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NO PT, TODOS CONTRA EDUARDO CAMPOS

O auditório estava repleto de petistas, mas um dos nomes mais citados na posse festiva da nova presidente estadual do PT, Teresa Leitão, nessa segunda-feira foi justamente o do governador Eduardo Campos (PSB), provável adversário da presidente Dilma Rousseff (PT) no corrida eleitoral de 2014. O ato serviu de palco para ataques à gestão do socialista.

Os discursos das principais lideranças políticas presentes no evento destacaram os investimentos do governo federal em Pernambuco e alertaram para a postura do presidenciável em relação à gestão petista. Partiu do senador Humberto Costa (PT) uma das críticas mais ácidas.

O parlamentar citou os governo do PSDB e destacou que a candidatura de Eduardo é “linha auxiliar” dos tucanos. “Temos que ficar numa posição de alerta àqueles que tem discurso aparentemente crítico em relação aos rumos do governo, aparentemente de esquerda, que nada mais é do que uma linha auxiliar dessa outra linha que está aí”, disse, após criticar as gestões do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Presidente estadual do PSC, o deputado Sílvio Costa também esteve no ato e discursou em favor do PT. O parlamentar criticou a defesa do fim do fator previdenciário, feita por Eduardo Campos na última sexta-feira. “Não dá para, em nome da fala fácil, da tentativa de conquistar voto, tentar implantar um debate meio nebuloso. Tem que ter muita responsabilidade com o Brasil para falar de Previdência”, disparou.

Outro presente, o presidente estadual do PTB, Armando Monteiro Neto, também criticou o socialista ao defender a gestão da presidente Dilma Rousseff. “O que aconteceu em Pernambuco diz respeito ao impacto de investimentos. Não podemos interromper esse projeto”, afirmou.

Apesar do tom mais ameno durante o seu pronunciamento, a presidente do PT, Teresa Leitão, afirmou que se for preciso, o partido partirá para o ataque. “Uma coisa é consequência da outra. Estamos defendendo Dilma. A melhor defesa é os pontos nos ‘is’. Se para defender nosso projeto for necessário apresentar contradições, isso vai ser feito. Não somos tão atacados?”, afirmou.

A briga pela paternidade de obras também voltou ao centro das discussões durante o ato. O senador Humberto Costa disse que o sucesso de Eduardo só foi possível graças ao trabalho do PT. “Se alguém, por algum tipo de amnésia, se esquecer do que aconteceu, nós estamos aí para refrescar a memória do povo”, provocou.

Sobre o assunto, Teresa Leitão ironizou. “A paternidade ninguém pode esconder mais, porque tem exames de DNA”.

A primeira reunião do PT estadual será realizada no próximo sábado (21). Segundo a presidente, a formação da Executiva deverá ser decidida neste encontro. Se não houver consenso, haverá votação.(Jumariana Oliveira-JC)

PERNAMBUCO CELEBRA INAUGURAÇÃO DE MAIS UMA FÁBRICA DE ALIMENTOS EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO

O Interior de Pernambuco ganhou mais uma planta industrial. Nesta segunda-feira (16/12), o governador Eduardo Campos participou da inauguração da fábrica de margarinas da BRF, em Vitória de Santo Antão, na Mata Sul do Estado, a 50 quilômetros do Recife. Os investimentos foram de R$ 150 milhões e abrem 150 oportunidades de empregos diretos. A solenidade aconteceu numa área externa da própria unidade.  

A capacidade de produção da nova unidade da BRF é de 16 mil toneladas por mês, produzindo as marcas Qualy, Deline e Claybom. “Estudos da ONU relatam que cabe ao Brasil, nos próximos 20 anos, aumentar sua produção de alimento em 40%. Conseguimos já em 2007 trazer e inaugurar uma planta da Sadia aqui em Vitória. Hoje, inauguramos mais um empreendimento, formando esse complexo de grande importância, que segue gerando empregos e ajudando no desenvolvimento da região e do Estado”, destacou o governador.

Essa é a terceira unidade do grupo BRF exclusiva para a produção de margarinas. O espaço total ocupado pela fábrica é de 14,5 mil metros quadrados. “É um empreendimento que tem tudo a ver com o desenvolvimento aqui de Pernambuco. Queremos crescer sempre e aproveitar cada vez mais as pessoas da região trabalhando aqui”, afirmou o presidente do Conselho da BRF, Abílio Diniz, garantindo que, embora não saiba o produto exato a se produzir, vai continuar ampliando as unidades de Pernambuco. “É uma região estratégica, de boa distribuição para todo o Nordeste”, explicou.

