Press "Enter" to skip to content

Últimas publicações do quadro “Pernambuco”

MUNICÍPIO DE IBIMIRIM PODE SOFRER INTERVENÇÃO

O deputado Rodrigo Novaes (PSD) foi à tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco, na tarde de hoje, denunciar o descumprimento de ordem judicial do Prefeito de Ibimirim, que pode resultar na intervenção do município.

De acordo com Novaes, diversas pessoas que foram aprovadas no concurso público municipal, dentro do número de vagas, não foram nomeadas nem empossadas nos cargos, fato que resultou na impetração de inúmeros mandados de segurança.

Mesmo após a sentença da juíza da comarca e com a confirmação da decisão em segundo grau por parte do Tribunal de Justiça, ambas determinando a imediata nomeação e posse dos concursados, o prefeito se nega a cumprir a ordem, mesmo com a aplicação de multa diária pelo descumprimento.

Indignados, os concursados apresentaram Notícia Crime perante o Procurador Geral de Justiça do Estado, Agnaldo Fenelon, pedindo a prisão do prefeito a intervenção do município, haja vista o descumprimento da decisão judicial.

Para Rodrigo, “a atitude do prefeito remete a época da política do coronelismo, onde os governantes não respeitavam o estado de direito. Não é admissível que hoje, quando comemoramos 25 anos da Constituição, o prefeito de Ibimirim ainda pratique essa política antiga, sem respeito à população e ao judiciário”.

