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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

2026: O despertarr político de Pernambuco

*Por Rinaldo Remígio

Não sou comentarista político, apenas eleitor atento. Mas, diante das eleições de 2026, faço um convite à reflexão: PERNAMBUCO PRECISA ACORDAR.

A grande pergunta que circula é: A governadora Raquel Lyra conseguirá se recuperar e se tornar competitiva contra João Campos?

Após quase três anos de governo, os números pouco mudaram. Nas pesquisas, João mantém vantagem expressiva, chegando a 76% no Grande Recife. Se a eleição fosse hoje, venceria com mais de 1,7 milhão de votos de diferença.

Em se tratando de Pernambuco, o eleitor precisa mais que refletir: precisa decidir. Decidir por um senador que conheça as raízes interioranas, por deputados comprometidos com os municípios durante toda a gestão — e não apenas a cada quatro anos. É preciso atenção às visitas recentes de nomes que surgem de repente nos municípios, espalhando outdoors pelas estradas e posando como íntimos do povo. Isso é preocupante. Sejam prudentes!

O desafio da governadora é imenso: entregar as obras prometidas até abril e reverter a imagem negativa de sua gestão. Caso contrário, o resultado pode ser uma derrota histórica.

2026 será um divisor de águas — e cabe a nós, cidadãos, escolher com consciência.

*Professor universitário aposentado, historiador e memorialista!

Presidente da Câmara de Vereadores de Afogados, critica falta de diálogo com o executivo e alerta sobre risco de cassação de vereadores

O presidente da Câmara de Afogados da Ingazeira, Vicentinho Zuza, comentou nesta terça-feira (23) os recentes embates entre os vereadores Edson do Cosmético e Mário Martins, que têm marcado as sessões da Casa. Em entrevista ao programa Rádio Vivo da Rádio Pajeú, ele afirmou que a situação “já passou do limite aceitável” e admitiu que, em caso de agressão física ou quebra de decoro, pode ser aberta sindicância com possibilidade de cassação de mandatos, segundo o Blog do Nill Júnior.

“Se eu tiver que entrar para a história como o presidente que abriu a primeira sindicância e teve vereador cassado em Afogados, não vou me curvar disso. Já estudei o regimento e, se houver denúncia formal, a comissão de ética será formada”, declarou.

Vicentinho disse que já conversou individualmente com os dois parlamentares, mas reconhece que as desavenças de cunho pessoal têm prejudicado a imagem da Câmara. “A população não quer ouvir ataques pessoais. Isso não é bom para a Casa nem para eles”, afirmou.

Falta de diálogo com o governo

Outro ponto levantado pelo presidente foi a ausência de articulação entre a base governista e o Executivo. Segundo ele, os vereadores da situação não têm informações suficientes para responder às acusações da oposição.

“Não tem esse diálogo entre governo e Câmara. Não existe. Você não tem como defender o que não sabe. Se eu ligo para um secretário numa terça ou quinta-feira, que são dias de sessão, é porque preciso de informações, mas muitos não atendem. Até hoje não houve uma reunião do prefeito Sandrinho com a bancada”, disse.

Ele também criticou a ausência do secretário de Governo nas sessões. “Não vejo o governo acompanhar a Câmara. Isso fragiliza a defesa”, avaliou.

Caso Realiza

Questionado sobre a construtora Realiza, alvo de denúncias de atrasos em obras e de calotes a fornecedores, Vicentinho declarou que a Câmara não tem poder de intervenção.

“Qualquer empresa que cumpre os requisitos legais pode participar de licitação. Se vence, a prefeitura é obrigada a contratar. A partir daí, se não cumpre, quem pode agir é o Ministério Público e o Ministério do Trabalho”, afirmou.

O presidente disse ainda que, segundo informação repassada pelo prefeito, o contrato com a empresa já foi desfeito. “Não tenho documento oficial, mas Sandrinho me informou que o contrato foi encerrado”, completou.

Ione de Góes Barros – A lição que jamais apaga

Por Rinaldo Remígio

Há vidas que, mesmo após o fim, continuam ensinando. São como livros abertos que não se fecham com a última página, mas permanecem repousando sobre a mesa da memória, onde tantos já aprenderam a ler a esperança, a disciplina, a força e o amor pelo saber. Assim foi— a vida da professora Ione de Góes Barros, uma mestra em toda a extensão da palavra e em todos os cantos por onde passou.

Celebrar 101 anos do seu nascimento, não é por mera contagem do tempo, mas por reverência à grandeza de uma mulher que construiu sua história à base de esforço, vocação e paixão pela educação. Filha de João Cecílio de Barros e Julieta de Góes Barros, nasceu em 13 de setembro de 1924, no coração de Afogados da Ingazeira, numa casa onde as paredes guardavam tradição, e os livros, valores.

Educada primeiramente pelos próprios pais — uma herança que carregaria com orgulho, Ione traçou um caminho árduo, interrompido por dificuldades financeiras, atravessado por luto precoce com a perda do pai, mas jamais abandonado. Entre internatos e transferências, entre cidades e estações, foi vencendo, passo a passo, com a serenidade firme dos que sabem aonde querem chegar.

