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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

Maciel Melo é atração do Sábado Livre Especial pelos 66 anos da Rádio Pajeú

Blog do Nill Júnior

O mês de outubro é dedicado aos 66 anos da Rádio Pajeú,  a primeira emissora do Sertão Pernambucano.

A programação começa nesta sexta,  3 de outubro, com a Sexta Musical Especial, dentro do programa Manhã Total.

No sábado, 4 de outubro, dia do aniversário da emissora,  o Sábado Livre Especial terá a participação de Maciel Melo, com uma apresentação acústica. Será no Espaço Zé do Apito, com entrada franca, a partir das 9h30 da manhã.

À noite, 18 horas, Missa em Ação de Graças na Matriz de São Francisco,  presidida pelo padre Luis Marques Ferreira. A programação segue durante todo o mês de outubro.

História

Idealizada por um bispo católico, Dom João José da Mota e Albuquerque, a rádio iniciou suas atividades em Afogados da Ingazeira, Sertão do Pajeú graças ao seu empenho e de uma equipe de abnegados.

Para se ter uma ideia, no fim dos anos 50, a região sequer contava com energia elétrica. O funcionamento se deu graças a motores a óleo.

Ao longo do tempo, a rádio, décima do estado, foi se moldando como importante instrumento de formação e entretenimento no Sertão de Pernambuco.

Hoje, após a migração para FM, é líder na região com uma programação que tem como carro chefe a participação popular, a informação e a música regional.

Em 2023, a programação foi marcada pela entrega do novo parque de transmissão, na Serra da Gangorra, localizado a 847 metros do nível do mar. Do local, é possível ver além de Afogados da Ingazeira, as cidades de Tabira, Iguaracy, Custódia, São José do Egito, dentre outras da região. Isso explica a força do novo sinal da rádio, sintonizado por ouvintes de várias cidades do estado e da Paraíba.

A Rádio Pajeú é uma emissora da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios, um braço da Diocese de Afogados da Ingazeira, que tem como Bispo Diocesano Dom Limacêdo Antonio. Seu Presidente é o Padre Josenildo Nunes de Oliveira. A entidade ainda gere o Museu do Rádio e o Cine São José.

O Mural do Finfa

*Por Rinaldo Remígio

Tenho a honra e a satisfação de dizer: sou amigo pessoal de Júnior Finfa. Nossa amizade vem de longe, lá dos idos de 1970, quando ainda éramos adolescente/jovens e a vida nos abria horizontes no Sertão do Pajeú. Filho de uma família tradicional de Afogados da Ingazeira, conheço não apenas o jornalista, mas também suas raízes, sua gente, sua história. Por isso, acompanho com alegria a trajetória de Finfa, que hoje se firma como uma das vozes mais atentas e bem articuladas do jornalismo político pernambucano.

O que mais me impressiona em Júnior Finfa não é apenas sua competência, mas a forma como alia empatia, articulação e a rara capacidade de reunir pessoas em torno da notícia. Júnior foi aluno do jornalista Magno Martins, e com ele não aprendeu apenas a teoria: aprendeu no cotidiano, viajando pelo Nordeste em busca da informação, vivendo a prática do jornalismo com intensidade. Essa escola de vida fez dele um profissional diferenciado, que não apenas informa, mas aproxima. Não apenas escreve, mas também constrói pontes.

Tive a felicidade de visitar, em junho passado, seu Blog e o acervo fotográfico. São centenas de registros que contam, em imagens, um pedaço da história política do nosso Estado. Ali estão vice-presidentes, governadores, ministros, senadores, deputados e prefeitos. Um desfile de autoridades e, sobretudo, um testemunho silencioso da dedicação de quem esteve presente, com câmera e olhar atento, nos bastidores da política pernambucana.

A inauguração do Mural foi um acontecimento. Na manhã desta última terça-feira (30/09), a sede do blog se transformou em ponto de encontro: políticos, jornalistas, prefeitos, vereadores, amigos e admiradores. Um detalhe chamou a atenção de todos: o Debate das Dez, da Rádio Pajeú FM, apresentado por Nill Júnior, foi transmitido diretamente dali. Um feito e tanto! Na ocasião, nomes como o prefeito Alessandro Palmeira, a prefeita Aline Karina, o vereador Albérico Tiago e o empresário Danilo Simões fizeram questão de deixar palavras de apreço ao anfitrião.