 Eduardo enalteceu ainda a participação da mão-de-obra local na fábrica. “Tivemos de providenciar o gás, a água e a qualificação das pessoas. Essa é uma oportunidade de ver uma geração de pernambucanos fazer um projeto de vida no lugar aonde nasceram. E a cada fábrica que chega, o reconhecimento é o mesmo da qualidade e do entusiasmo de nossa gente, que quando vê uma oportunidade agarra com toda a força”, ressaltou.

O Nordeste hoje é responsável pelo consumo de 30% de toda a margarina produzida no Brasil. A BRF tem ainda uma unidade de embutidos em Vitória, produzindo mortadelas, salsichas e presuntos, e ainda um centro de distribuição para o Nordeste. Estima-se que a marca é responsável pela geração de quase 1,8 mil empregos diretos e mais 1,9 mil indiretos. (Fotos: Eduardo Braga/SEI)

ESTADO INICIA PROCESSO DE TOMBAMENTO DO ACERVO DE EX-GOVERNADOR MIGUEL ARRAES

Legar à posteridade documentos que ajudem a entender um marco na história de Pernambuco, do Brasil e do Mundo. Para atender a este fim, o Governo do Estado deu início, na manhã desta segunda-feira (16/12), ao processo de abertura de tombamento do acervo deixado pelo ex-governador Miguel Arraes. O evento que oficializou o pedido de tombamento contou com a presença do governador Eduardo Campos e da viúva de Arraes, Magdalena Arraes. A solenidade foi realizada no Instituto Miguel Arraes (IMA), no Poço da Panela, Zona Norte do Recife. O ato marcou o início das comemorações pelo centenário do nascimento de Arraes, que acontecerá em 2016.

O acervo é formado por mais de 270 mil itens, entre livros, documentos, correspondências, fotografias, filmes, DVDs, CDs e estudos sobre os mais variados assuntos, que registram a trajetória política de Miguel Arraes, sobretudo durante o regime da ditadura militar. “Em vez de ficar como um patrimônio da família, esse acervo ficará à disposição dos estudantes, universitários, daqueles que querem estudar esse tempo. É também a oportunidade de poder abrir muita coisa que nem mesmo os mais próximos conheciam. Foram descobertas, por exemplo, cartas que Arraes fez para o Papa denunciando a violência dos militares, menções de reuniões e de conversas que ocorreram no exílio ajudando a resistência democrática aqui no Brasil”, destacou Eduardo.

O reconhecimento do Estado ao acervo permite a proteção dos documentos, embora a manutenção e a propriedade permaneçam com a família do ex-governador. O secretário de Cultura, Marcelo Canuto, que assinou o termo de deferimento do tombamento, explicou o trâmite até o término do processo. “Depois desse primeiro deferimento, já podemos enviar os técnicos da Fundarpe para fazerem o detalhamento desse acervo, que resultará em um laudo. Esse laudo é levado ao Conselho Estadual de Cultura, e, se aprovado, será encaminhado para o governador para fazer o decreto permanente de tombamento”, detalhou.

Também estiveram presentes na solenidade o diretor do IMA, Antônio Campos; a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), Ana Arraes; o prefeito do Recife, Geraldo Júlio; o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho; os secretários estaduais Tadeu Alencar (Casa Civil), Antônio Carlos Figueira (Saúde), Aldo Santos (Agricultura), Laura Gomes (Desenvolvimento Social e Direitos Humanos), Aluisio Lessa (Articulação Social e Regional), Pedro Eurico (Criança e Juventude), Evaldo Costa (Imprensa), Ricardo Leitão (Copa) e Mário Cavacanti (Casa Militar); a secretária da Juventude e Qualificação Profissional do Recife, Marília Arraes; além de intelectuais, artistas, profissionais liberais, servidores públicos e militantes do movimento social.

