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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

Romero Sales, Danilo Simões e Edson Henrique articulam ações para fortalecer a saúde de Afogados da Ingazeira e região

O Deputado Estadual Romero Sales, os assessores especiais da Casa Civil, Danilo Simões e Edson Henrique, e o diretor do Hospital Regional Emília Câmara, Sebastião Neto, participaram de uma importante reunião com a Secretária de Saúde do Estado de Pernambuco, Dra. Zilda Cavalcanti, com o objetivo de tratar de demandas prioritárias para o fortalecimento da saúde pública em Afogados da Ingazeira e em toda a região do Pajeú.
Entre os principais pleitos apresentados estão:
•A implantação de um Centro de Hemodiálise, essencial para o tratamento adequado de pacientes renais crônicos da região;
•A instalação de uma unidade do HEMOPE, para facilitar o acesso à doação e ao fornecimento de sangue e hemoderivados;
•A destinação de recursos para a conclusão do Ambulatório Orisvaldo Inácio, estrutura que ampliará os serviços de saúde especializada no município.
Durante o encontro, a Secretária de Saúde, Dra. Zilda, demonstrou sensibilidade diante das demandas apresentadas, reconhecendo sua relevância e impacto para a população. Ela se comprometeu a avaliar com atenção cada uma das propostas e a mobilizar todos os esforços possíveis para viabilizar as ações solicitadas.
A articulação conjunta das lideranças reforça o compromisso com a melhoria contínua da saúde pública no Sertão, garantindo mais dignidade e acesso a serviços essenciais para os moradores de Afogados da Ingazeira e região.

Waldecy Xavier de Menezes: A voz que ecoa no tempo, vida que inspira!!!

Por: Rinaldo Remigio*

Se estivesse entre nós, Waldecy Xavier de Menezes completaria 97 anos em 2025. Mas há 36 anos, partiu cedo demais, aos 61, deixando um legado que ainda ressoa na memória daqueles que tiveram o privilégio de ouvi-lo.

Nascido em uma manhã ensolarada de abril de 1928, na Rua Maciel Pinheiro, em Nazaré da Mata, Pernambuco, Waldecy veio ao mundo sem pompa, mas com um destino grandioso. A infância foi simples, marcada pelo estudo no Grupo Escolar Maciel Monteiro e pelo trabalho no pequeno sítio da família. Entre livros e plantações, moldou-se um jovem de espírito inquieto e sonhador.

O encontro com o padre Mota foi um divisor de águas. Primeiro como sacristão, depois como aluno do colégio fundado pelo religioso, Waldecy encontrou no conhecimento um caminho para além das cercas do sítio. Mas sua alma ansiava por mais.

No Recife, começou como bilheteiro no Cinema Glória e, em pouco tempo, tornou-se gerente. Mas o destino o chamava para os palcos. Contra a vontade do pai, seguiu com a Companhia de Teatro Oden Soares, enfrentando dificuldades, fome e incertezas. Em Quixadá, no Ceará, conheceu a solidariedade de um povo que, ao perceber o sofrimento dos artistas, os socorreu com dinheiro e alimentos.

O teatro o levou a Campina Grande, onde a companhia se desfez. No Recife, fez um teste na Rádio Clube de Pernambuco e, em 1951, pronunciou sua primeira frase ao microfone: “Patroa, o jantar está na mesa.” Era apenas uma linha, mas foi o início de uma trajetória brilhante.

Em 1954, ajudou a instalar a Rádio Marajoara, no Pará, e, ao retornar ao Recife, consolidou sua carreira na Rádio Clube e na Rádio Tamandaré. Trabalhou ao lado de Chico Anysio e outros gigantes da comunicação. Mas foi em 1959 que sua vida tomou um rumo definitivo.

Dom Mota, agora bispo de Afogados da Ingazeira, convidou Waldecy para administrar a recém-inaugurada Rádio Pajeú. No dia 26 de setembro daquele ano, ele pisou pela primeira vez no solo da cidade que o adotaria como filho.

A Rádio Pajeú foi sua grande paixão. No dia da inauguração, entrou no Cine São José com um rádio de pilha na mão e anunciou ao bispo: “Dom Mota, sua emissora está no ar!…”

Casou-se em 1966 com a professora Ivanise Pereira de Menezes e teve quatro filhos. Mesmo com a família crescendo, nunca abandonou a Rádio Pajeú. “Estou e estarei na Rádio Pajeú até o fim dos meus dias”, prometeu. E cumpriu.

