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Últimas publicações do quadro “Crônicas de Ademar Rafael”

Crônica de Ademar Rafael

AMIGOS DE QUINCAS RAFAEL

Com a devida vênia de cada leitora e cada leitor desse espaço, permitam-me mencionar na última semana de cada mês uma personalidade da região, aqui classificada como amigos de Quincas Rafael. Este projeto tem sustentação no que aprendi com o velho poeta das Varas: “A atenção que devemos dispensar para os amigos, verdadeiros anjos da guarda”.

Meu pai, com sua habilidade em dizer as coisas de forma simplificada, sempre indicava em nossos diálogos que entre os seus incontáveis amigos seis se destacavam. Três deles da região de Jabitacá e três que fizeram parte da sua história na fase de juventude em Afogados da Ingazeira, cidade onde nasceu no dia 02.03.1921.

Até o final deste ano, na forma indicada no parágrafo inicial, irei trazer informações sobre cada um deles. Uma coisa garanto: “São pessoas que foram exemplos em suas atividades, com eles aprendemos o precisamos preservar suas memórias.” O primeiro a ser citado é José Lopes Torres, Zé Torres para os conterrâneos. Fazendeiro e político de Jabitacá, residiu na Fazenda Carnaíba. Foi um homem de qualidades raras, uma delas servir aos amigos e correligionários com extremo zelo.

As palavras covardia, omissão e traição nunca fizeram parte do seu dicionário. Do seu modo foi justo e solidário em todos os atos que praticou. Sua casa tinha portas abetas, aqui deixo um exemplo. Na época  que demolimos a antiga Casa Amarela em Jabitacá, Zé Torres cedeu a sua casa na rua principal do Distrito para minha irmã morar até que fosse construída a sua nova residência, ao lado da Casa de Pedra.

Com dedicação e compromisso Zé Torres foi vereador e prefeito em Iguaracy, nunca traiu seus ideais, nunca se permitiu fugir das obrigações em favor do coletivo. Sua abnegação com os interesses da sua terra precisam ser lembrada por muitas gerações, as homenagens que recebeu em vida e após seu falecimento são merecidas. Seu estilo faz falta.

Crônica de Ademar Rafael

SUBMISSÃO CONVENIENTE

Com o esgotamento das pautas relacionadas com COVID-19 e Guerra entre Rússia e Ucrânia os assuntos que predominam na imprensa escrita e falada e nas e redes sociais são: Eleições 2022, Aumento dos combustíveis e inflação. Vamos fazer algumas ponderações sobre os dois últimos temas, uma vez que entendemos que as publicações acerca de tais temas está muito distante da verdade, o império reinante é o da manipulação.

Sobre o aumento dos combustíveis muito se fala na oscilação do dólar, nos efeitos da guerra acima destacada e nos tributos incidentes sobre os produtos derivados do petróleo. O peso desses três fatores sobre os aumentos perde de longe para o real motivo. Qual é este motivo Ademar? O grande culpado nessa história é o sistema de precificação utilizado pela Petrobrás. Foi criado em 2016 no Governo de Temer. Seu nome?  Preço de Paridade Internacional – PPI. Tal modelo dar total privilégio aos ditames do mercado internacional, o lucro é única meta.

No tocante a inflação temos um ingrediente também prejudicial ao Brasil que é o aumento da taxa SELIC. Seu foco é rentabilizar os capitais de investidores. Até as lâmpadas das salas de reunião no Banco Central sabem que para o modelo inflacionário que vivenciamos o aumento da taxa de juros pouco interfere. Esta nefasta medida tem algum efeito nos ciclos inflacionários derivados de alto consumo, não é o caso atual. Nossa inflação está subindo por força de outros eventos. Destacamos: Custo dos alimentos, provocado pela falta de política relacionada com estoques reguladores e aumentos dos serviços que sofrem impactos dos preços dos combustíveis e da energia.

Nossos governantes de antes, de hoje e de amanhã, que se beneficiam com os dividendos pagos pela Petrobrás e com os valores atraídos pelas altas taxa de juros promovem discursos condenando a Petrobrás e o Banco Central, para enganar os desavisados. Internamente seguem com a submissão conveniente aos donos do capital.

Crônica de Ademar Rafael

POLÍTICA DE FORMA AMPLA

A jovem advogada e comunicadora Gabriela Prioli publicou em 2021 o livro “Política é para todos”, obra lúcida, pertinente e rica em detalhes. A obra decifra de forma palatável conceitos sobre Estado, República,
Poderes, Partidos e outros assuntos ligados ao tema. Dedica capítulo específico para esmiunçar as diferenças entre democracia e autoritarismo, não se limita a criticar esse ou aquele governante. Como todo bom livro traz informações relevantes sobre os temas a que se dispôs a escrever dando clareza.