“Um dia após o aniversário de Arraes, vivemos essa emoção. Ver esse lugar ser transformado não em museu, mas sim na memória de Magdalena e Miguel Arraes. Porque Arraes jamais será passado, mas já é memória”, destacou Antônio Campos, presidente do IMA. “É uma atmosfera de todo um conjunto de um período de nossa vida que foi muito importante e que está guardado aqui nesta casa”, ressaltou a viúva e presidente do conselho de administração do IMA, Magdalena Arraes, que, ao lado de Miguel Arraes, morou no local de 1982 a 2005, ano do falecimento do ex-governador.

Para o governador Eduardo Campos, o acervo guarda a essência da luta política suprapartidária exercida por Arraes em todos os períodos da sua vida. “É muito importante para a vida brasileira de hoje que possamos compreender a dimensão de como já se fez política nesse País. Compreender a largueza que muitos tentaram dar à vida pública brasileira, colocando sempre o interesse do povo e do País acima dos interesses particulares. Com esses valores que Arraes nunca vacilou na hora de tomar uma decisão, seja ela pequena, média ou grande. E que isso sirva para estimular a juventude a vir para junto da política brasileira para ajudá-la a voltar a ter a dimensão que teve pela ação de quadros como Miguel Arraes de Alencar”, cravou o governador.

ACERVO – Entre as correspondências que fazem parte do acervo do ex-governador, estão cartas trocadas com líderes europeus e africanos e diversas personalidades brasileiras, tais como Alceu Amoroso de Lima, Betinho, Caetano Veloso, Carlos Marighela, Carlos Prestes, Dom Hélder Câmara, Fernando Gabeira, Carlos Drummond de Andrade, Francisco Julião, Gilberto Gil, Oscar Niemeyer, Paulo Freire, Yasser Arafat, Ulysses Guimarães, entre outros. Dentre as peças do exílio, há cerca de 86 mil itens guardados durante anos em Paris e repatriados para o Brasil há 10 anos. Essa parte é inédita e contêm detalhes históricos de um período pouco documentado, incluindo pontos de vista dos perseguidos pelo Regime Militar.

Também fazem parte do acervo cerca de mil discos de vinil, 200 CDs e aproximadamente 5 mil horas de gravações em DVD e VHS. Além de obras de arte ofertadas por artistas e líderes ao ex-governador, assinadas por Cícero Dias, Abelardo Da Hora, Guita Charifker, José Cláudio, além do seu filho, Maurício Arraes. O Instituto Miguel Arraes também guarda presentes recebidos por líderes mundiais, tais como Fidel Castro, Salvador Allende e Óscar Monteiro.(Fotos: Aluisio Moreira/SEI)

