*Por Rinaldo Remígio
Era uma vez um menino chamado Roberval Medeiros, que em janeiro de 1971 chegou a Afogados da Ingazeira ainda com 10 anos no rosto e um universo inteiro de sonhos no peito. Mal sabia ele que aquela terra sertaneja, quente de sol e rica de cultura, se tornaria a moldura do início de sua jornada artística.
Já era ouvinte da Rádio Pajeú, essa velha senhora que embalou tantas gerações, quando começou a participar timidamente, respondendo perguntas do “Waldecy Menezes Show”. Era o rádio o seu primeiro palco, e as palavras, suas primeiras companheiras de cena. Aos 15 anos, Daniel ingressou na própria emissora como estagiário — produtor, repórter, curioso das coisas do mundo e das pessoas.
Mas o menino queria mais. Tinha música nas veias e poesia no coração. E foi assim que, em 1984, sua “Canção para Dom Hélder” venceu o Festival Pernambuco Música Hoje, gravada no Conservatório Pernambucano de Música. Era o talento começando a ganhar corpo e voz.
Idealista e movido por paixão, fundou em Afogados o grupo Ideal Jovem e criou o FERCAN – Festival Regional da Canção. Ali, incentivava outros jovens sonhadores como ele, provando que o Sertão também sabe cantar alto e bonito.
Em 1987, seguiu o caminho de tantos nordestinos e partiu para a capital: Recife. Mas ao contrário de quem se perde na multidão, encontrou seu espaço. Passou pela Rádio Olinda e pelo Jornal do Commercio, até que um chamado mais forte falou mais alto: A MÚSICA.
Deixou o rádio para trás, mas nunca as palavras. Com o violão nas mãos e as melodias na alma, registrou-se com DANIEL BUENO (por sugestão da gravadora) gravou dois LPs, 15 CDs e escreveu cinco livros que misturam música, história e memória, e, ainda compôs alguns cordéis de natureza linguistica, inspiração que captou dos poetas repentistas. Também foi o idealizador e produtor do Festival Nacional da Seresta do Recife, evento que há três décadas resiste como um oásis de romantismo em tempos de pressa.
Foi nesse festival que não apenas homenageou, mas dividiu microfone com ícones da música brasileira: Benito di Paula, Agnaldo Timóteo, Núbia Lafayette, Cauby Peixoto, Ângela Maria — como se a vida lhe devolvesse, em duetos, tudo o que ele entregou de alma à música.
E seguiu compondo. Sua canção mais recente, “Oásis do Meu Deserto”, nasceu da parceria com ninguém menos que Michael Sullivan — um encontro de talentos, uma declaração de que a boa música ainda tem chão para caminhar.
É mais que um cantor. É meu amigo, torcedor do querido Santa Cruz Futebol Clube do Recife, cronista de emoções, compositor de melodias, construtor de pontes entre o sertão e o mundo. Um artista que fez da vida uma canção — e da canção, uma forma de vida.
Porque há homens que passam e há homens que marcam. Ele está entre os que ficam, entre os que, como o nome já diz, fazem bem. E fazem bonito.
*Professor universitário e memorialista!

Por: Milton Oliveira
A médica radiologista pernambucana Dra. Maria Lua vem se destacando cada vez mais no cenário da medicina internacional. Recentemente, ela participou de um relevante trabalho científico ( Futebol: uma revisão dos achados de imagem e biomecânica) ao lado dos médicos Dr. Marcelo Bordalo e Dr. Rodrigo Lasmar – este último conhecido por sua atuação como médico da Seleção Brasileira de Futebol.
Por Itamar França
Foto nos anos 80, de uma confraternização na residência do Casal, Antônio Badú e Dona Helena em Afogados da Ingazeira. Da esquerda para direita: Gastãozinho, seu Jefferson da Coletoria (in memoriam), Daniel Bueno, Berenice Medeiros, Bila Mariano e Wanderley Galdino. Foto enviado por Daniel Bueno. Se você tem uma foto antiga, e quer publicar no FOTO É HISTÓRIA, envie para o email: finfa@blogdofinfa.com.br ou pelo WhatsApp 81-996530059, que teremos o prazer de publicar.
Foto no ano de 1984 no bar na Rua Newton Cesar vizinho ao Palácio do Bispo (hoje Cúria Diocesana), em frente ao Rádio Pajeú, em uma confraternização dos amigos. Da esquerda da direita: Marcelo Boica, Cláudio Assis (Perneta), Finfa, Bila Mariano, Rogério Oliveira (in memoriam), Jerônimo da Estação, de costa desconhecidos e Dida de Cabo Moura sentado. Foto enviado por Nêgo Vando. Se você tem uma foto antiga, e quer publicar no FOTO É HISTÓRIA, envie para o email: finfa@blogdofinfa.com.br ou pelo WhatsApp 81-996530059, que teremos o prazer de publicar.
Faleceu no Hospital Regional Emília Câmara o Mestre Inácio Pedro da Silva, Patrimônio Vivo de Pernambuco com o Coco Negros e Negras do Leitão. Ele tinha 79 anos.
Foi amplamente divulgado pela gestão municipal de Afogados da Ingazeira que o município teria ultrapassado a meta de alfabetização estabelecida para 2024 no Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), atingindo 70,19% de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.
Nota sobre o estado de saúde do vereador Raimundo Lima: