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Últimas publicações do quadro “Crônicas de Ademar Rafael”

CRÔNICA DE ADEMAR RAFAEL

VAMOS ATENDER TRUMP?

Considerando que o novo presidente americano ao inserir na parte final do seu discurso de posse com as seguintes afirmações: “Juntos iremos tornar a América forte novamente”; “Tornaremos a América rica novamente”;“Faremos a América orgulhosa novamente” e “Faremos a América segura novamente” estava se dirigindo ao povo do seu país. Uma vez que não fomos convocados para produzir as mudanças por ele almejadas, vamos atendê-lo de forma criativa e mais favorável para nós.

Durante o mandato do magnata, não político, vamos levar nossos filhos e netos para o Beto Carrero World parque temático localizado na Praia de Armação – Penha – Santa Catarina e esquecer férias no “Walt Disney World Resort, Orlando”.

Para substituir os produtos “Lacoste”, “Nike”, “polo Ralph Lauren” e outros que comprávamos em Miami e Nova Iorque vamos comprar na Monsenhor Tabosa de Fortaleza – CE, na Rua Tereza em Petrópolis – RJ, no setor Campinas em Goiânia – GO no polo têxtil de Pernambuco, localizado nas cidades de Toritama e Santa Cruz de Capibaribe.

Teremos que permutar as conceituadas universidades norte-americanas: “Columbia”, “Harvard” e “Stanford” pelas também respeitadas: Universidade de São Paulo (USP), Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV-EAESP), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE), Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (EBAPE), Faculdade Ibmec (IBMEC), Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), Fundação Dom Cabral, uma das federais à sua escolha.

Adotando tais medidas além de auxiliarmos o presidente Donald John Trump na nobre missão de recuperar seu país junto com seu povo “escolhido” ficamos livres de vistos, embaixadas, moedas estrangeiras, alfandegas e conheceremos melhor nosso país.

Os dólares antes gastos nos Estados Unidos servirão para tirar o Brasil da inércia atual, deixemos que Trump e sua turma salvem a América.

Por: Ademar Rafael

CRÔNICA DE ADEMAR RAFAEL

1957 – 2017

Nasci em 1957 num período considerado pela história como “Anos dourados”. Em 2017 ao comemorar meus sessenta anos veio o questionamento se poderíamos considerar o período atual como “Anos cinzentos”.

Variáveis negativas para esta alteração sobram e sob inspiração do best-seller “Cinquenta tons de cinza”, da londrina Erika Leonard James (E L James) temos fortes argumentos para enxergar o poder público na pele de Cristian Grey e os contribuintes como Anastasia Steele (Ana). Cada um, dentro do seu nível de percepção, fique à vontade para concordar ou não com esta analogia gerada nesta cabeça seis ponto zero.

Em 1957 o maior cargo do executivo no Brasil e nos Estados Unidos era ocupado, respectivamente, por Juscelino Kubitschek e Dwight Eisenhower. O primeiro o construtor de Brasília, da Belém-Brasília e incentivador da indústria nacional e o segundo carregava os seguintes pensamentos: “Não se é líder batendo na cabeça das pessoas – isso é ataque, não é liderança” e “Uma nação que valoriza seus privilégios acima de seus princípios, logo perde ambos”.

Atualmente referidos cargos são ocupados, aqui por Temer e lá por Trump. O nosso, o criador da PEC de redução dos gastos públicos, da Reforma da Previdência e defensor da abertura da exploração do petróleo brasileiro por empresas estrangeiras e o “deles”, nacionalista ao extremo e advogado do protecionismo.

A ironia do destino aproxima o maior presidente da história do Brasil muito mais do atual presente americano do que dos demais. É muita loucura na história para ser corretamente decodificada.

Como estamos em momento de festa gostaríamos de registrar que no último final de semana recebemos vários amigos e familiares para comemoração dos meus sessenta anos, foram momentos especiais, as comemorações ficaram mais próximas das ideias dos anos dourados.Que na festa dos setenta os tempos ganhem outro colorido.

Por: Ademar Rafael

CRÔNICA DE ADEMAR RAFAEL

SIMETRIA

Além do talento de grande poeta, outra qualidade destacável em Diomedes Mariano é a sua capacidade de valorizar a produção poética dos seus pares, recitando-as e dando-lhes relevo. Em uma das nossas conversas Dió, como carinhosamente é chamado o poeta da Barra de Solidão, falou-me sobre Dudu Morais. Depois de recitar algumas estrofes do jovem tabirense afirmou que Dudu havia comprado ingresso para entrar na festa frequentada pelos grandes poetas do Pajeú.

Recentemente comprei o livro “Nas rédeas da poesia”, de autoria de Dudu Morais. Carlos Véras, Genildo Santana, Adeval Soares, Francisco Melo, Alexandre Morais e Colô Cordeiro nas apresentações e no prefácio da publicação ratificam a avaliação de Diomedes, ou seja, dizem que o
“menino” entrou precocemente para o time dos poetas da cidade onde reina o mestre Dedé Monteiro.

Com a maestria de sempre Dedé assim qualificou Carlos Eduardo Silva Morais em mote oferecido para mãe do poeta: “Eu não sei se meu filho é mais vaqueiro/mais poeta, mais doido ou mais doutor”.

