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VICE-PREFEITO DE JABOATÃO TRABALHARÁ NA PREFEITURA DE RECIFE

O prefeito de Recife Geraldo Julio (PSB) confirmou o convite para o vice-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Heraldo Selva(foto) (PSB), assumir o comando da Empresa de Urbanização do Recife (URB). O gestor colocou que a escolha pelo seu correligionário foi pessoal e baseada no critério de competência, rejeitando as especulações de que a opção teria se dado por um estremecimento na relação entre Selva e o prefeito do município jaboatonense, Elias Go­mes (PSDB). Interinamente, o secretário de Infraestrutura Nilton Motta (PSB) acumulará o comando da URB até que a situação do vice-prefeito seja definida.

“Ele vai tirar licença da vice-prefeitura. Ele foi convocado por mim pelo tamanho do desafio da URB e da quantidade de obras que vão precisar ser realizadas de forma rápida e a quantidade de recursos que vão ser administrados. Eu escolhi Heraldo porque o conheço. É um grande técnico que teve um grande desempenho à frente da àrea de engenharia da Compesa e ficou animado com o projeto”, destacou.

Na manhã de ontem, foi votado o projeto de alteração à Lei Orgânica do município de Jaboatão dos Guararapes que garantirá a Heraldo Selva o direito de atuar em cargos de função remunerada em outros municípios. Pela legislação atual, Selva deveria renunciar ao cargo de vice prefeito para assumir alguma função pública em outras cidades ou nas esferas estadual e federal do governo. Mas o projeto, que teve sua primeira discussão aprovada por unanimidade, garantirá ao socialista o direito mediante o licenciamento do cargo de vice. Por tratar-se de alteração na Lei Orgânica, a matéria será apreciada em segunda discussão no dia 28 de janeiro, cumprindo um interstício obrigatório de dez dias. Mesmo com a apreciação do projeto na Câmara municipal, Geraldo Julio garantiu não ter conhecimento da votação, e colocou que está preocupado em cobrar e obter resultados do correligionário.

A tendência é que o resultado obtido ontem seja mantido na segunda discussão. “Se aprovada a matéria, o vice poderá exercer cargo em outra cidade sem ônus para o município. E em caso de ausência do prefeito, ele – o vice – poderá retornar para assumir a prefeitura, desde que tire uma licença do cargo externo que esteja exercendo”, contou o presidente da Câmara de Jaboatão dos Guararapes, Ricardo Valois (PT).  De acordo com o secretário de Assuntos Jurídicos do município, Júlio César Côrrea, não há a possibilidade de acumulo de vencimentos. O vice deverá abrir mão do salário referente ao cargo ao qual se licencia, recebendo apenas pelo cargo que estiver exercendo no momento. Pela manhã, Heraldo Selva garantiu não saber se iria ocupar um cargo na administração estadual ou municipal.

EDUARDO LANÇA LICITAÇÃO PARA TRANSPORTE PÚBLICO E DESONERA IMPOSTO PARA O SETOR

Garantir um transporte público de qualidade e melhorar a mobilidade urbana. Estes são os objetivos do edital de licitação das linhas de ônibus do Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife, que foi lançado ontem (16/01) pelo governador Eduardo Campos, no Centro de Convenções, sede provisória do Governo de Pernambuco. Para atrair novas empresas, o Estado vai abrir mão de R$ 41 milhões por ano do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível e o próprio veículo.

O governador afirmou que a formalização dos contratos vai elevar a qualidade do serviço oferecido e dar mais autonomia para o Estado. “O que temos hoje é uma relação de permissão, com 385 linhas de ônibus, e não temos mecanismos para cobrar melhores condições das empresas”, esclareceu, enfatizando que os novos operadores terão que cumprir metas para continuarem atuando no segmento.

De acordo com Eduardo, os tributos exonerados serão mais um investimento do Estado na mobilidade urbana e vão garantir que o preço da passagem não aumente com a mudança do serviço. “Esses recursos que o Estado está deixando de recolher terão que ser aplicados em melhorias para a população”, afirmou o governador, explicando que a nova frota terá uma idade média de 3,5 para ônibus comum, câmbio automático e ar-condicionado. “Esse processo de licitação também vai nos permitir trazer outras empresas e dessa competição vamos arrancar um preço melhor para o serviço oferecido”, disse Eduardo.