Diplomada como professora do Curso Normal Rural em 1944, iniciou sua carreira com os pés literalmente no barro, indo a pé ou na garupa de um cavalo para lecionar em Ibitiranga. A travessia era física, mas sobretudo simbólica: onde muitos viam cansaço, ela via missão. Depois, retornou a Afogados, e ali semeou décadas de ensino, de liderança e de transformação.

Dirigiu o Colégio Normal Estadual de Afogados da Ingazeira por 22 anos, com uma postura que misturava rigor e doçura, pulso firme e coração aberto. Com uma energia que parecia inesgotável, ela não apenas ensinava — empurrava os colegas e os tempos para frente. Convocava professores, inspirava gestores, provocava mudanças. Ela própria nunca se deu ao luxo de parar: fez Letras, Direito, Pedagogia, Administração Escolar, participou de congressos, fez cursos em diferentes regiões do estado, e ainda arranjou tempo para formar os irmãos e ajudar os que cruzavam seu caminho. Em tempos sem redes sociais, Ione era uma rede viva de apoio.

E o mais curioso: mesmo com diploma de Direito e carteira da OAB, nunca trocou a lousa pelo tribunal. Escolheu continuar sendo professora. Porque o que a movia não era status, nem salário — era um chamado. E como ela mesma disse com a sabedoria de quem viveu profundamente: “a melhor compensação é fazer o trabalho que você gosta, receber o agradecimento de pais, alunos, professores. Isso, não há dinheiro que pague.”

No fim da tarde do dia 22 de julho de 2011, aos 86 anos, ela se despediu deste mundo, e o céu ganhou uma educadora. Mas não se enganem: o corpo se foi, sim, mas a professora ficou. Ficou no Colégio que ajudou a erguer, nos cadernos dos seus alunos, nas conversas entre ex-professores que ela liderou, nos corredores da Faculdade de Formação de Professores, nas histórias contadas por quem teve o privilégio de cruzar com ela em sala de aula ou na vida.

Ione de Góes Barros vive em cada um que hoje ensina, que coordena uma escola, que acredita na educação pública, que luta contra as dificuldades, que não desiste de aprender. Porque ela não ensinava só conteúdos — ensinava coragem, responsabilidade, amor ao ofício.

Hoje, ao lembrarmos seu centenário, é impossível não sentir orgulho. Orgulho de ter tido, no sertão de Pernambuco, uma mulher à frente de seu tempo, que nunca parou de estudar, nunca parou de ensinar, nunca parou de acreditar.

Professora Ione, seu quadro negro virou memória viva. E sua lição mais bonita continua escrita em nós.

*Professor universitário aposentado e memorialista!
Fonte: Fernando Pires e Blog do Finfa

Ubaldo e Sineide Pires – Um casal que fez história no Pajeú

*Por Rinaldo Remígio

Falar do casal Ubaldo Pereira Pires e sua digníssima esposa Sineide Rabelo Pires é tarefa fácil e, ao mesmo tempo, prazerosa. Nossa amizade é sólida, construída às margens do Rio Pajeú, onde o convívio de vizinhança na Avenida Rio Branco estreitou ainda mais os laços de respeito e estima. Tive a honra de ser aluno da professora Sineide, cuja dedicação ao magistério marcou gerações de afogadenses.

Ubaldo nasceu em Tabira, mas adotou Afogados da Ingazeira como seu lar e campo de trabalho. Homem honrado, cidadão exemplar, iniciou sua trajetória empresarial no ramo de tecidos, expandindo-se depois para o setor de autopeças e serviços, onde consolidou sua marca. Ao lado da esposa, transformou esforço e visão em oportunidades de desenvolvimento, gerando emprego, renda e dignidade para muitas famílias.

A professora Sineide Pires, com sua vocação nata para ensinar, sempre se destacou pela firmeza pedagógica e pela ternura humana. Formou não apenas estudantes, mas cidadãos conscientes de seus valores e responsabilidades. Sua sala de aula foi espaço de conhecimento e de esperança, preparando jovens para os desafios da vida.

Podemos ainda registrar que Ubaldo, junto a outros vocacionados amigos, integrou o Grupo de Radioamadores de Afogados da Ingazeira, sendo também sócio fundador do Clube Campestre Afogadense, onde teve efetiva participação como conselheiro. No último dia 1º de julho, foi agraciado com a Medalha “Dom Francisco” de Honra ao Mérito, reconhecimento justo a quem sempre esteve presente na vida comunitária e social da cidade.

Do casamento nasceram três filhos — Messias, Marília e Leonardo — que trazem em si o legado de princípios e de trabalho deixado pelos pais. A família Pires é símbolo de união, honestidade e dedicação ao bem comum.

Ao olharmos para a história de Afogados da Ingazeira, é impossível não reconhecer no casal Ubaldo e Sineide dois pilares que ajudaram a fortalecer o desenvolvimento do município. Ele, empreendedor visionário; ela, educadora apaixonada; juntos, construíram uma vida de exemplo e deixaram marcas profundas na sociedade pajeuzeira.

Celebrar a vida de Ubaldo e Sineide é celebrar valores que não envelhecem: trabalho, família, amizade e amor pela sua terra. É reconhecer que o verdadeiro progresso nasce das mãos de quem acredita no poder do servir.

*Professor universitário e memorialista!