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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

Morre Maria José do Pilão

Acabei de ser informado que minha amiga, Maria José do Restaurante Pilão, como era conhecida, faleceu nesta manhã no Hospital Regional Emília Câmara em Afogados da Ingazeira, vítima de um infarto. Ela tinha 81 anos era viúva do saudoso Fernando do Pilão e deixa 07 filhos: Júnior, Delma, Marcelo, Alexandre, Bruno e Mick.

Segundo sua nora Clécia, Maria José, teve um desmaio na sua residência  sendo socorrida para o Hospital Regional Emília Câmara, onde foi atendida, mais voltou a ter complicações e acabou em óbito.

O velório será na sua residência no Restaurante o Pilão na Praça Arruda Câmara, vizinho a agência do Banco do Brasil e o seu sepultamento nesta sábado às 10 horas, no Cemitério São Judas Tadeu.

Meus sentimentos a todos os familiares, que Deus conforte por esta perda irreparável.

IFPE lança novo concurso com 77 vagas para técnicos-administrativos

Inscrições vão de 20 de agosto a 04 de setembro. São ofertados cargos de níveis médio, médio profissionalizante e superior. Provas estão marcadas para 26 de outubro

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) lançou novo edital de concurso público com a oferta de 77 vagas para cargos técnico-administrativos em Educação com atuação em diversas áreas da instituição. As inscrições vão ocorrer de 20 de agosto a 04 de setembro, exclusivamente, através do site da Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (Funcern), banca organizadora do certame.

Acesse a página aqui

A taxa de inscrição varia entre R$75, R$120 e R$150, a depender do cargo escolhido, e poderá ser paga via Pix ou boleto bancário até o dia 05 de setembro. As vagas contemplam diversas áreas de formação que vão de nível médio completo e médio profissionalizante até superior.

Os salários iniciais variam de R$ R$ 2.483,52, para cargo de nível médio com jornada de 40 horas semanais e sem titulação, a R$ 8.692,32, para cargo de nível superior com titulação de doutorado e também 40 horas semanais. Esses vencimentos básicos serão acrescidos do valor de auxílio-alimentação e de vantagens, benefícios e adicionais previstos na legislação, como auxílio pré-escolar, auxílio-transporte, auxílio-saúde, adicional de insalubridade ou periculosidade, conforme o caso.

O processo seletivo será realizado através de prova objetiva de conhecimentos gerais e específicos, de caráter classificatório e eliminatório, a ser aplicada no dia 26 de outubro. A divulgação do resultado final está prevista para o dia 05 de dezembro de 2025. O certame terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período. As vagas ofertadas no edital são para lotação em qualquer um dos campi existentes e que venham a surgir, ou ainda, na Reitoria do IFPE.

Isenção da taxa

Candidatos/as que não puderem pagar o valor da taxa de inscrição poderão solicitar a isenção entre os dias 20 e 25 de agosto, através de formulário próprio disponível no site da Funcern. Terão direito ao benefício pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) com renda familiar per capita de até meio salário mínimo e doadores(as) de medula óssea reconhecidos(as) pelo Ministério da Saúde.

Reserva de vagas

O edital reserva vagas para ações afirmativas, conforme estabelece a nova Lei nº 15.142/2025, que amplia para 30% a reserva de vagas para pessoas pretas ou pardas, indígenas e quilombolas (PPIQ) em concursos públicos federais. Do total de vagas ofertadas na seleção, 53 são destinadas à ampla concorrência, 20 para ações afirmativas raciais e étnicas e 4 vagas são voltadas para pessoas com deficiência (PcD).

A reserva de vagas será aplicada sempre que o número de oportunidades oferecidas for igual ou superior a duas. Para os cargos com apenas uma vaga e em cumprimento à legislação, será realizado sorteio público para definir a complementação de vagas destinadas às cotas, no dia 18 de agosto, com  transmissão pelo canal oficial da Funcern no YouTube (https://www.youtube.com/@FUNCERNOFICIAL). O novo quadro de vagas, ajustado após o sorteio, será publicado no dia 19 do mesmo mês.