Finfa atraiu para a inauguração uma verdadeira constelação de personalidades: os blogueiros Pedro Araújo meu amigo de longas datas, Itamar França (conheci recentemente), Jefferson (do Afogados Conectado), Juliana Lima, Júnior Campos, Marina Campos, Marcello Patriota, Alisson Nascimento e, claro, Nill Júnior comandando o debate, este ultimo o conheci através de outro grande amigo, o Pe. João Carlos. Também estiveram presentes o prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira; a prefeita de Itapetim, Aline Karina; o vereador Albérico Tiago, de São José do Egito; o empresário Danilo Simões; o presidente do PSB de Tabira, Zé de Bira; e o padre Luizinho Marques.

Essa é a marca de Júnior Finfa: a capacidade de transformar um Blog em espaço vivo de diálogo, de debate e de memória. O Blog do Finfa, que agora em outubro celebra 13 anos de história, não é apenas uma página na internet; é uma trincheira de informação, construída com zelo e paixão pelo jornalismo.

E, como quem não para, Finfa já anunciou mais uma novidade: o podcast Papo com Finfa, transmitido todas as segundas-feiras, às 19h30, tendo o prefeito Alessandro Palmeira como primeiro entrevistado. É o velho Finfa se reinventando, sem perder o traço essencial que o caracteriza — o compromisso com a notícia e com as pessoas.

Sim, tenho orgulho de ser amigo de Júnior Finfa. Porque nele vejo não apenas o jornalista “cavador”, sempre atrás de um furo de reportagem, mas também o ser humano que nunca se afastou de sua origem e de sua gente. E, para nós, amigos de longa data, ver o Mural do Blog do Finfa é como folhear um álbum de conquistas: as dele, mas também, de certa forma, as nossas.

*Professor universitário aposentado, memorialista e amigo!

Quando a simplicidade se torna eternidade: A vida e o legado de José Siqueira e Inês Almeida

*Por Rinaldo Remígio

Falar do Seu José Siqueira e de Dona Inês Almeida como eram chamados é, para mim, um exercício de memória e de gratidão. Não apenas porque foram pessoas importantes para Afogados da Ingazeira, mas também porque fizeram parte da minha própria história, da minha infância, das minhas primeiras amizades e lembranças que o tempo jamais apagará.

Conheci de perto toda a família, desde minha primeira passagem por Afogados. Fui colega dos filhos mais velhos, especialmente de José Siqueira Júnior, o querido “Siqueirinha”, e de Joaz (i.m.), de quem guardo lembranças afetuosas. Éramos amigos para todas as horas. Caminhávamos juntos, jogávamos bola de gude, pinhão, futebol, íamos caçar passarinhos, nos banhávamos nas águas do Rio Pajeú, vivíamos aventuras que só a infância simples e feliz de uma cidade como a nossa podia oferecer.

Seu José Siqueira nasceu na cidade de Sertânia, em 1924, mas foi em Afogados da Ingazeira que ele plantou sua vida, sua fé e sua família. Homem trabalhador, passou por tantas profissões – oleiro, alfaiate, sapateiro, comerciante e até taxista – sempre com a dignidade estampada no rosto e o respeito conquistado no trato com as pessoas. Era também um homem de fé firme, sendo um dos pioneiros na organização da Igreja Presbiteriana em Afogados. E não apenas sua presença era marcante: seu dom musical o distinguia. Ele cantava muito bem, sendo reconhecido como um grande tenor; nos cânticos congressionais, sua voz se destacava, enchendo o templo de emoção e reverência.

Ao lado de Dona Inês, com quem se casou em 1951, construiu uma família numerosa: dez filhos! Josinei (Neinha), Joseni (Niza), José Siqueira Júnior (Siqueirinha ou Sica), Joaz, Josileide (Leda), Jocilene (Sena), Jozélia (Delinha) Josias, Joab e Joelma de Almeida Cavalcanti. Um verdadeiro time de futebol misto e sem reservas (risos). E quem os conheceu sabe que cada um foi educado com carinho, disciplina e valores sólidos. Não era fácil criar tantos, mas Seu José e D. Inês mostraram que o tamanho do amor era suficiente para multiplicar cuidado e esperança.

