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Quais são os cenários possíveis de Bolsonaro após o julgamento?

CNN – O STF (Supremo Tribunal Federal) inicia nesta terça-feira (2) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no âmbito da investigação sobre um plano de golpe de Estado após as eleições de 2022.

A ação penal investiga se o ex-mandatário e aliados participaram de uma tentativa de deslegitimar o pleito da época e incentivar a invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Bolsonaro responde a acusações que incluem associação criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, incitação ao crime e uso indevido de bens públicos.

O caso é julgado em instância única pelo STF, o que significa que não há possibilidade de recorrer a tribunais superiores.

Especialistas ouvidos pela CNN explicaram os caminhos possíveis após a decisão da Corte:

Prisão domiciliar é a hipótese mais provável

O constitucionalista Gustavo Sampaio, professor da UFF (Universidade Federal Fluminense), avalia que, em caso de condenação, a idade e as condições de saúde de Bolsonaro devem pesar na execução da pena.

“Não há motivo, apesar de tudo, para se progredir a cautela penal para uma prisão dentro do estabelecimento prisional, porque de fato o ex-presidente Jair Bolsonaro já tem 70 anos, tem problemas de saúde, tem comorbidades”, explica Sampaio.

“O meu palpite é no sentido de que a semelhança do que aconteceu no caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello, pela idade, pelas doenças, pela situação de saúde, eu acredito que o ex-presidente Jair Bolsonaro, se condenado, cumprirá pena em prisão domiciliar”, acrescenta.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto, após descumprir mediadas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Esta prisão não ocorreu no âmbito da tentativa de golpe, mas sim a partir de uma investigação que apura a atuação do ex-chefe do Executivo e do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu filho, contra o Judiciário brasileiro no exterior.

O advogado penal Armando de Mattos ressaltou que a saúde do ex-presidente deve ser considerada, caso ele seja condenado.

“Se cumprir pena, acredito que deem a ele o mesmo tratamento, um local especial e mais. O estado de saúde dele não é nada bom. Ele tem problema, volta e meia ele é hospitalizado, todos nós sabemos disso. O que pode acontecer excepcionalmente é uma prisão domiciliar para ele que ele fique preso dentro de casa e cumpra a sua pena no interior da casa dele”, exemplifica Armando.

Julgamento de Bolsonaro: como resultado pode afetar eleições de 2026

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) inicia, na manhã de terça-feira (2), o julgamento da Ação Penal 2668, que apura o envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados numa suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, responde no Supremo a cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e ameaça grave, e deterioração de patrimônio tombado.

Se condenado, o ex-presidente pode pegar mais de 40 anos de prisão. No entanto, ela não deve ser imediata, uma vez que depende do trânsito em julgado.

A pouco mais de um ano das eleições de 2026, a CNN ouviu especialistas para entender como o julgamento do ex-presidente pode afetar o pleito do próximo ano.

Extensão da inelegibilidade

Mesmo inelegível até 2030 por decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e cumprindo prisão domiciliar, Bolsonaro tem se apresentado como pré-candidato à Presidência da República em 2026. A posição é corroborada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

É pouco provável que o ex-mandatário reverta sua inelegibilidade, sobretudo diante do julgamento que começa nesta semana.

Luis Fernando Verissimo, um dos maiores escritores do Brasil, morre aos 88 anos

Por g1 RS

O escritor Luis Fernando Veríssimo morreu aos 88 anos, neste sábado (30), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ele estava internado na UTI do Hospital Moinhos de Vento há cerca de três semanas com princípio de pneumonia. A informação foi confirmada por familiares.

Verissimo tinha Parkinson e problemas cardíacos – em 2016, implantou um marcapasso. Em 2021, o escritor sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), e segundo a família, enfrentava dificuldades motoras e de comunicação.

O escritor deixa a mulher, Lúcia Helena Massa, três filhos e dois netos.

Carretas cheias de combustível são abandonadas após ação contra PCC

g1 – Carretas carregadas de combustível das empresas G8LOg e Moskal pertencentes aos principais alvos da megaoperação desta quinta-feira (28) contra o crime organizado foram abandonadas nesta sexta-feira (29) em um posto em Camaçari, na Bahia.

A Polícia Militar foi acionada para remover os veículos.

A G8LOG Agro Ltda e a Moska Log foram identificadas como empresas de fachada ligadas ao esquema criminoso de Mohamad Hussein Mourad, o “Primo” e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”. Eles estão foragidos.

Criada em fevereiro de 2024, a G8LOG Agro atua no transporte de cana-de-açúcar e etanol para usinas do Grupo Itajobi, mas funciona como parte de uma rede usada para ocultar patrimônio e mascarar a real propriedade dos ativos. Seus veículos estão registrados em nome da Blue Star Locação de Equipamentos, também considerada empresa de fachada.