As novas regras da legislação de reserva de vagas também estabelecem procedimentos rigorosos de verificação da autodeclaração de candidatos/as cotistas. Pessoas negras passarão por avaliação fenotípica realizada por comissão específica e indígenas e quilombolas precisarão apresentar documentação comprobatória a comissões compostas majoritariamente por representantes desses grupos. Já candidatos/as com deficiência deverão passar por avaliação biopsicossocial, conforme previsto em edital.

Atendimento e recurso

Candidatos/as que tiverem dúvidas sobre o concurso podem entrar em contato com a organização através do e-mail: concursotaeifpe2025@funcern.br e recursos contra o edital devem ser enviados para este mesmo e-mail somente no dia 15 de agosto.

Cronograma – Datas das principais etapas

●      18/08/2025 – Sorteio das vagas não automáticas para definição da reserva de vagas previstas em lei

●      20 a 25/08/2025 – Solicitação de isenção da taxa de inscrição

●      20/08 a 04/09/2025 – Período de inscrição, solicitação de atendimento especial e envio de laudo médico para candidatos(as) PcDs

●      05/09/2025 – Prazo final para pagamento da taxa de inscrição

●      10/10/2025 – Divulgação do cartão de inscrição, local da prova objetiva e concorrência por perfil

●      26/10/2025 – Aplicação da prova objetiva

●      24 a 28/11/2025 – Avaliação de heteroidentificação, envio de documentação de indígenas e quilombolas, e avaliação biopsicossocial

●      05/12/2025 – Divulgação do resultado final

●      08/12/2025 – Homologação do concurso

Horácio Pires: um homem, um exemplo, um legado que o tempo não apaga

*Por Rinaldo Remígio

Há homens que constroem fortunas. Outros, constroem memórias. Há ainda aqueles raros que constroem ambos — com trabalho, dignidade e amor pela família e pela terra onde nasceram. Horácio Pires de Lima pertence, com honras, a esse último grupo.

Nascido em 14 de abril de 1937, no sítio Caiçara, distrito de Ibitiranga, em Carnaíba das Flores, filho do agricultor Joaquim Galdino e da costureira Maria das Dores, Horácio veio ao mundo no seio de uma família grande e marcada pela luta. Perdeu o pai cedo, aos sete anos, num tempo em que a ausência deixava marcas não apenas no coração, mas também no prato vazio e na infância interrompida.

Foi criado entre agulhas de costura, plantações e responsabilidades que o tempo impunha sem pedir licença. A escola da vida foi seu principal diploma — e nela aprendeu o valor da palavra, o peso do compromisso e a leveza da generosidade. Pouco frequentou salas de aula formais, mas aprendeu cedo a ler o mundo com os olhos atentos de quem sabe que cada dificuldade pode ser também uma semente.

Ao lado do irmão Jurandir, ingressou no comércio e ali fincou raízes. Começou como auxiliar, humilde e eficiente, na Loja do Povo, até se tornar sócio e, mais adiante, gestor, estrategista e referência. Era o braço forte e o olhar atento da firma Jurandir Pires Galdino e Cia., que cresceu, prosperou e ganhou filiais. Horácio estava lá: cuidando, inovando, abrindo portas, criando oportunidades.

Sua trajetória no mundo dos negócios foi marcada por coragem, intuição e um senso ético admirável. Quando a sociedade com o irmão chegou ao fim, pela divergência de visões, não houve mágoas: houve firmeza. Horácio permaneceu em Afogados da Ingazeira, com as lojas que amava administrar, e ali fez seu nome ecoar não apenas como comerciante, mas como símbolo de confiança.