A SECA VINTE ANOS DEPOIS DA OCUPAÇÃO DA SUDENE

Dois mil e treze está chegando ao fim, completando um ciclo de três anos consecutivos de estiagem no Semiárido. Apesar das muitas dificuldades enfrentadas pelas famílias agricultoras da região, a realidade, no que diz respeito ao acesso à alimentação e à renda, é bem diferente, se comparada ao cenário de vinte anos atrás, quando ocorria a ocupação da Sudene, no Recife, – uma manifestação que reuniu milhares de lideranças sindicais do Nordeste, com o intuito de pressionar o então presidente da república, Itamar Franco, a ouvir as revindicações do Movimento por políticas públicas para o Semiárido.  Essa é uma afirmação do  deputado estadual Manoel Santos que, na época da ocupação da Sudene, presidia a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape). 
Nesta entrevista, ele relembra as questões que inquietaram o Movimento Sindical Rural e fizeram com que, pela primeira vez, o governo federal fosse pressionado a dialogar com os movimentos sociais. Ele ainda avalia as mudanças que esse marco provocou na realidade de vida de milhares de famílias agricultoras, vinte anos depois. Confira!
Nesta estiagem, que mudanças o Senhor identifica como sendo representativas na vida da população do Semiárido?
São muitas.  Em décadas passadas, as as famílias agricultoras sem condições de produção, sem renda e sem ter o que comer, geralmente seguiam para a cidade, para buscar apoio dos prefeitos. Como não existiam políticas públicas nessa direção, acabavam saqueando armazéns e supermercados. Havia muita dor. Hoje, graças a ações como o Programa Bolsa Famílias, que também completa dez anos, nós registramos a saída de 36 milhões de pessoas da condição de pobreza extrema, ou seja, pessoas que dormiam sem saber o que iriam comer no dia seguinte. Certamente, desse montante fazem parte milhares de famílias do Semiárido. Reduzimos em quase 20% a mortalidade infantil. E nós sabemos que, no Semiárido, esse é um problema ainda mais grave. Lá, há municípios com taxa de mortalidade infantil superior à nacional. E tem outras ações como o Garantia Safra, Bolsa Estiagem, que criaram condições para que as famílias pudessem conviver com os longos períodos de seca. Isso, há 20 anos, quando ocupamos o prédio da Sudene, no Recife, ainda era um sonho para todos nós.
O Senhor cita a ocupação do prédio da Sudene. O que representou essa mobilização para a luta pela cidadania das famílias do Semiárido?
 Esse evento foi um marco na luta do Movimento Sindical Rural por políticas públicas para as famílias do Semiárido. Em 19 de março de 1993, nós caminhávamos, assim como agora, para o terceiro ano seguido de seca, só que naquele tempo a realidade era bem diferente. As famílias realizavam saques constantes a supermercados. Muitas delas, já haviam seguido para outras cidades, outros estados, em busca emprego e a dor e o desespero eram grandes. A ausência de iniciativa do poder público só agravava a situação. Foi quando nós – na época eu era presidente da Fetape – fizemos uma reunião, em Serra Talhada, com todos os Sindicatos de Trabalhadores Rurais dos Polos do Sertão. Nessa reunião, decidimos que faríamos uma articulação envolvendo todas as Federações e sindicatos do Nordeste, pois entendemos que se tratava de uma questão que afetava todo o Semiárido brasileiro, portanto apenas o estado de Pernambuco não conseguiria fazer ecoar a dor e o sofrimento que atingiam a população.  Em seguida, contando com a coordenação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), fizemos uma reunião com todos os estados do Semiárido, desde Minas Gerais até o Ceará. Nesse encontro, decidimos por ocupar a Sudene e só sair de lá quando fossemos atendidos pelo presidente da República.
E como se deu a disputada de forças durante o processo de ocupação?
Bem, nós reunimos cerca de 3 mil pessoas e montamos acampamento no prédio da Sudene. O superintendente da época, não tinha respostas para nós, mas nós seguimos ocupando o prédio, até que conseguíssemos uma agenda com o presidente. Enquanto travávamos uma queda de braço com o governo, vários representantes se somaram a nossa mobilização, deputados estaduais e federais, prefeitos e até Dom Helder Câmara chegou ao local, solidário com a nossa luta. Passou-se o dia inteiro, a tensão aumentava, até que, à noite, o superintende nos procurou dizendo que o presidente nos receberia junto com uma comissão, em Brasília, se nós desocupássemos o prédio. Dessa forma, nós seguimos para a Brasília, naquela mesma noite, em um avião cedido pelo governo federal. No dia seguinte, já estávamos negociando com o presidente Itamar Franco, o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, e uma comitiva formada por alguns senadores, deputados e ministros de governo.
O grupo considerou positivos os resultados conquistados com a ocupação?
Sim, com certeza!  Nós voltamos com 600 milhões de reais para iniciar frentes de trabalho em nove estados do Semiárido, atingindo cerca de dois milhões de pessoas. Esses resultados foram se multiplicando em outros recursos, até que chegamos ao total de 2 bilhões de reais investidos em ações voltadas para o atendimento às vitimas da seca. Além do mais, eu considero que a nossa ousadia e força política também foram fundamentais para essa grande conquista. Havíamos aprovado, há poucos anos, a nova Constituição Cidadã e o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais fez jus a essa nova realidade, de democracia e luta por direitos com essa ocupação, que forçou a escuta por parte do governo federal às vozes do Movimento Sindical.
Em sua opinião, que contribuições a ocupação da Sudene trouxe para a realidade vivenciada hoje, não apenas pelas famílias do Semiárido?
Com o passar do tempo, a sociedade foi tendo uma consciência, cada vez maior, da importância de eleger representantes comprometidos com as pessoas menos visibilizadas, a exemplo das famílias do Semiárido, dos negros, do que vivem nas periferias. Essa consciência desembocou na eleição do ex-presidente Lula e, em seguida, da presidenta Dilma Rousseff. A partir de então, as políticas voltadas para essa parcela, antes esquecidas pelos governos, passaram a existir independente de catástrofes, de secas e enchentes, mas, simplesmente, pela necessidade de se garantir cidadania. Se estabeleceu uma dinâmica de diálogo constante com os movimentos sociais e não apenas por força dos protestos e manifestações. As políticas voltadas para o campo, que já estavam escritas no Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (PADRSS) receberam notoriedade e investimentos desses governos, sobretudo com a criação do Pronaf, que recebeu um investimento de 5 bilhões de reais, no primeiro ano do governo Lula e neste, que é terceiro ano do governo Dilma Roussef, de 21 bilhões de reais. Sem contar que as facilidades no acesso às linhas de crédito também aumentaram. As famílias passaram a dispor de quatro modalidades de contratação no Pronaf B e de desconto de 25%, no momento da quitação das prestações. Essas mudanças melhoraram a vida daquelas pessoas que nunca tiveram acesso a créditos e a investimentos na pequena produção.  Como se vê, a ocupação da Sudene, há 20 anos, foi um divisor de águas na vida das famílias do campo.