Além do rádio, Waldecy foi professor, ator e declamador. Trouxe artistas renomados para seus programas e encantou plateias com sua voz e presença marcante. Seu monólogo mais famoso, “Perfil de Hospício”, emocionava e arrebatava os ouvintes.

Nos últimos anos, a catarata lhe roubou a visão, mas não a determinação. Contava os passos de casa até a Rádio, recusando-se a quebrar a promessa feita a Dom Mota.

Em 4 de dezembro de 1989, sua voz se calou para sempre. Mas sua história, sua paixão pelo rádio e seu amor por Afogados da Ingazeira permanecem vivos. Seu sepultamento foi acompanhado por uma multidão, prova de que Waldecy Xavier de Menezes não foi apenas um radialista, mas um ícone, um amigo, um mestre.

Hoje, 35 anos após sua partida, sua voz ainda ecoa na memória dos que o ouviram. E, como as ondas do rádio que ele tanto amou, seu legado continua a atravessar o tempo.

*Administrador, contador, historiador e professor universitário
Fontes: Fernando Pires, Milton Oliveira e o Blog do Finfa

Frente Popular de Afogados da Ingazeira recorre com embargos sobre utilização de carro de som e perde novamente

Afogados da Ingazeira: Sandrinho inicia agenda de campanha dialogando com a zona rural – Fique Sabendo PE

A Frente Popular de Afogados da Ingazeira recorreu com embargos de declaração sobre a última decisão do Tribunal Regional Eleitoral que, por unanimidade (sete votos), condenou a coligação Sandrinho Palmeira e Daniel Valadares por utilizar carro de som durante o período eleitoral, o que é proibido pela legislação.

No último dia 26 de maio, o TRE reverteu a decisão da Justiça Eleitoral de Afogados da Ingazeira que havia julgado improcedente a ação pela utilização do carro de som e multou Sandrinho e Daniel em R$ 5 mil de forma individual.

A defesa da Frente Popular entrou com embargos e o julgamento teve início nesta segunda (16) onde cinco Desembargadores, já formando maioria, votaram acompanhando o relator que se manifestou pela rejeição dos embargos.Informações Blog Afogados Online

A politicagem reinou no Arraial do São Francisco em Afogados da Ingazeira

Por: Juliana Lima

O Arraial do Bairro São Francisco vem sendo pauta de muito debate nas redes sociais de Afogados da Ingazeira nas últimas horas.

Em um vídeo que circula nos grupos de WhatsApp, os apresentadores do evento rasgam elogios e enaltecem a gestão do prefeito Sandrinho. Algo desnecessário para uma festividade junina. Fosse um evento institucional, uma inauguração, até compreenderia, mas num arraial?

Até a tradicional lembrancinha distribuída no arraial causou estranheza. Enquanto os outros bairros fizeram lembrancinhas alusivas ao período junino, no São Francisco confeccionaram a imagem do prefeito Sandrinho e o número usado por ele no período eleitoral, o 40. Algo bizarro e politiqueiro.

Se a iniciativa foi da comissão organizadora, nota zero. A comissão diz que não foi ela que confeccionou. Diz que foram os professores e alunos da Escola Geraldo Cipriano.

Independente de haver apoio ou não da prefeitura, os arraiais devem ser feitos para o povo, não para bajular os políticos. Penso eu.

Secretaria de Saúde de Afogados da Ingazeira abandona paciente de Hemodiálise da Zona Rural

A informação chegou ao conhecimento do Blog do Finfa por meio do senhor Roque Lopes da Silva, morador do Sítio Jatobá, na comunidade de Monte Alegre, zona rural de Afogados da Ingazeira. Roque denuncia que a Secretaria Municipal de Saúde comunicou que não irá mais realizar seu transporte até a cidade de Serra Talhada, onde ele realiza tratamento regular de hemodiálise.

O paciente, que se encontra em situação delicada e crônica, depende do tratamento para sobreviver. Segundo ele, a justificativa apresentada foi de que, por residir na zona rural, a prefeitura não buscará mais pacientes em suas casas, colocando em risco direto sua saúde e a continuidade do tratamento.

“Estou aqui com a pressão ainda alta. Fizeram tudo de pior comigo. Querem tirar a todo custo o meu direito. Tenho problema na visão, não tenho como ir até Afogados. Meu pai é idoso e também não pode me levar. Se acovardaram comigo, e eu vou procurar meus direitos na Justiça”, desabafou Roque ao Blog do Finfa.

