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Efeito do tarifaço na popularidade de Lula ‘bate no teto’, diz diretor da Quaest

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, afirma que a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (17) mostra que a recuperação da popularidade de Lula (PT), iniciada em julho com o tarifaço de Donald Trump sobre o Brasil, foi interrompida.

“Parece que o efeito do tarifaço bateu no teto. A popularidade do governo ficou estável mesmo com 49% acreditando que Lula tem se saído melhor que [o ex-presidente Jair] Bolsonaro [(PL)]e seus aliados diante do embate com os norte-americanos”, afirmou Nunes.

Nunes destaca que, como em toda pesquisa que mostra estabilidade, o governo tem motivos para comemorar e para se preocupar.

A maioria dos programas sociais citados na pesquisa – como Bolsa Família e o recém-lançado Gás do Povo – têm aprovação alta, mas a fatia dos que acham que programas sociais são direitos, independentemente do governo, chegou a 65%. Em março, eram 51%

“Os programas parecem ter perdido efeito político, uma vez que mais brasileiros acreditam que eles passaram a ser direitos e não benesses que exigem gratidão política”, diz Nunes.

Na economia, pela primeira vez desde outubro de 2024 houve a percepção de que está mais fácil para encontrar emprego hoje do que há um ano (o percentual foi de 34% para 41%).

“Mas a economia continua pesando contra. Não é coincidência que a recuperação do governo foi interrompida justamente quando a percepção sobre a inflação de alimentos parou de melhorar: 61% continuam vendo preços de alimentos mais caros nos mercados”, diz Nunes.

O diretor da Quaest aponta, ainda, que Lula não conseguiu mudar a percepção de que o país segue na direção errada (58%, ante 57% em agosto. Em dezembro, esse percentual era de 43%), e de que ele perdeu a conexão com o povo (61% pensam assim).

“Conhecido como o pai dos pobres, deixar de ter esse atributo pode ser fatal para o incumbente.”

Em um único dia, governo paga R$ 2,3 bilhões em emendas PIX

g1 – O governo federal realizou o primeiro pagamento no ano das chamadas “emendas PIX” na última terça-feira (9). Ao todo, foram R$ 2,3 bilhões pagos para indicações feitas por parlamentares.

O valor corresponde a um terço de todas as emendas PIX destinadas neste ano. Esse foi o maior pagamento de emendas num único dia.

Neste ano, até agora, o governo pagou 11,3 bilhões em emendas, sendo 3,4 bilhões em emendas PIX.

Emendas individuais de transferência especial, ou emendas PIX, foram criadas em 2019 e ficaram conhecidas assim pela dificuldade na fiscalização dos recursos, uma vez que os valores são transferidos por parlamentares diretamente para estados ou municípios sem a necessidade de apresentação de projeto, convênio ou justificativa – por isso, não há como fiscalizar qual função o dinheiro terá na ponta.

 Além disso, as emendas são impositivas, ou seja, o governo é obrigado a pagar.

“Um problema fundamental das emendas PIX é o fato que o uso do recurso não precisa contribuir diretamente para o avanço de uma política nacional específica em uma área”, afirmou Marina Atoji, diretora da organização Transparência Brasil.

 

Bolsonaro não sai da cadeia antes de 2027. Nem os aliados querem isso

Por Igor Maciel – JC Online

Nem terminou o julgamento de Bolsonaro (PL), com a condenação do ex-presidente a 27 anos de cadeia e a anistia já entrou no cardápio político. Mas é como se fosse um prato principal servido em um banquete em que ninguém se entende sobre o tempero. Cada grupo político chega à mesa com seu próprio garfo e uma fome específica: todos querem que ele seja liberado, mas nem todos querem liberar ele para ser candidato.

No fim das contas, ninguém está pensando nos condenados de 8 de janeiro, apenas em como usar a anistia como ferramenta para os seus próprios interesses.

O cálculo do bolsonarismo
Para o bolsonarismo, a conta é simples. Se a anistia não incluir Bolsonaro, não serve. Os discursos já deixaram isso claro. Eles não aceitam solução parcial, como diminuir a pena de quem quebrou vidraça em Brasília e deixar o ex-presidente de fora.