EDUARDO JÁ FOI ELEITO E REELEITO COM NOSSO APOIO, AFIRMA ARMANDO

Após percorrer cerca de 130 municípios do Estado desde que assumiu o mandato, o senador Armando Monteiro (PTB) encerrou neste domingo mais uma maratona de reuniões de trabalho em dez municípios do Sertão do Pajeú. Esteve em Afogados da Ingazeira, Ingazeira, Carnaíba, Tabira, São José do Egito, Santa Terezinha, Brejinho, Itapetim, Tuparetama e Iguaracy, onde reuniu-se com dezenas de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, lideranças políticas de diversos partidos e representantes de entidades da sociedade civil. Nas reuniões, discutiu o apoio a projetos de interesse dos municípios. 
Durante entrevistas a dezenas de rádios e blogs da região, Armando Monteiro falou também de política, sobretudo do apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff e de sua pré-candidatura ao governo de Pernambuco. Sobre isso, deixou claro que já cumpriu seus compromissos com o governador Eduardo Campos, ao apoiar sua eleição e reeleição. E que agora, no pós-Eduardo, abre-se no Estado um ciclo novo na política pernambucana.
“Esse projeto novo não é contra ninguém. É um novo momento”
Armando Monteiro – “Nós temos muito entusiasmo para assumir essa responsabilidade e essa missão, para discutirmos um novo projeto para Pernambuco. E esse projeto novo não é contra ninguém, não é contra o governador, mas nós temos que dizer que o governador já pode em dois mandatos… o povo de Pernambuco já permitiu que ele trabalhasse. Agora, ao final desses dois mandatos, abre-se um novo momento na vida política de Pernambuco”. 
“Pernambuco tem que ser um Estado mais equilibrado”
Armando Monteiro – “E nessas preocupações que nós vamos levar para a praça pública tem um ponto central: a constatação de que Pernambuco tem que ser um Estado mais equilibrado e menos desigual. Isso significa que não é justo que o pernambucano do Sertão tenha um terço da renda do pernambucano da área metropolitana, nós precisamos encurtar as distâncias sociais que ainda existem em Pernambuco. E para isso o Estado precisa exercer um papel fundamental, uma ação firme, uma ação indutora do desenvolvimento, que crie novos polos de desenvolvimento nas regiões mais interiorizadas de Pernambuco, ampliando os investimentos em infraestrutura, ampliando os programas de formação e qualificação profissionais, porque não há outro caminho para promover o desenvolvimento senão investindo nas pessoas, melhorando o sistema educacional de Pernambuco, que hoje infelizmente ainda temos uma avaliação que não é das melhores no Ideb. Nós temos que avançar, melhorar os resultados no ensino fundamental, fazer um forte investimento no ensino médio e técnico-profissional, juntar o ensino médio ao ensino técnico-profissional”. 
“Seria justo abandonar Dilma no meio do caminho?”
Armando Monteiro – “Então, meus amigos, diante de tudo isso (todos os investimentos que têm sido feitos em Pernambuco), eu pergunto: seria justo nós abandonarmos a presidente Dilma no meio do caminho, quando a legislação permite que ela se candidate à reeleição? Será que não seria de nossa parte uma manifestação de ingratidão pelo muito que a presidente vem fazendo por Pernambuco? Então, o nosso entendimento, o entendimento do meu partido, é que não devemos abandonar a presidente no meio do caminho, nós temos que apostar no sentido de somarmos e cerramos fileiras para apoiar a reeleição da presidente. E nesse palanque nós estaremos. Estivemos há pouco tempo com o ex-presidente Lula, com a presidente Dilma, e ouvimos dos dois o seguinte: ‘Nós vamos fazer em Pernambuco uma grande campanha, nós vamos estar juntos sustentando a defesa do nosso projeto. E nós vamos precisar lá fazer um palanque forte’”.
“Teremos palanques fortes em todos os municípios”
Armando Monteiro – “Não tenham a menor dúvida de que nos 185 municípios de Pernambuco nós teremos palanques fortes. Teremos palanques fortes em todas as regiões. Se o palanque estará representado pelo prefeito, pela oposição no município, ou se ambos, no futuro saberemos. Mas que nós teremos palanques eu não tenho a menor sombra de dúvida disso. Considero o apoio dos prefeitos muito importante, mas eleição majoritária não é definida pelo número de prefeitos que se aliam às candidaturas, porque se isso fosse verdade nem Eduardo teria sido eleito em 2006, nem Dr. Arraes teria perdido para Jarbas em 1998. Porque, na época, Dr. Arraes contava com a maioria esmagadora dos prefeitos e, em 2006, a aliança que Jarbas liderava, que apresentou a candidatura de Mendonça, tinha também o maior número de prefeitos. Eleição majoritária não é definida pelo número de prefeitos, embora, volto a dizer, os prefeitos são muito importantes. Eleição majoritária é definida por uma corrente de opinião que vai se formando, é o povo que forma esse opinião. E a liderança política às vezes tem que ir a reboque”.
“Precisamos investir na interiorização do desenvolvimento”
Armando Monteiro – “Primeiro, devemos reforçar a infraestrutura, a infraestrutura hídrica, o sistema viário. Sem isso, você não pode atrair investimento privado, não pode trazer fábricas. E precisamos investir na capacitação, na qualificação das pessoas. Isso é fundamental. Tem que haver uma ação mais focada nessa questão da interiorização do desenvolvimento de Pernambuco. Então, são essas as preocupações, são esses os pontos que constituem o núcleo das nossas preocupações e do que amanhã nós vamos poder discutir em praça pública com o povo de Pernambuco. E esperamos fazer um debate de alto nível, porque o povo de Pernambuco exige que essa eleição se paute pelo debate dos temas de interesse de Pernambuco”. (Fotos: Alexandre Albuquerque)

NO DIA DO MARINHEIRO, DEPUTADO GONZAGA PATRIOTA RECEBE MEDALHA DO MÉRITO TAMANDARÉ

O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB/PE) recebeu, na última sexta-feira (13), a Medalha Mérito Tamandaré, uma das mais expressivas condecorações de paz da Marinha do Brasil e extensiva a civis. Nesta data, comemora-se o nascimento de Joaquim Marques Lisboa, o almirante Tamandaré, patrono da Marinha Brasileira. Por isso, é celebrado também o Dia do Marinheiro.