A Moska Log opera de forma integrada à G8LOG, usando a mesma logomarca e número de telefone, além de compartilhar frota registrada na Blue Star. Ambas transportam etanol e cana para as usinas ligadas ao grupo, reforçando a estratégia de criar múltiplas camadas societárias para lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial.

Imóveis e veículos da G8LOG Agro são alvo de buscas e apreensões, e a Moska Log é apontada como uma frente societária de expansão das atividades criminosas de Mohamad no setor de combustíveis.

Justiça da Itália vê risco de fuga e decide manter Zambelli presa

g1 – A Justiça da Itália decidiu que Carla Zambelli (PL-SP) seguirá presa. A decisão foi divulgada um dia após a deputada federal passar por audiência com três juízes no país europeu.

Em documento, a Corte de Apelação do país alega que existe o “grau máximo” de perigo de fuga de Zambelli caso ela seja solta. Por conta disso, decidiram que a prisão deve ser mantida.

Os juízes analisaram laudos médicos e decidiram que a deputada tem condições de seguir em uma prisão.

Para eles, o perito médico avaliou “em termos gerais e abrangentes, que a equipe que trabalha na unidade onde a paciente está internada garante a administração correta de terapias farmacológicas, o monitoramento básico e especializado constante da saúde e a administração correta e consistente das terapias estabelecidas.”

A Justiça italiana analisa o pedido de extradição feito por autoridades brasileiras. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes solicitou a extradição de Zambelli, condenada duas vezes pela Corte.

A deputada deixou o país antes de ser presa e a defesa solicitou às autoridades italianas que ele aguarde pela decisão em liberdade, o que foi recusado. Zambelli seguirá presa até ser extraditada ou não, conforme nova decisão da Justiça do país.

Audiência na quarta

Na quarta-feira-feria (27), o advogado da deputada afirmou ao blog que o responsável pela perícia feita pelo estado italiano falou por cerca de dois minutos e disse que Zambelli “pode continuar em cárcere, não teve porque, como ou onde”, ao tratar de justificativas.

Segundo Pagnozzi, o procurador de Justiça da Itália alertou aos juízes sobre o risco de fuga da brasileira, o que ele negou.

“Ela não tem nem passaporte italiano, nem passaporte brasileiro e não tem dinheiro porque o Alexandre de Moraes [ministro do STF] bloqueou as contas dela e do marido. Então, ela não tem como ir para outro lugar”, disse.

Humilhação, diz Michelle após ordem de monitoramento na casa de Bolsonaro

CNN – Após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar na terça-feira (26) que a residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) conte com policiamento reforçado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) compartilhou uma publicação nas redes sociais dizendo que o “desafio” de “suportar as humilhações” tem sido “enorme”.

“Sabe…a cada dia que passa, o desafio tem sido enorme: resistir à perseguição, lidar com as incertezas e suportar as humilhações. Mas não tem nada, não. Nós vamos vencer. Deus é bom o tempo todo, e nós temos uma promessa. Pai, eu Te amo, independente dos dias ruins. Eu Te louvo de todo meu coração. O senhor não perdeu o controle de absolutamente nada. Hoje eu declaro: o Brasil pertence ao Senhor Jesus”, escreveu a ex-primeira-dama.

Na decisão de terça, Moraes estabeleceu que a Polícia Penal do Distrito Federal monitore integralmente Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília desde o último dia 4. O ministro do Supremo pede também a “manutenção e constante checagem do sistema de monitoramento eletrônico”.

Bolsonaro continua proibido de usar telefone celular e de receber visitas sem autorização judicial, com exceção de seus advogados e familiares.

A ordem de Moraes segue na esteira de um pedido da PF (Polícia Federal) e do líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ). Ambos consideraram uma possibilidade de fuga e refúgio na embaixada dos Estados Unidos.

Bolsonaro é réu no processo criminal que investiga uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Reunião tem Lula e ministros de boné e críticas a Trump: ‘Não seremos subalternos’

g1 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu na manhã desta terça-feira (26), no Palácio do Planalto, sua equipe de ministros para projetar a entrega de ações consideradas prioritárias pelo governo.

Na abertura da reunião, que foi transmitida pela imprensa, o presidente reforçou críticas à guerra em Gaza, e também ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (leia mais abaixo).

O presidente e seus ministros usavam bonés da cor azul com a frase: “O Brasil é dos Brasileiros”.

“Somos um país soberano, temos uma Constituição, temos uma legislação, quem quiser entrar nesses 8,5 milhões de quilômetros quadrados, no nosso espaço aéreo, no nosso espaço marítimo, nas nossas florestas, tem que prestar contas à nossa Constituição e à nossa legislação”, afirmou.

“Esse homem aqui [Alckmin], aquele homem ali que é o Haddad, aquele ali que é o Mauro Vieira, estão 24 horas por dia à disposição de negociar com quem quer que seja, o assunto que for, sobretudo na questão comercial”, completou.

Segundo Lula, o Brasil está disposto a sentar na mesa “em igualdade de condições”.

