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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

Quando a simplicidade se torna eternidade: A vida e o legado de José Siqueira e Inês Almeida

*Por Rinaldo Remígio

Falar do Seu José Siqueira e de Dona Inês Almeida como eram chamados é, para mim, um exercício de memória e de gratidão. Não apenas porque foram pessoas importantes para Afogados da Ingazeira, mas também porque fizeram parte da minha própria história, da minha infância, das minhas primeiras amizades e lembranças que o tempo jamais apagará.

Conheci de perto toda a família, desde minha primeira passagem por Afogados. Fui colega dos filhos mais velhos, especialmente de José Siqueira Júnior, o querido “Siqueirinha”, e de Joaz (i.m.), de quem guardo lembranças afetuosas. Éramos amigos para todas as horas. Caminhávamos juntos, jogávamos bola de gude, pinhão, futebol, íamos caçar passarinhos, nos banhávamos nas águas do Rio Pajeú, vivíamos aventuras que só a infância simples e feliz de uma cidade como a nossa podia oferecer.

Seu José Siqueira nasceu na cidade de Sertânia, em 1924, mas foi em Afogados da Ingazeira que ele plantou sua vida, sua fé e sua família. Homem trabalhador, passou por tantas profissões – oleiro, alfaiate, sapateiro, comerciante e até taxista – sempre com a dignidade estampada no rosto e o respeito conquistado no trato com as pessoas. Era também um homem de fé firme, sendo um dos pioneiros na organização da Igreja Presbiteriana em Afogados. E não apenas sua presença era marcante: seu dom musical o distinguia. Ele cantava muito bem, sendo reconhecido como um grande tenor; nos cânticos congressionais, sua voz se destacava, enchendo o templo de emoção e reverência.

Ao lado de Dona Inês, com quem se casou em 1951, construiu uma família numerosa: dez filhos! Josinei (Neinha), Joseni (Niza), José Siqueira Júnior (Siqueirinha ou Sica), Joaz, Josileide (Leda), Jocilene (Sena), Jozélia (Delinha) Josias, Joab e Joelma de Almeida Cavalcanti. Um verdadeiro time de futebol misto e sem reservas (risos). E quem os conheceu sabe que cada um foi educado com carinho, disciplina e valores sólidos. Não era fácil criar tantos, mas Seu José e D. Inês mostraram que o tamanho do amor era suficiente para multiplicar cuidado e esperança.

Dona Inês sempre foi um símbolo de doçura e simplicidade. Mulher de coração enorme, sabia transformar pequenos gestos em grandes memórias. E como esquecer o mês de junho? Quando chegavam os festejos juninos, era impossível falar de pamonha sem lembrar de Dona Inês. Eram, sem exagero, as mais saborosas de Afogados! Não era apenas o milho bem preparado, era o tempero do afeto, era a tradição servida com um sorriso. Quem teve o privilégio de provar sabe do que estou falando: cada pamonha era um pedaço de carinho embalado em palha.

Seu José Siqueira e D. Inês nos ensinaram, com sua simplicidade, que é possível educar, amar e servir sem fazer alarde, apenas sendo fiéis ao que acreditavam e generosos com quem estava ao redor.

Hoje, quando volto o olhar para trás, sinto alegria e emoção. É motivo de muita satisfação falar desse casal, porque sei que Afogados da Ingazeira ficou mais rica de valores, de fé e de histórias graças à vida deles. E, dentro do meu coração, guardo com carinho não só o respeito, mas a gratidão por ter caminhado um pouco ao lado dessa família que tanto me inspira.

Homenagem Final
Aos filhos, netos e toda a descendência de Seu José Siqueira e D. Inês Almeida, deixo esta homenagem de coração. Saibam: vocês carregam um sobrenome que é sinônimo de dignidade, simplicidade e fé. O legado que receberam não está apenas no sangue, mas no exemplo: o trabalho honesto, o amor sem medidas, a união da família e a fé que sustenta a vida.

Que cada um de vocês, ao recordar seus pais e avós, sinta orgulho do chão em que pisam, da história que os antecede e das raízes que os fortalecem. E que, ao passarem adiante esses valores, mantenham acesa a chama dessa herança tão preciosa, que Afogados da Ingazeira aprendeu a respeitar e admirar.

Seu José Siqueira e D. Inês Almeida não pertencem apenas à memória de sua família: pertencem também à memória da cidade, que se orgulha de ter tido em seu seio um casal que, com simplicidade e amor, construiu uma história grandiosa.

Professor universitário aposentado, memorialista e amigo da família.

Apresentação do Mural do Finfa recebe políticos e profissionais da imprensa

Na manhã desta terça-feira (30), na sede do Blog do Finfa, apresentei o ‘Mural do Finfa’ que são fotos deste blogueiro, marcadas pelos 13 anos do blog.

Marcaram presença os prefeitos Sandrinho Palmeira (Afogados da Ingazeira) e a prefeita Aline Karina (Itapetim), o vereador de São José do Egito, Alberico Tiago, o Presidente do PSB de Tabira, Zé de Bira, o candidato a prefeito de Afogados nas últimas eleições, Danilo Simões, o advogado Clovis Lira e sua esposa Izilda Sampaio, entre outros.

Também estiveram presentes os colegas blogueiros e jornalistas, Itamar França, Júnior Cavalcanti, Jefferson Almeida, Pedro Araújo, Juliana Lima, Alyson Nascimento, Cesar Moura, Júnior Campos e Marina Ferraz, que participaram do DEBATE DAS DEZ da Rádio Pajeú, comandado pelo radialista Nill Júnior.

Na oportunidade, anunciei a nova plataforma do Blog do Finfa, Podcast Papo com Finfa, que vai estrear no próximo dia 27 de outubro às 19:30 pelo YouTube do blog e ficará sendo apresentado todas as segundas-feiras, subsequentes. Fotos: Antônio Pires.

Blog do Finfa inaugura acervo fotográfico em referencia aos 13 anos da criação do blog

O blogueiro Júnior Finfa reuniu na manhã desta terça-feira, sede do Blog do Finfa, diversos blogueiros do Sertão do Pajeú, prefeitos e outros políticos, além de admiradores do blog, onde inaugurou o Mural do Blog do Finfa. Uma proeza notada por todos, foi Júnior Finfa levar para a sede do blog o Debate das Dez, transmitido pela Rádio Pajeú FM, apresentado pelo comunicador Nill Júnior, sendo um dos programas de maiores audiência nesse horário. Nill começou o debate entrevistando os políticos, a exemplo do prefeito Alesandro Palmeira. A prefeita Aline Karina, de Itapetim, que também deu suas declarações sobre a inauguração, como também o vereador Albérico Tiago, que trouxe o abraço da cidade de São José do Egito. O ex-candidato a prefeito Danilo Simões, que também elogiou a inauguração do Mural,  parabenizando o anfitrião.

São centenas de fotografias com políticos de todos os níveis, entre eles o vice-presidente da República Geraldo Alckmin, governadores, ministros, senadores, deputados federias e estaduais, e uma “penca” de prefeitos do Pajeú e de outras regiões.

Júnior Finfa é tido como um blogueiro “cavador”, tem com ele inúmeros contatos, das mais diversas autoridades, principalmente no campo político. Nesse mês de outubro o Blog do Finfa completa 13 anos de história, e nada melhor que mostrar ao seus leitores um acervo fotográfico tirado pela mãos do autor do blog, o que revela o zelo pelo que faz e representa.

Júnior Finfa revelou durante entrevista à Nill Júnior, que a partir desse mês de outubro, todas as segundas-feiras, às 19h30 apresentará um podcast intitulado “PAPO COM FINFA”, e adiantou que seu primeiro entrevistado será o prefeito Alesandro Palmeira, de Afogados da Ingazeira.

Zé Negão questiona relação entre gestão Sandrinho e Bruno Pimentel, da Realiza

Blog do Nill Júnior

O vereador Zé Negão foi o convidado do Debate das Dez do programa Manhã Total,  da Rádio Pajeú. 

Zé voltou a criticar a relação entre a gestão Sandrinho Palmeira e o empresário Bruno Pimentel,  que aparece em mais de um CNPJ da com a marca Realiza em Afogados da Ingazeira.

Em suma, o vereador questionou os gastos feitos até agora no Pátio da Feira, que de 2018 até agora consome gastos que chegam arredondando a R$ 3,1 milhões, segundo Zé,  116% a mais que o orçado originalmente.

No caso do pátio de energia solar, Zé diz que a obra foi orçada em junho de 2023 em R$ 2,7 milhões. “Quem ganhou a licitação? A empresa de Bruno Pimentel. São três empresas recebendo dinheiro dos cofres públicos”, questiona.