Dona Inês sempre foi um símbolo de doçura e simplicidade. Mulher de coração enorme, sabia transformar pequenos gestos em grandes memórias. E como esquecer o mês de junho? Quando chegavam os festejos juninos, era impossível falar de pamonha sem lembrar de Dona Inês. Eram, sem exagero, as mais saborosas de Afogados! Não era apenas o milho bem preparado, era o tempero do afeto, era a tradição servida com um sorriso. Quem teve o privilégio de provar sabe do que estou falando: cada pamonha era um pedaço de carinho embalado em palha.

Seu José Siqueira e D. Inês nos ensinaram, com sua simplicidade, que é possível educar, amar e servir sem fazer alarde, apenas sendo fiéis ao que acreditavam e generosos com quem estava ao redor.

Hoje, quando volto o olhar para trás, sinto alegria e emoção. É motivo de muita satisfação falar desse casal, porque sei que Afogados da Ingazeira ficou mais rica de valores, de fé e de histórias graças à vida deles. E, dentro do meu coração, guardo com carinho não só o respeito, mas a gratidão por ter caminhado um pouco ao lado dessa família que tanto me inspira.

Homenagem Final
Aos filhos, netos e toda a descendência de Seu José Siqueira e D. Inês Almeida, deixo esta homenagem de coração. Saibam: vocês carregam um sobrenome que é sinônimo de dignidade, simplicidade e fé. O legado que receberam não está apenas no sangue, mas no exemplo: o trabalho honesto, o amor sem medidas, a união da família e a fé que sustenta a vida.

Que cada um de vocês, ao recordar seus pais e avós, sinta orgulho do chão em que pisam, da história que os antecede e das raízes que os fortalecem. E que, ao passarem adiante esses valores, mantenham acesa a chama dessa herança tão preciosa, que Afogados da Ingazeira aprendeu a respeitar e admirar.

Seu José Siqueira e D. Inês Almeida não pertencem apenas à memória de sua família: pertencem também à memória da cidade, que se orgulha de ter tido em seu seio um casal que, com simplicidade e amor, construiu uma história grandiosa.

Professor universitário aposentado, memorialista e amigo da família.

Apresentação do Mural do Finfa recebe políticos e profissionais da imprensa

Na manhã desta terça-feira (30), na sede do Blog do Finfa, apresentei o ‘Mural do Finfa’ que são fotos deste blogueiro, marcadas pelos 13 anos do blog.

Marcaram presença os prefeitos Sandrinho Palmeira (Afogados da Ingazeira) e a prefeita Aline Karina (Itapetim), o vereador de São José do Egito, Alberico Tiago, o Presidente do PSB de Tabira, Zé de Bira, o candidato a prefeito de Afogados nas últimas eleições, Danilo Simões, o advogado Clovis Lira e sua esposa Izilda Sampaio, entre outros.

Também estiveram presentes os colegas blogueiros e jornalistas, Itamar França, Júnior Cavalcanti, Jefferson Almeida, Pedro Araújo, Juliana Lima, Alyson Nascimento, Cesar Moura, Júnior Campos e Marina Ferraz, que participaram do DEBATE DAS DEZ da Rádio Pajeú, comandado pelo radialista Nill Júnior.

Na oportunidade, anunciei a nova plataforma do Blog do Finfa, Podcast Papo com Finfa, que vai estrear no próximo dia 27 de outubro às 19:30 pelo YouTube do blog e ficará sendo apresentado todas as segundas-feiras, subsequentes. Fotos: Antônio Pires.

Blog do Finfa inaugura acervo fotográfico em referencia aos 13 anos da criação do blog

O blogueiro Júnior Finfa reuniu na manhã desta terça-feira, sede do Blog do Finfa, diversos blogueiros do Sertão do Pajeú, prefeitos e outros políticos, além de admiradores do blog, onde inaugurou o Mural do Blog do Finfa. Uma proeza notada por todos, foi Júnior Finfa levar para a sede do blog o Debate das Dez, transmitido pela Rádio Pajeú FM, apresentado pelo comunicador Nill Júnior, sendo um dos programas de maiores audiência nesse horário. Nill começou o debate entrevistando os políticos, a exemplo do prefeito Alesandro Palmeira. A prefeita Aline Karina, de Itapetim, que também deu suas declarações sobre a inauguração, como também o vereador Albérico Tiago, que trouxe o abraço da cidade de São José do Egito. O ex-candidato a prefeito Danilo Simões, que também elogiou a inauguração do Mural,  parabenizando o anfitrião.