DEPOIS DE AUDIÊNCIA COM A ANEEL CÔRTE REAL CONSEGUE SUSPENSÃO DE RESOLUÇÃO QUE PREJUDICA ENTIDADES DE CUNHO SOCIAL

O deputado federal Jorge Côrte Real (PTB-PE) comemora o primeiro passo dado pela Aneel- Agência Nacional de Energia Elétrica em atender ao seu pedido de suspensão do artigo 8º da Resolução Normativa 581 da agência reguladora. Durante audiência na ANEEL, hoje (18), em Brasília, com o diretor geral, Romeu Donizete Rufino, à Resolução Normativa 581, no artigo. 8º da Aneel, foi suspensa.

Tal resolução obriga as concessionárias de energia, no caso de inadimplência dos usuários, a reeditarem o boleto vencido, sem que nessas novas faturas constem as contribuições voluntárias dos consumidores às entidades de cunho social. Consequentemente, prejudica entidades como, a Pastoral da Criança, a LBV, a Fundação Terra, a APAE, o Movimento Pró-Criança e a pernambucana Orquestra Cidadã, entre outras, que deixam de receber arrecadações.

Segundo o parlamentar, a agência reguladora dará um retorno final sobre o caso, porém, o representante da Aneel “irá conversar com as concessionárias e irá suspender temporariamente o art. 8º e depois analisará os procedimentos para a revogação”.

Para o parlamentar, a conquista já é uma vitória para as entidades sociais. “A Aneel reconhece o fato. E a suspensão da resolução para análise mostra que tudo poderá mudar”, lembra Côrte Real.

GOVERNO LANÇA EDITAL FUNCULTURA INDEPENDENTE 20132014

Cerca de R$ 22 milhões foram disponibilizados pelo Governo do Estado, através da Secretária de Cultura, na manhã desta quarta-feira (18), durante o lançamento do Edital Funcultura Independente 2013/2014. O anúncio foi feito pelo secretário de Cultura, Marcelo Canuto e pelo presidente da Fundarpe, Severino Pessoa. O edital Funcultura Independente é direcionado à cadeia produtiva da cultura em Pernambuco, por meio do incentivo direto a projetos áreas de dança, circo, teatro, ópera, fotografia, literatura, música, artes plásticas, gráficas e congêneres, cultura popular e tradicional, artesanato, patrimônio, artes integradas, gastronomia, pesquisa cultural, formação e capacitação. O edital está disponível no site www.fundarpe.pe.gov.br. As inscrições de projetos poderão ser feitas de 10 de fevereiro a 17 de março de 2014. Durante o mês de janeiro de 2014, a Secult-PE realizará oficinas para difundir o edital.
Entre as novidades desta edição, estão novas linhas de ação nas áreas de artes visuais, artes integradas, dança, teatro, circo, literatura, música, ópera e patrimônio, entre outras. As mudanças foram realizadas a partir do diálogo com diversos segmentos da classe artística, que apresentaram propostas buscando novas possibilidades de enquadramento de projetos dentro do edital. Atendendo a reivindicações da Associação Metropolitana de Hip Hop em Pernambuco e de artistas do movimento de arte urbana, novas linhas de 
ação foram criadas especialmente para projetos e dança de rua (montagem de espetáculo, festival e programação de atividades) e grafite. Novidades também foram incluídas nas categorias Dança, Ópera, Circo, Teatro, Patrimônio, Artes Integradas
 “Além dessas mudanças no edital, que estamos sempre promovendo com vistas a ampliar cada vez mais a participação de novos produtores e novas linhas de ação, é preciso destacar que o maior ganho do Funcultura este ano foi ter sido encaminhado, em forma de projeto de lei, pelo governador Eduardo Campos, para a Assembleia Legislativa, para que seus recursos mínimos sejam garantidos como política de estado e não dependam mais da vontade política de uma gestão”, destaca o secretário de Cultura Marcelo Canuto.
Informações e atendimentos do Funcultura podem ser feitos, presencialmente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, na Rua da Aurora 463/469, Boa Vista, no Recife. Também podem ser obtidas pelos telefones (81) 3184-3023/3184-3026 ou pelo e-mail: atendimentosic@fundarpe.pe.gov.br.