Diante da gravidade do caso e da falta de alternativas por parte do município, o paciente informou que irá acionar o Ministério Público para garantir seu direito ao transporte e ao tratamento médico, conforme previsto pela Constituição e pelas normas do SUS.

A situação gerou indignação entre familiares e moradores da comunidade, que denunciam abandono e descaso com um paciente em estado vulnerável.

Antônio Mariano aniversariava neste domingo

Neste domingo 15 de Junho de 2025, o maior político que Afogados da Ingazeira, já teve, completaria 77 anos, Antônio Mariano de Brito, o Trovão do Pajeú.

Ex-vereador, ex-prefeito e deputado estadual por quatro mandatos, Antônio Mariano, deixou um grande legado para a região do Pajeú, tenho costume de dizer que em Afogados da Ingazeira, não tem uma família que o Trovão não fez pelo menos um favor, isso não se vê nos tempo de hoje.

Faleceu numa segunda-feira 20 de Agosto de 2018, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) quinta-feira (16) daquele ano e foi sepultado no Cemitério São Judas Tadeu em Afogados da Ingazeira.

Como escreveu o amigo Rinaldo Remígio, Antônio Mariano não só cuidou apenas dos seus correligionários, mas, e também, dos seus adversários políticos, não apenas da sua cidade, mas, esteve preocupado e trabalhou por todo o seu Estado. Construiu um legado que ainda ecoa nas ruas de Afogados da Ingazeira e em todo o Pajeú.

O amigo Ademar Rafael enviou esta estrofe:

O coração de Antônio
Mariano, foi abrigos.
Para seus adversários
E para os seus amigos.
Por ser zeloso no trato
Para ninguém foi ingrato
Nem possuiu inimigos.

Saudades Trovão

O descaso no trânsito de Afogados da Ingazeira

O radialista Celso Brandão, acabou de enviar este vídeo mostrando o descaso do trânsito em Afogados da Ingazeira em pleno sábado dia da feira livre.

“O prefeito do Município de Afogados da Ingazeira, apesar de prometer que vai resolver o problema do caótico trânsito até agora nada resolveu. Automóveis e motocicletas estacionados sobre calçadas é algo comum, o que vemos nas ruas é um verdadeiro descaso com quem dirige, pilota e caminha de maneira correta, o vídeo mostra uma vírgula do desastre que hoje vivemos em Afogados da Ingazeira, disse o radialista.

 

Doutor Aloisio Arruda e Dona Ivone Barros Arruda – O legado em família

Por: Rinaldo Remigio

Quando o fio da vida se estica através do tempo e da memória, ele não se rompe facilmente. Ele se entrelaça, se resgata em lembranças, abraça a história e nos conduz até um ponto que, se não for um ponto final, certamente se parece com um marco. O casal Aloísio Arruda e Ivone de Barros Arruda atravessaram o século XX e adentraram o XXI, plantando raízes profundas na cidade de Afogados da Ingazeira, onde as famílias se misturam e se tornam quase um só ser coletivo. “Em 29 de junho de 2010, como se o tempo quisesse honrar uma trajetória repleta de história e dedicação, “tive a oportunidade de ouvir um depoimento com a voz de Aloísio, sem a câmera a sua frente, mas com a memória viva e intacta, que ele generosamente me permitiu transcrever”, citou Fernando Pires em uma das suas publicações.

Aloísio, nascido em 29 de setembro de 1924 em Cabaceiras, Paraíba, e Ivone, que veio ao mundo em 23 de julho de 1927, em Afogados da Ingazeira, viveram um amor que não se desfez com o passar dos anos. Cada um com sua origem, mas ambos com a mesma paixão pelo sertão, por suas famílias e pela cidade que, no fundo, abraçaram com uma intensidade que só quem viveu aquele tempo poderia compreender. Aloísio, nascido na fazenda Riacho Grande, e Ivone, natural de Afogados, uniram suas vidas em um casamento celebrado em 4 de setembro de 1955, na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Ele com 31 anos, ela com 28, ambos repletos de sonhos, esperanças e a certeza de que o destino já havia os escolhido.

Antes de conhecer a jovem Ivone, Aloísio atravessou caminhos não tão fáceis. Seu trajeto, que começou em Cabaceiras, seguiu por Surubim, Limoeiro, Recife, até que ele se apaixonasse, finalmente, por Afogados da Ingazeira. A cidade que conheceu por meio de um amigo do Recife, o Heraldo Reis, mas que ao conhecê-la, logo se tornaria seu porto seguro. Era 1949, ele ainda jovem e com um futuro promissor pela frente, mas o sertão o chamava. Logo, ele montaria o seu consultório odontológico e passaria a tratar não só de dentes, mas de histórias, sorrisos e até de destinos.