Ele diz que a gestão Sandrinho enviou um projeto de empréstimo ao Finisa e que nesses R$ 30 milhões estava o parque de energia solar,  com previsão de economia da ordem de R$ 120 mil mês. “Também disse que construiria um prédio pra saúde que geraria uma economia de aluguéis de aproximadamente R$ 80 mil. Juntando os dois dava R$ 200 mil por mês”.

O parque solar, diz Zé,  já consumiu R$ 2,9 milhões, mais R$ 200 mil de um terreno adquirido no São Braz, mais outro adquirido junto a Rubinho da Ponte, mais R$ 800 mil entre juros e tarifa do contrato de empréstimo.

O vereador diz que ainda por exemplo que entram na conta o valor que deixou se ser economizado,  que chega a R$ 1,8 milhão.

Perguntado se havia corrupção na gestão ou envolvendo o gestor Zé Negão disse que não tinha como provar, mas que haviam indícios. Ainda que a questão poderá ser respondida por TCE e Ministério Público.

Romero Albuquerque cobra esclarecimentos do Governo sobre péssima merenda escolar em Afogados da Ingazeira

O deputado estadual Romero Albuquerque (União Brasil) protocolou, nesta quinta-feira (25), um Pedido de Informações à Secretaria de Educação de Pernambuco sobre a situação da merenda na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Monsenhor Antônio de Pádua Santos, em Afogados da Ingazeira.

A medida foi tomada após estudantes da unidade divulgarem uma nota oficial e anunciarem a paralisação das aulas em protesto contra a qualidade da alimentação oferecida. Os alunos denunciam problemas que vão desde a baixa variedade e porções insuficientes até a falta de cardápio balanceado e de estrutura para o preparo das refeições.

Segundo o parlamentar, a situação exige ação imediata. “A merenda escolar é um direito assegurado e constitui um dos pilares fundamentais para a permanência, o bem-estar e o rendimento acadêmico dos alunos. Não se trata de um favor, mas de uma política pública essencial, que deve ser cumprida com eficiência e responsabilidade”, afirmou.

Romero Albuquerque também ressaltou que a denúncia dos estudantes expõe um problema que pode estar presente em outras unidades da rede estadual. “Queremos transparência e respostas objetivas. É inadmissível que a alimentação se torne um obstáculo para os jovens permanecerem na escola”, criticou.

No documento, Romero cobra explicações ao secretário de Educação, Gilson José Monteiro Filho, sobre cinco pontos principais: medidas emergenciais para atender às demandas dos estudantes, previsão de readequação do fornecimento, orçamento mensal destinado à merenda da escola, registro de outras unidades com dificuldades semelhantes e providências adotadas para garantir qualidade, variedade e suficiência da alimentação.

2026: O despertarr político de Pernambuco

*Por Rinaldo Remígio

Não sou comentarista político, apenas eleitor atento. Mas, diante das eleições de 2026, faço um convite à reflexão: PERNAMBUCO PRECISA ACORDAR.

A grande pergunta que circula é: A governadora Raquel Lyra conseguirá se recuperar e se tornar competitiva contra João Campos?

Após quase três anos de governo, os números pouco mudaram. Nas pesquisas, João mantém vantagem expressiva, chegando a 76% no Grande Recife. Se a eleição fosse hoje, venceria com mais de 1,7 milhão de votos de diferença.

Em se tratando de Pernambuco, o eleitor precisa mais que refletir: precisa decidir. Decidir por um senador que conheça as raízes interioranas, por deputados comprometidos com os municípios durante toda a gestão — e não apenas a cada quatro anos. É preciso atenção às visitas recentes de nomes que surgem de repente nos municípios, espalhando outdoors pelas estradas e posando como íntimos do povo. Isso é preocupante. Sejam prudentes!

O desafio da governadora é imenso: entregar as obras prometidas até abril e reverter a imagem negativa de sua gestão. Caso contrário, o resultado pode ser uma derrota histórica.

2026 será um divisor de águas — e cabe a nós, cidadãos, escolher com consciência.

*Professor universitário aposentado, historiador e memorialista!

