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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

O Valor do Oxigênio

Por José Edson de Moura

Depois de dias intensos na UTI, entre o respirar difícil e o tempo suspenso, cheguei ao apartamento. Ali, o corpo repousa e o espírito volta a pensar. Foi nesse silêncio que recebi a visita de meu filho, o médico e amigo Sérgio Ricardo Soares de Moura. Falamos da vida, da medicina e do que há de mais precioso e invisível: o oxigênio.

Sim, o oxigênio — esse sopro de Deus que nos mantém acesos. Ele está em toda parte, gratuito, generoso, invisível. É o alimento da alma e do corpo, o elo entre o homem e o Criador. E, no entanto, passamos a vida sem lhe dar valor. Só o reconhecemos quando falta. Só o percebemos quando o peito se aperta e o ar se torna um bem escasso.

Meu filho, com serenidade, me disse: “Pai, a culpa é nossa, que às vezes ignoramos o essencial.” E eu compreendi. Tive saúde, força, e tantas vezes negligenciei o simples ato de respirar com gratidão.

Hoje sei: o oxigênio não é apenas um gás. É a metáfora da própria existência. É a graça que entra nos pulmões e alimenta o coração. É o símbolo da presença divina que nos sustenta mesmo quando não a vemos.

Agradeço a Deus, ao Dr. Ricardo Bandeira, aos que me assistiram com dedicação, e à minha família, que me deu o ar da esperança quando o corpo pedia socorro. Hoje respiro com reverência. Cada inspiração é uma oração; cada expiração, um agradecimento.

Quantas vezes desperdiçamos o milagre mais simples — o de viver. O oxigênio é a vida. E a vida, quando bem compreendida, é o mais puro sopro de Deus.

Raquel Lyra muda comando da GRE do Sertão do Alto Pajeú e sinaliza para oposição de Afogados

O Diário Oficial do Estado de Pernambuco desta terça-feira (14) trouxe mudanças no comando da Gerência Regional de Educação (GRE) do Sertão do Alto Pajeú, sediada em Afogados da Ingazeira. A governadora Raquel Lyra dispensou Israel Alves da Silveira da função de gerente regional e designou Edjane Gomes dos Santos Almeida para responder pelo expediente da unidade, segundo o Blog do Nill Júnior.

A alteração ocorre poucos dias depois de Danilo Simões e Edson Henrique, candidatos nas eleições municipais de 2024 em Afogados da Ingazeira, entregarem seus cargos de assessores especiais na Casa Civil do Estado alegando falta de reciprocidade da governadora.

Segundo a publicação, Israel Alves deixa o cargo a partir de 14 de outubro de 2025, conforme o ato nº 6880. No ato nº 6889, a professora Edjane Almeida é oficialmente designada para a função.

Edjane é servidora concursada da Secretaria de Educação de Pernambuco e natural de Afogados da Ingazeira. Já atuou na rede estadual. A nova gestora tem dois vínculos com o Estado — sendo aposentada em um deles — e é irmã do ex-vereador Renon.

Aliada política de Danilo Simões, Edjane foi indicada ao cargo numa clara sinalização do Palácio à oposição de Afogados.

Justiça Eleitoral solicita conclusão de inquérito da PF e caso Jandyson avança em Afogados

Do Blog Juliana Lima

A Justiça Eleitoral, por meio da 66ª Zona Eleitoral de Afogados da Ingazeira, solicitou a conclusão do inquérito da Polícia Federal nº 2024.0114112, que investiga os mesmos fatos apurados na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) conhecida como “caso Jandyson”.

O pedido foi formalizado em ofício encaminhado ao Juiz das Garantias do TRE-PE, cobrando da Delegacia de Polícia Federal de Caruaru maior celeridade nas investigações, que vêm sendo prorrogadas desde o início do ano.

Paralelamente, o juiz Osvaldo Teles Lôbo Júnior atendeu solicitação da Coligação União pelo Povo e marcou para o dia 14 de novembro de 2025, às 9h, no Fórum Eleitoral Dr. José Virgínio Nogueira, a audiência de instrução e julgamento da AIJE. A sessão será realizada em formato híbrido, com participação presencial e por videoconferência.

São investigados Jandyson Henrique Xavier Oliveira, ex-secretário de Finanças preso em flagrante às vésperas da eleição de 2024 com R$ 35 mil em espécie e centenas de tickets de combustível; o prefeito Alesandro Palmeira; e o vice-prefeito Daniel Valadares.

Com a solicitação de conclusão do inquérito e a audiência já marcada, o caso Jandyson entra em sua fase decisiva, podendo avançar para julgamento e trazer repercussões políticas diretas em Afogados da Ingazeira.

Raízes que o tempo não apaga

Por Rinaldo Remígio

Conversando com o amigo Ednaldo Campos, depois de uma boa temporada, me veio a memória lembranças de um casal que deixou marcas profundas na história afetiva e social de Afogados da Ingazeira, os seus pais — Seu Décio Campos e Dona Isabel Gomes da Silva.

É impossível falar de sua trajetória sem sentir o peso nobre de suas responsabilidades — e, mais ainda, a leveza com que enfrentaram o que a vida lhes confiou. Não se trata de uma história comum. Trata-se de um legado. E legados não se medem apenas pelos feitos, mas pelo modo como se vive. E eles viveram com dignidade, fé e um compromisso inabalável com a família e com a comunidade.

Seu Décio, policial militar, não era apenas um servidor da segurança pública — era um homem de princípios, de palavra firme e coração atento às necessidades dos outros. Atuando com serenidade e coragem, sabia que sua farda representava mais do que autoridade: representava proteção, serviço e responsabilidade. Era, sobretudo, um homem de honra.