TCE EMITE PARECER PRÉVIO RECOMENDANDO A APROVAÇÃO DAS CONTAS DO GOVERNADOR DO ANO DE 2012

O Pleno do Tribunal de Contas aprovou nesta quarta-feira, por unanimidade, a emissão de Parecer Prévio recomendando à Assembleia Legislativa a aprovação das contas do governador Eduardo Campos referentes ao exercício financeiro de 2012.

O relator do processo foi o conselheiro João Campos, que após fazer a leitura do seu relatório propôs que se consignasse em ata um elogio na ficha funcional dos seis técnicos que fizeram a análise das contas.

O Grupo de Trabalho é formado pelos servidores Adriana Maria Frej Lemos, Almeny Pereira da Silva,Gilson Castelo Branco de Oliveira, Nicomedes Lopes do Rêgo Filho, Riva Vasconcelos Santa Rosa e Silvia Maria Vaz Maciel de Moraes.

Na análise das contas do governador, o TCE examina apenas o que é de responsabilidade direta dele, a exemplo da aplicação do limite mínimo constitucional na educação (25% da receita de impostos), na saúde (12%) e na folha de pessoal (48%), além do limite de endividamento. A prestação de contas das unidades gestores estaduais serão analisadas individualmente.

A sessão foi presidida pela conselheira Teresa Duere e teve a participação dos conselheiros Valdecir Pascoal, Carlos Porto, Marcos Loreto, Dirceu Rodolfo e Ranilson Ramos, além da procuradora geral Eliana Maria Lapenda de Moraes Guerra.

CRISTINA BUARQUE É HOMENAGEADA PELA IFPE COM A MEDALHA PAULO FREIRE

A Secretária da Mulher de Pernambuco, Cristina Buarque, foi homenageada, ontem (17) com a medalha Paulo Freire, concedida pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco – IFPE. Ela recebeu a comenda das mãos da professora Maria José Neves.  Além da secretária, receberam a mesma comanda a Reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE, Maria José Sena e dois funcionários aposentados da IFPE, Rômulo Carneiro e Noemi Ferreira.

Ao receber a medalha, Cristina Buarque lembrou que a sua mãe trabalhou com o educador Paulo Freire e que teve oportunidade de conviver de perto com ele. A cerimônia ocorreu na Fundação Joaquim Nabuco, em Casa Forte, durante solenidade comemorativa aos cinco anos de criação da IFPE. A instituição comemora também o número de mais de um milhão de matérias nestes anos de funcionamento, ofertando cursos que vão da formação inicial ao doutorado. A instituição é resultante da junção do Centro Federal de Educação Tecnológica de Pernambuco e das Escolas Agrotécnicas Federais de Barreiros, Belo Jardim e Vitória de Santo Antão.