São centenas de fotografias com políticos de todos os níveis, entre eles o vice-presidente da República Geraldo Alckmin, governadores, ministros, senadores, deputados federias e estaduais, e uma “penca” de prefeitos do Pajeú e de outras regiões.

Júnior Finfa é tido como um blogueiro “cavador”, tem com ele inúmeros contatos, das mais diversas autoridades, principalmente no campo político. Nesse mês de outubro o Blog do Finfa completa 13 anos de história, e nada melhor que mostrar ao seus leitores um acervo fotográfico tirado pela mãos do autor do blog, o que revela o zelo pelo que faz e representa.

Júnior Finfa revelou durante entrevista à Nill Júnior, que a partir desse mês de outubro, todas as segundas-feiras, às 19h30 apresentará um podcast intitulado “PAPO COM FINFA”, e adiantou que seu primeiro entrevistado será o prefeito Alesandro Palmeira, de Afogados da Ingazeira.

Zé Negão questiona relação entre gestão Sandrinho e Bruno Pimentel, da Realiza

Blog do Nill Júnior

O vereador Zé Negão foi o convidado do Debate das Dez do programa Manhã Total,  da Rádio Pajeú. 

Zé voltou a criticar a relação entre a gestão Sandrinho Palmeira e o empresário Bruno Pimentel,  que aparece em mais de um CNPJ da com a marca Realiza em Afogados da Ingazeira.

Em suma, o vereador questionou os gastos feitos até agora no Pátio da Feira, que de 2018 até agora consome gastos que chegam arredondando a R$ 3,1 milhões, segundo Zé,  116% a mais que o orçado originalmente.

No caso do pátio de energia solar, Zé diz que a obra foi orçada em junho de 2023 em R$ 2,7 milhões. “Quem ganhou a licitação? A empresa de Bruno Pimentel. São três empresas recebendo dinheiro dos cofres públicos”, questiona.

Ele diz que a gestão Sandrinho enviou um projeto de empréstimo ao Finisa e que nesses R$ 30 milhões estava o parque de energia solar,  com previsão de economia da ordem de R$ 120 mil mês. “Também disse que construiria um prédio pra saúde que geraria uma economia de aluguéis de aproximadamente R$ 80 mil. Juntando os dois dava R$ 200 mil por mês”.

O parque solar, diz Zé,  já consumiu R$ 2,9 milhões, mais R$ 200 mil de um terreno adquirido no São Braz, mais outro adquirido junto a Rubinho da Ponte, mais R$ 800 mil entre juros e tarifa do contrato de empréstimo.

O vereador diz que ainda por exemplo que entram na conta o valor que deixou se ser economizado,  que chega a R$ 1,8 milhão.

Perguntado se havia corrupção na gestão ou envolvendo o gestor Zé Negão disse que não tinha como provar, mas que haviam indícios. Ainda que a questão poderá ser respondida por TCE e Ministério Público.

Romero Albuquerque cobra esclarecimentos do Governo sobre péssima merenda escolar em Afogados da Ingazeira

O deputado estadual Romero Albuquerque (União Brasil) protocolou, nesta quinta-feira (25), um Pedido de Informações à Secretaria de Educação de Pernambuco sobre a situação da merenda na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Monsenhor Antônio de Pádua Santos, em Afogados da Ingazeira.

A medida foi tomada após estudantes da unidade divulgarem uma nota oficial e anunciarem a paralisação das aulas em protesto contra a qualidade da alimentação oferecida. Os alunos denunciam problemas que vão desde a baixa variedade e porções insuficientes até a falta de cardápio balanceado e de estrutura para o preparo das refeições.

Segundo o parlamentar, a situação exige ação imediata. “A merenda escolar é um direito assegurado e constitui um dos pilares fundamentais para a permanência, o bem-estar e o rendimento acadêmico dos alunos. Não se trata de um favor, mas de uma política pública essencial, que deve ser cumprida com eficiência e responsabilidade”, afirmou.

