8).

A declaração foi dada em resposta a uma pergunta sobre a queda de popularidade do governo Lula, apesar de o Brasil ter registrado crescimento econômico em 2024.

Haddad afirmou que o mundo hoje vive uma ascensão da extrema-direita, e citou como exemplo os resultados das eleições na França e dos Estados Unidos.

“Os governos do [presidente da França, Emmanuel] Macron e do [ex-presidente e candidato derrotado por Trump nos EUA, Joe] Biden apresentavam bons indicadores econômicos, e não foram bem nas urnas”, afirmou.

Para o ministro, a baixa popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT),  “não é uma questão crônica”.

“A queda não é crônica. É recente. Eu penso que o solavanco que ocorreu com o dólar em dezembro, nos debates com o mercado financeiro, causou uma certa apreensão”.

Em dezembro do ano passado, a moeda americana fechou o ano em R$ 6,18, apresentando uma alta de 27,36% ao longo de 2024, maior oscilação desde 2020.

Anistia: entenda o que diz o projeto que perdoa envolvidos nos atos de 8/1

Mais uma manifestação promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocorreu no domingo (6) na Avenida Paulista, em São Paulo. A pauta bolsonarista se concentra em pressionar a favor do projeto de lei da anistia para os envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Travado na Câmara dos Deputados desde o ano passado, o projeto que beneficia quem participou dos ataques na Praça dos Três Poderes, em Brasília, tem sido alvo de intensas investidas envolvendo a articulação de parlamentares da oposição.

Sem uma resposta definitiva do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre pautar o texto em plenário, a bancada do Partido Liberal (PL) tem ameaçado obstruir a pauta da Casa.

Hugo, porém, disse que não cederá a pressões e que discutirá o texto com os líderes partidários até o final deste mês. Hoje, a tendência é enviar o projeto a uma comissão pessoal, antes de pautá-la no plenário da Casa Legislativa.

Banco do Nordeste financia primeira unidade brasileira da Unipar Carbocloro fora de SP

Com financiamento do Banco do Nordeste (BNB), a Unipar Carbocloro inaugurou, nesta quinta-feira, 3, uma nova unidade fabril, no Polo Industrial de Camaçari, na Bahia. Essa é a primeira planta brasileira da empresa fora do estado de São Paulo e representa um marco para o fortalecimento da indústria química no Nordeste. O empreendimento amplia a produção de insumos essenciais para diversos setores e impulsiona o desenvolvimento econômico regional.

A nova unidade fortalece a presença da Unipar na região, garantindo o fornecimento de matérias-primas para segmentos como saneamento básico, papel e celulose, alimentos e bebidas, tratamento de água e indústria química em geral.

Participaram da cerimônia o diretor Financeiro e de Crédito do BNB, Wanger Alencar, e o superintendente do Banco do Nordeste na Bahia, Pedro Lima Neto. Também estiveram presentes o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Ângelo de Almeida, o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, o secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré Martins, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Carlos Henrique Passos.

Líder na produção de cloro e soda cáustica e segunda maior produtora de PVC da América Latina, a Unipar Carbocloro projeta para a nova unidade uma capacidade produtiva de 20 mil toneladas de cloro, 22 mil toneladas de soda cáustica, 23 mil toneladas de ácido clorídrico e 160 toneladas de hipoclorito de sódio por ano. Além disso, serão instalados equipamentos para a produção de matérias-primas voltadas ao agronegócio.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, participou do evento por vídeo e destacou a importância do apoio do Banco do Nordeste para viabilizar o projeto. “Na nossa indústria, graças ao Regime Especial da Indústria Química (REI) lançado pelo presidente Lula, esse grande setor da nossa economia já anunciou mais de R$ 750 milhões em investimentos. E agora temos mais um avanço com a inauguração da primeira planta da Unipar no Nordeste, que contou com o apoio fundamental do Banco do Nordeste, presidido por Paulo Câmara, grande parceiro da política industrial brasileira. A nova unidade em Camaçari atenderá todo o Nordeste, que teve um crescimento de 2,5% da indústria de transformação no ano passado, gerando emprego e renda para a nossa população”, ressaltou o vice-presidente.