Gerou emprego e renda para muitas famílias do Pajeú, sendo responsável por oportunidades que transformaram vidas. Soube dividir a riqueza com dignidade e sabedoria, sendo reconhecido como um verdadeiro empreendedor. Seu exemplo ultrapassou as portas do comércio — deixou um grande legado para sua família, mas também para toda a região.

Foi também esposo amoroso e pai dedicado. Casou-se com a jovem Telma Maria Sá Barreto Pires de Lima que conheceu ao acaso — ou por destino — e com ela construiu uma família sólida. Plínio, Patrícia, Horácio Filho e Petrúcia foram mais que filhos: foram seus parceiros de vida, herdeiros de seus valores e testemunhas do homem que foi gigante sem precisar subir em pedestal algum.

Horácio era homem de fé, de fala ponderada, de presença marcante. Sabia o nome dos clientes, gostava de estar no balcão, resolver pessoalmente, ouvir, acolher. Não era raro vê-lo ajudando discretamente quem precisava. Tinha no comércio um instrumento de vida, mas no respeito às pessoas o verdadeiro segredo do sucesso.

Faleceu em 12 de outubro de 2019, aos 82 anos, deixando não apenas uma lacuna na cidade, mas uma herança imaterial de retidão, coragem e humanidade. Há quatro anos de sua partida, a saudade não diminuiu — mas a admiração só cresce.

Sua história é, acima de tudo, uma lição: de que é possível vencer sem passar por cima de ninguém, crescer sem perder a humildade, e envelhecer deixando, como legado, não só empresas, mas exemplos.

Horácio Pires vive. Em cada esquina de Afogados, em cada memória de quem conviveu com ele, em cada valor que semeou — com silêncio, com firmeza, com amor.

*Professor universitário e memorialista

_Fonte: Blog do Finfa e Fernando Pires_

De tanto amor

Por: Milton Oliveira

Custa-me aceitar que tu não estás mais ao meu lado e não sei como me conformar com essa triste situação.

Por mais que eu tente fugir desse drama pessoal, atrevidamente, ele se aproxima de mim e me rouba o sono, obrigando-me a varar madrugadas com tua doce lembrança gravada na minha memória. Espanto-me, ao virar-me na cama, e vejo que não te encontras ao meu lado; nessas ocasiões, puxava-te para junto de mim e murmurava, ao teu ouvido, o quanto te adoro. Agora, só restam o vazio e a dor.

Gostaria de ficar em paz. Vivo trancafiado dentro de casa, como se houvesse cometido algum ilícito; meu crime foi te amar tanto. No silêncio do meu quarto, solitário e triste, atravesso madrugas insones, o travesseiro encharcado por abundantes lágrimas e lastimo a sorte, que me é madrasta.

Eu te amo desesperadamente, como se fora eu quem te houvera parido.

Não medi esforços para emprestar brilho aos teus castanhos e lindos olhos; menos, ainda, me cansei de projetar luz sobre teu sorriso esgazeado. És para mim a personificação do amor, esse enlevo capaz de causar felicidade ou tristeza, como está ocorrendo conosco. Apesar de tudo, sou feliz, não só pelo que eu te dei; muito mais pelo que recebi de ti.

Agora, enciumado com as notícias que tenho de ti, atiro-me sobre a cama e choro como um desditoso, cônscio da escassez e súbita interrupção do ato de respirar. Na verdade, aturdido sem saber o que fazer da minha vida longe de ti, uma tristeza doentia e constante se instalou dentro de mim, tornando-me réprobo do amor, esse amor que supus ser minha salvação.

Acabou-se tudo entre nós; como é triste e como dói! Qual de nós dois perde mais? És jovem, bonita, saudável; tens a estrada inteira à tua frente. O mesmo não posso dizer de mim. Antes do que supões, poderás sentir teu coração pungido pelo adeus eterno e provarás da saudade duradoura e sem solução. Asseguro-te, porém, se é para te ver nos braços de outro, que a morte não se atrase pelo caminho.