A mesa de abertura da solenidade foi composta pelas Reitoras do IFPE, Cláudia Sansil, e da UFRPE, Maria José Sena, pela Secretária Cristina Buarque, pelo vice-prefeito da cidade do Recife, Luciano Siqueira, pelo secretário especial de Esportes da Copa da PCR, George Braga, pelo Presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Fernando Freire, além do gestor de educação ambiental da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Cristiano Carrilho. Estavam presentes ao evento professores e diretores dos campi em todo o Estado.

Inicialmente houve a fala das autoridades, onde o vice-prefeito do Recife Luciano Siqueira comemorou a mudança na face do emprego no País, e em especial em Pernambuco, “o desenvolvimento econômico centrava-se apenas no ciclo da cana de- açúcar, e com a interiorização da educação há novas oportunidades de emprego e rensa em outras atividades”.

Já Cristina Buarque parabenizou a Reitora Claudia Sansil  pelo trabalho que vem realizando frente a IFPE. Ela classificou como ousado o desempenho da instituição, e, segundo a gestora, durante muito tempo a ciência ficou alienada, pois não chegava até a população do interior, “o IFPE leva o conhecimento para lugares mais longínquos, com compromisso e seriedade, inovando na forma de abordar as disciplinas sem as amarras do sexismo, racismo ou da homofobia, alcançando excelência no ensino técnico”.

Fernando Freire, da Fundaj, destacou a importância de se ter as mulheres pernambucanas frente a reitorias e às políticas afirmativas que o governador Eduardo Campos vem executando, “isso mostra que as mudanças vem ocorrendo”. Sobre o IFPE ele disse que o país que não investe em tecnologia está fora do contexto de crescimento.

DILMA AFAGA ARMANDO MONTEIRO NO DISCURSO

Se o virtual adversário em 2014 – o governador Eduardo Campos (PSB) – optou por um discurso político, deixando claro que está no jogo presidencial, Dilma Rousseff (PT) não quis assunto com a pauta política. Sorridente, deu seu recado anunciando a liberação de verbas na casa dos bilhões para Pernambuco, na tentativa de evitar que o concorrente crie no Estado uma versão de que as relações com a União mudaram.

Falou por quase 40 minutos exaltando a retomada da indústria naval. Ao contrário de Eduardo, que a citou diversas vezes em seu discurso, ela apenas o cumprimentou nos agradecimentos iniciais. “Queria cumprimentar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Agradecer a recepção fraterna, o alto nível das relações que sempre pautaram a nossa convivência”.

Com o senador e pré-candidato ao governo, Armando Monteiro (PTB) a tiracolo, ela foi só elogios aos correligionários no Congresso. “Os senadores Armando Monteiro e Humberto Costa têm sido grandes parceiros do governo para que nós possamos aprovar, no Senado, todos os projetos de transformação e de transferência de renda para a população”, afagou.

REVIDE ECONÔMICO
Dilma Rousseff rebateu alguns dos pontos mais presentes ao discurso do adversário: de que a economia pode piorar e o brasileiro pode perder as conquistas sociais recentes. Destacou que em sua atuação como ministra das Minas e Energia, no governo Lula, coube a ela trabalhar pela retomada da construção de navios no Brasil.

“Vemos a capacidade do País gerar emprego e, com emprego gerado, significa mais renda para as famílias, e também a melhoria da qualidade do trabalho”, assegurou.

Antes de encerrar seu discurso, Dilma citou o economista Celso Furtado, destacando que o governo vem trabalhando para combater as desigualdades sociais. “Quero dizer que nós temos tomado decisões fundamentais em favor do desenvolvimento de Pernambuco e do Nordeste. Como afirmava o nosso mestre Celso Furtado, nenhum de nós pode aceitar que a desigualdade e o atraso sejam considerados fenômenos naturais, como a chuva. Desigualdade e atraso dependem da nossa determinação em mudar a realidade”.