O secretário das Cidades do Estado, Danilo Cabral, disse que os investimentos feitos na Região Metropolitana do Recife – cerca de R$ 3 bilhões – são únicos na história de Pernambuco. “O objetivo é oferecer à população um transporte público de qualidade”, ressaltando que obras de infraestrutura estão em andamento.

Animado com a novidade, Renildo Calheiros, prefeito de Olinda, município que fica na Região Metropolitana, afirmou compreender a complexidade de uma obra que resolva definitivamente o impasse da mobilidade, mas que os ajustes feitos pelo Governo “são fundamentais para proporcionar melhorias imediatas nos corredores mais concorridos”.

O prefeito do Recife, Geraldo Júlio, lembrou que a mobilidade urbana é um desafio global, mas que alguns países seguiram um trajeto histórico fundamentado no transporte coletivo, e outros, como o Brasil, não chegaram a consolidar esse sistema. “Essa opção nos deixou uma realidade muito dura, que afeta a qualidade de vida das pessoas”, avaliou.

Para complementar o esforço feito pelo Governo do Estado e contribuir com  o processo, os municípios do Recife e Olinda também vão renunciar a cerca de R$ 11 milhões, referentes ao Imposto Sobre Serviço (ISS). Ao todo, cerca de R$ 52 milhões por ano deixarão de ser recolhidos.

MENDONÇA CRITICA DEMISSÕES NA CHESF E PEDE EXPLICAÇÕES

O deputado federal Mendonça Filho (DEM) criticou a presidente Dilma Rousseff (PT) pelo corte dos funcionários terceirizados da Chesf. Segundo o democrata, que em fevereiro apresentará um requerimento de informações sobre o caso, a demissão significa perda de excelência técnica.

Mendonça pedirá ao Ministério de Minas e Energia explicações para a demissão de cerca de 25% dos contratos em vigor, que resulta na demissão de funcionários. “O corte de terceirizados é o começo das demissões para adequação da Chesf à Medida Provisória 579 do Governo Dilma, que mudou as regras de concessão para empresas de energia e impôs a Companhia uma perda de R$ 7,3 bilhões em ativos não amortizados”, denuncia o deputado.

Em novembro do ano passado, durante audiência com o então ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, o deputado questionou o risco de um programa de demissão voluntária na Chesf. Na época, segundo o deputado, o ministro não descartou a possibilidade de demissões e reafirmou que a renovação das concessões para o setor elétrico obedeceria à regra. Além disso, disse também que as empresas teriam que passar por um processo de enxugamento de custos para se adequar as exigências do Governo.   

“É inaceitável que o Governo Dilma decida, de forma arbitrária, desmontar a Chesf, uma empresa importantíssima para o Nordeste e fique por isso mesmo”, criticou. O deputado disse que a Chesf já perdeu autonomia e um plano de enxugamento significará perda de pessoal qualificado, de excelência técnica e efetivará o esvaziamento. Ele acrescentou ainda que as demissões não devem ser vistas como uma questão coorporativa.

O democrata ressaltou que saída dos funcionários afeta diretamente a qualidade do serviço prestado à população e resulta em interrupções no fornecimento de energia. “A Chesf tem um quadro técnico qualificadíssimo e perder esses profissionais significa perda no planejamento e nos projetos de engenharia no setor de energia, que sempre foi referência nacional”, argumentou.

Segundo a assessoria do deputado, ele recebeu informações de servidores da Chesf de que as demissões de funcionários terceirizados começam nesse mês de janeiro. Por isso, solicitou à equipe técnica da liderança do Democratas, em Brasília, a preparação do pedido de informações sobre o processo de demissões na Chesf.

EDUARDO ANUNCIA R$ 3,5 BILHÕES EM INVESTIMENTOS PARA 2013

A palavra de ordem do governador Eduardo Campos para “ganhar 2013” é incrementar os investimentos públicos em Pernambuco. Para isso, o Governo do Estado estabeleceu como meta fazer um aporte de R$ 3,5 bilhões, o que representa um aumento de R$ 400 milhões (17,7%) em relação à previsão inicial de R$ 3,1 bilhões. O anúncio foi feito por Eduardo na noite desta terça-feira (15), durante coletiva de imprensa no Salão de Eventos, na Sede Provisória do Governo, no Centro de Convenções.