O soneto “Apelo”, inserido no livro, expressa uma angústia silenciosa que não cala no íntimo de muita gente. ““ Excelentíssimos senhores exegetas,/Renomados “doutores” bacharéis/Que discutem “justiça” nos papéis,/Tendo fulcro em doutrinas tão completas./Se puderem, revejam suas metas,/Não se escondam por trás de seus anéis,/Que a justiça, ela é cega, mas seus pés/necessitam trilhar estradas retas./O problema maior é que a preguiça/Limitou por demais pra que a justiça/Se encontrasse na mão de poucos “reis”./E, a meu ver, só existe este defeito:/É querer que a LEI seja o DIREITO/E tirar a JUSTIÇA só das leis “”.

Concluída a leitura arisco-me a afirmar que Dudu Morais emprega em seus poemas a mesma simetria que o poeta Raimundo Caetano emprega nos versos que produz ao som da viola. Quem descobre algo como “… O teu andar delicado,/feito o vento na pastagem…” tem todo direito de ter uma foto na galaria dos poetas do sertão. Solta o bridão poeta.

Por: Ademar Rafael

CRÔNICA DE ADEMAR RAFAEL

RAFAELSEM SIMILAR

Tive o privilégio de passar a penúltima semana de 2016 e a primeira semana de 2017 no meu querido Pajeú. Em oito dias convivi com o que há de melhor em nossa cultura.

Em Afogados da Ingazeira no dia 25.12.2016 o evento “Pajeú em poesia”, em sua nona versão, materializou o jeito nosso de fazer cultura, com gosto e cheiro do sertão. As intervenções dos declamadores e os shows de “Coração de Poeta” e “Canto e Poesia” cobriram o espaço da festa com poesia. A apresentação de Jonathas Malaquias juntou o clássico e o popular no mesmo palco na forma defendida por Ariano Suassuna. Dedé Monteiro, o homenageado, foi merecidamente aplaudido de pé.

Na primeira semana do ano, em São José do Egito, a festa dos “102 anos de Louro e 100 anos de Zezé Lulu”, mais uma vez o Instituto Lourival Batista e parceiros nos brindaram com espetáculos sem igual. A missa dos cantadores sob a batuta do padre-poeta Luizinho e as apresentações representaram puras manifestações de cultura popular. A empatia entre plateia e palco é algo mágico.

Na abertura do seu show, em companhia do irmão Val Patriota, do sobrinho Tonfil e os músicos Guilherme Eira, Luizinho de Serra, Greg e Miguel, Bia Marinho deu a senha ao gritar: “Como é bom cantar no terreiro de casa”. Foi um grito por mim traduzido como: “Aqui quem canta de galo somos nós”. A interpretação de “Utopia”, que Lourival chamava a “música do padre” deixou a plateia em estado de transe.

Para fechar o firo comprei o livro “O rei me disse fica, eu disse não – 100 repentes de Lourival Batista”, de autoria de Marcos Nunes Costa, Marilena Marinho e Raimundo Patriota.

A obra, além dos “improvisos trocadilhados ou trocadilhos improvisados” de Louro, registra cinco textos da lavra de Marilena Marinho. Somente quem teve o privilégio da companhia de Louro e Dona Helena é capaz de produzir coisa semelhante. A edição comemorativa do centenário do terceiro faraó é sem similar.

Por: Ademar Rafael

CRÔNICA DE ADEMAR RAFAEL

RAFAELO MATUTO DAS VARAS

Reza o folclore carioca que um dos fundadores do combativo Jornal “O pasquim”, que circulou de 1969 a 1991 durante o lançamento de um livro de sua autoria, foi abordado por um gozador com a seguinte proposta: “Escreva ai uma besteira”. O escritor, com o humor natural do carioca, levantou a cabeça e disse ao engraçadinho: “Dite”.

Sem precisar que alguém ditasse nada, desde 1974, eu gosto de escrever besteiras. Para tirá-los da gaveta criei o site www.matutodasvaras.com.br. O nome foi para legitimar o tratamento que com orgulho recebo do colega e amigo Danizete Siqueira Lima, o Velho Perninha.

Em referido site o curioso leitor ou a curiosa leitora pode encontrar textos em versos e prosa que venho escrevendo desde os tempos do Ginásio Industrial. Estão separados em cinco grupos.

O primeiro denominado “Do Pajeú ao Salamanca”, revela trabalhos em parcerias e individuais e traz em seu título os nomes dos rios que cortam os municípios de Afogados da Ingazeira – PE e de Barbalha – CE, respectivamente.

O segundo intitulado de “O sertão, o cerrado e a floresta”, contém poemas e crônicas que escrevi na época que fui morador nos três principais ecossistemas do Brasil, fora de Pernambuco.

Nos volumes de “Da foice ao face”, terceiro grupo, estão inseridas as estrofes que publico no face book em cada domingo, desde 2012.

Nas coletâneas “Dos bodes aos blogs”, quarto grupo, registrei as crônicas que publico semanalmente em blogs de Afogados da Ingazeira.

No quinto e último grupo estão três trabalhos acadêmicos, sendo dois de produção isolada e um em parceria com colegas do Banco do Brasil.

Tenho certeza, contudo, que com um pouco de paciência e uma dose de boa vontade os interessados encontrarão algo de futuro. O intuito é somente levar tais publicações ao julgamento dos leitores e das leitoras.

Por: Ademar Rafael