Romero Albuquerque também ressaltou que a denúncia dos estudantes expõe um problema que pode estar presente em outras unidades da rede estadual. “Queremos transparência e respostas objetivas. É inadmissível que a alimentação se torne um obstáculo para os jovens permanecerem na escola”, criticou.

No documento, Romero cobra explicações ao secretário de Educação, Gilson José Monteiro Filho, sobre cinco pontos principais: medidas emergenciais para atender às demandas dos estudantes, previsão de readequação do fornecimento, orçamento mensal destinado à merenda da escola, registro de outras unidades com dificuldades semelhantes e providências adotadas para garantir qualidade, variedade e suficiência da alimentação.

2026: O despertarr político de Pernambuco

*Por Rinaldo Remígio

Não sou comentarista político, apenas eleitor atento. Mas, diante das eleições de 2026, faço um convite à reflexão: PERNAMBUCO PRECISA ACORDAR.

A grande pergunta que circula é: A governadora Raquel Lyra conseguirá se recuperar e se tornar competitiva contra João Campos?

Após quase três anos de governo, os números pouco mudaram. Nas pesquisas, João mantém vantagem expressiva, chegando a 76% no Grande Recife. Se a eleição fosse hoje, venceria com mais de 1,7 milhão de votos de diferença.

Em se tratando de Pernambuco, o eleitor precisa mais que refletir: precisa decidir. Decidir por um senador que conheça as raízes interioranas, por deputados comprometidos com os municípios durante toda a gestão — e não apenas a cada quatro anos. É preciso atenção às visitas recentes de nomes que surgem de repente nos municípios, espalhando outdoors pelas estradas e posando como íntimos do povo. Isso é preocupante. Sejam prudentes!

O desafio da governadora é imenso: entregar as obras prometidas até abril e reverter a imagem negativa de sua gestão. Caso contrário, o resultado pode ser uma derrota histórica.

2026 será um divisor de águas — e cabe a nós, cidadãos, escolher com consciência.

*Professor universitário aposentado, historiador e memorialista!

Presidente da Câmara de Vereadores de Afogados, critica falta de diálogo com o executivo e alerta sobre risco de cassação de vereadores

O presidente da Câmara de Afogados da Ingazeira, Vicentinho Zuza, comentou nesta terça-feira (23) os recentes embates entre os vereadores Edson do Cosmético e Mário Martins, que têm marcado as sessões da Casa. Em entrevista ao programa Rádio Vivo da Rádio Pajeú, ele afirmou que a situação “já passou do limite aceitável” e admitiu que, em caso de agressão física ou quebra de decoro, pode ser aberta sindicância com possibilidade de cassação de mandatos, segundo o Blog do Nill Júnior.

“Se eu tiver que entrar para a história como o presidente que abriu a primeira sindicância e teve vereador cassado em Afogados, não vou me curvar disso. Já estudei o regimento e, se houver denúncia formal, a comissão de ética será formada”, declarou.

Vicentinho disse que já conversou individualmente com os dois parlamentares, mas reconhece que as desavenças de cunho pessoal têm prejudicado a imagem da Câmara. “A população não quer ouvir ataques pessoais. Isso não é bom para a Casa nem para eles”, afirmou.

Falta de diálogo com o governo

Outro ponto levantado pelo presidente foi a ausência de articulação entre a base governista e o Executivo. Segundo ele, os vereadores da situação não têm informações suficientes para responder às acusações da oposição.

“Não tem esse diálogo entre governo e Câmara. Não existe. Você não tem como defender o que não sabe. Se eu ligo para um secretário numa terça ou quinta-feira, que são dias de sessão, é porque preciso de informações, mas muitos não atendem. Até hoje não houve uma reunião do prefeito Sandrinho com a bancada”, disse.

Ele também criticou a ausência do secretário de Governo nas sessões. “Não vejo o governo acompanhar a Câmara. Isso fragiliza a defesa”, avaliou.

Caso Realiza

Questionado sobre a construtora Realiza, alvo de denúncias de atrasos em obras e de calotes a fornecedores, Vicentinho declarou que a Câmara não tem poder de intervenção.

“Qualquer empresa que cumpre os requisitos legais pode participar de licitação. Se vence, a prefeitura é obrigada a contratar. A partir daí, se não cumpre, quem pode agir é o Ministério Público e o Ministério do Trabalho”, afirmou.