O martelo foi batido durante a primeira reunião do ano do governador com todos os secretários estaduais. As condições para ampliar os investimentos virão através de duas frentes: R$ 50 milhões da reserva de contingência e os outros R$ 350 milhões do corte de custeio. “Temos que fazer aquela boa transferência, que é transformar a despesa ruim em despesa boa”, arrematou Eduardo.

A reunião, que durou aproximadamente quatro horas, também marcou a pactuação das metas para 2013, que serão 361 no total. Como o início dos trabalhos tem que acompanhar o ritmo acelerado de Pernambuco, o calendário de monitoramento também já foi acertado: terá início no dia 05 de março. A expectativa do governador Eduardo Campos é realizar 40 reuniões de monitoramento este ano, totalizando cerca de 150 horas de acompanhamento. Em 2012, os 36 encontros contabilizaram 148 horas de monitoramento e 1.300 encaminhamentos.

Com as pactuações feitas, o governador espera manter a performance de crescimento de Pernambuco acima da média nacional e cooperar com o crescimento do Brasil, dando “a contribuição para gerar emprego e garantir a confiança dos investidores”. Eduardo assegurou ainda que os investimentos serão divididos proporcionalmente para todas as áreas e “desconcentrados” para todas as regiões. “Esses investimentos dialogam com o Todos por Pernambuco, que ouviu todas as regiões do Estado. Todas essas áreas têm metas importantes em estradas, escolas, unidades de saúde, barragens e adutoras”, explicou o governador.

TONY GEL E JOÃO LYRA NETO PODEM INGRESSAR NO MESMO PARTIDO

A movimentação feita extraoficialmente por políticos que estão preparando terreno para ingressar no PSB e a tática usada pelo governador Eduardo Campos (PSB) de atrair não só a oposição, mas integrantes da Frente Popular começa a incomodar. Lideranças da base governista acenderam o sinal “vermelho”. Eles temem que tática de “dividir para “reinar ” fragilize não apenas a oposição, mas as legendas aliadas e transforme a política no estado num “samba de uma nota só”.

Sem espaço para os debates acalorados, o contraditório ficará sufocado e o “inchaço” do PSB será prejudicial à política, na avaliação de governistas. No PDT é grande a especulação de que haverá uma revoada na legenda para se abrigar nas asas socialistas. O vice-governador João Lyra Neto (PDT) já teria conversado com o governador sobre o assunto e recebido as bênçãos da futura legenda. O deputado federal Paulo Rubem Santiago, o presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchoa, e o ex-deputado estadual Roldão Joaquim também estariam de malas prontas. Por telefone, Paulo Rubem negou qualquer mudança de partido.

Ao manter o secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, no governo, e indicar Eduardo Granja, ex-assessor do ex-prefeito João da Costa, como secretário municipal de Habitação, o PT ficou sem discurso e ao mesmo tempo divididos. Uma parte defendia independência e outra o alinhamento no Recife. Comenta-se no meio político que o ex-vereador Josenildo Sinésio (PT), magoado com seu partido, estaria se abrigando no PSB. O petista disse ontem que não tomou nenhuma decisão. “Estou conversando internamente. Setores que me acompanham sugeriram que eu busque outra agremiação política. O PSB é um partido importante do nosso campo, mas não existe nada de concreto”, despistou.

Por outro lado, o PSB conseguiu fragilizar a oposição. No PSDB, ao indicar o ex-deputado Pedro Eurico (PSDB) para a Secretaria da Criança e Juventude, o governo conseguiu neutralizar as lideranças tucanas, já que Pedro é ligado ao presidente nacional do partido, Sérgio Guerra. De um golpe só, o PSB também minou o nome nacional do PMDB que faz oposição acirrada ao PT e poderia atrapalhar seus projetos rumo à Presidência da República em 2014. Ao atrair o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) para seu palanque, deixou o peemedebista sem poder de fogo. No DEM, a declaração do deputado estadual Tony Gel de que ele apoiaria Eduardo para Presidência e trabalharia para seu partido votar no socialista gerou a especulação de que ele e sua mulher Mirian Lacerda mudariam para o PSB. Ontem ele negou. “Nunca fui adesista e continuo no DEM”, garantiu.(Cláudia Eloi – Diario de Pernambuco)

EDUARDO ACERTA VINDA DE DILMA A PERNAMBUCO PARA O DIA 18 DE FEVEREIRO

 O governador Eduardo Campos anunciou para o dia 18 de fevereiro a próxima vinda da presidente da República, Dilma Rousseff, a Pernambuco. A data foi acertada nesta segunda-feira, após uma reunião de duas horas e meia entre os dois gestores, no Palácio do Planalto, em Brasília. Dilma passará o dia no Estado, cumprindo extensa agenda administrativa, que ainda será definida pelas equipes dos dois governos.