“O que não estamos dispostos é sermos tratados como se fôssemos subalternos. Isso nós não aceitamos de ninguém”, prosseguiu.

Trump e ‘big techs’

Lula mais uma vez criticou o presidente dos EUA, Donald Trump, por causa da guerra tarifária em curso.

“[Trump] tem agido como se fosse o imperador do planeta terra. É uma coisa descabida, mas ele continua fazendo ameaças ao mundo inteiro”, afirmou Lula.

O presidente citou que Trump ameaça quem tenta adotar medidas contra as grandes empresas de tecnologia, as chamadas “big techs”.

Lula, que pretende enviar ao Congresso um projeto de regulação das “big techs”, afirmou que o Brasil é “soberano” e que empresas estrangeira devem respeitar a legislação local.

O presidente também lamentou a suspensão do visto do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, pelos EUA. Segundo ele, foi um “gesto irresponsável”.

Segundo o Ministério da Justiça, até o momento, o Lewandowski não foi notificado oficialmente sobre a medida.

Impeachment de Moraes divide população, aponta pesquisa Quaest

CNN – O impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), tem o apoio de 46% da população, enquanto uma parcela de 43% não é favorável à medida, segundo a pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (25).

O levantamento mostra ainda que 11% dos entrevistados não sabem e/ou não respondeu.

Foram entrevistadas 2.004 pessoas pela Quaest, pessoalmente, entre 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), parlamentares de oposição se movimentaram para conseguir que um processo de impeachment fosse aberto contra Moraes.

Atualmente, há mais de 29 pedidos de impeachment contra o ministro, mas, até o momento, nenhum avançou.

Bolsonaro tem até 20h34 desta sexta para explicar risco de fuga a Moraes

CNN – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem até as 20h34 de sexta-feira (22) para entregar ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), explicações sobre o descumprimento das medidas cautelares impostas por ele.

Na quarta-feira (20), Moraes deu 48 horas para que a defesa se manifestasse sobre “condutas ilícitas e a existência de comprovado risco de fuga” identificadas pela PF (Polícia Federal). A intimação foi emitida às 20h34 da noite de ontem.

Nesta quinta (21), a defesa do ex-presidente negou o descumprimento de cautelares e que explicará todos os fatos ao STF dentro do prazo estabelecido.

Na quarta, a PF indiciou o ex-presidente e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) devido à atuação do parlamentar nos Estados Unidos.

No relatório, a corporação afirma que ambos têm atuado para obstruir o avanço da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado, que tem Bolsonaro como principal réu.

A PF teria identificado risco de fuga do ex-presidente por meio de um documento que continha pedido de asilo político para a Argentina.

Novo indiciamento pode levar Bolsonaro ao presídio

CNN – Após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ser novamente indiciado pela PF (Polícia Federal), dessa vez pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito por meio da restrição ao exercício dos poderes constitucionais, há dúvidas sobre se o ex-chefe do Executivo será mantido em prisão domiciliar ou encaminhado ao presídio.

Bolsonaro é réu na ação penal sobre uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e cumpre prisão domiciliar desde o início de agosto, após descumprir medidas cautelares impostas por Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), no âmbito da investigação que apura a atuação do ex-presidente e do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra a soberania nacional.

Na noite da última quarta-feira (20), a PF indiciou o ex-presidente e o filho, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) devido à atuação do parlamentar nos Estados Unidos. A corporação diz que ambos têm atuado para obstruir o avanço da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado.

Veja o que dizem os especialistas:

Rubens Glezer, professor de graduação e mestrado da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo (FGV), afirma que, em tese, não é necessário uma restrição adicional ao ex-presidente, exceto se for provado que, mesmo em prisão domiciliar, ele continue descumprindo as medidas estipuladas por Moraes.

“Como Bolsonaro já está em domiciliar e já está sem o acesso ao celular e as visitações estão restritas, então a ideia de que não precisaria ter uma restrição adicional”, disse Glezer.

A princípio, você só teria uma prisão se ficasse evidente que nessa situação atual de restrição, ele ainda poderia estar cometendo esses crimes, o que é muito difícil”, continuou.

Ele destacou ainda que o novo indiciamento contra Jair Bolsonaro está na fase de inquérito, quando a Polícia Federal e o Ministério Público investigam se há provas suficientes de autoria e materialidade dos crimes.

Caso essas provas sejam confirmadas, o Ministério Público pode apresentar uma denúncia, que será analisada pelo tribunal. Se aceita, dará origem a uma nova ação penal contra o ex-presidente, independente do processo já em andamento sobre a tentativa de golpe.

Gabriel Tyles, especialista em Direito Penal, também diz que há possibilidade de Jair Bolsonaro cumprir pena em regime fechado, desde que “diante dos novos elementos de prova, o ministro entenda que ele praticou novo delito, sendo a prisão domiciliar insuficiente, determinado o recolhimento ao presídio”.