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O discurso de “nova política” do governador Eduardo Campos (PSB) é algo que tem sido criticado por algumas figuras políticas que discordam dessa visão do gestor socialista. Em conversa com a imprensa após encontro com a ex-senadora Marina Silva (PSB), nesta sexta-feira (07), o socialista rebateu as críticas ao modelo de política que deseja implantar. De acordo com Campos, “a nova política é quando os políticos se unem em torno de uma pauta do povo”. “Como nós unimos aqui em 2006 com partidos de centro e fizemos um governo de mudança. Um governo que foi reconhecido por 83% da população”, disse o governador ao lado de Marina, que fez uma visita à família de Campos.
“A velha política é quando os políticos se reúnem em torno dos seus interesses. Então, a nova política nós estamos fazendo. Nós fizemos a primeira união de partidos políticos em torno de um programa. Então, aqueles que quiserem se somar a essas diretrizes e a esse conteúdo serão bem-vindos”, continuou Campos.
“O passo que nós demos foi trazer o documento das diretrizes para a executiva do PSB que vai começar o debate sobre as diretrizes nacionais com os outros partidos, para ver quais os partidos querem nos ajudar aqui em Pernambuco a dar continuidade ao trabalho que a sociedade deseja que continue. Quem concordar com o programa será bem-vindo, para ajudar a colocar esse programa em prática”, disse.
Sobre as articulações, a ex-senadora Marina Silva afirmou que está sendo feito o desdobramento da aliança Rede-PSB e que “com certeza nenhuma aliança está consolidada”. “Os contatos que estão sendo feitos são contatos que vinham sendo feitos pelo PSB. E o esforço que estamos fazendo é de que este programa tenha uma base de sustentação coerente com esse programa. Esse é o esforço do governador, é o esforço da Rede [Sustentabilidade], é o esforço do PPS. Não vamos fazer nada, como disse o governador, que se sobreponha a esse conteúdo, a esse processo de inovação na política brasileira”, disse a ex-senadora.
Com o prazo se encerrando para pagar a multa imposta na condenação do processo do mensalão, o ex-deputado Pedro Corrêa decidiu penhorar um imóvel para garantir o pagamento. Como o valor da correção da multa foi alto – pulou de R$ 900 mil para R$ 1,6 milhão –, a defesa de Corrêa quer saber como foi feita a base de cálculo. Por isso, o reeducando decidiu colocar na penhora um apartamento que possui no bairro das Graças, Zona Norte do Recife, para ganhar tempo até que revisão da multa seja analisada.
O término do prazo para o pagamento é amanhã, mas a defesa terá 30 dias para saber os motivos da revisão. O anúncio do valor foi divulgado pelo juiz da 1ª Vara de Execuções Penais, Luiz Rocha.
Para o advogado de Corrêa Plínio Nunes, este é mais um motivo de questionamento, já que o caso deveria estar sendo avaliado pela 3ª Vara de Execuções Penais, em Caruaru.
Plínio Nunes encaminhou um ofício para o STF para pedir providência para que seja definida a vara competente.
O Partido Progressista (PP) do deputado federal Eduardo da Fonte, aliado nacionalmente ao governo Dilma Rousseff, está praticamente fechado com o PSB de Eduardo Campos para a eleição estadual. Pelo menos foi o que revelou o próprio governador-presidenciável, nessa sexta-feira, na conversa que manteve com o ex-vereador Liberato Costa Júnior.
“Ele (Eduardo) disse que a perspectiva, muito forte, é essa mesmo: de que o PP estará alinhado com o PSB (no Estado)”, disse Liberato, em entrevista ao JC.
Por telefone, o progressista assegurou que “vai esperar o tempo da política” para tratar da sucessão estadual. “Não posso dizer nem que sim e nem que não”, respondeu Da Fonte, ao ser questionado se houve o convite para que o PP integre a chapa estadual do PSB. “Não tenho tido conversa com ninguém. Tenho que aguardar o tempo da política”, acrescentou o parlamentar, que agradeceu o fato de “ser lembrado” para a chapa governista.
Segundo deputado federal mais votado por Pernambuco em 2010 – com mais de 350 mil votos, atrás apenas da ex-deputada, mãe do governador e hoje ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes –, Eduardo da Fonte tem cobrado espaço para o PP na chapa majoritária.