E continuou: “A melhor prova disso, aqui para o Estado, para o Nordeste, mas para todo o Brasil é o extraordinário dinamismo desse complexo portuário-industrial que estamos aqui, com a Refinaria Abreu e Lima, com o Estaleiro Atlântico Sul e com todos os outros equipamentos. (Bruna Serra e Adriana Guarda-JC)

EDUARDO ELOGIA PAPEL DOS PERNAMBUCANOS NA RETOMADA DA INDUSTRIA NAVAL BRASILEIRA

“Esse encontro simboliza a contribuição da gente pernambucana à retomada da industria naval brasileira, decisão tomada ainda pelo ex-presidente Lula, em 2003, e que ajudei enquanto fui ministro da Ciência e Tecnologia”. Foi o que disse o governador Eduardo Campos, ao discursar em evento com a participação da presidente Dilma Rousseff, no Complexo Portuário de Suape, nesta terça-feira (17/12).

Eduardo pontuou ainda a importância do encontro com a presidente. “Talvez seja essa a última vez que como governador terei a satisfação de recebê-la em território pernambucano. Essa é uma relação que construímos ao longo de uma caminhada que não foi nada fácil. Esse é um encontro entre uma presidente eleita democraticamente e de um governador reeleito pelo seu povo, que sabem o tamanho da institucionalidade, sabem o dever que têm com o Brasil, e que sabem separar o interesse público de uma disputa política. Tenho muito respeito pela senhora, que é uma brasileira honrada, que ajudou na construção do Brasil que temos hoje”, completou Eduardo.

O governador também lembrou da atuação conjunta do Governo do Estado com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que proporcionou a elaboração do projeto do Arco Metropolitano. “Nós tínhamos a clareza da importância dessa obra e tomou suas iniciativas, não esperamos apenas que o Dnit, que teria a competência, fizesse o projeto, mas nos adiantamos para que o povo se beneficiasse o quanto antes. Isso é uma prova de que o poder público deve trabalhar em conjunto para apresentar bons resultados e melhorar a qualidade de vida da população”, afirmou Eduardo Campos.

Eduardo Campos acompanhou a visita presidencial ao Complexo Portuário de Suape, nesta terça-feira (17/12). A comitiva da presidente Dilma Rousseff iniciou sua agenda pela Refinaria Abreu e Lima, e depois seguiu para o Estaleiro Atlântico Sul, onde foi realizada a cerimônia de conclusão das obras da Plataforma P-62. Na ocasião, foi assinado aviso de licitação para a elaboração de projeto para as obras do Anel Viário, conhecido como Arco Metropolitano, com valor estimado em R$ 1 bilhão.

Para o governador, o Arco Metropolitano dialoga com o planejamento estratégico do Governo para mobilidade social. “Complementa uma série de investimentos que temos feito para melhorar a mobilidade na região, para mudar a vida de pessoas que levam hoje três, quatro horas para ir e voltar do trabalho. Temos consciência de que essas parcerias são feitas com recursos públicos não do Estado, do município ou da União, mas que pertencem ao povo, e ao povo têm de voltar em obras para melhoria da qualidade de vida”, ressaltou o governador. (Fotos: Aluisio Moreira/SEI)

GOVERNO DO ESTADO INVESTE R$ 49,2 MILHÕES DO FUNDO DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL EM OBRAS NO SERTÃO