A anistia só interessa se for total, ampla e irrestrita, garantindo inclusive que Bolsonaro possa se lançar candidato em 2026. Faz sentido porque, sem ele na disputa, a narrativa da direita perde o seu principal líder e abre espaço para novos nomes.

O jogo do centrão
Do outro lado da mesa, o centrão até aceita a ideia de tirar Bolsonaro da prisão, mas desde que ele fique longe das urnas. Para eles, Bolsonaro serve como cabo eleitoral, não como candidato.

É útil para arrastar votos, mas se volta para a disputa presidencial vira um problema. A ironia é curiosa. Eles defendem a anistia com discursos inflamados, mas recuam na mesma hora em que alguém sugere devolver ao ex-presidente o nome na urna de 2026.

Republicanos, União Brasil, Progressistas, todos entram no debate pensando em seus nomes para a corrida presidencial.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) quer os eleitores, mas não quer disputar espaço com Bolsonaro, Ronaldo Caiado (União) também não, e Romeu Zema muito menos.

Eles falam em “justiça” e “reparação” quando defendem anistia, mas o que realmente move essas siglas é o cálculo eleitoral. A generosidade tem prazo de validade: a convenção partidária.

O Supremo no caminho
E se não bastasse a disputa de interesses, há ainda o Supremo Tribunal Federal. Os ministros já avisaram que, se o Congresso aprovar uma anistia que inclua os crimes pelos quais Bolsonaro foi condenado, a lei não sobrevive. Será derrubada por inconstitucionalidade. Em outras palavras, mesmo que deputados e senadores encontrem um acordo difícil, a anistia ainda terá de enfrentar uma barreira jurídica quase intransponível.

Quando Bolsonaro será preso? Os próximos passos da condenação de Bolsonaro

CNN – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus envolvidos em uma tentativa de golpe de Estado foram condenados pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) na quinta-feira (11).

As penas de prisão variam de 16 a 27 anos. O ex-presidente, acusado de liderar a organização criminosa armada pelo golpe, pegou a maior pena.

A exceção é o tenente-coronel Mauro Cid, que foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto como benefício pela delação premiada.

Além da prisão, os réus foram condenados a dias-multa, perda de mandato parlamentar e perda dos cargos de delegado. No caso de réus militares, o Superior Tribunal Militar será oficiado para avaliar a perda de patente.

O caso, porém, não está encerrado e Bolsonaro e demais réus não devem ser presos imediatamente. Isso porque ainda cabe recurso da decisão.

Recursos possíveis

O STF tem até 60 dias para publicar o acórdão do julgamento, que é um documento com o relatório do caso, os votos e seus fundamentos e o resultado do processo.

Após a publicação do acórdão, as defesas têm até cinco dias para apresentar o principal recurso disponível: os embargos de declaração.

Embora raramente mudem o resultado de um julgamento, eles permitem apontar eventuais contradições, omissões ou obscuridades nos votos dos ministros.

Na prática, costumam ser rejeitados pelo STF e são frequentemente interpretados como manobras para protelar o fim da ação penal.

Outra opção, considerada remota, são os embargos infringentes, para o qual a defesa tem o prazo de 15 dias a partir da publicação do acórdão.

Esse tipo de recurso permitiria um novo julgamento no plenário da Corte, colegiado composto pelos 11 ministros.

O STF já decidiu em outros casos que esse recurso só é aceito quando há divergência significativa entre os ministros, com pelo menos dois votos favoráveis à absolvição, o que não ocorreu no processo contra Bolsonaro.

Mas não é uma regra expressa e regimentar, somente uma jurisprudência. Isso significa que os advogados podem tentar esse recurso, mas a chance de ser aceito é muito baixa.

Conforme mostrou a CNN, a defesa de Jair Bolsonaro estuda ainda recorrer a instâncias internacionais. Advogados avaliam levar o caso a cortes externas, como a Interamericana de Direitos Humanos, sob alegação de violações a garantias fundamentais e ao devido processo legal.