Sua dedicação ao trabalho e à cidade era inquestionável. Mas, como toda história de amor que se preze, o seu encontro com Ivone não foi algo previsível. Ali, no calor das festas de final de ano de 1949, as mesas ao lado da igreja e o espírito natalino já indicavam que algo grande estava prestes a acontecer. Ivone, com seu jeito cativante, e Aloísio, com sua simpatia, logo se tornaram inseparáveis.

No caminho deles, nasceram seis filhos: Alexandre, Valéria, Verônica (minha colega no Colégio Normal), Aloísio meu (amigo de infância/adolescência), Isabel e Ana Tereza, formando uma família que seria marcada pela educação e pelo cuidado que ambos sempre dedicaram aos filhos, à cidade e à sociedade. O lar onde viveram, construído por dr. Herbert de Miranda Henriques, médico da cidade, foi o palco de várias histórias e vivências. A casa foi testemunha das tardes de escola, das conversas de família, dos risos e das dificuldades. A cidade também teve papel essencial na construção dessa família. Afogados, com seu jeito tranquilo, mas com uma rica vida cultural, assistiu à educação de tantos jovens através do ensino de Aloísio, que lecionou matemática e participou ativamente de instituições da cidade.

E não é só o consultório e a sala de aula que Dr. Aloísio ocupou, foi meu professor de matemática, diga-se de passagem, um excelente professor. Ele se tornou uma figura de respeito na cidade. Secretário da Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira, secretário da Escola Normal Rural, diretor do ACAI e fiel da Companhia de Armazéns Gerais do Estado de Pernambuco, Doutor Aloísio soube como poucos assumir responsabilidades com a mesma dedicação que tinha ao cuidado das pessoas. Mas, o que fica na memória dos que o conheceram não é só o homem público. É o homem que amava sua terra, que gostava de um bom papo no bar de Aurélio Pires, com amigos como os médicos Dr. Hermes e Dr. Serpa, e que, nos momentos mais simples, parecia despretensioso, mas sempre com um sorriso que dizia mais do que palavras poderiam expressar.

Agora, após a partida da D. Ivone, que nos deixou em 28 de janeiro de 2018, o Dr. Aloísio seguiu seu caminho sem ela. Dez meses depois, no dia 22 de novembro de 2018, ele partiu também, deixando para trás um legado de amor, trabalho, história e família. Juntos, agora, seus corpos descansam no cemitério São Judas Tadeu, onde o tempo parece se transformar em lembrança e a saudade se torna uma presença constante nas famílias que os conheceram.

A história do Dr. Aloísio e D. Ivone é um retrato não só de um casal, mas da própria cidade de Afogados da Ingazeira. É a história de como, com amor, dedicação e trabalho, duas pessoas podem deixar uma marca indelével em suas famílias e em suas comunidades. Eles não só construíram uma família, mas também ajudaram a construir um pedaço da história de todos os que tiveram o privilégio de compartilhar com eles esse pedacinho de vida.

E é através das histórias contadas, das lições passadas e do amor que se perpetua, que eles continuam a viver, nos corações daqueles que tiveram a felicidade de cruzar seus caminhos.

*Administrador, contador, historiador e professor universitário
Fonte: Fernando Pires, Blog do Finfa e alguns amigos.

Genaílson do Acordeom e Nego Adelmo faz a festa de aniversário de Lena, esposa de Saulo Gomes

A tarde e noite deste sábado foi ao som da sanfona de Genaílson do Acordeom e do cantor forrozeiro Nego Adelmo, na residência do professor Saulo Gomes, na comunidade do Portásio, em alusão ao aniversário da sua esposa Lena. A festa foi prestigiada por diversos amigos, que se deliciaram de uma mesa farta, com muita comida e bebidas.

Lena e Saulo são uns anfitriões que deixam qualquer convidado apaixonado pela recepção do casal. As mesas para os convidados foram espalhadas por todo “terreiro”, onde as ‘bebemorações’ acorreram. Registrando amigos que vieram de Recife e cidades vizinhas que foram abraçar a aniversariante e curtir um dia de muita alegria e comemorações. Registrados também os blogs PE Notícias e o Blog do Finfa, que como os outros participantes registraram os momentos com fotos e vídeos.

Texto: Pedro Araujo/Fotos: Finfa