O diretor financeiro e de crédito do Banco do Nordeste, Wanger Rocha, destacou a escolha do Polo Industrial de Camaçari para implantação da nova unidade e a importância estratégica para fortalecimento das indústrias baiana e nordestina. “A inauguração dessa planta da Unipar hoje é a união de estratégias e políticas de governo relevantes. Envolve um empresário que acredita na atividade dele e que traz para o Nordeste uma planta desse porte. E envolve o Banco do Nordeste, que é o fomentador da atividade econômica da região. É um privilégio do BNB participar desse projeto, ao atender plenamente os anseios desse grupo empresarial e financiar um volume de recursos significativo nesse empreendimento. Acreditamos que será um grande sucesso para Camaçari, para a Bahia e para o Brasil”, afirma.

Com foco em inovação e sustentabilidade, a nova planta incorpora tecnologias que permitem a recuperação de energia para produção limpa de vapor e a redução na geração de dióxido de carbono. O projeto também gera impacto direto na economia regional, com a criação de empregos qualificados, fortalecimento da cadeia produtiva local e ampliação da competitividade do Polo Industrial.

Segundo Rodrigo Cannaval, CEO da Unipar Carbocloro, o financiamento do Banco do Nordeste foi essencial para consolidar esse avanço da empresa e reforçar sua estratégia de proximidade com os clientes do Norte e Nordeste. “Esse projeto da Unipar é composto por diversos fatores: tem um pilar social, porque a gente vai colaborar com a comunidade; tem o pilar ambiental, porque a gente está utilizando energia renovável; e tem o pilar de sustentabilidade financeira. A Unipar é uma empresa de capital aberto e a gente precisa de parceiros de fomento, como foi o caso do BNB, que impulsiona esse tipo de projeto. Então foi a parceria perfeita. Agradecemos todo o suporte, a comunicação e a disponibilidade dos colaboradores do BNB”, afirmou Rodrigo Cannaval.

“Tomaremos todas as medidas cabíveis”, diz Lula após “tarifaço” de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), respondeu, nesta quinta-feira (3), às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira (2). O chefe do Executivo afirmou que o governo brasileiro tomará “todas as medidas cabíveis” para defender empresas e trabalhadores.

“Diante da decisão dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa aos produtos brasileiros, tomaremos todas as medidas cabíveis para defender as nossas empresas e nossos trabalhadores brasileiros. Tendo como referência a lei da reciprocidade econômica aprovada ontem pelo Congresso Nacional e as diretrizes da Organização Mundial do Comércio”, disse Lula durante um evento realizado nesta manhã para apresentar um balanço das ações do governo desde o início do terceiro mandato do petista.

O governo dos Estados Unidos anunciou ontem (2) a implementação de novas tarifas sobre produtos importados para diversos países, incluindo o Brasil, que terá taxação de 10% sobre seus produtos. Contudo, a tarifa média ainda será a ser maior do que a vigente, com risco de impactar nos preços brasileiros.

A lei da reciprocidade, citada por Lula e aprovada pelo Senado na terça-feira (1º) e pela Câmara dos Deputados, na quarta-feira (2), busca contornar possíveis sobretaxas de outros países, em especial para produtos do setor do agronegócio.

Moraes consulta PGR sobre notícia-crime que pede prisão de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma notícia-crime a respeito de Jair Bolsonaro (PL) e a possibilidade de prisão preventiva do ex-presidente.

O procedimento é de praxe quando o Supremo é acionado com uma notícia-crime. Esse rito está previsto no regimento interno da Corte.

A notícia-crime em questão foi protocolada pela vereadora Liana Cristina (PT) após Bolsonaro convocar apoiadores para um ato no Rio de Janeiro, em março, em apoio à anistia de condenados ou investigados por participação no 8 de janeiro de 2023.

Segundo a vereadora, a situação caberia prisão preventiva “a fim de garantir a ordem pública e a instrução processual”.

Por enquanto, não houve manifestação da PGR. O envio para a procuradoria ocorreu no último dia 19 de março.