A conversa entre Dilma e Eduardo passou por vários pontos da agenda administrativa, inclusive por ações que deverão ser entregues durante a visita da presidente a Pernambuco. Também analisaram aspectos da agenda política.

“Foi uma conversa muito produtiva. Senti a presidente muito confiante de ganhar o ano de 2013, de fazer um ano muito positivo para o Brasil. Pude reafirmar para ela que nós do PSB estamos empenhados em ajudá-la a enfrentar os desafios da conjuntura”, declarou o governador Eduardo Campos.

SILENO DEFENDE DIREITO DE OPINAR

O presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, defendeu o direito do governador Eduardo Campos (PSB) de manifestar sua opinião sobre os rumos que a presidente Dilma Rousseff (PT) tem dado ao seu governo. O dirigente coloca que a postura do correligionário não tem a intenção de prejudicar a petista e que o papel de Campos como líder político é se posicionar sobre os assuntos de interesse nacional. Com o discurso do governador apontando cada vez mais para as dificuldades econômicas enfrentadas pelo seu governo, a gestora teria pedido “uma trégua” ao aliado, segundo informações de bastidores. Contudo, os socialistas negam a informação.

“Ele está fazendo análise que compete a ele fazer. Ele é presidente nacional de um partido, exerce uma liderança, hoje, nacional. Não creio que ele tenha o direcionamento de pegar mais leve ou mais pesado. Ele tem suas opiniões e as opiniões dele não são para diminuir ninguém ou qualquer governo. As opiniões dele são pra ajudar o Brasil”, cravou.

Sileno Guedes admitiu que existe uma expectativa de pessoas próximas ao governador de um voo majoritário nacional em 2014. O presidente avaliou que a ansiedade dos aliados ocorre porque Campos se tornou uma liderança política expressiva. No entanto, ele ponderou que ainda não é a hora de discutir a estratégia eleitoral da sigla. Segundo Sileno, o momento é de trabalhar e estabelecer parcerias com a presidente para enfrentar o momento as dificuldades economicas que o País enfrenta.

ENCONTRO
Assim como a Folha de Pernambuco antecipou, a direção estadual do PSB prepara um seminário para os seus cerca de 350 vereadores. A reunião servirá para alinhar o discurso dos legisladores socialistas e orientar a atuação. A previsão é que o evento seja realizado após o Carnaval. “Ele servirá para orientar os vereadores do partido e alinhar o discurso do PSB. Onde o partido estiver na base governista, pediremos para eles ajudarem os prefeitos e, se estiverem na oposição, queremos que eles façam um mandato propositivo”.

PSB QUER UNIFORMIZAR DISCURSO DOS VEREADORES EM PERNAMBUCO

Os socialistas pretendem promover um grande encontro com todos os 350 vereadores eleitos pelo partido no estado no final do próximo mês. A ideia central é unificar o discurso dos parlamentares do Litoral ao Sertão. O presidente da legenda em Pernambuco e secretário de Governo da Prefeitura do Recife, Sileno Guedes (foto), anunciou a reunião na manhã desta segunda-feira (14) durante uma agenda pública na Zona Norte da capital. “Nosso objetivo com esse encontro é uniformizar o discurso dos vereadores de acordo com a posição do partido”, comentou.

Segundo ele, parlamentares eleitos pelo governo e pela situação deverão atender o chamado. O governador de Pernambuco e presidente nacional do partido, Eduardo Campos, será uma das estrelas do evento. “Se eles são da situação, pediremos a máxima atuação com o governo. E forem da oposição, defenderemos uma oposição propositiva. A ideia também é poder informar aos nossos vereadores o que o partido vem fazendo pelo país afora”, completou.