Ao escrever sobre “Para que sevem os partidos” demonstra com riqueza de detalhes as falhas do nosso sistema partidário. Diferente de outros autores não o faz com tom professoral. Registra fatos e, como o mesmo formato da nossa crônica semanal, deixa que cada um faça a reflexão sobre o assunto e tire suas conclusões.

Para este cronista os registros inseridos nos capítulos “Como os votos se transformam em mandatos”, “Qual o papel dos eleitores”, “Como são financiadas as eleições e por que isto importa”, “Qual o papel dos
eleitores no processo democrático” e “Como participar da política além das eleições” mereceriam entrar nas pautas das mídias sociais, tais como: Blogs, jornais, revisitas, rádios e redes de televisão aberta e por
assinatura.

Tenho certeza que se tais temas fossem debatidos de forma individualizada, demonstrando a sua vinculação com os interesses coletivos, a população teria acesso a ricos debates. São assuntos com estreita relação com nosso cotidiano que ficam à margem dos debates diários. A preferência, com raras exceções, é destacar a polarização.

Que tal convocar autoridades e postulantes a cargos nas próximas eleições para identificar as suas visões sobre os assuntos destacados no quarto parágrafo desta crônica? Fica a dica para os titulares dos blogs e apresentadores de programas diários em nossa região.

Crônica de Ademar Rafael

OBEDIÊNCIA QUASE ZERO

Nos protocolos de posse da esmagadora maioria das nossas autoridades existe o ritual do juramento de obediência à Constituição. É, sem dúvida, um dos atos mais desrespeitados que eu conheço.

Após as posses os “incisos” do artigo 3º da nossa Carta Magna se transformam em letras mortas e são jogados nas valas comuns do fosso social da nação brasileira. O que dizem referido textos: “Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”

Encontrar uma ação que busque atender a utopia de “sociedade livre, justa e solidária” é uma tarefa muito mais difícil do que sobreviver na condição de excluído neste país onde a injustiça social é uma marca centenária.

No quesito “garantir o desenvolvimento nacional” pouco se fez nestes duzentos anos de pseuda-independência. A centralização de riqueza em determinadas regiões privilegiadas com a totalidade dos investimentos foi e é pratica comum. O pacto federativo não passa de uma névoa fina que se dissipa sem necessitar de ventania, desaparece por si.

Sobre “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais” é possível em alguns momentos, com esforço extremo, identificarmos movimentos nessa direção. Contudo, a autoridade que o fez agiu pensando em popularidade e garantia da permanência do seu grupo no poder, não passam de políticas de mandato, nunca de estado.

O quarto inciso está umbilicalmente ligado à negação aos três que o precede. Ignorado por autoridades e por grande parte da sociedade, especialmente, aquela reside na casa grande.

Crônica de Ademar Rafael

UM GRANDE MARCO

Na crônica que foi publicada neste espaço em 15.11.2021, falando sobre este momento escrevi: “No próximo ano, dia 27.06.22, a crônica QUINHENTOS será publicada com assunto de impacto em nosso cotidiano. Será um tema escolhido com critério cirúrgico.”

Como “promessa é dívida” e a gratidão é uma prática a ser executada sem moderação resolvi falar sobre os dez anos do BLOGDOFINFA, ambiente que permitiu a divulgação semanal de um texto que procura levar às leitoras e aos leitores um ponto de vista coerente que o forma de vida do escritor. O que escrevo tem compatibilidade com minhas escolhas.

Assim sendo se faz necessário destacar o que este veículo de comunicação social tem de diferente e o que permitiu essa trajetória de sucesso. Destaco que o BLOGODOFINFA tem duas características que o diferencia.

A primeira é que busca a notícias onde ela está acontecendo. É uma plataforma que sai do ambiente de busca virtual para composição do seu portfólio de notícias. Seu titular sai do escritório e acompanha os fatos em tempo real. Com isto é possível que determinado fato seja divulgado depois da publicação de outro espaço, mas, ao ser divulgado apresenta a versão de quem estava na arena onde aconteceu e não de quem coletou a notícia e definiu o texto sem o cheiro e a cor da presença física.

O segundo ponto de relevo é que o BLOGDOFINFA abre espaço para internautas e colunistas que, com conteúdo de interesse do público leitor e total liberdade, assinam as publicações. Esta crônica tem a simbologia do número QUINHENTOS e ratifica uma parceira onde impera a confiança e a liberdade real de expressão, sem filtros.

No dia 19.08.2022 a festa dos DEZ ANOS, nos próximos anos a trilha em busca de novas décadas de sucesso. Parabéns caro Júnior Finfa.