Criada pelo Decreto nº 42.111, de 20 de agosto de 1957, a Medalha Mérito Tamandaré distingue autoridades, instituições e personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, que tenham prestado relevantes serviços na divulgação ou no fortalecimento das tradições da Marinha.

Além de Gonzaga Patriota, mais 214 personalidades receberam a condecoração. Entre elas, estavam o ministro da Defesa, Celso Amorim; a ministra do Desenvolvimento e Combate à Fome, Tereza Campello; o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, e a ministra da Secretaria de Comunicação da Presidência, Helena Chagas.

ESTADO INICIA PROCESSO DE TOMBAMENTO DO ACERVO DO EX-GOVERNADOR MIGUEL ARRAES

Nesta segunda-feira (16), a memória física deixada pelo ex-governador Miguel Arraes será deferida para tombamento: são 270 mil itens formados a partir da década de 30, quando Arraes entrou no serviço público e passou a arquivar livros, documentos e correspondências relacionadas à sua atividade. O deferimento do tombamento será assinado pelo secretário de Cultura, Marcelo Canuto, às 8h, no Instituto Miguel Arraes. A viúva de Arraes, Madalena Arraes, e o governador Eduardo Campos, estarão presentes à cerimônia.

O acervo é composto por correspondências, livros, jornais, revistas, manuscritos, fotografias, filmes, DVDs, CDs, estudos sobre os mais variados assuntos, teses, monografias, entre outros documentos que registram a trajetória política de Miguel Arraes, dentro de um contexto regional e nacional. Uma boa parte deste material é inédita, jamais vista por historiadores e pesquisadores.

O documento que pede a abertura do processo de tombamento foi enviado pelo Instituto Miguel Arraes, que é detentor do acervo e pede pelo seu tombamento. Todo o acervo encontra-se devidamente guardado e catalogado. Entre eles, há 86 mil cartas que foram produzidas durante o exílio de Arraes e que contêm análises da situação política do Brasil.

PPS OFICIALIZA APOIO AO PSB DE EDUARDO NESTA SEGUNDA-FEIRA

Primeiro partido a declarar apoio à candidatura do governador-presidenciável Eduardo Campos (PSB), o PPS vai reunir toda sua cúpula, hoje, no Recife para anunciar oficialmente a adesão ao projeto socialista. O ato, que está previsto para as 18h no Recife Praia Hotel, contará com a presença do vereador Raul Jungmann (PPS), que tem uma posição crítica em relação à gestão de Campos e é vice-líder da oposição no Recife, onde o prefeito Geraldo Julio é afilhado político do socialista.

Em Pernambuco, o PPS não decidiu se vai seguir a orientação da Executiva nacional. Contudo, o presidente nacional Roberto Freire (foto), disse que as direções estaduais ficarão livres para definir as posições locais.

Roberto Freire disse que está programando um encontro com a ex-senadora Marina Silva – que recebeu o convite para se filiar ao PPS antes da não viabilização da Rede Sustentabilidade – para conversar sobre a adesão ao projeto do PSB. A agenda está sendo articulada com o governador Eduardo Campos. Durante evento do PSB-Rede, ontem, em Brasília, Marina ressaltou a importância do apoio dos pós-comunistas.

Freire afirmou que quer a participação dos pós-comunistas nas agendas realizadas em conjunto por membros do PSB e Rede, chamadas pelos socialistas de “agendas programáticas”. O pós-comunista disse que o seu partido ainda não pensou na possibilidade de compor a chapa majoritária na eleição presidencial. “Sendo Marina (a vice), estamos contemplados”, finalizou.

EM PERNAMBUCO
Segundo Raul Jungmann, a cúpula do PPS estadual vai se reunir na próxima semana para deliberar se segue a orientação nacional e declara apoio ao PSB ou não. Ele garante que, por ora, continuará com o mesmo discurso de oposição. Porém, alega que a nível nacional vai seguir o projeto da sigla. “Tenho que seguir uma orientação tomada nacionalmente”, afirmou.