Todos os 56 municípios que integram os sertões do Araripe, Central, Moxotó, Pajeú, São Francisco e Itaparica foram beneficiados com liberação de mais  de R$ 49,2 milhões em recursos do Tesouro Estadual para a realização de obras de infraestrutura que impulsionem a melhoria da qualidade de vida das populações das zonas urbanas e rurais. Os investimentos são provenientes do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM) e foram repassados às prefeituras que apresentaram projetos em áreas estratégicas, como saneamento básico, infraestrutura viária, educação, saúde, desenvolvimento social, meio ambiente e sustentabilidade. Em todo o Sertão estão sendo executadas mais de 125 obras estruturadoras com recursos do FEM.
Em todas as Regiões de Desenvolvimento do Sertão, as obras priorizam a urbanização e pavimentação de ruas e avenidas, construção de praças e áreas de lazer, reforma e ampliação de escolas, postos de saúde, hospitais, pátios de feiras e eventos, abatedouros e sistemas de abastecimento de água. Os benefícios não se restringem às sedes municipais, alcançando distritos, vilas e pequenos povoados. 
Estão sendo investidos mais de R$ 6,4 milhões no Sertão Central, R$ 12,5 milhões no Pajeú, R$ 6 milhões no Moxotó, R$ 8,8 milhões no Araripe, R$ 10,1 milhões no São Francisco e R$ 5,4 milhões no Sertão de Itaparica. O FEM atende todos os 184 municípios pernambucanos. Os investimentos totais chegam a R$ 129,7 milhões distribuídos entre 437 planos de trabalho aprovados.
O Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal totaliza R$ 228 milhões em recursos do Governo do Estado. Foi criado através da Lei 14.921, de março de 2013, após ser anunciado pelo governador Eduardo Campos, durante o Seminário Todos por Pernambuco, realizado em fevereiro, no 
município de Gravatá. O FEM destina investimentos para ações e obras que tragam benefícios diretos à população e impulsionem o desenvolvimento econômico e social em todo o Estado, da Região Metropolitana do Recife ao Sertão.
Todos os projetos enviados pelas prefeituras e aprovados pelo Comitê Estadual de Apoio aos Municípios (CEAM), terão o dinheiro liberado em quatro parcelas: a primeira, correspondente a 30% do total destinado para cada município, foi repassada em maio, e a segunda, também de 30%, após 60 dias. Já a terceira, de 20%, está condicionada a declaração do prefeito de aplicação dos recursos, e a quarta e última, de 20%, mediante a apresentação ao Governo do termo de término da obra. A gestão dos recursos do fundo está sob a responsabilidade da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e as obras são executadas pelas prefeituras.

EM RESPOSTA A PETISTA, EDUARDO CAMPOS AGRADECE A DILMA DINHEIRO PARA MOBILIDADE, MAS LEMBRA QUE RECURSOS SÃO DO POVO BRASILEIRO

Apesar de toda a cordialidade pública demonstrada com a mandatária do País, o governador Eduardo Campos não deixou de dar o recado político, de modo muito diplomático, no evento montado pelo Governo Federal em Suape, ainda há pouco.

Na fala mais contundente, em uma espécie de resposta aos petistas que o acusam de esconder a ajuda Federal, o governador Eduardo Campos foi bem explicito.

“Os recursos públicos são do povo brasileiro. A nova política nos obriga a olhar para a frente, pensar em um futuro onde os recursos públicos não pertencem a partidos políticos e sim ao povo brasileiro”, afirmou, logo depois de citar que hoje os trabalhadores de Suape são obrigados a passar mais de duas horas em engarrafamentos para chegar ao trabalho.

No começo do discurso, Eduardo Campos não deixou de agradecer, antecipadamente, os recursos para mobilidade, não sem antes lembrar que já havia apresentado os mesmos pleitos há cinco anos, tempo que ainda engloba o último ano do governo Lula. A fala pode ser interpretada como uma crítica a lentidão do governo Federal.

O governador também desfechou outra farpa contra a presidente, ao falar de parcerias entre governos. Eduardo elogiou a sua equipe.

“Como diz o poeta, não há vento bom para quem não sabe para onde quer ir”, declarou.

O governador Eduardo Campos arrancou aplausos dos trabalhadores ao dizer que a porta para os nordestinos parece sempre estar mais fechada do que para outros brasileiros. “Somos 28% da população, mas somos apenas 13,5% das riquezas”, lembrou a Dilma. “Temos que trabalhar mais do que os outros, perseverar mais do que os outros”, comparou.(Blog do Jamildo)