RANCOR? TOLERÂNCIA ZERO!
Neste dia de finados vamos falar sobre algo que nos deixa tristes, amargos e nos impede de perdoar na forma sugerida por Jesus Cristo, forma esta defendida por muitos. Aqui citarei a influente filósofa alemã Hannah Arendt uma vez que entre suas ponderações encontramos: “…e o rancor são reações automáticas que mantêm as pessoas acorrentadas aos mesmos conflitos” e o humanista indiano Mahatma Gandhi que afirmava textualmente: “…guardar rancor é um sinal de fraqueza.”
Pela relação que tem com esta data e com o tema hoje em reflexão regatamos a última estofe do poema ‘DIA DE FINADO” de autoria de João Batista de Siqueira – Cancão: “Vamos deixar o rancor/E viver sem ambição/Colocar no coração/Só pensamentos de amor/Orar com todo fervor/Desejando sempre o bem/Não odiar a ninguém/Pedir a Deus boa sorte/E esperar pela morte/Que com certeza ela vem.” Também transcrevemos o que nos indica a Bíblia Sagrada em Eclesiástico 27,33: “O rancor e a raiva são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las”.
Considerando que a “raiva” por ser uma emoção universal do ser humano, provocada pela percepção de uma ameaça, uma injustiça, uma frustração e tantas outras variáveis externas e a “ambição” também pode ser gerada por estímulos externos serão abolidas do nosso diálogo que focará no “rancor”, sentimento que sob meu ponto de vista precisa ser abolido da nossa vida, com ele sofremos muito.
O rancor pode ser definido como um ressentimento sobrevivente. Ele passa pelo trauma, recusa-se a morrer e passa a morar na nossa memória. Esta definição entendo como próxima da realidade uma vez que não controlamos seu surgimentos, porém temos responsabilidade sobre sua manutenção muitas vezes alimentada por hábito equivocado de não perdoar tempestivamente, do costume de darmos mais destaque do que o caso merece. Por isto nossa provocação hoje é: Vamos desalojar o rancor da nossa mente e em seu lugar vamos colocar algo leve? Quem topa?







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