O presidente disse ainda que, segundo informação repassada pelo prefeito, o contrato com a empresa já foi desfeito. “Não tenho documento oficial, mas Sandrinho me informou que o contrato foi encerrado”, completou.

Ione de Góes Barros – A lição que jamais apaga

Por Rinaldo Remígio

Há vidas que, mesmo após o fim, continuam ensinando. São como livros abertos que não se fecham com a última página, mas permanecem repousando sobre a mesa da memória, onde tantos já aprenderam a ler a esperança, a disciplina, a força e o amor pelo saber. Assim foi— a vida da professora Ione de Góes Barros, uma mestra em toda a extensão da palavra e em todos os cantos por onde passou.

Celebrar 101 anos do seu nascimento, não é por mera contagem do tempo, mas por reverência à grandeza de uma mulher que construiu sua história à base de esforço, vocação e paixão pela educação. Filha de João Cecílio de Barros e Julieta de Góes Barros, nasceu em 13 de setembro de 1924, no coração de Afogados da Ingazeira, numa casa onde as paredes guardavam tradição, e os livros, valores.

Educada primeiramente pelos próprios pais — uma herança que carregaria com orgulho, Ione traçou um caminho árduo, interrompido por dificuldades financeiras, atravessado por luto precoce com a perda do pai, mas jamais abandonado. Entre internatos e transferências, entre cidades e estações, foi vencendo, passo a passo, com a serenidade firme dos que sabem aonde querem chegar.

Diplomada como professora do Curso Normal Rural em 1944, iniciou sua carreira com os pés literalmente no barro, indo a pé ou na garupa de um cavalo para lecionar em Ibitiranga. A travessia era física, mas sobretudo simbólica: onde muitos viam cansaço, ela via missão. Depois, retornou a Afogados, e ali semeou décadas de ensino, de liderança e de transformação.

Dirigiu o Colégio Normal Estadual de Afogados da Ingazeira por 22 anos, com uma postura que misturava rigor e doçura, pulso firme e coração aberto. Com uma energia que parecia inesgotável, ela não apenas ensinava — empurrava os colegas e os tempos para frente. Convocava professores, inspirava gestores, provocava mudanças. Ela própria nunca se deu ao luxo de parar: fez Letras, Direito, Pedagogia, Administração Escolar, participou de congressos, fez cursos em diferentes regiões do estado, e ainda arranjou tempo para formar os irmãos e ajudar os que cruzavam seu caminho. Em tempos sem redes sociais, Ione era uma rede viva de apoio.

E o mais curioso: mesmo com diploma de Direito e carteira da OAB, nunca trocou a lousa pelo tribunal. Escolheu continuar sendo professora. Porque o que a movia não era status, nem salário — era um chamado. E como ela mesma disse com a sabedoria de quem viveu profundamente: “a melhor compensação é fazer o trabalho que você gosta, receber o agradecimento de pais, alunos, professores. Isso, não há dinheiro que pague.”

No fim da tarde do dia 22 de julho de 2011, aos 86 anos, ela se despediu deste mundo, e o céu ganhou uma educadora. Mas não se enganem: o corpo se foi, sim, mas a professora ficou. Ficou no Colégio que ajudou a erguer, nos cadernos dos seus alunos, nas conversas entre ex-professores que ela liderou, nos corredores da Faculdade de Formação de Professores, nas histórias contadas por quem teve o privilégio de cruzar com ela em sala de aula ou na vida.

Ione de Góes Barros vive em cada um que hoje ensina, que coordena uma escola, que acredita na educação pública, que luta contra as dificuldades, que não desiste de aprender. Porque ela não ensinava só conteúdos — ensinava coragem, responsabilidade, amor ao ofício.

Hoje, ao lembrarmos seu centenário, é impossível não sentir orgulho. Orgulho de ter tido, no sertão de Pernambuco, uma mulher à frente de seu tempo, que nunca parou de estudar, nunca parou de ensinar, nunca parou de acreditar.

Professora Ione, seu quadro negro virou memória viva. E sua lição mais bonita continua escrita em nós.

*Professor universitário aposentado e memorialista!
Fonte: Fernando Pires e Blog do Finfa