GOVERNO EXALTA RESULTADOS ALCANÇADOS POR PERNAMBUCO NA ÁREA DA EDUCAÇÃO

Um novo ciclo na educação de Pernambuco já se encontra em curso. Neste domingo (15/12), foi a vez do Programa Travessia mostrar seus frutos: 24 mil estudantes da rede pública de Pernambuco receberam seus certificados de formatura do programa estadual de correção de fluxo escolar. A iniciativa é uma parceira do Governo do Estado com a Fundação Roberto Marinho. Presente no evento, que está na sua sexta edição, o governador Eduardo Campos creditou os bons resultados alcançados “à paixão pela educação que Pernambuco experimenta”.

“Ao cabo dos últimos seis anos, conseguimos os melhores resultados do Brasil na educação. Reduzimos o nosso descasamento idade-série, que girava em torno dos 70%, para 40%. Mas estamos, sobretudo, fechando as torneiras. Ou seja, cuidando da qualidade lá na ponta, para que não se reproduza esse tipo de situação que cuida o Travessia, fazendo desse programa uma política residual”, afirmou o  governador.

 Ao todo, mais de 168 mil alunos já se formaram através do Travessia. O  programa forma estudantes nos ensinos fundamental e médio em 1.041 salas de aulas em todas as 17 regionais do Estado. “O Travessia utiliza uma metodologia que é fazer o fundamental ou o médio em um ano e meio, com material didático produzido para aquela realidade, com o professorado da área, fazendo com que os alunos descubram em si mesmos a capacidade que imaginavam não ter. Porque as pessoas, por repetirem, acabam achando que a dificuldade está nelas, quando, na verdade, está no processo educacional a que foram submetidas”, sublinhou Eduardo.

Concluinte do ensino médio pelo Travessia, Iolanda do Nascimento Pereira, de 17 anos, contou que pensou em abandonar a escola depois de três reprovações consecutivas. “Me sentia desmotivada porque via minhas amigas subindo de série e eu ficando para trás. Achava que não tinha nascido para estudar. Foi aí que conheci o Travessia, e mesmo sem querer, sem muito ânimo, fui percebendo que era possível sonhar com um futuro melhor. Agora, quero cursar uma faculdade de enfermagem”, revelou a jovem, mostrando o certificado de conclusão.

O secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto, contou um pouco da sua trajetória para inspirar os jovens a não desistirem de estudar. Revelou que veio de uma família bastante humilde, “de sapateiros, marceneiros e lavadeiras”. “Eu nunca imaginei chegar até esse cargo que ocupo hoje. E digo a vocês que só a educação pode mudar o futuro das pessoas, como mudou o meu destino. O Travessia é uma família, e é uma honra para a Fundação poder participar de uma iniciativa como essa, ao lado de pessoas que amam a educação”, destacou Barreto.(Fotos: Eduardo Braga/SEI)

ALIANÇA PSB-REDE FOI O FATO POLÍTICO DO ANO, DIZ EDUARDO

Em evento da Rede Sustentabilidade, o governador de Pernambuco e provável candidato à Presidência, Eduardo Campos (PSB), afirmou que o capitalismo vive a sua mais profunda crise. “[A crise] se alonga há cinco anos, teve grandes reflexos nos países, nas nações, na vida, no cotidiano do nosso povo”, disse. Eduardo discursou antes da ex-ministra Marina Silva.

Eduardo lembrou que a Justiça não reconheceu como partido político a Rede Sustentabilidade e chamou de “fato político do ano” o casamento da Rede com o seu PSB. Ele afirmou que a Rede transformou “o revés em uma vitória”. “Todo dia percebemos reação ao fato político que marcou o ano de 2013 e com certeza marcará mais ainda 2014”, disse.

Durante o discurso, o governador incluiu o PPS na aliança. “A estratégia da Rede, do PSB e daqui a pouco do PPS, deve ser definida por nós e não pelos outros”, afirmou. “Tudo bem que eles têm força e poder, mas ainda não têm poder de fazer com que a gente faça o que eles querem”, disse, em referência à oposição.

Eduardo afirmou que a decisão tomada por Marina, que se uniu ao PSB depois de não conseguir formar o seu partido, não foi “a decisão mais fácil”. Mas, segundo ele, “tempo e debate” mostrarão a importância da união. “[A união] teve como referência não a ambição de disputar cargos, mas o propósito de fazer um debate muito mais elevado, sobre futuro do país. É a necessidade de fazer política e não só eleição atrás de eleição” disse.