COM MANDATO DESDE A DÉCADA DE 1970, INOCÊNCIO QUER ENTRAR NO LIVRO DE RECORDES

O médico pernambucano e deputado federal Inocêncio Oliveira (PR), de 74 anos, quer atrair os holofotes da mídia mundial. O parlamentar deseja entrar nas páginas do Guinness Book como o único político do mundo a ocupar todos os cargos de uma Mesa Diretora. Ele já foi presidente da Câmara Federal, entre os anos de 1993 a 1994, e de lá para cá nunca deixou de manter uma relação estreita com o poder. Agora, a meta do político é conquistar a quarta secretária. As eleições devem acontecer no próximo dia quatro de fevereiro e Inocêncio é o favorito.

“Tenho apoio de 33 dos 35 deputados (do PR). Quero entrar para o Guinnes como o único parlamentar que ocupou todos os cargos da Mesa”, disse ele ao jornal Folha de S. Paulo. Como quarto secretário da Casa, ele poderá decidir sobre assuntos do maior interesse dos colegas, a exemplo da distribuição de apartamentos funcionais e proposição de compra de novos imóveis.

Na sua campanha política, o pernambucano promete agradar muitos parlamentares. Sua meta é ofertar aos 513 deputados do país apartamentos funcionais em área nobre em Brasília. Hoje, a Câmara oferece “apenas” 423 imóveis. Os demais recebem uma quantia “simbólica” de R$ 3 mil através do benefício do auxílio-moradia.

Eleito pela primeira em 1975 pela extinta Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido que dava sustentação ao regime militar-civil no país (1964-1985), Inocêncio já passou pelo PDS, PFL, PMDB e PL antes de ingressar no PR. (Helder Tavares/DP/D.A Press)

CORRENTES E EXU, AS CIDADES MAIS DIVIDIDAS

O que diz um prefeito que se reelege por um voto? E o que pensa um prefeito que perde a reeleição por um voto? E o que alegam os oposicionistas, quando estes ganham ou perdem a disputa por um voto? Tais indagações passam pela cabeça de quem se depara com a inusitada notícia de que duas eleições no seu Estado foram definidas por um voto. Mais do que nunca, os municípios de Correntes, no Agreste Meridional, e Exu, no Sertão do Araripe, justificaram o eterno slogan da Justiça Eleitoral, que a cada dois anos convoca os eleitores para irem às urnas nas eleições municipais. “Participe. O seu voto pode fazer a diferença”. Que o digam os novos prefeitos destas cidades, que há doze dias iniciaram nova gestão, tendo que lidar com uma população muito dividida. Os números da disputa mostraram isso.

Com 10.023 votos, Léo Saraiva (PTB) foi reconduzido para mais quatro anos à frente da Prefeitura de Exu, no Sertão pernambucano, derrotando por um voto o ex-prefeito Jailson Bento (PSB). A eleição ainda contou com um terceiro candidato, Nelson Peixoto (PSD), que acabou rompendo com o grupo de Jailson e lançou a candidatura. Ele obteve 188 votos. A presença do pessedista é um dos motivos sugeridos por Jailson para explicar a apertada derrota eleitoral.

O prefeito de Correntes, Nivaldo Júnior (PR), não teve a mesma sorte que Saraiva, e foi derrotado pelo vereador Edimilson da Bahia (PSB). O socialista obteve 4.621 votos, um a mais que o republicano. Com isso, seu grupo político deixou a prefeitura após 20 anos. Acusações de ambas as partes marcaram uma campanha, que culminou em vitória suada da oposição e uma transição elogiada pelos dois candidatos. Porém, os mesmos não trocam palavras entre si, e o futuro prefeito sequer aguarda o comparecimento do atual na cerimônia de transmissão de cargos no dia 1º.
 
Suspense, aflição, alívio, frustração. Estas emoções rodearam a totalização dos votos nas duas cidades, como confessaram os quatro personagens envolvidos diretamente nestas duas acirradas disputas eleitorais. Entre os vencedores, a ideia de que “é melhor vencer por um voto do que perder”. 
O discurso religioso do “Deus quis assim” também fez parte das explicações, evidenciando a fé dos interioranos.No lado que sofreu o revés, lamentações, justificativas e histórias um tanto curiosas, como a dos amigos que não foram votar porque achavam que a eleição já estava decidida em favor daquele candidato que acabou perdendo. As tais “peças que o destino pregou”, em alusão a amigos que adoeceram ou faleceram às vésperas do pleito, também marcaram presença no rol de declarações.(JC Online)