Presidente da Câmara de Vereadores de Afogados, critica falta de diálogo com o executivo e alerta sobre risco de cassação de vereadores

O presidente da Câmara de Afogados da Ingazeira, Vicentinho Zuza, comentou nesta terça-feira (23) os recentes embates entre os vereadores Edson do Cosmético e Mário Martins, que têm marcado as sessões da Casa. Em entrevista ao programa Rádio Vivo da Rádio Pajeú, ele afirmou que a situação “já passou do limite aceitável” e admitiu que, em caso de agressão física ou quebra de decoro, pode ser aberta sindicância com possibilidade de cassação de mandatos, segundo o Blog do Nill Júnior.

“Se eu tiver que entrar para a história como o presidente que abriu a primeira sindicância e teve vereador cassado em Afogados, não vou me curvar disso. Já estudei o regimento e, se houver denúncia formal, a comissão de ética será formada”, declarou.

Vicentinho disse que já conversou individualmente com os dois parlamentares, mas reconhece que as desavenças de cunho pessoal têm prejudicado a imagem da Câmara. “A população não quer ouvir ataques pessoais. Isso não é bom para a Casa nem para eles”, afirmou.

Falta de diálogo com o governo

Outro ponto levantado pelo presidente foi a ausência de articulação entre a base governista e o Executivo. Segundo ele, os vereadores da situação não têm informações suficientes para responder às acusações da oposição.

“Não tem esse diálogo entre governo e Câmara. Não existe. Você não tem como defender o que não sabe. Se eu ligo para um secretário numa terça ou quinta-feira, que são dias de sessão, é porque preciso de informações, mas muitos não atendem. Até hoje não houve uma reunião do prefeito Sandrinho com a bancada”, disse.

Ele também criticou a ausência do secretário de Governo nas sessões. “Não vejo o governo acompanhar a Câmara. Isso fragiliza a defesa”, avaliou.

Caso Realiza

Questionado sobre a construtora Realiza, alvo de denúncias de atrasos em obras e de calotes a fornecedores, Vicentinho declarou que a Câmara não tem poder de intervenção.

“Qualquer empresa que cumpre os requisitos legais pode participar de licitação. Se vence, a prefeitura é obrigada a contratar. A partir daí, se não cumpre, quem pode agir é o Ministério Público e o Ministério do Trabalho”, afirmou.

O presidente disse ainda que, segundo informação repassada pelo prefeito, o contrato com a empresa já foi desfeito. “Não tenho documento oficial, mas Sandrinho me informou que o contrato foi encerrado”, completou.

Ione de Góes Barros – A lição que jamais apaga

Por Rinaldo Remígio

Há vidas que, mesmo após o fim, continuam ensinando. São como livros abertos que não se fecham com a última página, mas permanecem repousando sobre a mesa da memória, onde tantos já aprenderam a ler a esperança, a disciplina, a força e o amor pelo saber. Assim foi— a vida da professora Ione de Góes Barros, uma mestra em toda a extensão da palavra e em todos os cantos por onde passou.

Celebrar 101 anos do seu nascimento, não é por mera contagem do tempo, mas por reverência à grandeza de uma mulher que construiu sua história à base de esforço, vocação e paixão pela educação. Filha de João Cecílio de Barros e Julieta de Góes Barros, nasceu em 13 de setembro de 1924, no coração de Afogados da Ingazeira, numa casa onde as paredes guardavam tradição, e os livros, valores.

Educada primeiramente pelos próprios pais — uma herança que carregaria com orgulho, Ione traçou um caminho árduo, interrompido por dificuldades financeiras, atravessado por luto precoce com a perda do pai, mas jamais abandonado. Entre internatos e transferências, entre cidades e estações, foi vencendo, passo a passo, com a serenidade firme dos que sabem aonde querem chegar.

Diplomada como professora do Curso Normal Rural em 1944, iniciou sua carreira com os pés literalmente no barro, indo a pé ou na garupa de um cavalo para lecionar em Ibitiranga. A travessia era física, mas sobretudo simbólica: onde muitos viam cansaço, ela via missão. Depois, retornou a Afogados, e ali semeou décadas de ensino, de liderança e de transformação.

Dirigiu o Colégio Normal Estadual de Afogados da Ingazeira por 22 anos, com uma postura que misturava rigor e doçura, pulso firme e coração aberto. Com uma energia que parecia inesgotável, ela não apenas ensinava — empurrava os colegas e os tempos para frente. Convocava professores, inspirava gestores, provocava mudanças. Ela própria nunca se deu ao luxo de parar: fez Letras, Direito, Pedagogia, Administração Escolar, participou de congressos, fez cursos em diferentes regiões do estado, e ainda arranjou tempo para formar os irmãos e ajudar os que cruzavam seu caminho. Em tempos sem redes sociais, Ione era uma rede viva de apoio.