“Aquela decisão tomada pela justiça de não reconhecer formalmente a possibilidade de a Rede fazer disputa em 2014 enquanto Rede, na cabeça de alguns tinha sido uma posição que permitia que o velho debate pudesse dominar a cena política. Era um contrassenso porque a sociedade procurava firmar um debate de conteúdo, de futuro, que pudesse acontecer o que está acontecendo no mundo”, afirmou Eduardo.

Eduardo também fez referência em seu discurso às manifestações de rua que ocorreram neste ano. “Precisamos de mais integração entre a sociedade e a democracia que construímos ao longo de 30 anos. Precisamos de mais participação, de mais canais que mobilizem a energia que está na sociedade.”

Depois de ter ocorrido homenagem a Chico Mendes, que completaria 69 anos hoje, Eduardo Campos mencionou o avô, Miguel Arraes, que segundo ele, estaria completando 99 anos. “É gente que nunca se entregou, nunca se vendeu”, afirmou.(Agência Estado)

ARMANDO MONTEIRO: “O INTERIOR PRECISA DE MAIS INFRAESTRUTURA E QUALIFICAÇÃO

Em viagem pelo Sertão do Pajeú, o senador Armando Monteiro (PTB) fez uma avaliação dos desafios de Pernambuco nos próximos anos. Além de defender ações em favor da interiorização do desenvolvimento, avaliou que é preciso fazer mais investimentos em infraestrutura, sobretudo em obras hídricas e de transportes, e na qualificação profissional de jovens e adultos.

Foto: Júnior Finfa

Durante entrevistas a rádios e blogs da região nesta sexta-feira (13) e sábado (14), Armando defendeu: “Primeiro, devemos reforçar a infraestrutura, a infraestrutura hídrica, o sistema viário. Sem isso, você não pode atrair investimento privado, não pode trazer fábricas. E precisamos investir na capacitação, na qualificação das pessoas. Isso é fundamental. Tem que haver uma ação mais focada nessa questão da interiorização do desenvolvimento de Pernambuco”.

Armando Monteiro está mais uma vez percorrendo os municípios de Pernambuco. Desde o início do mandato, já esteve em cerca de 130 cidades. Desta vez, percorre até domingo (15) dez cidades do Sertão do Pajeú, onde mantém reuniões de trabalho com prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, além de representantes de entidades da sociedade civil e lideranças políticas de diversos partidos. Nas reuniões, discute o apoio a projetos de interesse dos municípios. O senador passa por Afogados da Ingazeira, Ingazeira, Carnaíba, Tabira, São José do Egito, Santa Terezinha, Brejinho, Itapetim, Tuparetama e Iguaracy.

Nas entrevistas que concedeu, Armando também foi questionando sobre o apoio que dará à reeleição da presidente Dilma Rousseff e a pré-candidatura dele a governador de Pernambuco. O senador explicou que “o governador Eduardo Campos não é mais candidato a governador, ele já foi eleito e reeleito” – e, por isso, o Estado vive ”agora um novo momento”. “Não tenham a menor dúvida de que nos 184 municípios de Pernambuco nós teremos palanques fortes”, afirmou.

Ao ser indagado sobre a quantidade de prefeitos que poderão apoiá-lo na campanha ao governo do Estado, explicou: “Teremos palanques fortes em todas as regiões. Se o palanque estará representado pelo prefeito, pela oposição no município, ou se ambos, no futuro saberemos. Mas que nós teremos palanques eu não tenho a menor sombra de dúvida disso. Considero o apoio dos prefeitos muito importante, mas eleição majoritária não é definida pelo número de prefeitos que se aliam às candidaturas, porque se isso fosse verdade nem Eduardo teria sido eleito em 2006, nem Dr. Arraes teria perdido para Jarbas em 1998.

Porque, na época, Dr. Arraes contava com a maioria esmagadora dos prefeitos e, em 2006, a aliança que Jarbas liderava, que apresentou a candidatura de Mendonça, tinha também o maior número de prefeitos. Eleição majoritária não é definida pelo número de prefeitos, embora, volto a dizer, os prefeitos são muito importantes. Eleição majoritária é definida por uma corrente de opinião que vai se formando, é o povo que forma esse opinião. E a liderança política às vezes tem que ir a reboque”.