Nesse cenário, a condenação não seria suspensa, mas o Brasil poderia ser alvo de responsabilização em organismos multilaterais

Veja penas dos 7 aliados de Bolsonaro que também foram condenados

Blog do Nill Júnior

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quinta-feira (11) outros sete réus envolvidos na tentativa de golpe atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As penas variam entre dois e 26 anos de prisão.

Condenações definidas

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, recebeu pena de dois anos. De acordo com o voto do ministro Alexandre de Moraes, seguido pela Primeira Turma, Cid terá direito aos benefícios previstos no acordo de delação premiada, incluindo o regime aberto e medidas de proteção da Polícia Federal. A defesa do militar deve pedir a retirada da tornozeleira eletrônica. Em nota, os advogados afirmaram que “sempre confiaram na condução firme e imparcial do Supremo”.

O general Braga Netto, candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022, foi condenado a 26 anos de prisão, sendo 24 anos de reclusão. Ele também deverá pagar 100 dias-multa, cada um no valor de um salário mínimo. O ministro Luiz Fux foi o único a divergir, propondo pena de sete anos.

O ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier receberam pena de 24 anos cada. Ambos deverão cumprir 21 anos e seis meses de reclusão, além de dois anos e seis meses de detenção.

O general da reserva e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno foi condenado a 21 anos, sendo 18 de reclusão e dois anos e um mês de detenção.

Já o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira recebeu pena de 19 anos. Moraes havia sugerido 20 anos, mas o ministro Flávio Dino propôs a redução. Luiz Fux preferiu se abster nesse ponto, uma vez que votou pela absolvição.

Por fim, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) foi condenado a 16 anos de reclusão.

Teresa Leitão: condenação de Bolsonaro marca fim do ciclo golpista

A senadora Teresa Leitão (PT-PE) se pronunciou sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados, celebrando o resultado como um marco histórico para a democracia brasileira. Segundo a parlamentar, o julgamento representa o encerramento de um ciclo de golpismo e a abertura de um novo horizonte político no país.

“As instituições brasileiras tomaram as rédeas do futuro democrático do nosso país. Não haverá impunidade para aqueles que atentam contra a democracia, contra a vida de quem consideram inimigos e contra as decisões soberanas do povo”, afirmou.

Para ela, o desfecho do julgamento é uma vitória da democracia sobre os ataques autoritários que marcaram os últimos anos. “Mais uma vez, a democracia e a soberania triunfaram”.

CÁRMEN LUCIA
Teresa elogiou a profundidade jurídica do voto da ministra Cármen Lucia, e ressaltou que o voto da ministra teve um outro simbolismo: “Em um país onde o machismo ainda tenta ditar as regras, a história acaba de ganhar um capítulo emblemático com o voto decisivo de uma mulher” .

A petista lembrou que o ex-presidente, agora condenado, é uma figura marcada por declarações misóginas e atitudes que desrespeitam mulheres, e que foi justamente o voto decisivo de uma mulher que selou sua condenação.

“Parabéns, ministra Cármen Lúcia. O seu brilhante voto teve esse caráter simbólico. Em nome de todas as mulheres, lhe agradecemos — porque você nos representa”, concluiu.

Datafolha: 33% acham governo Lula ótimo e bom e 38%, ruim ou péssimo

No levantamento anterior, 29% achavam ótimo ou bom e 40%, ruim ou péssimo. Margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Por Redação g1 — São Paulo

Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (11) pelo jornal “Folha de S.Paulo” aponta que 33% dos brasileiros consideram o governo Lula ótimo ou bom e 38%, ruim ou péssimo.

Segundo o Datafolha, o percentual mostra que houve um crescimento entre os que consideram o governo Lula ótimo ou bom.

O levantamento foi feito entre segunda-feira (8) e terça-feira (9). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Foram ouvidas 2.005 pessoas em 113 cidades.

Veja os números:

Ótimo ou bom: 33% (eram 29% na pesquisa de julho);
Regular: 28% (eram 29%);
Ruim ou péssimo: 38% (eram 40%);
Não sabe/não respondeu: 2% (era 1%).