Poderia ser na do senador e pré-candidato a governador Armando Monteiro Neto (PTB), que espera fechar aliança com o PT, ou mesmo na do PSB, opção que ficou mais forte desde a semana passada, quando discutiu pelos jornais com integrantes do PTB. Líder maior do PP no Estado, ele quer disputar o Senado.
Liberato revelou que, no café da manhã em sua casa, no Hipódromo, o governador mostrou-se bastante animado com a candidatura à Presidência da República, quando enfrentará, entre outros, a presidente Dilma, candidata à reeleição, e o senador Aécio Neves. “Ele avisou: pode se preparar que, no dia 1º de janeiro, um jatinho virá me pegar aqui para me levar a Brasília, para a posse presidencial”, disse, soltando uma risada.
Sobre a conversa com o governador e o prefeito Geraldo Julio, Liberato destacou ter feito – “como profundo amante do Recife, que sou” – algumas sugestões ao gestor municipal, entre elas a restauração da Cruz do Patrão, monumento histórico da cidade, e a necessidade de uma sinalização das ruas. “O prefeito tem revelado também um profundo amor pelo Recife”, elogiou.
Neste sábado (08), às 8h30, o deputado federal e presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Jorge Côrte Real (PTB-PE), e o senador Armando Monteiro, participam do II Congresso Estadual da Abraço-PE (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária de Pernambuco), no Hotel Costeiro, em Olinda. O evento reunirá cerca de 150 representantes de rádios comunitárias de Pernambuco, para discutir a radiodifusão no Estado. O evento iniciou nesta sexta e segue até domingo (09).
Os parlamentares foram convidados para palestra no evento. Côrte Real fará sobre a Economia de Pernambuco- Panorama e perspectivas. Já o senador Armando Monteiro falará sobre “Os Desafios do Desenvolvimento de Pernambuco”. Na ocasião, ainda haverá debates, plenário, escolha dos delegados para o VII Congresso Nacional, além de atrações artísticas e passeio pelas ladeiras do sitio histórico de Olinda.
Representante do setor industrial de Pernambuco, Côrte Real salienta a importância de fortalecimento da economia do Estado, para o crescimento da produção industrial. “Pernambuco precisa, dentre outras coisas, mão-de-obra qualificada, formação técnica de nível e inovação para ter competitividade no mercado e gerar empregos”, lembra Côrte Real.
“Temos que oferecer uma proposta de visão de futuro. Há um longo desafio pela frente de infraestrutura, capacitação e qualificação de recursos humanos, para interiorizar e distribuir melhor o desenvolvimento. Pernambuco evoluiu muito na última década, é justo que tenha mais ambição e realize mais nos próximos anos”, defende Armando.
Faleceu no Recife nesta quinta-feira (6), aos 70 anos, o ex-prefeito de Itaquitinga José Vidal de Moraes, mais conhecido por Zeca. Depois de três mandatos à frente do executivo municipal, Zeca legou o prestígio político ao filho do meio, Paulo Moraes, atual prefeito da cidade. O ex-prefeito enfrentava problemas cardíacos severos e havia se submetido esta semana a uma cirurgia no coração, mas não resistiu à intervenção cirúgica.
O corpo do político deve chegar a Itaquitinga nesta sexta e o sepultamento será no cemitério do município. Zeca era um político bem quisto no município e, segundo moradores, a cidade está de luto pela perda do ex-prefeito.
O socialista ainda destacou a Adutora do Agreste e a Transposição do São Francisco como obras que representam o progresso de Pernambuco. “Discussões sobre as ações do Governo, os investimentos e as reformas políticas são fundamentais ao desenvolvimento. Precisamos trazer mais debates importantes para a Casa Joaquim Nabuco. A política tem uma coerência e deve ser exercida em todos os partidos, independente das diferenças”, enfatizou.
Em apartes , os deputados Alberto Feitosa (PR) e o líder do Governo, Waldemar Borges (PSB), se pronunciaram. Feitosa ressaltou que os recursos públicos não devem ser disponibilizados de acordo com simpatias partidárias. ”O Governo Federal tem a obrigação de repartir as verbas para todos os Estados”. Para Borges, o debate faz parte do exercício cotidiano de uma Assembléia Legislativa. “É preciso discutir os temas com objetividade e alto nível”, pontuou. (Informações: Diário Oficial)







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