Partiu cedo demais, no dia 12 de outubro de 1972, aos 49 anos, deixando não apenas uma esposa e filhos, mas uma cidade inteira envolta em luto. Sua ausência foi sentida não só no seio familiar, mas também nas ruas, nos vizinhos, nos colegas de farda e nos muitos que, mesmo sem o conhecer de perto, aprenderam a respeitá-lo pela história que deixou.

Quando cheguei a Afogados da Ingazeira, em janeiro de 1973, ainda se falava com reverência sobre sua vida e sua morte. A cidade ainda estava sob o peso da saudade daquele homem que, mesmo ausente, permanecia vivo na memória coletiva.

Coube a Dona Isabel, mulher de fibra e sabedoria rara, a missão de seguir. Viúva aos 42 anos, com treze filhos para criar, não recuou. Pelo contrário: assumiu os negócios da família — bar, posto de combustível, além de outras movimentações — todos em seu nome, conduzidos com competência, discrição e uma coragem silenciosa que só as grandes mulheres possuem.

Lembro ainda, de um tempo em que, ainda menino, fui menor aprendiz no Banco do Brasil, em Afogados da Ingazeira. De vez em quando, eu ia ao posto de combustível da família, lhe entregar algum documento relacionado a empresa, localizado na Avenida Rio Branco, bem ao lado da agência dos Correios. Dona Isabel sempre me recebia com alegria, com aquele sorriso acolhedor. Era atenciosa, gentil, sempre disposta a ajudar. Aquela atenção, vinda de uma mulher já marcada pela vida, mas sem perder a leveza no trato, me marcou profundamente.

Os filhos, criados com amor, valores e firmeza, tornaram-se o maior reflexo do casal. Entre eles, a dedicação de Auda Maria, o senso de responsabilidade de Ednaldo, a presença marcante de Ione Márcia, esposa do meu amigo Pedro, a sensibilidade de Rosa, a energia de Luciano — todos contribuíram, e ainda contribuem, para manter viva a memória dos pais. E há também a lembrança saudosa de Reginaldo, que partiu em 2010, mas cuja ausência se preenche com carinho, honra e respeito entre os irmãos e familiares.

A vida social do casal — mesmo interrompida pela morte precoce do Seu Décio — seguiu viva nos frutos que deixaram: filhos que honram seu sobrenome, netos que atualmente carregam seus valores. Décio Petrônio, advogado militante, o único neto que o avô ainda conheceu em vida, é parte visível dessa continuidade. A família Campos da Silva seguiu crescendo, espalhando raízes fundas e sólidas por Afogados e além.

Hoje, ao recordar Seu Décio e Dona Isabel, não se trata de nostalgia, mas de reverência. Eles representam mais do que um casal — representam uma era, um modo digno de viver, um modelo de família que, mesmo com as dores da vida, jamais perdeu sua essência.

Professor universitário aposentado, memoriasta e amigo da familia.

Nota conjunta à imprensa e à população de Afogados da Ingazeira

Amigos e amigas afogadenses, nesta data, nós, Danilo Simões e Edson Henrique, comunicamos que entregamos os cargos de Assessores Especiais da Secretaria da Casa Civil do Governo do Estado de Pernambuco. Nossa decisão foi tomada de forma consciente, autônoma e coerente com o nosso posicionamento político e, acima de tudo, com a nossa história de vida pessoal.

Quando aceitamos o convite para fazer parte do governo Raquel Lyra, acreditávamos que poderíamos contribuir de forma significativa para o desenvolvimento da nossa querida Afogados da Ingazeira e de toda Região do Pajeú. No entanto, a verdade é que nunca foram disponibilizados os espaços e as condições necessárias para que esse trabalho fosse desenvolvido em sua plenitude.

Durante esse período de seis meses, mesmo com todas as limitações impostas, procuramos atuar como interlocutores da população da região, visando fortalecer o projeto político e administrativo do Governo do Estado, mas não enxergamos por parte do Palácio a reciprocidade esperada.

Apesar dos nossos árduos esforços, nada mudou em relação à importância dada ao nosso Município e ao nosso grupo político, que obteve quase 10 mil votos nas últimas eleições municipais. Afogados da Ingazeira é uma cidade extremamente importante para o Estado e para a Região do Pajeú, marcada por um histórico de grande atenção dada por todos os líderes políticos de Pernambuco, mas que, infelizmente, não vem recebendo o respeito e o tratamento que merece.

Em razão disso, resolvemos que, para manter a unidade do nosso grupo político e garantir a dignidade de tratamento que o povo afogadense deve ter, o melhor caminho seria o nosso desligamento dos cargos. Reforçamos que a política é feita de gestos, de confiança e respeito mútuo. Continuamos dispostos a servir à nossa terra, porque acreditamos que o verdadeiro político não precisa de cargo para defender os interesses do seu povo. Fora do Governo teremos a independência necessária para continuarmos cobrando ações e obras que mudem a realidade do nosso municipio.

Agradecemos pela oportunidade, mas seguiremos firmes e atuantes, fiéis às nossas convicções e aos compromissos assumidos com a população e com todos aqueles que acreditam na nossa liderança. A partir de agora, nosso grupo seguirá livre e independente para escolher o melhor caminho para o desenvolvimento de Afogados da Ingazeira e de Pernambuco.

Afogados da Ingazeira, 06 de outubro de 2025.

Danilo Simões

Edson Henrique