Haddad reage a eventual taxação extra dos EUA contra o Brasil: ‘Estranheza’

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (1º) que uma eventual taxação adicional dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros “causaria estranheza” – uma vez que a relação comercial é superavitária para os norte-americanos.

Ou seja: atualmente, os Estados Unidos exportam mais para o Brasil do que importam, em valor agregado. No comércio internacional, isso representa uma posição favorável para os EUA.

“Nos causaria até certa estranheza se o Brasil sofresse algum tipo de retaliação injustificada, uma vez que nós estamos com uma mesa de negociação desde sempre com aquele país justamente para que a nossa cooperação seja cada vez mais forte”, disse Haddad em entrevista a jornalistas na França.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu anunciar tarifas recíprocas para seus parceiros comerciais nesta quarta-feira (2). A data tem sido chamada pelo republicano de “Dia da Libertação”.

Em fevereiro, Trump anunciou que adotará tarifas recíprocas e usou o etanol brasileiro como exemplo de disparidade entre taxas de importação.

“A tarifa dos EUA sobre o etanol é de apenas 2,5%. No entanto, o Brasil cobra uma tarifa de 18% sobre as exportações de etanol dos EUA. Como resultado, em 2024, os EUA importaram mais de US$ 200 milhões em etanol do Brasil, enquanto exportaram apenas US$ 52 milhões em etanol para o Brasil”, diz o documento da Casa Branca.

Após encontro com o ministro das Finanças francês, Éric Lombard, Haddad disse que a partir desta quarta-feira (2) o mundo vai entender melhor o que os Estados Unidos pretendem fazer.

Contudo, segundo Haddad, as medidas protecionistas do país podem prejudicar a economia mundial.

Oposição quer avançar com projeto da anistia do 8/1 ainda nesta semana

O Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, espera resolver o impasse sobre a tramitação do projeto de lei que anistia os presos do 8 de janeiro até a próxima quinta-feira (3).

A data coincide com a reunião de líderes da Câmara dos Deputados, quando o presidente da Casa Hugo Motta (Republicanos-PB) deverá consultar os representantes das bancadas sobre o destino do texto.

Antes, nesta terça (1º), Hugo deverá conversar com os líderes do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), e do PT, Lindbergh Farias (RJ) sobre o assunto. A aliados, o presidente da Câmara tem dito que pretende dar um desfecho para a pauta nesta semana.

O PL ameaçou obstruir a pauta da Câmara caso Hugo não paute a proposta em plenário. Lideranças do partido têm compartilhado, por WhatsApp, uma lista de apoio ao projeto, com assinatura de todos os partidos de centro-direita.

“Estou convicto de que, na terça, teremos o apoio dele [Hugo] e pautaremos [o texto], na reunião [de líderes] de quinta, quando definimos a pauta da outra semana.”, disse Sóstenes à CNN.

Barroso sobre Bolsonaro: “Tem direito de emitir sua opinião”

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou nesta sexta-feira (28) que Jair Bolsonaro (PL) “tem direito de emitir sua opinião” sobre a decisão no julgamento que tornou o ex-presidente da República réu pelo plano de golpe após a eleição presidencial de 2022.

“Primeiro, o presidente, como em qualquer país livre e democrático como o Brasil, tem o direito de emitir sua opinião e tem o direito de se defender da melhor maneira possível, e tem o direito de fazer o discurso político que lhe pareça bem. Do meu ponto de observação, tudo agora correu dentro do mais estrito devido processo legal”, disse Barroso em entrevista a jornalistas, após uma aula inaugural na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Na última quarta-feira (26), os ministros da Primeira Turma, que julgaram a denúncia da Procuradoria-Geral da República, foram unânimes na decisão na qual tornaram réus:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República
  • Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor-geral da Abin
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha do Brasil
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal
  • Augusto Heleno, general e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
  • Mauro Cid, tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro
  • Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa
  • Walter Braga Netto, general e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, além de ter sido vice na chapa Bolsonaro em 2022

Após a decisão, Jair Bolsonaro argumentou: “parece que é algo pessoal contra mim” e declarou que o Brasil vive momento de “intranquilidade”.

Ele ainda comentou sobre a possibilidade de ser condenado e preso com o decorrer da ação penal.