Tu, ao saíres da minha vida, devolveste minha alma, que te fora entregue leve, serena e pura; agora, ela retorna agônica e em frangalhos.

Escrevo-te e as palavras jorram em golfadas de dor, rasgando meu peito e arrancando lágrimas dos meus olhos cansados de chorar.

Tenho um pedido a fazer-te e não te será difícil atender-me: se acaso encontrares comigo na rua, não olhes para mim; só assim não verás sair a chorar calçada a fora.

 

Afinal a quem Mário Viana Filho serve?

*Por Maxwell C. Nunes (Via PE Notícias)

No intrincado tabuleiro político do Sertão pernambucano, há quem jogue por dois lados ao mesmo tempo, e ninguém representa melhor essa duplicidade do que Mário Viana Filho, atual Gerente Regional de Articulação da Casa Civil do Estado. Embora ocupe cargo público de natureza institucional, sua atuação tem sido marcada por conveniência política, vínculos pessoais e compromissos com adversários do próprio governo que representa.

Em vez de funcionar como elo entre o Estado e os municípios de sua região, Mário Viana tem sido visto nos bastidores como uma verdadeira extensão informal do gabinete político do PSB no município de Afogados da Ingazeira. A gestão do prefeito Alesandro Palmeira, fiel aliado de João Campos, é constantemente beneficiada pela articulação de Viana, inclusive tendo sido diretamente auxiliada por ele nas eleições municipais de 2024, quando atuou para fortalecer o grupo do PSB local.

*Empresa do filho contratada, esposa cedida e irmã na gestão municipal: a engrenagem familiar é ligada ao poder*

A atuação de Mário Viana não se limita ao campo político. Ela alcança também o plano familiar e financeiro. A empresa Lema Publicidade e Comunicação, de CNPJ 47.973.488/0001-05, de propriedade de seu filho, Leonardo Veras Viana de Araújo, foi aberta em 16 de setembro de 2022 e rapidamente passou a integrar a lista de fornecedores da Prefeitura de Afogados da Ingazeira, com um contrato anual de R$ 120 mil.

Somente no ano de 2025, até o mês de maio, a empresa já recebeu R$ 37.760,00 dos cofres municipais, reforçando o vínculo comercial e político com a atual gestão.

Como se não bastasse, a esposa de Mário Viana está cedida do município de Ingazeira para Afogados da Ingazeira, com ônus para este último, ou seja, é paga com recursos do município governado pelo aliado de João Campos. Além disso, sua irmã, Giselle Viana, ocupa o cargo de agente de desenvolvimento na Secretaria de Administração do município, ampliando ainda mais a presença familiar no núcleo administrativo da Prefeitura.

*Dupla função: agente público e operador político*

Na prática, Mário Viana age como operador político da oposição estadual na região, enquanto oficialmente representa o Estado em funções institucionais. Sua presença em eventos, articulações e decisões da gestão municipal de Afogados da Ingazeira confirma a sua atuação paralela em favor de um grupo político que se opõe abertamente ao projeto que ele deveria defender.

A incoerência salta aos olhos: como pode um articulador regional do Estado trabalhar politicamente a favor de um grupo adversário, participando ativamente de sua estrutura, beneficiando familiares e reforçando alianças locais contrárias à linha institucional que deveria seguir?

A resposta a quem Mário Viana serve, é clara e tem lado e não é o lado do interesse público nem da coerência administrativa. Sua atuação revela um projeto pessoal sustentado por conveniências políticas, favorecimentos familiares e fidelidade a um grupo que opera contra aqueles que o nomearam.

Em tempos de desconfiança na política, é preciso mais do que aparência de neutralidade. O povo e as lideranças regionais exigem clareza, lealdade e compromisso. E, diante dos fatos, Mário Viana parece representar apenas a si mesmo e os interesses do PSB em Afogados da Ingazeira.

*Maxwell C. Nunes é estudante do 8º período de Direito em Recife, e natural do Sertão do Pajeú.