AÇÃO DE EXTREMA NOBREZA
Sensibilizado pela mensagem recebida do amigo Agenor músico de primeira grandeza e filho de Pelo Sinal – Solidão – PE – sobre a doação de órgão do seu amado filho Rafael Lima que nos deixou recentemente -, entendi ser importante hoje dialogarmos sobre o gesto humanitário que é a doação de órgãos. Vejo neste ato a nobreza em seu formato extremo.
Na minha percepção o verso inicial da música do Padre José Weber que diz: “Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão” é elastecida no gesto da doação, afinal são muitas outras vidas mudadas para melhor ao receber um ou mais órgãos doados.
Em nosso país esse tema é normatizado pela Lei nº 9.434/1997 – Lei dos Transplantes, que define regras rígidas sobre a condução do assunto, inclusive quanto o resguardo da identidade dos doadores e receptores,
nos temos do Decreto nº 9.175/2017, que em seu Artigo 52 determina: “Na hipótese de doação post mortem, será resguardada a identidade dos doadores em relação aos seus receptores e dos receptores em relação à
família dos doadores.” Este conceito de anonimato absoluto vigente no Brasil é tratado de forma diferente nos Estados Unidos, naquele país é utilizado o modelo de anonimato condicional.
A Igreja Católica Apostólica Romana ver doação de órgãos como um ato de amor, caridade e solidariedade, defende no entanto que seja praticada no formato voluntário e gratuito. A Doutrina Espírita percebe a doação de órgãos como um ato de amor ao próximo, caridade e desapego material, e incentiva amplamente, vários mentores do espiritismo apontam a doção como uma oportunidade de estender a vida física de um irmão
necessitado.
Sejamos, portanto, doadores. Ao copiarmos o exemplo de Rafael estaremos oportunizando qualidade de vida e saúde para portadores de doenças cuja cura depende de transplante. Viemos ao mundo para fazer o bem, e dar vida plena a outra pessoa para mim é FAZER O BEM.






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