Segundo a Folha, Lula tem os maiores percentuais de ótimo e bom entre:

Moradores do Nordeste (45% o consideram ótimo ou bom);
Menos escolarizados (40%);
Entre quem tem 45 a 59 anos (40%);
Entre os mais pobres (39%).

Lula tem os maiores percentuais de ruim ou péssimo entre:

Moradores do Sul (52%);
Evangélicos (52%);
Mais ricos (entre 47% e 41% entre as faixas de renda acima de dois salários mínimos);
Entre quem tem ensino superior (46%).

Lula x Bolsonaro
Lula tem uma avaliação melhor que Jair Bolsonaro (PL) no mesmo período do mandato, com mais eleitores avaliando o governo do petista como ótimo e bom (33% para Lula e 21% para Bolsonaro) e menos como ruim e péssimo (28% para Lula e 53% para Bolsonaro).

Aprovação do governo Lula
Segundo o Datafolha, 48% dos entrevistados aprovam o governo Lula e 48% desaprovam. Na pesquisa anterior, eram 50% que desaprovavam e 46% que aprovavam o trabalho do presidente.

Oposição comemora voto de Fux para absolver Bolsonaro; governistas criticam


O ministro Luiz Fux, da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal),
votou na última quarta-feira (10) para absolver o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros cinco réus por todos os crimes imputados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) – organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça; e deterioração de patrimônio público.

Em sua extensa manifestação, o ministro do Supremo divergiu do relator do caso, Alexandre de Moraes, e de Flávio Dino. Além disso, diferentemente da dupla, Fux analisou separadamente cada crime imputado a cada réu.

Embora tenha defendido a nulidade de todo o processo, Fux votou para condenar Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e Walter Braga Netto, ex-ministro e ex-candidato a vice-presidente em 2022, pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Oposição

Aliados do ex-presidente comemoraram a decisão do magistrado de absolver Bolsonaro. O deputado federal Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara dos Deputadosafirmou em entrevista coletiva que o voto de Fux é determinante para a anistia aos condenados pelo 8 de janeiro. 

O parlamentar acrescentou ainda que a oposição estuda entrar com um pedido de habeas corpus no processo que julga uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, do qual Bolsonaro é réu.

“Não, ele [voto de Luiz Fux] não pode ajudar, ele é determinante. O ministro deixou muito claro através do voto a inexistência de crimes por parte do presidente Bolsonaro”, declarou Zucco. 

Fux abre nova divergência e vota por absolver réus do crime de organização criminosa

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou pela incompetência absoluta do Supremo para julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por tentativa de golpe. Em seu voto, ele ainda pediu a anulação de todo o processo penal contra os acusados.

“Meu voto é no sentido de reafirmar a jurisprudência desta corte. Concluo, assim, pela incompetência absoluta do STF para o julgamento deste processo, na medida em que os denunciados já haviam perdido os seus cargos”, afirmou.

Fux criticou ainda o fato de a previsão de foro privilegiado ter passado por inúmeras mudanças, causando uma “banalização” dessa competência constitucional.

O ministro ressaltou de modo crítico que uma das mudanças foi feita após os atos criminosos da trama golpista.

Ele se refere à alteração no regimento que permitiu o STF julgar, com foro privilegiado, pessoas que já deixaram o cargo público, mas cometeram os crimes durante o mandato.

Essa alteração permitiu que Jair Bolsonaro fosse julgado pelo STF, ao invés de ter o caso analisado por tribunal comum.

País quase voltou à ditadura porque uma organização não sabe perder, diz Moraes

“Estamos esquecendo aos poucos que o Brasil quase volta a uma ditadura que durou 20 anos, porque uma organização criminosa, constituída por um grupo político não sabe perder eleições”, afirmou o ministro Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (9), durante o julgamento que engloba o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Apontando o ex-mandatário como líder dessa organização criminosa, o magistrado afirmou que a grupo “não sabe o que é um princípio democrático e republicano da alternância de poder”.

“Quem perde, vira oposição e disputa as próximas eleições. Quem ganha, assume e tenta se manter nas eleições, mas tenta se manter pelo voto popular”, explicou.