E o mais curioso: mesmo com diploma de Direito e carteira da OAB, nunca trocou a lousa pelo tribunal. Escolheu continuar sendo professora. Porque o que a movia não era status, nem salário — era um chamado. E como ela mesma disse com a sabedoria de quem viveu profundamente: “a melhor compensação é fazer o trabalho que você gosta, receber o agradecimento de pais, alunos, professores. Isso, não há dinheiro que pague.”

No fim da tarde do dia 22 de julho de 2011, aos 86 anos, ela se despediu deste mundo, e o céu ganhou uma educadora. Mas não se enganem: o corpo se foi, sim, mas a professora ficou. Ficou no Colégio que ajudou a erguer, nos cadernos dos seus alunos, nas conversas entre ex-professores que ela liderou, nos corredores da Faculdade de Formação de Professores, nas histórias contadas por quem teve o privilégio de cruzar com ela em sala de aula ou na vida.

Ione de Góes Barros vive em cada um que hoje ensina, que coordena uma escola, que acredita na educação pública, que luta contra as dificuldades, que não desiste de aprender. Porque ela não ensinava só conteúdos — ensinava coragem, responsabilidade, amor ao ofício.

Hoje, ao lembrarmos seu centenário, é impossível não sentir orgulho. Orgulho de ter tido, no sertão de Pernambuco, uma mulher à frente de seu tempo, que nunca parou de estudar, nunca parou de ensinar, nunca parou de acreditar.

Professora Ione, seu quadro negro virou memória viva. E sua lição mais bonita continua escrita em nós.

*Professor universitário aposentado e memorialista!
Fonte: Fernando Pires e Blog do Finfa

Ubaldo e Sineide Pires – Um casal que fez história no Pajeú

*Por Rinaldo Remígio

Falar do casal Ubaldo Pereira Pires e sua digníssima esposa Sineide Rabelo Pires é tarefa fácil e, ao mesmo tempo, prazerosa. Nossa amizade é sólida, construída às margens do Rio Pajeú, onde o convívio de vizinhança na Avenida Rio Branco estreitou ainda mais os laços de respeito e estima. Tive a honra de ser aluno da professora Sineide, cuja dedicação ao magistério marcou gerações de afogadenses.

Ubaldo nasceu em Tabira, mas adotou Afogados da Ingazeira como seu lar e campo de trabalho. Homem honrado, cidadão exemplar, iniciou sua trajetória empresarial no ramo de tecidos, expandindo-se depois para o setor de autopeças e serviços, onde consolidou sua marca. Ao lado da esposa, transformou esforço e visão em oportunidades de desenvolvimento, gerando emprego, renda e dignidade para muitas famílias.

A professora Sineide Pires, com sua vocação nata para ensinar, sempre se destacou pela firmeza pedagógica e pela ternura humana. Formou não apenas estudantes, mas cidadãos conscientes de seus valores e responsabilidades. Sua sala de aula foi espaço de conhecimento e de esperança, preparando jovens para os desafios da vida.

Podemos ainda registrar que Ubaldo, junto a outros vocacionados amigos, integrou o Grupo de Radioamadores de Afogados da Ingazeira, sendo também sócio fundador do Clube Campestre Afogadense, onde teve efetiva participação como conselheiro. No último dia 1º de julho, foi agraciado com a Medalha “Dom Francisco” de Honra ao Mérito, reconhecimento justo a quem sempre esteve presente na vida comunitária e social da cidade.

Do casamento nasceram três filhos — Messias, Marília e Leonardo — que trazem em si o legado de princípios e de trabalho deixado pelos pais. A família Pires é símbolo de união, honestidade e dedicação ao bem comum.

Ao olharmos para a história de Afogados da Ingazeira, é impossível não reconhecer no casal Ubaldo e Sineide dois pilares que ajudaram a fortalecer o desenvolvimento do município. Ele, empreendedor visionário; ela, educadora apaixonada; juntos, construíram uma vida de exemplo e deixaram marcas profundas na sociedade pajeuzeira.

Celebrar a vida de Ubaldo e Sineide é celebrar valores que não envelhecem: trabalho, família, amizade e amor pela sua terra. É reconhecer que o verdadeiro progresso nasce das mãos de quem acredita no poder do servir.

*Professor universitário e memorialista!